“O homem que julga infalível a sua razão está bem perto do erro. Mesmo aqueles, cujas ideias são as mais falsas, se apóiam na sua própria razão e é por isso que rejeitam tudo o que lhes parece impossível.” Fonte: O Livro dos Espíritos, introdução VII.

Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).

“Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.”Thiago,3/17

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” João – 15:7

Falar e Fazer

Em se tratando de reforma íntima: “Fácil é dizer como se faz. Difícil é fazer como se diz.” Precisamos fazer mais e dizer menos. Francisco Rebouças.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

AFLITO, MAS, PACIENTE E OPEROSO


Francisco RebouçasQuerido irmão e amigo, enfrentas dificuldades para solucionar problemas intrincados? Não esmoreces, trabalha com disposição e mantém tua fé na vitória ao final do embate. Não estarias aí situado e envolvido pelas atuais circunstâncias se não fosse para teu próprio benefício, pois, o Sublime Doador da Vida nada faz sem uma nobre finalidade, procura com atenção e descobrirás a solução mais adequada para cada situação ou problema.


Muitas criaturas antes de despender qualquer esforço na solução de suas dificuldades, alegam que o trabalho por suas melhorias morais é impraticável devido às circunstâncias que os envolvem na presente vida, esquecidas de que o Senhor não nos dá cruz mais pesadas do que possamos carregar. Se fostes chamado pelo Senhor a executar uma missão qualquer, é justamente por ELE estar absolutamente ciente da tua capacidade e da tua força para superá-la.



Outros tantos alegam que as tentações da vida são irresistíveis, o que não passa de uma desculpa para continuarem sem qualquer vontade de deixar o comodismo e buscar a reforma interior inadiável e intransferível, tu, porém, que já tens as instruções dos Guias da espiritualidade a te esclarecer a través da doutrina espírita que esposas sabe bem que o Eterno Amigo te permite experimentá-las para que lhe extingas o magnetismo calamitoso e pernicioso, libertando-te de suas algemas.



Reclamas que em tua volta se encontram irmãos que defines como parentes difíceis, diante dos corações queridos que te incomodam e te reclamam assistência no lar, não percebes porém que o Excelso Benfeitor te colocou na equipe doméstica, a fim de que os ampares, nas provações que lhes agravam a existência, por que também tu tens débitos a saldar perante eles diante das Soberanas Leis Divinas.



Queixas-te dos companheiros problemáticos que te causam desgostos acusando-os de obsediados, sem notares que O Senhor da Vida, te envolveu nessa luta para que aproveites o ensejo de ser útil ao companheiro em perturbação, para que tenhas a sublime oportunidade de participar de forma positiva na sua reabilitação.



Precisas entender que, todas as tuas dificuldades na presente encarnação, sejam grandes inquietações ou dissabores pequenos, constituem sublimes oportunidades que nos concede o Divino Semeador, convidando-nos a participar do bendito trabalho de implantação do Evangelho de Jesus no coração do homem, para que se intensifique na Terra o desenvolvimento de todos os valores éticos e morais do espírito.



Quando O Mestre de Nazaré afirmou “Bem aventurados os aflitos”, não se referia simplesmente àqueles que choram e sofrem, deitando críticas e queixumes, e sim aqueles que recebem as tribulações e dores transitórias da vida, por benditas e honrosas e sublimes oportunidades de servir, com o Cristo de Deus, agindo com bondade operosa e paciência incansável na vitória final do bem em todo o mundo.



Necessário se faz entender que não estamos reencarnados para simples passeio por este abençoado planeta, mas, com a finalidade superior de crescer e progredir rumo à felicidade e pureza espiritual que estamos destinados a conquistar.



Que Jesus nos inspire e guarde em sua doce e divina paz, ajudando-nos a servir cada dia mais e melhor hoje e sempre!



Francisco Rebouças

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

É Tempo de oração...Vamos Orar?

ORAÇÃO DA AMIZADE ORAÇÃO DA AMIZADE


Maria Dolores

Agradeço, senhor, Cada afeição querida,
Com que me deste a vida, Alegria, esperança,
entendimento, amor!
Enaltece, por mim, a amizade que vem!
Resguardar-me a fraqueza em caridade infinda,
Sem perguntar porque não posso ainda,
Acervo Virtual Espírita Acervo Virtual Espírita
Entregar-me de todo à prática do bem.
Sê louvado, Jesus, pela criatura boa.
Que me escora no caminho, Estendendo-me paz,
reconforto e carinho; Toda vez que me encontra, auxilia
ou perdoa.
Faze brilhar, no mundo, o olhar branco e perfeito;
Que me toleram as faltas, de hora a hora,
Que me percebe o anseio de melhora,
E me ensina a servir sem notar meu defeito...
Santifica, na terra, o ouvido que me escuta,
Sem espalhar a queixa e as aflições, que faço,
Nos erros que cometo, passo a passo,
Nos meus dias de mágoa, sombra e luta!...
Abrilhanta, onde esteja, aquele coração;
Que me acolhe nos dons da palavra serena,
E nunca me censura e nem condena,
Quando me vejo em treva e irritação.
Reclama de esplendor para a Glória Celeste,
A mão, cuja bondade, em júbilo, proclamo,
Que me socorre e ampara aqueles que mais amo,
No refúgio do lar que me fizeste.
A Ti, Jesus, meu pálido louvor!
Pelo gosto mais leve e pequenino,
Das santas afeições que me deste ao destino,
Agradeço, Senhor!...

Livro: À Luz da Oração
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

NUNCA DESFALECER


       “... Orar sempre e nunca desfale­cer.” — (LUCAS, capítulo 18, versículo 1.)
 
       Não permitas que os problemas externos, inclu­sive os do próprio corpo, te inabilitem para o serviço da tua iluminação.

       Enquanto te encontras no plano de exercício, qual a crosta da Terra, sempre serás defrontado pela dificuldade e pela dor.

       A lição dada é caminho para novas lições.

       Atrás do enigma resolvido, outros enigmas apa­recem.

       Outra não pode ser a função da escola, senão ensinar, exercitar e aperfeiçoar.

       Enche-te, pois, de calma e bom ânimo, em todas as situações.

       Foste colocado entre obstáculos mil de natureza estranha, para que, vencendo inibições fora de ti, aprendas a superar as tuas limitações.

Enquanto a comunidade terrestre não se adap­tar à nova luz, respirarás cercado de lágrimas inquietantes, de gestos impensados e de sentimentos escuros.

Dispõe-te a desculpar e auxiliar sempre, a fim de que não percas a gloriosa oportunidade de cres­cimento espiritual.

Lembra-te de todas as aflições que rodearam o espírito cristão, no mundo, desde a vinda do Senhor.

Onde está o Sinédrio que condenou o Amigo Celeste à morte?

Onde os romanos vaidosos e dominadores? Onde os verdugos da Boa Nova nascente?

Onde os guerreiros que fizeram correr, em torno do Evangelho, rios escuros de sangue e suor?

Onde os príncipes astutos que combateram e negociaram, em nome do Renovador Crucificado?

Onde as trevas da Idade Média?

Onde os políticos e inquisidores de todos os matizes, que feriram em nome do Excelso Benfeitor?

Arrojados pelo tempo aos despenhadeiros de cinza, fortaleceram e consolidaram o pedestal de luz, em que a figura do Cristo resplandece, cada vez mais gloriosa, no governo dos séculos.

Centraliza-te no esforço de ajudar no bem co­mum, seguindo com a tua cruz, ao encontro da res­surreição divina. Nas surpresas constrangedoras da marcha, recorda que, antes de tudo, importa orar sempre, trabalhando, servindo, aprendendo, amando, e nunca desfalecer.


Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

A CHEGADA

Emmanuel

Como podes precisar o momento que te assinalou a entrada no mundo, não podes ignorar que uma hora surgirá em que deves sair dele.

Não olvides que o minuto de volta será minuto de ajustamento na Contabilidade da Vida.

Lembra-te de quantos conhecem a amargura dos que desertam do caminho que a vida lhes traça, quando fogem das próprias obrigações, a fim de que te não falte bom ânimo à necessária preparação ante o inelutável regresso.

O operário que lesa a oficina do próprio pão, o homem representativo que cai no suborno e o estudante frustrado, após longo tempo de esperança  e lição, ofertam no desespero que os martiriza, singela imagem de quantos se retiram do Plano Físico
desalentados e irredimidos, carregando em si mesmos o fardo do tempo perdido, quando não sorvem, a cada instante, largas taças de fel que a incompreensão de parentes e afeiçoados lhes impõem, à face dos problemas e aflições que deixaram na retaguarda.

Legiões enormes de semelhantes aprendizes vagueiam sem rumo, tolerando os golpes que lhes são desfechados por lares e tribunais em que se congregam familiares e amigos a lhe reclamarem a exação dos compromissos que desprezam, acreditando-se impunes.
Recorda que amanhã ser-te-á naturalmente solicitada a conta justa do hoje e que a morte, em te ocultando a forma física, não te forrará o espírito ao testemunho inconteste das próprias ações, no qual, de retorno à imortalidade, receberás, em reação compulsória, o fruto da semente que cultivaste, expressando-te a paz ou a insegurança, a alegria ou a dor, o inferno ou o céu, segundo tua lavoura de preguiça ou trabalho, luz ou treva, mal ou bem.
 
Livro: Linha 200
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

TESTEMUNHO DE FÉ

Por mais vitoriosa que seja uma existência, suas lutas e sofrimentos, tristezas e lagrimas, deixam marcas de dor em nossa alma.
 
Cabe-nos, sem dúvida, superar todas essas dificuldades valendo-nos da Fé em Deus Todo-Poderoso.
 
Só assim, entendemos, a vida se enobrece. Analisando minha existência, cheguei à conclusão de que nada somos diante da grandeza do Pai. Ciente de que aqui estamos para o nosso burilamento próprio, e movida por Forças Superiores, resolvi edificar-me.
 
Para atenuar meus sofrimentos, procuro amenizar os sofrimentos alheios, para aplacar a minha fome, busco saciar a fome daqueles que nada tem para comer; para estancar minhas lágrimas, tento enxugar as lágrimas de outras mães em prova.
 
Impulsionada por esse ideal, e procurando vencer todas as espécies de barreiras do caminho, vou tentando minha edificação cristã, principalmente na imitação dos exemplos de abnegação, amor, bondade, humildade e caridade no nosso querido e ímpar Francisco Cândido Xavier.
 
A mensagem que deixo nestas paginas, não tem outra finalidade senão a de levar a Doutrina Espírita àqueles que padecem, e que ainda não tiveram a oportunidade de se beneficiar da sua essência de Verdade, Fé e Consolação.
 
Apenas a Doutrina Espírita pode nos responder as angustiantes perguntas com as quais procuramos compreender as nossas lutas: “De onde vim?” “Para onde vou?”
 
Quando passamos a ter ciência de que nós mesmos escolhemos tudo o que se desenrola em nossa vida, aceitamos as nossas provas, e a confiança no reencontro com os entes queridos nos fortalece para a luta, que podemos transformar num trabalho de amor.
 
À medida que aprendia, mal podia imaginar que, simples mãe que sou, estivesse recebendo tarefas maravilhosas do Mais Alto, embora devesse encontrar dificuldades nesse trabalho, e que não tardaram.
 
Mas aqui estou, sem medo, procurando cumprir minha parte e ser fiel até o fim, apesar dos empecilhos do presente e dos que, certamente, sobrevirão no futuro. 
Livro: Gaveta de Esperança
Chico Xavier/Autor Priscilla P.S.Basile - Francisco Cândido Xavier Espírito de Laurinho
 
Francisco Rebouças

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Grandeza

Quanto mais avança o Tempo nas trilhas da História, apartando-se da figura sublime, mas amplo esplendor lhe assinala a presença.
 
Ele não era legislador e a sua palavra colocou os princípios da Misericórdia nos braços da Justiça. Não era administrador e instituiu na Caridade o campo da assistência fraternal em que os mais favorecidos podem amparar os irmãos em penúria. Não era escritor e inspirou e ainda inspira as mais belas páginas da humanidade. Não era advogado e ainda hoje, é o defensor de todos os infelizes. Não era engenheiro e continua edificando as mais sólidas pontes, destinadas à aproximação e ao relacionamento entre as criaturas. Não era médico e prossegue sanando os males do espírito, além de suscitar o levantamento constante de mais hospitais e mais extensas obras de benemerência, capazes de estender alívio e socorro aos doentes.
 
Ensinou a prática do amor, renunciando à felicidade de ser amado.
 
Pregou a extinção do ódio, desculpando sem condições a todos aqueles que lhe ultrajaram a existência.
 
Não dispunha dessa ou daquela posse, na ordem material dos homens, e enriqueceu a Terra de esperança e de alegria.
 
Não viajou pelos continentes do Planeta, mas conversando com alguns necessitados e desvalidos, na limitada região em que morava, elevando constantemente os destinos da vida comunitária.
 
Embora crucificado e tido por malfeitor, há quase vinte séculos, quando os povos tentam apagar-lhe os ensinamentos, a Civilização treme nas bases.
 
Esse homem que conservava consigo a sabedoria e a beleza dos anjos, tem o nome de Jesus Cristo. O seu imenso amor é a presença de Deus na Terra e a sua vida é e será sempre a luz das nações.
 
Emmanuel
 
Livro: Esperança e Luz
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Raul Teixeira!

Prezados amigos hoje estive meditando naquele dia 14 de novembro de 2011, quando fomos todos nós surpreendidos pela notícia de que durante uma viagem à cidade americana de Nova Iorque para onde se dirigia com a finalidade de proferir palestras já no dia 15 de novembro, o médium Raul Teixeira havia sofrido um AVC - Acidente Vascular Cerebral.

Segundo relatos, dos quais tomamos conhecimento posteriormente, os comissários de bordo só perceberam que havia algum problema com ele, quando a aeronave pousou no aeroporto JFK e, ao chamá-lo, notaram que havia acontecido alguma coisa, pois ele não respondia, quando então a equipe médica foi acionada e ele foi levado ao Jamaica Hospital Medical Center, próximo ao aeroporto.

Raul Teixeira é sem dúvidas um dos maiores conferencistas da atualidade e por essa razão era um dos mais requisitados para a exposição da Doutrina Espírita no Brasil e no Mundo, já tendo visitado com essa finalidade, mais de 45 países onde sempre pode desfrutar do carinho e o prestígio de uma multidão de admiradores que lotavam os espaços por onde ele se apresentava em cumprimento de uma agenda sempre repleta de atividades.
A inesperada notícia provocou reações de espanto e tristeza em todos nós, que tantas vezes tivemos a honra de ouvi-lo expondo de forma brilhante os postulados de nossa doutrina. Diversas vezes ouvimos depoimentos de amigos, que em todos os lugares por onde o médium passou, havia comovido as pessoas, com seu verbo fluente, com sua maneira simples de transmitir o conteúdo aprimorado de conhecimento doutrinário que possui.
Desde então, forçado a deixar essa tarefa de levar a mensagem cristã, à luz da doutrina espírita nas palestras que proferia, passamos a sentir sua falta, até então não preenchida por nenhum outro orador, pois, expor os temas propostos de forma tão explícita à luz da sábia mensagem do Consolador Prometido como ele fazia, nenhum outro dentre os poucos que surgiram até agora soube fazer.
Resta-nos a alegria de comprovar a evolução da melhora em seu estado de saúde, o que muito nos conforta na esperança que temos de vê-lo completamente recuperado em breve. Isto porque Raul Teixeira nos dá demonstração do seu respeito às Leis Divinas, e a confiança em Deus nosso Pai e criador, pois, jamais o vimos lamentar ou reclamar de seu estado atual, ao contrário, segue disciplinadamente os tratamentos exigidos pelos profissionais de saúde que dele cuidam.
 
Por essa razão, venho particularmente solicitar a tantos quantos se beneficiaram ou se beneficiam com o conteúdo de suas obras, com as excelentes palestras espalhadas pelos incontáveis sites da internet, portadoras de maravilhosas mensagens incentivando-nos a seguir e respeitar as Leis e os Profetas resumidas por Jesus em “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”; para que continuemos firmes na corrente de orações por sua completa recuperação, e que muito em breve possamos ter a felicidade de revê-lo realizando o que mais sabe fazer, interpretar com conhecimento de causa as lições e exemplos de Jesus de Nazaré. 
Por fim, resta-me dizer do fundo do meu coração agradecido, MUITO OBRIGADO RAUL TEIXEIRA, por tudo.
Que Jesus o guarde em sua sublime paz, hoje e sempre! 
Francisco Rebouças.

CONTAR AS BÊNÇÃOS

Processo simples de preservar a própria tranquilidade será trazer, junto à memória, um coração reconhecido.

Enquanto na Terra – plano de experiências renovadoras – são vários os momentos em que o espírito de gratidão é capaz de sofrear-nos quaisquer impulsos à rebeldia.

Determinada enfermidade terá chegado ao teu campo de ação.

Recorda quantos dias terás usufruído relativa saúde física e compreenderás que a paciência se te faz obrigação.

Certo desarranjo em máquina de teu uso haverá surgido, impedindo-lhe o funcionamento.

Pergunta a ti mesmo quantas vezes esse engenho já te serviu pontualmente e saberás restaurá-lo com a serenidade conveniente.

Um companheiro terá saído de teu clima afetivo, ao encontro de lições das quais se considera necessitado.

Conta as bênçãos que recebeste no convívio de semelhante criatura e descobrirás na própria alma a compreensão que te livrará de queixas indébitas, aprendendo a abençoá-la em seus novos caminhos.

Tribulações te apareceram.

Observa o tempo que atravessaste no mundo, sem maiores percalços e disporás da calma precisa para solucionar os problemas transitórios que te ensombrem os dias.

Perdeste talvez um ente amado que se te ausentou da presença para a Grande Mudança, a que todo ser humano está submetido pela força da morte física.

Lembra-te do carinho e da alegria que essa pessoa te proporcionou, no curso da existência e, sem dúvida, chorarás sem blasfêmia e sem desespero, em vista do reconhecimento a que não te podes negar, refletindo no tesouro do amor com que essa afeição te enriqueceu a vida.

Contar as bênçãos de que se dispõe é a melhor medida para que se anote a estreiteza de qualquer provação.

Aprendamos a guardar para com Deus um coração agradecido e em Deus obteremos sempre a paz necessária, a fim de vencermos as mais rudes provas.
 
Livro: Urgência
Chico Xavier/Emmanuel
 
 
Francisco Rebouças

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Falando de Carnaval...

O Carnaval e seus efeitos...
Alguns amigos por me conhecerem como adepto da doutrina espírita, me solicitam uma palavra de esclarecimento sobre os efeitos maléficos do Carnaval, pois, muitos não entendem o porquê da preocupação com uma festa tão popular em nosso país, e desejam algumas informações sobre a visão espírita do carnaval. Iniciam pela tradicional pergunta afirmativa: Porque o espiritismo condena o carnaval? Quais os argumentos do espiritismo para o assunto?

Para esses queridos companheiros de jornada, que normalmente não fazem parte da filosofia espírita, procuramos colocar nossa modesta visão sobre o tema, afirmando da mesma forma, que o Espiritismo não condena nada nem ninguém, apenas esclarece para que o indivíduo possa compreender sua responsabilidade diante de tudo aquilo que pratica, fundamentado nas palavras de Jesus, quando nos asseverou: “A cada um segundo as suas obras”,¹ e ainda quando nos alertou para o fato de que “a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”

Ora, se o próprio Jesus nos adiantou que a semeadura é livre, significando que cada um escolherá o que semear, porque o espiritismo diria algo diferente, e sendo o Espiritismo o Consolador Prometido e enviado por esse nosso Mestre, porque não respeitaria a opção das criaturas de se utilizar do livre arbítrio que todas têm, da forma como desejarem?
Acontece que os irmãos extremamente materialistas, apoiam sem restrição alguma as atitudes dos foliões sob a alegação de que nesses três dias de festa tudo é permitido, e a maiorias dos espiritualistas discordam dessa maneira de interpretar as festas carnavalescas, justamente por esses excessos cometidos, e dessa forma os blocos: “dos favoráveis e dos contrários”, não chegam a um acordo que agrade aos dois lados.

Se levarmos em conta mais uma vez, os ensinos de Jesus de Nazaré, a final de contas somos CRISTÃOS, quando resumiu as Leis e os Profetas em: “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a sí mesmo”, que não devem ser utilizados apenas de acordo com as nas conveniências de quem quer que seja, e sim, na nossa convivência diária na sociedade, fácil é de se concluir, que todo excesso cometido se torna um desrespeito para com seu semelhante, pois, o direito de um acaba quando começa o direito do outro. Quando assim não se procede, está reforçada a consagrada dicotomia entre o bem, a luz (o equilíbrio, o respeito) e o mal, a sombra (o exagero o desrespeito).

Encontramos no Evangelho Segundo o Espiritismo as instruções seguintes:

"Amar o próximo como a si mesmo: fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós", é a expressão mais completa da caridade, porque resume todos os deveres do homem para com o próximo. Não podemos encontrar guia mais seguro, a tal respeito, que tomar para padrão, do que devemos fazer aos outros, aquilo que para nós desejamos. Com que direito exigiríamos dos nossos semelhantes melhor proceder, mais indulgência, mais benevolência e devotamento para conosco, do que os temos para com eles? A prática dessas máximas tende à destruição do egoísmo. Quando as adotarem para regra de conduta e para base de suas instituições, os homens compreenderão a verdadeira fraternidade e farão que entre eles reinem a paz e a justiça. Não mais haverá ódios, nem dissensões, mas, tão-somente, união, concórdia e benevolência mútua.” ³

Por mais que argumentemos até certo ponto aceitáveis, utilizados pelos defensores da grande festa como alguns definem o carnaval, de que a festa anual é fonte de divisas para o país, pois, atrai uma quantidade extraordinária de turistas, e gera muitos empregos diretos e indiretos, etc., não podemos também deixar de destacar a quantidade de drogas, sexo, roubos, estupros etc., que aumentam em proporções alarmantes neste mesmo período.

Isso porque, o culto aos prazeres enganosos da carne desperta o instinto da animalidade que ainda é bastante forte num mundo como o nosso, exacerbando a sensualidade, a paixão e os exageros com que a esmagadora maioria se compraz, facilitando a participação de mentes doentias do plano espiritual na parceria infeliz do mundo físico e do extra físico, alimentado pelos participantes, “vivos dos dois planos da vida”, onde se pode desmentir com toda convicção o refrão popular que diz que: “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”. Nós espíritas, sabemos perfeitamente que estamos todos em constante relação de intercâmbio, conectados com os que nos são afins pelos pensamentos, tendências e ações, como já nos asseverava o apostolo Paulo de Tarso de que temos sempre a nos seguir uma “nuvem de testemunhas”.

No Livro dos Espíritos encontramos explicações importantíssimas para nosso esclarecimento sobre a influência dos desencarnados em nossas ações, como segue:

456. Veem os Espíritos tudo o que fazemos?

“Podem ver, pois que constantemente vos rodeiam. Cada um, porém, só vê aquilo a que dá atenção. Não se ocupam com o que lhes é indiferente.”

457. Podem os Espíritos conhecer os nossos mais secretos pensamentos?

“Muitas vezes chegam a conhecer o que desejaríeis ocultar de vós mesmos. Nem atos, nem pensamentos se lhes podem dissimular.”

a) - Assim, mais fácil nos seria ocultar de uma pessoa viva qualquer coisa, do que a esconder dessa mesma pessoa depois de morta?

“Certamente. Quando vos julgais muito ocultos, é comum terdes ao vosso lado uma multidão de Espíritos que vos observam.”

458. Que pensam de nós os Espíritos que nos cercam e observam?

“Depende. Os levianos riem das pequenas partidas que vos pregam e zombam das vossas impaciências. Os Espíritos sérios se condoem dos vossos reveses e procuram ajudar-vos.”

459. Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?

“Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.

460. De par com os pensamentos que nos são próprios, outros haverá que nos sejam sugeridos?

“Vossa alma é um Espírito que pensa. Não ignorais que, frequentemente, muitos pensamentos vos acodem a um tempo sobre o mesmo assunto, não raro, contrários uns dos outros. Pois bem! No conjunto deles, estão sempre de mistura os vossos com os nossos. Daí a incerteza em que vos vedes. É que tendes em vós duas ideias a se combaterem.”

Não cabe a análise sob a ótica de proibições ou cerceamento de vontades. Todos somos livres para fazer as escolhas que julgarmos convenientes. Porém, não podemos nos esquecer de que igualmente somos responsáveis, individual ou coletivamente, pelas opções definidas em nossa vida.” 4

Dessa forma, concluímos que O Espiritismo não condena o carnaval, desaprova simplesmente todos os tipos de excessos, de abusos, de desrespeito, particularmente os desregramentos na área do sexo irresponsável, das bebidas, das drogas, da violência, que contribuem significativamente para o desequilíbrio e o desrespeito às Leis e à ordem, facilitando sobremaneira a atuação dos espíritos inferiores e ignorantes da espiritualidade, que se alimentam desses fluidos densos, nocivos, de baixo teor vibratório. Todo cuidado é pouco, três dias de desregramento poderão gerar séculos de sofrimentos e dores, físicas, morais e espirituais.

A Doutrina Espírita nos convida a fazer bom uso do tempo que o período de carnaval nos concede, para reunir a família em atividades nobres, como o estudo da doutrina, fazer trabalhos de caridade ao próximo, visitar doentes em suas casas, hospitais, asilos, orfanatos etc., ajudando com nossos pensamentos, palavras e atos, a espiritualidade amiga no gigantesco trabalho de auxílio, e amparo para o equilíbrio e a pacificação da Terra, que realizam com muito amor em nome de Jesus.

Um fraterno abraço em todos, e um proveitoso feriado com amor e paz no coração e na mente de todos nós.

Bibliografia:
1 – Paulo - Romanos Cap. 2 vv 6.
2 – Paulo – Coríntios, Cap. 9 vv. 6.
3 – Kardec, Allan. O Evangelho Segundo O Espiritismo – FEB, 112ª edição. Cap. XI, item 4.
4 – Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos – FEB, 76ª edição.

Francisco Rebouças.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

ORAÇÃO DO MÉDIUM

Senhor Jesus!... Deste-me na mediunidade o arado de luz com que me cabe cultivar o campo da própria alma. Auxilia-me a perceber que a colheita dos valores espirituais de que necessito dependerá sempre da plantação que eu fizer. E ajuda-me a observar que a erva daninha que, porventura, me prejudique as leiras de ação, surgirá como sendo resultado do repouso indébito a que me dedique. Abençoa-me para que eu receba, com simpatia e boa vontade, os famintos de alimento espiritual e os sedentos de paz que me busquem, na condição de enviados de tua Misericórdia para comigo, para que não me falte o privilégio de trabalhar. Fortalece-me o senso de responsabilidade pessoal, entretanto, não permitas possa enveredar-me através de escrúpulos negativos. Induze-me a reconhecer que o bem verdadeiro verte de tua Infinita Bondade, em nosso auxílio, e que por isso mesmo, compete-me o encargo de obedecer aos emissários de teu infinito Amor para que o bem se faça não obstante as imperfeições ou problemas que, de minha parte, ainda carregue. Ilumina-me o entendimento para que eu possa estudar e agir com proveito. Guarda-me em tua simplicidade para que nenhum acontecimento me leve a superestimar as minhas possibilidades de cooperar em tua obra de redenção ou a parecer diferente dos outros. E conserva-me, Senhor, por acréscimo de misericórdia, em trabalho constante, no qual devo aprender a auxiliar, abençoar e servir, em teu nome, hoje e sempre.
 
 
Livro: Sentinelas da Alma
Chico Xavier/Meimei
 
Francisco Rebouças

RESSURREIÇÃO

José Bortolotta  
Parti quando a manhã de rosa e opala Doce messe de flores prometia... Parti, quando o meu canto de alegria Buscava a Terra para desposá-la.  
E supondo encontrar a noite fria, Sob a carne a fremir, sem luz, sem fala, Descobri, aonde a morte, em vão, se cala Outro mundo vibrante em novo dia.  
Feliz, eis-me convosco, deslumbrado, Para buscar o bem ao vosso lado, Cheio de aspirações indefinidas...  
E saudando o porvir ditoso e grande, Beijo a luz do Evangelho em que se expande O sonho que trazemos de outras vidas.     
 
Livro: União em Jesus 
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças     

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

FRATERNIDADE DOS DISCÍPULOS DE JESUS

Emmanuel
Meus amigos, muita paz.
A hora exige a nossa decisão, no sentido de buscarmos a fórmula básica do serviço com Jesus, se realmente nos propomos cooperar na obra regeneradora do mundo, a partir de nós mesmos.

Agir sob a inspiração direta do Evangelho é o caminho de acesso à benção sublime a que o Céu nos destinou...

Crer, trabalhar e servir sem dogmas;
Sem exclusivismo;
Sem privilégios;
Sem conflitos;
Sem discórdia;
Sem separativismo;
Sem inquietação;
Sem desânimo;
Sem trincheiras intelectuais;
Sem torres de marfim do personalismo cristalizante;
Sem charcos do egoísmo dissolvente;
Sem  títulos  que  desunam  os  nossos  melhores  propósitos  de responder aos apelos do Divino Mestre.

Cisto fala-nos, como sempre, nas páginas eternas da Boa Nova, de braços abertos...

Quem puder abandonar a velha e petrificada concha do "eu", para escutar-Lhe  os  ensinos,  na  acústica  do  coração  e  da  consciência, decerto  não  encontrará  outra  senda  que  não  seja  a  da  verdadeira fraternidade  -  a  única  que  nos  conduzirá,  com  segurança,  à  nossa ressurreição para a Vida Imperecível!...

(Página recebida pelo médium Francisco Cândido Xavier, solicitada por um grupo de irmãos, servidores da Doutrina).
 
Livro: Vida e Caminho
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
 
Francisco Rebouças

Mais

Reunião pública de 2/2/59 Questão nº 716
O “mais” é sempre a equação nas contas da Lei Divina.
Ao criar a criatura, determinou o Criador tudo se crie na Criação.
Por isso mesmo, a antiga legenda “crescei e multiplicai-vos” comparece, ativa, em todos os planos da Natureza.
Entreguemos o fruto nutritivo aos fatores de desagregação e, em poucas horas, transmutar-se-á em bolo pestífero.
Ajudemos a semente preciosa, amparando-lhe a cultura, e, no curso de algum tempo, responsabilizar-se-á pela fartura do celeiro, transfigurando pântanos e charnecas em campos de flor e pão.
É assim que o mesmo princípio se revela, insofismável, em todo o caminho humano.
Cede a lente de teus olhos às arestas do mal e, a breve espaço, não apreenderás senão sombras.
Entorpece a antena dos ouvidos no enxurro da maledicência convertida em lama sonora e acordarás no charco da calúnia, aviltando a ti mesmo.
Fase da língua instrumento de críticas incessantes e acabarás guardando na boca uma placenta envenenada, servindo à parturição da crueldade e do crime.
Conserva os braços na estufa da preguiça e terminarás a existência transpirando bolor e inutilidade.
Entretanto, se te confias ao amor puro, buscando estender-lhe a claridade sublime, através do serviço aos outros, atrairás, em teu próprio favor, a influência benéfica de quantos te observam as horas, entre a simpatia e a cooperação, acrescentando-te possibilidades e forças para que transformes a vida num cântico de beleza, a caminho da esfera superior.
Do que escolhas cada dia para sentir e pensar, encontrarás auxílio para falar e fazer.
Assim, pois, vigia o coração e fiscaliza teus atos com a lâmpada viva da lição de Jesus, porque terás sempre mais do que faças, em colheita de treva ou luz, conforme a tua sementeira de mal ou bem.
 
Livro: Religião dos Espíritos
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A BUSCA

Emmanuel

Todo desejo é rogativa endereçada às Forças Sublimes que governam a vida: e toda realização, em nosso caminho, e oração atendida por semelhantes poderes. 

Toda aquisição, porém, exige pagamento e toda conquista tem o preço que lhe corresponde.


Acharás o que procuras, disse o Senhor, mas pagarás igualmente pelo que receberes.

Pede a beleza física e tê-la-ás realmente, todavia, as tentações de natureza inferior multiplicar-te-ão os anseios.

Roga a riqueza material e, de certo, atingir-lhe-ás o patrimônio amoedado na terra, mas a tua aflição, na defesa da posse, reduzirá o teu círculo de alegria.

Solicita o brilho da fama e, sem dúvida, a popularidade fulgurará em teu nome; entretanto, a tua paz sofrerá golpes rudes.

Insiste na materialização de teus propósitos pessoais, nas linhas obscuras da leviandade ou do egoísmo e, incontestavelmente, receberás a experiência que exiges; contudo, em teus erros encontrarás o elixir amargo, destinado à própria cura.

Aprendamos a procurar a felicidade, não propriamente conosco, mas em companhia do Cristo, nosso Mestre e Senhor.

Logicamente, junto d’Ele, padronizando a nossa busca pelos seus moldes de amor, nem sempre marcharemos entre aplausos e flores, mas conheceremos, de perto, a luta, a renunciação, a dor e o sacrifício, terminando talvez o nosso roteiro pela flagelação e pela cruz; entretanto, nessa estrada pedregosa e sublime, escura e luminosa, tocada de feridas e resplendores, encontraremos a alegria divina da imortalidade, porquanto estaremos buscando em todos os ângulos da jornada a santificante vontade de Deus.

Livro: Linha Duzentos
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

II O Cultivador Infiel


 Irmão X
-  Não me conformo – repetia irritado, o Dr. Novais Magalhães – o Espiritismo popular é vespeiro de confusão. Onde já se viu tamanha bagagem de embustes? É verdadeira escola de loucos e, frequentemente, não se compreende tão elevado número de débeis mentais.
-  Mas, doutor – ponderava o Matos Lessa – há observações interessantes que cumpre não desprezar. Nem tudo é caso grosseiro ou indigno de análise. Claro que no intercâmbio com o invisível há que destacar deficiências mediúnicas. Se alguém se incumbe de um recado nosso, logicamente misturará suas expressões individuais no esforço de transmissão necessária. É o caso do médium. Se um político ou um cientista, distantes do lar ou do trabalho, apenas encontrassem humilde carregador capacitado à transmissão de uma mensagem à família ou aos colegas, naturalmente não sacrificariam o objetivo essencial ao processo exterior do serviço. É razoável que o portador satisfaça ao encargo, todavia, emprestando à colaboração características que lhe sejam peculiares. O dever, entretanto, estará cumprido, os detalhes, por certo, na maioria das vezes, deixarão a desejar.
 
-   Não concordo, porém – reafirma o doutor – A observação justa não dispensa o método rigoroso. A meu ver, a sobrevivência está muito longe de ser provada, através das supostas comunicações com o Além. Temos somente apreciável acervo de fenômenos da própria subconsciência. As mensagens nunca ultrapassam a esfera de cultura do médium, os efeitos físicos são perfeitamente explicáveis pelo conhecimento do magnetismo em nossa época. Nada observo que transcenda o paralelismo psico-fisiólogico da ciência oficial.
 
Continuava a discussão acalorada, cheia de persuasão por parte do Lessa e de argumentos pesados do rigoroso investigador.

O Dr. Magalhães, entretanto, jamais cedia terreno. Sua mente de pesquisador vivia repleta de conceitos clássicos a derramarem-se-lhe da boca em terminologia científica. Não apenas Matos Lessa vivia a duelar verbalmente com ele. Amigos vários tentavam inutilmente renovar-lhe as interpretações. Novais era, porém, irredutível. Exibia chaves da ciência comum para todos os casos da fenomenologia. De qualquer reunião respeitável a que comparecia, instado pelos companheiros, retirava-se mostrando sorriso irônico e invariável ao canto dos lábios.

-  Não observou aquela mensagem dirigida à senhora Castanheira? – Indagava o Morais, velho amigo dele. O médium desconhecia as particularidades da comunicação. Notou os nomes familiares? E a descrição da moléstia do filho? Como interpretará você o fenômeno, sem o concurso do Espiritismo?

Sorria o observador renitente, acentuando:

-  Simples transmissão telepática. Nada mais que isto. A ansiedade da família Castanheira envolveu a organização mediúnica e produziram-se as páginas de conselho. Ora, ora, o cérebro humano é aparelho que mal conhecemos...

- Mas, meu amigo – atalhava o outro - semelhante conclusão não satisfaz. Além disto, outros casos existem mais surpreendentes.

E Morais desfiava longo rosário de narrações, enquanto o doutor Magalhães de desfazia em comentários sobre automatismo, mecanicismo, subconsciência, patologia, telepatia, criptomnésia, telecinesia, psicogênese e outras teses respeitáveis do metapsiquismo contemporâneo.

Ao fim da longa conversação, o investigador rematava:

-  Afinal de contas, não me farei ao mar da ilusão. Quero fatos tangíveis, expressões palpáveis. O Espiritismo popular com os seus doutrinadores ignorantes e médiuns embusteiros não atrai estudiosos de valor intelectual. Sou honesto, meu caro, e o homem honesto deve ser verdadeiro.

- Não somos menos leais – aduzia o companheiro serenamente – e não desrespeitamos os postulados científicos. No entanto – e acentuava com inflexão firme – será admissível que a simples enunciação de palavras complicadas resolva problemas grandiosos da existência humana? A teoria não realiza coisa alguma por si só. Você, meu caro Magalhães, pode ser excelente educador, na expressão verbal, mas não é irmão.

- Que pretendes dizer? – perguntou Novais agastado.

-  O educador explica, retalha, demonstra friamente e, por vezes, não vai além da lição teórica. O irmão é companheiro de luta, partilha as dores e alegrias do trabalho, compreende e consola.

- Alto lá! Não confundamos ciência e fé religiosa, raciocínio e sentimentalidade. A  lógica não toma apartamentos ao coração. Sigamos pelo método. Não tolero as farsas mediúnicas, com as velhas exortações descabidas e indigestas.

E toda argumentação tornava-se inútil. Por mais que se falasse de vôos sublimes à Espiritualidade Superior, Novais fixava olhos e pensamentos no chão duro das interpretações sem esperança. Ninguém lhe discutia a honestidade, nem lhe negava inteligência. Mas, a sua atitude mental era sempre irritante. Onde o amor dos espíritos benevolentes e sábios semeava consolações e energia novas, atirava ele dúvidas e desencantos.

Semelhava-se ao jardineiro infiel que, em vez de auxiliar a planta e protegê-la, arranca-a da base vital, no intuito de contar-lhe as folhas, observar-lhe a seiva e analisar-lhe as raízes, muito antes da promessa de fruto.

Mas, como toda criatura terrestre, o doutor Novais Magalhães também entregou o corpo às exigências da morte. Com grande surpresa, porém, verificou que continuava vivo como dantes. Grande ansiedade por esclarecimentos particulares, enorme sede espiritual de revelação; entretanto, a solidão era absoluta. Ninguém para atender-lhe  a fome do coração. Novais começou a caminhar a esmo, ponderando agora as barreiras sensoriais.

Ah! Se encontrasse um médium! Alguém que lhe pudesse levar pequeno recado à família, humilde notícias aos colegas! Ainda que esse médium fosse de vulgar instrução, aproveitar-lhe-ia o concurso sem hesitar... E se algum espírito amigo viesse encaminhá-lo a serviços novos? No entanto, o Dr. Magalhães não podia esperar colheitas onde nada havia semeado, no capítulo da fraternidade e da consolação.

O que mais o assombrava, porém, eram as sendas por onde se dirigia ansioso. Apenas divisava árvores mortas, ervas ressequidas, arbustos quebrados e, de quando em quando, a voz de alguém se mantinha invisível lhe gritava, ironicamente, aos ouvidos: “Mau jardineiro! Mau jardineiro! Cultivador infiel!...”

Novais, que começara indagando, vivia, agora entre a súplica e a lágrima.

Após muitos anos de dor, surgiu, enfim, alguém, na paisagem desolada. Tratava-se também dum jardineiro. O antigo observador fitou-o surpreso. Era um velhinho de olhar muito doce, cabeça aureolada de fios de neve, empunhando instrumentos agrícolas.

Magalhães aproximou-se e lhe pediu socorro, angustiadamente. Face às amorosas interpelações do velho amigo, relatou a própria história, narrando-lhe as indagações do passado e as desilusões a que fora conduzido, afirmando sua honestidade e dedicação extrema ao método.

O ancião sorriu generoso e falou:

-   Quando na Terra, conheceu a formiga?

-  Sim... – respondeu Novais, estanhando a pergunta.

-  Pois é, meu amigo, o seu caso é semelhante ao dela. A formiga é prodígio de inteligência e organização. Edifica o próprio lar, trabalha metodicamente, preserva com rigor o patrimônio que a natureza lhe confere. É minuciosa, mas é também um assombro de operosidade e de método; mas... nunca olha para o alto e, enquanto vive no campo, é sempre a mesma formiga...

Magalhães compreendeu a alusão e chorou com amargura; mas, o amorável mensageiro tomou-lhe a destra e murmurou com brandura:
    
     -  Venha comigo. Aprenderá doravante a zelar as plantas de Deus. Compreenderá agora que, se a investigação é justa, a verdade palpita acima dela, pedindo compreensão para as bênçãos da vida. Esqueça a sombra e busquemos a luz. Se a ciência é necessária para o aprendizado de caminhos da Terra, é preciso não esquecer que o amor traça os caminhos o Céu.
 
Livro: Histórias e Anotações
Chico Xavier/Irmão X
 
Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Glória a Kardec

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

De Kardec aos dias de hoje

Muitas Vidas

Divaldo Franco

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Chico Xavier

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel