Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”

Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Entrevistas

O FRANCISCO REBOUÇAS - ESPIRITISTA TEM O PRAZER DE APRESENTAR AOS NOSSOS DISTINTOS AMIGOS, A ENTREVISTA REALIZADA PELA NOSSA AMIGA JAQUELINE LEAL, E CONCEDIDA PELO SENHOR SILVIO CARVALHO DE OLIVEIRA, PRESIDENTE DO CENTRO ESPÍRITA TRABALHADORES DE JESUS E RESPONSÁVEL PELA ADMINISTRAÇÃO DA COLÔNIA DE HANSENIANOS TAVARES DE MACEDO, EM VENDAS DAS PEDRAS, ITABORÁI, ESTADO DO RIO DE JANEIRO.

A Colônia Tavares de Macedo é uma das instituições mais sérias e conhecidas do Movimento Espírita de todo o Estado do Rio de Janeiro.

Entrevista: Jaqueline Leal

1) Sr. Silvio, quando foi criada a Colônia Tavares de Macedo?

A Colônia Tavares de Macedo foi criada na década de 1920, quando a enfermidade era considerada contagiosa. Como era uma doença de fama muito feia, porque ela deforma o rosto, as mãos, os pés, criando ferimentos diversos e desfigurando o corpo humano, a então lepra era considerada um flagelo, que precisava ser isolado.
A ONU, considerando a situação aflitiva dos hansenianos à época, resolveu enviar ajuda financeira às nações com maiores problemas com a lepra, dentre eles o Brasil. Então, o governo de Getúlio Vargas recebeu uma verba internacional que foram aplicadas na construção de mais de 30 colônias de leprosos (naquela época), onde existiria um hospital para os doentes e casa para os familiares.
O nosso Hospital Estadual Tavares de Macedo foi fundado no dia 27 de abril 1936 e inaugurado oficialmente pelo governo de Getúlio Vargas.

2) Qual foi a estrutura basilar do Hospital quando da sua criação?

A estrutura criada teve característica de hospital comunitário – hospital para os doentes e casas para as famílias. Por que? Porque, antes, devido ao estigma da doença, os leprosos que viviam fora do hospital vivam como ciganos, como hoje fazem os sem terra, mendigando migalhas da sociedade para sobreviverem. Como não havia medicamentos para combater o bacilo, o estado clínico da enfermidade era ruim e essa situação era irritante para o governo, já que a sociedade gritava pela erradicação do problema. Assim, o governo resolveu criar uma colônia reclusa, tipo prisão, onde os doentes não tinham direito de ir e vir.

3) Quando essa situação começou a mudar?

Em 1950, no governo de Jucelino Kubistjeck com o aparecimento da sulfa. Em 1958, o doente passou a ter direito a licença para sair da colônia. Naquela época, os filhos dos doentes tinham que ser tirados do colo da mãe e colocados no Educandário Vista Alegre, em São Gonçalo, que havia sido erigido apenas para filhos de hansenianos. As mães ficavam 3 anos sem ver os filhos depois de nascidos e duas vezes por ano o Educandário trazia as crianças maiores de 5 para ver os pais, sem contudo permitir tocá-los.
Hoje o hospital é considerado um hospital dermatológico e não existe mais o perigo de contágio. O doente é livre para ir e vir, sem necessidade de nenhum tipo de autorização para tal e não existe mais nenhum tipo de restrição à presença de doentes em locais públicos.

4) Existe um Centro Espírita dentro da Colônia. Quando ele foi criado?

O Centro Espírita Trabalhadores de Jesus foi fundado em 10 de março de 1953, numa época em que ainda havia muita restrição ao hanseniano. Os espíritas naquela época, como se diz popularmente, forçavam a barra para entrar na colônia porque os portões do local impediam o acesso de todos aqueles que não fossem doentes. Os espíritas, então, começaram a trazer bens materiais (roupas, biscoitos, etc.) o que acabou favorecendo a permissibilidade da visitação. O doente já estava acostumado ao paternalismo do Estado, que, aliás, até hoje se perpetua, mas o Governo está saindo do cenário da colônia.
Os espíritas foram como os bandeirantes da libertação do hanseniano. A igreja católica também tem seu papel relevante na ajuda aos hansenianos, mas as caravanas espíritas são mais numerosas. A primeira delas era a caixa de excursão Maria Cardoso, na década de 1950.
Até hoje existem caravanas de visitação quase todos os domingos com a presença de várias Casas Espíritas das cercanias, sendo que apenas algumas evangelizam as crianças e visitam as enfermarias.

5) Quanto tempo o senhor tem aqui na Colônia?

Estou na colônia desde 1959, portanto, há 45 anos. Todos os fundadores do Centro Espírita já desencarnaram e estão enterrados na Colônia, porque nós temos um cemitério.
Não posso me queixar de nada porque aqui não me falta nada. Sou funcionário do Hospital e, apesar de minhas limitações, trabalho e conto com a solidariedade dos caravaneiros, que ajudam muito o nosso trabalho na Colônia.

6) Como está, atualmente, a situação dos moradores da Colônia?

A maior parte da população que vive na Colônia Tavares de Macedo é sadia.
Ainda existe a leprofobia de antigamente enraizada na sociedade – medo sem razão, pavor sem justificação na época moderna. Um hanseniano quase foi prefeito do município de Itaboraí, no colégio da Colônia temos alunos sadios que moram fora e vêm estudar aqui dentro. Temos também uma biblioteca precária, mas que funciona relativamente bem e temos mais de 50 linhas telefônicas instaladas nas casas.
Por que medo de hanseníase hoje em dia? Não se justifica isso! O bacilo reage diante da claridade e do calor de mais de 30º, só sobrevive dentro do corpo e se desenvolve na pele, manifestando-se principalmente por meio de dormência. A partir do início do tratamento, depois de 2 anos o doente não precisa mais de medicação. 85% da população brasileira tem imunidade contra a hanseníase e quem a desenvolve, não desenvolve sempre os mesmos sintomas. Só 2% dos hansenianos tem a perna cortada, mais de 40% dos doentes são limpos, não têm sintomas da doença e não saem da colônia simplesmente porque não querem, porque estão acostumados a viver aqui dentro.
A doença assumiu essa feiúra, esse estigma, por causa da Bíblia. Cristo curou muitos leprosos; ficou no inconsciente coletivo que só o Cristo cura a lepra, que a lepra é fruto do pecado, assumindo essa conotação estigmática que dificulta muito a vida do doente fora do hospital até hoje. Porque não é qualquer doente que pode transitar sem preconceito fora da Colônia.

7) Qual o número médio de moradores e internos?

No início eram mais de 150 os internados; hoje não chegam a 50. As enfermarias eram apenas depósitos de doentes porque a hanseníase ataca os rins e havia muito óbito por barriga d’água devido à falta de hemodiálise. Atualmente o índice de mortalidade é baixo, porque a doença é, na verdade, purgatorial, não é mais grave de matar, é uma oportunidade de reflexão. A hanseníase não é dolosa, ela é educativa.
Hoje em dia os doentes preferem viver nas suas casas, mesmo sem poder andar, porque têm a sua privacidade. Eu, por exemplo, vivo na minha casa, mesmo com minha limitação para caminhar.
Muita gente não doente está morando na Colônia. Hoje em dia somos mais ou menos 550 pessoas, sendo importante dizer que os parentes dos doentes podem morar aqui. O nosso índice de criminalidade é baixo, as crianças vivem bem, até porque hanseníase não é doença de criança. Por exemplo, na criação da Colônia, foi erigido um pavilhão para internação de crianças e que nunca funcionou simplesmente porque não se tinha criança doente.
Hoje em dia, quase não aparece mais ninguém para se internar porque quem entra não quer sair. Só chegam os doentes com problemas sociais graves porque hoje em dia não se justifica mais a internação, já que os postos de saúde tratam da doença logo no início. A hanseníase não é mais problema para a sociedade, ela só carrega uma tradição negativa do passado.
Hoje em dia contamos com a ajuda do MORHAN – Movimento de Reiteração dos Hansenianos, que vem ajudando a desmistificar a hanseníase para a população em geral.

8) O Senhor queria deixar alguma mensagem registrada para a comunidade espírita?

Queria agradecer aos caravaneiros espíritas pela ajuda que nos prestam, principalmente aos grupos que visitam as enfermarias e evangelizam nossas crianças. Precisamos agradecer, porque nós não estamos abandonados. Além do Deus de amor que faz tudo para o nosso bem, nós temos, ainda, assistência da sociedade através do Governo do Estado, nos dois hospitais de hansenianos no Rio de Janeiro – o Hospital Curupaiti, em Jacarepaguá, onde existe o Centro Espírita Filhos de Deus, fundado há mais de 60 anos e o nosso Hospital Tavares de Macedo, aqui em Venda das Pedras, Itaboraí. Quero agradecer pelos nossos companheiros sadios que entram e saem da Colônia e que mantêm a integração e a vida social nossa com o mundo lá fora. E que Deus os abençoe.

Agradecemos de coração ao Sr. Silvio Carvalho de Oliveira, presidente do centro Espírita Trabalhadores de Jesus e Administrador da Colônia de Hansenianos Tavares de Macedo, pela gentileza em nos atender, rogando a Deus que continue a lhe dar forças e inspiração para levar à frente essa grandiosa missão.

Agradecemos também a Jaqueline Leal e Raul Muniz, nossos especiais amigos, pelo excelente trabalho realizado.


Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

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Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

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Divaldo Franco

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Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

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Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel