Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

O SERVIÇO DE ILUMINAÇÃO

As horas sucediam-se lentas e  pesadas.  O grupo que atendíamos era  constituído por quase mil vítimas da tragédia sísmica. Aparentemente pequeno era o resultado do nosso esforço,  embora  nos  encontrássemos  empenhados  com  carinho  na execução  da  atividade que nos foi reservada.
A noite tornava-se cada vez mais pavorosa do ponto de vista  humano, em razão dos horrores que se manifestavam sem cessar.
Na esfera física, a procura de cadáveres para identificação era afligente, porque as pessoas  choravam  e  imprecavam  sem  lucidez  em  torno  do  que  exteriorizavam.  Era  uma catarse coletiva sob a inclemência das sombras tormentosas.
Do nosso lado, não era menos angustiante a paisagem espiritual.  Ana continuava a manter  o  archote  aceso  derramando  claridade  no  local  sombrio  e  truanesco.  Em determinado  momento,  escutamos  uivos  arrepiantes  e  vimos  em  movimento  uma  densa formação  agitando-se  e  aproximando-se  como  se  empurrada  por  ventos  suaves, imperceptíveis para nós outros. Ao acercar-se, pudemos ver em hediondez diversos Espíritos com fácies e formas lupinas como se estivéssemos em um cenário de imaginação doentia, observando  antigos  seres  humanos  que  se  fizeram  vítimas  da  zoantropia.  Com  aspectos repelentes  e  hórridos,  eliminavam  baba  pegajosa  pelas  bocas  escancaradas  e  os  olhos brilhantes procuravam os cadáveres cujos Espíritos estávamos libertando.
Subitamente  tentaram  atirar-se  sobre  um  dos  montes  de  membros  e  corpos misturados, como se estivessem esfaimados.
Nesse  comenos,  Dr.  White  sinalizou  ao  padre  Marcos  que,  rápido  e  seguro, desdobrou uma rede de fios luminosos e de ampla proporção, no que foi auxiliado por Ivon eOscar, atirando-a com habilidade sobre o monturo fétido.  De imediato, pudemos perceber que  se  tratava  de  uma  defesa  magnética,  irradiando  energia  especial  que  apavorou  os agressores, que certamente a conheciam, fazendo que se afastassem em tropel rápido, sem maiores perturbações para o nosso labor.
Fora a primeira vez que me deparara com cena de tal porte.
Percebendo-me  as  interrogações  mentais,  o  hábil  diretor  veio-me  em  socorro, explicando-me:
  Trata-se  de  Espíritos  muito  infelizes,  cujas  existências  na  Terra  foram terrificantes e que construíram as aparências perversas atuais como decorrência do mal que praticaram  indiferentes  ao  sofrimento  que  causavam.  Haviam  perdido  a  sensibilidade  do amor  e,  por  isso  mesmo,  deformaram  psiquicamente  o  perispírito  que,  após  a 32 – (Manoel Philomeno de Miranda) Divaldo Pereira Franco desencarnação  do  corpo  somático,  encarregou-se  de  modelá-los  conforme  se encontram.
Sucede  que  a  única  diferença  em  relação  aos  demais  casos  de  zoantropia,  é  que, normalmente,  a  ocorrência  é  individual,  no  entanto,  porque  constituíam  um  grupo asselvajado que laborava em conjunto, o fenômeno alcançou-os a todos, neles plasmando a deformidade  lupina  que  os  faz  temerários,  imprimindo-lhes  as  necessidades  alimentares típicas  do  gênero  canis  lúpus,  mantendo  a  mente  entorpecida.  Por  automatismo, prosseguem na sanha do desequilíbrio até o momento quando a misericórdia de Deus deles se compadeça e sejam recambiados às reencarnações expiatórias muito dolorosas.
"A mente é sempre a geradora de bênçãos ou de desditas, porque dela procedem as  aspirações  de  uma  assim  como  de  outra  natureza.  Quando  as  criaturas  humanas considerarem a torça do pensamento que procede do ser que são, haverá mudança radical de  comportamento  moral  e  social,  dando  lugar  b  conquistas  relevantes  da  imortalidade triunfante.
"Por enquanto, é natural que o processo ainda se encontre em fase preparatória, dando lugar às aberrações que tomam corpo no mundo físico, caracterizando a decadência dos valores éticos e morais, nas esperanças de felicidades que soçobram  no mar encapelado das paixões.
"Não  são  poucos,  no  campo  das  comunicações,  na  Terra,  os  decantados multiplicadores  de  opinião,  que  sintonizam  com  as  Entidades  bestializadas,  que os submetem ao talante das suas aberrações, durante largos períodos de desdobramento pelo sono  fisiológico,  imprimindo  profundamente  no  cerne  do  ser  de  cada  um,  a  devassidão,  o desvario, a degradação moral. Retornando ao corpo somático, recordam-se das experiências viciosas em que se comprazem e estimulam os seus aficionados, cada vez mais, à luxúria, ao sexo  açodado  pelas  drogas  alucinógenas,  pelo  álcool,  pelas  substâncias  farmacêuticas estimulantes.
"Não  seja  de  surpreender  a  debandada  das  gerações  novas  para  as  músicas  de sentido  infeliz,  nos  bailes  de  procedência  primária  e  sensualidade,  onde  a  perversão  dos sentimentos  é  a  tônica,  e  o  estímulo  à  violência,  à  rebeldia,  à  agressividade  constitui  o panorama da revolta, afinal contra o quê? Tornam-se adversários do denominado contexto, em vez de desenvolverem os valores dignificantes para melhorá-lo, mergulham fundamente nas  paixões  mais  vis,  tornando  piores  para  eles  mesmos  e  para  os  outros  os  dias  que enfrentam.  Fogem,  então,  para  a  consumpção  por  meio  das  drogas,  da  exaustão  dos prazeres sensuais e perversos.
"De pequena monta a contribuição da responsabilidade e do dever, ainda distantes de serem avaliados devidamente. Essa tarefa libertadora, sem dúvida,  cabe à educação das novas gerações, a fim de que sejam criados novos hábitos de convivência e de comunicação saudável,  dando  lugar  ao  desenvolvimento  das  forças  vivas  do  Bem  inatas  em  todos  os indivíduos.
"Podemos  ver  aqui  as  paisagens  defluentes  dessas  condutas  arbitrárias  e deslocadas  no  tempo  e  no  espaço,  transformadas  em  sofrimentos  de  longo prazo,  que  o amor irá modificar no momento próprio."
Não  havia  oportunidade  para  mais  esclarecimento  e  divagações  sobre  o  tema relevante,  porque  agora  chovia  energia  causticante,  que  fazia  lembrar  os  raios durante  as tempestades,  aumentando  as  dores  das  vítimas  de  si  mesmas,  arrebatadas  do  corpo  pela desencarnação em massa.
Curiosamente  relampejava  na  sombra  temerária,  e  essas  claridades  eram psíquicas, que predominavam na região mesmo antes do acontecimento terrível.
Turistas  de  diversos  países  europeus,  especialmente  nórdicos  e  americanos, franceses  e  alemães,  escolhiam  aquelas  regiões  para  os  prazeres  do  corpo  sem  qualquer compromisso  com  a  beleza  das  paisagens  dos  mares  do  sul,  com  a  sua  natureza  ainda semipreservada. Muitos viajavam para aqueles paraísos, quais a Tailândia, as ilhas Maldivas, as  ilhas  Phi  Phi  e  outras,  para  desfrutarem  das  facilidades  morais,  sexuais,  de  Jovens adolescentes  vendidos  pelos  pais  irresponsáveis  ao  comércio  da  licenciosidade.  Hábitos ancestrais ainda vigentes de total desrespeito pela mulher e pelo ser humano, facultaram a larga prostituição de meninas e de meninos que serviam de mascotes aos ocidentais que os podiam comprar a preço bastante acessível para eles.
Ao longo dos últimos anos, as mentes geraram essa psicosfera doentia nas regiões agora  afetadas  pela  calamidade  que  teve  uma  função  purificadora  para  toda  a região, alterando  os  costumes  e  propondo  novos  comportamentos  morais  pela  dor,  advertindo  a respeito  da  fragilidade  e  temporalidade  da  vida  orgânica,  e  que,  infelizmente,  ainda  não apresentava  qualquer  possibilidade  de  melhora.  Pelo  contrário,  aconteciam  a  revolta,  o suborno,  o  desvio  dos  auxílios  internacionais,  a  dominação  dos  mais  fortes  so bre  os  mais fracos, que ficariam à mercê da própria sorte em relação ao futuro sombrio em cujo rumo avançavam.
Como  as  religiões  lentamente  estavam  perdendo  prestígio.  mantendo  regras  de comportamento  na  teoria  e  manconunando-se  com  os  poderes  temporais  indignos,  as criaturas encontravam-se sem norte, vagando nas ocorrências mais apeapetecidas e menos laboriosas. O dinheiro fácil era o que lhes importava, a fim de saírem da miséria financeira e embriagarem-se no consumismo devastador.
Como faz falta a presença de Jesus no mundo, assim como dos Seus embaixadores que, através dos tempos, vieram preparar-Lhe o advento!
As Suas propostas ricas de ternura e de esperança, de consolo e de amor ainda não conseguiram  penetrar  realmente  nos  seus  seguidores,  menos  ainda  naqueles que  o  não coaliecem,  dando  lugar  às  loucuras  do  imediatismo,  do  desgaste  emocional  e  moral  nos jogos  dos  desejos  infrenes.  A  iluminação  espiritual  é  trabalho  de  largo  porte,  que  exige abnegação  e  devotamento,  compensado  através  da  paz  que  proporciona  e  da  alegria  de viver sem condicionamentos extravagantes nem dependências doentias.
Empenhados  na  atividade  especial  de  ajuda  aos  irmãos  aflitos,  sucediam-se  os quadros  de  dor,  cada  qual  específico,  em  razão  de  cada  pessoa  ser  única  e especial,  seus problemas e ambições muito próprios, caracterizando-lhe o nível de evolução.
Abdul,  suavemente  iluminado,  podendo  ser  percebido  pela  maioria  dos  Espíritos perversos  que  disputavam  as  carcaças  humanas  e  tentavam  submeter  os  seus antigos hóspedes físicos, continuava no recitativo do Alcorão, suplicando, vez que outra, a ajuda dos Céus para os sofredores e seus algozes.
Subitamente, no círculo de aflições, destacou-se uma mulher de olhar esgazeado que procurava a mãezinha, também vítima da catástrofe. Gritava, já afônica, pelo nome da genitora,  tentando  desembaraçar-se  do  corpo  sem  o  conseguir,  constrangendo-nos  de imediato. Acerquei-me, paciente e compadecido, podendo ler no seu pensamento o drama que  experienciava  e  a  dor  imensa  que  a  consumia.  Estava  atendendo  à  senhora  idosa enferma, quando a onda  imensa arrancou-lhe a casa  do solo, levando-a de roldão com os coqueiros e outras árvores de grande porte, despedaçando tudo à frente.  A morte de ambas foi  imediata, e logo despertou agônica  entre as ruínas do que  fora o lugar em que vivia. Não se apercebeu da situação, pois que, para ela, o dia não raiara, ainda tomado pelas sombras decorrentes  das  vibrações  ambientais  pesadas,  entregando-se  ao  desespero  em busca  da anciã.
Fortemente ligada ao corpo, tentava sair  do lugar sem o conseguir, em desespero crescente.  Naquele  momento,  algo  de  belo  sucedeu,  porque  na  densa escuridão  surgiu  a mãezinha liberada do corpo físico e, lúcida, assistida por nobre amigo desencarnado que a conduzia,  ajudando-a  a  acercar-se  da  filha  alucinada.  Vendo-nos  em  processo  de  auxílio  e esclarecida  pelo  seu  mentor  espiritual,  sorriu  e  tentou  agradecer  sem  palavras  a  nossa presença. Ato contínuo, abraçou a filha totalmente desequilibrada e começou a cantar uma doce  melodia  que  falava  de  esperança,  de  alegria  e  de  reencontro.  A  jovem  espiritual acalmou-se, a pouco e pouco, enquanto era embalada, logo adormecendo.
Foi  então  que  oferecemos  o  nosso  contributo  para  a  técnica  da  libertação  dos despojos  físicos,  cujas  últimas  energias  foram  absorvidas  pelo  Espírito  que  se recolheu  no regaço  maternal.  As  doces  vibrações  da  senhora  e  a  sua  destacada  estatura  espiritual irradiavam-se,  invadindo  o  organismo  perispirítico  da  filhinha,  que  foi  conduzida  a  outra esfera que não aquela à qual nos vinculávamos.
O trabalho prosseguia sem cessar.
Embora  o  Sol  abençoasse  a  imensa  área  logo  ao  amanhecer,  do  nosso  lado continuavam as trevas densas e as aflições sem nome, aguardando o sublime contributo da iluminação espiritual. 
 
Livro: Transição planetária
Divaldo Franco/Manoel Philomeno de Miranda
 
Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

De Kardec aos dias de hoje

Madre Teresa

As Mães de Chico Xavier

Reencarnação - Menino Piloto

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Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel