Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



quarta-feira, 3 de junho de 2015

Os Espíritos Glóbulos

Resultado de imagem para capa revista espírita 1860O desejo de ver os Espíritos é uma coisa muito natural, e conhecemos poucas pessoas que não desejam gozar desta faculdade; infelizmente é uma das mais raras, sobretudo quando é permanente. As aparições espontâneas são bastante frequentes, mas são acidentais, e quase sempre motivadas por uma circunstância toda individual, baseada sobre as relações que puderam existir entre o vidente e o Espírito que lhe aparece; outra coisa é, pois, ver fortuitamente um Espírito ou vê-lo habitualmente, e nas condições normais mais comuns; ora, está aí o que constitui, propriamente falando, a faculdade dos médiuns videntes. Ela resulta de uma aptidão especial cuja causa é ainda desconhecida, e que pode se desenvolver, mas que se provocaria em vão quando não exista a predisposição natural. É necessário, pois, manter-se em guarda com outras ilusões que podem nascer no desejo de possuí-la, e que deram lugar a estranhos sistemas. Quanto mais combatamos as teorias duvidosas pelas quais se atacam as manifestações, sobretudo quando essas teorias acusam a ignorância dos fatos, mais devemos procurar, no interesse da verdade, destruir ideias que provam mais de entusiasmo que de reflexão, e que, por isso mesmo, fazem mais mal que bem, expondo-as ao ridículo.
A teoria das visões e das aparições é hoje perfeitamente conhecida; nós a desenvolvemos em vários artigos, e notadamente nos números de dezembro de 1858, fevereiro e agosto de 1859 e no nosso O Livro dos Médiuns, ou Espiritismo Experimental; não a repetiremos, portanto, aqui, mas somente lembraremos alguns pontos de fato, antes de chegar ao exame do sistema dos glóbulos.
Os Espíritos podem se produzir à visão sob diferentes aspectos: o mais frequente é a forma humana. Sua aparição, geralmente, tem uma forma vaporosa e diáfana, algumas vezes vaga e indecisa. Frequentemente, à primeira vista, é um clarão esbranquiçado, cujos contornos se determinam pouco a pouco. Outras vezes, as linhas são mais acentuadas, e os menores traços do rosto desenhados com uma precisão que permite dar-lhe a descrição mais exata. Um pintor, nestes momentos, poderia seguramente fazer-lhe o retrato com tanta facilidade como o faria para uma pessoa viva. As maneiras e o aspecto são os mesmos que durante a vida do Espírito. Podendo dar todas as aparências ao seu perispírito, que constitui seu corpo etéreo, apresenta-se sob aquela que melhor pode fazê-lo reconhecer; assim, se bem que, como Espírito, não tenha mais nenhuma das enfermidades corpóreas que poderia ter como homem, ele se mostrará estropiado, coxo ou corcunda, se julga oportuno para atestar sua identidade. Quanto à roupa, ela se compõe, o mais comumente, de uma roupagem que termina em longa túnica flutuante; pelo menos é a aparência dos Espírito superiores que nada conservaram das coisas terrestres; mas os Espíritos vulgares, aqueles que se conheceram, quase sempre, tem a roupa que tinham no último período de vida. Frequentemente, têm atributos característicos de sua classe. Os Espíritos superiores têm sempre uma figura bela, nobre e serena; os Espíritos inferiores, ao contrário, têm uma fisionomia vulgar, espelho onde se pintam as paixões mais ou menos ignóbeis que os agitaram; algumas vezes ainda carregam os traços de crimes que cometeram ou dos suplícios que suportaram. Uma coisa notável é que, a menos de circunstâncias particulares, as partes menos desenhadas, geralmente, são os membros inferiores, ao passo que a cabeça, o peito e os braços são sempre nitidamente traçados.
Dissemos que as aparições têm alguma coisa de vaporosa, malgrado a sua clareza; poder-se-ia, em certos casos, compará-la à imagem refletida num vidro sem estanho, que não impede ver os objetos que estão por detrás. Bastante ordinariamente, é assim que os distinguem os médiuns videntes; eles os vêm irem, virem, entrarem, saírem, circularem entre a multidão dos vivos, tendo o ar, para os Espíritos vulgares pelo menos, de tomarem parte ativa no que se passa ao redor deles, de se interessarem segundo o assunto, de escutarem o que se diz. São vistos, frequentemente, aproximarem de pessoas, lhes soprarem ideias, influenciá-las, consolá-las, se mostrarem tristes ou contentes com os resultados que obtêm: em uma palavra, é o duplo ou o reflexo do mundo corporal, com suas paixões, seus vícios ou suas virtudes, mais virtudes do que a nossa natureza material nos permite dificilmente compreender. Tal é esse mundo oculto que povoa os espaços, que nos cerca, no meio do qual vivemos, sem disso desconfiar, como vivemos no meio de miríades do mundo microscópico.
Mas pode ocorrer que o Espírito revista uma forma ainda mais nítida e tome as aparências de um corpo sólido, ao ponto de produzir uma ilusão completa e de fazer crer a presença de um ser corpóreo. Enfim, a tangibilidade pode se tornar real, quer dizer, que se pode tocar, apalpar esse corpo, sentir a mesma resistência, o mesmo calor que da parte de um corpo animado, e isso quase pode se desvanecer com a rapidez do raio. Não somente a aparição desses seres, designados sob o nome de agêneres, é muito rara, ela é sempre acidental e de curta duração, e não poderiam tomar-se sob essa forma, os comensais habituais de uma casa.
Sabe-se que entre as faculdades excepcionais das quais o senhor Home deu provas irrecusáveis, é necessário colocar a de fazer aparecer mãos tangíveis que se podem apalpar, e que, por outro lado, podem agarrar apertar e deixar marcas sobre a pele. Os fatos de aparições tangíveis, dizemos, são bastante raros, mas aqueles que se passaram nestes últimos tempos confirmam e explicam aqueles que a história conta a respeito de pessoas que se mostraram, depois de sua morte, com todas as aparências corpóreas. De resto, por extraordinários que sejam semelhantes fenômenos, todo o sobrenatural desaparece quando se lhes conhece a explicação, e se compreende, então, que longe de ser uma derrogação das leis da Natureza não são senão uma sua aplicação.
Quando os Espíritos tomam a forma humana, não se poderia com isso enganar-se; mas assim não é quando tomam outras aparências. Não falaremos aqui de certas imagens terrestres refletidas pela atmosfera, e que puderam alimentar a superstição entre pessoas ignorantes, mas de alguns outros efeitos sobre os quais os homens, mesmos esclarecidos puderam se equivocar; é aí sobretudo que é necessário manter-se em guarda contra a ilusão para não expor-se a tomar por Espíritos fenômenos puramente físicos.
O ar não é sempre de uma limpidez perfeita, e há circunstâncias tais em que a agitação e as correntes das moléculas aeriformes produzidas pelo seu calor são perfeitamente visíveis. A aglomeração desses fragmentos forma pequenas massas transparentes que parecem flutuar no espaço, e que dão lugar ao singular sistema dos Espíritos sob a forma de glóbulos. A causa dessa aparência está, portanto, no próprio ar, mas pode estar também no olho. O humor aquoso oferece pontos imperceptíveis que perderam sua transparência; esses pontos são como corpos semi-opacos em suspensão no liquido do qual seguem os movimentos e as ondulações. Eles produzem no ar ambiente e à distância, por efeito de um engrossamento e da refração, aparência de pequenos discos, algumas vezes irisados, variando de um a dez milímetros de diâmetro. Vimos certas pessoas tomarem esses discos por Espíritos familiares que as seguiam e as acompanhavam por toda parte, e, em seu entusiasmo, verem figuras nas nuanças da irisação. Uma simples observação, fornecidas por essas mesmas pessoas vai reconduzi-las ao terreno da realidade. Esses discos ou medalhões, dizem elas, não somente as acompanham, mas seguem em todos os seus movimentos; vão à direita, à esquerda, para cima, para baixo, ou se detêm segundo os movimentos da cabeça; essa coincidência prova por si só que a sede da aparência está em nós e não fora de nós, e o que o demonstra, por outro lado é que, em seus movimentos ondulatórios, esses discos não se separam jamais de um certo ângulo; mas como eles não seguem com precipitação o movimento da linha visual, parecem ter uma certa dependência. A causa desse efeito é muito simples. Os pontos opacos, ou semi-opacos, do humor aquoso, causa primeira do fenômeno são, dissemos, como estando em suspensão, mas têm sempre uma tendência a descerem; quando eles sobem, é que foram solicitados pelo movimento do olho de baixo para cima; chegados a uma certa altura, fixando-se o olho, vê-se o disco descer lentamente, depois deter-se; sua mobilidade é extrema, porque lhe basta um movimento imperceptível do olho ara fazer percorrer ao raio visual toda amplitude do ângulo em sua abertura no espaço, onde a imagem se projeta.
Outro tanto dizemos das centelhas que se conduzem, algumas vezes, em maços ou feixes mais ou menos compactos, pela contração dos músculos do olho, e que se devem, provavelmente, à fluorescência ou à eletricidade naturais da íris, uma vez que são, geralmente, circunscritos na circunferência desse órgão.
De semelhantes ilusões não podem provir senão uma observação incompleta; quem haja estudado seriamente a natureza dos Espíritos por todos os meios que a ciência prática dá, compreenderá tudo o que elas têm de pueril. Se esses glóbulos aéreos fossem Espíritos, seria necessário convir que estariam constrangidos a um papel muito mecânico para seres inteligentes e livres; papel possivelmente fastidioso para Espíritos inferiores, com a mais forte razão incompatível com a ideia que fazemos dos Espíritos superiores.
Os únicos sinais que podem, verdadeiramente, atestar a presença dos Espíritos são os sinais inteligentes. Enquanto não se provar que as imagens das quais acabamos de falar, tivessem elas mesmo a forma humana, têm um movimento próprio, espontâneo, com caráter intencional evidente e acusando uma vontade livre, não veremos aí senão simples fenômenos fisiológicos ou de ótica. A mesma observação se aplica a todos os gêneros de manifestações, e sobretudo aos ruídos, às pancadas, aos movimentos insólitos de corpos inertes que milhares de causas físicas podem produzir. Nós o repetimos, tanto que um efeito não seja inteligente por si mesmo, e independente da inteligência dos homens, é necessário considera-lo duas vezes antes de atribuí-lo aos Espíritos.
Fonte: Revista Espírita – Fevereiro 1860.
Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

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Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

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Divaldo Franco

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Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

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Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel