“O homem que julga infalível a sua razão está bem perto do erro. Mesmo aqueles, cujas ideias são as mais falsas, se apóiam na sua própria razão e é por isso que rejeitam tudo o que lhes parece impossível.” Fonte: O Livro dos Espíritos, introdução VII.

Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).

“Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.”Thiago,3/17

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” João – 15:7

Falar e Fazer

Em se tratando de reforma íntima: “Fácil é dizer como se faz. Difícil é fazer como se diz.” Precisamos fazer mais e dizer menos. Francisco Rebouças.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Aniversário de Fundação

Caros amigos, em comemoraçãoaos seus 71 anos de fundação, a Congregação Espírita Paz e Harmonia estará realizando uma séria de palestras em sua sede, de 06 a 28/02/2010.

Clique no cartaz e veja a programação completa.

Compareça, prestigie!
Endereço: Rua Benedito Nicolau, nº 241, São Mateus/Itaperuna -RJ.

Francisco Rebouças

Trabalhe no Bem!

A cada um de nós compete uma tarefa específica, na difusão do bem.

Erga-se, para trabalhar, porque as tarefas são muitas e importantes, e poucos são os que têm consciência delas.

Ajude o mundo, para que o mundo possa ajudá-lo.

Estenda seus braços eficientes no cultivo do Bem, para que, quando os recolher, os traga cheios dos frutos abençoados da felicidade e do amor.

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino

Francisco Rebouças

domingo, 24 de janeiro de 2010

Chico Xavier e a Doutrina Espírita


Graças ao seu devotamento e sua fidelidade aos princípios espíritas, contidos em sua respeitável e confiável obra, o extraordinário médium mineiro foi um dos grandes responsáveis pela solidificação da doutrina espírita no Brasil e no mundo inteiro.

Ninguém melhor ilustrou a obra de Allan Kardec, o codificador da doutrina espírita, do que o saudoso Chico Xavier.

Quem quer que se disponha a estudar e analisar o espiritismo em nossos tempos não pode dispensar sob nenhum pretexto a notável obra do médium mineiro.

Não que Chico Xavier tenha vindo completar a obra de Kardec, e sim, por que ele veio ajudar a melhor compreensão dessa nova e gigantesca filosofia doutrinária, nas explicações contidas nos diversos livros psicografados pelo médium brasileiro, onde tudo está em consonância com o que o pedagogo francês já expusera.

Chico, nos trabalhos que elaborou e edificou, oferece a quem desejar se utilizar, um conjunto de obras que abordam em sua essência o grave tema; a continuidade da vida que segue para além da morte e as conseqüências desse viver nos dois planos da vida, em que o indivíduo deveria se preocupar em adquirir e valorizar suas conquistas especialmente as morais, visto ter necessidade de viver de acordo com as Sábias e Divinas Leis de Deus, observando seus parâmetros harmoniosos se pretende crescer em valores espirituais.

Suas obras altamente instrutivas, mostram-nos de maneira clara e simples as influências que os espíritos exercem em nossas vidas, interferindo em todos os momentos do nosso dia-a-dia, e esclarecem diversas situações lançando novas luzes de compreensão sobre os estados mentais de indivíduos que considerados por todos como loucos, podem estar simplesmente sofrendo de interferências espirituais que, uma vez afastadas, proporcionam a esses pacientes retornarem ao equilíbrio mental de uma pessoa considerada como normal perante nossa sociedade.

Confirmam a promessa de Jesus, de nos enviar outro consolador que, enfim, chegou através do Espiritismo Codificado por Kardec e seguido à risca por Chico, explicando o antes inexplicável e acabando de uma vez por todas com a idéia errada do maravilhoso, do sobrenatural, tirando o véu que escondia a verdadeira explicação dos fenômenos não compreendidos pela maioria esmagadora das criaturas humanas, mostrando que Deus é infinitamente justo e bom, e sendo assim, vivemos exatamente as conseqüências de nossos atos, tendo sempre a oportunidade de melhorar, refazer nossas vidas, se desejarmos, a partir de agora.

Dentre os mais de 412 livros publicados pelo médium mineiro, a série André Luiz, se destaca trazendo-nos ensinamentos valiosos do mundo espiritual, para nosso aprimoramento nas tarefas da mediunidade onde aprendemos a interpretar o trabalho prático que o espiritismo nos faculta para o nosso aprimoramento e para o socorro aos necessitados dos dois planos da vida do espírito imortal; contendo inúmeros exemplos claros da vida do espírito desencarnado, com explicações de inestimável valor, de forma a nos orientar para a maneira mais adequada de usufruir as beneces da mediunidade em favor da criatura necessitada, narrando variadas situações de espíritos em estado de dificuldade e sofrimento, mostrando-nos situações que são comuns no plano espiritual, para que estudemos com afinco a fim de que possamos por nossa vez, servir de instrumento útil aos benfeitores da Seara do Mestre no trabalho do bem.

As obras de André Luiz, trazidas a lume através desse abnegado servidor do Consolador Prometido, contêm ensinamentos revolucionários para a assistência social, hoje empregada nas várias instituições espíritas constituídas a partir das idéias expostas por Chico. Em seus livros, o autor chama a atenção para a interdependência entre os estados, mental e físico do ser humano e o ambiente ao seu redor.

Através das instruções trazidas ao nosso conhecimento pelo trabalho inigualável de estudo e pesquisa realizado no plano espiritual por André Luiz, as atividades desenvolvidas nas casas e instituições espíritas, tomaram um novo rumo, visando incentivar a reforma interior da pessoa e, a partir de seu reajuste, transformá-la de assistido em assistente, num trabalho cujas fronteiras são cada dia mais ampliadas.

São esses mesmos conceitos que devemos aplicar nos trabalhos levados a efeito nas penitenciárias, nas casas de saúde dedicadas a problemas mentais, nos centros de atendimento a drogados e nos hospitais especializados em distúrbios da mente, visando utilizar também os recursos do tratamento espiritual, preces, passes, água fluidificada etc., como forma eficiente e eficaz na melhora ou mesmo até na cura do paciente.

É, porém, no âmbito científico onde o trabalho de Chico revela maior pioneirismo, pois muitas das proposições descritas por André Luiz encaixam-se em modernas teorias da biologia e da física, enquanto certas idéias sobre a matéria, o espaço e o tempo ainda escapam à compreensão integral dos especialistas como por exemplo, na obras Evolução em Dois Mundos e Mecanismos da Mediunidade, onde encontramos diversos aspectos, dos mais importantes em termos de conhecimento e, que ainda estamos distantes da verdadeira compreensão de todos os seus fundamentos.

Mas, em toda a série, desfrutamos de um vasto e confiável material de pesquisa e estudo sério para quantos se dispuserem de boa vontade a aprender a servir e trabalhar, pois nela encontraremos, tantos outros temas e conceitos como o do universo holográfico (cada elemento contém em si mesmo as informações do todo), o da divisibilidade das partículas atômicas e o da origem luminosa da matéria, etc.

Não foi por outro motivo que no Brasil, a obra de Allan Kardec, maior rumo tomou, espalhando em todo o seu território as sementes dessa nova doutrina que germinou e hoje graças ao adubo fornecido pela mediunidade de Chico, com sua dedicação, dignidade e amor por seus semelhantes, fez com que nosso Brasil se tornasse a pátria do Evangelho.

Que nós agora sem sua presença física, mas de posse desse tesouro de valor inestimável, que ele nos deixou, possamos atender a um pedido seu feito a todos nós espíritas de verdade, para que defendêssemos o Espiritismo com todas as nossas forças e possibilidades, não com uso da força, ou de argumentos e palavras rebuscadas pronunciadas da boca para fora, tentando nos fazer passar por conhecedores da doutrina, mas sim, nosso exemplo de bom cristão, que já entendeu que o reino de Deus não se faz de aparências exteriores, e sim, com nosso procedimento que justifique nossa condição de Espíritas verdadeiros.

Que Deus nos ajude a manter os corações alegres e unidos hoje e sempre no firme propósito de amar e servir cada vez mais e melhor.

Francisco Rebouças

Sigamos com Jesus

Maomé foi valoroso condutor de homens.

Milhões de pessoas curvaram-se-lhe às ordens.

Todavia, deixou o corpo como qualquer mortal e seus restos foram encerrados numa urna, que évisitada, anualmente, por milhares de curiosos e seguidores.

Carlos 5º, poderoso imperador da Espanha, sonhou com o domínio de toda a Terra, dispôs de riquezas imensas, governou muitas regiões; entretanto, entregou, um dia, a coroa e o manto ao asilo de pó.

Napoleão era um grande homem.

Fez muitas guerras.

Dominou milhões de criaturas.

Deixou o nome inesquecível no livro das nações.

Hoje, porém, seu túmulo é venerado em Paris...

Muita gente faz peregrinação até lá, para visitar-lhe os ossos...

Como acontece a Maomé, a Carlos 5º e a Napoleão, os maiores heróis do mundo são lembrados em monumentos que lhes guardam os despojos.

Com Jesus, todavia, é diferente.

No túmulo de Nosso Senhor, não há sinal de cinzas humanas.

Nem pedrarias, nem mármores de preço, com frases que indiquem, ali, a presença da carne e do sangue.

Quando os apóstolos visitaram o sepulcro, na gloriosa manhã da Ressurreição, não havia aí nem luto, nem tristeza.

Lá encontraram um mensageiro do reino espi¬ritual que lhes afirmou: “Não está aqui.”

E o túmulo está aberto e vazio, há quase dois mil anos.

Seguindo, pois, com Jesus, através da luta de cada dia, jamais encontraremos a angústia da morte e, sim, a vida incessante.

No caminho de notáveis orientadores do mundo poderemos encontrar formosos espetáculos da glória passageira; contudo, é muito difícil não terminarmos a experiência em desilusão e poeira.

Somente Jesus oferece estrada invariável para a Ressurreição Divina.

Quem se desenvolve, portanto, com o exemplo e com a palavra do Mestre, trabalhando por revelar bondade e luz, em si mesmo, desde as lutas e ensinamentos do mundo, pode ser considerado cidadão celeste.

Livro: Alvorada Cristã
Chico Xavier/Neio Lúcio

Francisco Rebouças

sábado, 23 de janeiro de 2010

Diferentes Naturezas de Manifestações

Os Espíritos atestam sua presença de diversas maneiras, conforme sua aptidão, vontade e maior ou menor grau de elevação. Todos os fenômenos, dos quais teremos ocasião de nos ocupar ligam-se, naturalmente, a um ou outro desses modos de comunicação. Para facilitar a compreensão dos fatos, acreditamos, pois, dever abrir a série de nossos artigos pelo quadro das formas de manifestações. Pode-se resumi-las assim:

1º Ação oculta, quando nada têm de ostensivo. Tais, por exemplo, as inspirações ou sugestões de pensamentos, os avisos íntimos, a influência sobre os acontecimentos, etc.

2º Ação patente ou manifestação, quando é apreciável de uma maneira qualquer.

3º Manifestações físicas ou materiais: são as que se traduzem por fenômenos sensíveis, tais como ruídos, movimento e deslocamento de objetos. Essas manifestações freqüentemente não trazem nenhum sentido direto; têm por fim somente chamar a atenção para qualquer coisa e de convencer-nos da presença de um poder extra-humano.

4º Manifestações visuais ou aparições, quando o Espírito se mostra sob uma forma qualquer, sem nada possuir das propriedades conhecidas da matéria.

5º Manifestações inteligentes, quando revelam um pensamento. Toda manifestação que comporta um sentido, mesmo quando não passa de simples movimento ou ruído; que acusa certa liberdade de ação; que responde a um pensamento ou obedece a uma vontade, é uma manifestação inteligente. Existem em todos os graus.

6º As comunicações são manifestações inteligentes que têm por objetivo a troca de idéias entre o homem e os Espíritos.

A natureza das comunicações varia conforme o grau de elevação ou de inferioridade, de saber ou de ignorância do Espírito que se manifesta, e segundo a natureza do assunto de que se trata. Podem ser: frívolas, grosseiras, sérias ou instrutivas.

As comunicações frívolas emanam de Espíritos levianos, zombeteiros e travessos, mais maliciosos que maus, e que não ligam nenhuma importância ao que dizem.

As comunicações grosseiras traduzem-se por expressões que chocam o decoro. Procedem somente de Espíritos inferiores ou que se não despojaram ainda de todas as impurezas da matéria.

As comunicações sérias são graves quanto ao assunto e à maneira por que são feitas. A linguagem dos Espíritos superiores é sempre digna e isenta de qualquer trivialidade. Toda comunicação que exclui a frivolidade e a grosseria, e que tenha um fim útil, mesmo de interesse particular, é, por isso mesmo, séria.

As comunicações instrutivas são as comunicações sérias que têm por objetivo principal um ensinamento qualquer, dado pelos Espíritos sobre as ciências, a moral, a filosofia, etc. São mais ou menos profundas e mais ou menos verdadeiras, conforme o grau de elevação e de desmaterialização do Espírito. Para extrair dessas comunicações um proveito real, é preciso sejam elas regulares e seguidas com perseverança. Os Espíritos sérios ligam-se àqueles que querem instruir-se e os secundam, ao passo que deixam aos Espíritos levianos, com suas facécias, a tarefa de divertir os que não vêem nessas manifestações senão uma distração passageira. Somente pela regularidade e freqüência das comunicações é que se pode apreciar o valor moral e intelectual dos Espíritos com os quais nos entretemos, assim como o grau de confiança que merecem. Se é preciso ter experiência para julgar os homens, mais ainda será necessário para julgar os Espíritos.
Revista Espírita – Janeiro/1858.

Francisco Rebouças

PERDOA AGORA


Não te detenhas!

Torna à presença do companheiro que te feriu e perdoa, ajudando-o a recuperar-se.

Reflete e ampara-o!

Quantas dores e quantas perturbações lhe vergastaram a alma, antes que a palavra dele se erguesse para ofender-te ou antes que o seu braço, armado pela incompreensão, deferisse contra ti o golpe deprimente?

Guarda a calma e auxilia, sem cessar.

Mais tarde, é possível que não possas, por tua vez, suportar o horrendo assalto da ira e reclamarás, igualmente, o bálsamo da alheia compreensão.

Retorna ao teu lar ou à tua luta e espalha, de novo, a bênção do amor, com todos os corações que jazem envenenados, pelo fel da crueldade ou pela peçonha da calúnia.

Não hesites, porém!

Perdoa agora, enquanto a oportunidade de reaproximação te favorece os bons desejos porque, provavelmente, amanhã, o ensejo luminoso terá passado e não encontrarás, ao redor de ti senão a cinza do arrependimento e o choro amargo da inútil lamentação.

Espírito: EMMANUEL
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Assim Vencerás" - EDIÇÃO IDEAL

Francisco Rebouças

Seja mais humano

DESENVOLVA a parte humana de seu ser.

Não viva apenas na parte vegetal ou animal, por meio do instinto.

Desenvolva a parte humana de seu ser.

Procure conhecer a Verdade de sua origem e de seu destino, utilizando seu pensamento para conhecer-se a si mesmo cada vez mais.

Por menos cultura que você possua, você tem uma inteligência, com capacidade para raciocinar e pensar.

Livtro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino

Francisco Rebouças

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Evento espírita

Caros amigos, A Associação Espírita "Chico Xavier", convida os amigos espíritas da cidade de Jales e região, para a palestra que será proferida pela Juiza de Direito de Bragança Paulista, Jacira Jacinto da Silva.

Tema Criminalidade: Educar ou punir?

Data: 25/01/2010;
Horário: 20:00h;
Local: Associação Espírita "Chico Xavier"
Endereço: Rua Goiás, nº 4336 - Jardim Paulista - Jales/SP

Fancisco Rebouças

Palestra Espírita

Caros amigos, A ALIANÇA ESPÍRITA VARAS DA VIDEIRA. ARAÇATUBA/SP., convida todos para a palestra e noite de autógrafos com o conhecido orador espírita Orson Peter Carrara da cidade de Matão/SP.

Data: 19/02/2010;

Horário: 20:00h;

Tema: Porque adoecemos?

Local: Aliança Espírita Varas da Videira

Endereço: Rua Bernardino de Campos, nº 363 - Centro - Araçatuba/SP.

Francisco Rebouças

Evento espírita em Leça da Palmeira - Portugal

IX – ENCONTRO DE LITERATURA ESPÍRITA ROSA DOS VENTOS

O Núcleo espírita Rosas dos Ventos, convida a todos os amigos do movimento espírita português, para o evento abaixo:

Data:  06/02/2010;

Horário: 15:00h;

Local: AUDITÓRIO SALÃO NOBRE JUNTA DE FREGUESIA LEÇA DA PALMEIRA

TEMA: “SAÚDE

Conferencista: Maria Aurea

Convite ao Público em Geral

Fonte: http://www.nervespiritismo.com/

Francisco Rebouças

Atendimento Fraterno

Caros amigos, em virtude da grande aceitação que teve nossa idéia de trazer as instruções seguras sobre o tema Atendimento Fraterno, comprovado pelo grande número de e-mails que recebemos, estamos dando continuidade ao estudo deste importante tema, tendo como base o livro Atendimento Fraterno do projeto Manuel Philomeno de Miranda.
Agradecemos os contatos e solicitamos que continuem a nos falar sobre os benefícios que o estudo tem trazido para o aprimoramente desta nobre tarefa em nossas casas espíritas.

(37) - Continuação...
João Neves: — Na sua experiência tão vasta de atendente fraterno, quais as causas preponderantes que desencadeiam as aflições humanas?

Divaldo: — O egoísmo, seria a resposta de Allan Kardec.

O egoísmo é o câncer da sociedade, porque é ele que desencadeia outros distúrbios em nossa área espiritual. Éo egoísmo que responde pela nossa agressividade, porque ele nos leva ao egocentrismo, ao direito de crer que somos o centro do Universo, e de merecermos tudo e todos, tornando-nos soberbos. O ciúme também é causa infeliz, porque nos faz pensar que somos proprietários uns dos outros, dos objetos, das ocasiões e das circunstâncias; o ódio a todo aquele que não concorda conosco e nos agride é fator dissolvente e desprezível; a revolta e, conseqüentemente, a cólera fulminante, que abre espaço ao ódio, constituindo-se elemento pernicioso.

Graças a esses fatores, as enfermidades se nos alojam com mais facilidade, porqüanto o egoísmo produz enzimas destrutivas, que vêm perturbar o metabolismo e facultam campo para a instalação de doenças degenerativas. Ao mesmo tempo, torna-nos distônicos, e passamos a ter problemas psicológicos, abrindo ensejo para a vinculação com as Entidades perversas, malévolas, tendo início aí os processos de obsessão.

A Psico-neuro-imunologia identificou que possuimos na saliva uma enzima que protege o nosso organismo de infecções viróticas — a imunoglobulina.

O egoísta é introspectivo, apaixonado, indiferente aos problemas alheios.

Produz toxinas que impedirão a fabricação da imunoglobulina, deixando-o a mercê das doenças.

Por isso, Jesus ofereceu como terapia fundamental o amor, porque, quando se ama, sai-se de si para poder tornar-se útil; o individuo esquece seus próprios problemas para contribuir pela diminuição dos alheios.

Quando começamos a amar, a vida iridesce a paisagem, que se apresenta enriquecida, e as nossas pequenas dores tornam-se menores diante do volume de aflições que desgovernam o mundo.

Jesus sintetizou tudo isso de uma forma muito bela, quando os discípulos afirmaram que Ele sempre atendia as criaturas tomado por compaixão. Não esse sentimento de piedade vulgar, mas, com a paixão de ternura, com o desejo veemente de modificar aquela situação. É esse sentimento de amor que ajuda e faz que se entesoure os recursos para diminuir os sofrimentos humanos.

José Ferraz: Esta pergunta foi elaborada por Suely Caldas Schubert:

Como conduzir a orientação a uma pessoa que já tentou o suicídio algumas vezes e persiste na mesma idéia? Deve-se, de alguma forma, dizer-lhe quais as conseqüências funestas do seu ato infeliz ou ser-lhe compreensivo e consolador?

Divaldo: — A melhor maneira de consolar é advertir quanto aos riscos que advêm como conseqüências dos nossos atos impensados.

Consola-se, quando se esclarece.

A melhor forma de consolar alguém é arrancá-lo da ignorância, educá-lo.

Allan Kardec faz uma abordagem, em “O Livro dos Espíritos”, que é excelente, ao referir-se à tarefa da educação, elucidando que os males humanos decorrem da predominância dos instintos agressivos, que se sentem repelidos, como diria o psicanalista Alfredo Adier, e devem ser superados através dos métodos morais disciplinadores.

Allan Kardec se reporta à educação moral. É necessáriodizer ao paciente que ele tem o direito de interromper a vida física, mas que esse ato lhe trará tais e quais conseqüências inevitáveis.

Ele está sofrendo hoje angústia, desesperação, sente soledade, incompreensões, como colheita dos atos imprevidentes de ontem. Se complicar a atual existência com uma atitude de revolta contra Deus, a sociedade e a si mesmo, as suas penas e aflições serão muito maiores. É, portanto, perfeitamente lícito e necessário dizer-se com doçura, para não parecer que lhe estamos prometendo um castigo — como fazem algumas doutrinas do Deus terror — que o agora é colheita de uma sementeira infeliz, e que ele está tendo a opção de superar o drama ao invés de entregar-se ao suicídio, uma opção cujas conseqüências serão muito mais funestas.

João Neves: — Diga-nos uma postura adequada a assumir diante das pessoas que se vêem assinaladas por desvios da sexualidade, conflitadas com essa problemática.

Divaldo: — A postura da bondade, mas não da intimidade; compreensão, mas não conivência; espírito fraternal, mas sem estímulo ao prosseguimento do comportamento que não corresponde à ética estabelecida pela Doutrina Espírita.

O indivíduo tem direito à sua opção sexual ou a qualquer outra, pois este é seu livre-arbítrio, mas não tem o de nos obrigar a concordar com ele, de exigir que estejamos ao seu lado, a fim de que tenha uma escusa para continuar no vício.

A proposta do Espiritismo é erguer, jamais de contribuir para que se venha permanecer numa atitude cômoda, sem esforço, e de grandes prejuízos para o ser espiritual que somos, na jornada carnal em que estamos.

A continência e a fidelidade aos outros; o que não gostaríamos que nos fizessem, não lhes façamos.

Assim, a melhor atitude para acabar com o erro, é a conservação da virtude.

O melhor caminho para fazer cessar a agressividade social, é a paz de espírito, que luariza a violência e modifica a estrutura do agressor.

Seja qual for, portanto, o tipo de desvio do comportamento sexual, moral, ético, espiritual, que nos seja apresentado, a nossa atitude é terapêutica, sem conivência, repito, sem anuência, sem reproche, porque o indivíduo tem o direito de fazer da sua vida o que lhe aprouver; mas temos o dever de mostrar-lhe o caminho correto que deve seguir.

José Ferraz: — É recomendável sugerir tratamentos médico ou psicológico para o atendido? Em que circunstâncias?

Divaldo: — Quando o paciente traz um problema na área da saúde, a primeira pergunta deve ser: — Está recebendo assistência médica? — Porque o Espiritismo não é uma Doutrina que combate a Medicina, como muita gente pensa, e como durante um largo período os médicos supuseram, face ao comportamento irrelevante de alguns indivíduos que se diziam espíritas ou curadores e ficariam melhor colocados como curandeiros.

Allan Kardec escreveu que: “O Espiritismo marcha ao lado do progresso, aceita tudo quanto ele comprova, mas não se detém onde a Ciência pára, porque a Ciência estuda os efeitos e o Espiritismo remonta às causas”.

A função do Espiritismo não é curar corpos, mas animar o homem, a fim de que se autocure espiritualmente, e a saúde seja-lhe uma conseqüência da própria transformação moral.

Daí, é perfeitamente válido, e mesmo compreensível, que o atendente pergunte: — Tem recebido assistência médica? — quando o mesmo se encontre enfermo — e dizer-lhe mais: — Não abandone o seu médico, porque o Espiritismo irá também ajudá-lo, através dele, a resolver o problema.

Nos casos de natureza psicológica, nos distúrbios comportamentais, nos transtornos neuróticos e psicóticos, é justo que se pergunte também: — Já consultou o especialista? — Porque pessoas há, que ficam muito magoadas quando falamos as palavras psiquiatra e psicólo¬go.

Se ele indagar: — De que especialidade?

Responder-se-á: — Do problema que o está afligindo: o psicólogo, o psicanalista, o psiquiatra, porque, hoje a Psiquiatria, a Psicologia e a Psicanálise não têm somente a exclusiva finalidade de tratar doentes, mas de evitar as doenças que lhes são pertinentes.

Sendo possível, todos deveremos, periodicamente, consultar um psicólogo, um psiquiatra. Da mesma forma como realizamos um “check-up” para o organismo fÍsico, deveríamos fazê-lo também para o comportamental, o psicológico, o psíquico, evitando determinados distúrbios que começam sutilmente e que se podem agravar, até mesmo na área da senilidade, quando ultrapassamos determinada faixa de idade.

É válido que se sugira assistência médica, mesmo porque, em caso de agravamento do problema, ninguém pode culpar-nos de havermos negligenciado com os deveres da assistência especializada.

João Neves: No Atendimento Fraterno temos observado um medo acentuado nas criaturas humanas: medo de doença, medo da morte, medo de feitiço, medo de assumir compromissos mediúnicos em clima de respeitabilidade. Fale-nos um pouco sobre isso.

Divaldo: — A desinformação é inimiga do progresso. A desinformação é pior do que a ignorância total, porque a informação equivocada, a meia verdade são mais perigosas do que a mentira. Infelizmente, grassa em nossos arraiais a meia verdade. Existem aqueles que se comprazem em transformar a mediunidade em um instrumento divinatório, O fato de ser médium dar-lhe-ia o poder de saber tudo, de entender tudo e de resolver tudo. E uma meia verdade, O médium, como o nome diz, é instrumento, aquele que se encontra no meio.

Quando assimila a informação de que se faz objeto, torna-se instrumento lúcido; quando apenas transmite sem consciência, é instrumento automático que não lucra, que não se beneficia com a oportunidade de que desfruta.

Alguém, um dia, me disse: — Conversando com Chico Xavier, notei que ele é muito culto, que fala escorreitamente, que não comete erros gramaticais nem prosódicos, e que tem informações muito seguras; no entanto, dizem que ele tem apenas o curso primário.

Respondi-lhe: — É verdade. Ele fez o curso primário dentro da proposta convencional, mas consideremos que, desde criança, ele dialoga com os Mestres, os Espíritos nobres que vêm à Terra, e não apenas se expressando na língua brasileira, porque viveram aqui no país, mas também Espíritos de escol nas áreas da Ciência, da Filosofia, das Artes... É toda uma existência de constante aprendizagem. Quando psicografa, filtra a mensagem dos Espíritos, depois a lê, a datilografa, relê, envia-a em livro, que termina por receber, voltando a inteirar-se do seu conteúdo. É natural que aprenda.

Ele não pode ser tão rústico quanto nós. Se aprendemos o que os Espíritos escrevem por seu intermédio, lendo-lhe os livros, é óbvio que ele próprio os lendo muitas vezes, conhece-os mais do que nós. Ademais, ele interroga aos Autores, que lhe apresentam adenda, que lhe trazem esclarecimentos mais complexos, e que lhe dizem coisas que não estão escritas. Desse modo, Chico Xavier não é somente uma pessoa bem informada, é um sábio, porque oculta a sua sabedoria, evitando constranger a nossa ignorância.

É natural, portanto, que nesse trabalho do Atendimento Fraterno procuremos iluminar a própria consciência, quanto possível, oferecendo aos indivíduos uma visão qualitativa, principalmente do que a Doutrina Espírita é, do que lhes está reservado, para que, naturalmente, esclarecidos, mudem de comportamento para melhor.

Essa conquista iluminativa podemos haurir no estudo da Doutrina, na convivência com os Bons Espíritos, nos diálogos que mantemos uns com os outros, e ademais, na sintonia permanente que deveremos preservar depois que o Atendimento Fraterno termina e vamos para casa.

Livro: Atendimento Fraterno
Psicografado por Divaldo Pereira Franco
Ditado pelo espírito Manoel Philomeno de Miranda

Francisco Rebouças

CONVITE À EDUCAÇÃO

“Porque só um é vosso Mestre, o Cristo.” (Mateus: capítulo 23º, versículo 10.)

Tarefa de todos nós — a educação.

Ajusta-se a peça na engrenagem a benefício do conjunto.

Harmoniza-se a nota musical em prol do poema melódico.

Submete-se o instrumento ao mister a que se destina.

O esforço pela educação não pode ser desconsiderado. Todos temos responsabilidades no contexto da vida, nas realizações humanas, nas atividades sociais, membros que somos da Família Universal.

Ninguém consegue realizar-se isolado.

Ignorância representa enfermidade carecente de imediata atenção.

O labor educativo, por isso mesmo, impõe incessantes contribuições, exigindo valiosos investimentos de sacrifício a benefício do conjunto.

Educa-se sempre, quer se pense fazê-lo ou não.

Da mesma forma que a imobilidade seria impossível a inércia humana e a indiferença são apenas expressões enfermiças. Mesmo nesses estados criam-se condicionamentos que geram hábitos, educando-se mal, em tais circunstâncias os que se fazem nossos cômpares.

A anarquia que distila vapores alucinantes conduzindo à estroinice, fomenta estados de vandalismo educação perniciosa.

A ordem dispõe à disciplina que promove a eqüidade, atendendo à justiça — educação edificante.

A educação, assim examinada, traslada-se dos bancos escolares para todos os campos de atividade, fazendo que todos nos transformemos em educadores, vinculados, sem dúvida, àqueles que se nos transformam em seguidores conscientes ou não, aprendizes conosco dos recursos de que nos fazemos portadores.

Jesus, o Educador por Excelência deu-nos o precioso legado vivo da Sua vida que é sublime lição de como ensinar sempre e incessantemente produzindo saúde, harmonia e esperança em volta dos passos.

E o Espiritismo, que nos concita a incessante exame educativo de atitudes e comportamentos. conscientiza-nos sobre a responsabilidade de que, mediante a educação correta, chegaremos ao fanal da caridade perfeita.

Livro: Convites da Vida
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

O CEGO DE JERICÓ

“Dizendo: Que queres que te faça? E ele respondeu: — Senhor, que eu veja.” — (LUCAS, capítulo 18, versículo 41.)

O cego de Jericó é das grandes figuras dos ensinamentos evangélicos.

Informa-nos a narrativa de Lucas que o infeliz andava pelo caminho, mendigando... Sentindo a aproximação do Mestre, põe-se a gritar, implorando misericórdia.

Irritam-se os populares, em face de tão insistentes rogativas. Tentam impedi-lo, recomendando-lhe calar as solicitações. Jesus, contudo, ouve-lhe a súplica, aproxima-se dele e interroga com amor:

— Que queres que te faça?

Á frente do magnânimo dispensador dos bens divinos, recebendo liberdade tão ampla, o pedinte sincero responde apenas isto:

— Senhor, que eu veja!

O propósito desse cego honesto e humilde deveria ser o nosso em todas as circunstâncias da vida.

Mergulhados na carne ou fora dela, somos, às vezes, esse mendigo de Jericó, esmolando às margens da estrada comum. Chama-nos a vida, o trabalho apela para nós, abençoa-nos a luz do conhecimento, mas permanecemos indecisos, sem coragem de marchar para a realização elevada que nos compete atingir. E, quando surge a oportunidade de nosso encontro espiritual com o Cristo, além de sentirmos que o mundo se volta contra nós, induzindo-nos àindiferença, é muito raro sabermos pedir sensatamente.

Por isso mesmo, é muito valiosa a recordação do pobrezinho mencionado no versículo de Lucas, porqüanto não é preciso compareçamos diante do Mestre com volumosa bagagem de rogativas. Basta lhe peçamos o dom de ver, com a exata compreensão das particularidades do caminho evolutivo. Que o Senhor, portanto, nos faça enxergar todos os fenómenos e situações, pessoas e coisas, com amor e justiça, e possuiremos o necessário à nossa alegria imortal.

Livro: Caminho, Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Emanuel Cristiano no Rio de Janeiro!


Caros amigos, é com grande alegria que anunciamos a vinda do excelente orador espírita Emanuel Cristiano, de Campinas/SP, para alguns compromissos no Rio de Janeiro e em Niterói, no período de 20 a 21 de feveireiro de 2010.!

Emanuel Cristiano é professor universitário, Bacharel em Filosofia e Mestre em Ética pela PUC-Campinas.
Médium desde a infância, educou suas capacidades mediúnicas ainda na adolescência. Desde então, trabalha na seara espírita com a simplicidade dos bons tarefeiros, realizando palestras no Brasil e no exterior desde 1993.

É fundador e dirigente do Centro de Estudos Espíritas “Nosso Lar” em Campinas/SP, mas mantém vínculos de afeto e trabalho com o Centro Espírita “Allan Kardec” na mesma cidade, onde iniciou seus estudos sistematizados da doutrina. É também fundador e editor da revista Fidelidade Espírita.

Como médium, assinou obras de grande sucesso editorial, tais como:
Aconteceu na Casa Espírita;
Bastidores da Mediunidade;
Cartas ao Moço Espírita;
Memórias e Confissões - A Saga de um Espírito Convertido;
Yvonne Entre Nós;
O Zelo da tua Casa.
 
Clique no cartaz e veja a programação de atividades de Emanuel Cristiano no período.

OBS.: Onde se lê: UMEN - União das Soc. Espíritas de Niterói, leia-se: UMEN - União da Mocidade Espirita de Niterói.
Prestigie com sua presença, divulgue!

Francisco Rebouças

ENTREVISTA


O Francisco Rebouças – Espiritista tem o prazer de trazer aos nossos amigos usuários, a entrevista que fizemos sobre um tema muito debatido em nossos dias, o grave problema do tóxico.

Caro amigo Alan Silveira, primeiramente queremos agradecer pela sua gentil maneira de nos atender para esta conversa instrutiva, sobre tão grave e badalado tema, de nosso cotidiano, e que tantas famílias infelicita...

Nós é que agradecemos sobremaneira a oportunidade de divulgação da nossa pequenina tarefa. Esperamos que essa entrevista seja a porta de entrada de uma nova vida para irmãos que vivem no seu cotidiano a problemática das drogas.

Primeiramente gostaríamos de saber um pouco sobre você sua vida suas atividades, etc., quem é ALAN SILVEIRA DA SILVA, você é Espírita, de que casa espírita você é tarefeiro?

Sim, sou espírita e faço parte de Grupo Espírita Messe de Amor (GEMA), onde coordeno o trabalho de recuperação de dependentes químicos através do setor especializado da Casa que se chama GAEROL (Grupo de Apoio Espírita Rosângela Lima); e também da FEERJ (Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro) onde sou conselheiro fiscal. Tenho 29 anos, sou solteiro e moro com meus pais. Profissionalmente aguardo a convocação para um concurso que fiz e fui aprovado, sendo assim me dedico exclusivamente, no momento, às atividades espíritas.

Caro Alan, iniciando essa nossa entrevista perguntamos:

1. Como e por que surgiu a idéia da criação do GAEROL?

Surgiu basicamente com a necessidade. Certa vez, uma de nossas tarefeiras mais assíduas procurou nossa presidente, Telma Regina, na nossa Casa Espírita (GEMA) pedindo apoio, neste setor, para um jovem, seu filho. Dizia ela que esse rapaz estava completamente viciado e não sabia como agir, o que fazer. Telma por sua vez, começou a movimentar todos os esforços que podia em auxílio a esse jovem. Sem saber como agir em relação à parte técnica, que exigia tratamento adequado, buscou o então presidente da FEERJ, João Luiz Pessoa, questionando-o sobre a existência de um local Espírita adequado para o tratamento em questão. Este foi enfático ao dizer: “Conheço sim, pegue lápis e papel que te passo o nome”. Telma Regina não titubeou e obedecendo a solicitação ouviu o nome da Instituição sugerida por João Luiz: “GEMA”! Estava lançada a semente. A necessidade faz a obra! Esse rapaz foi ajudado da forma que foi possível na época e hoje ele encontra-se bem, dando seqüência à sua vida e servindo à Casa que o acolheu em ajuda. Porém uma coisa ficou clara nesse período; a necessidade urgente de se criar um setor específico de tratamento de dependência química Espírita para acolher casos desta natureza. Foi assim que um grupo de tarefeiros de boa vontade juntou-se, e durante 3 anos, seguindo a orientação da espiritualidade que cerca a nossa Casa, preparou-se tecnica e doutrinariamente para a formação do Grupo. Assim surge o Grupo de Apoio Espírita Rosângela Lima (GAEROL), título dado em homenagem a um desses espíritos amigos que ainda hoje trabalha conosco coordenando espiritualmente nossa atividade, Rosângela Costa Lima, da mesma forma que faz também na “Mansão dos Girassóis”, colônia Espiritual de tratamento para Dependentes Químicos desencarnados situada na fronteira entre os Estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo.

2. Quanto tempo existe o trabalho? Qual seu público alvo?

O trabalho, depois destes três anos de treinamento, conta dois anos e nove meses de funcionamento. O nosso público alvo são dependentes químicos de forma geral para o trabalho de recuperação, seus familiares e crianças que fazem parte da Comunidade da Martins Torres – Niterói, ou da nossa evangelização e ainda da Escola Anália Franco, também ligada ao GEMA, para o trabalho de prevenção, que é hoje em dia uma das tarefas mais nobres e importantes a ser realizada nos trabalhos ligados ao problema das drogas. É importante que as pessoas saibam disso, pois colocamos todas as Casas Espíritas em condições de ajudar na problemática nos seus setores de evangelização. O raciocínio é simples nesta questão. Diz-nos Rosângela Costa Lima, pela médium e presidente do GEMA Telma Regina, que como qualquer mazela que se apresente, a dependência química tem sua gênese nas encarnações e equívocos passados. Sendo assim, fica para nós, na grande maioria, pela benção do esquecimento do passado, muito difícil, para não dizer quase impossível, dizer que experimentador vai, no futuro, se tornar um dependente químico. A ciência, apesar de todos os esforços que movimenta na parte técnica da questão, também não é capaz de apontar que indivíduo desenvolverá o problema dentre aqueles que experimentarem qualquer tipo de droga. Sendo assim, surge esse experimentador em potencial como uma pessoa a ser olhada com critério, uma vez que, evitando os experimentadores, afastamos por completo a possibilidade de termos o dependente químico. É um trabalho difícil, que deve ser ainda criado com a participação de técnicos no assunto, professores, evangelizadores, pedagogos, etc. Digo criado no sentido da vulgarização de um material apropriado, como livros e apostilas, pois ele já é realizado no GEMA.

3. Quem é o dependente químico? E quais as químicas de que ele pode ser dependente? São todos tratados juntos?

O dependente químico é portador da doença dependência química. Ela foi classificada como doença pela Organização Mundial de Saúde, graças à possibilidade de se identificar sintomas comuns a ela, como multifária, progressiva, incurável e de determinação fatal. Multifária no sentido de que são tantos e tão variados os fatores que influenciam o indivíduo a se tornar dependente químico, que fica impossível diagnosticar um fator preponderante, isso considerando somente o entendimento atual da ciência, se partirmos para o entendimento Espírita que temos acerca das questões aumentamos estrondosamente estas influências. Progressiva pois avança na quantidade de droga que se usa para se atingir um efeito desejado, além de avançar também nos prejuízos que causa em todas as relações da pessoa. Incurável uma vez que a experiência mostra que nunca mais o indivíduo poderá fazer uso do químico controladamente sem desenvolver o processo danoso novamente. A cura é no sentido da substância psicotrópica não provocar mais naquele organismo em questão os efeitos que provocava, como seria o açúcar para o diabético, por exemplo. E de determinação fatal, uma vez que não se conhece outros destinos para o dependente que não sejam, clínicas ou instituições de tratamento, prisões ou a morte prematura do corpo físico. Para nós, antes de mais nada, é sem dúvida um doente da alma, que precisa de atenção em outros setores também, não só os admitidos pela ciência atual. Qualquer substância psicotrópica (aquela que, a grosso modo falando, altera o funcionamento do organismo humano quando entra em contato com o cérebro) pode causar dependência, e sendo assim é passível de tratamento. Lembramos que o álcool, o tabaco, bem como muitos medicamentos, na maioria os de tarjas pretas, estão incluídos nesta classificação. Por tratarmos a questão da droga sem distinção, todos são tratados juntos. Os princípios da recuperação são os mesmos, honestidade, reformulação de vida e rigor na exigência dos seus novos posicionamentos.

4. Mas na sociedade civil existem o AA (alcoólicos anônimos) e o NA (narcóticos anônimos). Não seria mais adequado um grupo para dependentes de narcóticos e um para dependentes de alcoólicos? Por que?

Partimos do princípio que droga é droga. Não é porque o álcool é legalizado que seus efeitos no organismo do dependente químico vão ser minorados. Isto é uma questão social que não existe em alguns paizes do Oriente Médio, por exemplo, onde ele é proibido. O único problema que poderíamos idealizar é a questão da identificação entre os recuperandos numa das etapas do tratamento chamado de “Grupos de Mútua Ajuda”, aplicado pelos conselheiros em dependência química. Esse grupo assemelha-se com o as reuniões de NA e AA, onde em determinado momento o dependente faz relatos de suas vivências buscando explorar sentimentos e emoções do seu dia-a-dia. A diferença é que no GAEROL ele tem a orientação e direção de um técnico preparado no assunto que vai fazer interferências diretas, juntamente com os outros participantes, na forma em que o companheiro em questão está levando sua vida, sinalizando possíveis equívocos, buscando orientá-lo acerca de um caminho melhor para o processo de recuperação, etc. É o que chamamos de “retorno” ou “feedback”. Desfaz-se essa possível falta de identificação quando trabalhamos os dependentes a entenderem que são doentes independente da droga de escolha. Ela pode ser cocaína e isso não quer dizer que ele pode usar maconha. É um dependente, tem a doença, não importa qual tipo de droga foi a “escolhida” por ele e isso basta para tratar-se.

5. Quem compõe a equipe de tarefeiros do Grupo? Existe algum direcionamento específico para ser tarefeiro do trabalho?

Somos sete tarefeiros. A saber, Telma Regina que é a presidente da Casa e quem coordena a reunião mediúnica; eu, Alan Silveira que coordeno o trabalho além de militar como conselheiro em dependência química e conselheiro de família; Gisele Oliveira que é médica clínica, psiquiatra e conselheira em dependência química; Coaraci Dias, psicólogo, arte-terapeuta e conselheiro em dependência química; Joel Rodrigues, conselheiro em dependência química; Francisco Costa, conselheiro em dependência química, universitário de psicologia e cuida dos arquivamentos e secretariado do Grupo e Ana Lúcia, que é musicista, diretora da Escola Anália Franco e participa auxiliando o Coaraci nas oficinas de Arte. A busca de tarefeiros é sempre uma constante no movimento Espírita, aqui não é diferente. Todos são colaboradores e trabalham filantropicamente, porém chamamos a atenção que, como se trata de um trabalho que é também extremamente técnico, é muito importante conhecer o universo de quem tem esse problema. Todos que lidam de uma forma mais direta com os recuperandos são conselheiros em dependência química, mesmo se não atuarem efetivamente nessa posição. Porém este direcionamento pode ser dado com a chegada do tarefeiro de boa vontade. Se houver Amor no coração para atuar no bem, os obstáculos ficam menores.

6. Como é feito o trabalho com o dependente?

Tudo começa com uma entrevista agendada pelo telefone do GEMA, (21) 2612-0582. A partir daí, se for o caso e do interesse do dependente, depois de tudo explicado através do nosso regulamento e da assinatura de um termo de compromisso, começamos o tratamento, que é de forma ambulatorial. Ele tem horários a seguir em dias determinados. Geralmente ele tem dois compromissos com o conselheiro em dependência química e um com o psicólogo por semana. Os atendimentos médicos variam de acordo com a necessidade de cada um, as reuniões mediúnicas são realizadas uma vez por mês, sempre nas primeiras sextas-feiras, bem como a oficina de arte. Lembramos que todo o trabalho que envolve a prática da Doutrina Espírita, com participação nas reuniões mediúnicas, públicas, inserção do recuperando nos trabalhos da Casa estimulando a caridade como fonte reparadora da emoção, reuniões de Estudo, prática da boa leitura no lar, como também o culto do evangelho, são sistematicamente incentivados, porém vai do critério de cada um fazer estas opções.

7. E com as famílias?

As famílias reúnem-se com o conselheiro de família uma vez por semana, separadas dos dependentes químicos. Também têm acesso, caso se interessem, aos mesmos procedimentos da prática Espírita que os recuperandos dependentes químicos.

8. Existe a necessidade de o dependente estar inscrito para recuperação para que sua família receba suporte para lidar com o problema?

Absolutamente. A família geralmente desenvolve uma segunda doença, emocional, conhecida como co-dependência. Apesar desta não ser intimamente ligada só aos casos de familiares de dependentes químicos, é comum nesta situação. São muitas as dúvidas dos familiares neste aspecto: Como agir? O que falar? Quando falar? Dar ou não dar o dinheiro quando solicitado? E por aí vai. Quando acontece do familiar buscar tratamento para ele e o dependente não se interessar em ingressar no seu, esse familiar é imediatamente absorvido pela equipe para o devido tratamento com o conselheiro, a fim de aprender como lidar com essas situações, geralmente deixando de ser uma espécie de facilitador, papel que desenvolve sem se dar conta. Gostaríamos de enfatizar que esse tratamento aplicado pelo conselheiro é puramente técnico e não envolve questões que não estejam intimamente ligadas com o foco em análise (co-dependência), uma vez que não há a participação do psicólogo para desenvolver o trabalho de terapia familiar.

9. E a questão espiritual envolvida com a dependência química? Existem reuniões mediúnicas específicas para os assistidos pelo GAEROL?

Sim. Como dissemos anteriormente, elas são realizadas uma vez por mês. Na questão espiritual, dois tipos mais comuns de obsessões podem ser observadas no problema da dependência química: o caso de dependentes químicos desencarnados que vão unicamente usar o veículo físico do encarnado para consumirem a droga através das emanações fluídicas do mesmo. E o outro, não menos comum, de entidades que apresentam-se como inimigos de um passado, geralmente delituoso, e que visam unicamente a destruição daqueles que consideram algozes de outras épocas. Outras questões também são bem estudadas além dos casos de obsessões; sofredores que se surpreendem como suicidas após a morte do corpo físico, familiares ou amigos desencarnados em desespero pelos entes queridos que se perdem no vício, etc... Gostaríamos mais uma vez de uma ressalva. Os dependentes em tratamento, bem como os familiares, participam somente da primeira parte da reunião mediúnica, onde são aplicados os passes. Após, no momento das comunicações, eles são liberados para o trabalho que é feito no mesmo dia de oficina de arte. Lembramos ainda que não há vínculos entre as tarefas, é somente uma questão de acomodação de necessidades.

10. Qual a parte mais delicada do trabalho com dependência química, em sua opinião?

É um trabalho muito complexo num todo. Como dissemos, o dependente químico traz consigo, em todas essas áreas citadas, particularidades bem definidas que devem ser conhecidas para uma aplicação eficiente da metodologia. Poderíamos dizer que a parte mais conturbada é no início do tratamento, mais especificamente nos grupos de “Mútua Ajuda”, onde o conselheiro vai começar a tentar inserir no indivíduo um comportamento diferenciado em todas as suas relações. É um período realmente muito difícil, de conflitos, incômodos, etc. Onde ele mostra realmente que está disposto a enfrentar as dificuldades do tratamento ou não. Se pudéssemos avaliar a questão em grau de importância, transferiríamos toda a questão para a prevenção, sem dúvida, pelos motivos que já citamos. Certa vez nos disse Rosângela Costa Lima: “Ajudar na recuperação do dependente químico é um trabalho nobre. Ajudar a impedir que a criança se torne um dependente químico, é nobilíssimo”!

11. Qual a abordagem que o Grupo tem com crianças e jovens, no que tange à prevenção ao uso de drogas?

É um trabalho novo, que esperamos colher os frutos no futuro apesar de atuarmos em praticamente todas as fases da infância e da adolescência, na Escola Anália Franco e na evangelização do GEMA. Dividimo-lo, resumidamente, dessa forma:

MÓDULO AZUL.

Período que compreende as idades de zero e oito anos. Neste período temos oportunidade ímpar de concretizar bases sólidas de “Cristandade Moral” que no futuro servirão de enfrentamento as tendências que se manifestarão. Momento de “torpor” na personalidade real do espírito encarnado. Quando esta real personalidade se manifestar, naquilo que se revelar como negativo, encontrará em rota de colisão bases Cristãs interiorizadas.


Só com isso já afastamos, consideravelmente, possibilidades de desvios de conduta. Importante considerar que nesse período a criança, possivelmente, não compreenderá informações cognitivas verbalizadas sobre temas específicos que ainda não fazem parte de suas experiências. É necessário que as ações sejam direcionadas à idade. Criar atividades lúdicas e corporais que a princípio manifestarão prazer, contentamentos, risos, descontração, etc. e que no decorrer da atividade comecem a se tornar extremamente desagradáveis, desconfortáveis. A partir daí, fazer uma referência ao efeito do químico no organismo humano.

Observar dons artísticos e direcioná-los de forma prazerosa, com a criação de oficinas nesse setor, já para atender a essa idade.


Para o ambiente familiar, ressaltar a importância da conscientização dos pais das crianças, trabalho esse que ficaria também na responsabilidade da Casa Espírita. Reconhecemos as dificuldades nessa ação já que, muitas vezes as informações passadas são ignoradas, criando conflitos nas crianças em relação aquilo que elas ouvem dos educadores, dos evangelizadores e daquilo que elas vêem em forma de ações no próprio lar. Convidar os pais para esse processo de prevenção, para que eles possam participar ativamente, mostrando que o trabalho que estaria sendo realizado para que seus filhos não venham a ser experimentadores e conseqüentemente não corram risco de se tornarem dependentes químicos, pode ser detonado caso o comportamento deles diante dos pequeninos seja contraditório àquilo que é trabalhado. Situações importantes a serem discutidas fazendo a devida ligação ao universo do químico: vestimenta das crianças, músicas, programas de televisão, conflitos entre as informações visualizadas e verbalizadas, imposição de limites e regras a serem cumpridas por todos, escolha dos ambientes das crianças, etc.

MÓDULO LARANJA

Período de 8 a 12 anos. Surgimento da real personalidade do indivíduo (somatório das suas existências). Nesse período, uma observação mais detalhada deixam claras as tendências da criança. Com isso fica possível e necessário a criação de atividades especiais para aqueles que manifestarem essa tendência. Isto porque são, geralmente, tendências muito evidentes, explícitas, que se manifestam em todas as características da criança. Manter todos os cuidados do período anterior, com particularidades mais específicas no sentido do esclarecimento.


Dar possibilidades no que se refere a grupos, ou seja, extrapolar as relações aos limites da Casa Espírita, ajudando na criação de um contexto social favorável entre eles e seus familiares.


Aprofundar os estímulos aos condicionamentos artísticos.


Abordar o tema com vivências e relaxamentos que levem a uma reflexão mais apurada.

MÓDULO VERMELHO

A partir dos 12 anos. Surgimento ou amadurecimento da sexualidade. Período de maior indício de experimentação, apesar de já se ter, hoje em dia, registros de uso até na fase azul. Período que deve ser rodeado de muita atenção. Muitos conflitos, necessidade de auto-afirmação, de questionamentos que tendem ao desafio. É primordial, com isso, que informações precisas, seguras e verdadeiras tenham sido passadas até esse momento, para que os questionamentos sejam sadios, sem revoltas injustificáveis.


Mostrar de forma real e até forte o que se pode perder com o uso do químico em todos os setores da vida, principalmente em relação aos sonhos comuns desta etapa. Através de vivências, palestras, estudos, dinâmicas, vídeos, etc.


Continuar enfatizando os princípios das outras etapas, dando atenção equivalente à conduta sexual, que pode aparecer como fonte de fuga e de busca desenfreada de prazer, realizando com isso o mesmo processo patológico do químico.


Falar abertamente de tudo que se relaciona com a droga.


Lembremos que apesar de todo esse trabalho, alguns podem vir a experimentar o químico, e que é importantíssimo que as informações que eles tenham tido até então confiram com a realidade que eles vão encontrar, caso contrário, a tendência é de que tudo que ele ouviu se torne uma grande mentira, ou um grande equívoco; o experimentador, nessa situação, é material de confirmação e pode perfeitamente ser resgatado.

12. Existe algum projeto em andamento, para melhorar a qualidade do trabalho de prevenção junto aos que ainda não experimentaram drogas?

Existe sim. Fizemos a pouco tempo um convênio com os donos de uma propriedade que durante muito tempo serviu de escola. Esta propriedade possui um estrutura muito boa com piscina, quadra esportiva, salas de aulas, trilhas em mata, etc. Ali pretendemos focalizar essa parte artística, esportiva, de oficinas criativas, lazer, e mais o que for necessário para completar esse trabalho de prevenção que desenvolvemos. Vislumbramos com isso a possibilidade de estender a aplicação destas oportunidades a toda comunidade infantil carente da localidade onde é situada. A casa foi batizada, pela própria dona, como “Mansão dos Girassóis”, fazendo uma alusão à colônia Espiritual existente.

13. O que você gostaria de deixar registrado em nome da equipe sob sua coordenação?

Que não guardamos qualquer pretensão particularista acerca desta obra. Esperamos sim, que a Doutrina Espírita seja o diferencial deste tratamento. Somos uma equipe nova, que funciona a pouco tempo e isto não nos permite ainda a colheita de dados estatísticos acerca do trabalho. Porém, temos informações de que nos centros convencionais de tratamento não se ultrapassam os 30% de sucesso, devido às grandes dificuldades que o trabalho impõe. A FEESP (Federação Espírita do Estado de São Paulo), que já realiza um trabalho desta natureza há mais tempo, colhe 70% de aproveitamento positivo. Só podemos, a nosso ver, atribuir isso a um fator: a Doutrina que nos abençoa, acolhe e esclarece — é o Consolador Prometido por Jesus irradiando suas benesses pelo Mundo. Resta-nos a oportunidade de agradecer a possibilidade de fazer parte deste trabalho que é de Deus, rogando a Jesus e nos esforçando para que nunca nos faltem os mínimos atributos necessários para continuar na tarefa. Resta-nos ainda incentivar as Casas Espíritas a atentarem para essa grande mazela que aflige nossos dias e começarem uma movimentação nesta lide tão necessária. Rogamos aos amigos que nos envolvam em prece fortalecendo nossas ações.

Fiquem com Deus.
ALAN SILVEIRA DA SILVA
Coordenador do GAEROL

Caro Alan, leve nosso abraço fraterno, a todos os amigos do GAEROL, que se dedicam com tanto carinho a esse tão belo e grandioso trabalho, o Francisco Rebouças - Espiritista deseja todo o sucesso a vocês, e está ao dispor em tudo o que puder ser útil.

Francisco Rebouças

Tirando dúvidas sobre mediunidade

Caros amigos, estamos dando continuidade ao estudo sobre mediunidade enfocando as questões do Livro: DIRETRIZES DE SEGURANÇA. Questões 65 a 68.
Estude conosco!
SEXTA PARTE - MENTORES
65 - Haverá necessidade de que, no início das sessões mediúnicas, todos os médiuns recebam seus mentores particulares, para garantirem suas presenças ou para deixar cada qual sua mensagem?

Raul - Não, não há. As leituras e meditações feitas na abertura da sessão, seguidas pela oração contrita e objetiva, assim como a predisposição positiva dos participantes dão-nos a garantia da presença e da conseqüente assistência dos Espíritos-Guias, sem necessidade de que cada médium receba o seu mentor em particular.

Há circunstâncias em que o espírito responsável pelo labor a desenrolar-se comunica-se, após a abertura da sessão, para alguma mensagem orientadora, comumente versando sobre as lides a se processarem, concitando à atenção, ao aproveitamento, etc. Doutras vezes, vem ao final das tarefas para alguma explicação, conclamação ao encorajamento e à perseverança, desfazendo quaisquer temores em função de alguma comunicação mais preocupante. Contudo, a comunicação de todos os guias, no mínimo, é desnecessária e sem propósito.

66 - O que pensar do médium que espera tudo do seu guia e do guia que faz tudo para o seu médium?

Divaldo - Que esse médium não está informado pela Doutrina Espírita. A mediunidade não é uma faculdade de que o Espiritismo se fez proprietário. A mediunidade, sendo uma faculdade do espírito, expressa na organização somática do homem, é uma função fisiopsicológica.

O Espiritismo possui a metodologia da boa condução da mediunidade. Por isso, há médiuns nãoespíritas e espíritas não-médiuns.

O fato de alguém dizer-se médium não significa que esse alguém seja espírita. Quando se espera que os guias assumam as nossas responsabilidades, nós nos omitimos do processo de crescimento, de evolução. Porque se os Espíritos Superiores devessem eqüacionar os nossos problemas, seria desnecessária a nossa reencarnação. Isto facultaria a esses espíritos o progresso e não a nós. Se o professor solucionar todos os problemas dos alunos, estes não adquirirão experiência nem conhecimento para um dia serem livres e lúcidos. A tarefa dos Benfeitores é a de inspirar, guiar, de apontar os caminhos. E a do homem é a de reconquistar a Terra, vencer os empeços, discernir e de aprimorar-se cada vez mais.

Quando alguém diz que o seu guia lhe resolve os problemas, esses são guias que necessitam ser guiados. São entidades terra-a-terra, mais preocupadas com as soluções materiais, em detrimento das questões relevantes, que são as questões do espírito.

Referiu-se Raul às lágrimas diárias de Chico Xavier1, demonstrando que os Benfeitores não lhe resolvem os problemas. Ensinam-no a solucioná-los mediante sua autodoação, que lhe exige o patrimônio das lágrimas.

O médium que não haja chorado por amor, por solidariedade, que não haja padecido o escárnio da incompreensão e ainda não tenha sido crucificado no madeiro da infâmia é apenas candidato, ainda não tem as condecorações do Cristo, isto sem qualquer masoquismo de nossa parte, mas fruto de observações e experiências.

1 Ver pergunta 02

67 - O que dizer dos médiuns que só recebem Espíritos Mentores e jamais sofredores? Seria uma mediunidade mais aprimorada?

Raul – Pautando-nos no pensamento de Jesus, que afirma não serem os sãos que carecem de médicos, e sim os doentes, podemos ver grande incoerência nesse fenômeno questionado.

Há que desconfiar se sempre desses médiuns que só recebem guias ou mentores Na Terra, a mediunidade deverá ser socorrista para que tenha utilidade de fato.

Médiuns espíritas destacados por suas vivências e realizações doutrinárias, como a saudosa Yvonne Pereira, Chico Xavier, Divaldo Franco e outros tantos, sempre afirmaram e afirmam que o que lhes garantiu sempre a assistência dos Nobres Mentores foi o atendimento aos sofredores aos infelizes dos dois hemisférios da Vida, ou seja, encarnados e desencarnados.

Os guias se comunicam sim, sem que, contudo, impeçam-nos de atender os caídos como nós ou mais do que nós. Comunicam-se justamente para nos fortalecer a fé e nos impulsionar à perseverança no bem. É pelos caminhos da caridade, do serviço do amor prestado aos espíritos sofredores que a mediunidade e os médiuns se aprimoram. Fora dessa diretriz, os fenômenos, por mais impressionantes, deixam no ar um odor de impostura, de presunção, de exibição vaidosa, alimentado por tormentosa e disfarçada fascinação.

68 - A comunicação de um Mentor é indiscutível? Se houver dúvida, o espírito pode ser interpelado? Pode-se pedir esclarecimentos ao Guia em relação as suas palavras? Isso não demonstraria falta de respeito?

Divaldo - Pelo contrário, não é o que se pergunta ao Espírito-Guia que traduz desrespeito, mas, como se pergunta. Os Espíritos Superiores funcionam como pedagogos, como mestres, com o objetivo de ensinar-nos, de iluminar-nos, de esclarecer-nos. O que fica nebuloso eles têm o maior prazer em elucidar, porque, às vezes, na filtragem mediúnica ocorrem registros falsos, deturpando a tese. Se não voltarmos ao esclarecimento, ficaremos com idéias equivocadas, por terem ocorrido em um momento em que o médium não estava com a recepção melhor.

O pedido de esclarecimento é sempre bem recebido pelos Bons Espíritos, e se eles notam que não lhes estamos acreditando, não se sentem magoados com isso, nem pretendem impor-se, mas têm interesse de ajudar.

O que caracteriza um Espírito Bom, um Espírito Superior são a sabedoria, a bondade, a paciência, a forma com que estão sempre dispostos a ajudar-nos, em quaisquer circunstâncias.

Livro: Diretrizes de Segurança
Divaldo Franco/Raul Teixeira

Francisco Rebouças

Deus está contigo!

DEUS está dentro de nós em todas as circunstâncias da vida.

Quer você esteja praticando uma boa ação, quer esteja agindo errado, Deus está dentro de você.

Quer você sinta felicidade, quer esteja ferreteado pelo sofrimento, Deus está dentro de você.

Procure não esquecer esta verdade, em nenhum momento de sua vida: DEUS ESTÁ DENTRO DE VOCÊ!

Livro: minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino
 
Francisco Rebouças

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Oportunos ensinamentos

O tóxico intelectual costuma arruinar numerosas existências.
Há livros cuja função útil é a de manter aceso o archote da vigilância nas almas de caráter solidificado nos ideais mais nobres da vida. Ainda agora, quando atravessamos tempos perturbados e difíceis para o homem, o mercado de idéias apresenta-se repleto de artigos deteriorados, pedindo a intervenção dos postos de “higiene espiritual”.

Livro: Caminho Verdade e Vida
Chico Xavier/André Luiz

Francisco Rebouças

Lindos Casos de Chico Xavier

14 - UM ENSINAMENTO QUE FICOU

A luta ia acesa.

Trabalhos. Dificuldades. Incompreensões.

Chico, ao lado de José Xavier, perseverava...

Uma noite, porém, experimentava enorme fadiga.

E à hora da reunião, perguntava a si mesmo:

— Valia a pena combater? Por que dedicar-se à mediunidade se Jesus já estivera no mundo e, tudo ensinando, não fora compreendido? Não seria melhor entregar a Nosso Senhor a Terra com tudo o que pertence à vida dos homens?

Foi então que a mãezinha desencarnada recomendou-lhe que abrisse o Novo Testamento, o que Chico fêz pela primeira vez, esclarecendo-lhe que o Evangelho tem sempre uma resposta para nossas dúvidas.

O filho abriu o Código Divino, ao acaso, e leu no versículo 1, do Capítulo 1, dos Atos dos Apóstolos; “... no primeiro livro, ó Teófilo, relatei todas as coisas que Jesus começou a fazer e ensinar”.

A entidade carinhosa, acordando-o para o dever a cumprir, observou:

— Reparou, meu filho? Pela narração dos Apóstolos, ficamos sabendo que o Evangelho relata as maravilhas que Jesus começou a fazer e a ensinar...

Aprendamos a cooperar com Ele, porque ainda estamos muito longe da conclusão do Reino de Deus na Terra que Nosso Senhor está construindo.


E o ensinamento ficou, exigindo meditação...

Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama

Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Glória a Kardec

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

De Kardec aos dias de hoje

Muitas Vidas

Divaldo Franco

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Chico Xavier

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel