“O homem que julga infalível a sua razão está bem perto do erro. Mesmo aqueles, cujas ideias são as mais falsas, se apóiam na sua própria razão e é por isso que rejeitam tudo o que lhes parece impossível.” Fonte: O Livro dos Espíritos, introdução VII.

Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).

“Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.”Thiago,3/17

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” João – 15:7

Falar e Fazer

Em se tratando de reforma íntima: “Fácil é dizer como se faz. Difícil é fazer como se diz.” Precisamos fazer mais e dizer menos. Francisco Rebouças.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A Justiça é uma Lei Divina

Torna-se de suma importância, entender que a justiça faz parte integrante da Lei Divina, e, que, ninguém estará imune aos seus ditames, isto é, todos nós algum dia, estaremos sendo chamados à “prestação de contas” para “dar conta de nossa administração”. Assim sendo, precisamos o quanto antes aprender a desenvolver em nós o senso de justiça, para que não tenhamos mais tarde problemas a enfrentar diante do tribunal de nossa própria consciência a nos cobrar ações dignas de um filho de Deus a caminho da perfeição.

Por mais que não levemos muito a sério, a justiça dos homens, é preciso saibamos que a justiça Divina não se esquecerá de “dar a cada um segundo as suas obras”, como bem nos afirmou o Mestre de Nazaré, e que não devemos esperar nenhum jeitinho brasileiro, para nos esquivarmos de seus efeitos verdadeiramente justos, que não levarão em conta nossa posição social, nossa cor, nosso sexo, nossa atual visão de justiça, etc., etc.

A justiça está contida na Lei de Amor e Caridade, como nos afirmam os Imortais da Vida Maior, nas questões que seguem do Livro dos Espíritos, que abaixo transcrevemos:
Justiça e direitos naturais

“873. O sentimento da justiça está em a Natureza, ou é resultado de idéias adquiridas?
“Está de tal modo em a Natureza, que vos revoltais à simples idéia de uma injustiça. É fora de dúvida que o progresso moral desenvolve esse sentimento, mas não o dá. Deus o pôs no coração do homem. Daí vem que, freqüentemente, em homens simples e incultos se vos deparam noções mais exatas da justiça do que nos que possuem grande cabedal de saber.”

874. Sendo a justiça uma lei da Natureza, como se explica que os homens a entendam de modos tão diferentes, considerando uns justo o que a outros parece injusto?
“É porque a esse sentimento se misturam paixões que o alteram, como sucede à maior parte dos outros sentimentos naturais, fazendo que os homens vejam as coisas por um prisma falso.”

875. Como se pode definir a justiça?
“A justiça consiste em cada um respeitar os direitos dos demais.”

a) - Que é o que determina esses direitos?
“Duas coisas: a lei humana e a lei natural. Tendo os homens formulado leis apropriadas a seus costumes e caracteres, elas estabeleceram direitos mutáveis com o progresso das luzes. Vede se hoje as vossas leis, aliás imperfeitas, consagram os mesmos direitos que as da Idade Média. Entretanto, esses direitos antiquados, que agora se vos afiguram monstruosos, pareciam justos e naturais naquela época. Nem sempre, pois, é acorde com a justiça o direito que os homens prescrevem. Demais, este direito regula apenas algumas relações sociais, quando é certo que, na vida particular, há uma imensidade de atos unicamente da alçada do tribunal da consciência.”

876. Posto de parte o direito que a lei humana consagra, qual a base da justiça, segundo a lei natural?
“Disse o Cristo: Queira cada um para os outros o que quereria para si mesmo. No coração do homem imprimiu Deus a regra da verdadeira justiça, fazendo que cada um deseje ver respeitados os seus direitos. Na incerteza de como deva proceder com o seu semelhante, em dada circunstância, trate o homem de saber como quereria que com ele procedessem, em circunstância idêntica. Guia mais seguro do que a própria consciência não lhe podia Deus haver dado.”
Efetivamente, o critério da verdadeira justiça está em querer cada um para os outros o que para si mesmo quereria e não em querer para si o que quereria para os outros, o que absolutamente não é a mesma coisa. Não sendo natural que haja quem deseje o mal para si, desde que cada um tome por modelo o seu desejo pessoal, é evidente que nunca ninguém desejará para o seu semelhante senão o bem. Em todos os tempos e sob o império de todas as crenças, sempre o homem se esforçou para que prevalecesse o seu direito pessoal. A sublimidade da religião cristã está em que ela tomou o direito pessoal por base do direito do próximo.

877. Da necessidade que o homem tem de viver em sociedade, nascem-lhe obrigações especiais?
“Certo e a primeira de todas é a de respeitar os direitos de seus semelhante. Aquele que respeitar esses direitos procederá sempre com justiça. Em o vosso mundo, porque a maioria dos homens não pratica a lei de justiça, cada um usa de represálias. Essa a causa da perturbação e da confusão em que vivem as sociedades humanas. A vida social outorga direitos e impões deveres recíprocos.”

878. Podendo o homem enganar-se quanto à extensão do seu direito, que é o que lhe fará conhecer o limite desse direito?
“O limite do direito que, com relação a si mesmo, reconhecer ao seu semelhante, em idênticas circunstâncias e reciprocamente.”

a) - Mas, se cada um atribuir a si mesmo direitos iguais aos de seu semelhante, que virá a ser da subordinação aos superiores? Não será isso a anarquia de todos os poderes?
“Os direitos naturais são os mesmos para todos os homens, desde os de condição mais humilde até os de posição mais elevada. Deus não fez uns de limo mais puro do que o de que se serviu para fazer os outros, e todos, aos Seus olhos, são iguais. Esses direitos são eternos. Os que o homem estabeleceu perecem com as suas instituições. Demais, cada um sente bem a sua força ou a sua fraqueza e saberá sempre ter uma certa deferência para com os que o mereçam por suas virtudes e sabedoria. É importante acentuar isto, para que os que se julgam superiores conheçam seus deveres, a fim de merecer essas deferências. A subordinação não se achará comprometida, quando a autoridade for deferida à sabedoria.”

879. Qual seria o caráter do homem que praticasse a justiça em toda a sua pureza?
“O do verdadeiro justo, a exemplo de Jesus, porquanto praticaria também o amor do próximo e a caridade, sem os quais não há verdadeira justiça.”

Diante de questões tão elucidativas como estas, não mais temos o direito de agir para com nosso semelhante, de outra forma que não seja levando em conta a observância de tais instruções, que a doutrina espírita nos põe ao alcance, de forma tão explícita.

Precisamos também atentar para outros aspectos da Lei de Justiça, que muitas das vezes negligenciamos, a pretexto e por conta de conveniências com desculpas que não justificam nossas ações diante de muitos fatos corriqueiros em nossas vidas, mas, que não passarão em branco perante o tribunal Divino, por mais que façamos de tudo para nos isentar das responsabilidades de tais ações.

Uma dessas situações acontece justamente quando decidimos por possuir ou conquistar bens e vantagens materiais, sem respeitar o direito do nosso semelhante, com ações danosas e prejudiciais pelas quais muitas pessoas são lesadas em seus direitos ou em seus sentimentos, para que nossa sede de poder seja realizada, não nos importando o dano material ou moral causado a quem quer que seja.

Por mais que não enxerguemos ou até mesmo que a lei humana imperfeita como ainda é, possa consagrar, há direitos que a Lei Divina não aprova, e que nossa consciência que a possui, também nos reprova, embora não a ouçamos com a devida atenção. Sobre o assunto, vejamos abaixo as instruções dos Espíritos Superiores, em respostas as questões formuladas por Allan Kardec, ainda em O Livro dos Espíritos.
Direito de propriedade. Roubo

"880. Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem?
“O de viver. Por isso é que ninguém tem o de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal.”

881. O direito de viver dá ao homem o de acumular bens que lhe permitam repousar quando não mais possa trabalhar?
“Dá, mas ele deve fazê-lo em família, como a abelha, por meio de um trabalho honesto, e não como egoísta. Há mesmo animais que lhe dão o exemplo de previdência.”

882. Tem o homem o direito de defender os bens que haja conseguido juntar pelo seu trabalho?
“Não disse Deus: “Não roubarás?” E Jesus não disse: “Dai a César o que é de César?”
O que, por meio do trabalho honesto, o homem junta constitui legítima propriedade sua, que ele tem o direito de defender, porque a propriedade que resulta do trabalho é um direito natural, tão sagrado quando o de trabalhar e de viver.

883. É natural o desejo de possuir?
“Sim, mas quando o homem deseja possuir para si somente e para sua satisfação pessoal, o que há é egoísmo.”

a) - Não será, entretanto, legítimo o desejo de possuir, uma vez aquele que tem de que viver a ninguém é pesado?
“Há homens insaciáveis, que acumulam bens sem utilidade para ninguém, ou apenas para saciar suas paixões. Julgas que Deus vê isso com bons olhos? Aquele que, ao contrário, junta pelo trabalho, tendo em vista socorrer os seus semelhantes, pratica a lei de amor e caridade, e Deus abençoa o seu trabalho.”

884. Qual o caráter da legítima propriedade?
“Propriedade legítima só é a que foi adquirida sem prejuízo de outrem.” (808) Proibindo-nos que façamos aos outros o que não desejáramos que nos fizessem, a lei de amor e de justiça nos proíbe, ipso facto, a aquisição de bens por quaisquer meios que lhe sejam contrários.

885. Será ilimitado o direito de propriedade?
“É fora de dúvida que tudo o que legitimamente se adquire constitui uma propriedade. Mas, como havemos dito, a legislação dos homens, porque imperfeita, consagra muitos direitos convencionais, que a lei de justiça reprova. Essa a razão por que eles reformam suas leis, à medida que o progresso se efetua e que melhor compreendem a justiça. O que num século parece perfeito, afigura-se bárbaro no século seguinte.” (795).

A verdadeira Lei de justiça nos impõe como dever primordial “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”, e se alguém segue esses fundamentos, em observação ao resumo de todas as leis e de todos os profetas sintetizadas por Jesus, não pode em nenhuma hipótese sob nenhum pretexto, deixar de observar o respeito ao direito do semelhante que começa onde o nosso termina.

A verdadeira caridade é aquele que observa o cuidado em não prejudicar o nosso semelhante, em fazer por ele o que gostaríamos que em nosso lugar ele fizesse por nós, em desejar para ele o que desejamos para nós, em ser para ele sob todos os aspectos, o irmão em caminhada evolutiva, estendendo-lhe nossas mãos fraternas e operosas no objetivo único de ajudar no progresso de seu aperfeiçoamento individual a caminho da felicidade e da perfeição, que tanto almejamos para nossa própria vida.

Sobe o assunto ouçamos as instruções que nos transmitiram os Espíritos Superiores, para que definitivamente entendamos o verdadeiro sentido da caridade e o quanto ela nos é proveitosa e nos credencia a vôos mais altos na construção de um caminho muito mais seguro na conquista dos valores morais imprescindíveis à nossa caminhada de aperfeiçoamento evolutivo.

Caridade e amor do próximo
“886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?
Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”
O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça. pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.
A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque da indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas. Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela. No entanto, quanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa.

887. Jesus também disse: Amai mesmo os vossos inimigos. Ora, o amor aos inimigos não será contrário às nossas tendências naturais e a inimizade não provirá de uma falta de simpatia entre os Espíritos?
“Certo ninguém pode votar aos seus inimigos um amor terno e apaixonado. Não foi isso o que Jesus entendeu de dizer. Amar os inimigos é perdoar-lhes e lhes retribuir o mal com o bem. O que assim procede se torna superior aos seus inimigos, ao passo que abaixo deles se coloca , se procura tomar vingança.”¹

Finalizando estas observações que fazemos sobre a Lei de justiça, não podemos deixar de enfatizar que só a través da compreensão do verdadeiro sentido de justiça contido nas Leis Divinas, proporcionado pelo estudo sério e constante da Doutrina Espírita, é que nos credenciaremos a praticá-la de maneira a nos beneficiarmos de seus efeitos benéficos, propiciando-nos bem-estar e prazer, elevando-nos moral e espiritualmente, como verdadeiros discípulos de Jesus de Nazaré, em direção ao futuro promissor que nos aguarda como filhos da Luz que todos somos.

Fonte:
1) O Livro dos Espíritos – FEB, 76ª Edição.

Francisco Rebouças.

domingo, 31 de maio de 2009

Psicografia

Sê pacífico
Sempre que possível, presta-te ao concurso de contribuir com o melhor de ti, na busca de restabelecer a paz nas tuas relações com teu irmão de caminhada.

Procura perdoar os erros do teu semelhante, cometidos contra tuas melhores aspirações. Nada é mais importante do que teu equilíbrio interior, e, a tua paz depende também do esforço que dedicares em plantar a semente da concórdia em tuas relações sociais.

Teu irmão, assim também como tu mesmo, está em processo de burilamento interior, lutando contra os seus equívocos e tendências do passado, e carece da tua compreensão e ajuda. Colabora com ele, pois, também estás sujeito a equívocos e erros, e conforme nos ensina a Oração de São Francisco de Assis, "é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado".

Todos temos momentos de desequilíbrios, em que a compreensão do próximo é preciosa para nosso soerguimento. Ama teu semelhante, como teu verdadeiro irmão que é, filho do mesmo Pai que também te deu a vida, para que juntos um dia, possam desfrutar da ventura de serem felizes um ao lado do outro, no estado de Espíritos Puros que ambos atingirão um dia.

Ajuda na implantação da paz, pacificando-te também.

Espírito: Josepha
Por: Francisco Reobuças.

Oportunos apontamentos

Por nenhum pretexto, condenar aqueles que se acham investidos com responsabilidades administrativas de interesse público, mas sim, orar em favor deles, a fim de que se desincumbam satisfatoriamente dos compromissos assumidos.

Para que o bem se faça, é preciso que o auxílio da prece se contraponha ao látego da crítica.


Livro: Conduta Espírita – Cap. 10.
Waldo Vieira / André Luiz.




Francisco Rebouças

quarta-feira, 27 de maio de 2009

A Mediunidade é ferramenta de pregresso!

A mediunidade como toda ciência espírita, deve ser estudada com todo empenho e cuidado, pois, sua finalidade é o crescimento e progresso do ser humano, com vistas ao aprimoramento que precisa realizar no caminho de encontro à felicidade e pureza que são seus objetivos finais como filho da luz que é. Dessa forma todo empenho do médium em aprimorar seus conhecimentos de mediunidade é louvável e merece apoio e incentivo.

A grande maioria dos homens encarnados em nosso planeta é portadora de sérios compromissos com a mediunidade, e por aqui aporta em mais uma oportunidade reencarnatória com vastos cursos, de preparação sobre esse tema, realizados no plano espiritual, onde adquire todos os necessários conhecimentos para a missão que lhe é determinada para seu crescimento e equilíbrio perante as Leis Divinas perfeitas e imutáveis, que nem sempre soube acatar, para a sua perfeita harmonização com a determinação de amar a Deus sobre todas as coisas, e servir a seu irmão como gostaria de ser servido por ele.

Muitas são as obras que nos falam da utilidade para nosso crescimento moral espiritual no exercício da nobre mediunidade, conforme palavras do assistente Áulus a André Luiz, que transcrevemos a seguir.

(...) “Áulus – a mediunidade é problema dos mais sugestivos na atualidade do mundo. Aproxima-se o homem terreno da Era do Espírito. Sob a luz da Religião Cósmica do Amor e da Sabedoria e, decerto, precisa de cooperação, a fim de que se lhe habilite o entendimento (...).

(...) O orientador, de feição nobre e simpática, recebera-nos, a pedido de Clarêncio, para um curso rápido de ciências mediúnicas.

Especializara-se em trabalhos dessa natureza, consagrando-lhes muitos anos de abnegação. Era, por isso, dentre as relações do Ministro, que se nos fizera patrono e condutor, um dos companheiros mais competentes no assunto.

Áulus nos acolhera com afabilidade e doçura.

Relacionando aflitivas questões da Humanidade Terrestre, pousava em nós o olhar firme e lúcido, não apenas com o interesse do irmão mais velho, mas também com a afetividade de um pai enternecido.

Hilário e eu não conseguíamos disfarçar a admiração.

Era um privilégio ouvi-lo discorrer sobre o tema que nos trazia até ali.

Aliavam-se nele substanciosa riqueza cultural e o mais entranhado patrimônio de amor, causando-nos satisfação o vê-lo reportar-se às necessidades humanas, com o carinho de enfermeiro para a alegria de ajudar e salvar.

Interessava-se pelas experimentações mediúnicas, desde 1779, quando conhecera Mesmer, em Paris, no estudo das célebres proposições lançadas a público pelo famoso magnetizador. Reencarnando no início do século passado, apreciara, de perto, as realizações de Allan Kardec, na codificação do Espiritismo, e privara com Cahagnet e Balzac, com Théophile Gautier e Victor Hugo, acabando seus dias na França, depois de vários decênios consagrados à mediunidade e ao magnetismo, nos moldes científicos da Europa. No mundo espiritual prosseguiu no mesmo rumo, observando e trabalhando em seu apostolado educativo. Dedicando-se agora à obra de espiritualização no Brasil, e isto há mais de trinta anos, comentava, otimista, as esperanças do novo campo de ação, dando-nos a conhecer a primorosa bagagem de memória e experiências de que se fazia portador.”

Como bem podemos ver Áulus de há muito se dedicava aos estudos na área da mediunidade, desde os tempos de Kardec, e, continua seu trabalho de aprimoramento até os dias de hoje, o que difere em muito de nossa atual situação de estudiosos da doutrina espírita e particularmente da mediunidade, onde não se percebe o mínimo esforço da grande maioria dos tarefeiros das atividades espirituais de nossas casas espíritas, em aprimorar as possibilidades de intercâmbio espiritual, como médium que dizem ser, no trabalho da mediunidade com Jesus.

Continuemos ouvindo agora ao Instrutor Albério que, a pedido de “Aulus, recebeu André Luiz e Hilário seu amigo para uma palestra sobre mediunidade que realizaria para aprendizes encarnados e desencarnados em vasto recinto do Minist´rio das comunicações de Nosso Lar (...).
Naturalmente circunscritos nas dimensões conceptuais em que nos encontramos, embora na insignificância de nossa posição comparada à glória dos Espíritos que já atingiram a angelitude, podemos arrojar de nós a energia atuante do próprio pensamento, estabelecendo, em torno de nossa individualidade, o ambiente psíquico que nos é particular (...).

“(...) Nossa mente é, dessarte, um núcleo de forças inteligentes, gerando plasmas sutil que, a exteriorizar-se incessantemente de nós, oferece recursos de objetividade às figuras de nossa imaginação, sob o comando de nossos próprios desígnios.

A idéia de um “ser” organizado por nosso espírito, a que o pensamento dá forma e ao qual a vontade imprime movimento e direção.

Do conjunto de nossas idéias resulta a nossa própria existência (...).

(...) Em mediunidade, portanto, não podemos olvidar o problema da sintonia.

Atraímos os Espíritos que se afinam conosco, tanto quanto somos por eles atraídos; e se é verdade que cada um de nós somente pode dar conforme o que tem, é indiscutível que cada um recebe de acordo com aquilo que dá.

Achando-se a mente na base de todas as manifestações mediúnicas, quaisquer que sejam os característicos em que se expressem, é imprescindível enriquecer o pensamento, incorporando-lhe os tesouros morais e culturais, os únicos que nos possibilitam fixar a luz que jorra para nós, das Esferas Mais Altas, através dos gênios da sabedoria e do amor que supervisionam nossas experiências.

Procederam acertadamente aqueles que compararam nosso mundo mental a um espelho.

Refletimos as imagens que nos cercam e arremessamos na direção dos outros as imagens que criamos (...).

E, em seguida, não deixa de alertar para a necessidade de estudo, e nos explica o porquê é tão importante estudar os fundamentos da mediunidade dizendo:

“Saibamos, assim, cultivar a educação, aprimorando-nos cada dia.

Médiuns somos todos nós, nas linhas de atividade em que nos situamos.

A força psíquica, nesse ou naquele teor de expressão, é peculiar a todos os seres, mas não existe aperfeiçoamento mediúnico sem acrisolamento da individualidade.

É contraproducente intensificar a movimentação da energia sem disciplinar-lhe os impulsos.

É perigoso possuir sem saber usar.

O espelho sepultado na lama não reflete o esplendor do Sol.

O lago agitado não retrata a imagem da estrela que jaz no infinito.

Elevemos nosso padrão de conhecimento pelo estudo bem conduzido e apuremos a qualidade de nossa emoção pelo exercício constante das virtudes superiores, se nos propomos recolher a mensagem das Grandes Almas.

Mediunidade não basta só por si.

É imprescindível saber que tipo de onda mental assimilamos para conhecer da qualidade de nosso trabalho e ajuizar de nossa direção”. 1

Os médiuns disciplinados e responsáveis verdadeiramente interessados em seu aprimoramento moral, dedicados ao estudo e ao trabalho de assistência aos necessitados de toda ordem que nos procuram nas casas espíritas, são conhecidos pelos instrutores espirituais e por isso mesmo são muito amparados e assistidos pelos responsáveis do plano espiritual, por integrarem os quadros de tarefeiros das organizações espirituais, conforme afirma o instrutor Conrado.

- “Integramos um quadro de auxiliares, de acordo com a organização estabelecida pelos mentores da Esfera Superior.

- Quer dizer que, numa casa como esta, há colaboradores espirituais devidamente fichados, assim como ocorre a médicos e enfermeiros num hospital terrestre comum?

- Perfeitamente
. Tanto entre os homens como entre nós, que ainda nos achamos longe da perfeição espiritual, o êxito do trabalho reclama experiência, horário, segurança e responsabilidade do servidor fiel aos compromissos assumidos. A Lei não pode menosprezar as linhas da lógica (...).

Precisamos urgentemente atentar para os apontamentos com os quais os instrutores da espiritualidade nos aclaram para o devido aprimoramento de nossas possibilidades de servir na Seara do Mestre de Nazaré, e apresentarmo-nos da forma mais adequada possível, isto é, alicerçados nos fundamentos da moral e da ética, e trabalhar em nosso proveito e do nosso semelhante, atendendo ao imperativo da vida tão bem definido em nossa novel doutrina espírita quando nos afirma: “Fora da caridade não há salvação”.

Que saibamos aproveitar mais essa grande oportunidade que estamos tendo na presente encarnação, para tirar o melhor proveito dessa sublime ferramenta ao nosso inteiro dispor, para nosso aperfeiçoamento a caminho da pureza espiritual, que estamos certos de alcançar um dia.

Jesus nos guarde em sua paz, hoje e sempre.

Bibliografia:

1) Xavier, Francisco Cândido. Livro: Nos domínios da mediunidade, pelo espírito André Luiz - FEB, 23ª edição, Cap. 1.

2) Idem, Idem, Cap. 17.

Francisco Rebouças.

terça-feira, 26 de maio de 2009

É preciso entender, para poder compreender!

Muitas das palavras que se encontram nos evangelhos, tidas como proferidas por Jesus, nos pedem uma maior reflexão, para que não nos deixemos levar por nossas pálidas e por vezes desequilibradas e infundadas interpretações, visto que, se foi Jesus quem as proferiu, não há nenhuma dúvida de que são portadoras de profundos ensinamentos que precisamos ter a necessária sensibilidade para perceber, pois, foi ele mesmo quem nos afiançou: “As palavras que eu vos disse, são espírito e vida”. (João – 6:63).

Não poderemos interpretá-las ao “pé da letra”, pois, o mais importante não é discutir as palavras e seus significados atuais, e sim, extrair o pensamento de que elas são portadoras. Jesus sempre quis se referir à vida verdadeira, ou seja, a vida espiritual, e por sermos ainda muito presos e sujeitos às influências da matéria, nem sempre percebemos a beleza de suas colocações.

O Espiritismo nos vem esmiuçar de forma clara e inteligível essas suas mensagens de forma a que possamos entendê-las, para então compreender a grandeza que elas trazem em seus significados mais nobres, para que melhor saibamos aproveitá-las nos eventos que nos visitam em nosso dia a dia, e que nos cobram atitudes dignas de verdadeiros cristãos que nos dizemos ser, pautadas nas mensagens do evangelho do Mestre de Nazaré.

Entre outras tantas passagens do seu evangelho, nem sempre bem compreendidas, está a que segue:

Deixar aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos

Disse a outro: Segue-me; e o outro respondeu: Senhor, consente que, primeiro, eu vá enterrar meu pai. — Jesus lhe retrucou: Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos; quanto a ti, vai anunciar o reino de Deus. (S. LUCAS, Cap. IX, vv. 59 e 60.)

Que podem significar estas palavras: “Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos”? As considerações precedentes mostram, em primeiro lugar, que, nas circunstâncias em que foram proferidas, não podiam conter censura àquele que considerava um dever de piedade filial ir sepultar seu pai. Tem, no entanto, um sentido profundo, que só o conhecimento mais completo da vida espiritual podia tornar perceptível.

A vida espiritual é, com efeito, a verdadeira vida, é a vida normal do Espírito, sendo-lhe transitória e passageira a existência terrestre, espécie de morte, se comparada ao esplendor e à atividade da outra. O corpo não passa de simples vestimenta grosseira que temporariamente cobre o Espírito, verdadeiro grilhão que o prende à gleba terrena, do qual se sente ele feliz em libertar-se. O respeito que aos mortos se consagra não é a matéria que o inspira; é, pela lembrança, o Espírito ausente quem o infunde. Ele é análogo àquele que se vota aos objetos que lhe pertenceram, que ele tocou e que as pessoas que lhe são afeiçoadas guardam como relíquias. Era isso o que aquele homem não podia por si mesmo compreender. Jesus lho ensina, dizendo: Não te preocupes com o corpo, pensa antes no Espírito; vai ensinar o reino de Deus; vai dizer aos homens que a pátria deles não é a Terra, mas o céu, porquanto somente lá transcorre a verdadeira vida. ¹

Assim, faz-se imprescindível, nos dediquemos ao estudo sério e constante da novel doutrina dos espíritos, como nos enfatiza o codificador Allan Kardec, para que mais e melhor nos credenciemos a entender em profundidade as palavras e exemplos que Jesus nos deixou quando de sua estada entre nós há mais de 2009 anos atrás.

Fonte:
1) O Evangelho segundo o Espiritismo, Cap. XXIII, itens 7 e 8.

Francisco Rebouças

segunda-feira, 25 de maio de 2009

RAUL TEIXEIRA NA U.M.E.N.


No próximo dia 28 de maio de 2009, qunita-feira, estaremos recebendo o Tribuno espírita Raul Teixeira na UMEN.
Raul Teixeira - é autor de mais de 30 livros, além de ser um dos maiores divulgadores do espiritismo no mundo.
Compareça, você é nosso convidado. Não perca esta oportunidade!
Departamento de Doutrina.

sábado, 23 de maio de 2009

Espiritismo na Europa

Suíça



Neste domingo, dia 24 de maio, a partir da 14 h, em comemoração ao primeiro ano de fundação, o Centro de Estudos Espíritas Joanna de Ângelis (CEEJA) -Zurique, exibirá o filme sobre a vida de "Bezerra de Menezes", na Hotzestrasse, 11.


Depois da exibição do filme, será promovido um debate sobre o tema, seguido de uma comemoração festiva do aniversário da instituição, com direito a bolo e refrigerantes.


Ainda em Zurique – O Médium brasileiro, Divaldo Pereira Franco estará de volta à Suiça, proferindo um ciclo de conferências, que terá início no dia 29 de maio de 2009, às 20h, quando fará uma abordagem sobre o tema “Vida e Imortalidade”.Endereço: Gemeindestrasse, 19.

WinterthurDe Zurique, Divaldo irá a Winterthur onde no dia 30 de maio, às 19:30h, ministrará um seminário sobre o temaLibertação do Sofrimento”.

No dia 1º de junho, ele falará sobre o temaO amor como a finalidade da vida”. Ambos os eventos ocorrerão no CEEAK de Winterthur, da amiga GORETE NEWTON na Industriestrasse 8.
Mais informações e inscrições no site http://www.ceeak.ch/.


Francisco Rebouças.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Evangélicos ex-espíritas? Conta outra!

Volta e meia ouvimos em alguns dos muitos meios de comunicação, televisão, rádios, jornais, revistas etc. etc., depoimentos de pessoas que se denominam evangélicos, que dizem que já foram espíritas, e agora por entenderem a verdadeira palavra de Deus, se tornaram cristãos, e, por essa razão, estão satisfeitos por que aceitaram Jesus e estão salvos; claro que todos esses meios de comunicação a que nos referimos são de filosofia protestante.

Contam, que no período em que seguiram a filosofia espírita, sofriam muito por serem dominados pelo “Satanás”, que lhes impunham sérios e tormentosos sofrimentos tais como: depressão, desentendimentos familiares, problemas financeiros, e por aí afora, e que ao se tornarem “cristãos”, ou seja, crentes ou protestantes, deixaram os problemas para trás e vivem na abundância, em paz com a família, sem problemas de qualquer ordem.

Como se a Terra fosse um planeta onde isso pudesse se dar dessa forma como eles contam; no entanto, o que vemos, são evangélicos desempregados, doentes, carentes e muitos revoltados, vivenciando as mesmas dificuldades de qualquer outro religioso, por essa razão essa propaganda exibida nos programas dessa natureza não passam de enganosas fictícias e sem fundamento algum, o que leva grande multidão de distraídos que nelas acreditam a não crerem em mais nada depois de comprovarem que as coisas não se dão como são mostradas por falsos profetas que se encontram aos montes no mundo como o nosso.

Graças a Deus, que nós espíritas verdadeiros, ou seja, nós que seguimos a doutrina ensinada pelos Espíritos Superiores, sob a supervisão do Mestre de Nazaré, já dispomos de suficiente entendimento para conviver com esse tipo de difamação, e ao mesmo tempo, certos e convictos dos nossos ideais superiores, nos resta orar por esses nossos irmãos, que se dizendo cristãos, mas que ainda não se dispuseram a seguir os ensinos do Mestre de quem se dizem discípulos.

Nossa doutrina é tão lúcida e lógica, que não se presta ao combate de qualquer outra religião, e jamais se intitula a melhor religião, por saber que não é a religião quem salva o homem, e sim, a sua vivência cristã alicerçada nos princípios ensinados e exemplificados por Jesus, e tão bem explicados pela doutrina espírita que eles tanto combatem, por desconhecimento, interesses escusos e preconceito, sem se darem ao trabalho de verificar o absurdo que cometem de falso testemunho contra seu próximo, como consta dos 10 mandamentos recebidos por Moisés que eles dizem seguir, em detrimento até mesmo do Mestre de Nazaré.

Para reforçar o que acabo de afirmar, podemos ver em O Livro dos Espíritos, a resposta dada pelos Imortais à questão proposta por Kardec sobre o assunto conforme segue:

842. Por que indícios se poderá reconhecer, entre todas as doutrinas que alimentam a pretensão de ser a expressão única da verdade, a que tem o direito de se apresentar como tal?
Será aquela que mais homens de bem e menos hipócritas fizer, isto é, pela prática da lei de amor na sua maior pureza e na sua mais ampla aplicação. Esse o sinal por que reconhecereis que uma doutrina é boa, visto que toda doutrina que tiver por efeito semear a desunião e estabelecer uma linha de separação entre os filhos de Deus não pode deixar de ser falsa e perniciosa.” ¹

É justamente por essas e por outras tantas demonstrações de dignidade, de fundamento moral e ético, que a doutrina espírita segue cada dia mais fortalecida e procurada por uma massa grandiosa de descrentes que nos buscam para lhes proporcionar esses ensinos tão claros e tão lúcidos, fazendo-os entender que só há uma Lei a ser seguida por nos, filhos de Deus, a Lei de amor e caridade.

Ex-seguidores de filosofias tidas como cristãs, mas, que em verdade pregam o preconceito e a separação entre os filhos do mesmo Pai, esses irmãos que nos chegam encontram na doutrina espírita a paz interior e a compreensão das Leis eternas e imutáveis que regem o destino da criatura a caminho de seu criador e por isso mesmo, se apaixonam não mais deixando a lógica e a diretriz que a filosofia espírita nos propõe, para seguir uma fé sega, fanática e imposta que acabaram de deixar, tornando-se verdadeiros espíritas, dedicados trabalhadores da Seara de Jesus, por entenderem o quanto tempo desperdiçaram em crenças desprovidas de lógica, onde se dá mais importância à desmoralização e a destruição moral e física dos supostos “adversários” de suas filosofias, perseguindo-os, com todo ódio, calúnia e difamação possível, do que a transformação moral que o indivíduo precisa realizar para alcançar a verdadeira felicidade e a pureza espiritual a que estamos destinados.

Em espiritismo, o lema a ser seguido é “Fora da caridade não há Salvação”, e a caridade é justamente o amor em ação, realizado pelas mãos operosas do seguidor de Jesus, no trabalho de crescimento moral espiritual que todos devemos empreender, independentemente da corrente religiosa que seguimos, ouvindo a sábia interpretação de Jesus quando resumiu todas as Leis e os profetas em simplesmente: “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo com a si mesmo”, e para isso, precisamos aprender a respeitar também as escolhas religiosas de todos os que não pensam como nós, pois, não somos os donos da verdade, que pertence unicamente a Deus Pai de todos nós.

Fonte

1) O Livro dos Espíritos – FEB 76ª edição.

Francisco Rebouças.

“A importância da Caridade”

Os ensinamentos que Jesus nos veio trazer, sobre o valor que devemos dar ao nosso próximo e à vida, dizem respeito ao cultivo e desenvolvimento da moral e da decência nas relações entre as pessoas, sem excetuar quem quer que seja, visto que somos todos iguais perante o Criador.

O Mestre traduziu em duas simples palavras, todo o seu código de ética a caminho do desenvolvimento da moral em termo mais amplo, ensinando que tudo poderia ser resumido em “Caridade e Humildade”, isto é, nas duas maiores virtudes que os homens devem concentrar todos os esforços na conquista desses dois tesouros preciosos do Espírito.

É que, só com o desenvolvimento em nosso Ser espiritual dos verdadeiros talentos com que a Divindade nos equipou, conseguiremos se para tanto nos esforçarmos erradicar de nosso espírito o egoísmo que até hoje nos mantém presos às teias da ignorância. Em tudo que ensinou, Jesus chamou-nos a atenção, para a valorização dessas duas virtudes como sendo as que poderão nos conduzir de encontro à eterna e verdadeira felicidade.

Falou-nos ele: “Bem-aventurados os pobres de espírito, isto é os simples, os humildes, porque deles é o reino dos céus; e continuou a nos ensinar; bem-aventurados os que têm puro o coração; bem-aventurados os que são brandos e pacíficos; bem-aventurados os que são misericordiosos; amai o vosso próximo como a vós mesmos; fazei aos outros, o que gostaria que vos fizessem; amai os vossos inimigos; perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados; praticai o bem sem ostentação; julgai-vos a vós mesmos, antes de julgardes os outros; não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita”.

Em todas estas passagens de seus ditos pode-se extrair o ensinamento maior de Jesus, a caridade e humildade, eis o que não cessa de recomendar e exemplificar em todas as suas ações. Em tudo que pregou em sua passagem pelo nosso planeta, teve por finalidade maior combater o orgulho e o egoísmo que são sem dúvida as duas grandes chagas a corroer a humanidade.

O Mestre Maior de todos nós não se limitou apenas a recomendar a caridade, põe-na como condição absoluta para a conquista da felicidade futura, assegurando-nos que as ações empreendidas pelos caridosos com certeza lhes assegurarão uma melhor posição no futuro quando a justiça divina os chamar para a prestação de contas, como nos afirmou também em outra oportunidade que, “a cada um será dado segundo as suas obras”.

Na Parábola do Bom Samaritano, considerado herético, mas que naquele momento pratica o amor ao próximo, Jesus coloca-o acima do ortodoxo que falta com a caridade. Não considera, portanto, a caridade apenas como uma das condições para a salvação, mas designa como condição única. Se outras houvesse que a substituíssem, ele as teria ensinado. Desde que coloca a caridade em primeiro lugar, é que ela implicitamente abrange todas as outras: a humildade, a brandura, a benevolência, a indulgência, a justiça, etc., e também porque significa a negação absoluta do orgulho e do egoísmo naquele que a pratica.

O Apóstolo Paulo, entendendo o verdadeiro sentido da caridade nos deixou sua mensagem sobre o valor dessa sublime virtude que todos precisamos desenvolver, conforme segue:

Necessidade da caridade, segundo S. Paulo

Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine; - ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse a fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou. - E, quando houver distribuído os meus bens para alimentar os pobres e houvesse entregado meu corpo para ser queimado, se não tivesse caridade, tudo isso de nada me serviria.

A caridade é paciente; é branda e benfazeja; a caridade não é invejosa; não é temerária, nem precipitada; não se enche de orgulho; - não é desdenhosa; não cuida de seus interesses; não se agasta, nem se azeda com coisa alguma; não suspeita mal; não se rejubila com a injustiça, mas se rejubila com a verdade; tudo suporta, tudo crê, tudo espera, tudo sofre.

Agora, estas três virtudes: a fé, a esperança e a caridade permanecem; mas, dentre elas, a mais excelente é a caridade (S. PAULO, 1ª Epístola aos Coríntios, cap. XIII, vv. 1 a 7 e 13.) ¹

O Espiritismo sendo o Cristianismo Redivivo, ou seja, o cristianismo na sua pureza inicial vem reafirmar os ensinos do seu criador com a máxima: “Fora da caridade não há salvação”, ² máxima essa que consagra o princípio da igualdade perante Deus, e da liberdade de consciência, deixando a todos a escolha da maneira como queiram seguir adorando o Pai Celestial, não pregando que fora do espiritismo não há salvação, pois, bem sabe que o Cristo não fundou nenhuma religião, por isso mesmo respeita a liberdade de crença de todos os seus irmãos em humanidade, pois em qualquer corrente religiosa a que pertença o homem, terá aí mesmo a oportunidade de seguir os ensinamentos de Jesus.

Dediquemo-nos, portanto, meus irmãos à prática da caridade ensinada no evangelho de Jesus, pois ela nos ajudará não só a evitar a prática do mal, mas também nos impulsionará em direção ao trabalho no bem, e para a prática do bem uma só condição se faz indispensável: a nossa vontade, pois para a prática do mal basta apenas a inércia e a despreocupação agradeçamos, pois, a Deus nosso Pai, por nos permitir encontrar em nossa estrada evolutiva a bênção de gozar da luz do Espiritismo.

Bibliografia

1) 1ª Epístola de Paulo aos Coríntios, cap. XIII, vv. 1 a 7 e 13.)
2) Kardec Allan, O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB – 112ª edição - Cap. XV, item 10.
Francisco Rebouças

segunda-feira, 18 de maio de 2009

A vida futura

Diminui, dia a dia, o número das pessoas, muito acirradas aos princípios religiosas que professavam desde pequeninas, onde aprenderam com seus pais e avós suas primeiras noções de religião, que lhes ensinavam que o indivíduo “morria” e, dessa forma, mais nada existia dele em termos de vida, como se fosse ele um simples objeto qualquer, sem nenhuma outra finalidade.

Isto porque, o indivíduo busca incessantemente explicações lógicas para o fato de sermos criados sem um objetivo plausível para nossas vidas, e, pode verificar que não morrem somente os mais velhos, os que já viveram algum tempo, mas sim, velhos e novos. Dessa forma, chega cada vez mais facilmente à conclusão de que algo muito acima de nossas antigas concepções está por trás de tantos acontecimentos que se sucedem diariamente.

Analisando com mais atenção e profundidade, pode facilmente observar, fatos que pareciam não terem nenhuma explicação, como por exemplo o grande número de seres que morrem em tenra idade, aparentemente sem nenhuma finalidade, o que vem de encontro a tudo o que se ouve falar desde criancinha, de que Deus é todo poderoso, infinitamente bom e justo.

Ora, em sendo assim, alguns questionamentos logo saltam aos nossos sentidos: Onde encontrar bondade e justiça de um Pai soberanamente bom e justo, que permite mortes tão cruéis de crianças que só encontraram violência e desamor na curta passagem que tiveram pela vida física, sem que sequer tenham contribuído para tamanha desgraça? Como ver bondade e justiça num Pai, que permite ser um filho seu morto no útero de sua própria mãe, pelo aborto covarde?

Essas indagações, que nos embaraçaram em outras oportunidades encontram explicações lógicas, na sabedoria da mensagem trazida pelos prepostos de Jesus com o advento do Consolador prometido, hoje, sabemos que é infalível a sua justiça, e que o que plantamos ontem, hoje colhemos de forma nem sempre tão calma e confortável.

Foi Jesus quem primeiramente nos afirmou que “a cada um seria dado segundo as suas próprias obras”, deixando ao nosso inteiro critério fazer o bem ou o mal, pois, para isso, a Paternidade Divina nos equipou de inteligência, dando-nos ainda a consciência equipada com as bênçãos de suas Leis Sábias e Justas.

Preciso se faz, entendamos o quanto antes, que não somos simplesmente vítimas da vida, esquecidos por Deus e entregues à própria sorte, somos sim, seus filhos muito amados e temos todo o seu apoio e as ferramentas de que necessitamos para preparar uma vida de felicidades e alegrias num futuro que começa desde já, pelas construções que empreendemos.

Os Celestes Emissários do Mestre de Nazaré, responderam ao questionamento de Allan Kardec, sobre o cuidado de Deus para com todos os seus filhos obtendo o esclarecimento que segue:

963. Com cada homem, pessoalmente Deus se ocupa? Não é Ele muito grande e nós muito pequeninos para que cada indivíduo em particular tenha, a Seus olhos, alguma importância?

“Deus se ocupa com todos os seres que criou, por mais pequeninos que sejam. Nada, para Sua bondade, é destituído de valor.”

Que Jesus nos envolva e nos inspire para uma melhor plantação no hoje presente, para uma proveitosa colheita no porvir.

Fonte:
O Livro dos Espíritos – FEB, 81ª edição.

Francisco Rebouças.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Psicografia - Raul Teixeira

REMANSO FRATERNO – A NOSSA OBRA

A nossa obra social, que o Senhor dos Mundos situou sob as nossas responsabilidades e cuidados, de nenhum modo foi posta ao alcance dos nossos anseios sem objetivos graves antevistos por nosso Pai-Criador.

As nossas crianças não seriam, como não o são, almas angelicais que devêssemos recobrir com cânticos louvaminheiros ou diante das quais nos ufanássemos por não nos imporem quaisquer esforços ou mesmo sacrifícios.

Os irmãos que chegariam aos cuidados do Remanso Fraterno, a fim de prestar-lhes auxílio e cooperação possíveis, de modo nenhum seriam almas libertas de conflitos íntimos, de medos e limitações gerais.

Ao contrário, o compromisso que assumimos junto a Jesus Cristo ─ representante de Deus entre nós ─ é o de desenvolver uma obra em Sua honra. E, por ser em Sua honra priorizaria os filhos do calvário, necessitados de todo o jaez, encontrados pelos nossos caminhos.

Seriam como aves implumes ou sem ninho; pássaros de ninhos desfeitos por predadores a rogar-nos proteção e socorro, a fim de que pudessem sobreviver com a mínima dignidade humana.

Os nossos pequenos não são Espíritos vitoriosos que tenham superado as tentações dos vícios e os tormentos decorrentes de indecorosas lidas da estrada. São, ao contrário, filhos de Deus, irmãos nossos, portanto, encharcados por viciações antigas, ansiosos pela conquista da própria libertação, nada obstante os clamores do pretérito, as instigações íntimas, geradas nos tempos de prazeres execráveis que os fizeram vinculados a outras mentes que assumiram postura obsessiva, que passaram a inspirá-los, a controlá-los e perturbá-los.

Os trabalhadores que se acercam do Remanso, desse modo, não são senão corações que amargam complexos de culpa pelo pretérito tão onzenário quão fastidioso, ocasião em que desdenharam pobres e pobrezas, tempos em que tripudiaram sobre os menos aquinhoados nas sociedades em que viveram, cheios de empáfia.

São também compostos os nossos quadros de cooperadores por almas que carregam imensa boa vontade e grande disposição para servir, mas que ainda padecem e se aturdem com os pruridos de antigo orgulho e vetusta vaidade, decorrentes da vida faustosa pregressa, distanciada dos mais necessitados. É compreensível que considerem verdadeiros escândalos o que não passa de expressões comuns nas criaturas que carecem de aprender, na condição de incientes.

Jamais deveremos ter em mente que é atividade fácil a prestação de serviços a Jesus. De nenhum modo é fácil a tarefa, uma vez que para atender à obra do Nazareno, necessitamos todos de desenvolver humildade e firmeza, que sejam capazes de dizer sim, sim; não, não. Mas, que seja um sim sem postura acomodatícia e um não sem espírito de crueldade.

Somente com uma clientela complexa e exigente, como é a nossa, é que conseguimos nos desenvolver para merecer tempos melhores para o futuro.

Por agora, cabe-nos suar e refletir, orar e agir, unindo os nossos pensamentos e sentimentos aos Guardiães Espirituais de todos os que estão e que estarão sob os cuidados fraternos do nosso Remanso.

Embora a necessidade do pulso firme e da palavra refletida e clara, não nos deve faltar, jamais, o fio luminoso do amor que estamos teorizando em nossos inúmeros discursos, mas que precisa ter curso nas ações bemaventuradas da nossa obra de fraternidade social.

Os que, do além, acompanhamos e participamos desse empreendimento que homenageia a Jesus, queremos somar com os encarnados dedicados e secundar seus esforços, a fim de que saiamos todos gloriosos, vitoriosos, após os dilatados desafios impostos pelo Remanso Fraterno. Bom será que nenhum desafio da estrada nos desestimule para a continuidade da nossa obra, de maneira comovida e apaixonada, atentos ao fato de que a nossa instituição social é um luminoso celeiro de bênçãos para todos quantos lhe emprestam inteligência e sentimentos, reflexão e emoção.

Felizes são aqueles que ora semeiam dedicação e amor nas vidas das nossas crianças e dos nossos mocinhos, bem como de seus responsáveis, uma vez que estão investindo no próprio porvir e inscrevendo-se no rol dos devotados servidores do Reino dos Céus, destacados ao serviço do Remanso Fraterno.

O tempo presente tem necessidade de entendimento e calma, de reflexão e digna atitude, de alegria e confiança na ação formosa de Jesus de Nazaré sobre parte do Seu rebanho que estamos ajudando a soerguer da ignorância para o conhecimento e da caliginosa sombra à celeste claridade.



Camilo

Mensagem psicografada por Raul Teixeira, em 11.05.2009, na Sociedade Espírita Fraternidade, em Niterói-RJ

Amigo, presente Divino!



Saiba conservar suas amizades, com sua sinceridade...


Francisco Rebouças.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Natureza, presente de Deus!

Mais belezas naturais para nossa meditação! Quem será o autor de tão bela paisagem?

Cuidemos pois, de toda essa riqueza concedida por Deus nosso Pai, por amor a nós seus filhos, com muito carinho e respeito.





Francisco Rebouças.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

A fragilidade dos argumentos

Afirmando que a Bíblia é a palavra de Deus, nossos irmãos “evangélicos” seguem em suas pregações espalhando que foi Deus quem pessoalmente esteve com Moisés transmitindo-lhe suas instruções, tomando por base alguns versículos contidos na própria bíblia, conforme os que seguem:

16Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; 17para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra. (II Timóteo 3)

No entanto, são inúmeras as passagens contidas na própria Bíblia que contrariam esses versículos da II Epístola de Timóteo, como alguns que abaixo transcrevemos, retirados da própria “palavra de Deus”, que eles dizem seguir, mas, que em verdade não seguem, por saberem não ser interessantes para suas reais intenções de propagação da fé sega tendo como finalidade manter a dominação do saber sobre a massa que não se apercebe e tudo aceita sem uma análise mais aprofundada.

*“O apóstolo João afirmou: "Deus nunca foi visto por ninguém" (João 1:18) e "ninguém jamais viu a Deus" (I João 4:12), o que foi confirmado por S. Paulo: "(aquele) a quem nenhum dos homens viu nem pode ver" (I Timóteo 6:16) e pelo próprio Jesus: "Não que algum homem tenha visto o Pai" (João 6:46).

*Mas lemos no Antigo Testamento que Deus disse: "Eu apareci a Abraão, Isaac e Jacó" (Êxodo 6:3) e que Moisés, Arão, Nadib e Abiu e mais 70 anciãos viram Deus (Êxodo 24:9-11).

*"Falava Deus a Moisés face a face, como qualquer homem fala ao seu amigo" (Êxodo 33-11) e, contudo o advertiu: "
Não poderás ver a minha face, porque homem nenhum verá a minha face e viverá" (Êxodo 33:20) e em seguida abriu uma concessão: “verme-ás pelas costas, mas a minha face não se vera” (Êxodo 33:23).

*O estranho é que o próprio Deus afirmou: “Eu falo com Moisés boca a boca e ele vê a forma do Senhor” (Num. 12:8) e mais: “Cara a cara o Senhor falou conosco no monte, no meio do fogo” (Deut. 5:4) e "(Moisés) a quem o Senhor conhecera cara a cara" (Deut. 34:10). Finalmente, "Deus por duas vezes apareceu a Salomão" (I Reis 11:9). ²

Afinal, Deus foi visto ou não por Moisés? Que narrativa mais confusa e contraditória essa narrada por Deus com suas próprias palavras, onde ora afirma uma coisa e ora diz outra, contradizendo-se dessa forma.

Será Deus capaz de enganar-se e desdizer-se em inúmeras passagens da sua própria “Palavra Sagrada” exibida no velho testamento?
A razão nos impede de admitir tal hipótese, pois, o que é perfeito sobre todos os aspectos, não admite margem qualquer para erros, falhas e muito menos contradições.

A doutrina espírita, fundamentada na fé raciocinada, nos esclarece que Deus tem seus representantes entre os homens, os Espíritos Puros que são seus ministros, representantes perante a humanidade em todas as galáxias, espalhadas pela imensidão executores de suas determinações, como Jesus foi seu representante perante a humanidade terrestre.

Assim sendo, a Bíblia, tida por esses nossos irmãos como sendo a palavra de Deus, está muito longe de ter sido transmitida pelo Pai Criador de tudo e de todos, visto as inúmeras contradições,e aberrações nela contidas.

Analisando incontáveis passagens lá mencionadas como ditas por Deus, podemos afirmar que nem mesmo podem ter sido ditadas por Espíritos Puros, ou esclarecidos e sim, por espíritos ignorantes e zombeteiros, bem distanciados da verdade e da luz.

Em O livro dos Espíritos, temos as informações dos Espíritos Superiores, sobre o assunto em pauta, onde aprendemos que ainda estamos em um mundo muito distanciado da perfeição, dessa forma não há necessidade de que o próprio Deus nos venha transmitir suas determinações, por dispor de incontáveis emissários celestes entre nós.

10. Pode o homem compreender a natureza íntima de Deus?

“Não; falta-lhe para isso o sentido.”

11. Será dado um dia ao homem compreender o mistério da Divindade?

“Quando não mais tiver o espírito obscurecido pela matéria. Quando, pela sua perfeição, se houver aproximado de Deus, ele o verá e compreenderá.”

A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. Na infância da Humanidade, o homem O confunde muitas vezes com a criatura, cujas imperfeições lhe atribui; mas, à medida que nele se desenvolve o senso moral, seu pensamento penetra melhor no âmago das coisas; então, faz idéia mais justa da Divindade e, ainda que sempre incompleta, mais conforme à sã razão. ³

Bibliografia:

1) II Timóteo 3
2) Diversas citações Bíblicas*
3) O Livro dos Espíritos, FEB 76 edição.

Francisco Rebouças

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Minha gratidão a alguém especial!!

MINHA MÃE

Minha mãe é alguém muito amada
Sol a clareal nossos caminhos,
Nossa amiga, nossa fada
Como é bom ser seu filhinho.

Neste dia especial que é todo seu
Queremos te dizer de coração
Que somos felizes ao teu lado todo dia
E que te agradecemos por tudo de montão.

Pedimos a Jesus, nosso guia nosso irmão
Que te concedas de forma centuplicada...
As alegrias que nos destes vida afora
Te sacrificando, para que não nos faltasse nada!

Francisco Rebouças

quinta-feira, 7 de maio de 2009

A humildade é componente indispensável!

Muitos médiuns na Seara espírita, de forma equivocada continuam a se julgarem indispensáveis nas tarefas da mediunidade nas instituições espíritas, onde alguns deles exigem posição de destaque, evidenciando a sua importância para as tarefas da casa espírita que freqüentam.

Esquecem esses companheiros, que as principais instruções dos Espíritos Superiores para que alguém obtenha relativo sucesso na empreitada a que se propõe na Seara de Jesus são justamente as que propiciem ao médium a maior discrição possível, e a maior vigilância para não ceder às tentações que o rodeiam.

Os Médiuns de grande conceito na área da mediunidade que conhecemos, primam justamente pelo zelo que cultivam em se distanciarem da fama e do exibicionismo pernicioso, pois, como pessoas que detêm o conhecimento da faculdade mediúnica, sabem perfeitamente que se não se mantiverem em sintonia afinada com os Bons Espíritos, estarão se candidatando ao envolvimento com espíritos de baixo teor vibratório, ou seja, estarão sendo manipulados por criaturas interesseiras, ignorantes e muitas vezes perversas, que os conduzirão ao abismo das dores e dos sofrimentos.

Por essa razão é que o espírita consciente, jamais se descuida do estudo acurado dos postulados espíritas, doutrina consoladora e esclarecedora, que vê na razão e no bom senso, os roteiros mais seguros a serem seguidos, por quem não pretende se deixar levar pela lábia envolvente de pseudo-sábios, ou de falsos profetas dos dois planos da vida, que tentarem influenciá-lo.
Em O Livro dos Médiuns, podemos destacar entre tantas, a informação sábia dos Emissárias da Espiritualidade Superior, que abaixo transcrevemos:

“227. Se o médium, do ponto de vista da execução, não passa de um instrumento, exerce, todavia, influência muito grande, sob o aspecto moral. Pois que, para se comunicar, o Espírito desencarnado se identifica com o Espírito do médium, esta identificação não se pode verificar, senão havendo, entre um e outro, simpatia e, se assim é lícito dizer-se, afinidade. A alma exerce sobre o Espírito livre uma espécie de atração, ou de repulsão, conforme o grau da semelhança existente entre eles. Ora, os bons têm afinidade com os bons e os maus com os maus, donde se segue que as qualidades morais do médium exercem influência capital sobre a natureza dos Espíritos que por ele se comunicam. Se o médium é vicioso, em torno dele se vêm grupar os Espíritos inferiores, sempre prontos a tomar o lugar aos bons Espíritos evocados. As qualidades que, de preferência, atraem os bons Espíritos são: a bondade, a benevolência, a simplicidade do coração, o amor do próximo, o desprendimento das coisas materiais. Os defeitos que os afastam são: o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à matéria.” 1

Que busquemos todos nós que nos dizemos seguidores do espiritismo, nas obras da codificação e nas demais de reconhecido conteúdo doutrinários os verdadeiros ensinamentos que precisamos ter para que cada vez mais e melhor nos candidatemos ao serviço na Seara de Jesus, certos de que a nossa responsabilidade pelas obras que efetivamente realizarmos nos esperarão com a devida retribuição em bênçãos ou desditas, mas cedo ou mais tarde, pois, a Justiça Divina nos convocará por intermédio da nossa própria consciência à prestação de contas das tarefas sob nossa responsabilidade, no concerto universal da melodia do amor e da paz que há de ser executada um dia em sua plenitude sublime por todos os corações evangelizados e moralizados regidos pelo próprio Jesus Cristo.
Fonte:
1) Livro dos Médiuns – FEB. 59, edição, item - 227.
Francisco Rebouças

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Jornal Correio Espírita

Caros amigos, já se encontra à venda nas bancas de todo o estado do Rio de Janeiro e em outras 7 capitais, a edição de maio do Jornal Correio Espírita, como sempre trazendo várias matérias de interesse de todos, e mantendo o mesmo padrão elevado de tratar dos assuntos à luz da doutrina espírita.

Leia entre outras as interessantes matérias: Livro Espírita, 30 milhões comemoram seu dia; Evolução e Educação; Filmes Espíritas serão financiados; Os Jovens e a Religião, entre muitas outras.

Não deixe de adquirir o seu exemplar, divulgue entre seus familiares e amigos, nas suas lista de contatos etc.

Vamos divulgar a doutrina espírita, fazendo a parte que nos cabe realizar para o esclarecimento e implantação do evangelho de Jesus no coração do homem, através da mensagem consoladora da doutrina espírita, contribuindo dessa forma para o esclarecimento da sociedade através da fé raciocinada que ela nos propõe.

Que Jesus nos guarde e nos inspire nas obras do bem, e, na implantação da paz, hoje e sempre!


Francisco Rebouças.

domingo, 3 de maio de 2009

Médiuns sim, úteis, talvez!

Todos nós somos médiuns, isto é, estamos em constante contato com os seres vivos da espiritualidade, influenciando-os e sendo por eles influenciados. Dessa forma, torna-se imprescindível saber de que forma poderemos tirar o melhor proveito dessa situação de intermediários entre os dois planos da vida que jamais cessa para o Ser, a partir do instante da sua criação.

Isto porque, somos esclarecidos através das obras da codificação do espiritismo, mais particularmente pelo contido em O Livro dos Médiuns, que esse contato se faz através da mediunidade de que somos portadores, uns em grau mais avançados, isto é, por serem portadores de uma mediunidade mais ostensiva, e outros em grau menos perceptível, em razão do desenvolvimento que cada um haja realizado nas diversas encarnações que tivemos ao longo dos séculos.

Faz-se necessário, portanto, que o interessado busque se empenhar no estudo sério e constante da doutrina espírita, para entender que por mais que estejamos preparados para o exercício decente da mediunidade, ainda assim, estaremos sujeitos a enganos e equívocos, pois, médium perfeito como muitos de nós nos julgamos, ainda estamos bem longe de ser.

“227. Se o médium, do ponto de vista da execução, não passa de um instrumento, exerce, todavia, influência muito grande, sob o aspecto moral. Pois que, para se comunicar, o Espírito desencarnado se identifica com o Espírito do médium, esta identificação não se pode verificar, senão havendo, entre um e outro, simpatia e, se assim é lícito dizer-se, afinidade. A alma exerce sobre o Espírito livre uma espécie de atração, ou de repulsão, conforme o grau da semelhança existente entre eles. Ora, os bons têm afinidade com os bons e os maus com os maus, donde se segue que as qualidades morais do médium exercem influência capital sobre a natureza dos Espíritos que por ele se comunicam. Se o médium é vicioso, em torno dele se vêm grupar os Espíritos inferiores, sempre prontos a tomar o lugar aos bons Espíritos evocados. As qualidades que, de preferência, atraem os bons Espíritos são: a bondade, a benevolência, a simplicidade do coração, o amor do próximo, o desprendimento das coisas materiais. Os defeitos que os afastam são: o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à matéria”. ¹

Precisamos atentar também para o fato de que, estagiamos na presente oportunidade em um planeta de provas e expiações, o que justifica a maior incidência da influência dos espíritos imperfeitos e ignorantes sobre seus habitantes, pois, o próprio planeta segue também como cada indivíduo aqui reencarnado, sua trajetória evolutiva, na escala dos mundos.

O espiritismo nos chama a atenção para que estejamos sempre em vigília, e em prece, pois, mesmo nos tornando médiuns simpáticos aos bons espíritos, não estaremos livres da influência e da ação maléfica e enganosa dos maus espíritos em nossos pensamentos, palavras e atos, conforme esclarecimentos que seguem.

10ª Se ele só com os bons Espíritos simpatiza, como permitem estes que seja enganado?

"Os bons Espíritos permitem, às vezes, que isso aconteça com os melhores médiuns, para lhes exercitar a ponderação e para lhes ensinar a discernir o verdadeiro do falso. Depois, por muito bom que seja, um médium jamais é tão perfeito, que não possa ser atacado por algum lado fraco. Isto lhe deve servir de lição. As falsas comunicações, que de tempos a tempos ele recebe, são avisos para que não se considere infalível e não se ensoberbeça. Porque, o médium que receba as coisas mais notáveis não tem que se gloriar disso, como não o tem o tocador de realejo que obtém belas árias movendo a manivela do seu instrumento."
²

Meditemos, pois, em todas as ações que praticamos no dia a dia de nossas vidas para observar se estamos sendo veículos do bem, na utilização de nossa mediunidade na Seara de Jesus, ou se ao contrário estamos sendo soldados a serviço da sombra, consolidando o império do mal em nossa sociedade.

Que Jesus nos guarde em sua paz, hoje e sempre.

Fonte:
1) O Livro dos Médiuns – FEB - Cap. XX item 227.

2) Idem, idem - Cap. XX item 10.

2) Grifos nossos.

Francisco Rebouças.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

MIGUEL TAVARES DE GOUVEIA

Muito obrigado, amigo Miguel!

O movimento espírita brasileiro, e, mais precisamente o fluminense, ficou desfalcado de mais um de seus maiores e mais completos trabalhadores, não só pelas realizações que empreendeu em todo o estado do Rio de Janeiro e fora dele, como seminários, palestras, e variadas formas de divulgação da doutrina espírita, mas também e principalmente pelo conteúdo de conhecimentos de que era, ou melhor, é possuidor.

Posso dizer de coração, sem qualquer sombra de dúvidas que muito poucas pessoas tiveram o privilégio de conhecer tão profundamente a doutrina espírita como Miguel Tavares de Gouveia, mesmo muitos dos consagrados autores que são endeusados pelo movimento espírita, não se equiparam a esse ícone do espiritismo, que viveu a vida física sem alardes, sem qualquer prurido em prol de angariar qualquer tipo de fama, seguiu sempre sua linha de conduta pautada na simplicidade, na honestidade e na decência tão desprezadas nas atitudes de muitos espíritas de nossos dias.

Entre suas diversas atividades na divulgação de nossa doutrina da forma mais fiel possível ao contido na codificação, destacam-se entre outras a excelente maneira como dirigiu o Departamento de Mediunidade da antiga USEERJ, onde realizou inúmeros trabalhos de treinamento voltado às tarefas da mediunidade nas casas espíritas do nosso estado, foi colaborador dedicado também na área doutrinária da antiga FEERJ, coisa que sabia fazer como poucos no mundo, devido ao cabedal de conhecimentos em profundidade de nossa doutrina espírita de que é possuidor, compilando diversas apostilas com fundamentos retirados das obras da codificação e das obras auxiliares de reconhecido conteúdo moral doutrinário, sobre variados assuntos de interesse da mediunidade, tais como: passes, atendimento fraterno, obsessões, reunião mediúnica dentre outras tantas, pelas quais é possível a quem assim desejar, uma adequada postura capaz de produzir os êxitos que se deseja alcançar em todas essas atividades espirituais nas casas espíritas, apostilas essas que muito têm sido utilizadas em instituições de todo o Brasil e em mais 25 outros países, por indicação de Divaldo Pereira Franco, dito pelo próprio Divaldo no Quitandinha em Petrópolis, quando da realização de um encontro que realizou naquela cidade serrana e do qual fui pessoalmente testemunha.

Não se deteve apenas na instituição a que mais se dedicou a UMEN – União da Mocidade Espírita de Niterói, onde foi presidente por muitos anos, sendo conhecido e respeitado por todos que o consideramos “Presidente de Honra” de nossa casa, mas também, a tantos quanto lhes solicitaram ajuda para implantação de tarefas na área da mediunidade e posso afirmar que não foram poucas, onde sempre se apresentou de boa vontade, prestando todo apoio que elas necessitavam, só se afastando quando a instituição já tinha capacidade de caminhar sem sua presença amiga.

Fundou em Itaipava o Grupo Espírita Bezerra de Menezes, levando para aquela cidade a primeira casa espírita, pois, até então, seus moradores eram obrigados a se deslocarem para Petrópolis se desejassem assistir a palestras e outras atividades espíritas, iniciativa essa tão feliz, que veio preencher o anseio daquela comunidade de ter em seus limites geográficos uma instituição espírita tornando-se então uma realidade para um número cada vez mais crescente de espíritas que a procuram.

Sua vida discreta e reta há de servir para nós outros, que tivemos o privilégio de conhecê-lo e com ele participar de estudos sérios e aprofundados durantes esses últimos 20 anos, nos quais conseguimos armazenar uma infinidade de informações e conteúdos desses estudos em que Miguel muito nos prestou esclarecimentos que jamais esqueceremos e que nos propiciou obter um conhecimento mais profundo da doutrina que esposamos.
Certo é que, se ficamos sem esse ícone em nossa esfera física, grande foi a festa pelo seu retorno à pátria espiritual, recebido pelos amigos discípulos de Jesus, como mais um trabalhador que retorna com suas obrigações cumpridas sem restrições, para receber o devido salário a que faz jus. Nós seus amigos, ficamos a rogar ao Mestre de Nazaré que o ilumine e guarde em sua doce paz, por todo o sempre.

Temos absoluta certeza, que onde quer que se encontre essa alma bondosa, estaremos sendo beneficiados por sua dedicação aos amigos para os quais sempre representou a mão amiga pelas quais aquele que precisasse poderia recorrer a qualquer hora.

Por tudo o que fez, pelos ensinos que ministrou com sabedoria e humildade, pelos exemplos de comportamento cristão que nos deixou, somos-te eternamente gratos, amigo Miguel.



Francisco Rebouças.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Nota de Falecimento!

Prezados amigos do movimento espírita do Estado do Rio de Janeiro, é com tristeza que cumpro o dever de comunicar a todos o falecimento do nosso querido amigo Miguel Tavares de Gouvea, conhecido trabalhador da U.M.E.N., e do movimento espírita de nosso estado, ocorrido hoje 28/04/09 por volta das 18 horas.
O Sepultamento será no Semitério "Parque da Colina" em Niterói, amanhã dia 29/04/09, às 15 horas.
Francisco Rebouças.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Estudando o Espiritismo

CAPÍTULO I
CARÁTER DA REVELAÇÃO ESPÍRITA
12. - O Espiritismo, dando-nos a conhecer o mundo invisível que nos cerca e no meio do qual vivíamos sem o suspeitarmos, assim como as leis que o regem, suas relações com o mundo visível, a natureza e o estado dos seres que o habitam e, por conseguinte, o destino do homem depois da morte, é uma verdadeira revelação, na acepção científica da palavra.

13. - Por sua natureza, a revelação espírita tem duplo caráter: participa ao mesmo tempo da revelação divina e da revelação científica. Participa da primeira, porque foi providencial o seu aparecimento e não o resultado da iniciativa, nem de um desígnio premeditado do homem; porque os pontos fundamentais da doutrina provêm do ensino que deram os Espíritos encarregados por Deus de esclarecer os homens acerca de coisas que eles ignoravam, que não podiam aprender por si mesmos e que lhes importa conhecer, hoje que estão aptos a compreendê-las. Participa da segunda, por não ser esse ensino privilégio de indivíduo algum, mas ministrado a todos do mesmo modo; por não serem os que o transmitem e os que o recebem seres passivos, dispensados do trabalho da observação e da pesquisa, por não renunciarem ao raciocínio e ao livre-arbítrio; porque não lhes é interdito o exame, mas, ao contrário, recomendado; enfim, porque a doutrina não foi ditada completa, nem imposta à crença cega; porque é deduzida, pelo trabalho do homem, da observação dos fatos que os Espíritos lhe põem sob os olhos e das instruções que lhe dão, instruções que ele estuda, comenta, compara, a fim de tirar ele próprio as ilações e aplicações. Numa palavra, o que caracteriza a revelação espírita é o ser divina a sua origem e da iniciativa dos Espíritos, sendo a sua elaboração fruto do trabalho do homem.

14. - Como meio de elaboração, o Espiritismo procede exatamente da mesma forma que as ciências positivas, aplicando o método experimental. Fatos novos se apresentam, que não podem ser explicados pelas leis conhecidas; ele os observa, compara, analisa e, remontando dos efeitos às causas, chega à lei que os rege; depois, deduz-lhes as conseqüências e busca as aplicações úteis. Não estabeleceu nenhuma teoria preconcebida; assim, não apresentou como hipóteses a existência e a intervenção dos Espíritos, nem o perispírito, nem a reencarnação, nem qualquer dos princípios da doutrina; concluiu pela existência dos Espíritos, quando essa existência ressaltou evidente da observação dos fatos, procedendo de igual maneira quanto aos outros princípios. Não foram os fatos que vieram a posteriori confirmar a teoria: a teoria é que veio subseqüentemente explicar e resumir os fatos. É, pois, rigorosamente exato dizer-se que o Espiritismo é uma ciência de observação e não produto da imaginação. As ciências só fizeram progressos importantes depois que seus estudos se basearam sobre o método experimental; até então, acreditou-se que esse método também só era aplicável à matéria, ao passo que o é também às coisas metafísicas.

15. - Citemos um exemplo. Passa-se no mundo dos Espíritos um fato muito singular, de que seguramente ninguém houvera suspeitado: o de haver Espíritos que se não consideram mortos. Pois bem, os Espíritos superiores, que conhecem perfeitamente esse fato, não vieram dizer antecipadamente: «Há Espíritos que julgam viver ainda a vida terrestre, que conservam seus gostos, costumes e instintos.» Provocaram a manifestação de Espíritos desta categoria para que os observássemos. Tendo-se visto Espíritos incertos quanto ao seu estado, ou afirmando ainda serem deste mundo, julgando-se aplicados às suas ocupações ordinárias, deduziu-se a regra. A multiplicidade de fatos análogos demonstrou que o caso não era excepcional, que constituía uma das fases da vida espírita; pode-se então estudar todas as variedades e as causas de tão singular ilusão, reconhecer que tal situação é sobretudo própria de Espíritos pouco adiantados moralmente e peculiar a certos gêneros de morte; que é temporária, podendo, todavia, durar semanas, meses e anos. Foi assim que a teoria nasceu da observação. O mesmo se deu com relação a todos os outros princípios da doutrina.

16. - Assim como a Ciência propriamente dita tem por objeto o estudo as leis do princípio material, o objeto especial do Espiritismo é o conhecimento das leis do principio espiritual. Ora, como este último principio é uma das forças da Natureza, a reagir incessantemente sobre o principio material e reciprocamente, segue-se que o conhecimento de um não pode estar completo sem o conhecimento do outro. O Espiritismo e a Ciência se completam reciprocamente; a Ciência, sem o Espiritismo, se acha na impossibilidade de explicar certos fenômenos só pelas leis da matéria; ao Espiritismo, sem a Ciência, faltariam apoio e comprovação. O estudo das leis da matéria tinha que preceder o da espiritualidade, porque a matéria é que primeiro fere os sentidos. Se o Espiritirsmo tivesse vindo antes das descobertas científicas, teria abortado, como tudo quanto surge antes do tempo.
Livro:
A Gênese - Cap. I, itens 12 a 16
Francisco Rebouças

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Filhos, responsabilidade nossa!

Uma das grandes responsabilidades que o ser humano recebe quando ainda no plano espiritual se prepara para mais uma etapa reencarnatória, está justamente a de aceitar a oportunidade de receber quando aqui estiver reencarnado, espíritos desequilibrados e carentes na qualidade de filhos, justamente para as necessárias orientações e os devidos carinhos de que se fizerem carentes, ajudando-os para o reajuste espiritual, pois, geralmente são espíritos com grandes necessidades e enormes dificuldades evolutivas.

A doutrina espírita nos oferece os ensinos ministrados pelos Espíritos Superiores que nos trouxeram os necessários esclarecimentos sobre o assunto, mostrando-nos a responsabilidade de todo aquele que recebe de Deus, a sublime tarefa da Paternidade e da Maternidade, e os benefícios ou malefícios de uma boa ou má criação desses seres entregues à nossa responsabilidade de pais.

"(...) Ó espíritas! compreendei agora o grande papel da Humanidade; compreendei que, quando produzis um corpo, a alma que nele encarna vem do espaço para progredir; inteirai-vos dos vossos deveres e ponde todo o vosso amor em aproximar de Deus essa alma; tal a missão que vos está confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a cumprirdes. Os vossos cuidados e a educação que lhe dareis auxiliarão o seu aperfeiçoamento e o seu bem estar futuro. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: Que fizestes do filho confiado à vossa guarda? Se por culpa Vossa ele se conservou atrasado, tereis como castigo vê-lo entre os Espíritos sofredores, quando de vós dependia que fosse ditoso. Então, vós mesmos, assediados de remorsos, pedireis vos seja concedido reparar a vossa falta; solicitareis, para vós e para ele, outra encarnação em que o cerqueis de melhores cuidados e em que ele, cheio de reconhecimento, vos retribuirá com o seu amor.

Não escorraceis, pois, a criancinha que repele sua mãe, nem a que vos paga com a ingratidão; não foi o acaso que a fez assim e que vo-la deu. Imperfeita intuição do passado se revela, do qual podeis deduzir que um ou outro já odiou muito, ou foi muito ofendido; que um ou outro veio para perdoar ou para expiar. Mães! abraçai o filho que vos dá desgostos e dizei convosco mesmas: Um de nós dois é culpado. Fazei-vos merecedoras dos gozos divinos que Deus conjugou à maternidade, ensinando aos vossos filhos que eles estão na Terra para se aperfeiçoar, amar e bendizer. Mas oh! muitas dentre vós, em vez de eliminar por meio da educação os maus princípios inatos de existências anteriores, entretêm e desenvolvem esses princípios, por uma culposa fraqueza, ou por descuido, e, mais tarde, o vosso coração, ulcerado pela ingratidão dos vossos filhos, será para vós, já nesta vida, um começo de expiação.

A tarefa não é tão difícil quanto vos possa parecer. Não exige o saber do mundo. Podem desempenhá-la assim o ignorante como o sábio, e o Espiritismo lhe facilita o desempenho, dando a conhecer a causa das imperfeições da alma humana.

Desde pequenina, a criança manifesta os instintos bons ou maus que traz da sua existência anterior. A estudá-los devem os pais aplicar-se. Todos os males se originam do egoísmo e do orgulho. Espreitem, pois, os pais os menores indícios reveladores do gérmen de tais vícios e cuidem de combatê-los, sem esperar que lancem raízes profundas. Façam como o bom jardineiro, que corta os rebentos defeituosos à medida que os vê apontar na árvore. Se deixarem se desenvolvam o egoísmo e o orgulho, não se espantem de serem mais tarde pagos com a ingratidão. Quando os pais hão feito tudo o que devem pelo adiantamento moral de seus filhos, se não alcançam êxito, não têm de que se inculpar a si mesmos e podem conservar tranqüila a consciência. A amargura muito natural que então lhes advém da improdutividade de seus esforços, Deus reserva grande e imensa consolação, na certeza de que se trata apenas de um retardamento, que concedido lhes será concluir noutra existência a obra agora começada e que um dia o filho ingrato os recompensará com seu amor. (Cap. XIII, nº 19.)

Deus não dá prova superior às forças daquele que a pede; só permite as que podem ser cumpridas. Se tal não sucede, não é que falte possibilidade: falta a vontade. Com efeito, quantos há que, em vez de resistirem aos maus pendores, se comprazem neles. A esses ficam reservados o pranto e os gemidos em existências posteriores. Admirai, no entanto, a bondade de Deus, que nunca fecha a porta ao arrependimento. Vem um dia em que ao culpado, cansado de sofrer, com o orgulho afinal abatido, Deus abre os braços para receber o filho pródigo que se lhe lança aos pés. As provas rudes, ouvi-me bem, são quase sempre indício de um fim de sofrimento e de um aperfeiçoamento do Espírito, quando aceitas com o pensamento em Deus. E um momento supremo, no qual, sobretudo, cumpre ao Espírito não falir murmurando, se não quiser perder o fruto de tais provas e ter de recomeçar. Em vez de vos queixardes, agradecei a Deus o ensejo que vos proporciona de vencerdes, a fim de vos deferir o prêmio da vitória. Então, saindo do turbilhão do mundo terrestre, quando entrardes no mundo dos Espíritos, sereis aí aclamados como o soldado que sai triunfante da refrega". ¹

Cabe-nos, portanto, seguir as sábias orientações dos mensageiros celestes, e nos empenhar na nobre tarefa de encaminhar os nossos filhos para o crescimento e desenvolvimento das virtudes de que são portadores, enfrentando a tarefa da paternidade e da maternidade com responsabilidade, carinho e amor, certos de que Deus nos dará o justo salário ao final da obra que realizarmos sob suas bênçãos e a colaboração dos Espíritos Superiores.

Fonte:
1)E.S.E.- Cap.XIV, item 9.
2) Grifos nossos.

Francisco Rebouças.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Aproveitemos o hoje com sabedoria!

O Passado se foi, do futuro nada sabemos, por essa razão, hoje é o dia mais importante a ser vivido! E, foi por essa razão que a Soberana Sabedoria do Universo nos beneficiou com a benção do esquecimento das nossas ações do passado quase sempre desditosas, equivocadas e negativas, que só nos trariam enormes embaraços diante dos que nos estão à volta em mais esta oportunidade reencarnatória.

Sem o lenitivo benéfico que o esquecimento nos propicia, estaríamos com as perfeitas lembranças do mal que fizemos ou dos sofrimentos que nos causaram; dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos, situação essa que nos deixaria profundamente desequilibrados sem qualquer condição de tê-los como familiares, amigos, etc. etc.

Isto porque como nos aclara a doutrina espírita, é através da reencarnação que nos relacionamos novamente com aqueles a quem tivemos por amigos ou inimigos do passado que hoje podem estar em nossa família como nossos pais, irmãos, filhos, amigos etc., em sublime oportunidade para que nos reconciliemos, pois, somos filhos do mesmo Pai, conseqüentemente irmãos em Deus.

Dessa forma, precisamos entender que tudo o que nos acontece na presente encarnação e que aparentemente nada fizemos por merecer, nesta oportunidade, tem uma causa anterior, isto é, são dívidas contraídas perante a Lei Maior de amor e caridade, pois, sendo Deus soberanamente bom e justo, impossível é que um filho seu possa ser injustiçado, pagar por aquilo que não deve, daí, se concluir que alguém que tem um filho ou um pai, ou qualquer outro familiar ou não, como entrave em sua vida, é que algo o prende a essa criatura por força das Leis que regem os destinos das criaturas tão bem resumidas por Jesus em: “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”.

São as famílias, dádivas importantíssimas para a aproximação dos desafetos de outrora, onde podemos auxiliar e perdoar os que nos devem, ao mesmo tempo em que podemos também ser perdoados e auxiliados por aqueles a quem devemos, reatando os vínculos interrompidos por desavenças e incompreensões causadas pela ignorância que nos mantinha escravos do egoísmo e do orgulho, causadores de nossas infelicidades e dores.

Através da reencarnação Deus nos proporciona as necessárias oportunidades de que carecemos para a devida reparação dos equívocos de ontem, para que através do esforço no trabalho de burilamento individual, também podermos dar nossa parcela de contribuição para o progresso e crescimento do bem e da paz entre os homens, contribuindo dessa forma com nossa participação pequena mais necessária e imprescindível na tarefa de elevação moral espiritual nossa e do nosso planeta.

Precisamos cumprir o plano que traçamos com a ajuda dos amigos celestes, quando da nossa vinda para o plano da matéria, pois, todos nós ao reencarnarmos, trazemos um "planejamento de vida", no qual nos comprometemos a cumprir à risca os nossos compromissos assumidos perante a espiritualidade, e diante da necessidade de pacificação de nossa consciência atormentada, que tanto nos incomoda, e que nos cobra a urgente reparação do mal e a devida disposição de servir de instrumento do bem e da paz, como discípulos sinceros e operosos do Mestre de Nazaré.


Francisco Rebouças.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

ENTREVISTA

FRANCISCO REBOUÇAS – ESPIRITISTA, APRESENTA A ENTREVISTA CONCEDIDA COM EXCLUSIVIDADE POR GORETE NEWTON, DEDICADA TRABALHADORA DA SEARA ESPÍRITA NA SUIÇA.

Entrevista:

FR : Prezada Gorete Newton, como aconteceu o seu encontro com a doutrina espírita?
R: Foi no ano de 1985, na cidade de Salvador, Bahia, Brasil. Eu passava por profundos transtornos psicológicos que me levaram a obsessão avassaladora. Uma longa história...
Certo dia minha mãe me levou (na marra) para um centro espíritta, o Caminho da redenção, onde conheci Divaldo Pereira Franco, e em menos de 24 horas fiquei curada.

FR: Qual a casa espírita que você freqüenta hoje?
R: Hoje, sou presidente e fundadora do CEEAK – Centro de estudos espíritas Allan Kardec em Winterthur, Kantão de Zurique, na Suíça.
FR: Como e porque aconteceu sua ida para Suíça?
R: A empresa onde meu marido trabalho o transferiu do Brasil para o México e do México para a Suíça.
FR: Que funções você exerce na atualidade no movimento espírita?
R: Nos últimos 4 anos, até o dia 22 de março deste ano, presidi a UCESS – União de Centros de Estudos espíritas na Suíça. Sou atualmente presidente de 3 associações, O CEEAK – Centros de Estudos espíritas Allan Kardec, a EDICEI Suisse que é a primeira Secção editorial internacional do CEI, conselho espírita internacional (A EDICEI Suisse foi fundada pelo CEI para beneficiar os Centros espíritas através da edição de obras em lingua alemã assim como distribuir os livros que são editados pela FEB e EDICEI), e também sou presidente do LICHTVERLAG (Editora Luz, que é responsável em editar nossos livros).
FR: Como começou sua ligação com o CEEAK - Centro de Estudos Espíritas Allan Kardec?
R: Desde 1992 quando cheguei em Winterthur comecei a freqüentar um grupo de estudos na casa de uma amiga em Zurique, a Senhora Suzana da Silva Maia, que era diplomata. Quando ela percebeu que iria ter que se transferir para outro país decidiu, muito sabiamente fundar um centro espírita para que o grupo não morresse quando ela fosse embora. Ela encontrou um pequeno porão, alugou com a ajuda de alguns de nós e oficialisou a AFFA, Associação filosófica espírita Francisco de Assis. Quando ela decidiu mudar-se para Trinidad Tobago me convidou para ser Diretora de assuntos filosóficos do centro ao que aceitei profundamente emocionada. Trabalhei na AFFA até 1998 quando fiquei grávida do meu terceiro filho. A AFFA já se encontrava consolidada e tínhamos já muitos trabalhadores de confiança e aptos a seguir com o trabalho, foi quando decidi fundar o CEEAK em Winterthur, cidade onde sempre residi.
FR: Como está o movimento espírita na Suíça?
R: Somos 9 centros espíritas dos quais 8 se encontram congregados em nossa União, UCESS. O movimento é lento, mas sólido e bem estruturado.
FR: Em que outros países da Europa você vê o espiritismo em crescimento?
R: O trabalho espírita na Europa será crescente proporcionalmente às publicações que venham a ser feitas nas linguas de cada país. O movimento em Portugal é grande, pois é enorme a gama de informações e literatura, assim como na Espanha. Depois vem a França e em seqüencia a Alemanha e a Suíça. Nos outros países ainda é um trabalho muito mais hercúleo, exigindo corajosos e abnegados irmãos que não se deixam desestimular pelas dificuldades. Mas mesmo com toda a dificuldade o movimento é crescente. E com o início das atividades do CEI tudo foi se solidificando pois temos a oportunidade de nos encontrarmos e trocar experiências, uns incentivando os outros.
FR: Qual a maior dificuldade de praticar o espiritismo fora do Brasil?
R: Somos sementes espalhadas ao vento, Jesus nos sopra, e caimos em terras diferentes. Às vezes encontramos um canto fértil que nos possibilita brotar. Às vezes caímos sobre pedras e não desistimos, buscamos as brechas onde possamos removê-las, mas brotamos!
A maior barreira é a literatura nas linguas nativas, mas como é necessário adubar a terra Jesus envia Brasileiros que mesmo sem literatura para o povo de alguns países, não se deixam abater e estudam entre si, arando a terra que se tornará fertil um dia, e as sementes em muitos pontos serão plantadas pelos filhos que sairão destes trabalhos feitos entre nós mesmos. Não acho que haja dificuldade em praticar o espiritismo, há dificuldade em vencermos a nós mesmos.

FR: Existem muitas divergências em termos de interpretação da mensagem espírita, em sua opinião porque isso ocorre se os ensinamentos espíritas são tão claros?
R: Sobre as divergências elas ocorrem mais pelas falhas dos que disseminam a doutrina do que pela interpretação da doutrina como um todo. A doutrina espírita é muito clara nas obras básicas, mas nós já temos uma experiência de 150 anos que nos levou a criar novos critérios, principalmente em relação à parte prática, com o auxílio da literatura complementar enviada pelos espíritos. Aí o que interfere é o EGO de cada um, e a falta de ponderação. Somos sempre os mesmo... cada um ainda quer ser dono da verdade e se esquece de abrir mão de pontos de vista pessoais em prol de uma difusão equilibrada e harmônica.
Acho que se evitássemos polêmicas e discussões infrutíferas avançaríamos mais. Muitos que polemizam o tempo todo, gritando para cima e pra baixo deveriam calar-se, para o bem da obra.

FR: Existem muitos grupos de estudos da doutrina espírita na Suíça?
R: Já respondi acima. Somos 9 Grupos.
FR: O Suíço está aceitando bem os postulados de nossa doutrina, ou o movimento espírita na Suíça ainda é constituído quase que exclusivamente por brasileiros aí radicados?
R: A escola preparada para a difusão do espiritismo no mundo é o Brasil. Nós, ex-europeus, ex-americanos, ex-asiáticos etc... renascemos lá para darmos continuidade ao nosso compromisso com Jesus, de absorver na prática, como encarnados, através da convivência com um dos povos mais amorosos e tolerantes do mundo, os arroubos do desprendimento e da abnegação, que vivenciamos a cada dia em nossa encarnação nos dias vividos no Brasil. Lá que tivemos contato com a fé singela e inquebrantável em Deus, com a alegria que muitas vezes brilha nos rostos da miséria. Tudo isso, teríamos que levar em nossa mala existencial, para que a Doutrina espírita entre não só no raciocínio dos povos, mas também em seus corações sedentos de fé e amor.
FR: Quais foram as maiores conquistas de sua dedicação ao movimento espírita ?
R: Muitas me encheram o coração de alegrais que não se podem descrever. Mas a primeira foi ver um suíço, que não fala uma palavra de portugues, mas é casado com uma brasileira, fazer sua primeira palestra em nosso centro, em alemão, ele é um doce de criatura, cientista, e foi o primeiro suíço de fala alemã a fazer uma palestra em nosso centro. Tínhamos até então a contribuição valoroza de nossa irmã Edith Burkhard, mas ela viveu e estudou no Brasil, é diferente, mas ele o Urs não, ele começou estudando com ela e realizou um sonho que eu acalentei por muitos anos. Depois veio mais! Nosso segundo encontro espírita na Suíça, foi aberto pela palestra de Oliver Sprenger, que nem mulher brasileira tem! Ele subiu no púlpito e começou a falar: Nós espíritas na Suíça... eu me debulhei e orei a Jesus em agradecimento pelo que ouvia.
Mas a mais linda foi ver uma de nossas filhas, que era uma criança quando chegamos e hoje está com 23 anos, a Luciana Camenisch, fazer sua primeira palestra com o tema o Suicídio na visão espírita, em alemão.
Tudo isso significa que a semente plantada, já começa a eclodir, e minha alma se alegra. Se amanhã eu faltar, irei em paz, pois cumpri o meu dever. Com a ajuda de abnegados irmãos que trabalham incansávelmente ao meu lado.

FR: Quais são os maiores desafios a conquistar?
R: Publicar livros na lingua alemã. É o maior de todos.
FR: O que você diria a quem lhe pedisse orientação de obras para iniciar no conhecimento do espiritismo?
R: Leiam as obras de Kardec, primeiro o livro dos espíritos, depois o evangelho e depois os outros. Leiam as obras de André Luiz e Emmanuel, e iluminem-se com Joanna de Angelis também, para que possam saber depois distinguir o que é espiritismo do que não é.

FR: O aborto continua sendo o assunto mais discutido no meio espírita no momento, de que maneira nós espíritas podemos contribuir para evitar esse crime?
R: Este é um grande problema da humanidade. Nós só temos uma saída, educar para amar. Tudo começa em casa. As leis humanas são falhas, mas a educação de nossos filhos é a maior contribuição que podemos dar para que estes crimes parem de acontecer. Muitos de nossos filhos serão apoio para seus amigos e amigas, e quem sabe salvarão vidas com poucas palavras. Instruamos na casa espírita a criança e o Jovem, pois somente eles poderão mudar o mundo através dos próprios atos.
FR: Porque nos dias de hoje, 2009 anos após Jesus nos trazer suas mensagens de amor e respeito ao próximo, o ser humano ainda não pratica seus ensinamentos?
R: Porque a Natureza não dá saltos e porque estamos falhando na educação de nossos filhos. Queremos que eles sejam exitosos alunos das escolas para terem um bom emprego, ou serem ricos para poder comprar tudo. Mas esquecemos de ensinar o amor a Deus, a necessidade de lutarmos contra o egoísmo e contra o orgulho. E o pior, muitos ensinamos com palavras mas desensinamos com os próprios atos. O exemplo é tudo!
FR: Quais seus projetos para o futuro?
R: Aprender a amar o meu próximo como a mim mesma. E tentar trazer mais livros em lingua alemã para a Europa.
FR: Amiga, quero agradecê-la de coração, pela maneira tão gentil com que você nos tem enviado as notícias do movimento espírita aí na Suíça e na Europa como um todo.
R: Eu é quem agradeço de coração a oportunidade de responder à esta entrevista.
FR: Gorete Newton, estamos desde há muito, apoiando a campanhaOnde estão as crianças filhas de pais espíritas? Vamos evangelizar os "pequeninos"? Que visa o incentivo da evangelização infantil no Estado do Rio de Janeiro, e, temos recebido muitas informações do Brasil todo de que muitas casas espíritas que não tinham esse trabalho começaram a partir de nosso incentivo. Existe esse trabalho de evangelização da infância e juventude aí na Suíça?
R: Graças a uma alma dedicada, chamada Arlete Länzlinger, temos um belo trabalho sendo desenvolvido em nosso centro, mas outros centros também já tem evangelização, sobressaindo-se o ESTESIA de Berna que tem já há muitos anos um belo trabalho com os jóvens.
FR: Os amigos suíços, levam os filhos aos centros?
R: Sim, temos muitas crianças e jóvens.
FR: Gorete Newton, o que você gostaria de ter respondido e que não te perguntei?
R: Acho que não me perguntaria mais nada. Obrigada por tudo.
FR: Prezada amiga, estaremos sempre à disposição para colaborar na divulgação do que for necessário em prol do crescimento da doutrina espírita, fique à vontade para nos contatar sempre que desejar.
R: Ao que agradeço profundamente e me coloco à disposição para o que esteja a meu alcance.
FR: Para encerrar, gostaria que você deixasse registrada sua mensagem a toda família espírita brasileira, através do nosso Blog espírita.
R: Sejamos pais, sejamos mães. Paremos para olhar o que nossos filhos nos querem dizer. Olhemos nossos filhos nos olhos quando eles falam conosco. Prestemos atenção para sermos verdadeiros amigos de nossos filhos. Educar exige observação, dedicação e abnegação, mas também energia e coragem para as horas em que tenhamos que colocar limites. Sejamos firmes, mas nunca cruéis. Sejamos amor mas nunca permissivos por comodidade. Eduquemos nossos filhos para que se tornem homens de bem, como prega o evangelho segundo o espiritismo, e não pessoas que tenham que, a todo custo, serem melhores que as outras. Eduquemos nossos filhos para serem honestos e se envergonhar dos que roubam e prejudicam a sociedade, mas nunca os eduquemos para que desprezem ou se vinguem. Eduquemos nossos filhos para serem amigos de todos sem distinção, para que não venhamos a ser surpreendidos pelos crimes cometidos por jovens que estamos presenciando todos os dias. O desprezo gera o criminoso.
Tudo isso depende de como nós, pais, mesmos somos.
Sejamos exemplos de homens de bem, pois nossos filhos o serão também.

FR: Agradecemos a Gorete Newton, pela gentileza em atender á nossa solicitação para esta entrevista, e rogamos ao Mestre de Nazaré que a guarde em sua paz, hoje e sempre.
Muito obrigada pela oportunidade desta troca. Que Jesus nos cuide a todos.
Saudações fraternais desde Nova Iorque onde me encontro respondendo esta entrevista.
Abraço a todos os irmãos de ideal espírita rogando para que nos incluam em suas preces.
Carinhosamente,
Gorete Newton


Francisco Rebouças.

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

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Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Glória a Kardec

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

De Kardec aos dias de hoje

Muitas Vidas

Divaldo Franco

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Chico Xavier

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel