Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

DIREITOS LINGUÍSTICOS

Resultado de imagem para foto josé passini                                                                                                     José Passini

      jose.passini@gmail.com
 
Sempre que uma pessoa for compelida ao estudo da língua nacional de outro povo – a não ser com o objetivo de ampliar sua cultura – estará sofrendo restrição no seu direito linguístico, principalmente ser for para usá-la na comunicação com alguém que a tenha como língua materna.
Num diálogo, sempre leva grande desvantagem aquele que é compelido a se expressar na língua do seu interlocutor, que a usa na condição de nativo. A atenção daquele que procura comunicar-se na língua do outro estará repartida entre o uso do idioma estrangeiro em que tenta se expressar e o assunto que está sendo discutido.
É muito fácil, para quem que usa a sua própria língua, parlamentar, influenciar, convencer, vender, e até mesmo dominar, pois o falante não nativo tem a sua atenção voltada não apenas ao assunto em pauta, mas também ao cuidado no sentido de não se expressar de maneira inadequada ou até mesmo ridícula.
         O receio de cometer falhas na pronúncia ou de se expressar em construções não usuais é causa de muita inibição, de vez que, ao falar, a pessoa lembra-se de situações hilárias, em relação ao estrangeiro que fala sua língua, que são largamente exploradas no humorismo comum.
Há muitas situações em que o nativo entende, mas como a construção não é usada, causa, no mínimo, estranheza: “Você vai de carro? Não, vou bicicletando”, responderia o estrangeiro, por analogia com cavalgando, andando, nadando, etc.
Portanto, eleger, em âmbito mundial, uma língua natural para o desempenho da tarefa de interlíngua, é ferir um direito legítimo de todos os povos que não têm essa língua como seu idioma nacional, concedendo ao povo que a fala como nativo uma série de prerrogativas contra as quais se devem insurgir os demais povos, a arguirem o mesmo direito de não serem obrigados às despesas e aos esforços necessários ao aprendizado de uma língua estrangeira.
É bem verdade que cada língua estrangeira que se domine representa mais uma janela aberta para o mundo. Esse caso é muito diferente do estudo compulsoriamente levado a efeito para a comunicação internacional, em nível acadêmico ou profissional. A língua de outro povo, aprendida por necessidade, constitui uma violação do direito linguístico do homem.
Quantos anos são necessários para um aprendizado que possibilita, na maioria das vezes,  apenas um desempenho fraco, deficitário?
         Será justo que os usuários de determinadas línguas naturais tenham facilidade de comunicação, enquanto povos de outras línguas gastem tempo e recursos preciosos para conseguirem uma comunicação deficitária, imperfeita?
O aprendizado de línguas estrangeiras levado a efeito por aqueles que são compelidos a usá-las como idioma internacional fere um direito natural de igualdade, por obrigar alguém ao uso de um código linguístico que apresenta um nível de facilidade / dificuldade diferenciado entre os dois interlocutores.
Mas se todos quiserem usar do direito de falar a sua própria língua não haverá possibilidade de comunicação no mundo, a não ser que se recorra aos serviços de tradução. A tradução constitui um passo positivo no campo do respeito aos direitos linguísticos. Mas a presença do tradutor onera grandemente a comunicação, principalmente a oral, além de, em muitos casos, desfigurá-la completamente.
Sem chegar à dureza do aforismo italiano: “traduttore, traditore”, é de se reconhecer que a figura intermediária do intérprete minimiza – quando não apaga de todo – muitas nuanças importantes de um discurso. Além do mais, deve-se reconhecer que tradução não é atividade simples como parece à primeira vista.
Traduzir não significa substituir pura e simplesmente as palavras de uma língua pelas suas correspondentes na outra, como geralmente pensa o leigo. Se assim fosse, de há muito os computadores estariam operando em substituição aos tradutores humanos. Traduzir significa decodificar uma mensagem, interpretando-a completa e profundamente e, depois, recodificá-la numa outra língua, que, não raro, apresenta características específicas na sua estrutura, nos seus recursos expressivos, por vezes muito diversos daquela em que a mensagem foi elaborada originalmente.
Traduzir é passar de um universo a outro, pois cada comunidade de fala recorta a realidade, categorizando-a de modo próprio, construindo, assim, o seu universo linguístico. As línguas naturais são simbólicas e refletem o mundo de maneira particularíssima, circunscrevendo o próprio raciocínio dentro dos limites linguísticos de cada povo. Por isso, tradução em bom nível requer do tradutor, além de larga dose de conhecimento específico da área em que opera, amplo domínio das duas línguas, o que inclui, necessariamente, o conhecimento profundo da própria psicologia dessas línguas.
A tradução escrita é mais simples. No recesso do seu gabinete, o tradutor tem tempo para pesquisar, analisar, comparar, meditar, para, finalmente, depois até de ter consultado um colega, decidir pela forma mais apropriada.
Mas, na tradução oral, seja paralela ou simultânea, existe a pressão psicológica das possíveis comparações esperadas de ouvintes que têm acesso às duas línguas. Há, ainda, o fator tempo. Há que se traduzir, de qualquer forma, aquela sequência sonora, porque outra a sucederá imediatamente e não poderá ser repetida. Por maior que seja a competência do tradutor, perde-se a eloquência, as nuanças de voz, a vivacidade, o magnetismo, o sentimento do orador.
No caso de o tradutor funcionar como intérprete, em presença dos interlocutores, há outros aspectos a serem considerados: a presença física, a expressão fisionômica, a mímica, o timbre da voz, tudo isso poderá impressionar favorável ou desfavoravelmente o tradutor, cujo estado emocional irá influir, se não no tom, pelo menos na escolha da palavra ou expressão que irá usar. Um tradutor é um ser humano, dotado de preferências e de idiossincrasias. Não é uma máquina.
Em muitos casos, por mais que se esforce, não consegue transmitir a mensagem com o colorido desejável ou com a ênfase ouvida, simplesmente porque ele é um tradutor, um intérprete linguístico, e não um ator que assuma completamente a personalidade de quem está produzindo a mensagem.
        A não ser que a mensagem seja extremamente simples, é muito improvável que não sofra a influência do tradutor, influência essa que vai desde a simples tradução maquinal, com o apagamento do poder expressivo, até a cortes e acréscimos inconscientes ou conscientes.
Por isso, numa conversação entre falantes de idiomas diferentes, a comunicação será mais eficiente se for direta, porque assim fica eliminada a personalidade intermediária do tradutor. Mas, por uma questão de equidade, de respeito aos direitos linguísticos dos povos, essa comunicação direta deve ser levada a efeito através de uma língua que não seja a língua materna de nenhum dos interlocutores.
No caso de se adotar alguma língua neutra, as influências recebidas do exterior se originariam de fontes diversas, porque conduzidas através de uma língua igualmente acessível a todos os povos. A adoção de uma língua internacional neutra permitiria àqueles povos, cujas línguas não têm penetração internacional, a divulgação da sua posição política, do seu pensamento filosófico, dos seus progressos sociais e científicos, diretamente, ao resto do mundo, sem ter de se sujeitar ao processo seletivo da corrente de informação a que a tradução numa língua natural conduziria.
Ao traduzir-se uma obra para um idioma natural, raramente tem-se em vista a sua divulgação mundial, a não ser no caso de obra técnica ou científica. Quem traduziria em Inglês ou Francês obras da nossa literatura, se não houvesse público nos países onde essas línguas são faladas?
Exemplificando: uma obra escrita em Português muito dificilmente chegará ao conhecimento de dinamarqueses, finlandeses, húngaros, suecos e outros, se não passar pelo crivo do interesse dos usuários do Inglês e, em menor escala, do Francês.
O inverso é também verdadeiro: os leitores de língua portuguesa deixam de tomar conhecimento de inúmeras obras escritas originalmente em línguas minoritárias, como as citadas, porque não foram previamente traduzidas em Inglês ou Francês. Raramente têm acesso a obras desses e de alguns outros povos, em virtude desse processo seletivo perverso.
         A tradução em uma língua neutra, ao contrário, destinar-se-ia indistintamente a todos os povos e facilitaria sobremaneira o acesso a uma literatura mundial, muito mais vasta, aos povos em cujas línguas as traduções não seriam rentáveis.   
Uma língua internacional neutra não é uma utopia, pois na Europa, durante quase um milênio, os povos se comunicavam através de uma língua neutra, o Latim, que foi instrumento de comunicação diplomática, de divulgação científica e de discussão filosófica e política. O uso dessa língua pelo Catolicismo Romano chegou ao século XX.
É de se notar que o Latim usado como interlíngua não era aquele falado quotidianamente pelo povo, o "Sermo Vulgaris".  Não era a língua que, sujeita à instabilidade do processo evolutivo natural, viria a se transformar e se diversificar nas várias línguas românicas. O idioma usado nas comunicações inter­nacionais era o produto estável, altamente elaborado pelos gramáticos e estilistas da latinidade, que se poderia chamar hoje de língua planejada.
         O fato de não pertencer a povo algum dava ao Latim a condição primeira para o desempenho do papel de interlíngua: a neutralidade política. No âmbito acadêmico e diplomático, o Latim foi perdendo terreno para o Francês e, depois, para o Inglês. Seu uso continuou no Catolicismo Romano, até o Concílio Vaticano II, pois em Latim eram ainda celebrados os seus ofícios religiosos. A única exceção era o Esperanto, por autorização expressa do Papa Pio XI.  
         Hoje, as dificuldades de comunicação nos conclaves da Igreja estão aparecendo com mais evidência, a ponto de surgir um livro intitulado “Esperanto, o novo Latim da Igreja e do Ecumenismo”1, prefaciado pelo Dr. Gyorgy Jakubinyi, Arcebispo de Alba Iulia, Romênia.
O empenho no sentido de ser mantida a condição atual é grande, mas em verdade, não há uma única língua natural que garanta ao seu usuário livre trânsito em todo o mundo, para não dizer nem mesmo em toda a Europa. As línguas naturais encontram sempre fortes restrições em seu uso como língua internacional, restrições que variam, segundo as áreas onde se pretenda usá-las.
Apesar disso, as nações econômica e politicamente poderosas concentram grandes esforços e despendem enormes recursos financeiros no sentido de difundirem e, até certo ponto, imporem seus idiomas para uso internacional, visto serem inegáveis os rendimentos em prestígio político e as vantagens econômicas que retornam como altos dividendos, em razão de investimentos bem aplicados.
Não se defende, ao pôr-se em relevo a gravidade desse problema, um nacionalismo absurdo, fechado às idéias renovadoras vindas do exterior.  É de senso comum que nenhum país pode progredir de forma apreciável, se fechado ao confronto salutar com as ideias geradas em outras culturas. O que se busca demonstrar é o perigo de uma descaracterização nacional como consequência da forte influência de uma determinada cultura, aceita, às vezes, inconscientemente.
E, ao enfocarmos os direitos linguísticos, verificamos atualmente o surgimento de uma conscientização maior no sentido da preservação de características próprias, não só em pequenos grupos étnicos, mas também em nações. Essas características próprias é que mantêm a unidade de um grupo social, seja ele um pequeno povo, seja uma nação inteira. E no centro desses fatores aglutinantes de um povo, de um grupo étnico, encontra-se a língua, a língua como fator determinante para a manutenção de uma unidade nacional.
E o nível dessa conscientização a respeito do papel da língua como fator de manutenção de uma etnia é de tal monta que, no ano de 1996, em Barcelona, houve um congresso levado a efeito por falantes de línguas minoritárias, que produziu um documento intitulado Declaração Universal de Direitos Linguísticos.
Dante Alighieri entendeu o valor da língua como fator capaz de promover a reunificação da Itália, quando, no século XIV, escreveu a Divina Comédia no dialeto da Toscana, com vistas a torná-lo – com algumas modificações – a língua de toda a Itália. Nas várias regiões o uso dos dialetos continuou, mas a adoção da “madre língua” foi um fato na comunicação em nível nacional.
No século XIX, a mesma idéia teve Eliezer Ben-Jehuda, ao simplificar a estrutura do Hebraico, renovando-lhe também o vocabulário, a fim de torná-lo apto a dar conta do discurso moderno e de servir como língua nacional do Estado de Israel.
Paralelamente a essa conscientização dos valores nacionais, estamos, desde há algum tempo, assistindo ao nascimento de uma consciência planetária. Hoje, povos que ainda não aprenderam a repartir suas riquezas, já repartem e compartilham pelo menos os seus problemas. A necessidade da preservação das condições de habitabilidade do Planeta está abrindo mais diálogos do que têm conseguido as próprias religiões...
Essa consciência de pertencimento a uma comunidade que se sobreponha aos estreitos limites nacionais representa uma nova dimensão na própria história da raça humana. Mas ela não poderá se efetivar plenamente através de doutrinações políticas apenas. Só um contato maior entre seres humanos é que ensejará o surgimento dessa tão desejável consciência supranacional.
Sociedades, agremiações, organizações de âmbito mundial têm surgido num volume crescente. É um novo degrau na história da evolução humana. A consciência de ser social do Homem, que começou com o desenvolvimento da consciência tribal, agora se dilata, ultrapassando os limites nacionais.
Nesse particular, deve ser ressaltado o notável trabalho desenvolvido na União Europeia, onde vinte e oito países convivem, na busca de soluções pacíficas para os seus problemas comuns. É de se lamentar, entretanto, que justamente nessa área, tão promissora – talvez o maior tentame de convivência pacífica na história da Humanidade – seja onde se perdem os mais nobres esforços de convivência inteligente e verdadeiramente humana, pelas fortes barreiras linguísticas que se lhe antepõem, concretizadas através de vinte e quatro línguas.
Barreiras linguísticas sim, porque – pela falta de uma língua comum, livremente aceita por todos – recorre-se ao serviço de tradução, que apresenta os prejuízos já aqui demonstrados. Parece até ironia o fato de já existir uma moeda comum, não nacional, livremente aceita e não existir ainda consenso quanto à adoção de uma língua tão neutra quanto a moeda.
         E por que não se adota uma língua neutra? Porque, de um lado está o domínio terrível de países que não querem abrir mão da facilidade de não ter de aprender uma nova língua, colocando-se, como manda a justiça, em nível de igualdade com os demais; de outro lado, está a subserviência e o espírito acomodatício dos representantes de outros países.
Claude Piron, belga, falante nativo de Francês, psicólogo, professor, poliglota, tradutor da ONU e da OMS, durante vários anos, denuncia que nas sedes da União Européia não há fiel observância do direito linguístico dos seus Estados-Membros:
(...) na secretaria, praticamente não se usam as línguas, holandesa, grega, finlandesa e outras línguas “não fortes”. Algumas línguas são “mais iguais que as outras”, seja quando alguém procura empregar-se como funcionário da União Européia, seja quando um cidadão ou um parlamentar deve se relacionar com a administração.2
No campo científico, a situação é semelhante. Cientistas dirigem-se a lugares distantes a fim de apresentarem resultados de suas pesquisas, mas o seu trabalho não se desenvolve com a rapidez e a eficiência esperadas, diante da dificuldade de comunicação.
Muita experiência preciosa não é partilhada integralmente, ou mesmo se perde, por faltar uma língua comum em encontros, simpósios, congressos de âmbito internacional. O mal é menor quando se trata de comunicação escrita, através de livros ou de periódicos especializados, pois há tempo de se recorrer a dicionários e a tradutores.
Mas, num congresso internacional, onde os participantes das sessões de comunicação e debates científicos são originários de países diversos, as barreiras linguísticas, não raro, impõem grandes prejuízos ao rendimento do encontro.
Nesses congressos o atropelo aos direitos linguísticos dos usuários de línguas menores é flagrante. É por demais claro que os falantes da língua nacional – ali elevada à condição de interlíngua – dispõem de muito mais facilidade para apresentar e debater suas idéias. Muitos participantes de congressos mundiais vão ler, no quarto do hotel, o texto da conferência ou da comunicação científica ouvida, apenas parcialmente entendida, mas já sem a oportunidade de participação em debate enriquecedor, perdido por falta de capacidade de comunicação direta e imediata, conforme denunciou Edward Sapir, linguista norte-americano, logo falante nativo de Inglês.
... numa reunião científica internacional, há invariavelmente o desapontamento de se verificar que, em virtude da diferença de hábitos linguísticos, a dificuldade de comunicação com cientistas estrangeiros torna o intercâmbio de ideias muito menos fácil do que fora imaginado por ocasião do embarque 3.
Se, como foi demonstrado, as línguas naturais não se prestam à função de interlíngua, só resta a alternativa do uso de uma língua construída, neutra, indene de vinculação étnica, política, filosófica, cultural, enfim. Essa condição ideal, como se depreende, só poderá ser conseguida por um idioma não vinculado a povo algum, um idioma conscientemente elaborado para o papel de interlíngua mundial, a ser aprendido por todos os povos, na condição de segunda língua. Essa, a solução justa e fácil do problema, pois ao achar-se alguém em presença de um interlocutor, falante de um idioma desconhecido, apelará imediatamente para o denominador comum, a segunda língua.
Esse elemento de comunicação mundial já existe no mundo desde há mais de um século. É o projeto saído do cérebro e do coração de um jovem idealista que, numa antevisão extraordinária de um mundo que não chegaria a ver, apresentou solução antecipada para esse crucial problema humano, ao publicá-lo em 1887.
Embora não fosse um linguista profissional, sua visão sociolinguística e universalista transcendia à dos especialistas. Sabia que lançava apenas um projeto, uma proposta para o nascimento de uma língua que representaria um passo na própria história da espécie humana.
Esse passo na história da comunicação mundial não foi dado por imposição de força exterior alguma. Ele decorreu da força evolutiva imanente ao ser humano, pois a comunidade de âmbito mundial que adotou o projeto do jovem polonês como elemento de comunicação supranacional deu-lhe o sopro de vida, alçando-o à condição de língua viva, que, felizmente, já conhece um período de amadurecimento de mais de um século.
Essa comunidade mundial usuária do Esperanto, constituída de centenas de milhares de pessoas, distribuídas em mais de cem países, usufrutuária de uma biblioteca que conta com mais de quarenta mil títulos – muitos dos quais não encontrados em línguas nacionais –, tem à disposição uma centena de periódicos, cultiva a literatura, a música e outras artes em nível de variedade e riqueza não encontradas pelos usuários de apenas línguas étnicas. Além disso, depois de ter sido veiculado pelo rádio, desde há muitas décadas, o Esperanto é hoje amplamente usado na Internet.
Os usuários do Esperanto participam de congressos regionais, nacionais e mundiais, estes constituindo fenômeno inusitado no mundo, pela reunião de três mil participantes, em média, oriundos de aproximadamente oitenta países, todos se comunicando naturalmente. São os únicos congressos mundiais onde não há intérpretes.
        Tem hoje o Esperanto a oportunidade maior da sua história, pois o mundo necessita dele, exatamente pelas características que sempre o distinguiram de projetos ou de línguas concorrentes. Se houve um amadurecimento do Esperanto como língua, houve paralelamente um amadurecimento da consciência do problema de língua internacional, provocado pela própria evolução humana.
Hoje ninguém mais, em sã consciência, pode negar-lhe a condição de dar conta integral do discurso humano, acompanhando essa imensa transformação ocorrida no mundo desde o seu aparecimento. Já provou à saciedade que a sua simplicidade de aprendizado e facilidade de uso não significam pobreza de expressão, como ocorre nos "pidgins". O Esperanto é uma demonstração viva de que complexidade linguística não significa superioridade de desempenho, pois é simples, sem ser superficial; é eficiente sem ser complexo.
        Dos seiscentos projetos de línguas artificialmente elaboradas até 1962, segundo Pierre Burney4, alguns poucos se tornaram línguas, mas apena o Esperanto sobrevive.
É chegado o momento do Esperanto, como chegou o momento das notas musicais, do sistema métrico, dos símbolos dos corpos simples, dos sinais internacionais de tráfego, das unidades de medição de vitaminas e proteínas, e de tantas outras mais, todas aceitas internacionalmente por gestos de comum acordo, de bom-senso, sem imposição alguma.  
A comunidade usuária do Esperanto, embora seja formada pela maior variedade étnica, social, cultural que o mundo conheceu, constitui um grupo humano harmônico, que se reúne em torno de ideais nobres de fraternidade, de compreensão, de respeito à cultura, às diversidades étnicas e ao direito de expressão de todos os povos.
E como estamos falando de direitos linguísticos, essa comunidade vem requerer igualdade de tratamento e de oportunidades para todas as línguas, no sentido de ser reconhecido o direito linguístico de todos os povos.
É uma questão de Justiça!
 MATTHIAS, Ulrich. Esperanto o Novo Latim da Igreja e do Ecumenismo. Campinas: 2003
  1. PIRON, Claude. La Bona Lingvo. Viena: IEM, 1997.
  2. SAPIR, Edward. Linguística como Ciência. Rio de Janeiro: Livraria Acadêmica, 1969.
  3. BURNEY, Pierre. Les Langues Internationeles. Paris: Presses Universitaires de France, 1962


Francisco Rebouças


Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

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Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

De Kardec aos dias de hoje

Madre Teresa

As Mães de Chico Xavier

Reencarnação - Menino Piloto

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Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel