“O homem que julga infalível a sua razão está bem perto do erro. Mesmo aqueles, cujas ideias são as mais falsas, se apóiam na sua própria razão e é por isso que rejeitam tudo o que lhes parece impossível.” Fonte: O Livro dos Espíritos, introdução VII.

Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).

“Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.”Thiago,3/17

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” João – 15:7

Falar e Fazer

Em se tratando de reforma íntima: “Fácil é dizer como se faz. Difícil é fazer como se diz.” Precisamos fazer mais e dizer menos. Francisco Rebouças.

quinta-feira, 18 de julho de 2013

Lindos Casos de Chico Xavier


SALDO E EXTRA
Na noite de 13 de março de 1950, alguns amigos conversavam sobre os problemas do homem na Terra, quando, iniciados os trabalhos, André Luiz veio à assembleia e escreveu a seguinte Mensagem pelo lápis do Chico:
SALDO E EXTRA
O homem comum, em todas as latitudes da Terra, guarda, habitualmente, o mesmo padrão de atividade normal.
Alimenta-se. Veste-se. Descansa. Dorme. Pensa. Fala. Grita. Procria.
Indaga. Pede. Reclama. Agita-se.
Em suma, consome e, muitas vezes, usurpa a vitalidade dos reinos que se lhe revelam inferiores.
É o serviço da evolução.
Para isso, concede-lhe o Senhor grande quota de tempo.
Cada semana de serviço útil, considerada em seis dias ativos, é constituída de 144 horas, das quais as criaturas mais excepcionalmente consagradas à responsabilidade gastam 48 em trabalho regular.
Nessa curiosa balança, a mente encarnada recebe um saldo de 96 horas, em seis dias, relativamente ao qual raríssimas pessoas guardam noção de consciência.
Por semelhante motivo, a sementeira gratuita da fraternidade e da luz, para o seguidor de Cristo se reveste de especial significação.
Enorme saldo de tempo exige avultado serviço extra.
Em razão disso, às portas da Vida Eterna, quando a alma do aprendiz, no exame de aproveitamento além da morte, alega cansaço e se reporta aos trabalhos triviais que desenvolveu no mundo, a palavra do Senhor sempre interrogará, inquebrantável e firme:
— “Que fizeste de mais?”
ANDRÉ LUIZ
Oferecemos esta Mensagem aos nossos leitores para as nossas meditações.
 
Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama
 
Francisco Rebouças

DISCERNIMENTO

 
Emmanuel

Às vezes, nos afligimos, solicitando orientação.
Estamos certos ou errados, tomando esse ou aquele caminho?
Acaso, devemos fazer desse ou daquele modo aquilo que nos compete?
Entretanto, é importante pensar que a Divina Providência colocou tanto senso
natural de escolha nas criaturas que a própria mosca sabe onde se encontra o açúcar.

Livro: Centelhas
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Ajude alguém, desinteressadamente...

 
PROCURE dar o mais que puder...
Uma boa palavra...
Um sorriso...
Um gesto de incentivo...
Um pensamento generoso...
E você há de sentir em seu coração a grande verdade: é muito melhor dar que receber!
Ainda não percebeu isto?
Experimente, então!
Ajude alguém, desinteressadamente, e observe como lhe virá bater à porta, com as mãos cheias de alegria, a maior felicidade que você possa conhecer em sua vida: A FELICIDADE DE DAR
Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino
 
Francisco Rebouças

terça-feira, 16 de julho de 2013

Divaldo Franco em Niterói

Caros amigos, no próximo dia 26/08/2013 Divaldo Franco estará fazendo a palestra  no clube Português de Niterói.
 
 
 
 
 
 
 Francisco Rebouças

Passes: caem pouco a pouco, falsas teorias!


Muitos confrades da doutrina espírita, dando voz ao orgulho próprio que os dominam há séculos, continuam a divulgar seus errôneos conceitos sobre o procedimento do passista na atividade do passe. Outros começam a modificar suas opiniões anteriores, de forma bem sutil ao identificarem o erro que há muito espalham em relação ao importante papel desempenhado pelo passista na mediunidade de cura.

Assim sendo, alguns poucos, timidamente revendo seus conceitos e identificando a inconstância de seus argumentos, começam a admitir a teoria que antes não aceitavam de forma alguma da movimentação das mãos na prática do passe que condenavam com imperiosa inflexibilidade, vejam o que já admite um desses ferrenhos defensores "da simples imposição das mãos".  
 
"Há espíritas, e certamente isso deve ocorrer com alguns médiuns, que sentem uma influenciação mais forte do Espírito amigo que os auxilia no passe e, movidos por essa influenciação, movimentam o braço seguindo uma intuição especial, que poucas pessoas sentem."

Já é alguma coisa para quem sempre defendeu que o passista deve simplesmente se comportar como "um poste ou como um mero robô, contrariando o que nos ensina a doutrina espírita, conforme contido na Revista Espírita que transcrevemos a seguir. 

“O conhecimento da mediunidade curadora é uma das conquistas que devemos ao Espiritismo; mas o Espiritismo, que começa, não pode ainda haver dito tudo; não pode, de um só golpe, nos mostrar todos os fatos que ele abarca; cada dia deles desenvolve novos, de onde decorre novos princípios que vêm corroborar ou completar aqueles que já se conheciam, mas é preciso o tempo material para tudo; qualquer parte integrante do Espiritismo é, por si mesma, toda uma ciência, porque se liga ao magnetismo, e abarca não só as doenças propriamente ditas, mas todas as variedades, tão numerosas e tão complicadas de obsessões que, elas mesmas, influem sobre o organismo” (...).


“(...) A mediunidade curadora se exerce pela ação direta do médium sobre o doente, com a ajuda de uma espécie de magnetização de fato ou de pensamento.

”(...)
Seria, pois, um erro considerar o magnetizador como uma simples máquina na transmissão fluídica. Nisto como em todas as coisas, o produto está em razão do instrumento e do agente produtor. Por estes motivos, haveria imprudência em se submeter à ação magnética do primeiro desconhecido; abstração feita dos conhecimentos práticos indispensáveis, o fluido do magnetizador é como o leite de uma nutriz: salutar ou insalubre”. (...).

Kardec, nos dá exemplo de que é pela movimentação das mãos, que os Espíritos Superiores levam com maior eficácia as energias capazes de harmonizarem os órgãos em desequilíbrio no indivíduo assistido conforme segue. 

"Nós revezávamos, todos os três, de oito dias em oito dias, para a emissão fluídica, colocávamos a mão, ora sobre a cavidade do estômago do enfermo, ora sobre a nuca, no início do pescoço. Cada dia o enfermo podia constatar uma melhora; nós mesmos, depois da evocação e durante o recolhimento, sentíamos o fluido exterior nos invadir, passar em nós, e escapar-se de nossos dedos alongados e de nosso braço estendido para o corpo do sujeito que tratávamos". ¹

Temos absoluta certeza, de que muito brevemente essas pessoas estarão revendo seus conceitos equivocados e  deixando de lado o orgulho camuflado para seguir o codificador sem medo de reconhecer que estavam errados em suas interpretações absolutamente pessoais.

Aí estão, além da codificação, as obras de André Luiz, Manoel Philomeno de Miranda, Leon Denis, Vianna de Carvalho, entre outras para que sejam estudadas e compreendidas como devem ser realmente, sem achismos ou modismos condenáveis e desnecessários.

Esses que tanto defendem a tese absurda da simples imposição das mãos são os mesmos que para tudo que escrevem fazem referência às obras desses autores aqui citados, e, só no passe não levam em consideração o contido nas referidas obras.

Esperamos não ter mais que ler as desculpas infundadas do autor do texto que nos afirma: "Em face disso, sem nos importarmos com quem defenda pensamento contrário, somos inteiramente a favor do que Herculano Pires expõe na obra referida, porque foi ele, até o momento, quem melhor explicitou a mecânica do passe em nosso meio.

“O passe espírita – ensina-nos Herculano – é simplesmente a imposição das mãos, usada e ensinada por Jesus, como se vê nos Evangelhos.”

E sim, que não nos interessa o que afirma este ou aquele autor, mas o que nos ensina a codificação de Allan Kardec, e os Espíritos Superiores.

1) Mediunidade Curadora :  Volume VIII da Revista Espírita de setembro de 1865. pág. 257 a 262.

Grifos nossos.

Francisco Rebouças

O Espiritismo Ensina

 
Queridos amigos, não percam o nosso encontro semanal através do programa “O Espiritismo Ensina” que vai ao ar todas as terças-feiras das 17:00 às 18:30h., pela WEB Rádio UMEN no endereço: http://www.umen.org.br
Suzane Câmara e Francisco Rebouças
O ESPIRITISMO ENSINA, é produzido, coordenado e apresentado por Francisco Rebouças e Suzane Câmara.

Você pode participar do programa enviando sua mensagem pelo e-mail:
Teremos o maior prazer em ler sua mensagem ao vivo. Participem, divulguem!!!
 
 
Francisco Rebouças

REVIDES

 
“Na verdade é já realmente uma falta entre vós terdes demandas uns contra os outros. Por que não sofreis, antes, a injustiça? por que não so­freis, antes, o dano?” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS, CAPÍTULO 6, VERSÍCULO 7.)
       Nem sempre as demandas permanecem nos tri­bunais judiciários, no terreno escandaloso dos pro­cessos públicos.

       Expressam-se em muito maior escala no centro dos lares e das instituições. AI se movimentam, atra­vés do desregramento mental e da conversação em surdina, no lodo invisível do ódio que asfixia cora­ções e anula energias. Se vivem, contudo, é porque componentes da família ou da associação as alimen­tam com o óleo da animosidade recalcada.

       Aprendizes inúmeros se tornam vitimas de seme­lhantes perturbações, por se acastelarem nos falsos princípios regenerativos.

De modo geral, grande parte prefere a atitude agressiva, de espada às mãos, esgrimindo com calor na ilusória suposição de operar o conserto do pró­ximo.

Prontos a protestar, a acusar e criticar nos gran­des ruídos, costumam esclarecer que servem à ver­dade. Por que motivo, porém, não exemplificam a própria fé, suportando a injustiça e o dano heroica­mente, no silêncio da alma fiel, antes da opção por qualquer revide?

Quantos lares seriam felizes, quantas instituições se converteriam em mananciais permanentes de luz se os crentes do Evangelho aprendessem a calar para falar, a seu tempo, com proveito?

Não nos referimos aqui aos homens vulgares e, sim, aos discípulos de Jesus.
Quanto lucrará o mundo, quando o seguidor do Cristo se sentir venturoso em ser mero instrumento do bem nas Divinas Mãos, esquecendo o velho pro­pósito de ser orientador arbitrário do Serviço Celeste?

Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

segunda-feira, 15 de julho de 2013

ENCONTRO NO LAGO AZUL


Um carro deslizava pela Via anhanguera, transportando, de regresso a São Paulo, uma aflitiva mãe e seus dois filhos jovens./era um grupo familiar traumatizado.

Três meses antes uma dolorosa provação atingiu toda a família, pois, um dos seus queridos componentes, um belo e forte rapaz de apenas 23 anos, faleceu inesperadamente.

D.Maria Perrone, sua mãe, profundamente chocada com o acontecimento, vivia agora sob a ação de calmantes em tratamento médico constante. 

Nessa viagem a Campinas, D.Maria estava acompanhada de seus filhos, Berto e Soninha.

Embora, sem disposição para qualquer passeio, presa desde cedo a uma melancolia torturante, cedeu à insistência dos jovens. No percurso, mesmo com belas paisagens desdobrando-se aos seus olhos, não conseguia libertar-se por algumas horas da grande saudade. Ao contrario, em alguns instantes, chegava a sentir-se ao lado do inesquecível filho, Walter. Quantas vezes havia feito aquele mesmo trajeto com ele... 

Ao se aproximarem do Restaurante Lago Azul houve uma divergência de opiniões entre Soninha e Berto. Aquele era o ponto de parada do irmão falecido, onde, por varias vezes, todos eles tomaram refeições juntos. Assim, alegando razoes de ordem sentimental, ela preferia um outro restaurante. Mas, Berto insistiu em parar naquele local para almoçarem e, com o apoio de sua mãe, convenceu a irmã.

Após a refeição, Berto demorou-se mais do que habitualmente, quedando-se pensativo, chegando a provocar, após algum tempo, a reação de sua irmã:

- Precisamos ir logo, Berto, pois não podemos chegar muito tarde.

Ao saírem do restaurante, já no interior do automóvel, o filho teve a impressão de identificar Chico Xavier, que chegava ao local, embora nunca o tivesse visto pessoalmente. Era-lhe, evidentemente, uma figura conhecida pela imprensa e televisão.

A família Perrone, católica, nunca se havia aproximado do Espiritismo, Doutrina onde Xavier se destacava como um dos médiuns mais operosos.

Berto comunica aos familiares sua idéia.

D.Maria já tinha ouvido falar naquele homem – possível intermediário entre os vivos e os mortos – e intimamente nutria o desejo de encontrá-lo. Mas, católica fervorosa, buscara, ate então, lenitivo e esclarecimento somente em sua religião. Como alguém perdido num imenso mar de melancolia e aflições, vê na figura simples e acolhedora do médium um possível barco salva vida. Nesse instante crítico de sua existência, reunindo energias íntimas, venceu o preconceito e, descendo rápida do veiculo, aproximou-se do médium, dizendo:

- Desculpe-me, se estou enganada; o senhor é Chico Xavier?

De pronto, Xavier, que ali estava em companhia de alguns amigos, respondeu-lhe:

- Sim, minha senhora.

- Meu irmão, necessito de sua palavra de conforto, faz hoje três meses que perdi um filho.

- Já sei. É a família Perrone.

A afirmativa do médium causou-lhe grande e comovente surpresa.

E, em seguida, Chico fez uma pergunta não menos surpreendente:

- O menino já nasceu? Tem o nome do pai?

Soninha e sua mãe emudeceram atônitas. Berto ficou trêmulo.

Walter – o primogênito do casal Sr. Murillo e D. Maria – falecido a 14 de fevereiro de 1974, havia deixado a esposa grávida de 7 meses. E, na data do primeiro encontro da família com o médium, o nenê já havia nascido e realmente recebido o nome de seu pai.

Compreendemos que Xavier foi antecipadamente, por via mediúnica, informado dos acontecimentos que afligiam a mãe e seus filhos.

Refazendo-se das profundas emoções provocadas pelo inesquecível diálogo, D. Maria confirmou ao médium o que ele mesmo havia dito à família, sem que os conhecesse. E, sentindo-se ao lado de alguém, que poderia estabelecer uma reaproximação, pelo menos informativa, com seu amado filho desencarnado, suplica-lhe notícias do mesmo. Na ocasião, desconhecia totalmente o que era mediunidade, mas diante de revelações claras e insofismáveis, ainda mais, proferidas num encontro casual, não teve dúvidas em fazer tal pedido. Os seus olhos, marejados de lagrimas, vislumbravam agora uma ponte segura entre nós e os que já atravessaram o rio inevitável da morte.

- E o meu filho como está, Chico? Onde está ele?

O médium tinha compromissos inadiáveis à sua espera; companheiros concitavam-no a seguir viagem, mas, sem se alongar em explicações, contou a mãe suplicante:

- O seu filho está sempre com a senhora. No momento oportuno nós nos encontraremos e, se Deus permitir, a senhora receberá uma palavra dos Amigos Espirituais. Ainda não chegou a hora.

Após a despedida, mãe e filhos choraram de emoção. Não viam o momento de chegarem a São Paulo, para transmitirem aos seus o acontecimento auspicioso.

Com esse feliz e inesperado encontro, brotava naqueles corações uma esperança nova, um primeiro raio de sol após longo inverno de dolorosa e brusca separação entre almas queridas.

Livro: Amor sem Deus
Chico Xavier/Walter e Hércio Marcos C. Arantes 

Francisco Rebouças
 

Conferência Espírita em Caldas da Rainha

vivendo_e_aprendendo
Na sexta-feira, dia 19 de Julho de 2013, às 21H00, irá decorrer uma conferência espírita subordinada ao tema “VIVENDO E APRENDENDO”… PARA QUÊ?
Desde o nascimento até ao final da vida o ser humana vai adquirindo, muitas vezes com esforço e persistência, enorme soma de conhecimentos e experiências que o enriquecem. Será que tudo isso se perde com a morte do corpo físico ou se mantém nos arquivos do Espírito?
Esta palestra terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.
As entradas são livres e gratuitas.
 
 
Francisco Rebouças

Aprendendo sempre!

 
“Quando o céu estiver cinza, a derramar-se em chuva, medite na colheita farta que chegará do campo e na beleza das flores que surgirão no jardim”.
 
Livro: Sinal Verde
Chico Xavier/André Luiz
 
 
Francisco Rebouças
 
 

A SUBIDA

 
MARIA DOLORES


Disse-nos o Senhor:
- "Quando quiser encontrar-me
Tome a sua cruz e siga-me onde eu for..."".

E um homem que o seguiu, sem queixa e sem alarme,
Observou que o lenho o constrangia...
Caminhou, mas não mais na antiga estrada.
A cruz era pesada
Na marcha, dia-a-dia...

Perdeu de vista a risonha paisagem,
Na qual usufruíra o amor de sua gente...
Precisava escalar rude montanha na viagem
E se reconhecia, a sós, agarrando-se à frente.

Embora a cruz lhe desse chagas e cicatrizes,
Conseguia falar, fraternalmente,
Reconfortando os tristes e infelizes...
Levantava os caídos,
Doava nova força aos fracos e aos doentes.
Consolava os leprosos esquecidos,
Regenerava os delinquentes...
Em muitos trechos da subida,
Tratavam-no por louco e davam-lhe pedradas...
Depriam-lhe a vida...
Quanto insulto e suplício nas estradas!...

No entanto, ele subia...
Trazia o Cristo em luz na própria mente.
Não tinha acessos de melancolia
E sim uma alegria diferente...
Mas chorava, por vezes, de cansaço,
Refazia-se, vendo o Azul do Imenso Espaço
E ouvindo a voz do Céu na voz dos passarinhos...
Alcançando, porém, o cimo da montanha
Notava-lhe os pés rasgados e sangrentos,
E o corpo lacerado
De atrozes sofrimentos...
Mesmo assim, agradeceu ao Cristo Amado
A viagem temível...
Para atingir o topo de alto nível...
 
Chegando ali, porém, vê, com assombro e atenção,
Que a Terra já não tem com ele ou sobre ele
O poder de atração...
Sentia-se envolvido em súbita leveza,
Respirando, feliz, a paz da natureza...
Reconhece que o tronco vertical do grande lenho,
E que os braços da cruz
Eram asas de luz...

Tentou andar, mas, sem querer,
Na alegria sublime que o invade,

O homem que seguira os passos do Senhor,
Planou além, no Além, buscando a Imensidade
Inflamado de amor.

Livro: DÁDIVAS DE AMOR
Chico Xavier – MARIA DOLORES
 

Francisco Rebouças


domingo, 14 de julho de 2013

Almoço de Confraternização em Atlanta

CONVIDAMOS PARA ESTAR CONOSCO,
WE INVITE YOU TO JOIN US
NO PRÓXIMO DOMINGO DIA 14 DE JULIO DE 2013 ÀS 13:00 HORAS
SUNDAY, JULY 14, 2013 AT 1PM.
Para o nosso Almoço de Confraternização.
To our next Sunday Lunch
O CARDÁPIO SERVIDO SERÁ:
THE MENU IS:
                                                                       ARROZ
RICE
FEIJÃO
BEANS
FRANGO XADREZ
CHICKEN WITH GREEN & RED PEPPERS
CARNE DE PANELA
BEEF STEW
SALADAS
SALAD BAR
                       ACOMPANHA AINDA DELICIOSAS SOBREMESAS E REFRIGERANTES.
As usual, the menu includes soft drinks and delicious desserts.
Venha e traga seus amigos para estar conosco.
Come and bring your friends and join us for this gathering.
 COMUNIDADE ESPIRITA CRISTÃ DE ATLANTA - www.atlantaespirita.org
NÃO DESEJANDO RECEBER NOSSOS CONTATOS, NOS COMUNIQUE.
Christian Spiritist Community of Atlanta - http://www.atlantaespirita.org/
Let us know if you prefer not to receive our messages in the future
 
Francisco Rebouças

“Chico Xavier, Quem É Você?”

44 - AUTOBIOGRAFIA
P - Chico Xavier, ao final deste Programa, que teve a pretensão de mostrar, se não toda, pelo menos parte de sua vida, nós lhe perguntamos: Chico Xavier, quem é você?
R - Meu caro Tharsis, embora avesso às informações autobiográficas, não posso deixar de me estender um tanto na resposta à questão que a sua bondade suscita.
Antes de tudo rogo as suas desculpas de companheiro uberabense, de distinto jornalista do nosso campo cultural, se vier a parecer pretensioso ou prolixo, o que realmente não desejo.
A pergunta que você me dirige não deixa de ser um tanto estranha, porque sendo eu um cidadão como qualquer outro, pertenço ao gênero humano e não me consta seja de praxe que esta ou aquela pessoa deva explicar quem venha a ser, desde que esteja sempre circulando, qual me acontece, no relacionamento comum.
Mas, satisfazendo a sua curiosidade simpática, devo esclarecer ao prezado amigo que sou uma pessoa como tantas outras, com muitos erros na vida e alguns poucos acertos, sempre alimentando o sincero desejo de cumprir minhas obrigações.
Não tenho qualquer privilégio material ou espiritual. No setor da profissão, trabalhei 4 anos numa fábrica de tecidos, outros 4 anos num pequeno armazém, com setores anexos de cozinha e horticultura; e outros 32 anos consecutivos no Ministério da Agricultura, no qual me aposentei na condição de escriturário, somando ao todo 40 anos de trabalho profissional.
Em mediunidade, especialmente na psicografia, completei agora, em 8 de julho do corrente, meio século de atividades ininterruptas.
Psicografei até agora 150 livros, em nos referindo aos livros já publicados, que entreguei, sem qualquer remuneração, às Editoras Espíritas Cristãs, com o que reconheço estar cumprindo simplesmente um dever.
Materialmente, tenho atravessado longos períodos de moléstia física. Sou portador de luxação no olho esquerdo desde muitos anos e, em verdade, tenho recebido muito auxílio dos amigos espirituais nos tratamentos de saúde a que tenho me submetido, mas já passei por cinco cirurgias de grande porte, sempre pelas mãos de médicos cirurgiões humanos e amigos, submetendo-me a instruções médicas e a regimes hospitalares, como sucede a qualquer doente comum. A mediunidade não me deu imunidades contra doenças e tentações naturais na existência humana, porque ainda agora, numa ocorrência muito natural a qualquer pessoa com 67 janeiros de idade física, sou portador de um processo de angina, que me obriga a tratamento diário muito complexo.
Segundo você mesmo, caro amigo, pode observar, sou uma pessoa demasiadamente comum, sem pretensões a qualquer destaque, que nada fiz por merecer.

Devo esclarecer a você que não tenho o privilégio de viver o tempo ao meu dispor, de vez que, como acontece a qualquer pessoa que preza os compromissos, o relógio tem muita importância em minha vida, conquanto me sinta muito feliz quando possa sustentar essa ou aquela conversação com os amigos, o que para mim não é um prazer muito acessível, em virtude das muitas tarefas a que estou vinculado.
Para clarear, tanto quanto possível, a minha resposta à sua pergunta, esclareço que em matéria de estudos tive apenas o curso primário, na cidade de Pedro Leopoldo, onde nasci. Mas, naturalmente, ouvindo instruções e escrevendo instruções com o Espírito de Emmanuel e outros Espíritos amigos, desde 1927, é impossível que a minha inteligência, mesmo estreita quanto é, não obtivesse alguma evolução e algum aprimoramento em meio século de trabalho espiritual incessante.
Esclareço ainda a você que pertenço, morfologicamente, ao sexo masculino, e qual ocorre com as pessoas que sentem e pensam muito sobre as próprias responsabilidades, psicologicamente tenho os conflitos naturais, inerentes a essas mesmas pessoas, conflitos estes que procuro asserenar, tanto quanto possível, com o apoio a religião, pois não creio que possamos vencer as nossas tendências inferiores ou animalizantes sem fé em Deus, sem a prática de uma religião que nos controle os impulsos e nos eduque os sentimentos.
Passei por muitas lutas espirituais, desde tenra idade, em matéria de faculdades
mediúnicas. Mas, com a Doutrina Espírita, em que Allan Kardec explica os ensinamentos de Jesus, há precisamente meio século, encontrei nas tarefas espíritas o equilíbrio possível, de que eu necessitava, para viver e conviver com os meus irmãos em humanidade e para trabalhar como qualquer cidadão que deseja ser útil à sua família e ao seu grupo social.
Informo ainda a você que o trabalho mediúnico foi sempre muito intenso em minha vida, e que continuo solteiro, sentindo-me feliz nessa condição.
Aproveito ainda o ensejo para dizer ao bom amigo que sou muito grato aos companheiros e autoridades que se referem, com tanta generosidade e carinho, ao meio século de serviço mediúnico que completei agora, mas esclareço a você, meu caro Tharsis, que se algum apontamento elogioso aparece aqui e ali, esse apontamento pertence ao Espírito de Emmanuel, e a outros Benfeitores Espirituais que se comunicam por meu intermédio, em minha condição simples de medianeiro espírita, e que de mim mesmo não passo de um médium muito falho em tudo, precisando sempre das preces e das vibrações de apoio das pessoas amigas, espíritas ou não espíritas, que possam fazer a caridade de orar em meu favor, para que eu possa cumprir o meu dever.
A você, meu caro amigo Tharsis, muito obrigado.
*Entrevista concedida ao jornalista e radialista Tharsis Bastos de Barros, para um Programa comemorativo dos 50 anos de atividades mediúnicas ininterruptas de Francisco C. Xavier, intitulado: “Especial com Chico Xavier”, e levado ao ar pela Rádio Sete Colinas, de Uberaba, MG, em fins de julho de 1977. A gravação, em fita, desta entrevista, chegou-nos às mãos pela gentileza da mãe do entrevistador, Sra. Wilma Sônia Yenne Bastos, residente em Uberaba.
Livro: Entender Conversando
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Ainda


Efetivamente, você ainda não resplande tanto quanto a luz, mas pode acender uma vela, afastando as sombras.

Não atingiu ainda os mais altos graus da sabedoria, no entanto, nada lhe impede articular uma frase de encorajamento, em auxílio aos que sofrem.

Não possui ainda a paz invariável, entretanto, você detém a possibilidade de fazer silêncio sobre o mal, afim de que o mal se transforme no bem, dentro do menor prazo possível.

Não conquistou ainda a alegria permanente, todavia, consegue endereçar um sorriso de simpatia aos que necessitam de esperança.

Não maneja ainda toda uma fortuna, de modo a construir, por si só, uma instituição de beneficência, contudo, pode doar um pão ao companheiro desamparado.

É provável que você se afirme, sem qualquer condição para fazer isso, no entanto, dispõe você do privilégio da ação. Trabalhando, você é capaz de servir e, servindo aos outros, em qualquer situação e em qualquer tempo, você pode começar.
 
Procure agir no bem incessante e a alegria ser-lhe-á precioso salário.

Livro: Endereços de Paz
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sexta-feira, 12 de julho de 2013

DIVALDO PEREIRA FRANCO


ROTEIRO DE PALESTRAS RIO DE JANEIRO - AGOSTO 2013 - 66 ANOS DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA 

17 - SÁBADO

JUIZ DE FORA - MG 

18 - DOMINGO - 13 às 19 h

IV CONGRESSO DO CENTRO ESPIRITA JOANNA DE ÂNGELIS DA BARRA TEMA: "PSICOLOGIA DA GRATIDÃO NO EVANGELHO DE JESUS"

LOCAL: CITY BANK HALL - BARRA DA TIJUCA - RIO 

19 - SEGUNDA - 20 h

SOCIEDADE HEBRAICA

RUA DAS LARANJEIRAS, 346 - LARANJEIRAS - RIO

APOIO: 5º CEU/CEERJ 

20 - TERÇA - 19 h

MUSEU DO EXÉRCITO CONDE DE LINHARES

AV. PEDRO II, 383 - QUINTA DA BOA VISTA - RIO

APOIO: GRUPO ESPÍRITA CAMINHO DA ESPERANÇA 

21 - QUARTA - 14 às 18 h

20º SEMINÁRIO BENEFICENTE PRÓ-MANSÃO DO CAMINHO - CASA DE ESPANHA

TEMA: “VIVENDO COM JESUS”

RUA VITÓRIO DA COSTA, 254 - HUMAITÁ - RIO 

22 - QUINTA - 20 h

GRUPO ESPÍRITA ANDRÉ LUIZRUA JIQUIBÁ, 139 - MARACANÃ – RIO 

23 - SEXTA - 20 h

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO - UERJ - CONCHA ACÚSTICA http://neu-uerj.zip.net/

RUA SÃO FRANCISCO XAVIER, 524 - RIO

APOIO: GRUPO ESPÍRITA CAMINHO DA ESPERANÇA 

24 - SÁBADO - 19 h

HOMENAGEM AOS 52 ANOS DO CENTRO ESPÍRITA LÉON DENIS

RUA ABÍLIO DOS SANTOS, 137 - BENTO RIBEIRO - RJ 

25 - DOMINGO - 9 às 17 h

23º FEIRÃO PRÓ-MANSÃO DO CAMINHO - COLÉGIO MILITAR

RUA SÃO FRANCISCO XAVIER, 267 - RIO

Recebido por e-mail, de Carmen Silveira


Francisco Reboucas

O HOMEM ANTE A VIDA


No crepúsculo da civilização em que rumamos para a alvorada de novos milênios, o homem que amadureceu o raciocínio supera as fronteiras da inteligência comum e acorda, dentro de si mesmo, com interrogativas que lhe incendeiam o coração. 

Quem somos? 

Donde viemos? 

Onde a estação de nossos destinos? 

À margem da senda em que jornadeia, surgem os escuros estilhaços dos ídolos mentirosos que adorou e, enquanto sensações de cansaço lhe assomam à alma enfermiça, o anseio da vida superior lhe agita os recessos do seu, qual braseiro vivo do ideal, sob a espessa camada de cinzas do desencanto.

Recorre à sabedoria e examina o microcosmo em que sonha. 

Reconhece a estreiteza do círculo em que respira.

Observa as dimensões diminutas do Lar Cósmico em que se desenvolve.

Descobre que o Sol, sustentáculo de sua apagada residência planetária, tem um volume de 1.300.000 vezes maior que o dela. 

Aprende que a Lua, insignificante satélite do seu domicílio, dista mais de 380.000 quilômetros do mundo que lhe serve de berço. 

Os Planetas vizinhos evolucionam muito longe, no espaço imenso. 

Dentre eles, destaca-se Marte, distante de nós cerca de 56.000.000 de quilômetros na época de sua maior aproximação. 

Alongando as perquirições, além do nosso Sol, analisa outros centros de vida. 

Sírius ofusca-lhe a grandeza. 

Pólux, a imponente estrela do Gêmea, eclipsa-o em majestade.

Capela é 5.800 vezes maior. 

Antares apresenta volume superior. 

Canópus tem um brilho oitenta vezes superior ao do Sol. 

Livro: Roteiro
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Glória a Kardec

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

De Kardec aos dias de hoje

Muitas Vidas

Divaldo Franco

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Chico Xavier

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel