“O homem que julga infalível a sua razão está bem perto do erro. Mesmo aqueles, cujas ideias são as mais falsas, se apóiam na sua própria razão e é por isso que rejeitam tudo o que lhes parece impossível.” Fonte: O Livro dos Espíritos, introdução VII.

Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).

“Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.”Thiago,3/17

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” João – 15:7

Falar e Fazer

Em se tratando de reforma íntima: “Fácil é dizer como se faz. Difícil é fazer como se diz.” Precisamos fazer mais e dizer menos. Francisco Rebouças.

sexta-feira, 13 de março de 2015

A PREGUIÇA

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Tida como doença da alma, a preguiça tem, como sócio majoritário, o desânimo.
O dicionário, da língua portuguesa, define o termo preguiça como sendo: aversão ao trabalho; morosidade; negligência; pachorra; moleza; indolência; vadiagem. Portanto, preguiçoso é todo o indivíduo portador de qualquer desses “predicados”; e a doutrina espírita nos assevera que a preguiça causa sérias implicações na vida do indivíduo preguiçoso, alertando para o fato de que é ela um dos maiores empecilhos ao progresso moral e espiritual do indivíduo, e, por conseguinte, um grande entrave ao desenvolvimento geral da sociedade, em todos os campos da atividade humana.

A preguiça é uma doença da alma, e tem, como sócio majoritário, o desânimo, por conseguinte, provoca, com sua ação maléfica ao espírito que se deixa impregnar por seus efeitos paralisantes, sérios transtornos para o desenvolvimento de uma vida digna e saudável, acarretando a seu portador, sérios e pesados desequilíbrios que o arremessarão de encontro a prejuízos de incalculável monta.

Os efeitos provocados pela preguiça no indivíduo iniciam-se de forma bem sutil e quase imperceptível, na forma de um pequeno desânimo, que, se não for logo detectado e combatido, se estabelecerá com grande rapidez nas engrenagens psíquicas do indivíduo, justamente quando ele, mantendo as mãos desocupadas e a cabeça despreocupada de pensamentos positivos que a responsabilidade do trabalho exige, para a sua consecução, entrega-se à ociosidade que fatalmente o levará de encontro à invigilância e o colocará na faixa vibratória dos inimigos da Luz, que logo estarão lhe fazendo companhia, sugerindo pensamentos de baixo teor de moralidade e dignidade, arrastando-o ao encontro de idealizações inferiores e enfermiças sem proveito algum para a sua necessidade de crescimento espiritual, trazendo à tona as sombras da cegueira espiritual de que é portador, envolvendo-o, sem que se dê conta, em desequilíbrio, mergulhando num mar de enfermidades, moléstias e tormentos.

Desse infeliz consórcio, dentro em pouco estará o indivíduo envolto em sérios problemas obsessivos, em que os representantes das trevas lhe causarão muitos dissabores e sofrimentos de difícil solução; pois, a ociosidade é tóxico poderoso que polui a vida moral-espiritual do incauto que lhe concede abrigo.

Na literatura espírita, encontramos sábios e importantes alertas dos benfeitores espirituais para que nos mantenhamos em guarda, “vigiando e orando”, como nos ensinou o Mestre de Nazaré, para não cairmos em tentação, conforme segue:

Dissertação moral ditada por São Luís à senhorita Ermance Dufaux (5 de maio de 1858)l

Um homem saiu de madrugada e foi para a praça pública para ajustar trabalhadores. Ora, ele viu dois homens do povo que estavam sentados de braços cruzados. Foi a um deles e o abordou dizendo: "Que fazes tu aqui?" e este, tendo respondido: "Não tenho trabalho", aquele que procurava trabalhadores lhe disse: "Tome tua enxada, e vá para o meu campo, sobre a vertente da colina, onde sopra o vento sul; cortarás a urze e revolverás o solo até que a noite chegue; a tarefa é rude, mas terás um bom salário". E o homem do povo carregou a enxada sobre os ombros, agradecendo-lhe em seu coração.

O outro trabalhador, tendo ouvido isso, se ergueu do seu lugar e se aproximou dizendo: "Senhor, deixai-me também ir trabalhar em vosso campo", e o senhor, tendo dito a ambos para segui-lo, caminhou adiante para lhes mostrar o caminho. Depois, quando chegaram à beira da colina, dividiu a obra em duas partes e se foi dali.

Depois que partiu, o último dos trabalhadores que havia contratado, primeiramente pôs fogo nas urzes do lote que lhe coube em partilha, e trabalhou a terra com o ferro de sua enxada. O suor jorrou do seu rosto sob o ardor do sol. O outro o imitou, primeiro murmurando, mas se cansou cedo do seu trabalho, e, cravando sua enxada sob o sol, sentou-se perto, olhando seu companheiro trabalhar.

Ora, o senhor do campo veio perto da noite e examinou a obra realizada, e tendo chamado a ele o obreiro diligente, cumprimentou-o dizendo: "Trabalhaste bem; eis teu salário", e lhe deu uma peça de prata, despedindo-o. O outro trabalhador se aproximou também e reclamou o preço de sua jornada; mas o senhor lhe disse: "Mau trabalhador, meu pão não acalmará tua fome, porque deixaste inculta a parte de meu campo que te havia confiado", não é justo que aquele que nada fez seja recompensado como aquele que trabalhou bem; e o mandou embora sem nada lhe dar.
II
Eu vos digo: a força não foi dada ao homem, e a inteligência ao seu espírito, para que consuma seus dias na ociosidade, mas para que seja útil aos seus semelhantes. Ora, aquele cujas mãos sejam desocupadas e o espírito ocioso será punido, e deverá recomeçar sua tarefa.

Eu vos digo, em verdade: sua vida será lançada de lado como uma coisa que não foi boa em nada, quando seu tempo se tiver cumprido; compreendei isto por uma comparação. Qual dentre vós, se há em vosso pomar uma árvore que não produz bons frutos, não dirá ao seu Servidor: Cortai essa árvore e lançai-a ao fogo, porque seus ramos são estéreis. Ora, do mesmo modo que essa árvore será cortada por sua esterilidade, a vida do preguiçoso será posta de lado porque terá sido estéril em boas obras. ¹

Os Espíritos Superiores nos afirmam que o trabalho é uma Lei Natural, a que todos estamos submetidos, consoante os esclarecimentos contidos nas respostas esclarecedoras que prestaram às questões formuladas pelo codificador da doutrina espírita, nas questões seguintes:

Necessidade do trabalho

647. A necessidade do trabalho é lei da Natureza?

“O trabalho é lei da Natureza, por isso mesmo que constitui uma necessidade, e a civilização obriga o homem a trabalhar mais, porque lhe aumenta as necessidades e os gozos.”

675. Por trabalho só se devem entender as ocupações materiais?

“Não; o Espírito trabalha, assim como o corpo. Toda ocupação útil é trabalho.”

676. Por que o trabalho se impõe ao homem?

“Por ser uma consequência da sua natureza corpórea. É expiação e, ao mesmo tempo, meio de aperfeiçoamento da sua inteligência. Sem o trabalho, o homem permaneceria sempre na infância, quanto à inteligência. Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem-estar dependem do seu trabalho e da sua atividade. Ao extremamente fraco de corpo, outorgou Deus a inteligência, em compensação. Mas é sempre um trabalho.”

678. Em os mundos mais aperfeiçoados, os homens se acham submetidos à mesma necessidade de trabalhar?

“A natureza do trabalho está em relação com a natureza das necessidades. Quanto menos materiais são estas, menos material é o trabalho. Mas não deduzais daí que o homem se conserve inativo e inútil. A ociosidade seria um suplício, em vez de ser um benefício.”

679. Achar-se-á isento da lei do trabalho o homem que possua bens suficientes para lhe assegurarem a existência?

“Do trabalho material, talvez; não, porém, da obrigação de tornar-se útil, conforme aos meios de que disponha, nem de aperfeiçoar a sua inteligência ou a dos outros, o que também é trabalho. Aquele a quem Deus facultou a posse de bens suficientes a lhe garantirem a existência não está, é certo, constrangido a alimentar-se com o suor do seu rosto, mas tanto maior lhe é a obrigação de ser útil aos seus semelhantes, quanto mais ocasiões de praticar o bem lhe proporciona o adiantamento que lhe foi feito.”

680. Não há homens que se encontram impossibilitados de trabalhar no que quer que seja e cuja existência é, portanto, inútil?

“Deus é justo e, pois, só condena aquele que voluntariamente tornou inútil a sua existência, porquanto esse vive a expensas do trabalho dos outros. Ele quer que cada um seja útil, de acordo com as suas faculdades.” (643)²

Diante dos cristalinos ensinamentos, contidos nas obras da esclarecedora doutrina espírita, precisamos de toda atenção para que não nos tornemos, por nossa vez, vítimas desse dragão devastador que é a preguiça, causadora de muitos tormentos e decepções a um número incalculável de criaturas que lhes caíram nas malhas.

Só através do trabalho constante e disciplinado, na busca do nosso crescimento como Seres em processo de autoburilamento, enfrentando corajosamente os obstáculos que a vida nos impõe, utilizando da bênção do trabalho, é que conseguiremos atravessar com eficiência esse atual estágio evolutivo em que nos achamos, na construção de um futuro brilhante e proveitoso na busca da felicidade relativa que tanto almejamos e que só depende de nós consegui-la.

O trabalho é por isso mesmo o único meio pelo qual poderemos conquistar nossos objetivos de elevação como Seres imortais que somos, em direção ao encontro com o Pai criador que nos aguarda com os necessários benefícios que serão ofertados a tantos quantos fizerem o inevitável esforço por merecer.

Portanto, reage com vigor e determinação às tentativas de alojamento da preguiça nos tecidos sutis de teu equipamento psíquico, e assume nova postura diante da vida, que te oferece diariamente inúmeras oportunidades de crescimento e desenvolvimento a teu próprio benefício, e procura entender que ninguém está no mundo por acaso, e sim com finalidades e objetivos adredemente estabelecidos, que deve atender, para seu aperfeiçoamento, e espelha-te no exemplo que te dá o Sol, que todos os dias aquece e ilumina teus caminhos, e prossegue trabalhando na construção do teu destino final que é a perfeição e a felicidade. 
Fontes:

1- Revista Espírita, junho de 1858.
2- O Livro dos Espíritos – FEB, 76º edição.
Grifos nossos. 

FRANCISCO REBOUÇAS

AÇÃO E PAZ

Aflição condensada é semelhante a bomba de estopim curto, pronta a explodir a qualquer contato esfogueante.

Indispensável saber preservar a tranquilidade própria, de modo a sermos úteis na extinção dessa ou daquela dificuldade.

Decerto que para cooperarmos no estabelecimento da paz, não nos seria lícito interpretar a calma por inércia.

Paciência é a compreensão que age sem barulho, em apoio da segurança geral.

Refletindo com acerto, recebe a hora de crise, sem qualquer ideia de violência, porque a violência sempre induz ao estrangulamento da oportunidade de auxiliar.

Diante de qualquer informação desastrosa, busca revestir-te com a serenidade possível para que não te transformes num problema, pesando no problema que a vida te pede resolver.

Não afogues o pensamento nas nuvens do pessimismo, mentalizando ocorrências infelizes que provavelmente jamais aparecerão.

Evita julgar pessoas e situações em sentido negativo para que o arrependimento não te corroa as forças do espírito.

Se te encontras diante de um caso de agressão, não respondas com outra agressão, a fim de que a intemperança mental não te precipite na valada delinquência.

Pacifica a própria sensibilidade, para que a razão te oriente os impulsos.

Se conservas o hábito de orar, recorre à prece nos instantes difíceis, mas se não possuis essa bênção, medita suficientemente antes de falar ou de agir.

Os impactos emocionais, em qualquer parte, surgem na estrada de todos; guarda, por isso, a fé em Deus e em ti mesmo, de maneira a que não te afastes da paz interior, a fim de que nas horas sombrias da existência possa a tua paz converter-se em abençoada luz.
 
Livro: Urgência
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

quarta-feira, 11 de março de 2015

A DOUTRINA ESPÍRITA ESTÁ MUITO ACIMA!

Ouço, de muitos dos nossos confrades espíritas, indignados com o tratamento de descaso e até mesmo de desrespeito como é tratada a Doutrina dos Espíritos por grande parte dos chamados CRISTÃOS, que não perdem nenhuma chance de difamá-la em qualquer oportunidade que lhes surjam, que me perguntam: até quando seremos obrigados a engolir esse tipo de provocação? Quando será que a doutrina espírita vai merecer tratamento digno e diferente da inconcebível maneira como ainda hoje é tratada por esses fanáticos e ignorantes “religiosos”? Será que não enxergam que já estamos vivendo no século 21? 
Procuro ter para com todos que me interrogam a cerca desse assunto, uma atitude de moderação, e tento primeiramente amenizar o estado de inconformação e até mesmo a revolta de alguns, utilizando-me para tanto, dos variados argumentos que me serviram de consolo, quando também eu não me conformava com esse tipo comportamento utilizado pelos irmãos de correntes religiosas diferentes da nossa, mas, que depois de muito tempo de estudo e meditação sobre esse assunto que muito me incomodava, encontrei na codificação as nobres instruções dos amigos do Mais Alto, e pude chegar por fim, à conclusão de que são eles (os Espíritos Superiores), os donos da razão, e que o melhor seria seguir-lhes os sábios conselhos. 
Para tanto, apresento apenas duas das inúmeras mensagens que me fizeram refletir sobre o tema, e me chamaram à atenção para o fato de que somos espíritas, e por essa razão, somos os mais privilegiados seguidores do Mestre de Nazaré, em termos de conhecimento da vida espiritual, e não podemos de maneira alguma esquecer que cada um de nós está em um patamar no infinito degrau da escada evolutiva, e que precisamos respeitar o grau de elevação espiritual de muitas dessas criaturas em luta constante contra si próprias, e que ainda não despertaram para a grandeza da vida em sentido mais amplo, conforme segue:
Capítulo XXXI – Dissertações Espíritas
Acerca do Espiritismo
VI
“Não vos arreceeis de certos obstáculos, de certas controvérsias.
A ninguém atormenteis com qualquer insistência. Aos incrédulos, a persuasão não virá, senão pelo vosso desinteresse, senão pela vossa tolerância e pela vossa caridade para com todos, sem exceção.
Guardai-vos, sobretudo, de violar a opinião, mesmo por palavras, ou por demonstrações públicas. Quanto mais modestos fordes, tanto mais conseguireis tornar-vos apreciados. Nenhum móvel pessoal vos faça agir e encontrareis nas vossas consciências uma força de atração que só o bem proporciona.
Por ordem de Deus, os Espíritos trabalham pelo progresso de todos, sem exceção.
Fazei o mesmo, vós outros, espíritas”.
São Luís.
                                                             VII

“Qual a instituição humana, ou mesmo divina, que não encontrou obstáculos a vencer, cismas contra que lutar? Se apenas tivésseis uma existência triste e lânguida, ninguém vos atacaria, sabendo perfeitamente que havíeis de sucumbir de um momento para outro. Mas, como a vossa vitalidade é forte e ativa, como a árvore espírita tem fortes raízes, admitem que ela poderá viver longo tempo e tentam golpeá-la a machado. Que conseguirão esses invejosos? Quando muito, deceparão alguns galhos, que renascerão com seiva nova e serão mais robustos do que nunca”. ¹
Channing.
Em sendo assim, busquemos na mensagem Cristã do Consolador prometido, que nos alerta para a máxima de que “fora da caridade não há salvação”, ² motivos para desculpar tanta ignorância, pois, temos conhecimentos suficientes para não revidar ataques sem qualquer fundamento, que longe de atingir a doutrina que professamos, mais nos dá oportunidade de exercer a caridade mais difícil que é justamente a caridade moral, e hajamos de forma a confirmar a assertiva do Mestre de todos nós que afirmou que “seus discípulos seriam conhecidos por muito se amarem”, e sigamos em direção ao encontro com Jesus, perdoando, amando e servindo cada dia mais. 
Que Jesus nos guarde em sua paz, hoje e sempre! 

Bibliografia:

1)Kardec, Allan – O Livro dos Médiuns, Cap. XXXI, itens VI e VII.

2)Kardec, Allan - O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XV – item 8.

Francisco Rebouças

Conferência Espírita em Caldas da Rainha

HISTÓRIAS QUE OS ESPÍRITOS CONTARAM II  

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Na sexta-feira, dia 13 de março de 2015, às 21H00, irá decorrer uma conferência espírita subordinada ao tema HISTÓRIAS QUE OS ESPÍRITOS CONTARAM II.

Será o lançamento do segundo volume do livro. Irá abordar-se algumas das histórias do autor espiritual Poeta Alegre, que nos apelam à reflexão e à melhoria intima.
 
Esta palestra terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.
As entradas são livres e gratuitas.
https://cceespirita.wordpress.com/
 
Francisco Rebouças
 

A CÉSAR O QUE É DE CÉSAR

Emmanuel
 
Quando o Senhor nos traçou a obrigação de dar a César o que é de César, como de outras vezes, imprimia ao ensinamento significação mais profunda.
 
Habitualmente recordamos a diretriz, fixando a atenção no imposto amoedado, anotando mentalmente o brilho pessoal daqueles que exercem o poder representativo da governança para transviar-nos, quase sempre, no solo arenoso da crítica e da maldade.
 
Entretanto, bastar-nos-á singela reflexão para reconhecermos que César é a legenda que encerra vastos deveres de nosso espírito, quando encarnado, junto da terra que nos localiza o berço.
 
César exprime a direção que nos garante a tranquilidade, a justiça que nos angaria respeito, a organização do trabalho que nos assegura a bênção do pão, a ordem que nos mantêm o ninho doméstico, e, sobretudo, a lei que nos guarda a todos, nos variados climas do mundo, dentro da dignidade recíproca, na qual o cumprimento fiel de nosso dever nos confere o direito à verdadeira ascensão.
 
Não chega, desta forma, o simples pagamento do tributo vulgar ao cofre que nos define a riqueza pública, para que atendamos à recomendação do Senhor, mas, sim, também o nosso zelo e a nossa abnegação na salvaguarda dos bens que desfrutamos na experiência comum, seja auxiliando a segurança do próximo, defendendo a higiene de um logradouro, cooperando na execução dos estatutos que nos governam ou amparando a educação do povo que nos constitui a família, porque, somente assim, auxiliando a Terra, entrosá-la-emos no Céu, como província redimida e generosa a refulgir no Reino do Amor de Deus.
 
Livro: Semeador em Tempos Novos
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

terça-feira, 10 de março de 2015

BENEVOLÊNCIA EM AÇÃO

Emmanuel
 
Usa a benevolência tanto quanto puderes, recordando que todos somos necessitados de tolerância.
 
Ainda mesmo em se tratando de nós outros, os companheiros desencarnados, estamos ainda em áspera luta, por dentro de nós mesmos, buscando a luz do auto-aperfeiçoamento.
 
Muito longe da condição angélica, todos nos amontoamos no pátio das necessidades espirituais, contando com o amparo e a compreensão uns dos outros, a fim de conseguirmos atingir a solução de nossos problemas.
 
Por isto mesmo, conscientes de nossas próprias realidades, quando estivermos com a palavra em casa, na rua, nos diálogos de serviço ou nos cenáculos da fé, aprendamos a esquecer o mal semeando o bem, para que o bem se fixe em nós.
 
Não te reportes a conflitos, a fim de que a paz se estabeleça.
 
Não condenes os irmãos que suponhas caídos na estrada, porque não sabes se amanhã estarás nas dificuldades em que se encontram.
 
Desfaze-te de qualquer idéia de racismo e separação, para que a fraternidade te ilumine os pensamentos.
 
Abstém-te de cultivar ressentimentos e ódios, para que o amor não se te mantenha distante do próprio ambiente.
 
Evita salientar a delinqüência e a crueldade, de modo a que não se te transforme o verbo nessa ou naquela indução infeliz, em algum dos cérebros que te escutam.
 
Sejamos irmãos uns dos outros, respeitando os opositores que, porventura, não nos compreendam.
 
E se observarmos irmãos positivamente errados, anotemos as qualidades nobres que já possuem e procuremos vê-los ou interpretá-los através do melhor que nos apresentem, lembrando-nos de que o amor infinito de Deus nos tolera a todos, doando-nos, a cada um, a bênção do tempo, dentro da qual, seguindo de prova em prova e de experiência em experiência, ser-nos-á possível adquirir o passo firme e certo na conquista da perfeição.
 
Comecemos pelas bases da compreensão.
 
Se nos ajustarmos às leis de equilíbrio que nos governam, reconheceremos que os desacertos do mundo são justificáveis.
 
Livro: Paz
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças


NÃO TE ENGANES

       “Olhais para as coisas, segundo as aparências? Se alguém confia de si mesmo que é do Cristo, pense outra vez isto consigo, que assim como ele é do Cristo, também nós do Cristo somos.” — Paulo. (2ª EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS, capítulo 10, versículo 7.) 
Não te enganes, acerca da nossa necessidade comum no aperfeiçoamento.
Muita vez, superestimando nossos valores, acre­ditamo-nos privilegiados na arte da elevação.
E, em tais circunstâncias, costumamos esquecer, impensa­damente, que outros estão fazendo pelo bem muito mais que nós mesmos.
O vaga-lume acende leves relâmpagos nas trevas e se supõe o príncipe da luz, mas encontra a vela acesa que o ofusca. A vela empavona-se sobre um móvel doméstico e se presume no trono absoluto da claridade, entretanto, lá vem um dia em que a lâmpa­da elétrica brilha no alto, embaciando-lhe a chama. A lâmpada, a seu turno, ensoberbece-se na praça pública, mas o Sol, cada manhã, resplandece no fir­mamento, clareando toda a Terra e empalidecendo todas as luzes planetárias, grandes e pequenas.
Enquanto perdura a sombra protetora e educa­tiva da carne, quase sempre somos vítimas de nossas ilusões, mas, em voltando o clarão infinito da ver­dade com a renovação da morte física, verificamos, ao sol da vida espiritual, que a Providência Divina é glorioso amor para a Humanidade inteira.
Não troques a realidade pelas aparências.
Respeitemos cada realização em seu tempo e cada pessoa no lugar que lhe é devido.
Todos somos companheiros de evolução e aper­feiçoamento, guardados ainda entre o bem e o mal. Onde acionarmos a nossa “parte inferior”, a sombra dos outros permanecerá em nossa companhia. Da zona a que projetarmos a nossa “boa parte”, a luz do próximo virá ao nosso encontro.
Cada alma é sempre uma incógnita para outra alma. Em razão disso, não será lícito erguer as pa­redes de nossa tranqüilidade sobre os alicerces do sentimento alheio.
Não nos iludamos.
Retifiquemos em nós quanto prejudique a nossa paz íntima e estendamos braços e pensamentos fra­ternos, em todas as direções, na certeza de que, se somos portadores de virtudes e defeitos, nas oca­siões de juízo receberemos sempre de acordo com as nossas obras.
 
      E, compreendendo que a Bondade do Senhor brilha para todas as criaturas, sem distinção de pessoas, recordemos em nosso favor e em favor dos outros as significativas palavras de Paulo: — “Se alguém confia de si mesmo que é do Cristo, pense outra vez isto consigo, porque tanto quanto esse alguém é do Cristo, também nós do Cristo somos.”
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

segunda-feira, 9 de março de 2015

Ouvir e falar!

Há uma frase que no movimento espírita tornou-se extremamente conhecida, e que qualquer um de nós, espiritistas, já ouviu alguém se referindo a ela em palestras, estudos ou outras atividades do movimento espírita, e que por isso mesmo o ouvinte imediatamente acrescenta ao seu conhecimento de Espiritismo e sai, por sua vez, a espalha-la multiplicando velozmente seu conteúdo.
 
Como não gosto de passar à frente algo referente à Doutrina Espírita de que não possa apresentar a fonte de onde se origina minha informação, procurei desesperadamente encontrar a conhecida frase, que se tornou tão comum e que qualquer um, mesmo sem qualquer base doutrinária, hoje em dia se faz portador de sua mensagem passando à frente o Espiritismo, sem qualquer base em seus postulados divinamente codificados pelo digno seguidor do Mestre de Nazaré.
 
Só então me pude dar o direito de também acrescenta-la em minhas modestíssimas anotações doutrinárias, para então poder tornar-me um divulgador de seu conteúdo, não como sempre ouvi e li, nos diversos meios de comunicação com que tive contato, bem como em palestras, seminários, livros, revistas, programas de rádios etc., mas, sim, como em verdade ela nos foi transmitida por seu criador, o querido benfeitor Emmanuel.
 
A frase a que me refiro é esta: a maior caridade que podemos fazer pela Doutrina Espírita é a sua própria divulgação”. Ora, quem procurar essa frase nos livros de Espiritismo ditados por Emmanuel a Chico Xavier, não será bem sucedido em sua busca, pois a tal frase, tão corriqueira no movimento espírita, não está escrita dessa forma nem foi pronunciada pelo citado benfeitor dessa maneira.
 
A referida citação está contida no livro “Estude e Viva”, ditado pelos Espíritos Emmanuel e André Luiz, psicografado por Chico Xavier e Waldo Vieira, e consta do capítulo 40 da referida obra, intitulado Socorro Oportuno, o que nos mostra como as coisas são alteradas ou modificadas voluntária ou involuntariamente, quando passadas de um para outro interlocutor; senão vejamos como está no livro: “(...) Lembra-te deles, os quase loucos de sofrimento, e trabalha para que a Doutrina Espírita lhes estenda socorro oportuno. Para isso, estudemos Allan Kardec, ao clarão da mensagem de Jesus Cristo, e, seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra, recordemos que o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação”. (1)  
 
Em momento algum identifiquei no conteúdo do parágrafo acima que a divulgação do Espiritismo seja a maior caridade que podemos fazer pela doutrina espírita. Penso que a observância e vivência correta dos seus postulados ainda é a grande finalidade da doutrina espírita ao seu sincero seguidor, pois, da forma como ela vem sendo difundida por grande parcela de “espíritas” que não conhecem seus postulados, não é verdadeiramente nenhuma forma positiva de caridade para com ela, e sim um enorme desserviço prestado contra sua digna e elevada mensagem. Isto porque o Espiritismo nos solicita que estudemos a codificação, que é a mensagem do Consolador Prometido por Jesus, tão bem elaborada pelo fiel Discípulo do Mestre de Nazaré, para a vivência da mensagem cristã, contida no evangelho ensinada e exemplificada por Jesus, para só então, sem que seja preciso fazer qualquer alarde, a espalhemos em forma de atitude, na ação da caridade em favor do nosso semelhante, testemunhando com nosso próprio trabalho na plantação da semente do bem para que possa germinar, crescer e dar bons frutos.
 
A referência de Emmanuel ao estudo das obras de Kardec não é citada, mesmo fazendo parte do mesmo pensamento no assunto enfocado, e que por essa razão não pode ser desprezado ou esquecido como se não tivesse sido pronunciado. É por essa razão que a divulgação da doutrina espírita segue sendo difundida sem qualquer cuidado com a fidelidade doutrinária, que todo e qualquer espírita consciente deve ter como meta primordial; essa é a razão de hoje em dia se aceitar verdadeiros absurdos como sendo obra espírita, quando não passam de ridículas obras mediúnicas, e o pior, são aceitas até mesmo por grande número de “espíritas” que, sem conhecerem os fundamentos da doutrina que dizem professar, mas que não professam verdadeiramente, a elas se referem com entusiasmo, como se estivessem falando do conteúdo da mensagem espírita codificada pelos Nobres Imortais sob a supervisão do próprio Jesus.
 
Precisamos tomar cuidado com as frases corriqueiras, e prestarmos mais atenção ao conteúdo do que à forma, para que o mais importante das mensagens que nos cheguem ao conhecimento não seja simplesmente aceito sem uma análise mais apurada em todo o seu conjunto, e, sim, que seja devidamente apreciado e absorvido pelo crente sincero da doutrina espírita, e, se for portador de um bom conteúdo, aí então dele se utilizará para sua correta divulgação.
 
O espírita sincero deve ter por lema: “fora da caridade não há salvação”, (2)  mas deve observar que essa máxima precisa ser devidamente compreendida para não ser interpretada ao bel prazer de quem quer que se ache tão absolutamente dono da verdade, pois a caridade não dispensa o cuidado que todos devemos ter em observar que “fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão em todas as épocas da humanidade”, (3) e que por isso mesmo, não podemos nos deixar descuidar da razão e o bom senso.
 
A principal caridade que podemos fazer é a nós mesmos, em primeiro lugar, estudar a mensagem cristã contida no evangelho, como nos alerta Emmanuel, seguindo Jesus através de Kardec, e efetuarmos nossa transformação moral-espiritual, para que, fundamentados no cristianismo redivivo que o Consolador nos veio trazer, possamos dar testemunhos como nos alerta o benfeitor: “seja no exemplo ou na atitude, na ação ou na palavra”, de que seguimos Jesus, como fiéis discípulos respeitáveis divulgadores da sua sublime mensagem, sem achismos ou modismos condenáveis sob todos os aspectos.
 
Em O Evangelho segundo o Espiritismo encontramos a bela mensagem que o Espírito de Verdade nos transmitiu e que transcrevemos a seguir: “Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo. No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros que nele se enraizaram”. (...) (4) 
                                
Precisamos entender que o Cristianismo contém todas as orientações de que necessitamos para fazer crescer em nós os valores morais que dormitam em nosso íntimo, desde nossa criação, e que só o estudo sério, constante e disciplinado da doutrina espírita dar-nos-á a necessária capacidade para melhor compreender as atitudes infelizes e os defeitos do nosso próximo, ampliando nosso poder de discernir melhor para melhor agir, utilizando-nos dos recursos hauridos nos conhecimentos adquiridos nesses estudos, para vivenciar em nosso dia-a-dia as lições com que os Espíritos Superiores nos instruíram sobre a verdadeira caridade como a entendia Jesus: “Benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias e perdão das ofensas(5) 
                
É hora de tomar uma atitude de serenidade e seriedade em tudo o que pretendemos falar com relação à doutrina espírita, não mais agindo como simples repetidores do que ouvimos alguém dizer, e, sim, procurarmos falar com responsabilidade apenas do que realmente conhecermos com segurança e que esteja contido nos postulados da codificação do Espiritismo.
 
Fontes:
1. Estude e Viva – FEB 9ª edição, cap. 40, pelos espíritos Emmanuel/André Luiz, médiuns: Chico Xavier/Waldo Vieira.
2. O Evangelho segundo o Espiritismo, FEB 106ª edição, Cap. XV, item 10.
3. O Evangelho segundo o Espiritismo, FEB 106ª edição, frontispício.
4. O Evangelho segundo o Espiritismo, FEB 106ª edição, Cap. VI, item 5.
5. O Livro dos Espíritos, FEB, 76ª edição, pergunta 886.   
 
Francisco Rebouças                                                               
  

PASSO ACIMA

Emmanuel

Burilamento moral e prática do bem constituem o clima da caminhada para a frente, no Reino do Espírito, mas não podemos esquecer que todo obstáculo é marcador de oportunidade do passo acima, na senda da elevação.
 
Na escola, forma-se o aluno, teste a teste, para que se lhe garanta o aprendizado cultural.
 
No educandário da vida, o espírito, de prova em prova, adquire o mérito indispensável para a escalada evolutiva.
 
Toda lição guarda objetivo nobilitante, que se deve alcançar, através do estudo.
 
Qualquer dificuldade, por isso, se reveste de valor espiritual, que precisamos saber extrair para que faça acompanhar do proveito justo.
 
 
Em qualquer estabelecimento de ensino, variam as matérias professadas.
 
Em toda a existência, as instruções se revelam com caráter diverso.
 
É assim que a hora do passo acima nos surge à frente, com expressões sempre novas, possibilitando-nos a assimilação de qualidades superiores, em todos os sentidos. Tentação, ― degrau de acesso à fortaleza espiritual.
 
Ofensa recebida, ― ocasião de ganhar altura pela trilha ascendente do perdão. Violência que nos fira ― ensejo para a aquisição de humildade.
 
Sofrimento ― vereda para a obtenção de paciência.
 
Necessidade no próximo significado em nós o impositivo da prestação de serviço.
 
Quando a incompreensão ou a intolerância repontam nos outros, terá chegado para nós o dia de entendimento e serenidade.
 
Não te revoltes, nem te abatas, quando atribulações te visitem. Desespero e rebeldia, além de gerarem conflito e lágrimas, são das respostas mais infelizes que podemos dar aos desafios edificantes da vida.
 
Deus não nos confiaria problemas, se os nossos problemas não nos fossem necessários.
 
Todo tempo de aflição é tempo do passo acima. De nós depende permanecer acomodados à sombra ou avançar, valorosamente, para a obtenção de mais luz.

Livro: Alma e Coração
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças



domingo, 8 de março de 2015

AS MULHERES E O ESPIRITISMO


Mulher virtuosa, quem a pode achar? Pois seu valor muito excede ao de joias preciosas. Provérbios – 31,10.¹
Qualquer Censo Espírita, que se venha fazer realizar, poderá nos trazer informações desconhecidas do nosso movimento espírita, mas uma realidade não deixará de ser simplesmente confirmada no Estado do Rio de Janeiro, no Brasil e no Mundo que é a presença maciça da mulher, em maior número, nos variados serviços que a Seara Espírita nos oferta.

Em vista do avanço da condição da mulher em nossos dias, se comparados há séculos anteriores; a função exercida pela mulher na sociedade tomou um novo e decisivo rumo, abrindo para elas um leque extraordinário de possibilidades infinitas de atuação em todos os setores da vida moderna.

Em qualquer ramo de atividades que atuemos, é notório o avanço e a participação feminina, até mesmo as universidades de todo o Brasil estão dominadas pela presença da mulher. Dessa forma não nos surpreende que também no movimento religioso de qualquer segmento sejam elas comprovadamente maioria.

No Espiritismo não seria diferente e nas nossas casas espíritas, a presença da mulher é absolutamente maior que a presença masculina, onde elas atuam de maneira eficiente e com grande desenvoltura, nas diversas tarefas das Instituições espíritas, que se não contassem com a mão-de-obra feminina, certamente muitas dessas instituições já teriam desaparecido.

Sem dúvida alguma, a Casa Espírita um núcleo onde o Cristianismo precisa ser vivenciado em toda a sua exuberância, na convivência fraternal entre seus adeptos, pois é o centro espírita também um maravilhoso complexo educacional e um grande hospital de almas, onde procuramos tirar o melhor proveito de seu ambiente salutar, para nos refazermos vibratoriamente renovando nossas energias orgânicas e psíquicas para o enfrentamento da vida e para alargarmos nossa compreensão na necessidade da prática incessante da caridade no serviço do bem em prol do nosso semelhante necessitado.

É indiscutível que quem se dispõe a frequentar uma Casa Espírita séria, dedicando-se de coração em busca da ajuda superior, imediatamente perceberá os efeitos benéficos em sua própria vida, como se os seus problemas diminuíssem e as barreiras fossem vencidas com menos dificuldades, é que ao contato com os espíritos benfeitores, elevando nossos pensamentos e controlando melhor nossas emoções, somos por eles amparados, beneficiados e então, melhor harmonizados e percebendo de forma mais direta as intuições que nos são sugeridas, passamos a fazer melhores escolhas na hora de decidirmos e, optarmos por ações mais equilibradas que vão gerar alegrias e nos trazer felicidade melhorando nossa disposição de enfrentar e curtir a vida, quer na área social, profissional, familiar, amorosa etc...

Assim, na sua grande maioria, a mulher que além das obrigações familiares, profissionais, etc., tem também responsabilidades na Seara do Mestre de Nazaré, busca na Casa Espírita suprir suas necessidades espirituais e renovar suas energias, visando ter momentos de paz, onde possa se refazer para dar continuidade às responsabilidades que o Supremo Pai lhe confiou.

Há tarefas que só a mulher é capaz de realizar com sua grande capacidade de renunciar em benefício de alguém muito querido de seu coração como um filho, irmão, amigo, esposo, companheiro etc., e sem dúvida o papel que a Providência Divina reservou ao espírito que reencarna na veste feminina, tem a mais bela e sublime de todas as missões de um humano ser na terra, o de dar à Luz ao filho que Deus lhe envia aos cuidados, tendo desde esse instante a oportunidade de contribuir na implantação do amor no coração desse novo ser, contribuindo e participando ativamente na implantação de um mundo melhor e regenerado.

“Compenetrar-se do apostolado de guardiã do instituto da família e da sua elevada tarefa na condução das almas trazidas ao renascimento físico.

Todo compromisso no bem é de suma importância no mundo espiritual.

Afastar-se de aparências e fantasias, consagrando-se às conquistas morais que falam de perto à vida imperecível, sem prender-se ao convencionalismo absorvente.

O retorno à condição de desencarnado significa retorno à consciência profunda.

Afinar-se com os ensinamentos cristãos que lhe situam a alma nos serviços da maternidade e da educação, nos deveres da assistência e nas bênçãos da mediunidade santificante.

Quem foge à oportunidade de ser útil, engana a si mesmo.”¹

Por essa razão, tem a mulher participação relevante na melhoria de nossa sociedade, pois muito participa da vida religiosa de uma Casa Espírita, desde a tarefa de evangelização infantil, da orientação da nossa mocidade e até na mudança de mentalidade de muitos dos adultos de ambos os sexos, que ante o trabalho de difusão dos postulados espíritas, levado a efeitos nos grupos de estudo sob a responsabilidade de muitas dessas guerreiras, transformam-se em pessoas melhores e passam a ter novos atos e atitudes mais condizentes com os ensinamentos do Cristo.

Necessário se faz que a mulher, procure redirecionar seus afazeres, procurando dar melhor ênfase à imprescindível tarefa que desenvolve no núcleo familiar, buscando para si e para os seus uma vida mais Cristã, pois Jesus Cristo conta com o contingente feminino, na transformação dessa humanidade, esperando que ela reduza o quanto lhe for possível a carga de tempo empregado no trabalho profissional e dedique o maior esforço de que seja capaz na tarefa da educação de seus filhos, preferindo ganhar menos em valores materiais e aumentando seus ganhos em valores espirituais. 

O Espiritismo nos assegura que somente os valores do espírito imortal nos poderão proporcionar a paz que tanto almejamos, e a Codificação Espírita nos fornece todas as necessárias instruções para que alcancemos êxito nas nossas tarefas confiadas por Deus a cada espírito imperecível, e particularmente a mulher tem na maternidade um espinhoso, e difícil compromisso a cumprir perante a Soberana Sabedoria do Universo, que estará sempre a seu lado garantindo-lhe todos os recursos em quantidade suficiente a lhe proporcionar sucesso na missão para a qual foi anteriormente escolhida e preparada, e pela qual receberá o justo salário.

Bibliografia:
1 – Provérbios, 31,10.
2 – Vieira, Waldo - Livro Conduta Espírita, FEB. 15ª edição -Cap. I. 

                                                                                                        Francisco Rebouças.

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Glória a Kardec

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

De Kardec aos dias de hoje

Muitas Vidas

Divaldo Franco

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Chico Xavier

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel