“O homem que julga infalível a sua razão está bem perto do erro. Mesmo aqueles, cujas ideias são as mais falsas, se apóiam na sua própria razão e é por isso que rejeitam tudo o que lhes parece impossível.” Fonte: O Livro dos Espíritos, introdução VII.

Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).

“Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.”Thiago,3/17

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” João – 15:7

Falar e Fazer

Em se tratando de reforma íntima: “Fácil é dizer como se faz. Difícil é fazer como se diz.” Precisamos fazer mais e dizer menos. Francisco Rebouças.

sábado, 7 de março de 2015

NOTAS DE IRRITAÇÃO

Cólera, na maioria das vezes, pode ser definida por situação de calamidade no mundo íntimo.

Na vida prática, o homem possui a prevenção contra incêndios, o controle da energia elétrica, o serviço imunológico na preservação da saúde e o sinal vermelho nos códigos de trânsito, evitando acidentes.

Por que não estabelecer em nós mesmos, nas horas difíceis, o minuto de silêncio ou de prece, inibindo a explosão do azedume?

Semelhante impacto de forças desorientadas é suscetível de conturbar o ambiente de que necessitamos para viver, tanto quanto é capaz de arrasar muitas plantações de esperança ao redor de nosso amor.

A irritação não apenas pressiona os recursos orgânicos da pessoa que a ela se rende, irrefletidamente, predispondo-a para doenças de natureza obscura, mais igualmente espalha agressões vibratórias sobre aqueles que nos compartilham o dia-a-dia e que, muitas vezes, dependem de nossa serenidade a fim de se equilibrarem na vida.

Se alguém te atordoa, acalma-te e espera, proporcionando tempo a ti mesmo, a fim de solucionar o problema que esse alguém te apresenta.

Age sem precipitação e sem barulho, resguardando, sobretudo, a tranquilidade dos corações que se te fazem apoio nas próprias experiências.

Se algo te fere, perdoa e esquece, para que não agraves as tuas dificuldades com o peso das emoções negativas.

Ora e pede à Providência Divina compreensão e paz, de modo a que teus dias na Terra se tornem marcados pelo rendimento no bem.

E sempre que te inclines à ira, faze o teu minuto de silêncio ou de oração, observando que a cólera, em qualquer questão e em qualquer circunstância, é uma sombra que te complicará os caminhos ou te fará perder.
 
Livro: Urgência
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

CARNE

Augusto Dos Anjos
                                            
Algema tenebrosa é a carne louca,
Onde o espírito, em lágrimas, se prende
Perambulando como um triste duende,
Bebendo o pus das fístulas da boca.
 
Viver entre os sentidos incompletos,
Na existência das coisas fragmentárias,
Começando nas dores solitárias,
Da vida melancólica dos fetos.
 
Vaso de tegumentos e de humores
É o corpo, imagem viva do defunto,
O miserabilíssimo transunto
Das condições mais tristes e inferiores.
 
Desprezar toda a luz, radiosa e viva
Para viver na carne é descer quase
Da consciência divina à horrenda fase
Da irracionalidade primitiva.
 
Carne!... Nossa amargura original,
Antes sobre o planeta nunca houvesse
O princípio ancestral da tua espécie,
Nos mistérios da vida universal...
 
Livro: Lira Imortal
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças

sexta-feira, 6 de março de 2015

AUXILIE SEMPRE

Não desesperes, nas trevas da noite, ainda mesmo quando o frio da adversidade te fira o coração.

Foge  da  nuvem  que  te  obscurece  o  entendimento  e  escuta  as aflições a se alongarem, junto de ti...

Aqui, perceberás os que soluçam nas grades da dor e da morte, os que  gemem  nas  garras  da  delinquência,  os  que  foram mutilados  no berço, os que jazem no catre do infortúnio e abandonados estendem-te as mãos que a fome açoita; além, mães infelizes e crianças sem lar te mostram faces lívidas!...

Por que o desânimo e a deserção, quando ainda podes auxiliar?

Trazes,  possivelmente,  o  coração  em  chaga  aberta,  mas  possuis mente clara e braços livres.

Recorda que uma frase de boa vontade e um sorriso fraterno podem
fazer sol e paz em muitas vidas.

Consola, e a consolação aos outros se fará música adentro de tua própria alma.

Levanta os caídos e serás sustentado.

Reparte o teu pão com amor e o amor do próximo abençoará o pão que te alimenta.

Através  das  próprias  lágrimas,  inflama  a  alegria  no  peito  dos semelhantes e a alegria que acenderes te aquecerá o peito gélido.

Ora  no  silêncio  da  coragem,  contemplando  as  estrelas  que fulguraram, além da sombra...

Todo nevoeiro chega e passa.

Em breves horas raiará outro dia.

E as migalhas do bem que tiveres semeado ser-te-ão farta colheita de luz...

Auxilia sem perguntar, auxilia e segue, auxilia sempre...

Lembra-te de que o Divino Mestre passou pela Terra, amparando e perdoando,  auxiliando  e  servindo,  e,  nas  horas  derradeiras  do  seu Apostolado  de  Amor  e  Luz,  aceitou  o  sacrifício  e  a  morte  na  cruz, flagelado e aparentemente vencido, mas de braços abertos.

Livro: Trevo de Ideias
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

APOIO

CAPÍTULO III
Emmanuel
Não alegues defeitos,
Deixando de servir.
Nem percas vida e tempo,
Fitando os próprios males.
Remédio em teu remédio,
É o bem que distribuas.
Esquece-te e confia,
Serviço é cura e paz.
Cada rosa no barro,
É uma explosão de luz.
Quando te faltes força,
Deus te sustentará.

Livro: Recanto de Paz
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

quinta-feira, 5 de março de 2015

Isolamento dos corpos pesados

O movimento dado aos corpos inertes, pela vontade é, hoje, tão conhecido que seria quase pueril relatar fatos desse gênero; não ocorre o mesmo quando esse movimento é acompanhado de certos fenômenos menos vulgares, tais como, por exemplo, o da suspensão no espaço. Se bem que os anais do Espiritismo, deles, cita numerosos exemplos, esse fenômeno apresenta uma tal derrogação das leis da gravidade que a dúvida parece muito natural a quem dele não tenha sido testemunha. Nós mesmos, confessamos, por habituados que estamos com as coisas extraordinárias, ficamos bem contentes em constatar-lhe a realidade. Os fatos que vamos narrar se passaram várias vezes, sob os nossos olhos, nas reuniões que tiveram lugar outrora na casa do senhor B..., rua Lamartine, e sabemos que se produziram muitas vezes em outro lugar; podemos, pois, certificá-los como incontestáveis.

Eis como as coisas se passaram:
Oito ou dez pessoas, entre as quais se encontravam algumas dotadas de uma força especial, sem serem, todavia, médiuns reconhecidos, colocavam-se ao redor de uma mesa de salão, pesada e maciça, as mãos pousadas sobre a borda e todas unidas em intenção e vontade. Ao cabo de um tempo mais ou menos longo, dez minutos ou um quarto de hora, segundo as disposições eram mais ou menos favoráveis, a mesa, malgrado o seu peso de quase 100 quilos, se punha em movimento, deitando à direita ou à esquerda, sobre o soalho, se transportando para diversas partes designadas do salão, depois se erguendo, tanto sobre um pé, quanto sobre o outro, até formar um ângulo de 45 graus, se balançando com rapidez, imitando os movimentos longitudinais e laterais de um navio. Se, nessa posição, os assistentes redobravam esforços por sua vontade, a mesa se destacava, inteiramente, do solo, a 10 ou 20 centímetros de elevação, sustentando-se, assim, no espaço, sem nenhum ponto de apoio, durante alguns segundos, para cair com todo o seu peso.

O movimento da mesa, seu erguimento sobre um pé, seu balanço, se produziam quase à vontade, frequentemente, várias vezes na noite, e, frequentemente também, sem nenhum contato das mãos; só a vontade bastava para que a mesa se dirigisse para o lado indicado. O isolamento completo era mais difícil de se obter, mas, se repetiu com bastante frequência para que possa ser considerado como um fato excepcional. Ora, isso não se passou unicamente na presença de adeptos, os quais se poderia crer muito accessíveis à ilusão, mas, diante de vinte ou trinta pessoas, dentre as quais se encontravam, algumas vezes, as que lhe eram muito pouco simpáticas, que não deixavam de supor alguma preparação secreta, sem consideração para com os senhores da casa, cujo caráter honorável deveria afastar toda suspeição de fraude, e porque, aliás, teria sido um singular prazer o de passar, todas as semanas, várias horas a mistificar uma assembleia sem proveito.

Narramos o fato em toda a sua simplicidade, sem restrições e nem exageros. Não diremos, pois, que vimos a mesa voltear no ar como uma pluma; mas, tal como ele é, esse fato não deixa de demonstrar a possibilidade do isolamento dos corpos pesados sem apoio algum, por meio de uma força até agora desconhecida. Não diremos, do mesmo modo, que basta estender a mão, ou fazer um sinal qualquer, para que, no mesmo instante, a mesa se eleve como por encanto.

Diremos, ao contrário, por ser a verdade, que os primeiros movimentos se operam, sempre, Isolamento dos corpos pesados com uma certa lentidão, e não adquirem, senão gradualmente, a sua máxima intensidade. O erguimento completo não ocorria senão depois de vários movimentos preparatórios, que eram espécie de ensaio, um tipo de impulso. A força atuante parecia redobrar esforços pelo encorajamento dos assistentes, como um homem, ou um cavalo, que cumpre pesada tarefa, e que se anima com a voz e com o gesto. Uma vez produzido o efeito, tudo retornava à calma, e, por alguns instantes, nada se obtinha, como se essa mesma força tivesse necessidade de retomar fôlego.

Tivemos, com frequência, oportunidade de citar fenômenos desse gênero, sejam espontâneos, sejam provocados, e realizados em proporções e com circunstâncias bem mais extraordinárias; mas, quando deles somos testemunhas, os relatamos, sempre, de modo a evitar toda interpretação falsa ou exagerada. Se, no fato acima relatado, tivéssemos nos contentado em dizer que vimos uma mesa de 100 quilos se elevar com o único contato das mãos, ninguém duvide que, muitas pessoas, se figurariam que se havia elevado até o teto e com a rapidez de um golpe de vista. É assim que as coisas, as mais simples, tornam-se prodígios pelas proporções que lhes empresta a imaginação. O que isso deve ser quando os fatos atravessaram os séculos e passaram pela boca dos poetas! Se se dissesse que a superstição é a filha da realidade, ter-se-ia o ar de expor um paradoxo, e, todavia, nada é mais verdadeiro; não há superstição que não repouse sobre um fundo real; tudo está em discernir onde termina uma e começa a outra. O verdadeiro meio de combater as superstições, não é o de contestá-las de modo absoluto; no espírito de certas pessoas, há ideias que não se desarraigam mais facilmente, porque têm, sempre, fatos a citar em apoio da sua opinião; ao contrário, é preciso demonstrar o que há de real; então, não resta senão o exagero ridículo, para o qual o bom senso faz justiça.
 
Fonte: Revista Espírita, fevereiro de 1858

Francisco Rebouças

Remuneração Espiritual

"O lavrador que trabalha deve ser o primeiro a gozar dos frutos." Paulo - II Timóteo, 2:6.

Além do salário amoedado o  trabalho se faz invariavelmente, seguido de remuneração espiritual respectiva, da qual salientamos alguns dos itens mais significativos: acende a luz da experiência; ensina-nos a conhecer as dificuldades e problemas do  próximo,  induzindo-nos,  por  isso  mesmo,  a  respeitá-lo;  promove  a  autoeducação;  desenvolve a criatividade e a noção de valor do tempo; imuniza contra os perigos da aventura e do tédio; estabelece apreço em nossa área de ação; dilata o entendimento;  amplia-nos o campo das relações afetivas;  atrai simpatia e colaboração;
extingue, a pouco e pouco, as tendências inferiores que ainda estejamos trazendo de existências passadas.

Quando o trabalho, no entanto, se transforma em prazer de servir, surge o ponto mais importante da remuneração espiritual: toda vez que a Justiça Divina nos procura no endereço exato para execução das sentenças que  lavramos contra nós próprios, segundo as leis de causa e efeito, se nos encontra em serviço ao próximo, manda   a Divina Misericórdia que a execução seja suspensa, por tempo indeterminado.

E, quando ocorre, em momento oportuno, o nosso contato indispensável com os mecanismos da  Justiça Terrena, eis que a influência de todos aqueles a quem, por ventura, tenhamos prestado algum benefício aparece em nosso auxílio, já que semelhantes  companheiros  se  convertem  espontaneamente  em  advogados  naturais  de nossa causa, amenizando as penalidades em que estejamos incursos ou suprimindo-as, de todo, se já tivermos resgatado em amor aquilo que devíamos em provação ou sofrimento, para a retificação e tranquilidade em nós mesmos.

Reflitamos nisso e concluamos que trabalhar e servir, em qualquer parte, ser-nos-ão sempre apoio constante e promoção à Vida Melhor.
 
Livro: Perante Jesus
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças


quarta-feira, 4 de março de 2015

SEMEADORES

       “Eis que o semeador saiu a se­mear.” — Jesus. (MATEUS, capítulo 13, versículo 3.) 

Todo ensinamento do Divino Mestre é profundo e sublime na menor expressão. Quando se dispõe a contar a parábola do semeador, começa com ensi­namento de inestimável importância que vale re­lembrar.

Não nos fala que o semeador deva agir, através do contrato com terceiras pessoas, e sim que ele mesmo saiu a semear.

Transferindo a imagem para o solo do espírito, em que tantos imperativos de renovação convidam os obreiros da boa-vontade à santificante lavoura da elevação, somos levados a reconhecer que o servi­dor do Evangelho é compelido a sair de si próprio, a fim de beneficiar corações alheios.

É necessário desintegrar o velho cárcere do “ponto de vista” para nos devotarmos ao serviço do próximo.

Aprendendo a ciência de nos retirarmos da escura cadeia do “eu”, excursionaremos através do grande continente denominado “interesse geral”. E, na infinita extensão dele, encontraremos a “terra das almas”, sufocada de espinheiros, ralada de po­breza, revestida de pedras ou intoxicada de pânta­nos, oferecendo-nos a divina oportunidade de agir a benefício de todos.

Foi nesse roteiro que o Divino Semeador pautou o ministério da luz, iniciando a celeste missão do auxílio entre humildes tratadores de animais e con­tinuando-a através dos amigos de Nazaré e dos dou­tores de Jerusalém, dos fariseus palavrosos e dos pescadores simples, dos justos e dos injustos, ricos e pobres, doentes do corpo e da alma, velhos e jo­vens, mulheres e crianças.

Segundo observamos, o semeador do Céu ausentou-se da grandeza a que se acolhe e veio até nós, espalhando as claridades da Revelação e au­mentando-nos a visão e o discernimento.

Humilhou-se para que nos exaltássemos e confundiu-se com a sombra a fim de que a nossa luz pudesse brilhar, embora lhe fosse fácil fazer-se substituido por mi­lhões de mensageiros, se desejasse.

Afastemo-nos, pois, das nossas inibições e apren­damos com o Cristo a “sair para semear”.
 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

terça-feira, 3 de março de 2015

Caminho da Luz


Olavo Bilac
Além do mundo amargo e miserando
Há na morte um caminho florescente,
Onde a alegria mora eternamente
Entre flores e pássaros cantando.

Estrada de ouro e luz ignescente,
Onde passam espíritos em bando,
Suaves corações glorificando
Os triunfos da lágrima pungente.
 
Nesse caminho, as almas vencedoras
Guardam consigo as joias da ventura,
Sem que os séculos possam desfazê-las.
 
Esplendores de sóis, clarões de auroras,
Flores de amor e paz risonha e pura,
Há nessa estrada fúlgida de estrelas!...
Livro: Lira Imortal
Chico Xavier/Espíritos Diversos 
Francisco Rebouças

Simpatia e bondade

Cap. IX – Item 7


No plano infinito da Criação jamais encontraremos alguém que prescinda de dois derivados naturais do amor: a simpatia e a bondade.

A árvore frondosa e plena de vigor solicita o apoio do sol e a solicitude do vento para conservar-se e estender as suas propriedades vitais.

O animal, por mais inferior na escala dos seres, requer o carinho e a ternura da terra, a fim de manter as próprias funções e aperfeiçoar o seu modo de ser, no meio em que se desenvolve.

A criança e o jovem, a mulher e o homem, tornam-se enfermiços e infelizes, se não recebem o calor da bondade e da simpatia por alimento providencial na sustentação do equilíbrio e da saúde, da esperança e da paz que lhes são indispensáveis no esforço de cada dia.
Procura pois, revestir as próprias manifestações, perante aqueles que te rodeiam, com os recursos da simpatia que ajuda e compreende, e da bondade que concede e perdoa, ampliando a misericórdia no mundo e fortalecendo a fraternidade entre todas as criaturas.

Enriquece com o teu entendimento o patrimônio afetivo do companheiro e o companheiro retribuir-te-á com auxílios originais e incessantes.

Envolve em tua generosidade fraterna a alma infeliz e desajustada, e nela descobrirás imprevistas nuanças do amor.

Não desprezes a simpatia e a bondade ante as lutas alheias e a bondade e a simpatia nos outros te abençoarão toda a vida.

Emmanuel

Livro: O Espírito da Verdade
Chico Xavier e Waldo Vieira/ Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

segunda-feira, 2 de março de 2015

Os sublimes ensinos do Cristo


“Em verdade vos digo que o Céu e a Terra não passarão sem que tudo o que se acha na lei esteja perfeitamente cumprido, enquanto reste um único iota e um único ponto.” JESUS - MATEUS, 5: 18.¹

Foi Jesus Cristo o começo da mais pura e sublime moral evangélica, que vem desde há muito, renovando a concepção do homem sobre o mundo, a vida, e a finalidade da existência da humanidade, nas incontáveis moradas que Ele nos havia afirmado que existiam na casa de seu Pai.

“O Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico cristã, que há de renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos; que há de fazer brotar de todos os corações a caridade e o amor do próximo e estabelecer entre os humanos uma solidariedade comum; de uma moral, enfim, que há de transformar a Terra, tornando-a morada de Espíritos superiores aos que hoje a habitam. E a lei do progresso, a que a Natureza está submetida, que se cumpre, e o Espiritismo é a alavanca de que Deus se utiliza para fazer que a Humanidade avance.

São chegados os tempos em que se hão de desenvolver as ideias, para que se realizem os progressos que estão nos desígnios de Deus. Têm elas de seguir a mesma rota que percorreram as ideias de liberdade, suas precursoras. Não se acredite, porém, que esse desenvolvimento se efetue sem lutas. Não; aquelas ideias precisam, para atingirem a maturidade, de abalos e discussões, a fim de que atraiam a atenção das massas. Uma vez isso conseguido, a beleza e a santidade da moral tocarão os espíritos, que então abraçarão uma ciência que lhes dá a chave da vida futura e descerra as portas da felicidade eterna. Moisés abriu o caminho; Jesus continuou a obra; o Espiritismo a concluirá. - Um Espírito israelita. (Mulhouse, 1861.)”²

Suas lições tão bem exemplificadas em cada uma de suas atitudes para com seus semelhantes mostrava a todos que os homens são na verdade filhos do mesmo Pai, sendo por isso mesmo irmãos, e que cada indivíduo deve se esforçar para fazer brotar de seu coração a caridade e o amor pelo próximo a fim de que seja possível se estabelecer entre os humanos uma solidariedade fundamentada em uma moral, capaz de transformar a Terra, tornando-a morada de Espíritos melhores. Para essa finalidade, nossa ciência vem desde sempre recebendo a ajuda providencial da Espiritualidade amiga para desvendar os “mistérios”, e resolver paulatinamente os mais intricados problemas alusivos ao progresso material da Humanidade.

Foi através desse auxílio que conseguiu constatar o absurdo da escravidão do homem pelo próprio homem e estatuiu as leis trabalhistas, visando uma melhoria na vida do trabalhador através de leis mais justas; percebeu o desrespeito aos direitos sociais da mulher que as civilizações antigas mantinham em regime de cativeiro e facilitou-lhe acesso às universidades e profissões; anotou os desastres morais causados pela falta de comunicação e criou a grande imprensa, hoje representada pela benção da internet para se relacionar simultaneamente com o mundo; percebeu a dificuldade que fazia a criatura humana tombar prematuramente na morte, esmagada em atividades excessivamente pesadas e inventou as máquinas e os demais equipamentos; incomodou-se com o sofrimento causado pelas graves e contagiosas moléstias e fabricou a vacina; comoveu-se com a situação dos doentes e feridos em gritos alucinantes de dor e inventou a anestesia, além de uma série imensa de outras medidas estabelecidas para o bem estar desfrutado pelo indivíduo na sociedade de hoje.

Entretanto apesar de todas essas melhorias e facilidades proporcionados pelas descobertas científicas em todos os campos, os homens ainda se encontram despojados, de esperança, de paz, vivenciando dias de incertezas, infelicidades de toda ordem, estressados, depressivos, à beira da loucura e do suicídio, assim sendo, para grandiosa parcela de nossa sociedade, que tombaram no sofrimento moral, a ciência da Terra não dispõe de recursos para acabar em definitivo com seus sofrimentos.

“Os que vivem na certeza das promessas divinas são os que guardam a fé no poder relativo que lhes foi confiado e, aumentando-o pelo próprio esforço, prosseguem nas edificações definitivas, com vistas à eternidade.

Os que, no entanto, permanecem desalentados quanto às suas possibilidades, esperando em promessas humanas, dão a ideia de fragmentos de cortiça, sem finalidade própria, ao sabor das águas, sem roteiro e sem ancoradouro.

Naturalmente, ninguém poderá viver na Terra sem confiar em alguém de seu círculo mais próximo; mas, a afeição, o laço amigo, o calor das dedicações elevadas não podem excluir a confiança em si mesmo, diante do Criador.

Na esfera de cada criatura, Deus pode tudo; não dispensa, porém, a cooperação, a vontade e a confiança do filho para realizar. Um pai que fizesse, mecanicamente, o quadro de felicidades dos seus descendentes, exterminaria, em cada um, as faculdades mais brilhantes.

Por que te manterás indeciso, se o Senhor te conferiu este ou aquele trabalho justo? Faze-o retamente, porque se Deus tem confiança em ti para alguma coisa, deves confiar em ti mesmo, diante d’Ele.²

Urgente se faz que humanidade compreenda definitivamente, que só com Evangelho de Jesus no coração, poderá o homem encontrar consolação e esclarecimento, para suas dores e desditas, pois foi Jesus quem reunindo a multidão no topo do monte, desfraldou a bandeira da caridade e, proclamando as bem-aventuranças eternas, prometeu que estaria conosco até ao final dos tempos, quando alcançaríamos o patamar de Espíritos Perfeitos, no feliz convívio com o nosso Pai e Criador.

Bibliografia:

1- JESUS - MATEUS, 5: 18.

2- KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo – FEB, 112ª edição. cap. I, item 9.

3 - XAVIER, F. Cândido. Livro - Caminho Verdade e Vida. FEB, cap.14.

 

Francisco Rebouças

DIFERENÇAS

 
       “Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” — Jesus. (JOÃO, capítulo 13, versículo 35.)
 
Nas variadas escolas do Cristianismo, vemos milhares de pessoas que, de alguma sorte, se ligam ao Mestre e Senhor.

Há corações que se desfazem nos louvores ao Grande Médico, exaltando-lhe a intercessão divina nos acontecimentos em que se reconheceram favo­recidos, mas não passam das afirmativas espetacula­res, qual se vivessem indefinidamente mergulhados em maravilhosas visões.

São os simplesmente beneficiários e sonha­dores.

Há temperamentos ardorosos que impressionam da tribuna, através de preleções eruditas e comovente, em que relacionam a posição do Grande Renovador, na religião, na filosofia e na história, não avançando, contudo, além dos discursos preciosos.

São os simplesmente sacerdotes e pregadores.

Há inteligências primorosas que vazam páginas sublimes de crença consoladora, arrancando lágri­mas de emoção aos leitores ávidos de conhecimento revelador, todavia, não ultrapassam o campo do beletrismo religioso.

São os simplesmente escritores e intelectuais.

Todos guardam recursos e méritos especiali­zados.

Existe, no entanto, nos trabalhos da Boa Nova, um tipo de cooperador diferente.

Louva o Senhor com pensamentos, palavras e atos, cada dia.

Distribui o tesouro do bem, por intermédio do verbo consolador, sempre que possível.

Escreve conceitos edificantes, em torno do Evan­gelho, toda vez que as circunstâncias lho permitem.

Ultrapassa, porém, toda pregação falada ou es­crita, agindo incessantemente na sementeira do bem, em obras de sacrifício próprio e de amor puro, nos moldes de ação que o Cristo nos legou.

Não pede recompensa, não pergunta por resultados, não se sintoniza com o mal.

 Abençoa e ajuda sempre.

Semelhante companheiro é conhecido por ver­dadeiro discípulo do Senhor, por muito amar.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças


domingo, 1 de março de 2015

Confraternizemo-nos!

Reunidos a serviço da Verdade e do Bem com o Cristo, não nos esqueçamos de que, se  permanecemos à frente dos homens que necessitam do Espiritismo, colaboramos com o Espiritismo que não prescinde dos homens.

Efetivamente, é indispensável começar a jornada de elevação, acender a primeira luz e guardar a  bênção do início. Entretanto, urge evitar a demora nas estações de trabalho incompleto.

A mera procura da Verdade organiza somente investigadores.

A exclusiva busca de benefícios perpetua a caçada ao menor esforço.

Estabelecer, simplesmente, o intercâmbio mediúnico, entre encarnados e desencarnados, com todos os aparatos de identificação, pode restringir -se à tarefa informativa.

Provar a sobrevivência individual, após a morte, sem criar incentivo à Espiritualidade Superior, é apenas a  descoberta de campos novos com ausência de estímulo ao progresso e à edificação.

Fomentar o conforto sem apelos à responsabilidade é cristalizar o personalismo inferior e anestesiar as forças de acesso à Consciência Divina.

Distribuir mensagens consoladoras, por simples entusiasmo da crença, distante do roteiro que oferecemos a outrem, será atender, em caráter exclusivo, a pura convenção postal entre dois mundos.
Orar, sem o sincero propósito de transformação para o Bem, é pretender a fabricação de instrumento providencial malhando em bigorna d'água.

Solicitar  diretrizes  do  Plano  Elevado,  esperando  que  os  Desígnios  Divinos  se adaptem aos nossos caprichos, é loucura do coração.

Doutrinar os outros, desordenadamente, é baratear a Inspiração Celeste.

Exigir a reforma alheia, de alma recolhida a macia poltrona das ilusões que assinalam a Vida Física, é tirania espiritual.

Em suma, pesquisar a Luz e a Verdade, cooperar nas obras do bem e do esclarecimento constituem serviços abençoados que o Espiritismo nos presta; todavia, o aperfeiçoamento de nós mesmos é o serviço fundamental que podemos prestar -lhe, de modo a servi-lo, diante dos homens confundidos na atualidade de sofrimentos e incertezas, desesperos e incompreensão.

Para atingir o sagrado objetivo, é necessário viver com o Mestre as inolvidáveis lições de seu Evangelho de amor e paz, de sacrifício e conversão.

Allan Kardec é o Missionário Sublime, que revela e prepara.

Jesus é o Mestre Supremo, que renova e ilumina.

Com o Apóstolo, temos as portas abertas; com o Senhor, recebemos o ministério da realização.

Do Cooperador Devotado, adquirimos o conhecimento em função da época; do Cristo Soberano, recebemos a luz imperecível para a Eternidade.

Amemo-nos uns aos outros.

Instruamo-nos e auxiliemo-nos reciprocamente.

Confraternizemo-nos para enriquecer a Vida.

Revelação  divina, sem  renovação  humana, é  Luz  sem  espaço, como  o  Espiritismo humano, sem espiritualidade divina, é espaço sem Luz.

Afeiçoemo-nos ao Cristo, sentindo-lhe  as lições e vivendo-as, convictos de que não haverá melhor mundo sem homens melhores.

Livro: Perante Jesus
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

A VIAGEM CONTINUA

Emmanuel

Não admitas que desalento e azedume te anulem a confiança em deus e em ti mesmo.

Estamos todos num curso de aperfeiçoamento espiritual valendo por viagem difícil para  os Cimos da espiritualidade.

Toda subida exige suor.

Se já retiraste do vale, no encalço dos montes dedicados ao conhecimento superior, onde se te descerrarão novas luzes segue adiante e não desanimes.

Terás talvez perdido certas preciosidades.

Não te impressiones.

Sabes que os Mensageiros da Luz te esperam à frente não se te faria possível alcançalos sob o peso de bagagem excessiva.

Provavelmente, sofreste o afastamento de amigos.
Não te aflijas.

Seguindo sempre, obterás mais facilmente as condições precisas a fim de auxiliá-los para que se te reinstalem na equipe.

Pessoas amadas resolveram descansar, sem necessidade, nas  margens da senda, impondo-te o desapontamento da separação temporária.

Não te incomodes.

Todas elas serão compelidas pelas circunstâncias a retomarem o caminho.

Sugestões de imaginária fadiga te empalidecem o ânimo.
Não te deixes abater porimpressões negativas.

Trazes contigo o manancial dafé, sobre o qual se te apóia sustentação na jornada.

A morte, em vários casos, te haverá furtado a presença alentadora de alguém, cujo carinho te escorava a sensibilidade no dia-a-dia.
Não te interrompas, porém.

Essa criatura se adiantou na estrada, de modo a aguardar-te,com mais riqueza de amor, no Mais Além.

Haja o que houver, não te detenhas na subida escabrosa porque a viagem continua, independentemente de nossa própria vontade, e essa viagem é a própria vida que Deus nos concede a cada um para que, gradativamente, nos desfaçamos de qualquer sombra na conquista da luz.


Livro: Linha 200
Chico Xavier/Emmanuel


Francisco Rebouças

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Lindos Casos de Chico Xavier


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PERDOAR E ESQUECER

  Alguém já disse que a falta de perdão e de esquecimento de injúrias tem sido a causa de muito fracasso na prova de todos nós.

  Muitos irmãos perdoam, dizem, mas não esquecem as ofensas re­cebidas. Não sabem ou não podem esquecer. Por mais que façam por onde, a ofensa, a ingratidão, a injustiça, que ferem e magoam, não saem de suas mentes e de seus corações.


Conversamos assim, em Pedro Leopoldo, com alguns confrades, após havermos participado da Sessão do LUIZ GONZAGA, que fora como sempre tão instrutiva. Nela, diante de uma assistência quantio­sa, caiu, por sorte, a lição evangélica: O PERDÃO E O ESQUECI­MENTO DAS OFENSAS, que foi comentado por parte dos irmãos que tomaram parte na mesa.


Em caminho para a casa do caro Irmão André, o Chico, que ou­vira a nossa conversa, contou-nos: há tempos, há uns 20 anos ou me­nos, recebi uma grande ofensa por parte de alguém a quem muito beneficiara. Calei-me, tendo pedido a Jesus para me ajudar a não guar­dar mágoa pelo ofensor, a não lhe querer mal e a esquecer a ofensa recebida.


O  ofensor mudou-se de Pedro Leopoldo e não lhe soube mais no­tícias. Esqueci-o de fato.


Passado muito tempo, observei que um irmão, daqui não me era estranho, e, logo assim me via, escondia-se, fugia de mim. Fiquei preo­cupado: teria eu lhe feito algum mal!... E esperei. Numa tarde, numa esquina de rua, encontramo-nos e fui ao seu encontro e o abra­cei, dizendo-lhe: que é isto, por que foge de mim, será que o molestei alguma vez? O irmão, mostrando nos olhos grande surpresa e comoção, me respondeu:


Eu é que estou arrependido da ofensa que lhe fiz...


Ofensa, não me lembro, quando, em que lugar?


Há uns 20 anos atrás, ali no bar.


Foi, então, que me lembrei da ofensa, que, dentro de mim, esta­va morta, porque Jesus me ajudara a esquecê-la... Abraçamo-nos. E, de novo, caminhamos como bons irmãos.



A lição do Caso nos comoveu, perguntou-nos o espírito e valeu pela mais linda das lições e pelo melhor dos remédios à nossa doença de não querermos perdoar ou de não sabermos ou querermos esquecer ofensas recebidas.

Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama




Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Glória a Kardec

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

De Kardec aos dias de hoje

Muitas Vidas

Divaldo Franco

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Chico Xavier

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel