Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



quinta-feira, 21 de junho de 2018

Estudando o Espiritismo

Doutrina espírita por Kardec.

Por que, pois, declaramos que o Espiritismo não é uma religião? Pela razão de que não há senão uma palavra para expressar duas idéias diferentese que, na opinião geral, a palavra religião é inseparável da de culto; que ela desperta exclusivamente uma idéia de forma, e que o Espiritismo não a tem. Se o Espiritismo se dissesse uma religião, o público não veria nele senão uma nova edição, uma variante, querendo-se, dos princípios absolutos em matéria de fé; uma casta sacerdotal com um cortejo de hierarquias, de cerimônias e de privilégios; não o separaria das idéias de misticismo, e dos abusos contra os quais a opinião frequentemente é levantada.


O Espiritismo, não tendo nenhum dos caracteres de uma religião, na acepção usual da palavra, não podia, nem deveria se ornar de um título sobre o qual, inevitavelmente, seria desprezado; eis porque ele se diz simplesmente: doutrina filosófica e moral".

Fonte: Kardec, Allan, Revista Espírita, IDE – novembro do ano 1868.

Francisco Rebouças

quarta-feira, 20 de junho de 2018

terça-feira, 19 de junho de 2018

Vida Feliz

LXX

Ninguém colhe em sear a alheia, que não haja semeado, no que diz respeito aos valores morais.
Cada um é herdeiro de si mesmo.
Espírito imortal que é, evolui de etapa em etapa, como aluno em educandário de amor, repetindo a lição quando erra e sendo promovido quando acerta.
Assim, numa existência dá
prosseguimento ao que deixou interrompido na outra, corrige o que fez errado ou inicia uma experiência nova.
O que, porém, não realiza por amor, a dor o convocará a executar.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis.

Francisco Rebouças

DIRETRIZ ESPÍRITA

“Com  a  perseverança  é  que  chegarás  a  colher  os  frutos  e  teus trabalhos. O prazer que experimentarás, vendo a Doutrina propagar-se e bem compreendida, será uma recompensa, cujo valor integral conhecerás talvez mais no futuro do que no presente. Não te inquietes, pois, com os espíritos e  as pedras que os  incrédulos  ou  os maus acumularão no teu caminho. Conserva a confiança: com ela chegarás ao fim e merecerás ser 
sempre ajudado”. 
O LIVRO DOS ESPÍRITOS — Prolegômenos. 

Muitas são as direções que podes tomar, imprimindo novo curso à vida. 
Estradas se multiplicam atraentes, dificultando-te a opção. 
Aparentemente conduzem aos redutos onde a felicidade se acolhe festiva. 
Vês passarem as multidões dos que seguem os diferentes rumos. 
Há em verdade rotas e rotas. Umas conduzem àmorte, raras conduzem à vida. 
Estás na diretriz espírita e pareces seguir a medo, imaginando... 
Nem festas, nem fantasias encontras. 
A realidade se desvela, apresentando-se legítima. 
Vês  a  dor  arrancando  a  máscara  de  ilusão  das faces envilecidas  pelo cansaço, pelo despudor. 
Por onde segues enxergas aflições que passam ignoradas por outros, sombreando mais ainda semblantes já sombrios. 
Identificas enfermidades minando organizações físicas e mentais que se gastam na perversão dos costumes entre esgares e angústias. 
Pode parecer-te que no roteiro escolhido somente estão os trôpegos e estropiados, os enfermos e mendigos sob lancinante opressão. 
As outras vias se te afiguram formosas e os que porali avançam demonstram louçania. 
Não te enganes, porem. 
A ferida purulenta que todos enxergam é irmã menor do câncer ignorado a 
adentrar-se pelo organismo, em metástase irreversível. 
A miséria vestida de andrajos é companheira dos malogros morais escondidos em linho e adamascados custosos. 
O festival do prazer termina, invariavelmente, em prólogo de desgraça. 
A direção por onde seguem os fáceis conduz àpraça sem nome do remorso tardio. 
Numa das suas últimas publicações Darwin registrou que certa vez, embora enfermo e gasto, conseguiu contar ao microscópio mais de vinte mil sementes de determinada planta. 
Fresnel, sem dar trégua ao cansaço nem ao abatimento, identificou as “ondas luminosas como sendo vibrações transversais do éter”. 
Boas depois de ingentes esforços conseguiu provar que a “raça branca” é de todas a mais mesclada e em nada é superior às demais, ensejando bases para melhor confraternização entre os homens. 
Todos  os  construtores  do  pensamento  e  das  idéias  que possibilitaram novas  conquistas  através  dos  tempos  vergaram, infatigáveis,  ao  peso  de  mil aflições  silenciosas,  vivendo  sob rudes  ansiedades, seguindo,  no  entanto,  a direção da verdade que se empenhavam descobrir. 
Não estacionaram ante os fracassos aparentes. 
Não desanimaram ao defrontar aspérrimas lutas. 
Muitos venderam tudo quanto possuíam para não parar; outros perderam tudo para não desistir; diversos ofereceram até a saúde para não interromper os labores; e um número sem conta doou a própria vida, vítimas que foram dos próprios inventos mas, principalmente da ignorânciaem várias manifestações, para não abandonarem a honra de investigar os melhores meios de resolver os problemas do homem e do Universo para a felicidade do próprio homem. 
Prossegue na direção espírita. 
Há  pranto  em  volta  de  ti  e  choras  também.  Enxuga,  no entanto,  as lágrimas alheias e as próprias lágrimas usando o conhecimento espírita. 
A lição espírita ensina o porquê da aflição e o como sofrê-la, oferecendo a luz do discernimento para agires com acerto e seguires com determinação. 
Na  diretriz  espírita  aprendes “que  o  egoísmo,  o  orgulho,  a  sensualidade são paixões que nos aproximam da natureza animal, prendendo-nos à matéria; 
que  o  homem  que,  já  neste  mundo,  se  desliga  da  matéria, desprezando  as futilidades mundanas e amando o próximo, se avizinha da natureza espiritual; 
que cada um deve tornar-se útil de acordo com as faculdades e os meios que Deus lhe pôs nas mãos para experimentá-lo; que o Forte e o Poderoso devem amparo  e proteção ao Fraco,  porqüanto transgride a  lei  de Deus  aquele  que abusa da força e do poder para oprimir o seu semelhante. Ensinam, finalmente, que,  no mundo  dos  Espíritos  nada  podendo,  estar  oculto,  o  hipócrita será desmascarado  e  patenteadas  todas  as  suas  torpezas;  que  a presença inevitável,  e  de  todos  os  instantes,  daqueles  para com quem  houvemos procedido  mal  Constitui  um  dos  castigos  que nos  estão  reservados;  que  ao estado  de  inferioridade  e superioridade  dos  Espíritos  correspondem  penas  e gozos desconhecidos na Terra. 
“Mas, ensinam também (os Espíritos) não haver faltas irremissíveis, que a expiação  não  possa  apagar.  Meio  de conseguí-lo  encontra  o  homem  nas diferentes  existências  que lhe  permitem  avançar,  conformemente  aos  seus desejos  e esforços,  na  senda  do  progresso,  para  a  perfeição,  que  é  o seu destino  final”;  conforme  definiu  Allan  Kardec  sabiamente no  seu  resumo  da Doutrina Espírita. (*) 
Avança,  portanto,  pautando  a  conduta  na  firmeza  dos postulados abraçados, e se o caminho parecer áspero, de difícil acesso, recorda Jesus na direção  do  Bem  inominado  sofrendo todas  as  ingentes manifestações  da ignorância e da impiedade humanas sem desistir nem desanimar, para oferecer à posteridade o código de amor e justiça inserto noEvangelho como meio de harmonia  perfeita  para  o  espírito  em  evolução  e  que hoje reaparece  ao  teu entendimento na diretriz espírita por onde receias seguir. 
(*) O Livro dos Espíritos — Introdução 29ª Edição —FEB. (Nota da Autora espiritual). 

Livro: Epírito e Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis.

Francisco Rebouças

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Espiritismo, fé raciocinada!

9. Em que é que, na causa primária, se revela uma inteligência suprema e superior a todas as inteligências?

“Tendes um provérbio que diz: Pela obra se reconhece o autor. Pois bem! Vede a obra e procurai o autor. O orgulho é que gera a incredulidade. O homem orgulhoso nada admite acima de si. Por isso é que ele se denomina a si mesmo de espírito forte. Pobre ser, que um sopro de Deus pode abater!”
Do poder de uma inteligência se julga pelas obras. Não podendo nenhum ser humano criar o que a Natureza produz, a causa primária é, conseguintemente, uma inteligência superior à Humanidade.
Quaisquer que sejam os prodígios que a inteligência humana tenha operado, ela própria tem uma causa e, quanto maior for o que opere, tanto maior há de ser a causa primária. Aquela inteligência superior é que é a causa primária de todas as coisas, seja qual for o nome que lhe deem.

O Livro dos Espíritos

FEB – 76ª Edição.

quinta-feira, 14 de junho de 2018

Progredir, moral e espiritualmente, é Lei Divina

“… Transformai-vos pela renovação de vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” – Paulo. (ROMANOS, 12:2.).
O trabalho de transformação interior é o grande empreendimento ao qual precisamos dedicar os nossos maiores esforços na concretização de nossa finalidade fundamental de Ser destinado a atingir a plenitude espiritual que nos aguarda no porvir.
Enquanto nos especializamos em exibir títulos e vantagens aparentando uma felicidade que na verdade não desfrutamos em nosso mundo íntimo, poderemos até angariar a simpatia de muitos, despertar inveja em outros, o que, equivocadamente, traduzimos como sinônimo de prestígio social, mas que podem significar, na realidade, armadilhas para o agravo de nossas responsabilidades perante a Lei Divina.
“O progresso intelectual realizado até ao presente, nas mais largas proporções, constitui um grande passo e marca uma primeira fase no avanço geral da Humanidade; impotente, porém, ele é para regenerá-la. Enquanto o orgulho e o egoísmo o dominarem, o homem se servirá da sua inteligência e dos seus conhecimentos para satisfazer às suas paixões e aos seus interesses pessoais, razão por que os aplica em aperfeiçoar os meios de prejudicar os seus semelhantes e de os destruir.
Somente o progresso moral pode assegurar aos homens a felicidade na Terra, refreando as paixões más; somente esse progresso pode fazer que entre os homens reinem a concórdia, a paz e a fraternidade.
Será ele que deitará por terra as barreiras que separam os povos, que fará caiam os preconceitos de casta e se calem os antagonismos de seitas, ensinando os homens a se considerarem irmãos, que têm por dever auxiliarem-se mutuamente e não destinados a viver à custa uns dos outros.
Será ainda o progresso moral que, secundado então pelo da inteligência, confundirá os homens numa mesma crença fundada nas verdades eternas, não sujeitas a controvérsias e, em consequência, aceitáveis por todos.
A unidade de crença será o laço mais forte, o fundamento mais sólido da fraternidade universal, obstada, desde todos os tempos pelos antagonismos religiosos que dividem os povos e as famílias, que fazem sejam uns, os dissidentes, vistos, pelos outros, como inimigos a serem evitados, combatidos, exterminados, em vez de irmãos a serem amados. (1)
Precisamos antes de qualquer outro fundamento, avançar no conhecimento superior, isto é, no entendimento da nossa finalidade como seres humanos criados para a felicidade e a pureza espiritual, ainda mesmo que a caminhada seja espinhosa e nos custe suor e lágrimas.
Em O Livro dos Espíritos encontramos a esclarecedora resposta dos Imortais ao questionamento de Allan Kardec sobre a finalidade de nossa reencarnação no planeta, conforme segue:
Questão 167 – Qual o fim objetivado com a reencarnação?
“Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isto, onde a justiça?” (2)
Enfrentar os desafios que a vida nos propõe e superá-los, à força de nosso trabalho e de nossa fé em Deus e em nossas próprias possibilidades é a fórmula mais racional para a aquisição do discernimento que precisamos adquirir para seguirmos operosos na estrada do progresso evolutivo a caminho da vitória sobre nós mesmos.
As facilidades materiais costumam estagnar-nos a mente, quando não sabemos administrar bem os perigos fascinantes das vantagens terrestres e, por isso mesmo, tornamo-nos escravos dos seus ilusórios poderes de nos fazer felizes, cegando-nos para a realidade da vida da qual fugimos por falta de coragem e discernimento para enfrentá-la.
“Observa os que acumulam dinheiro criando os tormentos da fome, os que se valem do poder temporário implantando a revolta e a penúria, os que aproveitam a inteligência para ferir e os que mobilizam a mocidade, instilando no próximo o desencanto e a loucura…
Repara como sorriem agora qual se o mundo lhes pertencesse, entretanto, amanhã, fanar-se-lhes-á, repentinamente, do domínio para encontrarem, de frente a necessidade do reajuste nos institutos da Contabilidade Celeste.
Identifica-os hoje, quais se mostram, e lembra-te de que talvez foste também assim no pretérito – no pretérito que a Misericórdia de Deus te permite transitoriamente esquecer…” (3)
Importante aprender o quanto antes a vivenciar em nosso dia a dia as sagradas lições do Evangelho de Jesus, que nos estimula a tirar o melhor proveito dos bens materiais sem que para isto nos tornemos menos conscientes da nossa finalidade de Ser Imortal com responsabilidades de progredir, moral e espiritualmente, e buscar viver a nossa existência sob a inspiração do serviço incessante e purificador.
Urge aprendamos a pautar nossa vida pela ética e moral ensinadas e exemplificadas por Jesus Cristo onde estivermos, porque somente pelo trabalho edificante no cumprimento dos nossos deveres, na realização das boas obras, alcançaremos a compreensão da finalidade da nossa existência, sentindo em nosso coração o amor e a vontade de Deus a nosso respeito.
(1) KARDEC, ALLAN. A Gênese – F.E.B. Cap. XXVIII, item18 e 19;
(2) KARDEC, ALLAN. O Livro dos Espíritos. F.E.B. 76ª edição;
(3) XAVIER, FRANCISCO CÂNDIDO, pelo Espírito Emanuel. Livro Construção do Amor. Cap.9.
Francisco Rebouças

quarta-feira, 13 de junho de 2018

A SERPENTE INVISÍVEL

No  campo  do  serviço  cristão,  mesmo  nos  arraiais  do  Espiritismo Evangélico, tudo  é alegria e esperança enquanto há céu azul. 
Diante do sol reconfortante e amigo, é doce a expectativa, em torno do futuro, e sob o pálio estrelado da noite tranqüila é mais belo sonhar com a vida noutros mundos. 
Então, os aprendizes são firmes na confiança e seguros nas promessas. 
A  natureza  se  faz  o  trono  de  Deus,  a  expressar-se  em  prodígios  de  sabedoria  e  as criaturas são almas irmãs em demonstrações recíprocas de entendimento e de amor. 
Entretanto, quando as nuvens se adensam no horizonte e a tormenta desaba, eis que as disposições do crente se modificam. 
A preguiça – serpe invisível a se nos ocultar renitente, nas próprias almas exterioriza-se de imediato, através de máscaras diversas. 
Ante o fascínio da desculpa incondicional às ofensas alheias, paralisa-se-nos coração, a sugerir em forma de dignidade ferida: 
Impossível esquecer. 
À frente do trabalho árduo no socorro às necessidades humanas, nosso próprio espírito enverga a túnica de pretensa humildade confundido: 
Quem sou eu para auxiliar?! ... Sou um poço de vermes, um vaso de imperfeições! 
Perante os difíceis testemunhos de paciência, costumamos exibir suposta superioridade moral e afirmarmos peremptórios: 
Não alcancei a santidade! Agora não posso mais... 
Renteando com a luta aflitiva, em favor dos companheiros infelizes, junto aos quais a vida  nos  pede  recapitulação  de  atitudes  e  ensinamentos,  adotamos  imaginária  fadiga  e gritamos sem razão: 
Fiz o que pude! Que outros agora venham à liça para a cooperação fraternal. 
Diante da  prestação  de serviço  urgente  ao próximo,  habituamo-nos freqüentemente a esposar preocupações falsas no tempo e alegamos petulantes: 
Amanhã! Amanhã cuidaremos disso. 
Se  te  interessas  realmente  pelo  própria  renovação,  à  luz  do  Evangelho,  anota  o momento que voa e não menosprezes o ensejo sublime de ser mais útil. 
Recorda  que  a  ociosidade  mental  é  antiga serpente sedutora,  asfixiando-nos  a vida  e somente em lhe olvidando o veneno suave e mortífero, trabalhando e servindo sempre, é que conseguiremos assimilar o ideal da perfeição com Jesus, nosso Mestre e Senhor. 

Livro: Construção do Amor
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sábado, 9 de junho de 2018

Doutrina Espírita

Estudar a doutrina espírita é estudar as Leis Naturais. "Espíritas amai-vos, espíritas instruí-vos"

O Espírito de Verdade.


sexta-feira, 8 de junho de 2018

Melhorar os relacionamentos

É sabido por todos, que o Ser humano não pode viver sem os relacionamentos tão naturais e necessários que se constituem mesmo como fatores básicos para o desenvolvimento dos valores que permanecem em forma de sementes no imo de cada indivíduo.
Encontramos em O Livro dos Espíritos, importantes ensinamentos sobre o assunto conforme se segue:
766. A vida social está em a Natureza?
Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação.
767. É contrário à lei da Natureza o insulamento absoluto?
Sem dúvida, pois que por instinto os homens buscam a sociedade e todos devem concorrer para o progresso, auxiliando-se mutuamente.
768. Procurando a sociedade, não fará o homem mais do que obedecer a um sentimento pessoal, ou há nesse sentimento algum providencial objetivo de ordem mais geral?
O homem tem que progredir. Insulado, não lhe é isso possível, por não dispor de todas as faculdades. Falta-lhe o contato com os outros homens. No insulamento, ele se embrutece e estiola.
Homem nenhum possui faculdades completas. Mediante a união social é que elas umas às outras se completam, para lhe assegurarem o bem-estar e o progresso. Por isso é que, precisando uns dos outros, os homens foram feitos para viver em sociedade e não insulados. (1)
Os relacionamentos são vitais para a saúde física, emocional e mental do indivíduo que, pode assim estruturar seu comportamento de maneira edificante dentro dos padrões do equilíbrio para desfrutar dos benefícios de uma criatura saudável física e espiritualmente.
O Ser humano necessita do calor afetivo do seu semelhante, que tem papel fundamental no crescimento da sua emotividade, ampliando a capacidade de controlar os sentimentos, observando as atitudes e as experiências adquiridas do seu próximo que lhe serve de espelho para aquilo que deseja realizar.
É na troca de conhecimentos que o homem se habilita, espiritualmente falando, para as determinações superiores da vida, porque somente consegue sua elevação moral aquele que se devota com sinceridade ao trabalho árduo da reforma íntima, fazendo brilhar em seu mundo interior a luz divina, que lhe suprirá de “combustível” adequado para a claridade de sua própria alma.
Os relacionamentos de qualquer natureza merecem reflexão e atenção porque se tornam parâmetros de comportamentos e carecem de investigação quanto aos resultados que facultam. Quando positivos, alimentam uma saudável convivência social, mas se negativos, produzem danos físicos ou morais de consequências imprevisíveis na vida social do indivíduo.
Em qualquer tipo de relacionamento, a amizade desempenha papel significativo pela confiança que se pode adquirir no intercâmbio de valores e na identificação de propósitos que definem o pensamento comum dos que estão determinados à conquista de determinado objetivo.
O desafio proposto pelos relacionamentos em qualquer situação é um verdadeiro convite ao desenvolvimento do amor e a consequente extinção do egoísmo do qual o homem velho é ainda portador, oferecendo sublime oportunidade de transformação e crescimento do homem novo, com os novos conceitos cristãos que doravante deverão ser utilizados em suas ações diárias para com seu semelhante.
“Que a vida física é uma escola abençoada, é insofismável; mas, se você não se aproveitar dela a fim de aprender suficientemente as lições que se destinam ao seu engrandecimento espiritual, em nada lhe valerá o ingresso no aprendizado humano. 
Que o caminho do bem é laborioso e difícil, não padece dúvida; no entanto, se você não se dispuser a segui-lo, ninguém o livrará da perigosa influência do mal. 
Que a felicidade eterna é realização superior, fora dos quadros transitórios da carne, é incontestável; contudo, se você deseja perseverar no campo dos prazeres fáceis e inferiores das esferas mais baixas, dentro delas perambulará, indefinidamente. 
Que Deus está conosco, em todas as circunstâncias, é verdade indiscutível; todavia, se você não estiver com Deus, ninguém pode prever até onde descerá seu espírito, nos domínios da intranquilidade e da sombra.” (2)
O Bom relacionamento surge do contato fraterno e respeitoso, que proporciona bem estar porque cada pessoa tem sempre algo de bom a oferecer ao grupo social a que pertence, e esse conteúdo é muito importante para o crescimento do conjunto, por ser mantido pela sinceridade e lealdade aos propósitos que unem os indivíduos.
Referências Bibliográficas:
(1) KARDEC, ALLAN. O Livro dos Espíritos, F.E.B. 76ª edição;
(2) XAVIER, FRANCISCO CÂNDIDO, Espírito André Luiz. Agenda Cristã, cap. 50.Nota do Autor:
Grifos nossos.
Francisco Rebouças

terça-feira, 5 de junho de 2018

PESCADORES DE ALMAS

Pairavam no ar desconhecidas vibrações de paz e alegria.
Quase inaudível, escutava-se uma sinfonia que chegava de longe, tão suave como nunca se ouvira antes. 
Aquela era uma região aprazível e abençoada. O lago, espelho imenso refletindo o céu, emoldurava-se de praias largas, adornadas de árvores vetustas, e da grama verde que parecia escorregar dos aclives cortados por ribeirinhos, nos quais se amontoavam as casas de pedras, que se multiplicavam nos vilarejos, povoados e cidades.
A Galiléia, bela e simples, fora o cenário escolhido pelo Cantor, para apresentar a Sua mensagem e embalar o mundo com a Sua voz.
Em Cafarnaum todos se conheciam. Suas praias e ancoradouros sempre regurgitavam de pescadores, de negociantes, de homens da terra.
A profissão tradicional de amantes do mar passava de pais para filhos, de geração em geração.
Homens rudes e generosos, face ao trabalho a que se dedicavam, confraternizavam com vinhateiros, agricultores, as gentes humildes, raramente se envolvendo com as questões discutidas na sinagoga, desinteressados dos problemas das classes abastadas.
A vida pulsava naquelas áreas, no mercado, e os viajantes de outras províncias ali narravam os acontecimentos dos lugares distantes, causando deslumbramento.
As caravanas que venciam o Jordão, no rumo dos países fabulosos, seguiam outros caminhos, e os acontecimentos ali permaneciam inalterados.
A natureza bordara a paisagem com tons escarlates, e as boninas misturavam-se com as papoulas de haste esguia salpicando cores em toda parte.
Os problemas do cotidiano repetiam-se quase monótonos, sem alterarem o ritmo de vida das pessoas.
Por isso mesmo, percebia-se, sem palavras, que algo estava por acontecer.
A  notícia  chegou  aos  ouvidos  do  povo  como  uma  eclosão  de alegrias,  embora confusamente.
Narrava-se que um homem singular e profeta aparecera e informara ser o Filho de Deus.
Não trazia insígnias, nem se fazia acompanhar de séquito algum deslumbrante.
Surgira  inesperadamente  e  manifestara-se  a  pessoas  diferentes, esclarecendo  que viera fundar um reino de amor e de justiça para os deserdados e sofredores.
O  mundo  sempre  esteve  repleto  de deserdados  e  sofredores. Marginalizados,  em todos os tempos, buscavam consolo e a herança da paz.
Nunca houve quem os quisesse escutar ou socorrer, e, formando multidões, viviam escassamente, na miséria, na sordidez, no abandono...
Alguém interessar-se por eles, era-lhes uma grande surpresa, desconcertante ventura a que não se encontravam acostumados.
A boa nova, portanto, espalhou-se com velocidade, adiantando-se que, no sábado, Ele falaria num monte próximo a Cafarnaum.
Simão, também conhecido como Cefas, era irmão de André, ambos pescadores.
As suas preocupações restringiam-se às necessidades básicas da família, da vida. Sem aspirações maiores, limitavam-se à faina da pesca, à venda dos frutos do mar e aos deveres consequentes de uma existência simples.
Os  amigos  narraram-lhes  as  novidades,  acrescentando, naturalmente,  detalhes  da própria imaginação.
As  criaturas  anelam  por  salvadores,  que  lhes  solucionem  os problemas,  ajam  no momento dos desafios e atuem por elas. Há uma latente irresponsabilidade, que deseja viver sem o trabalho, sem o sofrimento.
Em razão disso, a esperança de paz sempre se turba com a ambição da ociosidade.
Simão era homem céptico, sem sutilezas de comportamento.
Portador dos conflitos humanos naturais, enrijecera a fibra moral na atividade a que se entregava, desinteressando-se praticamente de tudo mais.
Ouvindo as informações e sentindo o entusiasmo ingênuo dos amigos, experimentou 
um  desconhecido  ressentimento  do  estranho  Profeta, que certamente  era  mais  um mistificador que vivia explorando a ignorância das massas.
Recusou-se a ir ouvi-10.
Algo, porém, remoía-se-lhe intimamente, e uma estranha curiosidade empurrou-o, pela  madrugada  do  sábado,  a empreender  a  marcha  na  direção  do  lugar  onde  Ele iria apresentar-se.
Respirando o ar balsâmico e frio do amanhecer, o pescador viu-se surpreendido pelo 
número de pessoas silenciosas que seguiam pela estrada real.
Os rostos apresentavam-se expectantes uns, tensos outros; em todos, porém, estavam os sinais da esperança.
Enfermos de vários matizes eram conduzidos: cegos, coxos, paralíticos carregados, obsidiados, dementes, anciãos e outros cujas doenças eram a idade avançada, o desgaste, o abandono irrecuperável...
Um misto de piedade e ira tomou Simão.
Como as pessoas lhe pareciam estúpidas, entregando-se a qualquer aventureiro que surgisse — pensava, contrariado.
Quando atingiu o acume do cerro, a multidão era densa.
Dali podia-se ver o mar querido, refletindo o fogo do dia nascente.
Procurou ouvir alguns comentários. Todos falavam sobre as próprias necessidades e expectativas de receberem ajuda, solução para os problemas.
Naturalmente, acercou-se das primeiras filas, que renteavam uma larga pedra, qual se fora um palco natural no imenso cenário da natureza.
À  medida  que  o  Sol  bordava  de  luz  a  terra,  o  vozerio aumentava  e  as  queixas misturavam-se nas bocas dos sofredores.
Subitamente Ele apareceu. Esguio e belo, o rosto magro e queimado adornava-se de barba  e  cabelos  à  nazarena,  onde brilhavam  olhos  transparentes  como  duas  estrelas engastadas. A túnica descia-lhe até os pés, tecida na roca, em tom carregado de mármore...
Majestático, a Sua figura impôs silêncio sem dizer nada.
Uma exclamação de júbilo escapou dos lábios da multidão ao vê-10.
Após os momentos de expectativa, Ele falou:
— A hora é esta, para a grande revolução pelo Reino de Deus.
Enquanto no mundo, a criatura somente experimenta aflições, porque tudo a quanto se aferra é efêmero. São passageiros os prazeres, o poder, a fortuna, a saúde, o próprio corpo... Essa ilusão de gozo é a geradora dos sofrimentos, em razão da transitoriedade dele e de como passam todas as coisas, por mais sejam aguardadas. Quando chegam e começam a  ser  fruídas,  já se  encontram  em deperecimento,  de passagem,  deixando memórias, frustrações, ansiedades novas, amarguras...
O homem, prudente e sábio, que pensa no amanhã, reserva-se bens duradouros, que lhe favorecem tranquilidade e repouso. Esses bens imorredouros são as ações de amor, que proporcionam paz, o esforço para domar as paixões inferiores, que oferece a felicidade.
Fez um silêncio oportuno, a fim de facultar entendimento, reflexão, aos ouvintes.
Logo mais, prosseguiu:
— Eu vos convido a virdes comigo, para a fundação da Nova Era, que se instalará nos corações, modificando as estruturas atuais e instaurando o primado do amor...
Quando ia prosseguir, uma mulher, que trazia nos braços uma criança cega, rogou:
— Senhor, cura minha filha, e eu Te seguirei.
Os olhos da multidão n'Ele cravados, voltaram-se na direção daquela que se atrevera a interrompê-10.
Por encontrar-se atrás de Simão, e porque, trêmula, chorava, o pescador tomou-lhe a menina nos braços e avançou até a primeira fila.
Jesus  acercou-se  e  mergulhou,  nos  olhos  de  Simão,  o  seu doce  olhar,  sem  uma palavra. No entanto, emocionado, ele pareceu escutar no íntimo, a Sua voz, que dizia : Eu te conheço Simão, desde ontem...
Acompanhou-lhe a mão, cujos dedos tocaram os olhos mortos da criança, e ouviu-O falar: Vê, filha, em nome de meu Pai.
A criança começou a chorar e gritar: Eu vejo, eu enxergo!
A mãe avançou e arrebatou-a, estuante.
Quando  Ele  desceu  o  braço,  a  manga  da  túnica  rociou  o tórax  de  Simão,  que 
estremeceu, mergulhado na luz dos Seus olhos, e ali ficou, paralisado, havendo perdido o contato com o mundo sensorial.
Ao retornar, à realidade, sob a ardência do dia, estava a sós; todos se haviam ido; a hora avançava.
Simão, profundamente comovido, desceu a Cafarnaum.
Já não era o mesmo. Nunca mais voltaria a ser o que fora. O que se passou nele, modificou-lhe a vida para todo o sempre, a partir daquele momento.
Interrogando-se, desejava saber de onde e desde quando O conhecia e O amava...
Na acústica da alma, ressoava-lhe a voz, confirmando, desde ontem...
André, os amigos notaram-lhe a modificação e a súbita tristeza que lhe refletia no rosto.
O  encontro  com  a  verdade  liberta  e  algema  o  ser.  Desencarcera-o  do  mundo,  e 
aprisiona-o à Vida. Produz júbilo e traz melancolia. É pão que alimenta, mas, nutre somente a pouco e pouco até satisfazer plenamente.
Simão  fez-se  taciturno,  como  quem  aguarda,  embora permanecesse  gentil  e cumpridor dos deveres.
Foi nesse estado de espírito que, em formosa manhã, enquanto organizava as redes com o irmão, foi surpreendido pela presença do Amigo, que se lhes acercou e, com uma voz inesquecível, convidou-os:
— Segui-me, e eu vos farei pescadores de homens.
(*)
Sem nenhuma contestação, eles abandonaram as redes e, embevecidos, dominados pela Sua presença, O seguiram.
Amo que chama os servos, senhor que conduz escravos, Ele os tomou e fez de suas vidas um poema de felicidade, com eles escrevendo a mais comovedora história do mundo, enquanto lançava as fundações do Reino de Deus nos corações.
Pescadores de almas, Ele os fez!
Mateus - 4:19 (Nota da Autora espiritual)
Livro: Trigo de Deus
Divaldo Franco/Amélia Rodrigues.
Francisco Rebouças

domingo, 3 de junho de 2018

Educação dos sentimentos - Cristiane Parmiter

Amar e Servir


“Sabemos que alcançaremos a felicidade e a perfeição relativas, e estaremos capacitados a servir e amar o nosso semelhante como Jesus nos amou e serviu, no cumprimento de nossas determinações Superiores.

Urge para tanto, nos convençamos da necessidade de progredir, para que nos dediquemos às obras do Bem, com todo o esmero e carinho, tanto quanto nos seja possível e no proveito de todas as nossas capacidades e possibilidades”.

Jesus nos guie, inspire e guarde nesse nobre objetivo!

Francisco Rebouças

ENCARGOS PEQUENINOS

Se todo o corpo fosse olho, onde estaria o ouvido? 
Se todo ele fosse ouvido, onde o olfato? 
– Paulo (I Corintios, 12:17).

Se não acreditas no valor dos instrumentos e encargos diminutivos, pensa num carro sem rodas, num piano sem teclas, num grande sistema de serviço elétrico sem o fio de condução da força... 

Não fossem as gotas de  água e a fonte não existiria. 

Recusasse a semente a própria segregação no solo e a terra se converteria em deserto. 

Não se resignasse a pedra com o próprio anonimato nos alicerces e um edifício seguro jamais se colocaria de pé. 

Lembra-te da poção medicamentosa que te suprime a dor, do corpo de agua pura que te dessedenta, do livro simples que baseia a cultura complexa e jamais te digas inútil. 

Somente aquele que se dispõe a fazer as coisas pequeninas, que sabe e pode, virá a saber e a poder realizar grandes coisas. 

Qualquer subida exige passos e degraus. 

Assim também nas ascensões do espírito a que se refere o Evangelho do Senhor. 

Chegarás futuramente às culminâncias do serviço e da luz, na esfera de ação direta do Cristo de Deus, mas para isso é imprescindível que faças agora tão bem quanto te seja possível, todo o bem que és capaz de fazer. 

Livro: Bênção de Paz
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sábado, 2 de junho de 2018

Vida Feliz

LXXI
Estás mergulhado no oceano do amor de Deus.

Jamais te encontras sozinho.

Deus está em ti e em torno de ti.

Descobre-o e deixa-te conduzir por Ele com sabedoria.

És Seu herdeiro, possuidor do universo.

Permite que o Seu amor te permeie totalmente, comandando a tua vontade e os teus passos, facultando-te crescer com menor ou nenhuma dose de sofrimento.

Em Deus tudo encontras, plenificando-te completamente.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco

Francisco Rebouças

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Da Crítica

1 - Num Domingo de Calor 
Irmão X 
Benedita  Fernandes,  abnegada  fundadora  da  Associação  das  Senhoras  Espíritas  Cristãs,  de Araçatuba,  no  Estado  de  São  Paulo,  foi  convidada  para  uma  reunião  de  damas  consagradas  à caridade, para exame de vários problemas ligados a  obras de assistência. E porque se dedicava, particularmente, aos obsidiados e doentes mentais, não pode esquivar-se. 

Entretanto, a presença da conhecida missionária causava espécie. 

O  domingo  era  de  imenso  calor  e  Benedita  ostentava  compacto  mantô  de  lã,  apenas compreensível em tempo de frio. 

– Mania! – cochichava alguém, à pequena distância. 

–  De  tanto  lidar  com  malucos,  a  pobre  espírita  enlouqueceu...  –  dizia  elegante  senhora  à companheira de poltrona, em tom confidencial. 

– Isso é pura vaidade, – falou outra – ela quer parecer diferente. 

– Caso de obsessão! – certa amiga lembrou em voz baixa. 

– Benedita, porém, opinava nos temas propostos, cheia de compreensão e de amor. 

Em  meio  aos  trabalhos,  contudo,  por  notar  agitações na  assembléia,  a  presidente  alegou  que Benedita  suava  por  todos  os  poros,  e,  em  razão  disso,  rogou  a  ela  que  tirasse  o  mantô  por gentileza. 
Benedita Fernandes, embora constrangida, obedeceu com humildade e só aí as damas presentes puderam ver que a mulher admirável, que sustentava em Araçatuba dezenas de enfermos, com o suor do próprio rosto, envergava singelo vestido de chitão com remendos enormes. 

Ante os problemas dos outros 
Emudece os lábios teus. 
Em tudo sempre supomos 
Mas quem sabe é sempre Deus. 

Casimiro Cunha 

Haja o que houver no caminho, 
Não pense mal de ninguém. 
Cada qual vê o vizinho, 
Conforme os olhos que tem. 

Gastão de Castro 

Filhos, a estrada real para Deus chama-se Caridade.

José Horta 

Livro: Ideias e Ilustrações
Chico Xavier/Espíritos Diversos.

Francisco Rebouças

O momento que passamos!



Ante o mal que o mundo atravessa,
Trabalha meu amigo, por um futuro melhor.
Planta a boa semente,
Para não colher coisa pior.

Mãos à obra com fé, amor e talento,
Porque não basta apenas ter esperança.
Sem trabalho, desafio e sofrimento,
Ninguém pode aguardar fartura ou bonança.

Com tanto campo para arar,
Não temos tempo a perder
Seja homem ou mulher,
Há muita coisa por fazer.

Para uma vida boa nesse mundo,
O bom senso é quem nos diz,
Só com trabalho e disciplina
Ser-nos-á possível, realmente ser FELIZ

Francisco Rebouças.

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

De Kardec aos dias de hoje

Madre Teresa

As Mães de Chico Xavier

Reencarnação - Menino Piloto

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Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel