Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”

Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



terça-feira, 13 de outubro de 2009

ENTREVISTA

O FRANCISCO REBOUÇAS - ESPIRITISTA TEM O PRAZER DE APRESENTAR AOS NOSSOS DISTINTOS AMIGOS, A ENTREVISTA QUE NOS FOI CONCEDIDA PELO RENOMADO TRABALHADOR DA SEARA ESPÍRITA, JOSÉ PASSINI.

Entrevista:

Dados do nosso entrevistado: José Passini é Licenciatura em Letras, Mestrado em Língua Portuguesa e Doutorado em Lingüística. Foi reitor da Universidade Federal de Juiz de Fora.
No movimento espírita já exerceu inúmeras atividades dentre as quais podemos destacar: Presidente do Instituto Jesus, obra de amparo ao menor carenciado; presidente da Aliança Municipal Espírita, por duas vezes; presidente do Centro Espírita União, Humildade e Caridade. Atualmente ele faz parte da equipe do programa Opinião Espírita (rádio e TV) e do Departamento de Evangelização da Criança da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora.

FR: José Passini como aconteceu o seu encontro com a doutrina espírita?

JP: Meus pais tornaram-se espíritas quando eu tinha uns quatro anos. Estudei num colégio metodista e conheci outras religiões através de estudos, portanto sempre fui espírita.

FR: Qual a casa espírita que você freqüenta?

JP: Grupo de Estudos Espíritas Garcia. Participo do Departamento de Evangelização da Criança, da Aliança Municipal Espírita de Juiz de Fora.

FR: A Doutrina Espírita completou 150 anos de existência, seu conteúdo permanece atualizado ou precisa ser reformado em algum ponto?

JP: O conteúdo doutrinário continua inabalável. A Ciência, em suas diversas modalidades, tem comprovado muitas afirmativas dos Espíritos Superiores e de Kardec.

FR: O Espiritismo que é ensinado hoje nas casas espíritas continua do mesmo modo que na sua época de mocidade? Está melhor ou pior e em quais aspectos ?

JP: O Espiritismo é o mesmo. Nós é que temos mudado o nosso entendimento. A Pedagogia Espírita – como método – mudou muito, mas a essência da Doutrina, o seu conteúdo, não mudou nada. Hoje, é mais fácil o estudo da Doutrina. A evangelização da criança e do jovem enriqueceu-se, não em conteúdo, mas no método de ensino.

FR: Como proceder para divulgarmos de maneira correta a mensagem espírita?

JP: A divulgação doutrinária não precisa de manifestações ruidosas. O bom trabalho nas reuniões públicas e o uso equilibrado dos meios de comunicação constituem elementos importantes na divulgação doutrinária. Penso que não devemos nos preocupar em encher as casas espíritas. Devemos, sim, nos preparar para bem acolhermos aqueles que são diariamente encaminhados para lá. O Espiritismo não necessita de espetáculos ruidosos. Há muita gente que confunde divulgação com propaganda. A melhor divulgação da Doutrina é feita pelo testemunho dos seus adeptos, conforme milenar ditado latino: “A palavra convence: o exemplo arrasta.” Nesse particular, lembro-me de afirmativa feita, no Plano Espiritual por Guillon Ribeiro, que, em conversa com o recém-chegado Espírito Jacob, lhe diz que o maior serviço prestado à Doutrina é o da própria conversão ao infinito Bem. Esse diálogo está no livro “Voltei”.

FR: Acompanhamos seu trabalho na divulgação do Espiritismo, e particularmente na defesa da fidelidade doutrinária, como você está vendo essa invasão de livros tidos como espíritas sem a necessária preocupação com os preceitos contidos na codificação do Espiritismo?

JP: Vejo com muita preocupação, pois ao lado de médiuns invigilantes, há pessoas ávidas por novidades, e editoras que imprimem e vendem tudo o que lhes chega às mãos. Por isso, vemos livros escritos em linguagem não compatível com a seriedade e a dignidade do Espiritismo, contendo flagrantes erros doutrinários, serem vendidos aos milhares e lidos por simpatizantes da Doutrina, que não têm o necessário embasamento para um juízo crítico.

FR: O que poderia ser feito para evitar que livros sem conteúdo doutrinário fossem vendidos nas livrarias das casas espíritas sérias?

JP: Os espíritas que têm a responsabilidade da direção de instituições e de clubes do livro que ostentam o nome “espírita” devem ter consciência da responsabilidade que assumem com a divulgação de obras que não estejam dentro dos parâmetros doutrinários. Devemos nos lembrar que todos temos o direito de ler tudo e de expender nosso julgamento pessoal. Mas, quando falamos numa tribuna, ou entregamos a alguém uma obra dentro de uma casa espírita, estamos ratificando, legitimando a palestra ou o livro, principalmente se aquele que nos ouve, ou que adquire uma obra, não é espírita.

FR: Certa vez sugerimos a um grupo de amigos que sabemos conhecedores da doutrina (de diversos Estados do Brasil, inclusive sugerimos seu nome como um componente a ser contatado), para que nos reuníssemos de algum jeito, mesmo que por e-mail, para estudar uma maneira de formar um grupo sério de análise de obras novas para sugerir ou não sua divulgação nas casas espíritas, já que a FEB não tem esse serviço, mas, não obtivemos sucesso, você acha isso possível?

JP: Infelizmente, no meio espírita, ainda se confunde obra e autor. Entendo que ao publicar uma obra, seja ela plástica ou literária, essa obra está sujeita à crítica. Isso sempre ocorreu no mundo. Existem até os críticos literários e os de artes plásticas, que publicam suas observações em jornais, revistas, etc. Nada mais natural que os periódicos espíritas tivessem seções onde fossem publicadas apreciações relativas a novos livros, que surgem diariamente. Entretanto, isso não se dá. Se alguém não concorda com alguma abordagem doutrinária, principalmente em se tratando de obra mediúnica, logo aparecem os defensores do médium, dizendo que é falta de caridade criticar alguém, apelando para o “não julgueis...”, etc. Não notam essas pessoas que a objeção é levantada em relação à obra e não ao autor. Esse pensamento exponho com mais pormenores num artigo que intitulei “Análise, Crítica, Apreciação”. Espero que este site o publique.

FR: Por quais motivos nas Casas Espíritas os estudos sistematizados da doutrina são tão poucos freqüentados?

JP: Algumas vezes pela falta de preparo no programa de estudos e na sua execução. Na casa que freqüento, há vários grupos de estudos, com inscrição limitada, e exigência de assiduidade. Quatro faltas sem justificativa dão origem à exclusão, que abre vaga para alguém que espera na fila. O nível de seriedade deve ser mantido de ambos os lados. É assim que funciona no Mundo Espiritual. Entretanto, mesmo em trabalhos bem planejados e executados há muita evasão, devida ao comodismo e às mudanças naturais na vida de cada um. Isso não nos deve desanimar. Há muito pouca gente que realmente deseja esclarecer-se. Valorizemos aqueles que querem, lembrando-nos de que o Espiritismo é religião de qualidade e não de quantidade.

FR: O que você diria a quem lhe pedisse orientação de obras para iniciar no conhecimento do espiritismo?

JP: Depende da motivação da pessoa. Se há realmente o interesse no estudo, indico inicialmente as obras da Codificação, a começar por “O Livro dos Espíritos”. Se noto que não há grande disposição para o estudo, indico “E A Vida Continua”, que vai abrindo os horizontes mentais da criatura. Depois, “Nosso Lar” e, mais tarde, a Codificação. Para quem deseje um panorama geral do Espiritismo, indico “Evolução para o Terceiro Milênio”, de Carlos de Toledo Rizzini.

FR: O aborto continua sendo o assunto mais discutido no meio espírita no momento, de que maneira nós espíritas podemos contribuir para evitar esse crime?

JP: Esclarecendo as pessoas, não intimidando-as. Amparando a mulher grávida que, muitas vezes, não consegue enxergar outra solução além do aborto. Amparando aquela que já é mãe e que sente o peso que lhe trará mais um filho. Educando também os homens, pois, na maioria das vezes, depende deles o apoio para que o abortamento não se dê.

FR: Porque nos dias de hoje, 2009 anos após Jesus nos trazer suas mensagens de amor e respeito ao próximo, o ser humano ainda não pratica seus ensinamentos?

JP: A vigorosa mensagem de Jesus, que tem por característica principal a transformação do homem, foi transformada em religião salvacionista. Aqueles que se apossaram dos seus ensinamentos criaram um clima de culpa e de adoração, levando as pessoas a chorarem o Mestre morto, imobilizado no crucifixo, ao invés de se esforçarem para segui-lo vivo, atuante. O “Tomai a vossa cruz e segui-me”, foi substituído por “Dize uma palavra e serás salvo.”

FR: Quais seus projetos para o futuro?

JP: No Espiritismo, continuar meu trabalho na evangelização da criança e na divulgação doutrinária. No Esperanto, o trabalho que tenho feito.

FR: Você continuará com suas análises sobre algumas obras espíritas?

JP: Sem a menor dúvida!

FR: Já sofreu críticas ou reprovação por agir dessa forma?

JP: Inúmeras. Já recebi mensagens dizendo que tenho ódio desse ou daquele médium; que devo ter sido inquisidor noutra encarnação (Disso não tenho muita certeza de não ter sido). Outros me julgam um desocupado e me orientam no sentido de usar melhor o meu tempo. Em verdade, isso não me aborrece. Até gosto, pois vejo que ainda há pessoas que têm opinião e que me dão oportunidade de, ao menos, tentar dialogar com elas. Prefiro a crítica à apatia daqueles que acham que tudo está bom, que tudo está certo...


FR: José Passini, o que você gostaria de ter respondido, e que deixamos de perguntar?

JP: Gostaria de ter podido falar – e agora falo – da evangelização infantil. Não consigo entender como é que grande parte do Movimento Espírita ainda não acordou para essa tarefa que, para mim, é a mais importante dentre aquelas desenvolvidas num centro espírita. Muitos falam no valor da desobsessão. Não o nego, mas não concordo com a ênfase que lhe é dada. Há inúmeros candidatos ao desenvolvimento mediúnico, ao lado de uns poucos para a evangelização da infância. O raciocínio é simples: Se evangelizarmos o Espírito que se reencarnou, ainda enquanto criança, ele terá mais chances de não precisar, mais tarde, de ser tratado num centro espírita – ainda enquanto encarnado – ou de ser doutrinado numa reunião mediúnica depois de desencarnado.

FR: Para encerrar, gostaríamos que deixasse registrada sua mensagem a toda família espírita brasileira, através do Francisco Rebouças - Espiritista.

JP: Nós, espíritas, sabemos que estamos numa fase difícil da evolução humana. Estamos no Fim dos Tempos. É uma época de verdadeira aferição de valores. É hora da verificação da maioridade espiritual dos habitantes do Planeta. É a época do despertar da verdadeira consciência humana. É o momento de aplicarmos o sábio ensinamento de Paulo “Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm.” Hoje, quase tudo é natural, nessa sociedade permissiva em que vivemos. Nunca foi tão necessária a observância do “Vigiai e orai, para não cairdes em tentação”, conforme ensinou Jesus.
Temos as luzes da Doutrina Espírita, religião que nos traz de volta o Evangelho de Jesus, na sua simplicidade, objetividade e aplicabilidade à vida comum. Evangelizemo-nos, evangelizemos as crianças, façamos o Culto do Evangelho no Lar, busquemos o trabalho no Bem.

FR: Agradecemos a JOSÉ PASSINI, por sua gentileza para com o FRANCISCO REBOUÇAS - ESPIRITISTA, e rogamos a Deus que o conserve com saúde e paz, para que ele continue com lucidez e determinação, sua defesa em favor da fidelidade aos postulados da codificação do espiritismo.

Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

De Kardec aos dias de hoje

Madre Teresa

As Mães de Chico Xavier

Reencarnação - Menino Piloto

http://www.youtube.com/embed/cQ2ZqUCKDow" frameborder="0" allowfullscreen>

Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel