“O homem que julga infalível a sua razão está bem perto do erro. Mesmo aqueles, cujas ideias são as mais falsas, se apóiam na sua própria razão e é por isso que rejeitam tudo o que lhes parece impossível.” Fonte: O Livro dos Espíritos, introdução VII.

Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).

“Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.”Thiago,3/17

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” João – 15:7

Falar e Fazer

Em se tratando de reforma íntima: “Fácil é dizer como se faz. Difícil é fazer como se diz.” Precisamos fazer mais e dizer menos. Francisco Rebouças.

domingo, 6 de novembro de 2016

Nenhuma ovelha se perderá!

Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós”. (1)
Quando alcançamos a bênção de compreender com a doutrina espírita, que temos a liberdade para buscar através do trabalho de reforma íntima os recursos indispensáveis ao nosso progresso moral-espiritual, sentimos também vontade de transmitir estes mesmos conceitos que nos impulsionam na direção da caridade e do respeito ao nosso próximo, a tantos quantos conosco convivem em sociedade, o que nem sempre é possível.
Isto porque, nem todos os membros de nossa convivência social estão em condições de compreender conceitos tão fora de uso por grande parte dos indivíduos que a compõem, e preferem seguir os modismos ditados pelos padrões materialistas do mundo de hoje, onde os mais desrespeitosos, indecentes e atrevidos conquistam espaços e até mesmo a atenção e inveja dos incautos que chegam ao cúmulo de lhes atribuírem o título de “espertos”.
Naturalmente, essa é uma lamentável visão de tantos quanto ainda não despertaram para o fato de que a criminalidade em qualquer nível não tem outra consequência que não seja a desgraça causada pela infelicidade de atitudes como essas que ferem os ensinamentos que o Cristo resumiu as Leis e os Profetas em “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, e que mais tarde esses supostos heróis estarão às voltas com a realidade da Lei de Causa e Efeito, que lhes chamarão à prestação de contas, fazendo-os entender pela dor, que o crime jamais compensará.
Podemos comprovar essa realidade quando vemos as prisões lotadas desses irmãos, tolhidos em uma das maiores bênçãos que desfrutamos na vida, a liberdade de ir e vir, causada justamente pelas tais atitudes de esperteza, desrespeito e etc., onde aprendem de forma dura, triste e lamentável que a honestidade, o respeito e a paz têm para todo indivíduo um valor inestimável, chegando à triste conclusão de que nada vale à pena, quando não se goza de liberdade.
Não somente sofre o indivíduo encarcerado, mas também toda sua família, amigos e toda a sociedade, pois ninguém há que possa ser beneficiado, em termos reais, com a desgraça de um irmão em humanidade, um filho do mesmo Pai de todos nós, levado à infelicidade de uma vida na prisão. O espiritismo nos ensina a não julgar ninguém, entregar a Deus o justo direito do julgamento que só ELE pode avaliar com exatidão o melhor para cada filho seu, e a fazer ao outro o que gostaríamos que os outros nos fizessem, dentro de nossas capacidades e possibilidades.
Vejamos linda página com o título “Prisão” contida no livro Alvorada do Reino, na psicografia de Chico Xavier, pelo Espírito Emmanuel:
“Mentalizemos a criatura recolhida à prisão para relacionar-lhes os aflitivos problemas.
Quase sempre chora sem lágrimas sob o azorrague do remorso a zurzir-lhe o espírito, arrependendo-se, tardiamente, da culpa que poderia ter evitado a preço de complacência. 
Dia e noite, o relógio assinala-lhe os instantes amargos que se acumulam em cristalizações de angústia que, frequentemente, raiam no desespero. 
Padece doloroso banimento social, em compulsória distância daqueles que mais ama. 
Recebe surpresas ingratas na abjeção a que se vê relegada, seja na companhia dos elementos inferiores que lhe partilham a penitência ou na hostilidade daqueles que se lhe erigem, por inimigos sorridentes do cárcere. 
Além de tudo, porém, é constrangida a perder os patrimônios do tempo, de vez que a reclusão lhe subtrai preciosas oportunidades de aprimoramento e progresso. 
No símbolo, encontramos a posição aviltante que Jesus, por Divino Médico, procurou conjurar em nosso favor, exortando-nos ao perdão sem limites, porque, em verdade, malquerença e ressentimento, não são mais que perigosa enxovia mental, impedindo-nos a livre assimilação dos bens que a vida nos oferece, segregando-nos em algemas fluídicas que de enfermidade e de treva, entre as quais, muita vez, apressamos o passo da morte prematura. 
Não contes ofensas e chagas, pedradas e cicatrizes.
Recorda que em tudo somos acalentados pelo amor incessante da Providência Divina e sigamos adiante, lembrando-nos de que, além da noite, o Sol brilha sem sombra, por mensagem de Deus, bradando a plenos Céus, a vitória da luz. 
Se tudo é desespero e conturbação, onde te encontras, compadece-te ainda, ampara e espera, sem reclamar.
Perversidade e crítica expressam aridez e secura capazes de arruinar-te a esperança”. (2)
Entre tantas coisas que podemos fazer em prol dos nossos irmãos nessa situação está a possibilidade de visitá-los nos presídios para levar nossa boa palavra de incentivo e esperança para uma mudança de comportamento quando de sua soltura, envolvê-los em nossas vibrações positivas, em nossas preces sinceras, esclarecendo-os que só o amor constrói e que Deus é Pai amoroso e que a todos nos concede novas oportunidades de amar e que o amor cobre a multidão dos pecados, harmonizando-nos com as Leis Divinas que são alicerçadas no amor à Deus e ao nosso próximo.
Referências Bibliográficas:
(1) Mateus 7: 1,2;
(2) Xavier, Francisco Cândico, pelo espírito Emmanuel. Livro: Alvorada do Reino – Cap. 20 Prisão.
Francisco Rebouças

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

A bênção de cada manhã!

Em cada manhã, desfrutamos quando ao acordar de mais uma reparadora oportunidade de descanso para o nosso corpo físico que nos proporciona as sublimes experiências da reencarnação, com a alegria do Sol a convidar-nos ao trabalho renovador; ouvimos a palavra do amigo que nos induz à esperança, observamos a beleza e o incentivo da natureza disponibilizando-nos todo o apoio que carecemos para prosseguir nossa marcha evolutiva, com destemor, dentre tantas outras maravilhas do começar de um novo dia.
A nova manhã que surge também nos concede, por misericórdia, o reencontro com os nossos desafetos, a fim de que aprendamos a convertê-los em motivos de harmonia e respeito, aprendendo a lutar pelo nosso aprimoramento individual, desenvolvendo as virtudes que trazemos em nosso mundo íntimo e aguardam o devido adubo para crescer e dar-nos os frutos que nos robustecerão nas lutas que necessitamos empreender para a vitória do bem em nossas ações comuns.
Não devemos menosprezar o ensejo de investir no trabalho de desenvolvimento do bem, da paz e do amor em nossas ações do dia a dia, pois, por menores que sejam essas ações, negligenciar qualquer leve impulso de praticar uma ação benéfica é o mesmo que sufocar a semente divina que possuímos e que carece de toda atenção em seu desenvolvimento, pois representa o caminho e a base de nossa redenção.
“…Deus em nós é a força da vida e a luz inextinguível…
Nos encargos a que te prendes, em muitas ocasiões, sentes a amplitude dos problemas a resolver e o coração se te transborda de lágrimas…
A solidão aparente no íntimo, como que exagera a extensão dos obstáculos a transpor.
E medidas no preço alto da dedicação em família, mentalizando as horas gastas em construir e reconstruir afeições que fogem no carro do tempo, largando-se aos ideais que acalentam os dias; refletes nas dificuldades que se renovam, no trabalho tantas vezes encharcado de pranto a que te entregas, atendendo aos deveres assumidos e nos planos alterados, em que sonhaste o melhor para alcançar tão-somente fracasso e recomeço…
Entretanto, ergue-te do chão da tristeza, age no bem que possas fazer e caminha adiante.
Deus em nós é a força da vida e a luz inextinguível.
Corações difíceis a conduzir, calvários domésticos, searas de esperança, oficinas de beneficência e apostolados no bem, são tarefas que, a Sabedoria Divina poderia executar claramente sem ti, no entanto, quis Deus a tua cooperação nas obras da sublimação e do progresso, a fim de que venhas a desenvolver nesse esforço as tuas qualidades divinas. Por mais constrangedoras as circunstâncias, serve e segue adiante. 
Onde te encontres e como te encontres, recorda que Deus conta contigo, tanto quanto contas com Deus”. (1)
Cada parcela de esforço desprendido em prol de uma mudança positiva em nosso favor e de nosso próximo representa uma parcela do trabalho dessa imensa legião de seguidores do Cristo Jesus, que nos serve de modelo e guia a ser seguido e que temos o dever de cooperar, incessantemente, para que a harmonia e a felicidade se ergam na Terra, a benefício de todas as criaturas.
As oportunidades de atuar em determinadas atividades, muitas vezes de sacrifício a que somos chamados, não nos foram simplesmente impostas pela Soberana Sabedoria do Universo por simples capricho. É indispensável compreender que representam desafios que precisamos vencer na busca de nossa própria paz e depende, exclusivamente, da disposição de cada um de nós em conquistá-la.
Para triunfar, nessa difícil empreitada, agarremo-nos a Jesus como âncora, para que possamos resistir a todas as ventanias da adversidade que certamente nos abalarão a confiança, mas, seguindo o roteiro de Luz recomendado e exemplificado por Ele, compreenderemos que não há desequilíbrio que nos arraste para fora do lugar e do dever que nos competem. Quem tem Jesus como âncora não teme as arremetidas das trevas, porque guarda a fé em Deus e, assim como a própria natureza, aprende a ter confiança na Providência Divina.
Referências Bibliográficas:
(1) Xavier, Francisco Cândido. Livro: Amizade, pelo Espírito Meimei, cap. Segue Adiante.

Francisco Rebouças

ASSISTÊNCIA COMO DEVER

Emmanuel

É indispensável o culto da solidariedade como simples dever.
Todos possuímos algo para dar.
O níquel da assistência consoladora...
A roupa esquecida ou imprestável...
O pão que sobra à mesa...
A frase reconfortante...
O livro renovador...
A benção de uma prece...

Não nos reportamos, porém, à esmola suplicada. Dizemos da ação espontânea e constante do amor fraterno que procura os companheiros menos  felizes  para  socorrê-los  nas  provas  difíceis  e  deprimentes, copiando  a  Infinita  Bondade  Celestial  que  não  nos  aguarda  atitudes mendicantes para doar-nos a luz do sol.

Se recolhemos a benção do Senhor, em cada instante da estrada, é justo  saibamos  estendê-la  aos  que  nos  cercam,em  nome  do  Cristo Vivo que não nos desampara.

Precisamos  da  lídima  caridade  uns  para  com  os  outros,  como, necessitamos doar que nos sustenta.

Caridade sem tributos de gratidão.
Caridade sem orientação de virtude.
Caridade como saúde da alma.
Caridade como hábito justo.
Caridade como inalienável obrigação.

Livro: Vida e Caminho
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

ENTREVISTA COM PAULO NETO

O FRANCISCO REBOUÇAS ESPIRITISTA TEM O PRAZER DE APRESENTAR AOS NOSSOS DISTINTOS AMIGOS, A ENTREVISTA QUE NOS FOI CONCEDIDA PELO RENOMADO PESQUISADOR ESPÍRITA, PAULO DA SILVA NETO SOBRINHO.
Entrevista:

Paulo Neto
Dados do nosso entrevistado:
Paulo da Silva Neto Sobrinho é natural de Guanhães, MG.
Bacharel em Ciências Contábeis e em Administração de Empresas pela Universidade Católica-MG (PUC-BH). Aposentou-se como Fiscal de Tributos pela Secretaria da Fazenda-MG.
Adepto do Espiritismo desde Julho/1987; atualmente frequenta o Movimento Espírita em Belo Horizonte, MG. 
Articulista de diversos periódicos espíritas, entre eles, pode-se citar a revista Espiritismo & Ciência, da Mythos Editora, onde tem vários artigos publicados.
Na Web, vários sites espíritas publicam alguns de seus textos, entre eles:

Paulo Neto é autor dos livros seguintes:
A Bíblia à Moda da Casa
Alma dos Animais: estágio anterior da alma humana?
Espiritismo, princípios, práticas e provas.
Os espíritos comunicam-se na Igreja Católica.
Racismo em Kardec? (Ebook).
As colônias espirituais e a codificação.
Kardec & Chico: dois missionários.

FR: Prezado Paulo Neto, como aconteceu o seu encontro com a doutrina espírita?

PN: Na época vivia um relacionamento com uma jovem, que passava por sério problema de obsessão. Fomos orientados a procurar uma Casa Espírita, foi o que fizemos, o carinho com que receberam a nós dois, me sensibilizou muito. Constatada a obsessão, a Casa Espírita, diante da gravidade, que se apresentava o caso, abriu uma reunião específica para atendê-la. A partir daí comecei a questionar se havia algum sentido as pessoas brincarem de receber espíritos outros de conversar com eles, se não havia público algum, além de nós dois. Resolvi ler as obras de Kardec, e a partir daí, meu caro amigo, estou as lendo até hoje. (risos)

FR: Qual a casa espírita que você frequenta na atualidade?

PN: Atualmente frequento o Centro Espírita Manoel Felipe Santiago, no Bairro Santo Antônio, uma das tradicionais Casas Espíritas de Belo Horizonte. Atendendo a convite dos amigos, faço palestras em cerca de umas 20 outras.

FR: A Doutrina Espírita completou 159 anos de existência, seu conteúdo permanece atualizado ou precisa ser reformado em algum ponto?

PN: Kardec disse que “O Livro dos Espíritos não é um tratado completo do Espiritismo; não faz senão colocar-lhe as bases e os pontos fundamentais, que devem se desenvolver sucessivamente pelo estudo e pela observação. (Revista Espírita de julho de 1866, artigo Visão Retrospectiva das existências dos Espíritos, 3º§), portanto, a Doutrina Espírita sendo progressista caberá novas orientações até mesmo diante do progresso tecnológico e científico da atualidade. Na Codificação, por exemplo, nada foi falado a respeito de bebê de proveta, entretanto, isso é uma realidade. A meu ver, um ponto ainda controverso no meio espírita é se o princípio inteligente, na sua escalada evolutiva, passou ou não pelo reino mineral. Enfim, há muitas coisas que carecem de maiores esclarecimentos.

FR: Como proceder para divulgarmos de maneira correta a mensagem espírita?

PN: Poderíamos focar na divulgação via mídia (TV, Internet) promovendo a divulgação com programas sérios, feitos por pessoas reconhecidamente competentes. Seria, também, uma boa oportunidade dos expositores de destaque serem vistos e ouvidos por um maior número de pessoas.

FR: Acompanhamos seu trabalho na divulgação do Espiritismo, e particularmente na defesa da fidelidade doutrinária, como você está vendo essa invasão de livros tidos como espíritas sem a necessária preocupação com os preceitos contidos na codificação do Espiritismo?

PN: Infelizmente, no meio espírita, há considerável número de publicações que comprometem em muito a sua natureza de revelação divina, porquanto sérios questionamentos doutrinários surgem delas. Sendo uma Doutrina da lógica e do bom senso, ela, por si só, agrada a muitas pessoas, mas essas obras prejudicam-na, às vezes, levando-a ao ridículo.

FR: Com a experiência de dedicado pesquisador da doutrina espírita, o que você pode nos dizer dos diversos livros, artigos, etc., publicados na mídia espírita que falam de assuntos doutrinariamente polêmicos sem citar as fontes de onde são retiradas da codificação espírita?

PN: Se não colocam as fontes caem no “achismo”, ou seja, espelham opiniões pessoais dos autores. Se, defendemos a causa espírita, devemos mostrar ao leitor onde buscamos os argumentos doutrinários para sustentar nossas ideias e/ou conclusões. Quando se falar em nome da doutrina, dever-se-ia tratar o livro ou artigo nos moldes de um trabalho acadêmico, é o que procuro fazer com tudo que escrevo.

FR: Você acabou de lançar o livro Kardec e Chico dois missionários, trazendo um manancial de informações que esclarecem que Chico não foi a reencarnação de Kardec, como você vê a opinião dos que afirmam que Chico é Kardec, sem a preocupação de apresentar argumentos de pesquisas sérias como a sua?

PN: O grande problema disso é que iludem muita gente, especialmente, aqueles que não têm um conhecimento doutrinário mais aprofundado ou os que acabam de adentrar ao Movimento Espírita. Quando me propus a escrever esse livro, tive como objetivo atingir a esse público, não me moveu a intenção de converter ninguém ao que penso. Se os argumentos, calcados em fontes confiáveis, que apresentamos ao leitor, são bons, aceite-os, caso contrário, usando uma linguagem da informática, delete-os.

FR: Como o livro tem sido recebido pelo movimento espírita em geral?

PN: A resposta do público tem sido bem positiva. De Portugal, mandou-me um e-mail elogiando o nosso livro a escritora Manuela Vasconcelos, presidente da Comunhão Espírita Cristã de Lisboa.

FR: Fale-nos sobre outro assunto para o qual você dedicou grande trabalho de pesquisa, para esclarecimento de quantos ainda tinham dúvidas sobre “O Espírito da Verdade”, que alguns espíritas insistem em dizer que era um grupo de espíritos participantes da obra da codificação do espiritismo.

PN: Diante da pesquisa que fiz do tema, ficou bem claro que ele era o coordenador de todos os Espíritos envolvidos na codificação. Kardec, em a Revista Espírita 1866, afirmou categórico: “A qualificação de Espírito de Verdade não pertence senão a um e pode ser considerado como nome próprio; ela é especificada no Evangelho.” Quanto à sua identificação temos, por exemplo, Erasto que o designou de “Mestre de todos nós” e “Nosso Mestre bem-amado”. Compare-se a mensagem IX do cap. XXI de O Livro dos Médiuns, que, em nota, Kardec disse ter sido assinada por Jesus de Nazaré, com a mensagem número 5 do Cap. VI do Evangelho Segundo o Espiritismo, que está assinada pelo Espírito de Verdade.

FR: Já sofreu críticas ou reprovação por agir dessa forma, pesquisar antes de informar?

PN: Ah!, meu caro amigo, não há ninguém que escape às críticas, nem mesmo o mestre Jesus deixou de sofrê-las. Mas, o que me move a seguir em frente, é a opinião dos amigos sinceros e, especialmente, dos estudiosos. Já me qualificaram de “roustainguista” e de “desvalorizar a grandeza espiritual de Kardec”, isso vem de pessoas que não admitem ninguém ser contrário ao que pensam.

FR: Tem algo que acontece no Movimento espírita que você não aprecia?

PN: Infelizmente, há duas coisas que não vejo com bons olhos. Primeira é como os espíritas tratam uns aos outros em suas discussões a respeito de qualquer assunto, está mais para “armai-vos uns contra os outros”. A segunda, é o pouco-caso que alguns companheiros tratam quase todos, especialmente, aqueles que se julgam de saber ilimitado, menosprezando qualquer opinião que não for a dele.

FR: Por quais motivos nas Casas Espíritas os estudos sistematizados da doutrina são tão poucos frequentados?

PN: Esse parece-me ser um mal quase que generalizado das Casas Espíritas. Dois fatores contribuem para isso; o primeiro está diretamente ligado ao coordenador, se não for alguém competente doutrinariamente e bom líder acaba dispersando as pessoas; o segundo, é que muitos expositores não aproveitam dos recursos da informática para dinamizar suas exposições, tirando-as das leituras intermináveis e monótonas, que invés de interesse despertam sono.

FR: O que você diria a quem lhe pedisse orientação de obras para iniciar no conhecimento do espiritismo?

PN: Há algum tempo atrás eu sempre recomendava a obra O Livro dos Espíritos, mas o retorno que as pessoas me davam não era nada bom. Passei a recomendar a obra O que é o Espiritismo (cuja interrogação do título sumiu), e percebi a mudança, as respostas passaram a ser positivas. Pensei comigo: “Que ideia genial”. Mas, para abater minha tola vaidade acabei por descobrir que essa ideia genial é de Kardec, que nessa própria obra e em O Livro dos Médiuns ele recomenda que se inicie os estudos pelo O que é o Espiritismo?. Pus as barbas de molho. (risos)

FR: O aborto continua sendo o assunto mais discutido no meio espírita no momento, de que maneira nós espíritas podemos contribuir para evitar esse crime?

PN: Não vejo outra forma senão a de esclarecer qual é o ponto de vista doutrinário sobre o aborto. Mas, para que isso aconteça, é necessário que o tema esteja programado para ser tratado nas reuniões públicas e nas de mocidades. Julgo ser o esclarecimento o melhor antídoto.

FR: Porque nos dias de hoje, 2016 anos após Jesus nos trazer suas mensagens de amor e respeito ao próximo, o ser humano ainda não pratica seus ensinamentos?

PN: Isso é a prova inconteste do atraso moral da humanidade. O progresso se fará quer queiramos ou não, porquanto a vontade de Deus se cumprirá. A semente foi lançada ao solo, o tempo da frutificação acontecerá, é da lei. Julgo que Deus não tem pressa, o infinito relativiza qualquer noção que temos sobre a duração do tempo.

FR: Quais seus projetos para o futuro?

PN: Nenhum projeto específico, mas gostaria de nunca sair da trilha que já tracei em relação ao fato de que minha opinião não pode se sobrepor aos conceitos doutrinários. Para isso conto como os amigos, aos quais todos os meus textos são enviados, são os meus filtros para manter-me nos limites doutrinários e para não sair do respeito que devo ter para com os outros, mesmo que suas opiniões sejam contrárias às minhas.

FR: Paulo Neto, o que você gostaria de ter respondido, e que eu deixei de te perguntar?

PN: Sobre algo que Chico Xavier disse e que me marcou. Trago para reflexão de todos nós, espíritas, essa afirmação simples e profunda ao mesmo tempo, dita por nosso Chico: “Se nós pudéssemos colocar uma legenda na frente de cada conjunto residencial, de cada cidade, de cada aldeia, de cada metrópole, de cada grande capital do progresso humano, se nós pudéssemos e tivéssemos bastante autoridade para isso, escolheríamos aquela frase de Nosso Senhor Jesus Cristo quando ele nos disse: 'Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!'”

FR: Para encerrar, gostaríamos que deixasse registrada sua mensagem a toda família espírita brasileira, através do Francisco Rebouças Espiritista.

PN: “Muito se pedirá àquele a quem muito mais coisas se haja confiado.” (Lc 12,48) essa frase, dita por Jesus, muito me preocupa, pois não vejo que nós espíritas estejamos tão conscientes assim de nossa responsabilidade diante do conhecimento espírita que possuímos. Se a tivéssemos cumpriríamos integralmente essa assertiva do Espírito de Verdade: “Espíritas amai-vos, esse o primeiro mandamento…”

FR: Agradecemos ao amigo Paulo Neto, por sua gentileza para com o Francisco Rebouças Espiritista, nos colocamos à disposição para a divulgação de matérias de sua autoria que o amigo desejar, e rogamos a Deus que o conserve com saúde e paz, para que você continue com lucidez e determinação, seu trabalho de divulgação da mensagem espírita, fundamentado na fidelidade aos postulados da codificação do espiritismo.
Site do Paulo Neto: www.paulosnetos.net - contato@paulosnetos.net

Francisco Rebouças

terça-feira, 1 de novembro de 2016

KARDEC E VIDA

Bezerra de Menezes
Jesus nos trouxe a verdade.
Kardec, porém, nos trouxe a interpretação.
Daí o nosso dever de comunicar Allan Kardec a todos os setores da  vida  individual  e  coletiva,  razão  pela  qual  nos  reconhecemos  na obrigação de reafirmar:
Kardequizar é a legenda de agora.
Sintetizemos  em  linhas  rápidas  o  que  entendemos  por Kardequização e seus resultados:
-Kardequização do sentimento: equilíbrio.
-Kardequização do raciocínio: visão.
-Kardequização da ciência: humanidade.
-Kardequização da filosofia: discernimento.
-Kardequização da fé: racionalidade.
-Kardequização da inteligência: orientação.
-Kardequização do estudo: esclarecimento.
-Kardequização do trabalho: organização.
-Kardequização do serviço: eficiência.
-Kardequização das relações: sinceridade.
-Kardequização do progresso: elevação.
-Kardequização da liberdade: disciplina.
-Kardequização do lar: harmonia.
-Kardequização do debate: proveito.
-Kardequização do sexo: responsabilidade.
-Kardequização da personalidade: autocrítica.
-Kardequização da corrigenda: compreensão.
-Kardequização da existência: caridade.
Kardequizemos  para  evoluir  com  acerto  à  frente  do  Cristo  de Deus.
A Terra é a nossa escola milenária e, em suas classes múltiplas, somos  companheiros  uns  dos  outros.  Kardequizarmo-nos  na  carteira de  obrigações  a  que  estamos  transitoriamente  jungidos  é  a  fórmula ideal de ascensão.
Estudemos e trabalhemos sempre.

Livro: Veredas de Luz
Chico Xavier/Espíritos Diversos
Francisco Rebouças

segunda-feira, 31 de outubro de 2016

ENTREVISTA COM PAULO NETO

Meus prezados amigos, nesta quarta-feira 02/11/2016, estarei levando ao ar com muita alegria a entrevista que nos foi concedida pelo conceituado escritor,  pesquisador, e palestrante  espírita, Paulo Neto.
Paulo Neto nos brindou com suas opiniões sempre sinceras, inteligentes, e com sua simpatia de sempre.
Não percam!
Obrigado Paulo Neto, pela disposição em nos atender.
Um fraterno abraço.
 
Francisco Rebouças

domingo, 30 de outubro de 2016

ALÉM

Augusto dos Anjos
Não te engane o pavor do campo escuro,
-Gênios da morte entoando horrendas árias,
Urnas de pedra e lousas solitárias,
Cheias de vocação para o monturo...


Somente esbarras no sinistro muro,
Onde os corpos dos cresos e dos parias,
Em desagregações igualitárias,
Colhem transformações para o futuro.


Além do vaso informe e descomposto,
Em que toda vaidade paga imposto
Desfazendo-se, inerme, fibra a fibra.


Eis que a Eterna Verdade se descerra:
-A vida continua além da Terra,
O espírito liberto canta e vibra...


Livro: Veredas de Luz
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

Livro Vida Feliz

XXXI

Torna-te pacificador.

Onde te encontres, estimula a paz e vive em paz.

Os tumultos que aturdem os homens e as lutas que se travam em toda parte poderiam ser evitados, ou pelo menos contornados, se os homens mantivessem o espírito de boa vontade, uns para com os outros.

Uma ofensa silenciada, uma agressão desculpada, um golpe desviado, evitam conflitos que ardem em chamas de ódio.

Confia na força da não violência e a paz enflorescerá o teu e o coração de quantos se acerquem de ti.
 
Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

ANTE O SUICÍDIO

Emmanuel

 Se a ideia do suicídio alguma vez te visita o pensamento, reflete no infortúnio de alguém que haja tentado inutilmente destruir a si mesmo, quando pela própria imortalidade, está claramente incapaz de morrer.
Na hipótese de haver arremessado um projétil sobre si, ingerido esse ou aquele veneno, recusado a vida pelo enforcamento ou procurado extinguir as próprias forças orgânicas por outros meios, indubitavelmente arrastará consigo as consequências desse ato, a se lhe configurarem no próprio ser, na forma dos chamados complexos de culpa.

Entendendo-se que a morte do corpo denso é semelhante a um sono profundo, de que a pessoa ressurgirá sempre, é natural que esse alguém penetre no Mundo Maior, na condição de vítima de si mesmo.

Não nos é lícito esquecer que os suicidas, na Espiritualidade, não são órfãos da Misericórdia Divina, e, por isso mesmo, inúmeros benfeitores lhes propiciam o socorro possível.
Entretanto, benfeitor algum consegue eximi-los, de imediato, do tratamento de recuperação que, na maioria das vezes, lhes custará longo tempo.

Ponderando quanto ao realismo do assunto, por maiores se te façam as dificuldades do caminho, confia em Deus que, em te criando a vida, saberá defender-te e amparar-te nos momentos difíceis.

Observa que não existem provações sem causa e, em razão disso, seja onde for, estejamos preparados para facear os resultados de nossas próprias ações do presente ou do passado, em nos referindo às existências anteriores.

Cientes de que não existem problemas sem solução, por mais pesada a carga de sofrimento, em que te vejas, segue à frente, trabalhando e  servindo, lançando um olhar par a retaguarda, de modo a verificar quantas  criaturas existem carregando fardos de tribulações muito maiores e mais  constrangedores do que os nossos.

O melhor meio de nos premunirmos na Terra contra o suicídio, será sempre o de nos conservarmos no trabalho que a vida nos confia, porque o  trabalho, invariavelmente dissolve quaisquer sombras que nos envolva a  mente.
E, por fim, consideremos, nas piores situações em que nos sintamos, que Deus, cujo infinito amor nos sustentou até ontem, embora os nossos erros, em nos assinalando os propósitos de regeneração e melhoria, nos sustentará também hoje.

Do livro: Amigo - Psicografia: Francisco Cândido Xavier. - Pelo espírito: Emmanuel.

Francisco Rebouças

Ajudemos a vida mental

“E  seguia-o  uma  grande  multidão  da  Galiléia,  de  Decápolis, de Jerusalém, da Judéia e de além do Jordão.”  – (Mateus, 4:25.) 

A multidão continua seguindo Jesus na ânsia de encontrá-lo, mobilizando todos os recursos ao seu alcance. 
Procede  de  todos  os  lugares,  sequiosa  de  conforto  e revelação. 
Inútil a interferência de quantos se interpõe entre ela e o Senhor, porque, de século a século, a busca e a esperança se intensificam. 
Não nos esqueçamos, pois, de que abençoada será sempre toda colaboração que pudermos prestar ao povo, em nossa condição de aprendizes. 
Ninguém precisa ser estadista ou administrador para ajudá-lo a engrandecer-se. 
Boa-vontade e cooperação representam as duas colunas mestras no edifício da fraternidade humana. E contribuir para que a coletividade  aprenda  a  pensar  na  extensão  do  bem  é  colaborar para  que  se  efetive  a  sintonia  da  mente  terrestre  com  a  Mente Divina. 
Descerra-se  à  nossa  frente  precioso  programa  nesse  particular. 
Alfabetização. 
Leitura edificante. 
Palestra educativa. 
Exemplo contagiante na prática da bondade simples. 
Divulgação de páginas consoladoras e instrutivas. 
Exercício da meditação. 
Seja  a  nossa  tarefa  primordial  o  despertamento  dos  valores íntimos e pessoais. 
Auxiliemos  o  companheiro  a  produzir  quanto  possa  dar  de melhor  ao  progresso  comum,  no  plano,  no  ideal  e  na  atividade em que se encontra. 
Orientar o pensamento, esclarecê-lo e sublimá-lo é  garantir a redenção do mundo, descortinando novos e ricos horizontes para nós mesmos. 
Ajudemos  a  vida  mental  da  multidão  e  o  povo  conosco encontrará Jesus, mais facilmente, para a vitória da Vida Eterna. 

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

A carne é fraca

Há tendências viciosas que são evidentemente próprias do Espírito, porque se apegam mais ao moral do que ao físico; outras parecem antes dependentes do organismo, e, por esse motivo, menos responsáveis são julgados os que as possuem: consideram-se como tais as disposições à cólera, à preguiça, à sensualidade, etc.

Hoje, está plenamente reconhecido pelos filósofos espiritualistas que os órgãos cerebrais correspondentes a diversas aptidões devem o seu desenvolvimento à atividade do Espírito. Assim, esse desenvolvimento é um efeito e não uma causa. Um homem não é músico porque tenha a bossa da música, mas possui essa tendência porque o seu Espírito é musical. Se a atividade do Espírito reage sobre o cérebro, deve também reagir sobre as outras partes do organismo.

O Espírito é deste modo, o artista do próprio corpo, por ele talhado, por assim dizer, à feição das suas necessidades e à manifestação das suas tendências.
Desta forma a perfeição corporal das raças adiantadas deixa de ser produto de criações distintas para ser o resultado do trabalho espiritual, que aperfeiçoa o invólucro material à medida que as faculdades aumentam.

Por uma conseqüência natural deste principio, as disposições morais do Espírito devem modificar as qualidades do sangue, dar-lhe maior ou menor atividade, provocar uma secreção mais ou menos abundante de bílis ou de quaisquer outros fluidos. É assim, por exemplo, que ao glutão enche-se-lhe a boca de saliva diante dum prato apetitoso.

Certo é que a iguaria não pode excitar o órgão do paladar, uma vez que com ele não tem contacto; é, pois, o Espírito, cuja sensibilidade é despertada, que atua sobre aquele órgão pelo pensamento, enquanto que outra pessoa permanecerá indiferente à vista do mesmo acepipe. É ainda por este motivo que a pessoa sensível facilmente verte lágrimas. Não é, porém, a abundância destas que dá sensibilidade ao Espírito, mas precisamente a sensibilidade deste que provoca a secreção abundante das lágrimas.

Sob o império da sensibilidade, o organismo condiciona-se (1) à disposição normal do Espírito, do mesmo modo por que se condiciona à disposição do Espírito glutão.

Seguindo esta ordem de idéias, compreende-se que um Espírito irascível deve encaminhar-se para estimular um temperamento bilioso, do que resulta não ser um homem colérico por bilioso, mas bilioso por colérico. O mesmo se dá em relação a todas as outras disposições instintivas: um Espírito indolente e fraco deixará o organismo em estado de atonia relativo ao seu caráter, ao passo que, ativo e enérgico, dará ao sangue como aos nervos qualidades perfeitamente opostas. A ação do Espírito sobre o físico é tão evidente que não raro vemos graves desordens orgânicas sobrevirem a violentas comoções morais.

A expressão vulgar: - A emoção transtornou-lhe o sangue - não é tão destituída de sentido quanto se poderia supor. Ora, que poderia transtornar o sangue senão as disposições morais do Espírito?
Pode admitir-se por conseguinte, ao menos em parte, que o temperamento é determinado pela natureza do Espírito, que é causa e não efeito.
E nós dizemos em parte, porque há casos em que o físico influi evidentemente sobre o moral, tais como quando um estado mórbido ou anormal é determinado por causa externa, acidental, independente do Espírito, como sejam a temperatura, o clima, os defeitos físicos congênitos, uma doença passageira, etc.

O moral do Espírito pode, nesses casos, ser afetado em suas manifestações pelo estado patológico, sem que a sua natureza intrínseca seja modificada. Escusar-se de seus erros por fraqueza da carne não passa de sofisma para escapar a responsabilidades.

A carne só é fraca porque o Espírito é fraco, o que inverte a questão deixando àquele a responsabilidade de todos os seus atos. A carne, destituída de pensamento e vontade, não pode prevalecer jamais sobre o Espírito, que é o ser pensante e de vontade própria.

O Espírito é quem dá à carne as qualidades correspondentes ao seu instinto, tal como o artista que imprime à obra material o cunho do seu gênio. Libertado dos instintos da bestialidade, elabora um corpo que não é mais um tirano de sua aspiração, para espiritualidade do seu ser, e é quando o homem passa a comer para viver e não mais vive para comer.

A responsabilidade moral dos atos da vida fica, portanto, intacta; mas a razão nos diz que as conseqüências dessa responsabilidade devem ser proporcionais ao desenvolvimento intelectual do Espírito. Assim, quanto mais esclarecido for este, menos desculpável se torna, uma vez que com a inteligência e o senso moral nascem as noções do bem e do mal, do justo e do injusto.

Esta lei explica o insucesso da Medicina em certos casos. Desde que o temperamento é um efeito e não uma causa, todo o esforço para modificá-lo se nulifica ante as disposições morais do Espírito, opondo-lhe uma resistência inconsciente que neutraliza a ação terapêutica. Por conseguinte, sobre a causa primordial é que se deve atuar.

Dai, se puderdes, coragem ao poltrão, e vereis para logo cessados os efeitos fisiológicos do medo. Isto prova ainda uma vez a necessidade, para a arte de curar, de levar em conta a influência espiritual sobre os organismos.

(1) O autor escreveu s'est approprié (p. 93, 4ª edição, Paris, 1869), à falta, na época, de verbo mais específico à perfeita tradução da idéia. Nota da Editora (FEB), em 1973.

1-(Revue Spirite, março de 1869, pág. 65.)

2-Livro: O Céu e o Inferno – As penas Futuras – Cap. VII.

Francisco Rebouças

Vida Feliz

XXX

Qualquer vício escraviza e mata.

Não te vincules aos chamados "aperitivos sociais", que dão margem a lamentáveis processos de alcoolismo, nem a dotes a posição de fumante, por parecer-te uma postura distinta e de elegância, mas que conduz às algemas do tabagismo assassino.

Jogo, sexo, gula, anedotário servil, para citar somente alguns, iniciam-se em pequenas doses, para culminarem cárcere moral quando não em penitenciária comum.

Uma vida sadia torna-se ditosa e prolongada, a benefício daquele que assim a preserva.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

Grupo de Estudo da Doutrina Espírita

sábado, 22 de outubro de 2016

Ultrapassamos a marca das 148.000 visitas!!

Incrível gente, 148.000!
Mais uma marca batida!!! Meus amigos, é com alegria que festejamos mais uma marca batida pelo nosso contador de visitas, que regista a participação de todos vocês para que pudéssemos atingir essa impressionante marca de  148.000 visitas ao nosso Blog Espírita.
Repartimos esse momento de alegria com todos vocês nossos queridos amigos.
Aproveitamos para agradecer a Deus nosso Pai e criador, a Jesus nosso mestre e Guia os Amigos Espirituais, e a vocês queridos amigos, pelo êxito obtido até aqui com este modesto trabalho de divulgação da doutrina espírita, que fazemos com todo respeito e fidelidade aos princípios de nossa doutrina, e sabemos que é justamente por isso que temos a honra da companhia de vocês nossos amigos diariamente.
Seguiremos com todo prazer e alegria, honrando o compromisso assumido quando da criação deste trabalho, de realizá-lo sempre alicerçado pela codificação espírita sem achismos ou modismos desnecessários e condenáveis sob todos os aspectos.
São vocês amigos queridos, o nosso maior patrimônio, e a companhia de vocês representa o combustível que nos motiva a trabalhar com a felicidade e a certeza de quem não está sozinho!!!

Que Jesus nosso Mestre e Guia nos mantenha unidos e operosos, sob sua divina inspiração, hoje e sempre!
Nosso coração feliz agradece a todos vocês!!!
Muita PAZ!

Francisco Rebouças

DEUS NOSSO PAI

Batuíra 

Honrar nosso pai é honrar também a Deus. O nosso Pai de Infinita Bondade. 

No instituto doméstico, os filhos amadurecidos na experiência honorificam os pais, através das obrigações executadas no lar. 

Na residência planetária, os filhos de Deus, edificados na compreensão de Suas Leis, dignificam o Todo-Misericordioso por intermédio dos deveres retamente cumpridos, diante da humanidade nos caminhos do mundo. 

Amamos a Deus na pessoa do próximo. 

Comecemos o exercício dessa abnegação que nos proporcionará o necessário acesso à Luz Divina. 

Fomos  feridos  nas  tarefas  cotidianas?  Saibamos  esquecer  as  ofensas  do  companheiro que ainda ignora as conseqüências do mal. 

Golpes de injúria desceram sobre nós, procurando exterminar-nos a esperança e a coragem? 

Entendamos a inexperiência daqueles que desconhecem a força da sobra que desencadeiam para si mesmos e continuemos a colaborar no levantamento do bem de todos. 

Quem vem lá, faminto ou desesperado, tentando encontrar socorro e consolação? 

Pausemos para servir porque é nosso familiar que nos bate à porta, suplicando asilo e compreensão. 

Que pensar do infeliz que passa na via pública enxovalhado por sarcasmo e condenação? 

Nenhuma dúvida paira em nosso espírito quanto ao imperativo de entendê-lo e auxiliá-lo porquanto ele é nosso irmão pela Paternidade Divina e espera por nosso devotamento. 

Deus, o Senhor Supremo da Vida, o Pai que nos recebe diariamente os protestos de fidelidade e de amor conta em verdade conosco e em verdade precisa de nós. 

Espera confiantemente sejamos o amparo aos desajustados, a fortaleza dos fracos, a energia dos fatigados, a benção dos que foram lançados à solidão. 

Deus necessita de nós e deseja recebermos a cooperação ainda que humilde. 

Envia-nos os necessitados de toda espécie e de todas as procedências para que Lhe representemos a Providência Divina. 

Em toda parte, é possível receber esse mandato sublime e desempenhá-lo. 

É por isso que Jesus, o filho mais altamente consagrado ao Supremo Senhor que a Terra já conheceu, assim se expressou fazendo-nos sentir  que Deus está conosco e espera por nós em todas as circunstâncias: “Todo o bem que fizerdes no mundo ao último dos pequeninos, em verdade, é a mim que o fizestes.” 

Livro: Bençãos de Amor
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Glória a Kardec

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

De Kardec aos dias de hoje

Muitas Vidas

Divaldo Franco

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Chico Xavier

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel