Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.

Thiago, 3/17


sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Doutrina Espírita











Francisco Rebouças

TEMPLO VIVO

É uma felicidade encontrar o reduto dos trabalhadores operantes do Espiritismo.
Que dizer duma comunidade de abelhas consagradas a perene descanso na colméia?
De árvores que florescessem verdejantes, mas sem frutos? De fontes abertas, todavia sem água que traduza socorro ativo aos sedentos?
Não suportam que nós, os desencarnados, estejamos repousando em calmaria destruidora. O nosso esforço é ingente, o trabalho é incessante. Temos, também, em todas as direções de nossa luta, os centros espirituais de serviço aos semelhantes.
Nossos agrupamentos, contudo, não se restringem aos incensos da adoração e, sim, se estendem a tarefas eficientes e seguras, nas quais, qual acontece num conjunto musical, cada companheiro é um instrumento adequado à harmonia do todo e cada coração é ferramenta bendita para que à vontade de Jesus se manifeste. Aqui temos, pois, uma demonstração dos templos de fé viva no futuro mundo.
Cada crente é colaborador vivo da obra do Mestre Divino. Este usa a palavra para a edificação coletiva, outro emprega as mãos fraternas no auxílio curativo, enquanto outros se utilizam de forças benéficas e salutares para a transmissão dos valores espirituais de planos mais altos.
Trabalhemos assim, meus amigos, conscientes de que o Espiritismo Cristão é processo renovado com Jesus, escola para ensinar, casa de produção incessante do bem e sementeira viva de bênçãos e luzes, em que todos nós, individualmente, podemos contribuir com a nossa parte na construção do Reino de Deus na Terra.
O porvir acena-nos à frente, induzindo-nos para o Alto. A fé sem obras congela o pensamento e determina a anestesia temporária do espírito.
O serviço é a alma de nossas organizações que se dirigem para o mundo regenerado, com vistas à vida eterna. Jesus é o Senhor da Verdade e do Bem, é o Príncipe da Paz e o Salvador dos Homens. Entretanto, é também o Trabalhador Divino de pá nas mãos, limpando a eira do mundo. E se não sabemos, ainda, dentro de nossa insignificância, ligar-nos ao Supremo Orientador do Planeta, através da Verdade que ainda não conquistamos inteiramente, do Bem que ainda não sabemos praticar com a perfeição desejada e da Paz que ainda não sabemos preservar em nós mesmos, busquemo-lo por intermédio do trabalho no bem, porque o serviço é o caminho aberto a todas as criaturas, desde o verme até o anjo, na direção de Deus.
Livro: Nosso Livro
Chico Xavier/Agar

Francisco Rebouças

Somos colaboradores do Cristo!


“Cada crente é colaborador vivo da obra do Mestre Divino. Este usa a palavra para a edificação coletiva, outro emprega as mãos fraternas no auxílio curativo, enquanto outros se utilizam de forças benéficas e salutares para a transmissão dos valores espirituais de
planos mais altos.
Trabalhemos assim, meus amigos, conscientes de que o Espiritismo Cristão é processo renovado com Jesus, escola para ensinar, casa de produção incessante do bem e sementeira viva de bênçãos e luzes, em que todos nós, individualmente, podemos contribuir com a nossa parte na construção do Reino de Deus na Terra.
O porvir acena-nos à frente, induzindo-nos para o Alto. A fé sem obras congela o pensamento e determina a anestesia temporária do espírito.”
Livro: Nosso Livro
Chico Xavier/Agar


Francisco Rebouças

quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Otimismo sempre!


Francisco Rebouças

ABRIGO ÍNTIMO

Emmanuel
Pedes abrigo no tumulto que habitualmente aparece diante das grandes renovações. Entretanto, as possibilidades para o levantamento de semelhante refúgio estão em ti mesmo.
Rememora a proteção sob a qual vieste ao Plano Físico. De nada dispunhas, além do amor com que te acolheram, no entanto, não te faltou apoio para o crescimento nem luz bastante para que se te clareassem os pensamentos.
Relaciona os empréstimos da vida com que ao mundo te vinculaste:
oportunidades que te honraram;
afetos que te surgiram;
meios que obtiveste;
lições que te enobreceram.
Soma as bênçãos que te enriquecem e pensa na aplicação respectiva que se te pede para a elevação do futuro.
Constrói, por dentro do próprio ser, o abrigo de entendimento que solicitas no qual possas desfrutar segurança e irradiá-la de ti. Agradece a tarefa que a vida te concedeu.
Trabalha confiando no êxito do bem. Usa os patrimônios da vida sem desperdiçá-los. Não retenhas vantagens com evidente prejuízo dos outros.
Se erraste, corrige-te sem precipitação em desespero. Não admitas o fracasso por perda definitiva e sim por ensinamento necessário ao triunfo.
Aceita os outros como são sem violentar-lhes o modo de ser e sem permitir que te destruam as realizações e os ideais. Segue o teu próprio caminho, compreendendo e amando sempre.
Assume as responsabilidades com que te deves conduzir, sem qualquer intromissão no comportamento alheio. Participa da existência, ofertando as tuas atividades ao montante do benefício comum.
Não te retardes em sombras de ressentimento ou irritação, contra experiências de que ainda precisas. Segue adiante, pensando no bem, falando para o bem, agindo no bem e edificando para o bem, sem perder o tesouro das horas.
E suceda o que suceder, estarás em segurança, porque assim reconhecerás que a segurança inviolável em nós é a presença de Deus.

Livro: Buscai e Acharás
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

terça-feira, 12 de novembro de 2019

É bom não esquecer!


Cristo é o Sol Espiritual dos nossos destinos.
Urge, pois, associarmo-nos voluntàriamente aos ensinamentos dele,
concretizando-lhes a essência em nossas atividades de cada dia.
Livro: Ave Cristo.
Chico Xavier/Emmanuel 


Francisco Rebouças

MEDIUNIDADE E JESUS

Euripedes Barsanulfo
Quem hoje ironiza a mediunidade, em nome do Cristo, esquece-se, naturalmente, de que Jesus foi quem mais a honrou neste mundo, erguendo-a ao mais alto nível de aprimoramento e revelação, para alicerçar a sua eterna doutrina entre os homens.
É assim que começa o apostolado divino, santificando-lhe os valores na clariaudiência e na clarividência, entre Maria e Isabel, José e Zacarias, Ana e Simeão, no estabelecimento da Boa Nova.
E segue adiante, enaltecendo-a na inspiração dos doutores do Templo; exaltando-a nos fenômenos de efeitos físicos, ao transformar a água em vinho, nas bodas de Canã; sublimando-a, nas atividades da cura, ao transmitir passes de socorro aos cegos e paralíticos, desalentados e aflitos, reconstituindo-lhes a saúde; ilustrando-a na levitação, quando caminha sobre as águas; dignificando-a nas tarefas de desobsessão, ao instruir e consolar os desencarnados sofredores ligados aos alienados mentais que lhe surgem à frente; glorificando-a na materialização, em se transfigurando ao lado de Espíritos radiantes, no cimo do Tabor, e elevando-a sempre no magnetismo sublimado, ao aliviar os enfermos com a simples presença, ao revitalizar corpos cadaverizados, ao multiplicar pães e peixes para a turba faminta ou ao apaziguar as forças da Natureza.
E, confirmando o intercambio entre os vivos da Terra e os vivos da Eternidade, reaparece Ele mesmo, ante os discípulos espantados, traçando planos de redenção que culminam no dia de Petencostes – o momento inesquecível do Evangelho -, quando os seus mensageiros convertem os Apóstolos em médiuns falantes na praça pública, para esclarecimento do povo necessitado de luz.
Como é fácil de observar, a mediunidade, como recurso espiritual de sintonia, não é a Doutrina Espírita, que expressa atualmente o Cristianismo Redivivo, mas, sempre enobrecida pela honestidade e pela fé, pela educação e pela virtude, é o veiculo respeitável da convicção na sobrevivência.
Assim, pois, não nos agastemos contra aqueles que a perseguem, através do achincalhe – tristes negadores da realidade cristã, ainda mesmo quando se escondam sob os veneráveis distintivos da autoridade humana – porquanto, os talentos medianímicos estiveram incessantemente nas mãos de Jesus, o nosso Divino Mestre, que deve ser considerado, por todos nós, como sendo o Excelso Médium de Deus.
Psicografia em Reunião Publica Data – 8-4-1959
Local – Centro Espírita Casa do Cinza, na cidade de Uberaba, Minas.

Chico Xavier/Euripedes Barsanulfo

Francisco Rebouças

domingo, 10 de novembro de 2019

A CHAVE BENDITA

Emmanuel
Efetivamente, muitos são os problemas que nos assediam a existência. Dificuldades que não se esperam, tribulações que nos espancam mentalmente, sofrimentos que se instalam conosco, sem que lhes possamos calcular a duração, desajustes que valem por dolorosos constrangimentos.
Se aspiras a obter solução adequada às provas que te firam, não te guies pela rota do desespero.
Tens contigo uma chave bendita - a chave da humildade, cunhada no metal puro da paciência.
Perante quaisquer tropeços da estrada, usa semelhante talento do espírito e alcançarás para logo a equação de harmonia e segurança a que pretendes chegar.
Nada perderás, deixando fale alguém com mais autoridade do que aquela de que porventura disponhas; nunca te diminuirás por desistir de uma contenda desnecessária; em coisa alguma te prejudicarás abraçando o silêncio diante de conceitos deprimentes que te sejam desfechados; não sofrerás prejuízo algum em te calando nessa ou naquela questão que diga respeito exclusivamente às tuas conveniências e interesses pessoais; grandes lucros no campo íntimo te advirão da serenidade ou da complacência com que aceites desprestígio ou preterição; jamais te arrependerás de abençoar ao invés de reclamar, ainda mesmo em ocorrências que te amarguem as horas; e a simpatia vibrará sempre em teu favor, toda vez que cedas de ti mesmo, em benefício dos outros.
Efetuemos os investimentos valiosos de paz e felicidade, suscetíveis de serem capitalizados por nós, através dos pequeninos gestos de tolerância e bondade e o esquema de trabalho, a que a vida nos indique, ganhará absoluta eficiência de execução.
Seja na vida particular ou portas adentro de casa, no grupo de serviço a que te vinculas ou na grande esfera social em que se te decorre a existência, sempre que te vejas à beira de ressentimento ou revide, rebeldia ou desânimo, nunca te entregues a semelhantes agentes destrutivos.
Tenta a humildade.

Do livro: Mais Perto
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

Drogas, o caminho da infelicidade!

O Grave problema das drogas é hoje em dias tão comum nas famílias, que já não causa nenhum constrangimento a quem quer que seja o fato de revelar que convive em seu ambiente familiar com alguém usuário de drogas, pois o ser humano, em sua grande maioria, desprovido de maturidade emocional para lidar com a complexidade da vida, e em constantes frustrações causadas pelas contrariedades de seus sonhos e projeções, quase sempre sem base e sem fundamento na realidade do contexto em que está situado na sociedade, leva-o a participar do modismo quase sempre pernicioso, tornando-se daí em diante, forte candidato no caminho do precipício das DROGAS.
Procura então, entre as pessoas de seu relacionamento, também vazias de valores morais e carentes de paz interior, companhia para a busca do “prazer” que ouve dizer que as drogas proporcionam, saídas para fugir da tensão emocional causado pela ansiedade que não lhe dá sossego e solução para todos os seus problemas.
No início, quando o usuário experimenta a droga, sente uma sensação de estar em lua de mel com a vida, supõe ter encontrado finalmente a solução para todos os seus problemas, não imaginando em hipótese alguma que está iniciando uma trajetória de dores e sofrimentos incalculáveis para si e para seus familiares e amigos, entrando por um caminho quase sempre sem volta.
Na atualidade, os jovens são os maiores alvos dos traficantes de drogas, e por saberem de que os jovens passam por uma etapa de grandes transformações da fase da infância para fase adulta, onde convivem com inúmeras interrogações quase sempre sem respostas positivas e esclarecedoras, por parte dos seus pais ou responsáveis, ficam quase sempre à mercê dos aproveitadores que se utilizam da inocência de muitos deles para escraviza-los mais tarde, como viciados consumidores das drogas mais pesadas, infelicitando-os e conduzindo-os pelos caminhos da “morte” física.
O que leva o jovem ao uso das drogas é frequentemente o abuso na busca do prazer, da alegria, da sua afirmação no grupo que faz parte; outro motivo muito utilizado pelos jovens para o uso e consumo das drogas é o fato de estarem transgredindo os regulamentos, os códigos de conduta traçados para o bom relacionamento na sociedade, é o prazer que sente de ser diferente, ir contra os conceitos familiares ou sociais, contestando seus valores, e alguns deles encontram razão para o consumo de drogas, no exemplo dado por certos adultos com quem convivem.
A Doutrina Espírita esclarece-nos, sobre as aptidões e tendências que todos trazemos como bagagem de situações vivenciadas nas diversas idas e vindas do espírito no processo natural da reencarnação, e que por isso mesmo estaremos sempre fazendo nossas escolhas de acordo com as nossas próprias tendências, necessitando por isso mesmo que os responsáveis prestem bastante atenção para as pequeninas tendências apresentadas por suas crianças, como a teimosia, o egoísmo etc. etc, para combaterem o mais cedo possível.
Em “O Livro dos Espíritos”, os Imortais da Vida Maior, responderam ao questionamento de Allan Kardec, sobre o assunto conforme segue:
  1. Pode-se considerar como missão a paternidade?
 É, sem contestação possível, uma verdadeira missãoÉ ao mesmo tempo grandíssimo dever e que envolve, mais do que o pensa o homem, a sua responsabilidade quanto ao futuroDeus colocou o filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes o dirijam pela senda do bem, e lhes facilitou a tarefa dando àquele uma organização débil e delicada, que o torna propício a todas as impressões. Muitos há, no entanto, que mais cuidam de aprumar as árvores do seu jardim e de fazê-las dar bons frutos em abundância, do que de formar o caráter de seu filho. Se este vier a sucumbir por culpa deles, suportarão os desgostos resultantes dessa queda e partilharão dos sofrimentos do filho na vida futura, por não terem feito o que lhes estava ao alcance para que ele avançasse na estrada do bem.”
  1. São responsáveis os pais pelo transviamento de um filho que envereda pelo caminho do mal, apesar dos cuidados que lhe dispensaram?
“Não; porém, quanto piores forem as propensões do filho, tanto mais pesada é a tarefa e tanto maior o mérito dos pais, se conseguirem desviá-lo do mau caminho.”
  1. a) Se um filho se torna homem de bem, não obstante a negligência ou os maus exemplos de seus pais, tiram estes daí algum proveito?
 Deus é justo.”
Portanto, é necessário todo o cuidado com os filhos ou qualquer criança que esteja sob nossa responsabilidade de educar, para não sermos responsabilizados mais tarde pelo fracasso na nobre missão que Deus nos confiou, e que cedo ou tarde teremos de prestar contas diante da Soberana Sabedoria do Universo.
Referência:Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos, FEB, 76ª Edição.
Francisco Rebouças

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

O NECESSÁRIO

"Mas uma só coisa é necessária." - Jesus. (LUCAS, 10:42.)
Terás muitos negócios próximos ou remotos, mas não poderás subtrair-lhes o caráter de lição, porque a morte te descerrará realidades com as quais nem sonhas de leve...
Administrarás interesses vários, entretanto, não poderás controlar todos os ângulos do serviço, de vez que a maldade e a indiferença se insinuam em todas as tarefas, prejudicando o raio de ação de todos os missionários da elevação.
Amealharás enorme fortuna, todavia, ignorarás, por muitos anos, a que região da vida te conduzirá o dinheiro.
Improvisarás pomposos discursos, contudo, desconheces as conseqüências de tuas palavras.
Organizarás grande movimento em derredor de teus passos, no entanto, se não construíres algo dentro deles para o bem legítimo, cansar-te-ás em vão.
Experimentarás muitas dores, mas, se não permaneceres vigilante no aproveitamento da luta, teus dissabores correrão inúteis.
Exaltarás o direito com o verbo indignado e ardoroso, todavia, é provável não estejas senão estimulando a indisciplina e a ociosidade de muitos.
"Uma só coisa é necessária", asseverou o Mestre, em sua lição a Marta, cooperadora dedicada e ativa.
Jesus desejava dizer que, acima de tudo, compete-nos guardar, dentro de nós mesmos, uma atitude adequada, ante os desígnios do Todo-Poderoso, avançando, segundo o roteiro que nos traçou a Divina Lei. Realizado esse "necessário", cada acontecimento, cada pessoa e cada coisa se ajustarão, a nossos olhos, no lugar que lhes é próprio. Sem essa posição espiritual de sintonia com o Celeste Instrutor, é muito difícil agir alguém com proveito.

Livro: Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

CONVITE À ASCENSÃO

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.”
(João: capítulo 14º, versículo 6)

O cardo multiplicado na rota cravando-se aos pés andarilhos; a pedra miúda penetrando pela alpar­cata protetora; a canícula ardente sobre a cabeça ou a chuva impertinente, prejudicial como circunstân­cias impeditivas.
O apelo do alto, no entanto, chegando-te como poema de sol, encanto de paisagem visual a perder-se além do horizonte, ar rarefeito, renovador, abençoa­do...
Na estreiteza do caminho estão a visão próxima do detalhe nem sempre atraente, a lama e o abismo.
De cima, porém, a grandeza do conjunto harmo­nioso, em mosaico festivo, concitando-te a maiores cogitações...
No torvelinho agressivo do dia-a-dia é mister crescer na direção da vitória, libertando-te das pai­xões que coarctam as aspirações elevadas.
Examina, assim, a situação em que te encontras e arregimenta forças a fim de ascenderes.
Cá, na nesga da baixada dos homens, a dor em mil faces, o desespero em polimorfia fisionômica, a desdita em vitória. Mesquinhez abraçada a coisa-ne­nhuma asfixiando esperanças, esmagando alegrias...
Lá, nas alturas do ideal, a amplitude de vistas e a largueza de realizações...
Concitado ao programa redentor não te detenhas no ultraje dos fracos, nem te fixes na insensatez dos desolados.
Paga o tributo do crescimento a peso de jovial renúncia e cordata submissão, superando detalhes desvaliosos e conjunturas lamentáveis, de modo a al­çares o ser e a vida aos cimos espirituais.
Asseverou Jesus ser o caminho, e ensinando como alcançar vitórias legítimas, enquanto conviveu com os homens e lhes sofreu a ingratidão não se per­mitiu deter com eles, ascendendo do topo de uma cruz, além do solo das paixões, aos cimos da subli­mação.
Medita e segue-o, liberando-te da canga dos me­lindres e cogitações que te retêm no solo pegajoso das baixadas, desde hoje.

Livro: Convites da Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

sexta-feira, 1 de novembro de 2019

Estudando a Doutrina Espírita - L.E.

559. Também desempenham função útil no Universo os Espíritos inferiores e imperfeitos?

“Todos têm deveres a cumprir. Para a construção de um edifício, não concorre tanto o último dos serventes de pedreiro, como o arquiteto?” (540)

560. Tem atribuições especiais cada Espírito?

“Todos temos que habitar em toda parte e adquirir o conhecimento de todas as coisas, presidindo sucessivamente ao que se efetua em todos os pontos do Universo. Mas, como diz o Eclesiastes, há tempo para tudo. Assim, tal Espírito cumpre hoje neste mundo o seu destino, tal outro cumprirá ou já cumpriu o seu, em época diversa, na terra, na água, no ar, etc.”

561. São permanentes para cada um e estão nas atribuições exclusivas de certas classes as funções que os Espíritos desempenham na ordem das coisas?

“Todos têm que percorrer os diferentes graus da escala, para se aperfeiçoarem. 
Deus, que é justo, não poderia ter dado a uns a ciência sem trabalho, destinando outros a só a adquirirem com esforço.”
É o que sucede entre os homens, onde ninguém chega ao supremo grau de perfeição numa arte qualquer, sem que tenha adquirido os conhecimentos necessários, praticando os rudimentos dessa arte.

Fonte : O Livro dos espíritos, FEB 76ª edição.

EM NOME DO EVANGELHO

Emmanuel
Reunindo-se aos discípulos, empreendeu Jesus a renovação do mundo.
Congregando-se com cegos e paralíticos, restituiu-lhes a visão e o movimento.
Misturando-se com a turba extenuada, multiplicou os Paes para que lhe não faltasse alimento.
Ombreando-se com os pobres e os simples, revelou-lhes as Bem aventuranças Celestes.
Banqueteando-se com pecadores confessos, ensinou-lhes o retorno ao caminho de elevação.
Partilhando a fraternidade do cenáculo, preparou companheiros na direção dos testemunhos de fé.
Compelido a oferecer-se em espetáculo na cruz, junto à multidão, despediu-se da massa popular, abençoando e amando, perdoando e servindo.
Compreendendo a responsabilidade da grande assembléia de colaboradores do Espiritismo Brasileiro, formulamos votos ardentes para que orientem no Evangelho quaisquer princípios de unificação, em torno dos quais entrelaçam esperanças.
Cremos que a experiência cientifica e a discussão filosófica representam preparação e adubo no campo doutrinário, porque a semente viva do progresso real, com o aperfeiçoamento do homem interior, permanece nos alicerces divinos da Nova Revelação.
Cultivar o Espiritismo, sem esforço espiritualizante, é trocar noticias entre dois planos diferentes, sem significado substancial na redenção humana.
Lidar com assuntos do Céu, sem vasos adequados à recepção da essência celestial, é ameaçar a obra salvacionista.
Aceitar a verdade, sem o desejo de irradiá-la, através do propósito individual de serviço aos semelhantes, é vaguear sem rumo.
O laboratório é respeitável.
A academia é nobre.
O templo é santo.
A ciência convence.
A filosofia estuda.
A fé converte o homem ao Bem Infinito.
Cérebro rico, sem diretrizes santificantes, pode conduzir à discórdia.
Verbo primoroso, sem fundamentos de sublimação, não alivia, nem salva.
Sentimento educado e iluminado, contudo, melhora sempre.
Reunidos, desta forma, em grande conclave de fraternidade, que os irmãos do Brasil se compenetrem, cada vez mais, do espírito de serviço e renunciação, de solidariedade e bondade pura que Jesus nos legou.
O mundo conturbado pede, efetivamente, ação formadora. Conscientes, porém, de que se faz impraticável a redenção do todo, sem o burilamento das partes, unamo-nos no mesmo roteiro de amor, trabalho, auxilio, educação, solidariedade, valor e sacrifício que caracterizou a atitude do Cristo em comunhão com os homens, servindo e esperando o futuro, em Seu exemplo de abnegação, para que todos sejamos um, em sintonia sublime com os desígnios do Supremo Senhor.
(Mensagem recebida em Pedro Leopoldo, Minas, destinada aos irmãos do Primeiro Congresso Nacional Espírita de São Paulo).

Livro:Luz no Caminho
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

terça-feira, 29 de outubro de 2019

CONSELHOS FRATERNAIS DE EMANUEL

Emmanuel
Meu amigo, muita paz! Enquanto não se converte o homem no herdeiro divino, em plena posse das riquezas eternas e dons imperecíveis do espírito, instituindo o Reino do Senhor na Terra, o clima do cristão constituir-se-á de lutas acerbas.
Indispensável prosseguir, nas leiras da fé viva, arando e semeando para o futuro sem prender a atenção no passado.
Transforma as pedras em flores, os obstáculos em estímulos.
Todo o trabalho humano – serviço nosso na obra do Cristo – não pode apresentar características de perfeição absoluta.
O Mestre, porém, aceita-nos a boa vontade no esforço da cooperação sincera e estende-nos mão forte, sempre que a perseverança na luz e no bem vibre em nossas atitudes.
Continuemos, desse modo, atentos aos nossos deveres.
A sombra é um desafio à nossa capacidade de brilhar ao Sol do Divino Amor que tudo converte em bênçãos de realização sublime com a Boa Nova.
A incompreensão representa forte apelo ao nosso entendimento, a fim de que testemunhando, em silencio, a nossa fé, possamos aplicar todas as nossas oportunidades no abençoado serviço da redenção.
O desprezo é uma convocação à revelação das nossas possibilidades de amar como Jesus nos amou.
O caminho é longo e a missão é complexa.
Exigem desassombro e serenidade, confiança e otimismo, compreensão e fraternidade.
Não te esqueças de semelhantes armas em teu ministério.
Dissemina a boa semente, edifica no Espírito Eterno, ergue o teu santuário interior para o Mestre e atende às obrigações edificantes que te foram confiadas.
É sempre fácil sorrir perante o céu azul e ensinar nos dias dourados,
plenos de tranqüilidade e de sol.
É por isso que raros aprendizes sabem servir sob a noite tormentosa e ao logo das horas repletas de dores e dificuldades de toda sorte.
A escola, entretanto, não é outra.
Peçamos ao Divino Amigo nos conceda força para negarmos a nós mesmos, olvidando quanto possa constituir remanescentes de nosso passado delituoso e energia para nos glorificarmos em nossa cruz de cada dia, talhada nos testemunhos de trabalho, a que fomos convocados na hora presente.
Somente assim, meu irmão, poderemos seguir a Luz dos Nossos Destinos, transformando-nos em viva mensagem de seu Infinito Amor a beneficio da Terra de paz e fraternidade com o Reino dos Céus, nos bem aventurados dias que virão.
(Página recebida em Pedro Leopoldo, Minas, dirigida a um amigo solicitante de orientação espiritual).

Livro: Luz no Caminho
Chico/Emmanuel

Francisco Rebouças

Feijoada no Remanso!

Prezados amigos:
No dia 10 de novembro teremos uma deliciosa feijoada no Remanso Fraterno.
Aproveite a chance de comer bem, rever amigos e ainda ajudar o Remanso Fraterno!
Não fique de fora dessa!
 Venda de Convites até 08/11:

Convite Promocional - R$35,00 até 02/11 - Compra Online Segura AQUI
Convite Normal - R$44,00 - Compra Online Segura AQUI

Compre também na Secretaria da SEF
Rua Passo da Pátria, 38, São Domingos - Niterói - RJ
Telefone: (21) 2717-8235
Obs.: Não serão vendidos ingressos no dia do evento.
Atenciosamente,  
Logo SEF
 Logo Remanso Fraterno
Rua Passo da Pátria, 38 - São Domingos - Niterói/RJ
CEP: 24210-240
Telefone: +55 21 2717-8235
E-mail: sef@sef.org.br


Francisco Rebouças
Rua Jean Valentau de Mouliac, 1601
Várzea das Moças - Niterói/RJ
Tel.: +55 21 2609-9930
E-mail: remanso@remansofraterno.org.br




segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Estudando a doutrina espírita


(...) Longe de admitir o Espiritismo como uma causa de aumento da loucura, dizemos que é uma causa atenuante que deve diminuir o número de casos produzidos pelas causas comuns. Com efeito, entre essas causas, é preciso colocar em primeira linha os desgostos de toda natureza, as decepções, as afeições contrariadas, os revezes de fortuna, as ambições frustradas. O efeito dessas causas está em razão da impressionabilidade do indivíduo; se houvesse um meio de atenuar essa impressionabilidade, isso seria, sem contradita, o melhor preservativo; pois bem! esse meio está no Espiritismo, que amortece o contragolpe moral, que faz receber com resignação as vicissitudes da vida; tal que teria se suicidado por um revés, haure na crença espírita uma força moral que lhe faz receber seu mal com paciência; não só não se matará mas, em presença da maior adversidade, conservará sua fria razão, porque tem uma fé inalterável no futuro. Dar-lhe-íeis essa calma com a perspectiva do nada? (...).
Revista Espírita – Fevereiro 1863.



Francisco Rebouças

SERMÕES CONTRA O ESPIRITISMO.

Uma carta de Lyon, datada de 7 de dezembro de 1862, contém a passagem seguinte, que uma testemunha ocular e auricular nos confirmou de viva voz:
"Tivemos aqui o bispo do Texas, da América, que pregou, terça-feira última, 2 de dezembro, às oito horas da noite, na igreja Saint-Nizier, diante de um auditório de quase duas mil pessoas, entre as quais se encontravam um grande número de Espíritas. Ai! não parecia muito instruído na nossa doutrina; pode-se julgá-lo por este curto resumo:
"Os Espíritas não admitem o inferno nem as preces nas igrejas, eles se fecham em seus quartos e ali oram, Deus sabe que preces!... Não há senão duas categorias de Espíritos:
os perfeitos e os ladrões; os assassinos e os canalhas... Venho da América, onde esses infames começaram; pois bem! posso vos assegurar que, há dois anos, não se ocupa mais de tudo nesse país. Foi-me dito que aqui, nesta cidade de Lyon, tão renomada pela sua piedade, havia muitos Espíritas; isso não pode ser; não o creio. Estou bem seguro, caros irmãos e caras irmãs, que não há entre vós um único médium, nem uma única médium, porque, vede, os Espíritas não admitem nem o casamento, nem o batismo, e todos os Espíritas são separados de suas mulheres, etc., etc..."
"Estas várias frases podem dar uma ideia do resto. O que teria dito o orador se soubesse que quase um quarto de seus ouvintes era composto de Espíritas? Quanto à sua eloquência, não posso dizer senão uma coisa, é que, por momentos, ela parecia do frenesi; ele parecia perder o fio de suas idéias e não sabia o que queria dizer; se eu não temesse servir-me de um termo irreverente, diria que ele patinhava. Creio verdadeiramente que era impelido por alguns Espíritos a dizer todos esses absurdos, e de maneira tal que, vos asseguro, não se estaria em dúvida de estar num lugar santo; também todo mundo ria. Alguns de seus partidários foram os primeiros a julgar do efeito que produzira o sermão, mas não deveram estar muito satisfeitos, porque, uma vez fora, cada um tratou de rir e de dizer seu pensamento; vários mesmo de seus amigos deploravam os desvios aos quais se entregou, e compreendiam que o objetivo fora completamente errado. Com efeito, não poderia fazer melhor para recrutar adeptos, e foi o que aconteceu durante a sessão.
Uma senhora, que se achava ao lado de um muito bom Espírita de meu conhecimento, disse-lhe: "Mas o que é, pois, esse Espiritismo e esses médiuns, dos quais se fala tanto, e contra os quais esses senhores estão tão furiosos?" A coisa tendo-lhe sido explicada:
Oh! disse ela, chegando em minha casa, vou conseguir os livros e tentarei escrever."
"Posso vos assegurar que se os Espíritas são tão numerosos em Lyon, é graças alguns sermões do gênero desse. Lembrai-vos que, há três anos, quando não se contava aqui senão algumas centenas de Espíritas, eu vos escrevi, em conseqüência de uma pregação colérica contra a Doutrina, e que produziu um excelente efeito: "Ainda alguns sermões como este, e em um ano o número de adeptos será decuplicado.". Pois bem! hoje está decuplicado, graças também aos ignóbeis e mentirosos ataques de alguns órgãos da imprensa. Todo o mundo, até o simples operário que, sob suas vestes grosseiras, tem mais bom senso do que se crê, diz que não se ataca com tanto furor senão uma coisa que para isso valha a pena, é porque se quis ver por si mesmo, e quando se reconheceu a falsidade de certas afirmações, que denotavam ignorância e malevolência, a crítica perdeu todo o crédito, e, em lugar de afastar do Espiritismo, ela conquistou partidários. Ocorrerá o mesmo, muito esperamos, como sermão do monsenhor do Texas, cuja maior imperícia foi dizer que "todos os Espíritas estão separados de suas mulheres," quando temos aqui, sob nossos olhos, numerosos exemplos de lares outrora divididos, e onde o Espiritismo levou à união e à concórdia. Cada um diz naturalmente que, uma vez que os adversários do Espiritismo lhe atribuem ensinos e resultados cuja falsidade está demonstrada pelos fatos e pela leitura dos livros que dizem tudo ao contrário, nada prova a verdade das outras críticas. Creio que se os Espíritas lioneses não temessem faltar com o respeito ao monsenhor do Texas, ter-lhe-iam votado um requerimento de agradecimentos. Mas o Espiritismo nos torna caridosos, mesmo para com os nossos inimigos."
Uma outra carta, de uma testemunha ocular, contém a passagem seguinte:
"O orador de Saint-Nizier partiu desse dado de que o Espiritismo tivera seu tempo nos Estados Unidos, e que não se falava dele há dois anos. Era, pois, segundo ele, um assunto da moda; esses fenômenos eram sem consistência, e não valiam a pena serem estudados; tinha procurado ver e não vira nada. No entanto, mostrava a nova doutrina como atentatória aos laços de família, à propriedade, à constituição da sociedade, e denunciando-a como tal às autoridades competentes.
"Os adversários se prendiam a um efeito mais surpreendente, e não a uma simples negação representada de maneira bastante ridícula; porque não ignoram o que se passa na cidade, a marcha do progresso e a natureza das manifestações. Também a questão retornou, domingo dia 14, em Saint-Jean, e esta vez um pouco melhor tratada.
"O orador de Saint-Nizier negara os fenômenos; o de Saint-Jean reconheceu-os, afirmou-os: "Ouvem-se, disse ele, golpes nas paredes; no ar, vozes misteriosas; se tem, realmente, relações com os Espíritos, mas quais Espíritos? Podem não ser bons, porque os bons são dóceis e submissos às ordens de Deus, que proibiu a própria evocação dos Espíritos; portanto, aqueles que vêm não podem ser senão maus."
"Contaram-se bem três mil pessoas em Saint-Jean; entre elas, trezentas pelo menos irão à descoberta.
"O que contribuirá, certamente, para fazer refletirem as pessoas honestas ou inteligentes que compõem o auditório, são as afirmações singulares do orador, - digo singulares por polidez. - "O Espiritismo, disse ele, vem destruir a família, aviltar a mulher, pregar o suicídio, o adultério e o abortamento, preconizar o comunismo, dissolver a sociedade."
Depois convidou os paroquia-nos que, por acaso, tivessem livros espíritas a levá-los a esses senhores que os queimariam, como São Paulo fez a respeito das obras heréticas.
"Não sei se esses senhores encontrarão muitas pessoas bastante zelosas para irem esgotar, o dinheiro à mão, as lojas de nossas livrarias. Alguns Espíritas estavam furiosos;
a maioria se alegrava, porque compreendiam que era uma boa coisa.
"Assim, do alto do segundo púlpito da França vem de se proclamar que os fenômenos espíritas são verdadeiros; toda questão se reduz, pois, em saber se são bons ou maus Espíritos, e se não é senão aos maus que Deus permite vir."
O orador de Saint-Jean afirma que não pode ser senão os maus; e eis um outro que modifica um pouco a solução. Escrevem-nos de Angoulême que, quinta-feira, 5 de dezembro último, um pregador assim se exprimiu em seu sermão: "Sabíamos iodos que se podiam evocar os Espíritos, e isso há muito tempo; mas só a Igreja pode fazê-lo; não é permitido aos outros homens tentarem corresponder-se com eles por meios físicos; para mim, é uma heresia." O efeito produzido foi todo contrário ao que se esperava."
É, pois, muito evidente que os bons e os maus podem se comunicar, porque se só os maus tivessem esse poder, não é provável que a Igreja se reservasse o privilégio de chamá-los.
Duvidamos que dois sermões, pregados em Bordeaux em outubro último, tenham servido melhor à causa de nossos antagonistas. Eis a análise que deles foi feita por um ouvinte; os Espíritas puderam ver se, sob esse disfarce, reconhecem sua doutrina, e se os argumentos que se lhes opõem são de natureza a abalar sua fé. Quanto a nós, repetimos o que dissemos alhures: Enquanto não se atacar o Espiritismo com melhores armas, nada se tem a temer.
"Lamentarei sempre, disse o narrador, não ter ouvido o primeiro desses sermões, que ocorreu na capela Margaux, a 15 de outubro último, se minhas informações estão certas. Segundo o que testemunhas dignas de fé me reportaram, a tese desenvolvida foi esta:
"Os Espíritos podem se comunicar aos homens. Os bons se comunicam só na Igreja.
Todos aqueles que se manifestam fora da Igreja são maus, porque fora da Igreja não há salvação. - Os médiuns são infelizes que fizeram pacto com o diabo e dele, ao preço de sua alma, que lhe venderam, recebem manifestações de todas as espécies, fossem elas extraordinárias para não dizer miraculosas." - Silêncio sobre outras citações mais estranhas ainda; eu mesmo não as tendo entendido, temeria exagerá-las.
"No domingo seguinte, 19 de outubro, tive a felicidade de assistir ao segundo sermão.
Informei-me quanto ao nome do pregador; foi-me respondido que era o Padre Lapeyre, da companhia de Jesus.
"O Padre Lapeyere fez a crítica de O Livro dos Espíritos, e, certamente, seria preciso uma extraordinária dose de boa vontade para reconhecer essa admirável obra nas teorias desprovidas de bom senso que o pregador pretendia ali ter encontrado. Limitar-me-ei a vos mostrar os pontos que me feriram mais, preferindo ficar abaixo da verdade antes que atribuir ao nosso adversário o que não teria dito, ou o que eu teria mal compreendido.
"Segundo o Padre Lapeyre, "O Livro dos Espíritos prega o comunismo, a partilha dos bens, o divórcio, a igualdade entre todos os homens e, sobretudo, entre o homem e a mulher, a igualdade entre o homem e seu Deus, porque o homem, levado por esse orgulho que os anjos perderam, não aspira a nada menos do que se tornar semelhante a Jesus Cristo; ele arrasta os homens ao materialismo e aos prazeres sensuais, porque o trabalho de aperfeiçoamento pode se fazer sem o concurso de Deus, apesar dele mesmo, pelo efeito dessa força que quer que tudo se aperfeiçoe gradualmente; ele preconiza a metempsicose, essa loucura dos Antigos, etc."
"Passando em seguida à rapidez com a qual as idéias novas se propagam, constata com pavor quanto o diabo que as ditou é hábil e velhaco, quanto soube habituar com arte, de maneira a fazê-los vibrar com força nos corações pervertidos das crianças deste século
de incredulidade e de heresia. "Este século, exclama, ama tanto a liberdade! e se lhe vêm oferecer o livre exame, o livre arbítrio, a liberdade de consciência! Este século gosta tanto da igualdade! e se lhe mostra o homem à altura de Deus! Gosta tanto de luz! e com traço de pena se rasga o véu que esconde os santos mistérios!"
"Depois atacou a questão das penas eternas, e fez sobre esse assunto, palpitante de emoções, magníficos movimentos oratórios: "Crê-lo-íeis, meus muito caros irmãos; acreditaríes até onde foi a impudência desses filósofos novos, que crêem fazer desabar sob o peso dos sofismas a santa religião do Cristo! Pois bem, os infelizes! dizem que não há inferno! dizem que não há purgatório! Para eles não mais de relações benditas que ligam os vivos às almas daqueles que perderam!. Não mais o santo sacrifício da missa! E por que celebrá-la? essas almas não se purificam por si mesmas e sem trabalho nenhum, pela eficácia dessa força irresistível que, sem cessar, as atrai para a perfeição?
"Sabeis quais são as autoridades que vêm proclamar essas doutrinas ímpias, marcadas na fronte com o sinal inapagável desse inferno que quereriam aniquilar? Ah! meus irmãos, essas são as mais sólidas colunas da Igreja: os São Paulo, os São Agostinho, os São Luís, os São Vicente de Paulo, os Bossuet, os Fénelon, os Lamennais, e todos esses homens de elite, santos homens que, durante sua vida, combateram para o estabelecimento das verdades inabaláveis, sobre as quais a Igreja construiu seus fundamentos, e que vem declarar hoje que seu Espírito, liberto da matéria, estando mais clarividente, perceberam que suas opiniões eram errôneas, e que é tudo ao contrário que é preciso crer."
"O pregador, passando em seguida à pergunta que o autor da Carta de um católico dirige a um Espírito para saber se, praticando o Espiritismo, ele é herético, acrescenta:
"Eis a resposta, meus irmãos; ela é curiosa, e o que é mais curioso ainda, o que nos mostra a maneira, a mais evidente, que o diabo, apesar de suas velhacarias e sua habilidade, deixa sempre perceber seu verdadeiro caráter, foi o próprio nome do Espírito que deu essa resposta; eu vos dizia há pouco."
"Segue a citação dessa resposta, que termina assim: "Estás de acordo com a Igreja sobre todas as verdades que te fortalecem no bem, que aumenta em tua alma o amor de Deus e o devotamento aos teus irmãos? Sim; pois bem! tu és católico." Depois acrescenta:
"Marcai... Zenon L. Zenon! um filósofo grego, um pagão, um idolatra que, do fundo do inferno onde queima há vinte séculos, vem nos dizer que se pode ser católico e não crer nesse inferno que o tortura, e que espera todos aqueles que, como ele, não morrerem humildes e submissos no regaço da santa Igreja... Mas, insensatos e cegos que sois! com toda a vossa filosofia, não teríeis senão essa prova, essa única prova de que a doutrina que proclamais emana do demônio, que ela seria mil vezes suficiente!"
"Depois de longos desenvolvimentos sobre essa questão e sobre o privilégio exclusivo que a Igreja tem de expulsar os demônios, ajunta:
"Pobres insensatos, que vos divertis falando aos Espíritos e pretendeis exercer sobre eles alguma influência! Não temeis, pois, que, como aquele de que fala São Lucas, esses Espíritos batedores, barulhentos, - e são bem nomeados, meus muito caros irmãos, - não vos pergunte também: E vós, quem sois? Quem sois para vir nos perturbar? Crede-vos submeter-nos impunemente aos vossos caprichos sacrílegos? e que, agarrando as cadeiras e mesas que fazeis girar, não se apoderem de vós, como se apoderaram dos filhos de Sceva, e não vos maltratem de tal modo que não sejais forçados a fugir nus e feridos, e reconhecendo, mas muito tarde, toda abominação que há em jogar assim com os mortos.
"Diante desses fatos tão patentes, e que falam tão alto, que nos resta a fazer? Que temos a dizer? Ah! meus caros irmãos! Guardai-vos com cuidado do contágio! Repeli com horror todas as tentativas que os maus não deixarão de fazer depois de vos arrastar com eles ao abismo! Mas, ah!, já é muito tarde para fazer tais recomendações; o mal já fez rápidos progressos. Esses livros infames, ditados pelo príncipe das trevas, a fim de atrair em seu reino uma multidão de pobres ignorantes, estão de tal modo esparramados que se, como outrora em Éfeso, se calculasse o preço dos que circulam em Bordeaux, ultrapassar-se-ia, disto estou seguro, a soma enorme de cinqüenta mil moedas de prata (170000 francos de nossa moeda; chamada de uma citação feita em outra parte de seu sermão); e não estaria admirado que, entre os numerosos fiéis que me escutam, haja alguns deles que já se deixaram arrastar ao lê-los. Àqueles não podemos dizer senão isto:
Depressa! aproximai-vos do tribunal da penitência; depressa! vinde abrir vossos corações aos vossos guias espirituais. Cheios de doçura e de bondade, e seguindo em todos os pontos o magnânimo exemplo de São Paulo, nos apressaremos em vos dar a absolvição; Mas, como ele, não vo-la daremos senão com a condição expressa de nos trazer esses livros de magia que fizeram vos perder. E desses livros, muito caros irmãos, o que faremos deles? sim, que faremos deles? Como São Paulo, deles faremos uma grande pilha na praça pública, e, como ele, nós mesmos lhes colocaremos o fogo."
Não faremos senão uma curta observação sobre esse sermão, é que o autor se enganou da data, e que talvez, novo Epimênides, dormiu depois de quatorze séculos. Um outro fato que disso ressalta é a constatação do rápido desenvolvimento do Espiritismo.
Os adversários de uma outra escola o constatam também com desespero, tanto é grande seu amor pela razão humana. Lê-se no Moniteur de Ia Moselle, de 7 de novembro de 1862: "O Espiritismo faz perigosos progressos. Invade o grande, o pequeno, o médio e o
semi-mundo. Magistrados, médicos, pessoas sérias dão também nesse erro." Achamos essa afirmação repetida na maioria das críticas atuais; é que, em presença de um fato tão patente, seria preciso vir do fundo do Texas para adiantar, diante de um auditório, onde se encontram mais de mil espíritas, que há dois anos dele não se ocupa mais. Então, por que tanta cólera se o Espiritismo está morto e enterrado? O P. Lapeyere, ao menos não se ilude; seu próprio medo lhe exagera a extensão do pretenso mal, uma vez que avalia numa cifra fabulosa o valor dos livros espíritas esparramados em Bordeaux somente; em todos os casos, é reconhecer um grande poder à ideia. O que quer que seja, em presença de todas essas afirmações, ninguém nos taxará de exagero, quando falamos dos rápidos progressos da Doutrina; que uns os atribuem ao poder do diabo, lutando com vantagem contra Deus, os outros a um acesso de loucura que invadiu todas as classes da sociedade, de tal sorte que o círculo das pessoas sensatas vai todos os dias se restringindo, e logo não terá mais lugar senão para alguns indivíduos; que uns e os outros deplorem esse estado de coisa, cada um do seu ponto de vista, e se perguntem: "Onde vamos? grande Deus!" lhes é permitido; disso não ressalta menos esse fato de que o Espiritismo passa por cima de todas as barreiras que se lhe opõem; portanto, se é uma loucura, logo não haverá mais do que loucos sobre a Terra: conhece-se o provérbio; se é obra do diabo, logo não haverá mais do que condenados, e se aqueles que falam em nome de Deus não podem detê-lo, é que o diabo é mais forte do que Deus. Os Espíritas são mais respeitosos do que isso para com a Divindade; não admitem que haja um ser podendo lutar com ela de poder a poder, e sobretudo se impor sobre ela; de outro modo os papéis estariam mudados, e o diabo tornar-se-ia o verdadeiro senhor do Universo. Os Espíritas dizem que Deus sendo soberano sem partilha, nada chega no mundo sem a sua permissão; portanto, se o Espiritismo se difunde com a rapidez do relâmpago, o que quer que se faça para detê-lo, é preciso nisso ver um efeito da vontade de Deus; ora, sendo Deus soberanamente justo e bom, não pode querer a perda de suas criaturas, nem fazê-las tentar, com a certeza, em virtude de sua presciência, que elas sucumbirão, para precipitá-las nos tormentos eternos. Hoje, o dilema está colocado; está submetido à consciência de todos; o futuro se encarrega da conclusão.
Se fazemos essas citações, é para mostrar a que argumentos os adversários do Espiritismo se reduziram para atacá-lo; com efeito, é preciso estar muito desprovido de boas razões para recorrer a uma calúnia como aquela que o representa pregando a desunião da família, o adultério, o abortamento, o comunismo, o transtorno da ordem social. Temos necessidade de refutar semelhantes afirmações? Não, porque basta remeter ao estudo da Doutrina, à leitura do que ela ensina, e é o que se faz de todos os lados. Quem poderá crer que pregamos o comunismo depois das instruções que demos sobre esse assunto no discurso reportado in extenso na narração de nossa viagem em 1862? Quem poderá ver uma excitação à anarquia nas palavras seguintes que se encontram na mesma brochura, página 58: "Em todo estado de causa, os Espíritas devem ser os primeiros a dar o exemplo da submissão às leis, nos casos em que para isso forem chamados."
Adiantar semelhantes coisas num país longínquo, onde o Espiritismo seria desconhecido, onde não houvesse nenhum meio de controle, isso poderia produzir algum efeito; mas afirmá-lo do alto do púlpito, no meio de uma população espírita que lhe dá, incessantemente, um desmentido para suas informações e seu exemplo, por imperícia, e não se pode impedi-lo de dizer que é preciso estar preso de singular vertigem para se iludir a esse ponto, e não compreender que, falar assim, é servir à causa do Espiritismo.
Estar-se-ia errado, no entanto, crendo que é a opinião de todos os membros do clero; ocorre muito, ao contrário, que não a partilham, e disso conhecemos um bom número que deplora esses desvios, mais nocivos à religião do que à Doutrina Espírita. Essas são, pois, opiniões individuais que não podem fazer lei; e o que prova que são apreciações pessoais é a contradição que existe entre eles. Assim, ao passo que um declara que todos os Espíritos que se manifestam são necessariamente maus, uma vez que desobedecem a Deus comunicando-se, um outro reconhece que há bons e maus, que só os bons vão à Igreja, s os maus ao vulgo. Um acusa o Espiritismo de aviltar a mulher, um outro o reprova por elevá-la ao nível dos direitos do homem; um pretende que ele "arrasta os homens ao materialismo e aos prazeres sensuais;" e um outro, o Sr. cura Marouzeau, reconhece que ele destrói o materialismo.
O Sr. abade Marouzeau, em sua brochura, assim se exprime: 'Verdadeiramente, ao ouvir os partidários das comunicações de além-túmulo, isso seria um preconceito da parte do clero de combater quando mesmo o Espiritismo. Por que, pois, supor aos padres tão pouco de inteligência e de bom senso, uma teimosia estúpida? Por que crer que a Igreja que, em todos os tempos, deu tantas provas de prudência, de sabedoria e de alta inteligência, para discernir o verdadeiro do falso, seja hoje incapaz de compreender o interesse de seus filhos? Por que condená-la sem ouvi-la? Se ela se recusa a reconhecer vossa bandeira, é que vosso estandarte não é o seu; tem as cores que lhe são essencialmente hostis; é que ao lado do bem que fazeis, combatendo o horrendo materialismo, ela vê um
perigo real para as almas e a sociedade." E em outra parte: "Concluamos de tudo isso que o Espiritismo deve se limitar a combater o materialismo, a dar ao homem provas palpáveis de sua imortalidade por meio das manifestações de além-túmulo bem constatadas."
De tudo isto ressalta um fato capital, é que todos esses senhores estão de acordo sobre a realidade das manifestações', somente cada um a aprecia à sua maneira. Negá-las,  com efeito, seria negar a verdade das Escrituras, e os próprios fatos sobre os quais se apoiam a maioria dos dogmas. Quanto à maneira de encarar a coisa, pode-se, desde o presente, constatar em que sentido se faz a unidade e se pronuncia a opinião pública, que tem também seu veto. Disso resulta ainda um outro fato, é que a Doutrina Espírita comove profundamente as massas; ao passo que uns nela vêem um fantasma apavorante, outros nela vêem o anjo da consolação e da liberdade, e uma nova era de progresso moral para a Humanidade.
Uma vez que citamos a brochura do Sr. abade Marouzeau, perguntar-se-nos-á, talvez, porque ainda não a respondemos, uma vez que nos era pessoalmente dirigida. Disso se pôde ver o motivo na narração de nossa viagem, a propósito das refutações. Quando tratamos uma questão, o fazemos do ponto de vista geral, abstração das pessoas que não são, aos nossos olhos, senão individualidades se apagando diante das questões de princípios. Falaremos do Sr. Marouzeau oportunamente, assim como de alguns outros, quando examinarmos o. conjunto das objeções; para isso era útil esperar que, cada um tivesse dito sua palavra, grande ou pequena, - viram-se acima algumas delas bastante grossas, - para apreciar a força da oposição. Respostas especiais e individuais teriam sido prematuras e, sem cessar, a recomeçar. A brochura do Sr. Marouzeau foi um tiro de fuzil; nós lhe pedimos perdão por colocá-lo na condição dos simples atiradores, mas a sua modéstia cristã com isso não se ofenderá. Prevenido de um levante geral, nos pareceu conveniente deixar descarregar todas as armas, mesmo a grossa artilharia que, como se vê, vem de dar, a fim de julgar sua importância; ora, até o presente, não temos a nos lamentar dos vazios que ela fez em nossas fileiras, uma vez que, ao contrário, seus tiros ricochetearam contra ela. De um outro lado não era menos útil deixar a situação se desenhar, e se convirá que, há dois anos, o estado das coisas, longe de imperar para nós, cada dia vem nos emprestar uma nova força. Responderemos, pois, quando julgarmos oportuno; até o presente não houve tempo perdido, uma vez que ganhamos terreno sem cessar, sem isso, e que nossos adversários, eles mesmos, se encarregam de tornar, nossa tarefa mais fácil. Não temos, pois, senão que deixá-los fazer.
Fonte: Re vista Espírita, Fevereiro de 1863

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Reencarnação é uma realidade

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Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel