“O homem que julga infalível a sua razão está bem perto do erro. Mesmo aqueles, cujas ideias são as mais falsas, se apóiam na sua própria razão e é por isso que rejeitam tudo o que lhes parece impossível.” Fonte: O Livro dos Espíritos, introdução VII.

Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).

“Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.”Thiago,3/17

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” João – 15:7

Falar e Fazer

Em se tratando de reforma íntima: “Fácil é dizer como se faz. Difícil é fazer como se diz.” Precisamos fazer mais e dizer menos. Francisco Rebouças.

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Embainha tua espada

“Embainha tua espada...” – Jesus. (João, 18:11.) 
A guerra foi sempre o terror das nações. 
Furacão de inconsciência, abre a porta a todos os monstros da iniquidade por onde se manifesta. O que a civilização ergue, ao preço  dos  séculos  laboriosos  de  suor,  destrói  com  a fúria de poucos dias. 
Diante dela, surgem o morticínio e o arrasamento, que compelem o povo à crueldade e à barbaria, através das  quais aparecem dias amargos de sofrimento e regeneração para as coletividades que lhe aceitaram os desvarios. 
Ocorre o mesmo, dentro de nós, quando abrimos luta  contra os semelhantes... 
Sustentando a contenda com o próximo, destruidora tempestade de sentimentos nos desarvora o coração. Ideais superiores e aspirações sublimes  longamente  acariciados  por  nosso  espírito, construções do presente para o futuro e plantações de luz e amor, no terreno de nossas almas, sofrem desabamento e desintegração, porque o desequilíbrio e a violência nos fazem tremer e cair nas vibrações do egoísmo  absoluto  que  havíamos  relegado à  retaguarda da evolução. 
Depois disso, muitas vezes devemos atravessar aflitivas existências de  expiação  para  corrigir  as  brechas  que  nos  aviltam  o barco do destino, em breves momentos de insânia... 
Em  nosso  aprendizado  cristão,  lembremo-nos  da  palavra do Senhor: 
– “Embainha tua espada...” 
Alimentando a guerra com os outros, perdemo-nos nas trevas exteriores, esquecendo o bom combate que nos cabe manter em nós mesmos. 
Façamos  a  paz  com  os  que  nos  cercam,  lutando  contra as sombras que ainda nos perturbam a existência, para  que se faça em nós o reinado da luz. 
De lança em riste, jamais conquistaremos o bem que  desejamos. 
A cruz do Mestre tem a forma de uma espada com a lâmina voltada para baixo. 
Recordemos, assim, que, em se sacrificando sobre uma espada simbólica,  devidamente  ensarilhada,  é que  Jesus  conferiu ao homem a bênção da paz, com felicidade e renovação. 

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

Sunday Activities


Sunday Activities

Starting at 11:00AM -
English group studying  
"The Spirit’s Book" and "The Gospel According to the Spiritism".



Francisco Rebouças

GEYP - Seminários no Carnaval


GEYP Informa • Fevereiro/2016 • contato@geyp.com.br • www.geyp.com.br

Buscai e Achareis

Buscai e Achareis

Pedi, e dar-se-vos-á, buscai, e achareis; batei, e abrir-se-vos-á. Porque todo o que pede, recebe; e o que busca, acha; e a quem bate, abrir-se-á. Ou qual de vós, porventura, é o homem que, se seu filho lhe pedir pão, lhe dará uma pedra? Ou, porventura, se lhe pedir um peixe, lhe dará uma serpente? Pois se vós outros, sendo maus, sabeis dar boas dádivas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai, que está nos Céus, dará boas dádivas aos que lhas pedirem. (Mateus, VII: 7-11) 
Leia mais >

Cine GEYP

Cine GEYP
No mês de fevereiro de 2016 teremos um Cine GEYP especial que trata da existência da vida após a morte e da comunicação entre encarnados e desencarnados: O Sexto Sentido!
Saiba mais >

ESDE

ESDE
Entendendo que o ESDE pressupõe a formação de turmas para a realização de estudo metódico e contínuo da Doutrina dos Espíritos, o GEYP organiza novas atividades neste ano de 2016 estruturadas em duas turmas em horários diferenciados: vespertino e noturno. Saiba mais >

Volta da Evangelização Espírita Infanto-Juvenil do GEYP

Volta da Evangelização
                                            Espírita Infanto-Juvenil do
                                            GEYP
Tendo como referência a importante tarefa de divulgar o Evangelho de Jesus às crianças e jovens, o GEYP dará prosseguimento, no ano de 2016, às atividades de Evangelização da Infância e da Juventude no dia 20 de fevereiro!!!
Saiba mais >

Seminários durante
o Carnaval

Seminários durante o
                                            Carnaval
O GEYP terá uma programação muito especiação neste carnaval, serão oferecidos 3 Seminários sobre O Evangelho de João. O evento ocorre no domingo, dia 07, na segunda, dia 08, e na terça, dia 09, sempre de 10:00 às 12:00. A entrada é gratuita e convite é extensivo a família e amigos.
Saiba mais >

www.geyp.com.br -
 Francisco Rebouças

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Tampa Spiritist Society - André Luiz

Saturday - February 6th!

Simone Neto





 
At 4:30PM, in English, lecturepresentation with our sister Simone Neto, from Orlando, talking about "Are Miracles Real?".
At 6:00PM,  in Portuguese, Simone will be talking about "A Dor e o Sofrimento".
 
Francisco Rebouças


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

O LAR DAS CRIANÇAS

Amigos  espirituais  diversos,  estávamos  a  postos.  E  os companheiros  encarnados  iam chegando. 
Seriam  discutidos  os  estatutos  para  a  fundação  do  lar  de crianças,  junto  a  grande organização espírita. 
Mesa-redonda. 
Cada qual poderia expender francamente seus pontos de vista. Desabafo. Franqueza. Antes, porém,  o  cafezinho.  E,  ao cafezinho,  Augusto  Franco,  conselheiro  da  casa  e  dos mais experientes, argumentava: 
- Se  Deus  não  se  compadece  da  Humanidade,  estaremos perdidos.  O  campo  social  é manicômio  sem  portas.  Todos brincam  de  viver.  Há  por  toda  parte  soberano  desprezo ao trabalho, e o vício e a criminalidade vão crescendo. Abusos no cinema. Preguiça delituosa. 
Todas  as  bebidas  liberadas.  Maconha.  Máquinas  e  empregados para  todos  os  misteres. 
Residências  superluxuosas.  Festas  inoportunas. Há domicílios com  bilhares,  bar  interno, cinema próprio, salões de baile e piscinas, quando temos milhares de companheiros a quem falta  o estritamente  necessário.  Altas  rodas  passam  a noite  no  pif-paf. Pais  e  mães abandonam  meninos  a  criaturas mercenárias  que, muitas  vezes,  lhes  administram entorpecentes para estarem, durante a noite, mais à vontade. E, em conseqüência, temos a granel  quadrilhas  juvenis, tragédias passionais, crianças delinquentes  e  vagabundos inveterados. 
E alongou-se a crônica verbal. 
O  ponderado  orientador  da  casa,  tantas  vezes  esteio  firme  da instituição,  registrou  com acerto todos os desacertos do mundo. 
A pequena assembléia ouvia, ouvia... 
Nisso, porém, o horário avançou além do tempo previsto. 
- E a nossa reunião? _ perguntou Franco, percebendo que retardara. 
Os companheiros, todavia, pareciam desenxabidos... Todos monossilábicos. 
- Creio seja melhor adiar... - disse Cunha, o presidente da casa. 
E Leivas, o tesoureiro, aderiu, aprovando com a cabeça. 
- Outro dia...- acrescentou D. Ricardina, a secretária. 
E todos os demais, à uma, pronunciaram a palavra "depois". 
Franco, porém, não concordou. 
Sentia-se culpado e pedia escusas. Exigia. Que o perdoassem pela comprida conversação, 
mas vivia espantado com os desastres morais. 
II 
Não houve outro recurso senão atendê-lo. 
O prestimoso conselheiro instava com tanta humildade que Felício Cunha buscou a papelada e, como de outras vezes, pronunciou a prece de abertura, rogando a inspiração de Jesus. 
Foram  iniciados  os  estudos  para  o  lançamento  da  obra,  e, porque  todos  os  amigos gaguejassem, como se estivessem receosos de expor o pensamento, Cunha foi claro. 
- Augusto - falou, corajoso -, creio que todos nós, sem prévia combinação, preferiríamos o entendimento para outra hora, a fim de não contrariarmos a você mesmo. 
- Ora essa! Como assim? 
E Cunha, abrindo um relatório: 
- Você é o autor da maior parte de nossos planos. Veja bem. Você quer uma casa complexa. 
Esperamo-la  simples.  Você  quer  um  monumento.  Aspiramos  a um  lar.  Você  pede  a construção de trinta e dois aposentos. Pretendemos apenas quinze, e olhe lá que vão abrigar muitas crianças. Você solicita um salão de festas. Não queremos qualquer ruído inútil. Você reclama empregados pagos. Não tencionamos remunerar cooperador algum. Você julga que as  crianças  devem ser  mantidas  sem  trabalho.  Consideramos  que  todas  devem estudar e servir,  segundo  a  vocação  e  a  capacidade  delas, fazendo-se  úteis  o  mais  cedo  possível. 
Você  espera  um  parque  de  brincar,  adornado  com  uma  fonte luminosa.  Nós  tememos semelhante  aquisição,  que  viria favorecer  a  irresponsabilidade  infantil.  Você  planeja  a compra de  noventa  globos  e  dez  lustres  para  luzes  elétricas.  Estamos satisfeitos  com quarenta lâmpadas simples. Você propõe a compra de muitos metros quadrados de ladrilhos brancos e azuis. Não contamos com material dessa espécie, crendo que os ladrilhos singelos nada deixam a desejar. Você indica várias peças de mármore. Escolhemos apenas cimento. 
Você diz que precisaremos de quarenta colchões de mola. Teremos colchões vulgares. Você especifica  um  número  exagerado  de pias  e  banheiros,  tapetes  e  móveis.  Sonhamos  uma casa confortável, sem ser suntuosa, simples sem ser miserável, onde as crianças não sejam bibelôs  para  os  nossos  caprichos  e,  sim, nossos  próprios  filhos.  E  como  suspiramos  por nossos  filhos libertos  dos  prejuízos  morais  que  vergastam  a  Terra, admitimos seja  nosso dever não enganar a nós próprios, abraçando a realidade sem os perigos da fantasia, porque realmente, meu caro, o futuro vem aí... 
Augusto  Franco,  apanhado  de  surpresa,  mastigou  em  seco, tossiu,  pigarreou  e  disse desapontado: 
- É... é ..., de fato vocês têm razão ... 
E depois de um instante em silêncio, como se estivesse falando para dentro de si: 
- Meu Deus, é muita coisa sobrando! ... 
Lima, contudo, o vice-presidente da casa, pediu que fosse adiado o debate geral do assunto, e Cunha, com aquiescência de todos, orou, calmo, encerrando a reunião. 
Livro: A Vida Escreve
Chico Xavier e Waldo Vieira/Hilário Silva

Francisco Rebouças

Arte Além da Vida

  Projeto: "Arte Além da Vida"
                            (coordenação: Carlos Monteoliva)

 
                 Apresenta:
           Kevin Costner  em:
 “O Mistério Da Libélula"
         Com explicação espírita.
Dia: 27 de Fevereiro
Horário: 20h00
Local: Casa da Paz, Rua Tomé de Souza 200-Jd  Paulistano
               Entrada Franca:
Pedimos um Kg de alimento não perecível.

Informações: Carlos Monteoliva : 991231277

Francisco Rebouças

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Busquemos o melhor

“Por que reparas o argueiro no olho de teu irmão?”  –  Jesus. (Mateus, 7:3.) 

A pergunta do Mestre, ainda agora, é clara e oportuna. 
Muitas  vezes,  o  homem  que  traz  o  argueiro  num  dos olhos traz  igualmente  consigo  os  pés  sangrando.  Depois  de laboriosa jornada  na  virtude,  ele  revela  as  mãos  calejadas  no trabalho  e tem o coração ferido por mil golpes da ignorância e da inexperiência. 
É imprescindível habituar a visão na procura do melhor, a fim de que não sejamos ludibriados pela malícia que nos é própria. 
Comumente, pelo vezo de buscar bagatelas, perdemos o ensejo das grandes realizações. 
Colaboradores  valiosos  e  respeitáveis  são  relegados à  margem por nossa irreflexão, em muitas circunstâncias  simplesmente porque são portadores de leves defeitos ou de sombras insignificantes do pretérito, que o movimento em serviço poderia sanar ou dissipar. 
Nódulos na madeira não impedem a obra do artífice e certos trechos empedrados do campo não conseguem frustrar  o esforço do lavrador na produção da semente nobre. 
Aproveitemos o irmão de boa-vontade, na plantação do bem, olvidando as insignificâncias que lhe cercam a vida. 
Que seria de nós se Jesus não nos desculpasse os erros e as defecções de cada dia? 
E  se  esperamos  alcançar  a  nossa  melhoria,  contando  com a benemerência do Senhor, por que negar ao próximo a confiança no futuro? 
Consagremo-nos à tarefa que o Senhor nos reservou na edificação  do  bem  e  da  luz  e  estejamos  convictos  de  que, assim agindo, o argueiro que incomoda o olho do vizinho, tanto quanto a trave que nos obscurece o olhar, se desfarão espontaneamente, restituindo-nos a felicidade e o equilíbrio, através da incessante renovação. 

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

Melhorar é progredir

francisco_rebouças

“E a um deu cinco talentos e a outro dois e a outro um, a cada um segundo a sua capacidade…” – Jesus. (MATEUS, 25:15.)
Ninguém consegue progredir sem a inevitável mudança de atitude, é preciso sair da ilusória zona de conforto, eis a senha misteriosa da evolução. Embora o rio ofereça seus recursos divinos em todos os continentes do mundo, cada qual só conseguirá recolher a quantidade de água, segundo o recipiente de que se faz portador.
“Há grande massa de crentes de todos os matizes, nas mais diversas linhas da fé, todavia, reinam entre eles a perturbação e a dúvida, porque vivem mergulhados nas interpretações puramente verbalistas da revelação celeste, em gozos fantasistas, em mentiras da hora carnal ou imantados à casca da vida a que se prendem desavisados. Para eles, a alegria é o interesse imediatista satisfeito e a paz e a sensação passageira de bem-estar do corpo de carne, sem dor alguma, a fim de que possam comer e beber sem impedimento.
Cai, contudo, em ti mesmo, sob a bênção de Jesus e, transferindo-te, então, da inércia para o trabalho incessante pela tua redenção, observarás, surpreendido, como a vida é diferente.” (1)
Assim, cabe a cada um de nós não desperdiçar as possibilidades que nos são ofertadas para multiplicar os talentos com os quais Deus nos capacitou para as nobres conquistas do Espírito, pois, eles foram distribuídos em quantidades iguais para todos, significando isto, que compete a cada um de nós outros a solução do problema alusivo à capacidade de fazê-los frutificar.
Não procede a atitude de lamentação constante, com que muitos de nós fazemos uso para justificar as nossas desditas como se estivéssemos entregues à própria sorte. Precisamos entender que uma hora desperdiçada na queixa é vasto patrimônio perdido no preparo de habilitação para a meta a alcançar.
“Esquecemo-nos habitualmente de que pequena invigilância é suscetível de inclinar-nos aos desastres da alma, tanto quanto um abuso no trânsito pode custar muitas vidas e recusamos os contratempos educativos com que a vida nos abençoa, imunizando-nos contra males maiores, descendo ao delírio e à irritação que bastas vezes precedem a obsessão ou a delinquência.
Quando te vejas, assim, sob o impacto de aborrecimentos claramente remediáveis pelas tuas atitudes de serenidade e de paciência, deixa que as asas de tua própria imaginação te conduzam aos milhares de hospitais, consultórios médicos, clínicas de tratamento, ambulatórios diversos e aposentos de enfermos, a fim de ver e escutar, em espírito, tantos irmãos nossos que jazem comprometidos em desequilíbrios orgânicos muitas vezes irreversíveis”. (2)
Quantidade enorme de criaturas anseia por tarefas na senda da caridade e do amor, mantendo-se na aversão e na discórdia diante das atitudes e do entendimento de cada um de seus irmãos; enquanto que muitos outros sonham servir à luz, sustentando-se nas trevas da ociosidade e na inconveniência da ignorância.
A felicidade que envolve o coração daqueles que servem, está à disposição de quantos se disponham à jornada da ascensão, decididos verdadeiramente pelo aprimoramento e progresso no trabalho que renova, no estudo que esclarece e aperfeiçoa, no perdão que ilumina e santifica, no sacrifício que enobrece e dignifica e na bondade que diviniza…
Somos sabedores que sendo Deus nosso Pai amoroso e justo, concede-nos tudo aquilo de que necessitamos para comungar-Lhe a glória divina, entretanto, não podemos esquecer que as dádivas do Criador se estabelecem, nos seres da Criação, conforme a capacidade e o merecimento de cada um.
Bibliografia:
1- Xavier, Francisco Cândido. Pelo Espírito Emmanuel – FEB. 36ª edição. Fonte Viva Cap. 88 Caindo em si.
2- Xavier, Francisco Cândido. Pelo Espírito Emmanuel – Editora – GEEM. Livro Urgência cap. Ante as provas necessárias.
Francisco Rebouças

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A prece

A oração não será um processo de fuga do caminho que nos cabe percorrer, mas constituirá uma abençoada luz em nossas mãos, clareando-nos a marcha.
Não representará uma porta de escape ao sofrimento regenerativo de que ainda carecemos, mas expressará um bordão de arrimo, com o auxílio do qual superamos a ventania da adversidade, no rumo da bonança.

Não será um privilégio que nos exonere da enfermidade retificadora, ambientada em nosso próprio templo orgânico pela nossa incúria e pela nossa irreflexão, no abuso dos bens do mundo, entretanto, comparecerá por remédio balsamisante e salutar, que nos renove as energias, em favor de nossa cura.

Não será uma prerrogativa indébita que nos isente da luta humana, imprescindível ao nosso aperfeiçoamento individual, todavia, brilhará em nossa experiência por sublime posto de reabastecimento espiritual, susceptível de garantir-nos a resistência e o valor na tarefa de renunciação e sacrifício em que nos cabe perseverar.

Não será uma outorga de recursos para que os nossos caprichos pessoais sejam atendidos, no jardim de nossas predileções afetivas, contudo, será uma dispensação de forças para que possamos tolerar galhardamente as situações mais difíceis, diante daqueles que nos desagradam, em sociedade ou em família, ajudando-nos, pouco a pouco, a edificar o santuário da verdadeira fraternidade, no próprio coração, em cujos altares amealharemos o tesouro da paz e do discernimento.

Ainda mesmo que te encontres no labirinto quase inextrincável das provações inflexíveis, ainda mesmo que a tua jornada se alongue sob o granizo da discórdia e da incompreensão, em plena sombra, cultiva a prece, com a mesma persistência a que te induzas na procura da água para a sede e do pão para a fome do corpo.

Na dor, ser-te-á divino consolo, na perturbação constituirá tua bússola.

Não olvides que a permanência na Terra é uma simples viagem educativa de nossa alma, no espaço e no tempo, e não te esqueças de que somente pela oração, descobriremos, cada dia, o rumo que nos conduzirá de retorno aos braços amorosos de Deus.
 
Emmanuel

Livro: À Luz da Oração
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Simplesmente, Centro Espírita!

Lá vamos nós às conhecidas explicações sobre a tal mesa branca, e começamos as nossas explanações, dizendo que no Centro Espírita a cor da mesa não tem a mínima importância, que nenhuma influência exerce sobre a prática espírita podendo ser ela: azul, verde, amarela, branca ou outra cor qualquer, de madeira, de plástico, de ferro, de vidro, de concreto, ou de outro material que não tem tamanho definido, podendo assim ser grande ou pequena, leve ou pesada, deste ou daquele formato etc. A mesa é um móvel doméstico, ou empresarial, que é utilizada apenas pela comodidade que oferece, facilitando as mais variadas tarefas, desde as mais simples até as mais complexas, no nosso labor diário, particular ou coletivo, mas que nada tem a ver com a prática da Doutrina Espírita.
A mesa pode até mesmo ser dispensada na prática espírita, sem causar qualquer tipo de prejuízo às atividades espirituais, a não ser a falta de comodidade para os seus participantes no sentido de lhes servir de apoio e conforto. Sua constituição, cor, tamanho etc., não traz qualquer influência às tarefas a serem realizadas na casa espírita.
Atrelar a cor da mesa para definição de um centro espírita “KARDECISTA”, nos indica que o nosso interrogante é pessoa que não tem conhecimento da doutrina que professamos, e demonstra, a maneira errada de como a doutrina espírita é vista pelos leigos no assunto, que vão passando à frente essa informação infundada, porque alguém falou fruto da falta de conhecimento da maioria das pessoas de outras crenças, do que seja o verdadeiro Espiritismo.
A Doutrina Espírita dispensa todo tipo de objeto material, gestos, rituais, móveis, roupas especiais, velas, sinais, posturas, expressões etc., sendo tudo isso absolutamente desnecessário, inútil, dispensável, pois que a prática espírita fundamenta-se exclusivamente na questão da sintonia mental elevada e dos sentimentos nobres que devem possuir seus participantes. Aí está todo o conteúdo necessário à prática da mediunidade eficaz. É claro que nos reportamos nesta oportunidade à visão da prática das reuniões mediúnicas, na expectativa dos que desconhecem o procedimento espírita, definindo-o por “Centro Kardecista de mesa branca.
Essa ideia equivocada de Centro Espírita deixará de existir, à medida que se passa a conhecer o procedimento espírita através de estudos, levados a efeito nas Casas Espíritas sérias, que não se prestam a práticas de simples rituais em busca de fenômenos como muitos imaginam, e sim objetivam efetivar a caridade material e espiritual oferecendo aos necessitados de ambos os planos da vida a necessária ajuda em suas variadas necessidades, oferecendo-lhes o pão material e espiritual. Concedendo também aos vivos do plano espiritual a oportunidade do intercâmbio com os vivos do plano material, para que se renovem nos propósitos de crescimento, pois, são também criaturas humanas, que já deixaram o corpo de carne pelo fenômeno biológico da morte, e que necessitam da caridade que a misericórdia do nosso Pai nos concede em qualquer situação em que estejamos incluídos. Assim sendo, ao ouvirmos a expressão Centro Kardecista de mesa branca, estejamos absolutamente certos de que quem a usa está totalmente desinformado da realidade dos trabalhos práticos realizados nas verdadeiras casas espíritas.
Espiritismo e Espiritualismo
“Pergunto-vos, em primeiro lugar, qual a necessidade da criação de novos termos: espírita e espiritismo, para substituir: espiritualista e espiritualismo, que são da língua vulgar e por todos compreendidos?
Já ouvi alguém classificar tais termos de barbarismos.A. K.— De há muito tem já a palavra espiritualista uma acepção bem determinada; é a Academia que no-la dá: Espiritualista, aquele ou aquela pessoa cuja doutrina é oposta ao materialismo.
Todas as religiões são necessariamente fundadas sobre o espiritualismo. Aquele que crê que em nós existe outra coisa, além da matéria, é espiritualista, o que não implica a crença nos Espíritos e nas suas manifestações. Como o podereis distinguir daquele que tem esta crença? Ver-vos-eis obrigado a servir-vos de uma perífrase e dizer: É um espiritualista que crê ou não crê nos Espíritos.
Para as novas coisas são necessários termos novos, quando se quer evitar equívocos. Se eu tivesse dado à minha Revista a qualificação de espiritualista, não lhe teria especificado o objeto, porque, sem desmentir-lhe o título, bem poderia nada dizer nela sobre os Espíritos, e até combatê-los.
Já há algum tempo, li num jornal, a propósito de uma obra filosófica, um artigo em que se dizia tê-la o autor escrito do ponto de vista espiritualista; ora, os partidários dos Espíritos ficariam singularmente desapontados se, confiantes nessa indicação, acreditassem encontrar alguma concordância entre o que ela ensina e as ideias por eles admitidas.
Se adotei os termos espírita, espiritismo, é porque eles exprimem, sem equívoco, as ideias relativas aos Espíritos.
Todo espírita é necessariamente espiritualista, mas nem todos os espiritualistas são espíritas”. (1)
Um grupo espírita sério, fundamentado nos conceitos do espiritismo, é fraterno entre si e seus semelhantes, faz uso da fé raciocinada, movimenta-se exclusivamente com bom-senso em tudo que executa, é notado exclusivamente pelo procedimento cristão de seus membros, pelos estudos que desenvolvem, pela ação em prol do bem que empreendem, pela simplicidade em suas vestimentas, pela palavra fraterna e elevada das quais se utilizam. Ali se observa absoluta fidelidade aos legítimos princípios cristãos, ensinados e exemplificados por Jesus.
Bibliografia:
1- Kardec, Allan. O Que é O Espiritismo. FEB. 37ª edição.
Francisco Rebouças

Encontro Espírita das Três Fronteiras

 
Caros amigos:
Muita Paz!
 
    Temos a satisfação de divulgar a feliz realização do 1º Encontro Espírita das Três Fronteiras (Brasil - Argentina - Paraguai), cujo interessante programa doutrinário anexamos.
 
    1) Acontecerá no próximo sábado, 6 de fevereiro/2016, no Centro Espírita del Este "Joanna de Ângelis" (Área 2, Manzana F, Lote 16 - Calle Cerro León esquina Ytororó - Ciudad del Este, Paraguay), das 15h às 20h (hora paraguaia).
 
 
    O programa doutrinário do 1er Encuentro Espírita de las Tres Fronteras é o seguinte:
 
 
    a) Tema: Transición Planetaria - Expositor: Lincoln Barros (de Foz do Iguaçu/PR - Brasil);
 
    b) TemaLa Casa Espírita - Expositor: Aparicio Ortíz (de Asunción - Paraguay);
 
    c) TemaEl Trabajador Espírita - Expositor: Nelson Lezcano (de Asunción - Paraguay);
 
    d) TemaPerturbaciones Espirituales - Expositor: Enrique Baldovino (de Buenos Aires - Argentina);
 
    e) TemaEl Perdón de las Ofensas - Expositor: Milciades Lezcano (de Asunción - Paraguay).
 
 
    2) A entrada ao evento é livre e gratuita.
 
    3) Maiores informações e contatos+595983 675616 / +595983 228874 / +595971 386633 e centroespiritadeleste.ja@hotmail.com (e-mail do Centro Espírita del Este "Joanna de Ângelis").
 
 
    Sejam todos muito bem-vindos ao 1º Encontro Espírita das Três Fronteiras, em Ciudad del Este, Paraguai. 
 
    Enrique Baldovino.
 
Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Glória a Kardec

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

De Kardec aos dias de hoje

Muitas Vidas

Divaldo Franco

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Chico Xavier

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel