sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Solidariedade
És um ser social e necessitas da convivência com teu próximo, a fim de colimares as metas para as quais renasceste.
A solidariedade é um dos instrumentos mais valiosos para o êxito do tentame.
Torna-te útil, sê gentil, esparze a bondade, e, em compensação jamais te encontrarás a sós.
Livro: Vida Feliz
Divaldo Pereira Franco
Pelo espírito: Joanna de Angelis.
Franciso Rebouças
quarta-feira, 22 de outubro de 2008
Para se obter auxílio
Ficamos sabendo por exemplo, que precisamos proceder nossa imediata e constante renovação moral, nas esferas física, mental e espiritual, alicerçada nos padrões do bem, através do auxílio ao nosso próximo pela desinteressada prática da caridade em favor do necessitado seja ele quem for, compreendendo que com esse comportamento estaremos nos beneficiando também, pela conquista da simpatia dos abnegados trabalhadores da paz a serviço de Jesus, que por sua vez nos estenderão mãos amigas, nas horas em que formos os verdadeiros necessitados, e, sem essa ajuda, nossos caminhos evolutivos nos surgiriam muito mais complicados e difíceis de ser transitados.
Precisamos entender em definitivo que todo o mal por nós praticado, conscientemente provoca inevitavelmente de algum modo lesão em nossa consciência, e se fará fazer sentir em forma de distúrbio em nosso organismo fisiológico mais cedo ou mais tarde. Em qualquer parte do universo em que nos situarmos, estaremos submetidos à mesma Lei de amor e justiça, e como espíritos em processo evolutivo em busca da perfeição relativa a que estamos destinados, precisamos nos associar aos promotores do bem e da paz no universo infinito, unindo nossos parcos recursos aos inúmeros colocados ao nosso inteiro dispor pela Soberana sabedoria do Universo.
O estudo dos postulados espíritas, muito nos ajudarão a clarear a razão, e nos assistirão no esforço individual esclarecendo-nos de que forma melhor poderemos contribuir para o perfeito equilíbrio dos princípios superiores elaborados por Deus para o modo de viver de cada individualidade, fazendo-nos entender que a justiça sendo instituição divina, começa exatamente em nós mesmos, e que, a evolução para a perfeição é uma viagem longa e difícil, onde o bem nos faculta passagens menos complicadas, e o mal nos interdita certos trechos da mesma estrada, o que nos obriga a paradas obrigatórias ou a contornos longos e acidentados.
Dessa forma, como espíritas que nos dizemos ser, busquemos nos ensinos dos Espíritos Superiores, contidos na codificação de nossa doutrina os necessários recursos para que melhor possamos nos apresentar ao Divino Amigo de todos nós, Jesus de Nazaré, para por nossa vez contribuir de forma positiva na tarefa que ELE confiou a cada um de nós, na construção de uma sociedade mais humana, decente e cristã, conforme segue:
Os bons espíritas
“Bem compreendido, mas sobretudo bem sentido, o Espiritismo leva aos resultados acima expostos, que caracterizam o verdadeiro espírita, como o cristão verdadeiro, pois que um o mesmo é que outro. O Espiritismo não institui nenhuma nova moral; apenas facilita aos homens a inteligência e a prática da do Cristo, facultando fé inabalável e esclarecida aos que duvidam ou vacilam.
Muitos, entretanto, dos que acreditam nos fatos das manifestações não lhes apreendem as conseqüências, nem o alcance moral, ou, se os apreendem, não os aplicam a si mesmos. A que atribuir isso? A alguma falta de clareza da Doutrina? Não, pois que ela não contém alegorias nem figuras que possam dar lugar a falsas interpretações. A clareza e da sua essência mesma e é donde lhe vem toda a força, porque a faz ir direito à inteligência. Nada tem de misteriosa e seus iniciados não se acham de posse de qualquer segredo, oculto ao vulgo.
Será então necessária, para compreendê-la, uma inteligência fora do comum? Não, tanto que há homens de notória capacidade que não a compreendem, ao passo que inteligências vulgares, moços mesmo, apenas saídos da adolescência, lhes apreendem, com admirável precisão, os mais delicados matizes. Provém isso de que a parte por assim dizer material da ciência somente requer olhos que observem, enquanto a parte essencial exige um certo grau de sensibilidade, a que se pode chamar maturidade do senso moral, maturidade que independe da idade e do grau de instrução, porque é peculiar ao desenvolvimento, em sentido especial, do Espírito encamado.
Nalguns, ainda muito tenazes são os laços da matéria para permitirem que o Espírito se desprenda das coisas da Terra; a névoa que os envolve tira-lhes a visão do infinito, donde resulta não romperem facilmente com os seus pendores nem com seus hábitos, não percebendo haja qualquer coisa melhor do que aquilo de que são dotados. Têm a crença nos Espíritos como um simples fato, mas que nada ou bem pouco lhes modifica as tendências instintivas. Numa palavra: não divisam mais do que um raio de luz, insuficiente a guiá-los e a lhes facultar uma vigorosa aspiração, capaz de lhes sobrepujar as inclinações. Atêm-se mais aos fenômenos do que a moral, que se lhes afigura cediça e monótona. Pedem aos Espíritos que incessantemente os iniciem em novos mistérios, sem procurar saber se já se tornaram dignos de penetrar Os arcanos do Criador. Esses são os espíritas imperfeitos, alguns dos quais ficam a meio caminho ou se afastam de seus irmãos em crença, porque recuam ante a obrigação de se reformarem, ou então guardam as suas simpatias para os que lhes compartilham das fraquezas ou das prevenções. Contudo, a aceitação do princípio da doutrina é um primeiro passo que lhes tornará mais fácil o segundo, noutra existência.
Aquele que pode ser, com razão, qualificado de espírita verdadeiro e sincero, se acha em grau superior de adiantamento moral. O Espírito, que nele domina de modo mais completo a matéria, dá-lhe uma percepção mais clara do futuro; os princípios da Doutrina lhe fazem vibrar fibras que nos outros se conservam inertes. Em suma: é tocado no coração, pelo que inabalável se lhe torna a fé. Um é qual músico que alguns acordes bastam para comover, ao passo que outro apenas ouve sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más. Enquanto um se contenta com o seu horizonte limitado, outro, que apreende alguma coisa de melhor, se esforça por desligar-se dele e sempre o consegue, se tem firme a vontade” ¹
1) E.S.E. Cap. XVII, Sede Perfeitos, item 4.
Muita Paz,
Francisco Rebouças.
Parábola dos Talentos
Fonte:
sábado, 18 de outubro de 2008
O doce mas, equivocado aceitar!
"Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos clamam: "Irmãos! Nada perece. Jesus-Cristo é o vencedor do mal, sede os vencedores da impiedade." O Espírito de Verdade. (Paris, 1860.) Cap. VI, item 5. ²
Bibliografia:
1) Kardec Allan, O Livro dos Espíritos, FEB 76ª edição.
2) Kardec Allan, O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB – 112ª edição - Cap. VI, item 4.
Grifos, nossos.
Francisco Rebouças
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
A Sábia indagação do Apóstolo!
domingo, 12 de outubro de 2008
A Fundação da UMEN
Este grupo havia sido convidado para ir a Friburgo participar de um Encontro de Mocidades Espíritas. No caminho, dentro de um ônibus, alguns jovens comentam que estavam indo para um Encontro, mas eles não representavam nenhuma Casa espírita. Neste Momento, um dos jovens, Olympio da Silva Campos, fala que deveriam criar um grupo espírita e sugere o nome “União da Mocidade Espírita de Niterói”, sendo prontamente apoiado por todos, ficando este momento como o marco inicial da fundação desta casa tão querida.Ao retornarem a Niterói, procuraram o Dr. Carlos Imbassahy, eminente espírita e advogado, pai de um dos jovens que estava no grupo inicial, Carlos de Brito Imbassahy, que apoiou o ideal do grupo e ajudou nos trâmites legais.
Como não havia uma sede, estes jovens procuraram a FEERJ, Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, que ofereceu um espaço em sua sede para o início das atividades. Legalizada em assembléia com data 19 de fevereiro de 1948, que contou com a presença de Olympio da Silva Campos, Orlando França Sobreira de Sampaio, Jorge Nunes Bernardo, Carlos de Brito Imbassahy, Marise Rosa de Lima, Carlos Alberto Botelho, Norberto Herdy Boechat, Stela Souto Câmara, Sebastião Augusto Carneiro, Alexandre Araújo, Góis Neto, Olavo Alves da Silva, Maria Imbassahy, Carlos Imbassahy e Hélcio Costa Coelho. Nessa primeira assembléia, definiu-se como missão da UMEN ser uma instituição de
estudos e propaganda do Espiritismo.
No dia 29 de fevereiro, foi discutida a participação da UMEN no Primeiro Congresso de Mocidades Espíritas do Brasil, ocasião em que também foram escolhidos como Patrono da casa Thomaz de Aquino (ex-Presidente da Federação Espírita do Estado do RJ) e como primeiro Mentor Sebastião Augusto Carneiro, incansável pioneiro do Espiritismo no país.
Entre as primeiras atividades da UMEN lembramos as palestras em prol da Fraternidade proferidas nas reuniões domingueiras, visitas a instituições espíritas e espiritualistas, a representantes das igrejas Católica e Presibiteriana e a lares de freqüentadores de nossa instituição. Participamos, ainda, da organização da Primeira Semana de Confraternização das Sociedades Espíritas de Niterói, evento depois estendido a instituições da vizinha São Gonçalo. No final de março de 1948, constituiu-se uma comissão para estudo e elaboração dos Estatutos da UMEN.
Fundadores
Abílio Valentino de Miranda
Alberto de Souza Rocha
Alexandre de Araujo Góis
Arnaldo Fortes
Balbina Ferreira
Carlos Alberto Botelho
Carlos de Brito Imbassahy
Carlos Imbassahy
Diva Rosa Gomes
Erondina Silva
Hélcio Costa Coelho
João Herdy Boechat
Jorge Nunes
Jorge Nunes Bernardo
Maria de Brito Imbassahy
Maria Stela Fernandes
Marilda Peçanha Rocha
Maryse Rosa de Lima
Nilton Lopes
Norberto Herdy Boechat
Olavo Alves da Silva
Olympio da Silva Campos
Orlando França Sobreira de Sampaio
Ricardo Augusto de Azeredo Viana
Sebastião Augusto Carneiro
Stela Souto Câmara
Alguns destes jovens acima não estavam no lançamento inicial da UMEN, mas foram considerados sócios fundadores por terem se juntado ao grupo ainda no início, segundo informações da Sra. Balbina Ferreira, 1ª Secretária da UMEN.
Sede Provisória

Em seus primeiros anos, a UMEN utilizou as instalações da Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, onde permaneceu até 1964. O sonho de uma sede própria nasceu com a fundação da própria instituição, sendo estabelecido, já em seus primeiros balancetes, um fundo de reserva para aquisição de um terreno e construção de um edifício. Em julho de 56 foi designada uma Comissão Pró-Construção da Sede Própria. Embora os fundos levantados até então ainda fossem insuficientes, a procura por um terreno para abrigar a futura sede continuou, sendo o escolhido o que abriga a UMEN até hoje, na rua Princesa Isabel. A escritura de compra foi lavrada em 25 de agosto de 1959, e logo em seguida promovemos campanhas intensivas para levantamento de fundos e materiais. Finalmente, em 16 de julho de 1960 era colocada a pedra fundamental, e em 18 de abril de 1964 a sede foi oficialmente inaugurada, ocasião em que foi promovida a Festa do Livro Espírita.
A Sede própria
Em seus primeiros anos, a UMEN utilizou as instalações da Federação Espírita do Estado do Rio de Janeiro, onde permaneceu até 1964. O sonho de uma sede própria nasceu com a fundação da própria instituição, sendo estabelecido, já em seus primeiros balancetes, um f
undo de reserva para aquisição de um terreno e construção da sede.1959 – Compra do terreno. Escritura passada em 25 de agosto.
1960 – Início da obra em 01 de julho. No dia 16/07, sábado, já com alguns pilares concretados, foi realizada uma cerimônia no terreno para o lançamento da Pedra Fundamental. Com cerca de 200 pessoas presentes, houve a colocação da Pedra fundamental pela Sra. Adelina Boechat e discursos de alguns umenistas.
1964 – Inauguração da sede no dia 18 de abril.
Verbas para a obra
Almoços, lanches fraternos e rifas foram realizados em prol da construção da sede própria. A UMEN contou ainda com doação de jóias, dinheiro e de dois terrenos em Maricá, cuja venda foi revertida em verbas para a obra. Realizou-se, ainda, a Campanha das 10 Prestações - em que Umenistas buscaram pessoas que contribuíssem com 10 prestações de CR$ 500.00, salientando que qualquer um poderia participar com quantias menores - e com a Campanha do Tijolo – para a qual foi feito um selo com o valor de CR$ 10,00, vendido para ajudar a construção.
Muitos companheiros ajudaram fisicamente na obra, carregando tijolos e pedras para dentro do terreno, também fazendo a terraplanagem.
Chico Xavier na UMEN
Em 1973, por indicação da UMEN à Câmara dos Deputados, Chico Xavier foi agraciado com o título de “Cidadão Fluminense”. Chico esteve em Niterói, aproveitando a ocasião para visitar a UMEN.
Fonte: http://www.umen.org.br/
Francisco Rebouças.
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
VANSAN NA UMEN
ta de Niterói, viveu uma noite bem diferente. Tivemos a alegria de receber para a palestra da noite um convidado muito especial, Vansan que chegou acompanhado de sua esposa.Natural de Mogi das Cruzes – SP (Brasil), onde reside. É músico profissional com 17 cds gravados e um dvd. Vansan, apresenta-se como músico nos grandes clubes de São Paulo e outras capitais, feiras e exposições. Dirige e apresenta o programa de televisão “Vansan, Voz & Violão “ pela tv a cabo em Mogi das Cruzes – SP.
É formado em Comunicação Social e Artes e pós-graduado pela Universidade de Mogi das Cruzes. Vansan é espírita e trabalha como médium no Centro Espírita Caminho da Luz, em Mogi das Cruzes - SP. Faz parte da Equipe da Pomada Vovô Pedro do Guarujá - SP.
Realiza palestras utilizando a música, pelo Brasil e até no exterior. Na sua palestra intitulada "Terapia Musical do amor”, utiliza como material doutrinário os ensinamentos da Doutrina Espírita, extraídos do Evangelho Segundo o Espiritismo, das obras de André Luiz e Emmanuel e da sua própria vivência na doutrina, que são ilustrados com músicas ricas em conteúdo e melodia, que levam os presentes a uma profunda reflexão sobre a importância da vida e das pessoas.
Consegue com seu empenho e entusiasmo fazer com que seus assistentes elevem o padrão vibratório através da música, deixando aflorar os sentimentos de paz e harmonia possibilitando um verdadeiro tratamento espiritual que representa para ele o maior objetivo a ser alcançado por seu trabalho realizado com muito amor e carinho conforme suas próprias palavras.
Todos os que lá estiveram se declaram muito emocionados e felizes com o que viram, e nós que tivemos a felicidade de conduzi-lo à nossa casa, queremos agradecer ao casal muito simpático e dizer do fundo do nosso coração “muito obrigado Vansan”, esperamos ter as alegrias desse dia renovadas no ano que vem em mais uma oportunidade de revê-los para mais um banquete de luz espiritual como o desta inesquecível noite de festa e aprendizado.
Grande abraço,
Francisco Rebouças.
ESTREVISTAS

Acompanhe então esse diálogo com Bezerra de Menezes, que nos faz conhecer um pouco mais do homem por trás de sua grande obra.
QUE ORIENTAÇÃO RELIGIOSA O SENHOR HERDOU DÓ BERÇO FAMILIAR?
Mas, apesar disso, a mudança não foi radical, porque nunca pude banir de todo a crença em Deus e na alma, Houve enfim uma perturbação e dela nasceu a dúvida. Fiquei mais cético do que cristão, e cristão somente devido aqueles dois pontos (a existência da alma e de Deus). Em todo caso, deixei de ser católico e via os meus dois pontos luminosos por entre as nuvens.
COMO O SENHOR AVALIA SUA TRANSIÇÁO DO CATOLICISMO PARA O ESPIRITISMO?
Posso dizer o 'meu' credo espírita, com aplauso de minha consciência, e não por força de uma autoridade que se arroga o direito de impor a fé. Nestas condições, tendo encontrado a linfa que me saciou a sede de crer, posso ser mais o que era antes? A moral cristã, iluminada pelos inefáveis princípios do Espiritismo, não pode deixar de modificar, para melhor, quem a cultiva não somente por dever, mas também e principalmente por nela ter encontrado a paz do espírito! Não me posso julgar, sem incorrer em orgulho ou falsa modéstia, mas posso assegurar que já compreendo os meus deveres para com Deus, para com os meus semelhantes, de um modo diverso, acentuadamente mais elevado, que antes de ser espírita. É lícito dizer que as novas opiniões acarretaram para mim sensível modificação moral. E, para confirmá-Io, basta consignar este fato: antes de ser espírita, só o pensar em perder um filho fazia-me mentalmente blasfemar, punha-me louco. Depois de ser espírita, tendo perdido quatro filhos adorados, depois de criados, louvava e agradecia ao Pai de amor, provando, por aquele modo, minha obediência a seus sacrossantos decretos.
quarta-feira, 8 de outubro de 2008
Tirando dúvidas sobre mediunidade
GRUPO MEDIÚNICO
Divaldo - Entendemos por grupo mediúnico a associação de pessoas que têm conhecimento da Doutrina Espírita e que pretendem dedicar-se ao estudo da fenomenologia medianímica e, simultaneamente, praticar a excelente lição do próprio Espiritismo, que é a caridade.
O número de pessoas oscila de acordo com as possibilidades dos que dirigem o grupo. Ideal é que este seja constituído de elementos, como diz Allan Kardec1, simpáticos entre si, que persigam objetivos superiores, que desejem instruir-se e que estejam dispostos ao ministério do serviço contínuo; entretanto, merece considerar que todo grupo de experiências mediúnicas fundamentado num número excessivo de membros está relativamente fadado ao fracasso. Os espíritos prescrevem um número em torno de 15 (quinze), no máximo 20 (vinte), ou não inferior a 6 (seis), para que haja a equipe dos que funcionarão na mediunidade, propriamente chamada, bem como a equipe dos que atenderão no socorro dos passes e através da mediunidade de doutrinação, e, ao mesmo tempo, o grupo dos que poderão atender como assessores para qualquer outra cooperação necessária.
1 KARDEC, Allan. O livro dos médiuns, capítulo 29º, item 331, 53ª edição, FEB, Brasilia-DF, 1986.
31 -Qual o objetivo de uma sessão mediúnica?
Divaldo - É acima de tudo uma oportunidade de o indivíduo auto-reformar-se; de fazer silêncio para escutar as lições dos espíritos que nos vêm, depois da morte, chorando e sofrendo, sendo este um meio de evitar que caiamos em seus erros. É também esquecer a ilusão de que nós estejamos ajudando os espíritos, uma vez que eles podem passar sem nós. No mundo dos espíritos, as Entidades Superiores promovem trabalhos de esclarecimento e de socorro em seu favor; nós, entretanto, necessitamos deles, mesmo dos sofredores, porque são a lição de advertência em nosso caminho, convidando-nos ao equilíbrio e à serenidade. Assim, vemos que a ajuda é recíproca:
O médium é alguém que se situa entre os dois hemisférios da vida. O membro de um labor de socorro medianímico é alguém que deve estar sempre às ordens dos Espíritos Superiores para os misteres elevados.
À hora da reunião, devem-se manter, além das atitudes sociais do equilíbrio, a serenidade, um estado de paz interior compatível com as necessidades do processo de sintonia, sem o que, quaisquer tentames neste campo redundarão inócuos, senão negativos.
Depois da reunião é necessário manter-se o mesmo ambiente agradável, porque, à hora em que cessam os labores da incorporação, ou da psicografia, o fenômeno objetivo externo, em si, não cessam os trabalhos mediúnicos no mundo espiritual. Quando um paciente sai da sala cirúrgica, o pós-operatório é tão importante quanto a própria cirurgia. Por isso, o paciente fica carinhosamente assistido por enfermeiros vigilantes que estão a postos para atendê-lo em qualquer necessidade que venha a ocorrer.
Quando termina a lide mediúnica, ali vai encerrada, momentaneamente a tarefa dos encarnados, a fim de recomeçá-la, logo mais, no instante em que ele penetre a esfera do sono, para prosseguir sob outro aspecto ajudando os que ficaram de ser atendidos e não puderam, por uma ou outra razão. Então, convém que, ao terminar a reunião mediúnica seja mantida a psicosfera agradável em que as conversas sejam edificantes. Pode-se e deve-se fazer uma análise do trabalho realizado, um estudo, um cotejo no campo das comunicações e depois uma verificação da produtividade; tudo isto em clima salutar de fraternidade objetivando dirimir futuras inquietações e problemas Outros.
32 -Como se devem Portar os médiuns e os demais membros de um grupo, antes e depois do trabalho mediúnico?
Divaldo - Como verdadeiros cristãos.
Devem manter a probidade, o respeito a si mesmos e ao seu próximo; ter uma vida, quanto possível, sadia, sabendo que o exercício mediúnico não deve ser emparedado nas dimensões de apenas uma hora de relógio, reservada a tal mister.
33 -Os participantes de uma sessão mediúnica devem fazer algum tipo de preparo íntimo durante o dia, antes mesmo do início da reunião?
Divaldo - O espírita deve fazer um preparo normal, porque é um dever que lhe compete, uma vez que nunca sabe a hora em que será convocado ao retorno à consciência livre.
O espírita que freqüenta o labor mediúnico, além de espírita, é peça importante no mecanismo de ação dos espíritos na direção da Terra. Ele deve fazer uma preparação, não somente nos dias da reunião, mas sempre, porque tal preparação seria insuficiente e ineficaz, já que ninguém muda de hábitos, apenas por alterar sua atitude momentânea.
Nos trabalhos mediúnicos, são exigíveis hábitos mentais de comportamento moral enobrecido, e estes não podem ser improvisados. Então, os membros de uma sessão mediúnica são pessoas que devem estar normalmente vigilantes todos os dias e, em especial, nos reservados ao labor, para que se poupem às incursões dos espíritos levianos e adversários do Bem, que, nesse dia, tentarão prejudicar a colaboração e perturbar-lhes o estado interior, levando distúrbios ao trabalho geral, que é o que eles objetivam destruir. Então, nesse dia, a vigilância deve ser maior:
orar,ler uma página salutar, meditar nela, reflexionar, evitar atitudes da chamada reação e cultivar as da ação, pensar antes de agir, espairecer e se, eventual-mente, for colhido pela tempestade da ira, pela tentação do revide, que às vezes nos chega, manter a atitude recomendada pelo Evangelho de Jesus.
34 -Uma sessão mediúnica espírita deve ser sempre iniciada com uma Prece, e logo Passar-se à leitura de O Evangelho Segundo o Espiritismo? Agindo sempre assim, não se estará criando um ritualismo?
Divaldo - Pode-se estar criando um hábito não um ritual, porque aí não chega a ser um dever inadiável:
Nós, por nossa vez, fazemos ao revés. Lemos uma boa página de esclarecimento comentamos e fazemos a prece posteriormente depois do que a reunião tem início.
35 -Alguns grupos mediúnicos exigem a manifestação dos Mentores Espirituais para declararem iniciados os trabalhos. É isto necessário?
Divaldo - Exigir a manifestação do Mentor é inverter a ordem do trabalho. Quem somos nós para exigir alguma coisa dos Mentores? Quando o trabalho está realmente dirigido, são os Mentores que, espontaneamente, quando convém, se apressam em dar instruções iniciais, objetivando maior aproveitamento da própria experiência mediúnica.
Ocorre que, se condicionar o início do trabalho a incorporações dos chamados Espíritos
guias, criár-se-á um estado de animismo nos médiuns que, enquanto não ouçam as palavras sacramentais, não se sentirão inclinados a uma boa receptividade. Isso é criação nossa, não é da Doutrina Espírita.
36 -Há necessidade de se abrir um trabalho mediúnico usando expressões como: aberto com a chave de paz e amor, aberto com a proteção da corrente do Himalaia ou outras do gênero?
Divaldo - Pessoalmente, não utilizamos nenhuma fórmula, porque, na Doutrina Espírita, não existem chavões, rituais, palavras cabalísticas.
Normalmente, dizemos que os trabalhos estão iniciados como sendo uma advertência para as pessoas saberem que já estamos em condições de entrar em sintonia. Penso mesmo que seja desnecessário dizer que a sessão está aberta ou iniciada. Feita a prece, evocada a proteção divina, automaticamente está iniciado o labor. Desse modo, acrescentar quaisquer palavras que façam relembrar mantras, condicionamentos, é conspirar contra a pureza doutrinária criando certas manifestações circunstanciais, que somente cultivam a ignorância e a superstição.
37 -Por que acontece, às vezes, nas sessões mediúnicas, não haver nenhuma manifestação? O que determina ou impede as manifestações?
Divaldo - O baixo padrão vibratório reinante no ambiente. A sintonia psíquica dos membros da reunião responde pelos resultados da mesma.
38 -E a justificativa que é dada às vezes de que, durante estes trabalhos, a movimentação dos espíritos utiliza os fluidos dos encarnados presentes Para realização de tarefas somente no campo espiritual?
Divaldo - Para que eles realizem as tarefas no campo, espiritual, não necessitam da nossa presença Retiram os fluidos em outras circunstâncias.
É que quando ocorre a queda do padrão vibratório, e como os espíritos SãO trabalhadores, eles aproveitam o tempo da nossa ociosidade para produzirem
Então, diante de um possível dano que poderia ser grave, eles diminuem as conseqüências realizan do trabalhos espirituais, conquanto os homens não Sintonizemos Com eles.
39 -Seria justo, então, se encerrasse a reunião depois de alguns minutos, desde que não se obtenha comunicação nenhuma?
Divaldo - Não, porque esta é uma forma de disciplinar os membros da sessão a terem responsabilidade e prepararem-se para o trabalho, que assumem espontaneamente.
40 -Como deve Proceder o dirigente das sessões mediúnicas Para alcançar os objetivos superiores do trabalho?
Raul - A fim de atingir a meta proposta pelos Dirigentes Espirituais das sessões, será de bom alvitre que o dirigente encarnado atenda a tarefa com a máxima seriedade, considerando-a como o seu encontro mais íntimo com a Espiritualidade.
Na condição de condutor encarnado do cometimento mediúnico, deverá preparar-se para filtrar as inspirações do Invisível Superior, por meio das indispensáveis disciplinas do caráter, de uma vida enobrecida pelo cumprimento do dever, pela renúncia aos vícios de todos os tipos, que enodoam tanto seu psiquismo quanto seu organismo físico.
Será de grande valia para o dirigente, quanto para aqueles que se candidatam a tal direção de trabalhos mediúnicos, o gosto por estudar as obras literárias do Espiritismo, assim como o hábito das meditações em redor do que haja lido, facilitando a identificação das diversas ocorrências que poderão se dar nas sessões, como permitindo interferências indispensáveis nessas ocasiões, com conhecimento de causa.
O fenômeno do animismo quanto o das mistificações, somente às custas de muita reflexão em torno de muito estudo, e amadurecimento, com o conseqüente conhecimento do ser humano, poderão ser identificados satisfatoriamente.
sábado, 4 de outubro de 2008
Estudando o Evangelho
Perguntais se é licito ao homem abrandar suas próprias provas. Essa questão eqüivale a esta outra: É lícito, àquele que se afoga, cuidar de salvar-se? Àquele em quem um espinho entrou, retirá-lo? Ao que está doente, chamar o médico? As provas têm por fim exercitar a inteligência, tanto quanto a paciência e a resignação. Pode dar-se que um homem nasça em posição penosa e difícil, precisamente para se ver obrigado a procurar meios de vencer as dificuldades. O mérito consiste em sofrer, sem murmurar, as conseqüências dos males que lhe não seja possível evitar, em perseverar na luta, em se não desesperar, se não é bem-sucedido; nunca, porém, numa negligência que seria mais preguiça do que virtude.
Fonte:
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Segurança
Ninguém conseguirá conquistar a segurança, sem se dispor a enfrentar e vencer as tempestades do caminho de quem planeja alcançar a elevação espiritual.
Não vale o simples desejo de crescimento sem o devido esforço em conquistá-lo, pois, as rogativas do indivíduo, sem o suor do trabalho árduo na construção de dias melhores, em aproveitamento das sublimes oportunidades do testemunho comum a qualquer mortal, não encontram resposta.
É comum o indivíduo, esquivar-se com desculpas de variada ordem, justificando sua fuga das provas que a vida lhe impõe como exigência para alcançar os altos patamares conquistados por todos aqueles que se dispuseram ao testemunho dos sacrifícios em direção ao equilíbrio do Ser com as Leis que regem seus destinos na Terra.
Despreparado para o desafio a enfrentar, acredita-se perseguido e esquecido pelos Espíritos Superiores e até mesmo por Deus, entrando em profundo estado de desânimo e descrença, entregando-se ao desequilíbrio e caindo nos despenhadeiros dos vícios, dos crimes da miséria e da desgraça em processos obsessivos de conseqüências imprevisíveis.
Não aceitam a idéia de que a tempestade é passageira e possui certas funções regeneradoras e educativas que é imprescindível não menosprezar, e que ao contrário, precisa saber tirar delas as melhores lições que lhes servirão de experiências proveitosas para o porvir.
Somente à medida que vai se esclarecendo em busca da verdade, é que se convencerá e buscará se credenciar a compreender melhor os benefícios que os obstáculos e sofrimentos vencidos em sua jornada representarão em forma de lições preciosos que o indivíduo consciente não mais esquecerá. Como alcançar a sublimação sem a bênção das experiências da estrada percorrida? Como resolver e prover os recursos impostos ao ser imortal pelas necessidades? Todos temos deveres para conosco, para com Deus e para com a vida.
“O dever é o mais belo laurel da razão; descende desta como de sua mãe o filho. O homem tem de amar o dever, não porque preserve de males a vida, males aos quais a Humanidade não pode subtrair-se, mas porque confere à alma o vigor necessário ao seu desenvolvimento.
O dever cresce e irradia sob mais elevada forma, em cada um dos estágios superiores
da Humanidade. Jamais cessa a obrigação moral da criatura para com Deus. Tem esta de refletir as virtudes do Eterno, que não aceita esboços imperfeitos, porque quer que a beleza da sua obra resplandeça a seus próprios olhos. - Lázaro. (Paris, 1863.)” ¹
As dificuldades e lutas impostas ao Ser em busca da perfeição e da felicidade, são as exigências solicitadas a todos que desejarem seguir os caminhos traçados pelo Cristo para a implantação do Evangelho no coração dos seres humanos, colaborando dessa forma para a concretização dos mais sagrados objetivos da vida.
Bibliografia:
1) Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo – FEB,106ª edição, Cap. XVII, item 7
Francisco Rebouças.
terça-feira, 30 de setembro de 2008
O apóstolo não se refere a raciocínios.
Fala de profundidades.
O problema não é de pura cerebração.
É de intimidade do ser.
Alguém que possua roteiro certo do caminho a seguir, entre multidões que o desconhecem, é naturalmente eleito para administrar a orientação.
Detendo tão copiosa bagagem de conhecimentos, acerca da eternidade, o cristão legítimo é pessoa indicada a proteger os interesses espirituais de seus irmãos na jornada evolutiva; no entanto, é preciso encarecer o testemunho, que não se limita à fraseologia brilhante.
Imprescindível é que estejamos revestidos de "entranhas de misericórdia" para enfrentarmos, com êxito, os perigos crescentes do caminho.
O mal, para ceder terreno, compreende apenas a linguagem do verdadeiro bem; o orgulho, a fim de renunciar aos seus propósitos infelizes, não entende senão a humildade.
Sem espírito fraternal, é impossível quebrar o escuro estilete do egoísmo. É necessário dilatar sempre as reservas de sentimento superior, de modo a avançarmos, vitoriosamente, na senda da ascensão.
Os espiritistas sinceros encontrarão luminoso estímulo nas palavras de Paulo.
Alguns companheiros por certo observarão em nossa lembrança mero problema de fé religiosa, segundo o seu modo de entender; todavia, entre fazer psiquismo por alguns dias e solucionar questões para a vida eterna, há sempre considerável diferença.
Livro: Vinha de Luz
Francisco Cândido Xavier / Ditado pelo Espírito de Emmanuel.
Francisco Rebouças
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Enfrentemos a vida, com trabalho e otimismo!
Precisamos continuar na labuta regeneradora de hoje, com muita disposição e confiança, fazendo tudo que estiver ao nosso alcance, com o pensamento positivo e as mãos operantes, no trabalho imprescindível que nos cabe realizar na obra de soerguimento dos espíritos comprometidos com as Soberanas Leis que regem os destinos das criaturas na Terra.
O momento mais importante de nossas vidas, é o que ora vivenciamos, pois, o tempo perdido não retorna, e o futuro depende de nossas construções do presente.
Empreguemos portanto, toda atenção e todos os recursos disponíveis ao nosso alcance no investimento do projeto de aperfeiçoamento de nosso espírito imortal, contribuindo dessa forma para o avanço do progresso indispensável para a conquista da paz e da fraternidade, em volta dos nossos passos, na certeza de que essa nossa atitude será capaz de gerar, grandes benefícios, para nós mesmos, para o nosso próximo e para a vida.
Que Deus nos abençoe e nos ajude a buscar as melhores resoluções em prol do bem e da paz.
Francisco Rebouças.
Páginas edificantes
A sucessão do tempo é inevitável, e, passada a ocasião, ei-la perdida.
Temo e vento que passam, não retornam jamais.
Assim, utilizares-te proveitosamente de cada ensejo de crescimento íntimo, é bênção que liberta.
Permanece vigilante, de modo a aproveitares todas as horas de tua existência carnal.
Livro: Vida Feliz
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Angelis.
Francisco Rebouças - Espiritista
domingo, 21 de setembro de 2008
Meditar na Lição
Diante da exposição da verdade que os Emissários Celestes nos apresentam, não temos mais desculpas para deixar de meditar e de tirar das lições o conteúdo salutar de cada ensinamento que nos chega, contendo as luzes necessárias para clarear o caminho que seguimos em nosso processo evolutivo.
É preciso saber olhar para as belezas da vida e enxergá-las como elas realmente são e o que têm de melhor, quem olha de relance para a imensidão do espaço sideral sem a devida atenção, não pode ver as maravilhosas estrelas que cintilam no firmamento, quem ouve uma orquestra sem atentar para a sutileza das melodias por ela executadas, não lhe percebe as notas encantadoras.
Se não soubermos perceber as palavras inspiradas de pregadores abnegados, se não acalmarmos o coração para que o sentimento do bem nos possa clarear os pensamentos, não nos beneficiaremos das mais belas lições da mensagem cristã ali exposta, e do mesmo modo que chegarmos sairemos, sem o mínimo de benefício que os ensinos nos poderiam propiciar.
Grande número dos seguidores das diversas correntes cristãs na terra, vivem a se queixar da dificuldade que os incapacitam de entender os ensinos da Boa Nova, afirmando-se impossibilitados de compreender a ponto de saberem tirar proveito das novas revelações; isso acontece, devido a falta de atenção e maior envolvimento deles com a lição ministrada, pois, continuam demorando-se longo tempo na distração e na superficialidade da vida espiritual.
Para que o Sol possa penetrar os aposentos de nossa casa, é preciso que abramos as janelas para que sua luz possa penetrar no ambiente e afastar as sombras ali contidas, aclarando, arejando, aquecendo e dando vida e alegria ao ambiente doméstico. Da mesma forma, também precisamos proceder em relação ao nosso coração e nossa mente, para absorvermos as bênçãos das lições do evangelho renovador.
Preciso se faz, que dediquemos desde já algum esforço na busca do esforço para trabalho que precisamos empreender em nosso dia a dia no exercício da meditação para nos ajudar na concentração necessária para nos envolvermos com determinação e boa vontade na nossa capacitação para poder finalmente ouvir e ver de forma a tirar os benefícios das verdades contidas nas sábias lições do evangelho de Jesus.
Paulo de Tarso, é claro na observação que nos fez, sobre a importância que devemos dar aos ensinamentos cristãos quando nos disse: "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo", fazendo-nos crer que, se prestarmos a devida atenção aos apontamentos contidos na Boa Nova, o Senhor nos proporcionará em retribuição à nossa boa vontade e esforço, suficiente compreensão e entendimento de sua vontade sobre tudo.
1) Segunda Epístola de Paulo a Timóteo, Cap. II. v. 7.
Francisco Rebouças.
sábado, 20 de setembro de 2008
O Apóstolo de Assis

Francisco de Assis tornou-se para a humanidade um dos maiores exemplos de fraternidade, bondade e humildade. A grandeza de sua missão ultrapassa todos os limites das palavras, referências escritas ou crenças religiosas. Encarnou junto a outros missionários com o propósito de trazer o equilíbrio e a ponderação às igrejas, em uma época dominada pelas forças trevosas da inquisição e das cruzadas, a Itália como toda a Europa daquele tempo, vivia uma fase bastante conflituosa.
Nasceu em 26 de setembro de 1182, na cidade de Assis, província da Úmbria no centro da Itália, como filho de Pedro Bernardone, um rico comerciante de tecidos da região, homem rústico e impiedoso e de Maria Picalline, uma mulher doce e dedicada ao lar. Apesar do luxo da casa, conta-se que sua mãe ao enfrentar grandes complicações durante o parto e até perigo de vida, teria recebido uma intuição para que tivesse o filho no estábulo da casa, junto aos animais, seguindo o exemplo do Mestre Jesus, e aproveitando a ausência de seu marido em longas viagens de trabalho, assim procedeu. Chegou ao mundo aquele que se tornaria o missionário da paz.
A conversão de Francisco
Francisco cresceu em meio à riqueza e ao incentivo do pai para que desfrutasse dos bens que o dinheiro e o poder poderiam lhe proporcionar. Para não criar maiores problemas com o inflexível Sr. Bernardone, Francisco passou a freqüentar a sociedade e a viver os prazeres terrenos, mas sua alma desejava ardentemente encontrar seu caminho espiritual. Enfrentou a prisão no período de guerra entre a região de Assis, sua cidade natal e Perugia, onde todos os habitantes foram convocados para a defesa. De volta a liberdade decidiu ser cavaleiro por acreditar que poderia desta forma defender sua pátria, mas sempre orientado pelo plano espiritual não prosseguiu na idéia. Novos rumos foram surgindo.
Como fora acostumado aos princípios da igreja de Roma, as manifestações mediúnicas não foram compreendidas prontamente. Resolveu então meditar e orar para tentar desvendar o sentido das “vozes interiores”, que ouvia constantemente. Em uma de suas meditações, pediu com toda sua fé que Deus lhe direcionasse os passos. Logo recebeu uma comunicação dizendo: “Constrói a minha igreja, com o objetivo de restabelecer o sentido dos fundamentos do Evangelho dentro dela, ao invés de guerras e sangue em nome da religião”. A princípio não entendendo o alcance do chamado e vendo que a igreja de São Damião, que freqüentava necessitava urgentemente de reforma, regressou para Assis, entrou na loja paterna, e vendeu finos tecidos levando o dinheiro obtido para as mãos do sacerdote da capela, oferecendo-se para ajudá-lo na reconstrução com suas próprias mãos. Como resultado de sua atitude impetuosa foi repudiado e deserdado pelo pai, que passou a duvidar de seu estado mental e convencido de que a decisão do filho não teria volta, decidiu recorrer ao Bispo, instaurando-se um julgamento, para que lhe devolvesse tudo quanto recebera dele. Francisco então se desfez de tudo até ficar nu, jogou os trajes e o dinheiro aos pés de seu pai, e exclamou: "Até agora chamei de pai a Pedro Bernardone. Doravante não terei outro pai, senão o Pai Celeste".
A verdadeira construção da igreja
Trabalhou durante um longo tempo, achando que deveria reconstruir a igreja no sentido material e ao término da restauração da última igreja do local, a capelinha de Santa Maria, passou a questionar o que faria depois. Certa ocasião durante uma missa escutou o padre contando uma das passagens contidas no Evangelho dizendo: “Nada leveis para o caminho, nem bordão, nem pão, nem dinheiro, nem deveis ter duas túnicas” ( Lucas 9,3). Francisco a partir deste exato momento exclamou cheio de alegria: “É isso precisamente que quero! É isso que desejo de todo o coração!”. Finalmente descobriu que mais do que restaurar o concreto material, deveria restabelecer o verdadeiro sentido da palavra de Jesus.
Abandonou a família os bens terrestres e em sua escolha recebeu apoio e admiração de uns e de outros o desprezo. Mas com suas palavras doces e sábias, foi conquistando muitos amigos e seguidores, apesar da resistência do clero, todos que o ouviam se enchiam de novas esperanças e ficavam extasiados diante de um homem aparentemente franzino e frágil, capaz de com o poder da sua fé e de um simples toque de suas mãos amorosas curar chagas de leprosos e doentes da alma.Trabalhou incessantemente sem jamais aceitar nenhum reconhecimento, nem mesmo promoção eclesiástica. O movimento franciscano começou a desenvolver-se como uma ordem religiosa, com um número de membros tão grande que foi necessária a criação de províncias, grupos de frades foram encaminhados por toda extensão da Itália e fora dela.
O encontro de Francisco e Clara de Assis
Ainda durante o período de captação de recursos para as obras da igreja, Francisco pedia ajuda cantando canções tão lindas que chegavam a causar sensação de grande emoção nos expectadores. Em uma dessas ocasiões, durante uma missa dominical, duas belas moças pararam para escutar as músicas do pedinte, quando ele se dirigiu a menina Clara e disse: “ Vinde e ajudai-me na reconstrução da igreja de São Damião, que será no futuro, mosteiro de senhoras cuja vida e fama há de dar glória à igreja e ao nosso Pai Celeste”.
Naquele momento a força do passado unia novamente duas almas afins, que em seu grau de elevação maior escolheram a condição de um amor sem apegos terrenos para vivê-lo de forma pura e verdadeira na caridade. Clara de Assis que compartilhava dos mesmos ideais de amor e doação ao próximo, tornou-se a primeira religiosa franciscana, fundou a Ordem das Clarissas e foi responsável pela continuidade do ideal de Francisco..
Reconhecimento da igreja
No ano de 1210, Francisco e seus seguidores viajaram confiantes até Roma para buscar a aprovação do Papa Inocêncio III. Nessa ocasião, o Bispo de Assis, grande admirador de Francisco ajudou a convencer o papa a recebê-lo. Apesar da resistência inicial, marcaram uma segunda audiência. Na mesma semana o Papa recebera em sonho uma revelação. Reconheceu que era o próprio Deus quem inspirava Francisco a viver os ensinamentos do Cristo tão verdadeiramente, concedendo-lhe autorização para pregar o Evangelho nas igrejas, marcando o nascimento oficial da Ordem Franciscana.
A prova final de sua desencarnação
Trabalhou durante anos na tarefa de doação e propagação dos ensinamentos de Cristo. Com o tempo suas forças físicas foram-se exaurindo e pressentindo a proximidade de seu desencarne recolheu-se no Monte Alverne para sentir, mais de perto, a presença de Deus. Em sua humildade e resignação, pediu aos espíritos superiores que lhe concedessem provar ainda mais o poder de sua fé, e que para isso o deixassem passar pelas dores físicas, as mesmas chagas de cravos e espinhos abertas no corpo de Jesus. Assim procedeu, direcionando cada passo de penitência sem exitar e reclamar.
Após cumprir bravamente as provas do corpo, Francisco de Assis, o doce servo de Jesus, partiu para o plano espiritual em 3 de outubro de 1226, mas permanecerá eternamente vivo no coração daqueles que buscam o aprimoramento espiritual.
Francisco Rebouças.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
UMEN, um presente de DEUS!.

É, a sublime escola onde temos aprendido as mais belas lições e os mais importantes aprendizados, para a correta compreensão da nossa condição de seres imortais, mostrando-nos como devemos proceder nas diversas e complexas situações que vivenciamos nos agitados e difíceis dias da nossa sociedade.
Esse, é o divino recanto de nosso refazimento, onde haurimos as sãs e medicamentosas energias de ré-equilíbrio, no restabelecimento das nossas forças para a continuação da nossa jornada, abastecendo-nos para as batalhas que teremos que travar.
Essa, é a nossa academia de vida, preparando-nos para enfrentar com disposição e conhecimento as armadilhas espalhadas pelas estradas por onde teremos que trilhar, e que sem esse preparo, não saberíamos como proceder de forma a tirar as melhores lições que nos servirão de experiência nas novas empreitadas que estarão no porvir da nossa caminhada evolutiva.
É, este, o abençoado hospital de nossas almas, legando-nos os sublimes e imprescindíveis recursos da farmacologia espiritual, proporcionando-nos saúde não só para o corpo físico perecível, mas para a Alma eterna e imortal.
Este, é o incomparável, oásis espiritual aclarando e dilatando nossa visão permitindo-nos melhor percepção das sublimes lições do Evangelho de Jesus à luz da Doutrina Espírita, trazida ao nosso encontro por dedicados ministros da Seara do Mestre de Nazaré, ensejando-nos situações em que podemos cooperar uns com os outros, nas imprescindíveis tarefas do bem, dando-nos a chance de crescer com as relações da nobre convivência, respeitando cada indivíduo em seu momento evolutivo, doando-nos em favor do nosso semelhante mais necessitado que nós, no respeito e exercício da máxima “Fora da Caridade não há Salvação”.
É, essa, nossa fortaleza, onde buscamos proteção e amparo nos nossos momentos de dificuldades, pois sabemos que os Espíritos Superiores nos estarão garantindo segurança, para prosseguirmos resolutos, sem medos, sem angústias injustificadas, estendendo-nos à mão acolhedora, dando-nos o suporte necessário, para que ultrapassemos as barreiras que se opõem ao nosso crescimento moral espiritual.
Por mais que, os nossos sentimentos nos ditem palavras de reconhecimento e gratidão, não conseguiremos com exatidão traduzir o verdadeiro significado para as nossas vidas, dessa Instituição chamada União da Mocidade Espírita de Niterói, pois para todos quantos dela se beneficiam, nos dois planos da vida, não há, por enquanto, palavra que traduza tudo quanto nossos corações gostariam de expressar.
Urge, que reconheçamos o quanto antes essa feliz realidade, e procuremos de alguma forma retribuir em ação, com nossa pequenina mais importante parcela de colaboração, no intuito de ver essa bendita casa prosseguir derramando bênçãos em nome do Senhor da Vinha, que é o Caminho, a verdade e a Vida, e que sem ele nada podemos, ofertando-lhe o vaso do coração na certeza de que cada migalha de nossa boa vontade será convertida em canal proveitoso para a exteriorização do bem, com a multiplicação permanente das graças do Senhor, ao redor dos nossos passos.
Não esqueçamos, nunca, de agradecer a Deus, a Jesus e aos amigos do Mundo Maior, o privilégio de contar com a sagrada oportunidade de pertencer a esta que é sem dúvida uma "CASA ESPECIAL".
FRANCISCO REBOUÇAS.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
PALESTRAS DE "VANSAN" EM NITERÓI - OUTUBRO

TÍTULO DA PALESTRA: TERAPIA MUSICAL DO AMOR
Trata-se de uma apresentação LItero/musical/doutrinária, em que os ensinamentos da doutrina espírita, extraídos do Evangelho Segundo o espiritismo, das obras de André Luiz e Emmanuel e da vivência na doutrina, são ilustrados com músicas ricas em conteúdo e melodia que levam os presentes a uma profunda reflexão sobre À importância da vida, do amor e das pessoas. Elevando a vibração através da música, e deixando aflorar as emoções. oS SENTIMENTOS SE MODIFICAM POSSIBILITANDO UM VERDADEITO TRATAMENTO ESPIRITUAL.
PROGRAMAÇÃO
GRUPO ESPÍRITA PAZ, AMOR E RENOVAÇÃO - GEPAR
Via Chico Xavier 4A - Piratininga (Na rótula do Cafubá, entrar na R. 64, ir até a beira da lagoa e virar a esq.) Tel: 2619-5792 – Paulo Sérgio – 8876-1355 – 7864-3355.
DIA 8 DE OUTUBRO – QUARTA-FEIRA - 20 h.
GRUPO ESPÍRITA MESSE DE AMOR - GEMA
R. Martins Torres 497, Sta Rosa, Tels: 2612-0582, 2722-5644 – Telma 9427-5849.
DIA 9 DE OUTUBRO – QUINTA-FEIRA – 15 e 20 h.
INSTITUTO ESPÍRITA BEZERRA DE MENEZES – IEBM – 15 h.
R. Cel. Gomes Machado 140, Centro – 2620-3663 – Emmanuel
UNIÃO DA MOCIDADE ESPÍRITA DE NITERÓI – UMEN – 20 h.
R. Princesa Isabel 45, Bairro de Fátima – 2621-0308 – Rebouças – 9681-7551
domingo, 14 de setembro de 2008
Kardec e o bullyng
E não parava por ai, não raro era agredido fisicamente. A vergonha, o medo e a insegurança lhe impediam de denunciar os algozes à diretoria. Com isso, vivia sem amigos, relegado ao desprezo. Sem a interação com os demais colegas de classe seu rendimento escolar era pífio. Sua mãe, percebendo que algo andava errado com o filho, procurou auxílio psicológico, porquanto o garoto andava ansioso em demasia, não querendo ir a escola e urinando na roupa, embora já contasse 8 anos.
Esse garoto era vítima de bullyng, palavra de origem inglesa que significa: gozações sucessivas, humilhações, tiranização.
Quem nunca presenciou alguém humilhando, constrangendo, ridicularizando alguém em público? O que para muitos é brincadeira ingênua que seduz a turma fazendo brotar gargalhadas, para a vítima do bullyng é um terrível pesadelo, que não raro o faz se isolar, sentindo-se a pior das criaturas.
No Rio de Janeiro, em pesquisa com 5.482 alunos de escola pública de 5º a 8º série, foi constatado que mais de 40% dos alunos admitiram ter sofrido ou praticado bullyng. Dados entristecedores, não é mesmo, caro leitor? Cabe-nos então tentar descobrir a razão de tanto prazer em ridicularizar alguém? Por que isso ocorre?
Os fatores são inúmeros e vão desde conquistar o respeito da turma para poder ser admitido naquela “roda de amigos”, esconder o próprio medo provocando o medo nos outros, a se julgar inferiorizado e empreender frenética competição onde a violência física e moral irá lhe trazer a auto afirmação. Vou além, e digo que a prática de bullyng não se restringe apenas à escola e as crianças e adolescentes. Nossa sociedade pratica o bullyng a todos os momentos, rotulando pessoas, alimentando mesmo que veladamente o preconceito, criando padrões de beleza. Óbvio que há regras que devem ser respeitadas para o bem do convívio social, no entanto, não me refiro a elas, mas sim a maneira que muita gente se impõe para tentar ganhar o respeito do grupo social que faz parte. Se o homem é um pouco mais delicado logo o rotulam de homossexual, se não atende aos imperativos impostos pela sociedade é um fracassado, se não gosta de carro ou roupas de marca, um alienígena.
As piadas nesse particular merecem capítulo à parte, a pretexto de brincadeira e diversão o preconceito vai sendo popularizado e se entranhando no cotidiano das pessoas. Não raro fazem sucesso, divertindo uns a custa de outros, fazendo sofrer nessa malha negros, pobres, loiras, ricos, portugueses, mulheres, homossexuais... e vamos assim, sorrindo e ridicularizando ao mesmo tempo.
Até no cotidiano das empresas notamos a prática do bullyng, onde líderes que ocupam cargos de destaque em suas organizações lamentavelmente agem de forma que não condiz com a postura de um líder real. Muitas vezes constrangem seus liderados, impondo o medo, ameaçando e coagindo, criando um clima de insegurança a contribuir para que o ambiente profissional seja baseado em uma competição predatória, onde o mais forte engole o mais fraco.
Outro ponto a se abordar é: os comentários maldosos que são lançados sem piedade, acrescidos de gargalhadas por parte da platéia, que, muitas vezes assiste omissa ao espetáculo da depreciação do ser humano.
Em “Obras Póstumas”, no capítulo intitulado “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, Kardec tece alguns comentários que, se observados com atenção, traçarão uma nova forma de relacionamento entre os seres humanos, baseado no respeito e tolerância. Diz Kardec:
“A fraternidade, na rigorosa acepção da palavra, resume todos os deveres dos homens relativamente uns aos outros; ela significa: devotamento, abnegação, tolerância, benevolência, indulgência; é a caridade evangélica por excelência e a aplicação da máxima: "Agir para com os outros como gostaríamos que os outros agissem conosco." A contrapartida é o Egoísmo. A fraternidade diz: "Cada um por todos e todos por um." O egoísmo diz: "Cada um por si." Sendo essas duas qualidades a negação uma da outra, é tão impossível a um egoísta agir fraternalmente, para com os seus semelhantes, quanto o é para um avarento ser generoso, a um homem pequeno alcançar a altura de um homem grande. Ora, sendo o egoísmo a praga dominante da sociedade, enquanto ele reinar dominador, o reino da verdadeira fraternidade será impossível; cada um quererá da fraternidade em seu proveito, mas não a quererá para fazê-la em proveito dos outros; ou, se isso faz, será depois de estar seguro de que não perderá nada”.
Notável comentário! Como podemos perceber é o velho egoísmo humano que nos faz adentrar no tortuoso caminho do desrespeito ao semelhante. Mas há o remédio eficaz: a fraternidade.
Em uma sociedade ideal, a pratica do bullyng não pode existir, e os responsáveis por extinguir essa moléstia que causa dor, sofrimento, danos psicológicos e infinitos males a um sem número de pessoas, devem ser os pais; porque será observando, repreendendo e orientando o comportamento de seus filhos que irão educá-los a viver em um mundo onde o respeito reina soberano. Achar bonito e engraçado criança contando piadas que desmerecem determinadas pessoas, religiões, grupos sociais, é alimentar a popularização do bullyng, por isso, necessário atenção total para o comportamento do filho.
Crianças que aprendem no seio familiar valores como fraternidade e respeito ao próximo, certamente serão adultos conscientes, e que, saberão acima de tudo respeitar as diferenças; e respeitando as diferenças, não haverão constrangimentos, humilhações, ridicularizações que fazem a tristeza de muita gente.
Brasil coração do mundo...
Homenagem a Chico Xavier
Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo
Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas
Ouçamos Chico!
Divaldo Franco
Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...
Reencarnação é uma realidade
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EU MAIOR
Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter
Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter
Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter
Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter
Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter
Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter
Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter
Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter
Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter
Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter
Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter
Palestra Terapia do Perdão - Cristiane Parmiter
Palestra Estrega-te a Deus - Cristiane Parmiter
Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter
Glória a Kardec
Hora de Brasília
Músicas sublimes!
Rádios Brasil
Simplesmente Espetacular!!!
Professora Amanda Gurgel
Minha lista de blogs
De Kardec aos dias de hoje
Muitas Vidas
Divaldo Franco
Entrevista com Divaldo Franco
Chico Xavier
Chico Xavier (2010) trailer oficial
Página de Mensagens
Francisco Rebouças.
1-ANTE A LIÇÃO
"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.
Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.
Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.
Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.
Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.
Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.
Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.
O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."
Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.
Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.
Chico Xavier/Emmanuel
NO CAMPO FÍSICO
"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)
Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.
A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.
A sementeira comum é símbolo perfeito.
O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.
Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.
A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.
Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.
O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.
Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.
Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.
E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]
Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progresso para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.
[1] - Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.
O TEMPO
“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)
A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.
Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.
NISTO CONHECEREMOS
"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)
Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.
DOUTRINAÇÕES
"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)
Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.
Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.
Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.
Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.
Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.
A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.
Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.
FILHOS DA LUZ
FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.
(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.
Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.
Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.
Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.
Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.
Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.
Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.
Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.
Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.
Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.
Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.
Vinha de Luz
Chico Xavier/André Luiz
QUEM LÊ, ATENDA
"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)
Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.
Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.
Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.
O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.
Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.
A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.
É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.
O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.
Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel



