“O homem que julga infalível a sua razão está bem perto do erro. Mesmo aqueles, cujas ideias são as mais falsas, se apóiam na sua própria razão e é por isso que rejeitam tudo o que lhes parece impossível.” Fonte: O Livro dos Espíritos, introdução VII.

Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).

“Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.”Thiago,3/17

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” João – 15:7

Falar e Fazer

Em se tratando de reforma íntima: “Fácil é dizer como se faz. Difícil é fazer como se diz.” Precisamos fazer mais e dizer menos. Francisco Rebouças.

quinta-feira, 26 de março de 2020

NINGUÉM VIVE PARA SI

"Porque nenhum de nós vive para si..." - Paulo. ROMANOS, 14:7

A árvore que plantas produzirá não somente para a tua fome, mas para socorrer as necessidades de muitos.
A luz que acendes clareará o caminho não apenas para os teus pés, mas igualmente para os viajores que seguem ao teu lado.
Assim como o fio de água influencia a terra por onde passa, as tuas decisões inspiram as decisões alheias.
Milhares de olhos observam-te os passos, milhares de ouvidos escutam-te a voz e milhares de corações recebem-te os estímulos para o bem ou para o mal.
“Ninguém vive para si...” - assevera-nos Divina Mensagem.
Queiramos ou não, é da Lei que nossa existência pertença às existências que nos rodeiam.
Vivemos para nossos familiares, nossos amigos nossos ideais...
Ainda mesmo o usurário exclusivista, que se julga sem ninguém, está vivendo para o ouro ou para as utilidades que restituirá a outras vidas superiores ou inferiores para as quais a morte lhe arrebatará o tesouro.
Compreendendo semelhante realidade, observa o teu próprio caminho.
Sentindo, pensas.
Pensando, realizas.
E tudo aquilo que constitui tuas obras, através das intenções, das palavras e dos atos, representará influência de tua alma, auxiliando-te a libertação para glória da luz ou agravando-te o cativeiro para sofrimento nas sombras.
Vigia, pois, o teu mundo intimo e faze o bem que puderes, ainda hoje, porquanto, segundo a sábia conceituação do Apóstolo Paulo, "ninguém vive para si".

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel.

Francisco Rebouças

sexta-feira, 20 de março de 2020

E.S.E. - CAPÍTULO XIX - A FÉ TRANSPORTA MONTANHAS

Poder da fé
2.No sentido próprio, é certo que a confiança nas suas próprias forças toma o homem capaz de executar coisas materiais, que não consegue fazer quem duvida de si. Aqui porém unicamente no sentido moral se devem entender essas palavras. As montanhas que a fé desloca são as dificuldades, as resistências, a má-vontade, em suma, com que se depara da parte dos homens, ainda quando se trate das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo e as paixões orgulhosas são outras tantas montanhas que barram o caminho a quem trabalha pelo progresso da Humanidade. A fé robusta dá a perseverança, a energia e os recursos que fazem se vençam os obstáculos, assim nas pequenas coisas, que nas grandes. Da fé vacilante resultam a incerteza e a hesitação de que se aproveitam os adversários que se têm de combater; essa fé não procura os meios de vencer, porque não acredita que possa vencer.
3. Noutra acepção, entende-se como fé a confiança que se tem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios de chegar lá, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta segurança. Num como noutro caso, pode ela dar lugar a que se executem grandes coisas.
A fé sincera e verdadeira é sempre calma; faculta a paciência que sabe esperar, porque, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao objetivo visado. A fé vacilante sente a sua própria fraqueza; quando a estimula o interesse, toma-se furibunda e julga suprir, com a violência, a força que lhe falece. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança; a violência, ao contrário, denota fraqueza e dúvida de si mesmo.
4. Cumpre não confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se conjuga à humildade; aquele que a possui deposita mais confiança em Deus do que em si próprio, por saber que, simples instrumento da vontade divina, nada pode sem Deus. Por essa razão é que os bons Espíritos lhe vêm em auxílio. A presunção é menos fé do que orgulho, e o orgulho é sempre castigado, cedo ou tarde, pela decepção e pelos malogros que lhe são infligidos.
5. O poder da fé se demonstra, de modo direto e especial, na ação magnética; por seu intermédio, o homem atua sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e lhe dá uma impulsão por assim dizer irresistível. Daí decorre que aquele que a um grande poder fluídico normal junta ardente fé, pode, só pela força da sua vontade dirigida para o bem, operar esses singulares fenômenos de cura e outros, tidos antigamente por prodígios, mas que
não passam de efeito de uma lei natural. Tal o motivo por que Jesus disse a seus apóstolos: se não o curastes, foi porque não tínheis fé.
Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo
CAPÍTULO XIX - A FÉ TRANSPORTA MONTANHAS

Na rota da doutrina

“Dá conta de tua administração.”– Jesus. (Lucas, 16:2.)
Aprendemos na Doutrina Espírita que o Centro Espírita é a casa de todos os espíritas sinceros do serviço cristão, e que, por isso mesmo, precisamos atentar para certas atitudes que é preciso vivenciar nos redutos de nossas instituições.
Ainda nos dias de hoje, constatamos algumas ações equivocadas na forma de interpretar, corretamente, as diversas funções que desempenhamos em nossas instituições quando temos contrariados nossos pontos de vista, e aborrecidos passamos a nos comportar como “donos” dos Centros que administramos, deixando bem claro aos antagonistas o velho chavão: “Aqui quem manda sou eu, pois fui eu quem fundou esta casa”.
Atitudes desse tipo não deveriam mais existir em nosso meio e, por essa razão, precisamos meditar com todo cuidado no assunto a fim de entendermos que procedimentos como este, contraria tudo aquilo que a Doutrina Espírita nos preceitua e, como espíritas que nos dizemos ser, precisamos vivenciá-la em seus fundamentos de respeito, caridade e fraternidade uns para com os outros.
É importante combater nossas más inclinações, geradas pelo orgulho que não nos permitem aceitar que alguém possa ter opiniões diferentes da nossa, como se fossemos os donos da verdade e nos deixamos dominar por sentimentos negativos, de um personalismo doentio.
Sem sombra de dúvidas a iniciativa altruísta cristã de construir ou fundar um Centro é elogiável, o que não concordamos, é com a clara ideia de posse, externando o sentimento mesquinho de proprietário da Instituição, como se a Espiritualidade Superior fosse de “nossa exclusividade”.
Em qualquer situação em que somos solicitados a esclarecer algo considerado pelos demais membros como estranhos aos trabalhos orientados pelo conteúdo da Codificação Espírita, apelamos para a condição de “donos do Centro” e, por esse motivo, nossas opiniões devem ser acatadas, e acrescentamos: “quem não estiver satisfeito, que procure outra Casa Espírita”.
Um Grupo Espírita é um templo aberto à prática da Doutrina Espírita, não se resumindo em simples propriedade particular; uma Casa Espírita é, antes de tudo, um complexo educacional onde deve ser ensinados – o amor e o respeito ao semelhante; um complexo hospitalar, onde muitas almas são esclarecidas e atendidas em suas necessidades; uma oficina de trabalho redentor que tem como responsáveis os emissários do Mundo Maior que, com muito amor e responsabilidade trabalham para o Cristo.
Um trabalhador da Seara Espírita, seja quem for, ocupe o cargo que ocupar, deve manter o sentimento elevado, de um verdadeiro seguidor do Cristo, que afirmou: “o maior entre todos é aquele que melhor servir ao seu semelhante”.
Precisa acima de tudo manter o sincero desejo de servir à causa do bem, com desprendimento e humildade, como nos ensina Emmanuel, no livro Vinha de Luz, Cap. 59; “Se desejas penetrar, efetivamente, o templo da verdade e da fé viva, da paz e do amor, com Jesus, não olvides as plataformas do Evangelho Redentor!”.
Que a mensagem de Jesus nos dirija os pensamentos, palavras e atos, e nos beneficie com a alegria da união de propósitos de: “amar e servir” cada vez mais e melhor.
Francisco Rebouças

terça-feira, 17 de março de 2020

Flagelos!!

Vamos Recordar o que os Espíritos nos falam sobre os flagelos?


739. Têm os flagelos destruidores utilidade, do ponto de vista físico, não obstante os males que ocasionam?
“Têm. Muitas vezes mudam as condições de uma região. Mas, o bem que deles resulta só as gerações vindouras o experimentam.”
740. Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por porem-no a braços com as mais aflitivas necessidades?
“Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo.”
741. Dado é ao homem conjurar os flagelos que o afligem?
Em parte, é; não, porém, como geralmente o entendem. Muitos flagelos resultam da imprevidência do homem. À medida que adquire conhecimentos e experiência, ele os vai podendo conjurar, isto é, prevenir, se lhes sabe pesquisar as causas. Contudo, entre os males que afligem a Humanidade, alguns há de caráter geral, que estão nos decretos da Providência e dos quais cada indivíduo recebe, mais ou menos, o contragolpe. A esses nada pode o homem opor, a não ser sua submissão à vontade de Deus. Esses mesmos males, entretanto, ele muitas vezes os agrava pela sua negligência.”
Na primeira linha dos flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais às produções da terra. Não tem, porém, o homem encontrado na Ciência, nas obras de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, meios de impedir, ou, quando menos, de atenuar muitos desastres? Certas regiões, outrora assoladas por terríveis flagelos, não estão hoje preservadas deles? Que não fará, portanto, o homem pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar-se de todos os recursos da sua inteligência e quando aos cuidados da sua conservação pessoal, souber aliar o sentimento de verdadeira caridade para com os seus semelhantes?

Fonte: O Livro dos Espíritos – FEB. 76ª edição.

OREMOS AGINDO

Vigiai e orai para que não entreis em tentação... - Jesus. (Marcos, 14:38.)


Diante da prova, orar, envidando meios de transformá-la em experiência benéfica.

Diante da penúria,orar, desenvolvendo serviço que a desfaça.

Diante da ignorância, orar, acendendo luz que lhe dissipe a sombra.

Diante da enfermidade, orar, procurando medicação que lhe afaste os prejuízos.

Diante do desastre, orar, empreendendo ações que lhe anulem os efeitos.

Diante da dificuldade, orar, aproveitando a lição dos obstáculos de modo a evitá-los futuramente.

Diante do sofrimento, orar, construindo caminhos para a devida libertação.

Diante da discórdia, orar, edificando recursos para o estabelecimento da paz.

Orar sempre, mas agir cada vez mais para que se realize o melhor.

Disse-nos o Senhor: vigiai e orai para que não entreis em tentação... e, realmente, acima de tudo vigiam e oram aqueles que ativamente se esforçam para que, em tudo, se faça o bem que nos cabe fazer.

Livro: Benção de Paz
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

Somos viajores na estrada da evolução...


É importante estar sempre atentos para o fato de que tanto nós os espíritos encarnados quanto os nossos irmãos desencarnados, estamos em trabalho incessante no intuito de atingir os objetivos da própria evolução, conforme nos esclarece a Doutrina Espírita.
Urge entender que precisamos funcionar como uma equipe entrosada e dedicada, em busca do mesmo objetivo que é o desenvolvimento e fortalecimento do bem geral na Terra.
Cada um de nós tarefeiros está situado no lugar certo, onde melhor poderemos cooperar para o êxito desse nobre e imprescindível empreendimento.

Francisco Rebouças.

segunda-feira, 16 de março de 2020

ANTE OS PEQUENINOS

A criança é uma edificação espiritual dos responsáveis por ela.
Não existe criança - nem uma só - que não solicite amor e auxílio, educação e entendimento.
Cada pequenino, conquanto seja, via de regra, um espírito adulto, traz o cérebro extremamente sensível pelo fato de estar reiniciando o trabalho da reencarnação, tornando-se, por isso mesmo, um observador rigorista de tudo o que você fala ou faz.
A mente infantil dar-nos-á de volta, no futuro, tudo aquilo que lhe dermos agora.
Toda criança é um mundo espiritual em construção ou reconstrução, solicitando material digno a fim de consolidar-se.
Ajude os meninos de hoje a pensar com acerto dialogando com eles, dentro das normas do respeito e sinceridade que você espera dos outros em relação a você.
A criança é um capítulo especial no livro do seu dia-a-dia.
Não tente transfigurar seus filhinhos em bibelôs, apaixonadamente guardados, porque são eles espíritos eternos, como acontece a nós, e chegará o dia em que despedaçarão perante você mesmo quaisquer amarras de ilusão.
Se você encontra algum pirralho de maneiras desabridas ou de formação inconveniente, não estabeleça censura, reconhecendo que o serviço de reeducação dele, na
essência, pertence aos pais ou aos responsáveis e não a você.
Se veio a sofrer algum prejuízo em casa, por depredações de pequeninos travessos, esqueça isso, refletindo no amor e na consideração que você deve aos adultos que respondem por eles.

Livro: Sinal Verde
Chico Xavier/André Luiz

Francisco Rebouças

domingo, 15 de março de 2020

SOCORRO E SOLUÇÃO

Aflições, crises, provas, tentações!...
Quantas vezes terás procurado sofregamente o primeiro e seguro passo para sair delas!
Entretanto, uma alavanca mental existe, capaz de soerguer-te de qualquer prostração, desde que te disponhas a manejá-la.

Antes de tudo, porém, é forçoso te desvencilhes de qualquer pensamento de derrotismo e inconformidade.
Não importa hajas atravessado penosos desenganos, onde se te concentravam todas as esperanças...
Não importa te vejas à margem dos melhores amigos, de espírito relegado à incompreensão...
Não importa que ciclones de sofrimentos te hajam varrido os escaninhos da alma, arrebatando-te temporariamente o incentivo de trabalho e a alegria de viver...
Não importa estejas sob as conseqüências amargas dos erros cometidos...
Não importa que a maioria te menospreze as opiniões, lançando-te ao descrédito...
Não importa que a injúria te haja situado na faixa do desencanto...
Não importa que altos prejuízos te imponham espinhosos recomeços...
Não importa que dificuldades inúmeras se acumulem ao redor de teus passos, impelindo-te o coração a complicados labirintos...

Importa que te levantes em espírito, que aceites o impositivo do próprio reajuste para o equilíbrio perfeito, que te esqueças do mal, consagrando-te ao serviço do bem, e que abençoes todas as circunstâncias da vida... Feito isso, por mais escabroso que seja o problema ou mais dolorosa a provação, se acionas a alavanca da fé viva no Sábio e Amoroso Poder que dirige o Universo, perceberás, de inesperado, que Deus te oferece socorro e solução.

Livro: Mãos Unidas
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças 

sexta-feira, 13 de março de 2020

A Mediunidade é uma bênção!


O Espírito André Luiz a quem tanto temos agradecido pelos inúmeros ensinamentos trazidos ao nosso conhecimento em suas diversas obras, representa para o movimento espírita um confiável e excelente Repórter da Pátria Espiritual.

Cuidou de enviar aos verdadeiros interessados pelos esclarecimentos doutrinários, através do médium Chico Xavier, as experiências vivenciadas por ele, ao lado dos benfeitores amigos encarregados pelas diversas tarefas existentes no mundo espiritual, até então pouco conhecidas por nós aprendizes da doutrina espírita.

Inúmeras são informações, que não há entre os que se dedicam com responsabilidade ao estudo sério e aprofundado de nossa doutrina, quem não reconheça como importantes e esclarecedoras as experiências, presenciadas e narradas nos mínimos detalhes, por essa nobre alma.

“Saibamos, assim, cultivar a educação, aprimorando-nos cada dia.
Médiuns somos todos nós, nas linhas de atividade em que nos situamos.
A força psíquica, nesse ou naquele teor de expressão, é peculiar a todos os seres, mas não existe aperfeiçoamento mediúnico sem acrisolamento da individualidade.
É contraproducente intensificar a movimentação da energia sem disciplinar-hes os impulsos.
É perigoso possuir sem saber usar.
O espelho sepultado na lama não reflete o esplendor do Sol.
O lago agitado não retrata a imagem da estrela que jaz no infinito.
Elevemos nosso padrão de conhecimento pelo estudo bem conduzido e apuremos a qualidade de nossa emoção pelo exercício constante das virtudes superiores, se nos propomos recolher a mensagem das Grandes Almas.
Mediunidade não basta só por si.
É imprescindível saber que tipo de onda mental assimilamos para conhecer da qualidade de nosso trabalho e ajuizar de nossa direção.” (1)

Começamos por destacar sua descoberta da existência da colônia Nosso Lar, e a confirmação da existência de outras tantas instituições de socorro na espiritualidade, a narrativa de importantes assuntos como, a reencarnação de Segismundo, a bela descrição da casa mental, a importância do cérebro, a existência e dedicação de incalculável número de trabalhadores e discípulos de Jesus em franca movimentação na esfera invisível, etc.

Mostra-nos André Luiz, de forma simples e clara a beleza e grandeza da vida na espiritualidade, descrevendo de forma incomparável as atividades desenvolvidas pelo Ser imortal que todos somos, na continuação da vida após a morte do corpo físico, na continuidade da existência que jamais cessará.

Conta-nos em suas narrativas, as lições ministradas por abnegados servidores do Mestre de Nazaré que já desfrutam de elevado patamar de conhecimento e entendimento das Leis perfeitas e imutáveis com que o Criador guia os destinos de seus filhos, deixando transluzir sua soberana bondade e justiça.

Por tudo que esse abnegado amigo tem feito em termos de esclarecimento doutrinário, não posso concordar com uma enorme percentagem de confrades, que só se referem às anotações contidas nas obras desse benfeitor amigo, quando essas anotações estão em concordância com o que desejam transmitir em suas mensagens recheadas de personalismo e vaidade, espalhando de forma irresponsável suas tendenciosas interpretações com vistas a justificar os absurdos com que realizam atividades mediúnicas em seus laboratórios de insensatez descompromissados com a correta divulgação e vivência dos postulados de nossa novel doutrina espírita.

Quando assim procedem, estão em verdade, prestando enorme desserviço à nobre causa espírita, espalhando conceitos inverídicos, sustentando opiniões absolutamente equivocadas, para não se contradizerem perante aqueles a quem sempre se fizeram passar por conhecedores da mensagem espírita, quando jamais foram sequer bons aprendizes.

É chegada a hora de se tornarem verdadeiros seguidores do Mestre de Nazaré, reconhecendo os equívocos, e refazendo seus conceitos falseados propositadamente, assumindo seus erros doutrinários e desfazendo os absurdos que eles mesmos construíram irresponsavelmente, que se alastram como uma doença contagiosa. Porque mais cedo ou mais tarde, estarão frente a frente ante o tribunal da própria consciência solicitando retificação.

Urge não mais percamos tempo com personalismos, não mais insistamos no erro que já identificamos em tudo o que transmitimos aos nossos semelhantes, refaçamos os conceitos, e sigamos as instruções dos Emissários Celestes, que não cansam de nos alertar para que sejamos honestos e humildes, como Jesus sempre exemplificou em todas as suas atitudes para com todos nós.

Bibliografia:

1 – Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito André Luiz – Livro: Nos Domínios da Mediunidade, cap. I.

Francisco Rebouças.

quinta-feira, 12 de março de 2020

Valorizar o Respeito ao semelhante

É sabido por todos nós, que precisamos respeitar os direitos dos nossos semelhantes, assim como gostamos de ter o respeito dos outros em relação aos nossos, porque, o respeito ao direito dos nossos semelhantes independe de nossas convicções pessoais ou coletivas.
O Dicionário da língua portuguesa define a palavra respeito como: substantivo masculino – Sentimento que nos impede de fazer ou dizer coisas desagradáveis a alguém; apreço, consideração; deferência, etc.
O respeito é o começo do trabalho de desenvolvimento de um sentimento de grande importância para alcançarmos a meta maior de “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”, conforme Jesus nos sintetizou as Soberanas Leis Divinas, para que as compreendêssemos e praticássemos.
Allan Kardec, na questão 877, de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, pergunta aos Imortais:
  1. Da necessidade que o homem tem de viver em sociedade, nascem-lhe obrigações especiais?
“Certo e a primeira de todas é a de respeitar os direitos de seus semelhantes. Aquele que respeitar esses direitos procederá sempre com justiça. Em o vosso mundo, porque a maioria dos homens não pratica a lei de justiça, cada um usa de represálias. Essa a causa da perturbação e da confusão em que vivem as sociedades humanas. A vida social outorga direitos e impões deveres recíprocos.”
O respeito é um direito básico de todo indivíduo, e dessa forma, todos deveriam merecer a consideração respeitosa dos demais, pois, qualquer um de nós sofre dos mesmos anseios e necessidades, porque trazemos no imo do nosso Ser a essência espiritual que nos direciona para a felicidade e pureza que é a nossa finalidade.
Para tanto, os Espíritos Superiores nos esclarecem sobre a necessidade de nos educarmos, para que compreendamos e tomemos consciência das consequências dos nossos pensamentos, palavras e atos, evitando as atitudes impulsivas, agressivas, intolerantes, negligentes, insensíveis, desrespeitosas, destrutivas etc., disciplinando e enobrecendo nossas emoções, investindo no aprimoramento do bom senso e do respeito em nossos relacionamentos.
Quem desejar encontrar a paz, precisa saber que é fator imprescindível saber respeitar à privacidade e a individualidade dos demais, mesmo daqueles pelos quais não sentimos afinidade, porque embora não pensem como nós, merecem da mesma forma o respeito que exigimos deles, isto porque, ninguém esta obrigado a pensar como pensamos. Mesmo porque, todo indivíduo é dotado de livre-arbítrio, o que lhe permite fazer as escolhas que desejar.
Allan Kardec, nas questões 839 e 841, de O LIVRO DOS ESPÍRITOS, pergunta aos Imortais:
 839.Será repreensível aquele que escandalize com a sua crença um outro que não pensa como ele?
“Isso é faltar com a caridade e atentar contra a liberdade de pensamento.”
  1. Para respeitar a liberdade de consciência, dever-se-á deixar que se propaguem doutrinas perniciosas, ou poder-se-á, sem atentar contra aquela liberdade, procurar trazer ao caminho da verdade os que se transviaram obedecendo a falsos princípios?
“Certamente que podeis e até deveis; mas, ensinai, a exemplo de Jesus, servindo-vos da brandura e da persuasão e não da força, o que seria pior do que a crença daquele a quem desejaríeis convencer. Se alguma coisa se pode impor, é o bem e a fraternidade. Mas não cremos que o melhor meio de fazê-los admitidos seja obrar com violência. A convicção não se impõe.”
Até mesmo nas suas escolhas por seguir a Jesus dessa ou daquela forma, não temos o direito de tentar converter as pessoas a seguir nossa filosofia religiosa, muito menos nos utilizando da força, da imposição ou da nossa posição social.
ANDRÉ LUIZ no Livro Conduta Espírita. Federação Espírita Brasileira, 1998, 21. ed. Rio de Janeiro – Cap. 20, nos diz:
Respeitar as ideias e as pessoas de todos os nossos irmãos, sejam eles nossos vizinhos ou não, estejam presentes ou ausentes, sem nunca descer ao charco da leviandade que gera a maledicência.
Quem reprova alguém conosco, decerto que nos reprova perante alguém.
Francisco Rebouças

Atendimento Fraterno

PREFÁCIO
Terapia do amor
          As patologias da alma — violência, ódio, ciúme, res­sentimento, amargura, suspeita, insatisfação, dentre ou­tras muitas — respondem por incontáveis aflições que atur­dem o ser humano.
          Alma encarnada, nela se encontram as matrizes do bem como do mal em que se compraz, dando campo ao seu desenvolvimento.
       Como efeito, as alegrias e as dores que se exteriori­zam somente podem ser erradicadas quando trabalhadas nas suas raízes causais.
     Interpenetrando todas as células e assenhoreando-se dos equipamentos orgânicos, que passa a comandar, a alma ou Espírito encarnado imprime nos elementos físicos os conteúdos vibratórios que lhe são peculiares, caracterís­ticos do seu estágio de evolução.
        Os sofrimentos humanos de qualquer tipo são mani­festações dos distúrbios profundos que remanescem no ser espiritual, desarticulando os sensores emocionais e a harmonia vibratória que vige nas células, o que faculta a instalação das enfermidades.
          O ser humano é, em qualquer situação, aquilo a que aspira, a irradiação do que sente, os interesses que culti­va.
    Aferrado à conduta primitiva, reagindo mais por ins­tinto do que agindo pela razão, permite que as deficiênci­as internas se expressem em forma de problemas que se exteriorizam perturbadores.
O valioso contributo da Medicina acadêmica, quan­do não acompanhado por um bom relacionamento médi­co-paciente, resulta incompleto para atingir as causas excruciantes das doenças e angústias.
Certamente, na maioria das vezes, minora a dor, apa­rentemente vencendo-a; mas, porque não alcança a alma enferma, eis que ela reaparece sob outras expressões, pro­duzindo sofrimentos.
O conhecimento do ser imortal, da sua preexistên­cia ao berço e sobrevivência ao túmulo, torna-se indis­pensável para qualquer cometimento terapêutico em re­lação aos problemas e dores humanos.
Por isso mesmo, a terapia do amor é de vital impor­tância, envolvendo o paciente em confiança e ternura, ao mesmo tempo esclarecendo-o quanto à sua realidade e constituição espiritual.

O atendimento fraterno tem como objetivo primaci­al receber bem e orientar com segurança todos aqueles que o buscam.
Não se propõe a resolver os desafios nem as dificul­dades, eliminar as doenças nem os sofrimentos, mas pro­por ao cliente os meios hábeis para a própria recupera­ção.
Apoiando-se nos postulados espíritas, o atendimen­to fraterno abre perspectivas novas e projeta luz naqueles que se debatem nos dédalos das aflições.
Mediante conversação agradável, evitando-se atitu­des de confessionário, o atendente fraternal deve saber desviar os temas que incidem nos vícios da queixa, da lamentação, da autopunição, demonstrando que o momen­to de libertação e paz está chegando, mas a ação para o êxito depende do próprio paciente, que deve iniciar, a partir desse momento, o processo de autoterapia.
Concomitantemente, o atendimento fraterno, em ra­zão dos propósitos que persegue e das circunstâncias em que ocorre, faculta aos Espíritos nobres adequado socor­ro ao cliente, que deverá permanecer receptivo ao mes­mo.
Nessa ocasião, tem início a ação fluídica, o auxílio bio-energético, a inspiração, que lhe propiciarão a mu­dança de clima mental, de psicosfera habitual, facultan­do-lhe a transformação interior para melhor e a rearmo­nização da alma que interagirá na aparelhagem orgânica.
Preparar-se bem, psicológica e doutrinariamente, faz-se imprescindível para o desempenho correto do mister a que o atendente fraterno deseja dedicar-se.
Ao lado desses requisitos cabe-lhe desenvolver o sentimento de amor, embora vigiando-se para evitar qual­quer tipo de envolvimento emocional, jamais esquecen­do a fraternidade gentil e caridosa como recurso hábil para a desincumbência da tarefa a que se propõe.
O atendimento fraterno na Casa Espírita é de vital importância, para que todo aquele que lhe busque a aju­da, seja orientado com equilíbrio, guiando-o para o labor de auto-iluminação.
Encontramos, neste livro, diretrizes sábias e cuida­dosamente estabelecidas para um correto desempenho da atividade fraternal no atendimento aos necessitados e des­conhecedores da Doutrina Espírita, oferecendo-lhes apoio e esclarecimentos lúcidos para o autodescobrimento, a autolibertação.
Confiamos que esta contribuição dos companheiros estudiosos que constituem o Projeto Manoel Philomeno de Miranda, atinja a finalidade a que se destina, auxilian­do aos trabalhadores sinceros do Movimento Espírita, que se candidatam a ajudar, na Instituição onde mourejam.

ATENDIMENTO FRATERNO
PSICOGRAFADO POR DIVALDO PEREIRA FRANCO

DITADO PELO ESPÍRITO MANOEL PHILOMENO DE MIRANDA.

Salvador, 15 de dezembro de 1997
Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

PENSA EM DEUS

Muitas são as calamidades que assolam ainda o mundo.
Entretanto, pensa em Deus quando o pessimismo te fale em destruição.
O Criador deixa ao Homem a liberdade de pensar com a obrigação de colher os frutos das sementes que haja plantado em suas escolhas e, por isso mesmo, ante as provações coletivas que o Homem venha a suscitar, a própria Divina Providência o auxilia a atenuá-las ou suprimi-las, pouco a pouco.
Na vida individual, porém, a Presença Divina é mais perceptível ao coração acordado na fé.
Saibamos recordar.
É provável que problemas de intrincada complexidade, em vários passos da existência, te hajam repontado da estrada, subtraindo-te a segurança.
Mas Deus, sem que o soubesses, te induziu a soluções inesperadas, restituindo-te a paz de espírito.
Enfermidades estranhas combaliram-te as forças, entretanto, justamente quando te supunhas à frente da morte, Deus inspirou providências que te reequilibraram as energias, sem que te desses conta de semelhante favor.
Enganos lamentáveis, em certas ocasiões, talvez te houvessem marginalizado o entendimento, compelindo-te a desajustes começantes, mas Deus, em silêncio, usando meios que desconheces, te trouxe novamente à razão e à serenidade.
Afeições queridas, possivelmente, largaram-te o caminho, quando mais necessitavas de apoio e colaboração, nas tarefas em que te compromissaste, mas Deus, sem alarde, te curou as feridas da alma e te ofertou companhias outras mais nobres e mais úteis que te amparam no dever a cumprir.
Em todas as crises da experiência humana, nunca deixes de amar e compreender, desculpar e servir sempre.
Em qualquer circunstância, pensa em Deus.
Mesmo que hajas caído no mais profundo abismo, crê no bem e espera por Deus, porque Deus te levantará.

Livro: Urgência
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

terça-feira, 10 de março de 2020

Estudando o espiritismo E.S.E.


Deixar aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos 7. Disse a outro: Segue-me; e o outro respondeu: Senhor, consente que, primeiro, eu vá enterrar meu pai. - Jesus lhe retrucou: Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos; quanto a ti, vai anunciar o reino de Deus. (S. LUCAS, cap. IX, vv. 59 e 60.)

8. Que podem significar estas palavras: "Deixa aos mortos o cuidado de enterrar seus mortos"? As considerações precedentes mostram, em primeiro lugar, que, nas circunstâncias em que foram proferidas, não podiam conter censura àquele que considerava um dever de piedade filial ir sepultar seu pai. Tem, no entanto, um sentido profundo, que só o conhecimento mais completo da vida espiritual podia tomar perceptível.
A vida espiritual é, com efeito, a verdadeira vida, é a vida normal do Espírito, sendo-lhe transitória e passageira a existência terrestre, espécie de morte, se comparada ao esplendor e à atividade da outra. O corpo não passa de simples vestimenta grosseira que temporariamente cobre o Espírito, verdadeiro grilhão que o prende à gleba terrena, do qual se sente ele feliz em libertar-se. O respeito que aos mortos se consagra não é a matéria que o inspira; é, pela lembrança, o Espírito ausente quem o infunde. Ele é análogo àquele que se vota aos objetos que lhe pertenceram, que ele tocou e que as pessoas que lhe são afeiçoadas guardam como relíquias. Era isso o que aquele homem não podia por si mesmo compreender. Jesus lho ensina, dizendo: Não te preocupes com o corpo, pensa antes no Espírito; vai ensinar o reino de Deus; vai dizer aos homens que a pátria deles não é a Terra, mas o céu, porquanto somente lá transcorre a verdadeira vida.

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XXIII, item 8.

Francisco Rebouças

Falar por parábolas...


CAPÍTULO XXIV - NÃO PONHAIS A CANDEIA DEBAIXO DO ALQUEIRE.
Porque fala Jesus por parábolas.
6. Pergunta-se: que proveito podia o povo tirar dessa multidão de parábolas, cujo sentido se lhe conservava impenetrável? É de notar-se que Jesus somente se exprimiu por parábolas sobre as partes de certo modo abstratas da sua doutrina. Mas, tendo feito da caridade para com o próximo e da humildade condições básicas da salvação, tudo o que disse a esse respeito é inteiramente claro, explícito e sem ambigüidade alguma.
Assim devia ser, porque era a regra de conduta, regra que todos tinham de compreender para poderem observá-la. Era o essencial para a multidão ignorante, à qual ele se limitava a dizer:
"Eis o que é preciso se faça para ganhar o reino dos céus." Sobre as outras partes, apenas aos discípulos desenvolvia o seu pensamento. Por serem eles mais adiantados, moral e intelectualmente, Jesus pôde iniciá-los no conhecimento de verdades mais abstratas. Daí o haver dito: Aos que já têm, ainda mais se dará. (Cap. XVIII, nº 15.)
Entretanto, mesmo com os apóstolos, conservou-se impreciso acerca de muitos pontos, cuja completa inteligência ficava reservada a ulteriores tempos. Foram esses pontos que deram ensejo a tão diversas interpretações, até que a Ciência, de um lado, e o Espiritismo, de outro, revelassem as novas leis da Natureza, que lhes tornaram perceptível o verdadeiro sentido.

Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XXIV, item 6.

Francisco Rebouças.

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Glória a Kardec

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

De Kardec aos dias de hoje

Muitas Vidas

Divaldo Franco

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Chico Xavier

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel