“O homem que julga infalível a sua razão está bem perto do erro. Mesmo aqueles, cujas ideias são as mais falsas, se apóiam na sua própria razão e é por isso que rejeitam tudo o que lhes parece impossível.” Fonte: O Livro dos Espíritos, introdução VII.

Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).

“Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.”Thiago,3/17

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” João – 15:7

Falar e Fazer

Em se tratando de reforma íntima: “Fácil é dizer como se faz. Difícil é fazer como se diz.” Precisamos fazer mais e dizer menos. Francisco Rebouças.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

ANTE A LIÇÃO


“Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo.” — Paulo. (2ª EPÍSTOLA A TIMÓTEO, capítulo 2, versículo 7.)

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pre¬gadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na provin¬cia da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação.

“Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo.”

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

OBSIDIADOS

“972. Como procedem os maus Espíritos para tentar os outros Espíritos, não podendo jogar com as paixões?

“As paixões não existem materialmente, mas existem no pensamento dos Espíritos atrasados. Os maus dão pasto a esses pensamentos, conduzindo suas vítimas aos lugares onde se lhes ofereça o espetáculo daquelas paixões e de tudo que as possa excitar’’.

O LIVRO DOS ESPÍRITOS

Jornadeiam sob dramas angustiantes que vivem mentalmente.

O pensamento dirigido por lembranças vigorosas do passado não consegue romper os laços que o vincula à rememoração continuada.

Atormentados em sinistros dédalos íntimos, desfazem a máscara da aparência sob qualquer impacto emocional.

Irritadiços, vivem desgovernados.

Traumatizados, são sonâmbulos em plena inconsciência da realidade.

Trânsfugas, não conseguem fugir aos cenários de sombras onde residem psiquicamente.

Refletem nas atitudes o próprio desgoverno e sofrem aflições que procuram ocultar, amedrontados.

A maioria esconde o pavor por detrás da aspereza em que se enclausura.

Uns enxergam os adversários do mundo íntimo em todos os que os cercam.

Outros ouvem em todas as expressões verbais o sarcasmo de que são vítimas incessantes.

Transitam, atordoados, monologando ou travando diálogos de vil hostilidade.

Nos painéis da tua mente muitas outras mentes procuram refúgio, constrangendo-te ao recuo.

Falam contigo, procurando recordar-te...

Apresentam-se à hora do parcial desprendimento pelo sono, tentando imprimir nos centros sensíveis os seus espectros em cujas fáceis a dor e a revolta se refletem.

Atropelam-te, imiscuindo-se nas tarefas que te dizem respeito e interferindo mesmo em questões insignificantes do dia-a-dia.

Inspiram-te sombrias maquinações.

Transmitem sugestões malévolas.

Zombam da tua resistência.

Assediam a tua casa psíquica.

Também eles, os outros companheiros do envoltório carnal, igualmente sofrem a compressão desses desencarnados em estado pestilencial do ódio.

Como tu, também lutam tenazmente.

Alguns já se renderam, deixando-se arrastar submissos.

Diversos estão recorrendo aos estupefacientes a fim de fugirem, caindo, logo depois, indefesos, nas ciladas bem urdidas em que se demoram hipnotizados.

Muitos buscam a ação dos eletrochoques e da insulina e repousam apagados sem recobrarem, logo mais, a paz, voltando às evocações logo cessam os efeitos psicoterápicos de um ou de outro.

E há os que procuram em vão, na infância, as causas de suas aflições, deixando-se analisar...

Ignoram, todos eles, as causas transcendentes dos sofrimentos, a anterioridade das obsessões.

Com todo o respeito que nos merecem os métodos da Ciência e as modernas doutrinas psicológicas, associa a prece e o passe às demais terapêuticas de que te serves.

Faze da prece um lenitivo constante e do passe um medicamento refazente.

Renova a mente com o recurso valioso da caridade fraternal.

Sai da cela pessoal e visita outros encarcerados, trabalhando por eles, socorrendo-os, se estiverem em situação mais grave e danosa.

Insculpe no pensamento as asas da esperança e alça a mente às Regiões da Luz, assimilando o hálito divino espalhado em toda a parte.

Sentirás estímulo para lutar e ajudarás, através das atitudes de renovação, os próprios perseguidores desencarnados.

Ora por eles, os teus sicários.

Serve-te do passe evangélico e procura assimilar as energias que te serão transmitidas.

Mas, sobretudo, faze o bem, ajuda sem cessar, harmoniza-te e tem paciência.

O tempo é um benfeitor anônimo.

Diante de obsessores e obsidiados o Excelso Psicólogo manteve sempre a mesma atitude: amor pelo enfermo na carne e piedade pelo enfermo desencarnado, libertando um e outro com o beneplácito da sua misericórdia e os conclamando. a realizarem a tarefa de renovação pelo trabalho, em incessante culto ao perdão pelo amor, em cujas páginas se inscrevem a paz e a felicidade sem jaça.

Livro: Espírito e Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

CONVITE AO EVANGELHO


“Segui-me e eu vos farei pescadores de homens.” (Mateus: capítulo 4º, versículo 19.)

Não há outra alternativa: seguir Jesus ou atormentar-se.

Ao Seu lado a estrada apresentará os mesmos calhaus e cardos, sob sol ardente ou granizos fortes na quadra hibernal. As dificuldades não serão menos rudes e os sacrifícios em crescendo não diminuirão de improviso.

Renúncia e testemunhos à Verdade far-se-ão necessários a cada passo, de modo a exalçar a qualidade da Mensagem de que te fazes intermediário.

Semeando estrelas serás convidado a clarificar trevas, sofrendo no mister as condições de tempo e lugar onde deves agir.

Adversários de ontem e antipatizantes de hoje se darão as mãos numa cruzada severa e tirânica em oposição aos ideais nobremente acalentados. Os primeiros, reencarnados ou não, conhecem-te as limitações e as desditas pretéritas em que te arrimavas:

não crêem na tua renovação atual. Os segundos, impossibilitados de alçarem vôos soberanos contigo, vitimados pela imperícia, sentir-se-ão mal ante a primavera das tuas aspirações, marchando, sutis uns, violentos outros de encontro às elevadas cogitações que te arrebatam.

Distante dEle não menores são as tribulações. Amplia-se o campo a joeirar e a dor envolvente não tem consolo.

Em Jesus, no entanto, encontrarás segurança e sustentação.

Sem Ele, experimentarás o vazio da soledade e o desespero da inutilidade.

O Evangelho é clima de paz em permanente efusão de esperança.

O mundo é só oportunidade.

O que ora não colimes, lobrigarás depois.

O que hoje escasseie, amanhã abundará.

Despoja-te das dispensáveis indumentárias da ambição terrena.

A jornada pela Terra objetiva aprendizagem, renovação.

Tornarás à vida verdadeira concluído o curso. E volverás com o resultado das experiências felizes ou desditosas que acumulares enquanto no curso da oportunidade.

Não te agastes face aos problemas naturais, que sejam decorrentes da tua filiação ao Evangelho.

Sábio é o homem que discerne melhor, fazendo opções elevadas: trocando o transitório de agora pelo permanente de sempre.

No corpo tudo passa, e rapidamente passa.

Apenas, as realizações se fixam como convites ao retorno reparador ou concitações a estágios mais altos.

Faze-te pescador de almas.

Atirando as redes no mar dos homens recolhê-los-ás, aqueles que padecem e anelam paz, felicitado pela inefável companhia do Cristo, o Sublime Pescador que até hoje, pacientemente, espera colher-nos nas malhas do Seu pulcro amor.

Livro: Convites da Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

3º. Humanizar

Caros amigos, convidamos a todos para comparecerem e prestigiarem o 3º Humanizar que acontecerá no período de 28 a 30 de maio de 2010, na Cidade de São José do Rio Preto/SP.

Tema Geral : "Ainda sobre o afeto"

Os palestrantes são: 
Marlete Wildenberg/SP,
Lindomar Coutinho/BA;
Mario Más/SP;
Ana Claudia Bitencourt/RJ;
Agnaldo Paviani/SP;
Lucas da Costa/SP;
Prof. Rodrigues/SP.

Clique no cartaz e veja os detalhes.

Compareça, divulgue!
Francisco Rebouças.

1º. SIMPÓSIO DE SAÚDE MENTAL

Prezados amigos, Caros Amigos!

Devido ao grande interesse pelo 1º Simpósio de Saúde Mental da AME-Sorocaba, as inscrições nos valores promocionais foram prorrogadas até a próxima quinta-feira (27 de maio).

As inscrições também poderão ser feitas pessoalmente na cidade de Sorocaba (Rua Saldanha da Gama, 268, Centro - travessa da Rua Professor Toledo - próximo ao Shopping Sorocaba) a partir de hoje até a próxima quinta, das 8h às 18h, e neste sábado das 8h às 11h.

O Simpósio terá por tema: "O Despertar do Espírito", e abordará diversos assuntos que despertam grande interesse em nossa sociedade.

Mais informações: (15) 3211-0819 ou (11) 2574-8696.

 
Francisco Rebouças

PALESTRA COM DR. LUIZ ALBERTO SILVEIRA NO CEECAL

Prezados amigos, segue o convite do CEECAL - Centro Espírita Allan Kardec, convida a todos para a palestra que promoverá no próximo dia 31/05/2010, conforme cartaz  dia 31/05/2010, conforme segue.

Data: 31/05/2010;
Horário: 20:00h.;
Tema: Razão, Emação e Ciência;
Palestrante: Dr. Luiz Alberto Silveira;
Local: Centro Espírita Allan Kardec;
Endereço: Rua Allan Kardec, 142 - Agronômica, Florianópolis/SC.

Compareça, divulgue!

 
Francisco Rebouças

terça-feira, 25 de maio de 2010

Estudando o espiritismo - LM.

Mudança de caligrafia

219. Um fenômeno muito comum nos médiuns escreventes é a mudança da caligrafia, conforme os Espíritos que se comunicam. E o que há de mais notável é que uma certa caligrafia se reproduz constantemente com determinado Espírito, sendo às vezes idêntica à que este tinha em vida. Veremos mais tarde as conseqüências que daí se podem tirar, com relação à identidade dos Espíritos. A mudança da caligrafia só se dá com os médiuns mecânicos ou semimecânicos, porque neles é involuntário o movimento da mão e dirigido unicamente pelo Espírito. O mesmo já não sucede com os médiuns puramente intuitivos, visto que, neste caso, o Espírito apenas atua sobre o pensamento, sendo a mão dirigida, como nas circunstâncias ordinárias, pela vontade do médium. Mas, a uniformidade da caligrafia, mesmo em se tratando de um médium mecânico, nada absolutamente prova contra a sua faculdade, porquanto a variação da forma da escrita não é condição absoluta, na manifestação dos Espíritos: deriva de uma aptidão especial, de que nem sempre são dotados os médiuns, ainda os mais mecânicos. Aos que a possuem damos a denominação de Médiuns polígrafos.
 
Fonte: O Livro dso Médiuns - FEB. Cap. XVIII, item 219.
 
Francisco Rebouças

Pensamentos Universais

"Não compense na ira o que lhe falta na razão".

"O homem é a principal fonte de seu próprio infortúnio".

"Por trás de acusações maldosas há sempre um argumento fraco".

Livro: Pensamentos Universais
Diversos autores

Francisco Rebouças

Tirando dúvidas sobre mediunidade

Caros amigos, estamos finalizando hoje, o estudo sobre mediunidade que empreendemos enfocando as questões 101 a 104, do Livro: DIRETRIZES DE SEGURANÇA.
Estude conosco!
101 - As cores das roupas que os médiuns estejam usando, interferem na qualidade do fenômeno mediúnico?

Raul - Em nada interferem as cores de uso externo do médium na qualidade dos fenômenos mediúnicos. Interagem, isto sim, as “cores” de dentro, o caráter, o modo de ser e de viver de cada um.

102 - Observando-se, ainda, no exercício mediúnico, o uso de velas, banhos, pontos traçados, defumadores, gostaríamos de saber as causas e origens, bem como os inconvenientes de tais práticas.

Divaldo - Há dois fatores atávicos. O fator ancestral religioso, herança das doutrinas ortodoxas que estabeleceram no culto a preservação de luzes para a adoração espiritual, e o fator sociológico-antropológico, especialmente nas Américas, já que, de certo modo, somos legatários das tradições africanas. A própria antropologia religiosa dos povos de Angola, Cabinda e de outros que vieram para cá desenvolveu em forma de automatismo um animismo-mediúnico como meio de intercâmbio com o mundo espiritual. No Brasil, em particular, somos herdeiros inevitáveis dos cultos animistas, que os antigos escravos das gerações passadas introduziram em nossa formação religiosa, associando-se ao culto externo do catolicismo, que a partir do século 4º introduziu o uso de velas, incensos, flores, vestuários das tradições pagãs. É inevitável que muitos espíritos, “que são as almas dos homens”, e que estavam acostumados a tais tradições desses cultos religiosos, retornem do além¬túmulo fazendo essas recomendações absurdas quanto a uma aparente necessidade de manifestações externas, solicitando que se mandem celebrar missas, que se acendam velas, que se queimem defumadores, que se traga o turíbulo para o incenso, em razão da crença fundada na eficiência dessas fórmulas.

A Allan Kardec não passou despercebida essa questão, tanto assim que ele a introduziu em O Livro dos Espíritos, quando abordou o tema “fetichismo”, demonstrando que os Espíritos Superiores e os espíritos, na sua generalidade, desprezam e ridiculizam as fórmulas externas de nenhuma validade para a pro¬moção moral do ser. Também há o atavismo religioso, que mantém, na sua liturgia, a presença indispensável desse culto exterior.

O Espiritismo é a doutrina da integração da criatura com o Criador, através da sua liberdade com responsabilidade, da sua conscientização de deveres, a fim de que possa fruir de paz, de esperança e de felicidade. Qualquer manifestação de culto externo, por desnecessária, é de segunda ordem, não merecendo maior consideração, no que tange à educação o mediúnica.

A educação mediúnica exige, em primeiro plano, o conhecimento pelo estudo da mediunidade. A seguir, a educação moral, e como conseqüência, o exercício e a vivência da conduta cristã. Cristã, porque é o amor na sua expressão mais elevada, quando o indivíduo se encontra consigo próprio.

Michael Quoist, sacerdote francês, tem um pensamento que se adapta à questão. Diz ele, em outras palavras: “Eu Te procurei e fugi do mundo para entrar em contato Contigo, abandonei-me a mim e a meus irmãos, mas não Te encontrei; quando me voltei para a ação da caridade ali me deparei Contigo, com o meu próximo, comigo mesmo, assim encontrando-nos os três.” É necessária a educação intelecto-moral que está implícita na resposta do Espírito da Verdade: - “Espíritas! amái-vos. Espíritas! instruí-vos.” Instruir no século 19, tinha a abrangência do moderno verbo educar, que é adquirir hábitos e conhecimentos. Através dos hábitos salutares do estudo e do exercício do amor, o médium se libera de quaisquer atavismos para fazer-se ponte entre ele, a criatura, e o Criador, sob a inspiração dos Espíritos Superiores.

103 - Os distintivos são importantes para a classificação das condições dos médiuns nas reuniões mediúnicas?

Raul - Conforme estamos asseverando, com base nos ensinamentos do Espiritismo, quaisquer exterioridades ou excentricidades, nos usos ou nas práticas, que tentem nivelar o labor espírita com as escalas de valores mundanos, não compartilham do posicionamento espírita.

Todo e qualquer distintivo material para médiuns colaborará para a exaltação da personalidade, predispondo-o a vários perigos.

O que deverá distinguir os lidadores do intercâmbio mediúnico será a sua fidelidade aos compromissos abraçados e sua luta por ser um instrumento mais útil às Falanges do Bem, aperfeiçoando-se a cada dia, para alcançar a vitória sobre si mesmos e sobre os tormentos do mundo.

104 - É justo que, nas reuniões mediúnicas ou fora delas, se façam oferendas materiais, objetos ou alimentos, no intuito de atender aos caprichos ou aplacar as necessidades que os espíritos denunciem?

Raul - A ação espírita junto aos irmãos desencarnados deverá acatar sempre os objetivos espíritas, que são os da espiritualização das criaturas.

Nossas oferendas aos espíritos serão, por isso mesmo, em nível vibracional: nossas orações, que representam emissões de energias da alma em alta freqüência; nossas boas ações diárias, que a eles dedicamos como emissão de carinho e fraternidade, que são, também, fluidos impregnados de nobres qualidades.

As entidades que solicitam ou exigem coisas ou comidas e bebidas, reportando-se a seus gostos ou necessidades, são, indubitavelmente, companheiros desencarnados ainda em grande atraso moral e os indivíduos que os atendem nessas transações mundanas passam a se lhes associar, num circuito de interdependência de funestas conseqüências. A espíritos ofertemos tão só as coisas do espírito.

Fim

Livro: Diretrizes de Sagurança
Divaldo Franco/Raul Teixeira

Francisco Rebouças

NAS MÃOS DE DEUS


A injustiça experimentada foi semelhante a gume afiado que retalhou os tecidos sutis do espírito, deixando escombros nos painéis da esperança onde antes se desenhavam edificações nobilitantes.

O veneno da calúnia logo alcançou o teu coração, deu início à ação nefanda da destruição, lobrigando atingir os melhores propósitos que acalentavas, produzindo o inenarrável prejuízo da desmoralização em torno dos elevados programas de santificação.

O abandono a que te relegaram pode ser comparado ao desprezo a que se atirasse uma plântula débil mas cheia de vitalidade, que as intempéries, os insetos e a erva daninha se encarregariam de destruir, tal é a situação em que agora te achas ante as circunstâncias várias que poderiam aniquilar-te.

O ciúme ferino produziu o câncer da suspeita conduzindo os sonhos de tua esperança à condição de pesadelo ultriz que agora se converte em enfermidade demorada, a corroer-te interiormente.

A malquerença acercou-se da porta do teu lar, e de convidada pela negligência da família tornou-se residente e senhora da casa, aliciando a leviandade generalizada à infeliz peleja em que todos se atiram, inimigos gratuitos que se transformaram entre si.

Quantas outras experiências anotas, como resultado das lutas que vens travando nas províncias do mundo íntimo!

Acumulas a borra do desânimo e destilas o ácido da amargura logo és convidado a programas novos.

Relegas a Religião a plano secundário e apoquentas-te por nonadas, infeliz, desesperançado.

Tudo parece sombrio, desanimador, ao teu lado.

Retempera as experiências com os condimentos do otimismo e as poções da prece bem urdida na emoção reajustada.

Modificar-se-ão as concepções, aragem agradável perfumada pelo aroma da paz produzirá harmonia íntima, e constatarás que tudo está nas mãos de Deus e a Êle deves entregar problemas e aflições, fazendo, porém, a tua parte a benefício próprio
* * *
A Via-Láctea, serena, bordada de bilhões de astros, gravita sob a segura diretriz das mãos de Deus.

O carvão, transformando-se paulatinamente através dos milênios em diamante que luzirá claridades coruscantes, segue o esquema das mãos de Deus.

A vida infinitesimal que pulsa na molécula e o impulso que aciona o eléctron encontram-se submetidos às seguras linhas, inabordáveis, tracejadas pelas mãos de Deus.

O destino do homem é a perfeição, seu fanal é a glória imarcescível.

As lutas que apequenam os fracos, ajudam-nos a adquirir força para conquistas outras e desdobram as possibilidades no forte agigantando-o para o futuro.

Não te aferres, desse modo, aos incidentes lamentáveis da jornada evolutiva.

Problema é teste à aprendizagem moral e dor significa exame em face às conquistas do espírito.

Assim, liberta-te dos que te escravizaram com os seus atos à angústia que teima por dilacerar-te, abre os braços no rumo do amanhã e avança tranqüilo.

Jesus não é apenas oportunidade redentora, representa, também, lição viva que não pode ser desconsiderada.
* * *
Quando os amigos O abandonaram, experimentando inenarrável soledade; à hora em que todos os Seus ditos foram deturpados; face à constrição decorrente da fuga dos beneficiários dos Seus atos; diante do azedume de uns e da impiedade de quase todos; nas sombras a obsessão coletiva que àquela hora campeava triunfalmente, contemplou todos e repassou pela memória atos e palavras, culminando por ensinar a mais preciosa lição no instante mais grave: — entregou-se às mãos de Deus e permaneceu confiante até o fim.

“Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito”.
Lucas: capítulo 23º, versículo 46.“A casa do Pai é o Universo”.
Capítulo 3º — Item 2.
Livro: Florações Evangélicas
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

O TESOURO ENFERRUJADO

“O vosso ouro e a vossa prata se enferrujaram.” — (TIAGO, capítulo 5, versículo 3.)

Os sentimentos do homem, nas suas próprias idéias apaixonadas, se dirigidos para o bem, produziriam sempre, em conseqüência, os mais substanciosos frutos para a obra de Deus. Em quase toda parte, porém, desenvolvem-se ao contrário, impedindo a concretização dos propósitos divinos, com respeito à redenção das criaturas.

De modo geral, vemos o amor interpretado tão-somente à conta de emoção transitória dos sentidos materiais, a beneficência produzindo perturbação entre dezenas de pessoas para atender a três ou quatro doentes, a fé organizando guerras sectárias, o zelo sagrado da existência criando egoísmo fulminante. Aqui, o perdão fala de dificuldades para expressar-se; ali, a humildade pede a admiração dos outros.

Todos os sentimentos que nos foram conferidos por Deus são sagrados. Constituem o ouro e a prata de nossa herança, mas como assevera o apóstolo, deixamos que as dádivas se enferrujassem, no transcurso do tempo.

Faz-se necessário trabalhemos, afanosamente, por eliminar a “ferrugem” que nos atacou os tesouros do espírito. Para isso, é indispensável compreendamos no Evangelho a história da renúncia perfeita e do perdão sem obstáculos, a fim de que estejamos caminhando, verdadeiramente, ao encontro do Cristo.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Divaldo Franco em Istambul - Turquia.

Caros amigos, é com alegria que divulgamos a informação que recebemos da querida amiga Rejane de Santa Helena, a quem agradecemos pela consideração e pelo carinho.

Divaldo Franco estará proferindo palestra em Istambul, dia 31 de maio de 2010. Informações no site da Sociedade Anatoliana de Iluminação.

O endereço da palestra : Kozyatagi, Belediye Kultur Merkezi. Kadikoy.

Bayar Cad. Buket sokak.

Tel: 0216-658 0014

A Turquia é a última parada da turnê mundial passado, a Fundação se comprometeu a cumprir.

Esta é a segunda palestra de Divaldo Franco em Istambul, organizada pelo Verein für spiritistische Studien Allan Kardec (Sociedade de Estudos Espiritas Allan Kardec) de Viena, Austria.

obrigada!.
Rejane.

Francisco Rebouças

Estudando o espiritismo - E.S.E.

Bem-aventurados os que têm fechados os olhos (1)

20. Meus bons amigos, para que me chamastes? Terá sido para que eu imponha as mãos sobre a pobre sofredora que está aqui e a cure? Ah! que sofrimento, bom Deus! Ela perdeu a vista e as trevas a envolveram. Pobre filha! Que ore e espere. Não sei fazer milagres, eu, sem que Deus o queira. Todas as curas que tenho podido obter e que vos foram assinaladas não as atribuais senão àquele que é o Pai de todos nós. Nas vossas aflições, volvei sempre para o céu o olhar e dizei do fundo do coração: "Meu Pai, cura-me, mas faze que minha alma enferma se cure antes que o meu corpo; que a minha carne seja castigada, se necessário, para que minha alma se eleve ao teu seio, com a brancura que possuía quando a criaste." Após essa prece, meus amigos, que o bom Deus ouvirá sempre, dadas vos serão a força e a coragem e, quiçá, também a cura que apenas timidamente pedistes, em recompensa da vossa abnegação.

Contudo, uma vez que aqui me acho, numa assembléia onde principalmente se trata de estudos, dir-vos-ei que os que são privados da vista deveriam considerar-se os bemaventurados da expiação. Lembrai-vos de que o Cristo disse convir que arrancásseis o vosso olho se fosse mau, e que mais valeria lançá-lo ao fogo, do que deixar se tornasse causa da vossa condenação. Ah! quantos há no mundo que um dia, nas trevas, maldirão o terem visto a luz! Oh! sim, como são felizes os que, por expiação, vêm a ser atingidos na vista! Os olhos não lhes serão causa de escândalo e de queda; podem viver inteiramente da vida das almas; podem ver mais do que vós que tendes límpida a visão!... Quando Deus me permite descerrar as pálpebras a algum desses pobres sofredores e lhes restituir a luz, digo a mim mesmo: Alma querida, por que não conheces todas as delicias do Espírito que vive de contemplação e de amor? Não pedirias, então, que se te concedesse ver imagens menos puras e menos suaves, do que as que te é dado entrever na tua cegueira!

Oh! bem-aventurado o cego que quer viver com Deus. Mais ditoso do que vós que aqui estais, ele sente a felicidade, toca-a, vê as almas e pode alçar-se com elas às esferas espirituais que nem mesmo os predestinados da Terra logram divisar. Abertos, os olhos estão sempre prontos a causar a falência da alma; fechados, estão prontos sempre, ao contrário, a fazê-la subir para Deus. Crede-me, bons e caros amigos, a cegueira dos olhos é, muitas vezes, a verdadeira luz do coração, ao passo que a vista é, com freqüência, o anjo tenebroso que conduz à morte.

Agora, algumas palavras dirigidas a ti, minha pobre sofredora. Espera e tem ânimo! Se eu te dissesse: Minha filha, teus olhos vão abrir-se, quão jubilosa te sentirias! Mas, quem sabe se esse júbilo não ocasionaria a tua perda! Confia no bom Deus, que fez a ventura e permite a tristeza. Farei tudo o que me for consentido a teu favor; mas, a teu turno, ora e, ainda mais, pensa em tudo quanto acabo de te dizer.

Antes que me vá, recebei todos vós, que aqui vos achais reunidos, a minha bênção. - Vianney, cura d'Ars. (Paris, 1863.)
 
(1) Esta comunicação foi dada com relação a uma pessoa cega, a cujo favor se evocara o Espírito de J. B.

Fonte: O Evangelho Segundo o Espíritismo - FEB, 112ª edição.

Francisco Rebouças

Estudando o espiritismo - LE

Caros amigos e irmãos, estamos dando continuidade ao estudo da doutrina espírita com as questões 112 a 119 do Livro dos Espíritos.
Esatude Conosco!
Primeira ordem. - Espíritos puros

112. CARACTERES GERAIS. - Nenhuma influência da matéria. Superioridade intelectual e moral absoluta, com relação aos Espíritos das outras ordens.

113. Primeira classe. Classe única. - Os Espíritos que a compõem percorreram todos os graus da escala e se despojaram de todas as impurezas da matéria. Tendo alcançado a soma de perfeição de que é suscetível a criatura, não têm mais que sofrer provas, nem expiações. Não estando mais sujeitos à reencarnação em corpos perecíveis, realizam a vida eterna no seio de Deus.

Gozam de inalterável felicidade, porque não se acham submetidos às necessidades, nem às vicissitudes da vida material. Essa felicidade, porém, não é a ociosidade monótona, a transcorrer em perpétua contemplação. Eles são os mensageiros e os ministros de Deus, cujas ordens executam para manutenção da harmonia universal. Comandam a todos os Espíritos que lhes são inferiores, auxiliam-nos na obra de seu aperfeiçoamento e lhes designam as suas missões. Assistir os homens nas suas aflições, concitá-los ao bem ou à expiação das faltas que os conservem distanciados da suprema felicidade, constitui para eles ocupação gratíssima. São designados às vezes pelos nomes de anjos, arcanjos ou serafins.

Podem os homens pôr-se em comunicação com eles, mas extremamente presunçoso seria aquele que pretendesse tê-los constantemente às suas ordens.

Progressão dos Espíritos

114. Os Espíritos são bons ou maus por natureza, ou são eles mesmos que se melhoram?

“São os próprios Espíritos que se melhoram e, melhorando-se, passam de uma ordem inferior para outra mais elevada.”

115. Dos Espíritos, uns terão sido criados bons e outros maus?

“Deus criou todos os Espíritos simples e ignorantes, isto é, sem saber. A cada um deu determinada missão, com o fim de esclarecê-los e de os fazer chegar progressivamente à perfeição, pelo conhecimento da verdade, para aproximá-los de si. Nesta perfeição é que eles encontram a pura e eterna felicidade. Passando pelas provas que Deus lhes impõe é que os Espíritos adquirem aquele conhecimento. Uns aceitam submissos essas provas e chegam mais depressa à meta que lhes foi assinada. Outros só a suportam murmurando e, pela falta em que desse modo incorrem, permanecem afastados da perfeição e da prometida felicidade.”

a) - Segundo o que acabais de dizer, os Espíritos, em sua origem, seriam como as crianças, ignorantes e inexperientes, só adquirindo pouco a pouco os conhecimentos de que carecem com o percorrerem as diferentes fases da vida?

“Sim, a comparação é boa. A criança rebelde se conserva ignorante e imperfeita. Seu aproveitamento depende da sua maior ou menor docilidade. Mas, a vida do homem tem termo, ao passo que a dos Espíritos se prolonga ao infinito.”

116. Haverá Espíritos que se conservem eternamente nas ordens inferiores?

“Não; todos se tornarão perfeitos. Mudam de ordem, mas demoradamente, porquanto, como já doutra vez dissemos, um pai justo e misericordioso não pode banir seus filhos para sempre. Pretenderias que Deus, tão grande, tão bom, tão justo, fosse pior do que vós mesmos?”

117. Depende dos Espíritos o progredirem mais ou menos rapidamente para a perfeição?

“Certamente. Eles a alcançam mais ou menos rápido, conforme o desejo que têm de alcançá-la e a submissão que testemunham à vontade de Deus. Uma criança dócil não se instrui mais depressa do que outra recalcitrante?”

118. Podem os Espíritos degenerar?

“Não; à medida que avançam, compreendem o que os distanciava da perfeição.

Concluindo uma prova, o Espírito fica com a ciência que daí lhe veio e não a esquece. Pode permanecer estacionário, mas não retrograda.”

119. Não podia Deus isentar os Espíritos das provas que lhes cumpre sofrer para chegarem à primeira ordem?

“Se Deus os houvesse criado perfeitos, nenhum mérito teriam para gozar dos benefícios dessa perfeição. Onde estaria o merecimento sem a luta? Demais, a desigualdade entre eles existente é necessária às suas personalidades. Acresce ainda que as missões que desempenham nos diferentes graus da escala estão nos desígnios da Providência, para a  harmonia do Universo.”

Pois que, na vida social, todos os homens podem chegar às mais altas funções, seria o caso de perguntar-se por que o soberano de um país não faz de cada um de seus soldados um general; por que todos os empregados subalternos não são funcionários superiores; por que todos os colegiais não são mestres. Ora, entre a vida social e a espiritual há esta diferença: enquanto que a primeira é limitada e nem sempre permite que o homem suba todos os seus degraus, a segunda é indefinida e a todos oferece a possibilidade de se elevarem ao grau supremo.

Fonte: O Livro dos Espíritos- FEB, 76ª edição.

Francisco Rebouças

Assim é o Espiritismo!

Caminhando de par com o progresso, o Espiritismo jamais será ultrapassado, porque, se novas descobertas lhe demonstrassem estar em erro acerca de um ponto qualquer, ele se modificaria nesse ponto. Se uma verdade nova se revelar, ela a aceitará.
(ALLAN KARDEC)

domingo, 23 de maio de 2010

O Ser Consciente


Esmagado por conflitos que não amainam de intensidade, o homem moderno procura mecanismos escapistas, em vãs tentativas de driblar as aflições transferindo-se para os setores do êxito exterior, do aplauso e da admiração social, embora os sentimentos permaneçam agrilhoados e ferreteados pela angústia e pela insatisfação.

As realizações externas podem acalmar as ansiedades do coração, momentaneamente, não, porem, erradicá-las, razão por que o triunfo externo não apazigua interiormente.

Condicionado para a conquista das coisas, na concepção da meta plenificadora, o indivíduo procura soterrar os conflitos sob as preocupações contínuas, mantendo-os, no entanto, vivos e pulsantes, até quando ressumam e sobrepoem-se a todos os disfarces, desencadeando novos sofrimnentos e perturbações devastadoras.

O homem pode e deve ser considerado como sendo sua própria mente.

Aquilo que cultiva no campo íntimo, ou que o propele com insistência a realizações, constitui a sua essência e legitimidade, que devem ser estudadas pacientemente, a fim de poder enfrentar os paradoxos existenciais — parecer e ser —, as inquietações e tendências que o comandam, estabelecendo os paradigmas corretos para a jornada, liberado dos choques interiores em relação ao comportamento externo.

Ignorar uma situação não significa eliminá-la ou superá-la. Tal postura permite que os seus fatores constitutivos cresçam e se desenvolvam, até o momento em que se tornam insustentáveis, chamando a atenção para enfrentá-los.

O mesmo ocorre com os conflitos psicológicos. Estão presentes no homem, que, invariavelmente, não lhes dá valor, evitando deter-se neles, analisar a própria fragilidade, de modo a encontrar os recursos que lhe facultem diluí-los.

Enraizados profundamente, apresentam-se na consciência sob disfarces diferentes, desde os simples complexos de inferioridade, os narcisismos, a agressividade, a culpa, a tiidez, até os estados graves de alienação mental.

Todo conflito gera insegurança, que se expressa multifacetadamente, respondendo por inomináveis comportamentos nas sombras do medo e das condutas compulsivas.

Suas vítimas padecem situações muito afugentes, tombando no abandono de si mesmas, quando as resistências disponíveis se exaurem.

O ser consciente deve trabalhar-se sempre, partindo do ponto inicial da sua realidade psicológica, aceitando-se como é e aprimorando-se sem cessar.

Somente consegue essa lucidez aquele que se auto-analise, disposto a encontrar-se sem máscara, sem deterioração. Para isso, não se julga, nem se justifica, não se acusa nem se culpa. apenas descobre-se.

À identificação segue-se o trabalho da transformação interior para melhor, utilizando-se dos instrumentos do auto-amor, da auto-estima, da oração que estimula a capacidade de discernimento, da relaxação que libera das tensões, da meditação que faculta o crescimento interior.

O auto-amor ensina-o a encontrar-se e desvela os potenciais de força íntima nele jacentes.

A auto-estima leva-o à fraternidade, ao convívio saudável com o seu próximo, igualmente necessitado.

A oração amplia-lhe a faculdade de entendimento da existência e da Vida real.

A relaxação proporciona-lhe harmonia, horizontes largos para a movimentação.

A meditação ajuda-o a crescer de dentro para fora, realizando-se em amplitude e abrindo-lhe a percepção para os estados alterados de consciência.

O auto-conhecimento se torna uma necessidade prioritária na pro gramática existencial da criatura. Quem o posterga, não se realiza satisfatoriamente, porque permanece perdido em um espaço escuro, ignorado dentro de si mesmo.

Foi necessário que surgissem a Psicologia Transpessoal e outras áreas doutrinárias com paradigmas bem definidos a respeito do ser humano integral, para que se pudesse propor à vida melhores momentos e mais amplas perspectivas de felicidade.

A contribuição da Parapsicologia, da Psicobiofísica, da Psicotrônica, ampliou os horizontes do homem, propiciou-lhe o encontro com outras dimensões da vida e possibilidades extrafísicas de realização, que permaneciam soterradas sob os escombros do inconsciente profundo, ou adormecidas nos alicerces da Consciência.

Antes, porém, de todas essas disciplinas psicológicas e doutrinas parapsíquicas, o Espiritismo descortinou para a criatura a valiosa possibilidade de ser consciente, concitando-a ao auto-encontro e à autodescoberta a respeito da vida além dos estreitos limites materiais.

Perfeitamente identificado com os elevados objetivos da existência terrestre do ser humano, Allan Kardec questionou os Espíritos Benfeitores. “Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?”

Eles responderam: “— Um sábio da Antigüidade vo-lo disse. Conhece-te a ti mesmo.”(*)

Comentando a resposta, Santo Agostinho, Espírito, entre outras considerações explicitou: “... O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual. Mas, direis, como há de alguém julgar-se a si mesmo? Não está aí a ilusão do amor-próprio para atenuar asfaltas e torná-las desculpáveis? O avarento se considera apenas econômico e previdente; o orgulhoso julga que em si só há dignidade. Isto é muito real, mas tendes um meio de verificação que não pode iludir-vos. Quando estiverdes indecisos sobre o valor de uma de vossas ações, inquiri como a qualificaríeis se praticada por outra pessoa... “ “E prosseguiu: “... dê balanço no seu dia moral para, a exemplo do comerciante, avaliar suas perdas e seus lucros, e eu vos asseguro que a conta destes será mais avultada que a daquelas. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida.”

Na análise diária e contínua dos atos, o auto e o alo-amor serão decisivos para a avaliação. A oração e a medita¬ção irão constituir recurso complementar para afixação das conquistas.

Quem ora, fala; quem medita, ouve, dispondo dos recursos para exteriorizar-se e interiorizar-se.

Há, no entanto, estruturas psicológicas muito frágeis ou assinaladas por distúrbios de comportamento grave. Nesses casos, urge o concurso da Ciência Espírita, com as terapias profúndas que dispõe; e, de acordo com a intensidade do distúrbio, torna-se necessária a ajuda do psicoterapeuta, conforme a especificidade do problema, que será eqüacionado pela Psicologia, pela Psicanálise ou pela Psiquiatria.

(*) O Livro dos Espíritos. 29ª edição da FEB. Questão 919.

Em muitos conflitos humanos, entretanto, ocorrem interferências espirituais variadas, gerando quadros de obsessões complexas, para os quais somente as técnicas espíritas alcançam os resultados desejados, por se tratarem, esses agentes pertubadores, de Entidades extracorpóreas, porém portadores dos mesmos potenciais das suas vítimas: senti¬mentos e emoções, inteligência e lucidez, experiências e vidas.

O ser consciente é austero, mas sem carranca; é jovial, porém sem vulgaridade; é complacente, no entanto sem conivência; é bondoso, todavia sem anuência com o erro. Ajuda e promove aquele que lhe recebe o socorro, seguindo adiante sem cobrar retribuição.

É responsável, e não se permite o vão repouso enquanto o dever o aguarda. Conhecendo suas possibilidades, coloca-as em ação sempre que necessário, aberto ao amor e ao bem.

Só o amadurecimento psicológico, através das experiências vividas, libera a consciência do ser; e, ao consegui-la, ei-lo feliz, conquistando a Terra da Promissão bíblica.
Este modesto livro, que ora trazemos à análise do caro Leitor, pretende, sem presunção, auxiliá-lo na conquista da consciência.

Não apresenta qualquer técnica nova ou milagrosa. Estuda algumas problemáticas humanas à luz da Quarta Força em Psicologia, colocando uma ponte na direção da Doutrina Espírita, que é portadora de uma visão profunda e integral do ser.

Confiamos que será útil a alguém que se encontre aflito ou fugindo de si mesmo, ajudando-o na solução do seu problema, e isto nos Compensará plenamente.

Salvador, 19 de maio de 1993.
Joanna de Ângelis

Livro: O Ser Consciuente
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

Casa Espírita Lar de Peixotinho

JANTAR DA SUA CASA ESPÍRITA - LEP
Caros amigos, a Casa Espírita Lar de Peixotinho convida a todos para o Jantar que realizará no PROXIMO SÁBADO ÀS 20 .00 HS.

CONVITE -10,00 REAIS

LOCAL - RUA DO RINCÃO - Itaipú, ATÉ O FIM - CASA DE SONIA MOTTA

CARDÁPIO - MASSAS.

SUA PRESENÇA É O MAIS IMPORTANTE !!!!!!!!!!!!!!!!!!!

PARTICIPE, DUIVULGUE!

Francisco Rebouças

Deus dirige todos e tudo!

Deus está em toda a parte: portanto está também dentro de nós e dentro de todas as pessoas que nos cercam, boas ou más.

Tudo provém de Deus.

Tudo é manifestação divina.

Mesmo aquilo que nos parece mal ou erro pode ser a causa de um benefício futuro.

Nosso sofrimento resulta do desconhecimento da verdade básica: Deus dirige todos os acontecimentos porque está em tudo.

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino
 
Francisco Rebouças

Diversidade de opções

Não somos os únicos a desempenhar grandes ou pequenas missões

O homem, levado pelo orgulho enraizado em seu mundo íntimo há milênios, acha-se muitas das vezes o máximo, o insubstituível, o tal neste ou naquele assunto, e chega mesmo ao cúmulo de pensar que sem sua presença tudo estará perdido, não levando em conta que mais cedo ou mais tarde ele será chamado queira ou não de volta à pátria espiritual de onde todos viemos e para onde todos voltaremos e que só por esse fato, sua pretensão não tem qualquer fundamento, visto que suas funções terão que serem executadas por outro indivíduo que não ele, como tem acontecido desde os primórdios da criação da humanidade.

É, necessário entendermos, o quanto antes, que a obra de criação do universo, foi elaborada por Espíritos Sábios, na execução dos desígnios de Deus, e por isso mesmo todos os mínimos detalhes foram devidamente observados de forma a garantir a continuidade do progresso da criatura a caminho do seu criador, e como não somos eternos senão pelo Espírito Imortal, sofreremos a morte física, inúmeras vezes, como tem nos sucedidos desde nossa criação em eras recuadas da humanidade, sem que com isto o mundo tenha deixado de avançar moral e intelectualmente.

Por mais valorosa, difícil e necessária que seja nossa participação nesse grandioso trabalho de elevação moral e científica do planeta, não sejamos vaidosos a ponto de nos julgarmos mais importantes do que na verdade somos, e procuremos acima de tudo fazer nossa parte na obra de elevação e engrandecimento da Terra, com muito amor e humildade, pois como co-criadores que somos, estaremos sempre subordinados à uma Inteligência Superior que a todos suplanta e coordena.

Os Espíritos Superiores, mostraram bem claramente ao insigne codificador da mensagem consoladora da doutrina espírita que, se Allan Kardec, por algum motivo desistisse da missão a ele confiada, mesmo assim o Consolador Prometido por Jesus nos chegaria da mesma forma como foi por ele trazido, conforme nos esclarece o texto contido no Livro Obras Póstumas que transcrevemos abaixo:

MEU SUCESSOR

“Tendo uma conversação com os Espíritos levado a falar do meu sucessor na direção do Espiritismo, formulei a questão seguinte:

Pergunta — Entre os adeptos, muitos há que se preocupam com o que virá a ser do Espiritismo depois de mim e perguntam quem me substituirá quando eu partir, uma vez que não se vê aparecer ninguém, de modo notório, para lhe tomar as rédeas.

Respondo que não nutro a pretensão de ser indispensável; que Deus é extremamente sábio para não fazer que uma doutrina destinada a regenerar o mundo assente sobre a vida de um homem; que, ao demais, sempre me avisaram que a minha tarefa é a de constituir a Doutrina e que para isso tempo necessário me será concedido. A do meu sucessor será, pois, mais fácil, porquanto já achará traçado o caminho, bastando que o siga. Entretanto, se os Espíritos julgassem oportuno dizer-me a respeito alguma coisa de mais positivo, eu muito grato lhes ficaria.

Resposta — Tudo isso é rigorosamente exato — eis o que se nos permite dizer-te a mais.

Tens razão em afirmar que não és indispensável; só o és ao ver dos homens, porque era necessário que o trabalho de organização se concentrasse nas mãos de um só, para que houvesse unidade; não o és, porém, aos olhos de Deus. Foste escolhido e por isso é que te vês só; mas, não és, como, aliás, bem o sabes, a única entidade capaz de desempenhar essa missão. Se o seu desempenho se interrompesse por uma causa qualquer, não faltariam a Deus outros que te substituíssem. Assim, aconteça o que acontecer, o Espiritismo não periclitará.

Enquanto o trabalho de elaboração não estiver concluído, é, pois, necessário sejas o único em evidência: fazia-se mister uma bandeira em torno da qual pudessem as gentes agrupar-se. Era preciso que te considerassem indispensável, para que a obra que te sair das mãos tenha mais autoridade no presente e no futuro; era preciso mesmo que temessem pelas conseqüências da tua partida.

Se aquele que te há de substituir fosse designado de antemão, a obra, ainda não acabada, poderia sofrer entraves; formar-se-iam contra ti oposições suscitadas pelo ciúme; discuti-lo-iam, antes que ele desse provas de si; os inimigos da Doutrina procurariam barrar-lhe o caminho, resultando daí cismas e separações. Ele, portanto, se revelará, quando chegar o momento.

Sua tarefa será assim facilitada, porque, como dizes, o caminho estará todo traçado; se ele daí se afastasse, perder-se-ia a si próprio, como já se perderam os que hão querido atravessar-se na estrada. A referida tarefa, porém, será mais penosa noutro sentido, visto que ele terá de sustentar lutas mais rudes. A ti te incumbe o encargo da concepção, a ele o da execução, pelo que terá de ser homem de energia e de ação. Admira aqui a sabedoria de Deus na escolha de seus mandatários: tu possuis as qualidades que eram necessárias ao trabalho que tens de realizar, porém não possuis as que serão necessárias ao teu sucessor. Tu precisas da calma, da tranqüilidade do escritor que amadurece as idéias no silêncio da meditação; ele precisará da força do capitão que comanda um navio segundo as regras da Ciência. Exonerado do trabalho de criação da obra sob cujo peso teu corpo sucumbirá, ele terá mais liberdade para aplicar todas as suas faculdades ao desenvolvimento e à consolidação do edifício.

P. — Poderás dizer-me se a escolha do meu sucessor já está feita?

R. — Está, sem o estar, dado que o homem, dispondo do livre-arbítrio, pode no último momento recuar diante da tarefa que ele próprio elegeu. É também indispensável que dê provas de si, de capacidade, de devotamento, de desinteresse e de abnegação. Se se deixasse levar apenas pela ambição e pelo desejo de primar, seria certamente posto de lado.

P. — Freqüentemente se há dito que muitos Espíritos encarnariam para ajudar o movimento.

R. — Sem dúvida, muitos Espíritos terão essa missão, mas cada um na sua especialidade, para agir, pela sua posição, sobre tal ou tal parte na sociedade. Todos se revelarão por suas obras e nenhum por qualquer pretensão à supremacia”.

Ségur, 9 de agosto de 1863

(Médium: Sr. d’A...)

Como bem podemos observar, nas respostas a ele endereçadas pelos Espíritos Superiores, tudo estava absolutamente planejado, e não sofreria solução de continuidade, visto que como lhe foi esclarecido no texto acima, “mas, não és, como, aliás, bem o sabes, a única entidade capaz de desempenhar essa missão “, assim também todos nós devemos fazer uma profunda reflexão sobre nossas reais possibilidades de desempenhar com esmero e dedicação os cometimentos a nós confiados pela Providência Divina, na certeza absoluta de que não seremos os únicos a desempenhar as grandes ou pequenas missões sob nossa responsabilidade, e que por isso mesmo quanto mais nos empenharmos na execução digna e correta das nossas tarefas como Espíritos em processo de burilamento, a caminho da angelitude, maiores e melhores oportunidades estaremos fazendo por merecer perante a Soberana Sabedoria do Universo.

Bibliografia: Kardec, Allan – Obras Póstumas, FEB,13ª Edição – Segunda parte - Meu Sucessor.

Grifos Nossos.

Francisco Rebouças.

sábado, 22 de maio de 2010

APRENDAMOS, ENSINANDO


Qual acontece ao valor do grande esforço que é lastro fecundo na garantia da caridade, lembremo-nos dos pequeninos sacrifícios que podemos realizar, cada hora, contra os arrastamentos de nossa própria natureza inferior, trabalhando em auxílio dos portadores de necessidades maiores do que as nossas.

Muitos companheiros encarnados desistem da colaboração nas obras do bem, declarando-se imperfeitos e endividados, quando, nessa condição, mais valioso se nos faz o trabalho de formação da própria disciplina.

Antes do berço, porém, quando a necessidade de redenção ou de melhoria nos desvela ao espírito sequioso de progresso o campo educativo que a experiência física nos oferta, solicitamos, com empenho, as situações que nos contrariem o modo de proceder e de ser, a fim de que o internato terrestre nos supra dos valores reais de que nos achamos carentes.

É por isso, que quase sempre na Terra, quando impulsivos e impacientes, somos constrangidos a exaltar a serenidade; enfermos, surpreendemo-nos induzidos a amparar a saúde alheia; fracos, sentimo-nos na obrigação de sustentar a fortaleza dos outros; atormentados pelas nossas chagas íntimas de aflição ou desencanto, reconhecemo-nos intimados a nutrir a tranqüilidade e a esperança naqueles que desfalecem; e tentados, em muitas circunstâncias, à falência e à desordem, no imo de nossa casa, vemo-nos convocados a evitar o desequilíbrio e o desastre no instituto doméstico em que respiram corações queridos do nosso painel de ação.

Não desprezes auxiliar sempre, na construção do bem, ainda mesmo quando te sintas de todo ausente dele, porqüanto ensinando o melhor aos outros, somos impelidos a procurar o melhor em favor de nós mesmos e, disciplinando a existência em torno de nossa estrada, acabamos fatalmente disciplinados por ela.

Livro: Nascer e Renascer
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

REUNIÕES CRISTÃS

“Chegada, pois, a tarde daquele dia, o primeiro da semana, e cerradas as portas da casa onde os discípulos, com medo dos judeus, se tinham ajuntado, chegou Jesus e pôs-se no meio deles e disse-lhes: Paz seja convosco.” (JOÃO, capítulo 20, versículo 19.)

Desde o dia da ressurreição gloriosa do Cristo, a Humanidade terrena foi considerada digna das relações com a espiritualidade.

O Deuteronômio proibira terminantemente o intercâmbio com os que houvessem partido pelas portas da sepultura, em vista da necessidade de afastar a mente humana de cogitações prematuras. Entretanto, Jesus, assim como suavizara a antiga lei da justiça inflexível com o perdão de um amor sem limites, aliviou as determinações de Moisés, vindo ao encontro dos discípulos saudosos.

Cerradas as portas, para que as vibrações tumultuosas dos adversários gratuitos não perturbassem o coração dos que anelavam o convívio divino, eis que surge o Mestre muito amado, dilatando as esperanças de todos na vida eterna. Desde essa hora inolvidável, estava instituído o movimento de troca, entre o mundo visível e o invisível. A família cristã, em seus vários departamentos, jamais passaria sem o doce alimento de suas reuniões carinhosas e íntimas. Desde então, os discípulos se reuniriam, tanto nos cenáculos de Jerusalém, como nas catacumbas de Roma. E, nos tempos modernos, a essência mais profunda dessas assembléias é sempre a mesma, seja nas igrejas católicas, nos templos protestantes ou nos centros espíritas.

O objetivo é um só: procurar a influenciação dos planos superiores, com a diferença de que, nos ambientes espiritistas, a alma pode saciar-se, com mais abundância, em vôos mais altos, por se conservar afastada de certos prejuízos do dogmatismo e do sacerdócio organizado.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Divaldo Franco ao Vivo

Caros amigos recebemos da querida Gorete Newton a informação do evento que segue.

Divaldo Franco ao vivo, diretamente de Winterthur Suíça, hoje às 14:30 do Brasil e às 19:30 na Suíça. LINK: http://www.tvcei.com/portal/index.php/aovivo/canal8
Tema: Atualidade do Pensamento espírita.
(com tradução para o alemão).

CEEAK - Centro de estudos espíritas Allan Kardec
Industriestrasse 8 8404 - Winterthur
Schweiz

Phone: + 41 52 232 28 88
Mobil: + 41 78 805 61 81

Francisco Rebouças

sexta-feira, 21 de maio de 2010

PALESTRA 100 anos de Chico-GIFU-KEN - JAPÃO

Caros amigos, mais um excelente evento será realizado pelo movimento espírita japonês, conforme segue. 
Em comemoração aos 100 anos de Chico Xavier:
Tema-Chico Xavier um exemplo de vida.

Dia 29 de Maio às 12:30 horas.

Endereço-  Núcleo Espírita Cristão do Japão
GIFU-KEN, TOKI-SHI
Izumi-cho, kijiri 616-14 kanei biru 1f

Contatos e Informações
Antonio- 090 1822 3207
Davis- 080 4227 5684
Alexandre- 080 4212 1973



Francisco Rebouças

Ultrapassamos as 14.000

Caros amigos, estamos mais uma vez muito felizes pela demonstração de apoio e carinho de todos vocês,  comprovado pela excelente marca de 14.000 visitas, ultrapassada hoje. Que Deus nos conceda o equilíbrio e a disposição de continuar com o mesmo objetivo de divulgação da mensagem espírita, da forma mais fiel possível aos seus postulados, para continuarmos a merecer a confiança de todos.
glitter graphics

Muito obrigado, você é o mais importante fator de sucesso do nosso trabalho!.

Francisco Rebouças

V jornadas Portuguesas de Medicina e Espiritualidade

Caros amigos, nos próximos dias 29 e 30 de maio de 2010, com o Tema: "CHICO XAVIER: CEM ANOS DE AMOR, ENSINANDO O CAMINHO DA CURA", será realizada em Lisboa - Portugal, a V Jornada portuguesa de medicina e espiritualidade.

Local do Evento: Auditório da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa

Programa:
SÁBADO, 29 DE MAIO DE 2010

9h00: ABERTURA SOLENE: MÚSICA, PRECE
9h45: O Caminho da Cura da Alma – Dra. Marlene Nobre

10h35: O Passe como Cura Magnética – Dr. Francisco José Viana Ganhão

11h15: Intervalo

11h45: Evidências Neurocientíficas Confirmam Revelação Espiritual do Livro “No Mundo Maior”,

de André Luíz – Dr. João Ascenso

12h25: Curas Aparentes e Curas Reais – Dra. Antonia Marilene da Silva

12h55: ALMOÇO
15h00: Um Possível Caso de Reencarnação em Paciente Esquizofrénico – Dr. Roberto Lúcio Vieira de Souza

15h40: Freud, as Pulsões e a Contribuição de André Luíz (Suicídio Indirecto e Vícios) – Dr. Jorge Cecílio Daher Jr

16h20: AS Compulsões: Natureza e Evolução da Dependência Química – Dra. Maria Heloísa Bernardo

17h00: Intervalo

17h30: O Processo de Recuperação da Dependência Química com base na Saúde Integral – Dra. Maria Heloísa Bernardo

18h00: O Envelhecimento, a Transcendência e a Imortalidade do Espírito – Dr. Carlos Accioly Durgante

18h40: Cuidados Paliativos: Sedação em fim de vida vs. Sedação durante a vida

– apresentação conjunta dos Drs. Maria Paula Costa e Silva e Luténio Faria

19h40: Encerramento
DOMINGO, 30 DE MAIO DE 2010
9h00: O Papel do Perispírito nas Doenças – Dr. João António Duarte Jacinto

9h40: A Visão Espiritual das Epidemias – Dra. Márcia Regina Colasante Salgado

10h25: Abordagem Médico-Espírita das Doenças Cardiovasculares – Dra. Antonia Marilene da Silva

11h05: Intervalo
11h35: As Doenças nos Mecanismos Expiatórios e Provacionais: as Demências Senis (Alzheimer) e a Doença de Parkinson
– Dr. Carlos Eduardo Accioly Durgante

12h15: Esclerose Múltipla: Reflexão sobre as Causas Espirituais e Interpretação dos Surtos – Dra. Maria Paula Costa e Silva

12h55: ALMOÇO
15h00: Como Vejo e Trato o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) – Dr. Roberto Lúcio Vieira de Souza

15h40: As Leis das Emoções e a sua Aplicação no Tratamento dos Pensamentos e Emoções Mórbidas,

e da Obsessão – Dr. João Ascenso

16h20: Intervalo

16h50: A Contribuição de André Luíz para a Humanização da Medicina – Dr. Jorge Cecílio Daher Jr.

17h30: Relação Médico/Doente na Abordagem Médico-Espírita–Dra. Márcia Regina Colasante Salgado

17h50: O Poder Incomparável do Amor – Dra. Marlene Nobre

18h10: Mesa Redonda com todos os oradores

19h10: ENCERRAMENTO SOLENE

Francisco Rebouças

3º Congresso Médico - Washington/Estados Unidos






Bridging Medicina e Espiritualidade
11-13 junho, 2010
Marvin Conference Center -
Universidade George Washington
800 21st Street, NW
Washington, DC 20052
Depois de dois eventos de sucesso (2006, em Rockville, MD e 2008, em Fort Lauderdale, FL), a SMA e os EUA tem o prazer de convidá-lo para o 3 E.U. Congresso Médico Espírita a ser realizada no centro de Washington, DC!
O Comitê Científico reunir uma forte programa para o evento deste ano. O palestrante será o Dr. Amit Goswami, um físico teórico quântico da Universidade de Oregon apresentado no documentário "What the Bleep do We Know". Convidamos uma série de oradores de renome, que abrangem diversos temas pertinentes, incluindo:
O serviço de tratamento de bioenergia na Universidade de Washington Medical Center, em Seattle, Washington
Os estudos científicos de clarividência, escrita automática e de passes de cura: Aplicações para a gestão da AIDS e hepatite C
A Ciência da Cura Espírito Assistida
Consciência Nonlocal: Estudo de médiuns brasileiros Usando Técnica de neuroimagem
Abertura para a Consciência Nonlocal - Experimental de dados
Atividades diárias em um Hospital Psiquiátrico Espírita
E muito mais ....

Maiores informações: http://www.sma-us.org/

Francisco Rebouças

Palestra Espírita

Caros amigos a AME - Niterói, convida a todos para a sua palestra mensal conforme segue.

Prezados Companheiros
Jesus conosco!

A AME-NITERÓI (Associação Médico Espírita de Niterói), tem o prazer de convidá-los a assistir a nossa palestra mensal, a qual será realizada na Casa Maria de Magdala (Est. Washington Luís, nº 1956 - fundos) em 27 de maio de 2010, às 19:30 h (quarta 5ª feira do mês).

O tema da palestra será "Um Panorama Espiritual da Depressão", e será proferido pela Drª Ana Cláudia Laviano (psicóloga/neuropsicóloga, espírita e Secretária da AME-CARIOCA).

Contamos com a presença de todos e também com a divulgação do evento, pois é de suma relevância a abordagem e o conhecimento dos assuntos científicos à luz da Doutrina Espírita.

Abraços com saúde e felicidade à todos!

Luiza Helena Semeghini
Secretaria da AME- NITERÓI

Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Glória a Kardec

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

De Kardec aos dias de hoje

Muitas Vidas

Divaldo Franco

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Chico Xavier

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel