“O homem que julga infalível a sua razão está bem perto do erro. Mesmo aqueles, cujas ideias são as mais falsas, se apóiam na sua própria razão e é por isso que rejeitam tudo o que lhes parece impossível.” Fonte: O Livro dos Espíritos, introdução VII.

Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).

“Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.”Thiago,3/17

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” João – 15:7

Falar e Fazer

Em se tratando de reforma íntima: “Fácil é dizer como se faz. Difícil é fazer como se diz.” Precisamos fazer mais e dizer menos. Francisco Rebouças.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

" Consolador"



96 – Toda moléstia do corpo tem ascendentes espirituais?

– As chagas da alma se manifestam através do envoltório humano. O corpo doente reflete o panorama interior do Espírito enfermo. A patogenia é um conjunto de inferioridades do aparelho psíquico.

E é ainda na alma que reside a fonte primária de todos os recursos medicamentosos definitivos. A assistência farmacêutica do mundo não pode remover as causas transcendentes do caráter mórbido dos indivíduos. O remédio eficaz está na ação do próprio Espírito enfermiço.

Podeis objetar que as injeções e os comprimidos suprimem a dor; todavia, o mal ressurgirá mais tarde nas células do corpo. Indagareis, aflitos, quanto às moléstias incuráveis pela ciência da Terra e eu vos direi que a reencarnação, em si mesma, nas circunstâncias do mundo envelhecido nos abusos, já representa uma estação de tratamento e de cura e que há enfermidades d‘alma, tão persistentes, que podem reclamar várias estações sucessivas, com a mesma intensidade nos processos regeneradores.

97 – Se as enfermidades são de origem espiritual, é justo a aplicação dos medicamentos humanos, a cirurgia, etc., etc.?

– O homem deve mobilizar todos os recursos ao seu alcance, em favor do seu equilíbrio orgânico. Por muito tempo ainda, a Humanidade não poderá prescindir da contribuição do clínico, do cirurgião e do farmacêutico, missionários do bem coletivo. O homem tratará da saúde do corpo, até que aprenda a preservá-lo e defendê-lo, conservando a preciosa saúde de sua alma.

Acima de tudo, temos de reconhecer que os serviços de defesa das energias orgânicas, nos processos humanos, como atualmente se verificam, asseguram a estabilidade de uma grande oficina de esforços santificadores no mundo. Quando, porém, o homem espiritual dominar o homem físico, os elementos medicamentosos da Terra estarão transformados na excelência dos recursos psíquicos e essa grande oficina achar-se-á elevada a santuário de forças e possibilidades espirituais junto das almas.

98 – Nos processos de cura, como deveremos compreender o passe?

– Assim como a transfusão de sangue representa uma renovação das forças físicas, o passe é uma transfusão de energias psíquicas, com a diferença de que os recursos orgânicos são retirados de um reservatório limitado, e os elementos psíquicos o são do reservatório ilimitado das forças espirituais.

99 – Como deve ser recebido e dado o passe?

– O passe poderá obedecer à fórmula que forneça maior porcentagem de confiança, não só a quem o dá, como a quem o recebe. Devemos esclarecer, todavia, que o passe é a transmissão de uma força psíquica e espiritual, dispensando qualquer contacto físico na sua aplicação.

100 – A chamada “benzedura”, conhecida nos meios populares, será uma modalidade do passe?

– As chamadas “benzeduras”, tão comuns no ambiente popular, sempre que empregadas na caridade, são expressões humildes do passe regenerador, vulgarizado nas instituições espirituais de socorro e de assistência.

Jesus nos deu a primeira lição nesse sentido, impondo as mãos divinas sobre os enfermos e sofredores, no que foi seguido pelos apóstolos do Cristianismo primitivo.

“Toda boa dádiva e dom perfeito vêm do Alto” – dizia o apóstolo, na profundeza de suas explanações.

A prática do bem pode assumir as fórmulas mais diversas. Sua essência, porém, é sempre a mesma diante do Senhor.

101 – Por que não será permitida às entidades espirituais a revelação dos processos de cura da lepra, do câncer, etc.?

– Antes de qualquer consideração, devemos examinar a lei das provações e a necessidade de sua execução plena.

Na própria natureza da Terra e na organização de fluidos inerentes ao planeta, residem todos esses recursos, até hoje inapreendidos pela ciência dos homens. Jesus curava os leprosos com a simples imposição de suas mãos divinas.
O plano espiritual não pode quebrar o ritmo das leis do esforço próprio, como a direção de uma escola não pode decifrar os problemas relativos à evolução de seus discípulos.

Além de tudo, a doença incurável traz consigo profundos benefícios. Que seria das criaturas terrestres sem as moléstias dolorosas que lhes apodrecem a vaidade? Até onde poderiam ir o orgulho e o personalismo do espírito humano, sem a constante ameaça de uma carne frágil e atormentada?

Observamos as dádivas de Deus no terreno das grandes descobertas, mobilizadas para a guerra de extermínio, e contemplemos com simpatia os hospitais isolados e escuros, onde, tantas vezes, a alma humana se recolhe para as necessárias meditações.

102 – Podem os Espíritos amigos atuar sobre a flora microbiana, nas moléstias incuráveis, atenuando os sofrimentos da criatura?

– As entidades amigas podem diminuir a intensidade da dor nas doenças incuráveis, bem como afastá-la completamente, se esse benefício puder ser levado a

efeito no quadro das provas individuais, sob os desígnios sábios e misericordiosos do plano superior.

103 – No tratamento ministrado pelos Espíritos amigos, a água fluidificada, para um doente, terá o mesmo efeito em outro enfermo?

– A água pode ser fluidificada, de modo geral, em benefício de todos; todavia, pode sê-lo em caráter particular para determinado enfermo e, neste caso, é conveniente que o uso seja pessoal e exclusivo.

104 – Existem condições especiais para que os Espíritos amigos possam fluidificar a água pura, como sejam as presenças de médiuns curadores, reuniões de vários elementos, etc.?

– A caridade não pode atender a situações especializadas. A presença de médiuns curadores, bem como as reuniões especiais, de modo algum podem constituir o preço do benefício aos doentes, porquanto os recursos dos guias espirituais, nessa esfera de ação, podem independer do concurso medianímico, considerando o problema dos méritos individuais.

105 – O fato de um guia espiritual receitar para determinado enfermo, é sinal infalível de que o doente terá de curarse?

– O guia espiritual é também um irmão e um amigo, que nunca ferirá as vossas mais queridas esperanças.

Aconselhando o uso de uma substância medicamentosa, alvitrando essa ou aquela providência, ele cooperará para as melhoras de um enfermo e, se possível, para o pleno restabelecimento de sua saúde física, mas não poderá modificar a lei das provações ou os desígnios supremos dos planos superiores, na hipótese da desencarnação, porque, dentro da Lei, somente Deus, seu Criador, pode dispensar.
 
Livro: O Consolador
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Nós e o Mundo

“Dai e ser-vos-á dado” Jesus (Lucas, 6: 38)

“Vós, porém, que vos retirais do mundo, par a Me evitar as seduções e viver no insulamento, que utilidade tendes na Terra? Onde a vossa cor agem nas pr ovações, uma vez que fugis à luta e desertais a combate?”
(Cap.O5, Item 26)

Muitos religiosos afirmam que o mundo é poço de tentações e culpas, procurando o deserto para acobertar a pureza, entretanto, mesmo ai, no silencioso retiro em que se entregam a perigoso ócio da alma, por mais humildes se façam, comem, os frutos e vestem a estamenha que o mundo lhes oferece.

Muitos escritores alegam que o mundo é vasto arsenal de incompreensão e discórdia, viciação e delinqüência, Como quem se vê diante de um serpentário, contudo, é no mundo que recolhem o precioso material em que gravam as próprias idéias e encontram os leitores que lhes compram os livros.

Muitos pregadores clamam que o mundo é vale de malicia e perversidade, qual se as criaturas humanas vivessem mergulhadas em piscina de lodo, todavia, é no mundo que adquirem os conhecimentos com que ornam o próprio verbo e acham os ouvintes que lhes registram respeitosamente a palavra.

Muitas pessoas dizem que o mundo é antro de perdição em que as trevas do mal senhoreiam a vida, no entanto, é no mundo que receberam o regaço materno para tomarem o arado da e experiência é no mundo que se nutrem confortavelmente a fim de demandarem mais altos planos evolutivos.

O mundo, porém, obra prima da Criação, indiferentes às acusações gratuitas que lhe são desfechadas, prossegue florindo e renovando, guiando o progresso e sustentando as esperanças da Humanidade.

Fugir de trabalhar e sofrer no mundo, a título de resguardar a virtude, é abraçar o egoísmo mascarado de santidade.

O aluno diplomado em curso superior não pode criticar a bisonhice das mentes infantis, reunidas nas linhas primárias da escola.

Os bons são realmente bons se amparam os menos bons.

Os sábios fazem jus à verdadeira sabedoria se buscam dissipar a névoa da ignorância.

O Espírita, na essência, é o cristão chamado a entender e auxiliar.

Doemos, pois, ao mundo ainda que seja o mínimo do máximo que recebemos dele, compreendendo e servindo aos outros, sem atribuir ao mundo os erros e desajustes que estão em nós.
Livro da Esperança
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Palestras no G.E. Luz da Vida- Maricá

Prezados companheiros, boa tarde.
Envio, em anexo, a grade de programação do G.E. Luz da Vida em Maricá para o mês de setembro/2011 solicitando a todos que, se possível, imprimam ou divulguem em vossas reuniões; nela constam endereço e tel de contado.

abraços fraternos a todos dos companheiros de Maricá
Muita paz!

Rua Prefeito Joaquim Mendes, lote 37 - quadra 88

Bairro Amizade - Maricá - RJ
Cx. Postal: 113.806
Contato: Edson Tassi – (21) 9789-9909 / (21) 2637-3304 (noite)
Informações – Bazar 148 (Elizete)
Clique no cartaz e tome nota dos detalhes!

Francisco Rebouças

Não ligue importância às coisas passageiras


MANTENHA seu equilíbrio.

O equilíbrio depende da serenidade da mente.

Jamais se aborreça nem se exalte.

Não ligue importância às coisas passageiras que lhe vêm de fora.

Não se impressione com o que os outros dizem.

Siga a conduta ditada por sua consciência, e não perca seu equilíbrio.

Caminhe para a frente, alegre e certo de que há de vencer, por maiores que sejam as dificuldades do caminho.

Livro: Minutos de Sabedoria - 163
Carlos Torres Pastorino
 
Francisco Rebouças

DE UM CASARÃO DO OUTRO MUNDO


27 de março de 1935
Muitas vezes pensei que outras fossem as surpresas que aguardassem um morto, depois de entregar à terra os seus despojos.

Como um menino que vai pela primeira vez a uma feira de amostras, imaginava o conhecido chaveiro dos grandes palácios celestiais. Via S. Pedro de mãos enclavinhadas debaixo do queixo. Óculos de tartaruga, como os de Nilo Peçanha, assestados no nariz, percorrendo com as suas vistas sonolentas e cansadas os estudos técnicos, os relatórios, os mapas e livros imensos, enunciadores do movimento das almas que regressavam da Terra, como destacado amanuense de secretaria. Presumia-o um velhote bem conservado, igual aos senadores do tempo da monarquia no Brasil, cofiando os longos bigodes e os fios grisalhos da barba respeitável. Talvez que o bom apóstolo, desentulhando o baú de suas memórias, me contasse algo de novo: algumas anedotas a respeito de sua vida, segundo a versão popular; fatos do seu tempo de pescarias, certamente cheios das estroinices de rapazola. As jovens de Séforis e de Cafarnaum, na Galiléia, eram criaturas tentadoras com os seus lábios de romã amadurecida. S. Pedro por certo diria algo de suas aventuras, ocorridas, está claro, antes da sua conversão à doutrina do Nazareno.

Não encontrei, porém, o chaveiro do Céu. Nessa decepção, cheguei a supor que a região dos bem-aventurados deveria ficar encravada em alguma cordilheira de nuvens inacessíveis.

Tratava-se, certamente, de um recanto de maravilhas, onde todos os lugares tomariam denominações religiosas, na sua mais alta expressão simbólica: Praça das Almas Benditas, Avenida das Potências Angélicas. No coração da cidade prodigiosa, em paços resplandecentes, Santa Cecília deveria tanger a sua harpa acompanhando o coro das onze mil virgens, cantando ao som de harmonias deliciosas para acalentar o sono das filhas de Aqueronte e da Noite, a fim de que não viessem, com as suas achas incandescentes e víboras malditas, perturbar a paz dos que ali esqueciam os sofrimentos, em repouso beatífico. De vez em quando se organizaram, nessa região maravilhosa, solenidades e festas comemorativas dos mais importantes acontecimentos da Igreja. Os papas desencarnados seriam os oficiantes das missas e Te-Deuns de grande gala, a que compareceriam todos os santos do calendário; S. Francisco Xavier, com o mesmo hábito esfarrapado com que andou pregando nas Índias; S. José, na sua indumentária de carpinteiro; S. Sebastião na sua armadura de soldado romano; Santa Clara, com seu perfil lindo e severo de madona, sustentada pelas mãos minúsculas e inquietas dos arcanjos, como rosas de carne loura. As almas bem conceituadas representariam, nas galerias deslumbrantes, os santos que a Igreja inventou para o seu hagiológio.

Mas... não me foi possível encontrar o Céu.

Julguei, então, que os espíritas estavam mais acertados em seus pareceres. Deveria reencontrar os que haviam abandonado as suas carcaças na Terra, continuando a mesma vida. Busquei relacionar-me com as falanges de brasileiros emigrados do outro mundo.

Idealizei a sociedade antiga, os patrícios ilustres aí refugiados, imaginando encontrá-los em uma residência principesca como a do Marquês de Abrantes, instalada na antiga chácara de Dona Carlota, em Botafogo, onde recebiam a mais fina flor da sociedade carioca das últimas décadas do segundo reinado, cujas reuniões, compostas de fidalgos escravocratas da época, ofuscavam a simplicidade monacal dos Paços de S. Cristóvão.
E pensei de mim para comigo: Os rabinos do Sinédrio, que exararam a sentença condenatória de Jesus-Cristo, quererão saber as novidades de Hitler, na sua fúria contra os judeus. Os remanescentes do príncipe de Bismarck, que perderam a última guerra, desejariam saber qual a situação do negócios franco-alemães. Contaria aos israelitas a história da esterilização, e aos seguidores do ilustre filho de schoenhausen as questões do plebiscito do Sarre. Cada bem-aventurado me viria fazer uma solicitação, às quais eu atenderia com as habilidades de um porta-novas acostumado aos prazeres maliciosos do boato.

Enganara-me, todavia. Ninguém de preocupava com a Terra, ou com as coisas da sua gente.

Tranqüilizem-se, contudo, os que ficaram, porque, se não encontrei o Padre Eterno com as suas longas barbas de neve, como se fossem feitas de paina alva e macia, segundo as gravuras católicas, não vi também o Diabo.

Logo que tomei conta de mim, conduziram-me a um solar confortável, como a Casa dos Bernardelli, na praia de Copacabana. Semelhante a uma abadia de frades na Estíria, espanta-me o seu aspecto imponente e grandioso. Procurei saber nos anais desse casarão do outro mundo as notícias relativas ao planeta terreno. Examinei os seus infólios. Nenhum relato havia a respeito dos santos da corte celestial, como eu os imaginava, nem alusões a Mefistófeles e ao Amaldiçoado. Ignorava-se a história do fruto proibido a condenação dos anjos rebelados, o decreto do dilúvio, as espantosas visões do evangelista no Apocalipse. As religiões estão na Terra muito prejudicadas pelo abuso dos símbolos. Poucos fatos relacionados com elas estavam naqueles documentos.

O nosso muno é insignificante demais, pelo que pude observar na outra vida. Conforta-me, porém, haver descoberto alguns amigos velhos, entre muitas caras novas.

Encontrei o Emílio radicalmente transformado. Contudo, às vezes, faz questão de aparecerme de ventre rotundo e rosto bonacheirão, como recebia os amigos na Pascoal, para falar da vida alheia.

- “Ah! Filho- exclama sempre -, há momentos nos quais eu desejaria descer ao Rio, como o homem invisível de Wells, e dar muita paulada nos bandidos de nossa terra.”

E, na graça de quem, esvaziando copos, andou enchendo o tonel das Danaides, desfolha o caderno de suas anedotas mais recentes.

A vida, entretanto, não é mais idêntica à da Terra. Novos hábitos. Novas preocupações e panoramas novos. A minha situação é a de um enfermo pobre que se visse de uma hora para outra em luxuosa estação de águas, com as despesas custeadas pelos amigos.

Restabelecendo a saúde, estudo e medito. E meu coração, ao descerrar as folhas diferentes dos compêndios do infinito, pulsa como o do estudante novo.

Sinto-me novamente na infância. Calço os meus tamanquinhos, visto as minhas calças curtas, arranjo-m à pressa, com a má vontade dos garotos incorrigíveis, e vejo-me outra vez diante da Mestra Sinhá, que me olha com indulgência, através de sua tristeza de virgem desamada, e repito, apontando as letras na cartilha: _ A B C...A B C D E ...

Ah!! Meu Deus, estou aprendendo agora os luminosos alfabetos que os teus imensos escreveram com giz de ouro resplandecente os livros da Natureza. Faze-me novamente menino para compreender a lição que me ensina! Sei hoje, relendo os capítulos da tua glória, por que vicejam na Terra os cardos e os jasmineiros, os cedros e as ervas, por que vivem os bons e os maus, recebendo, numa atividade promíscua da tua casa.

Não trago do mundo, Senhor, nenhuma oferenda para a tua grandeza! Não possuo senão o coração, exausto de sentir e bater, como um vaso de iniqüidades. Mas, no dia em que te lembrares do mísero pecador que te contempla no teu doce mistério como lâmpada de luz eterna, em torno da qual bailam os sis como pirilampos acesos dentro da noite, fecha os teus olhos misericordiosos para as minhas fraquezas e deixa cair nesse vaso imundo uma raiz de açucenas. Então, Senhor, como já puseste lume nos meus olhos, que ainda choram, plantarás o lírio da paz no meu coração que ainda sofre e ainda ama.

Livro: Crônicas de Alem Túmulo
Chico xavier/Humberto de Campos
 
Francisco Rebouças

PRIMEIRA REVELAÇÃO DA MINHA MISSÃO

30 de abril de 1856
(Em casa do Sr. Roustan; médium: Srta. Japhet)
PRIMEIRA REVELAÇÃO DA MINHA MISSÃO
Eu assistia, desde algum tempo, às sessões que se realizavam em casa do Sr. Roustan e começara aí a revisão do meu trabalho, que posteriormente formaria O Livro dos Espíritos. (Veja-se a Introdução.) Numa dessas sessões, muito íntima, a que, apenas assistiam sete ou oito pessoas, falavam estas de diferentes coisas relativas aos acontecimentos capazes de acarretar uma transformação social, quando o médium, tomando da cesta, espontaneamente escreveu isto:

“Quando o bordão soar, abandoná-lo-eis; apenas aliviareis o vosso semelhante; individualmente o magnetizareis, a fim de curá-lo. Depois, cada um no posto que lhe foi preparado, porque de tudo se fará mister, pois que tudo será destruído, ao menos temporariamente. Deixará de haver religião e uma se fará necessária, mas verdadeira, grande, bela e digna do Criador... Seus primeiros alicerces já foram colocados... Quanto a ti, Rivail, a tua missão é aí. (Livre, a cesta se voltou rapidamente para o meu lado, como o teria feito uma pessoa que me apontasse com o dedo.) A ti, M..., a espada que não fere, porém mata; contra tudo o que é, serás tu o primeiro a vir. Ele, Rivail, virá em segundo lugar: é o obreiro que reconstrói o que foi demolido.”

NOTA — Foi essa a primeira revelação positiva da minha missão e confesso que, quando vi a cesta voltar-se bruscamente para o meu lado e designar-me nominativamente, não me pude forrar a certa emoção.

O Sr. M..., que assistia àquela reunião, era um moço de opiniões radicalíssimas, envolvido nos negócios políticos e obrigado a não se colocar muito em evidência. Acreditando que se tratava de uma próxima subversão, aprestou-se a tomar parte nela e a combinar planos de reforma. Era, aliás, homem brando e inofensivo.

7 de maio de 1856
(Em casa do Sr. Roustan; médium: Srta. Japhet)
 
Fonte: Obras Póstumas
 
Francisco Rebouças

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Centro Espírita Discípulos de Ismael

Amigos,
No dia 23 de setembro, o Centro Espírita Discípulos de Ismael, estará completando 76 anos de fundação, e convida a todos a prestigiarem as palestras, que serão proferidas por nossos companheiros de doutrina, durante todo o mês de setembro.
PROGRAMAÇÃO
DATA/HORÁRIO PALESTRANTE
03/09/2011 15:30h. - Sábado
ANDRÉ CANTARELLI

05/09/2011 20:00h. - Segunda-feira
ANDRÉ PARENTE

06/09/2011 14:00h. - Terça-feira
JOSÉ BARBOSA

12/09/2011 20:00h. - Segunda-feira
NINA PEIXOTO

13/09/2011 14:00h. - Terça-feira
ROSANA

17/09/2011 15:30h. - Sábado
Seminário sobre Música
Marcelo Daimon e Henrique Parente

19/09/2011 20:00h. - Segunda-feira
JOÃO NOGUEIRA

20/09/2011 14:00h. - Terça-feira
THAYANA MONTEIRO

27/09/2011 14:00h. - Terça-feira
SEBASTIÃO CADILE
3º FESTIVAL DE MUSICA ESPÍRITA DO CEDI DATA: 24/09/2011
Horário: 20:00h.
LOCAL: EFRA

Centro Espírita Discípulos de Ismael
End. Rua Rio Branco, nº 332
Venda da Cruz - São Gonçalo - RJ
CEP. 24410-170
Tel. 2628-9417

Francisco Rebouças

Workshop e conferência espírita em Caldas da Rainha


No sábado, dia 27 de Agosto de 2011, entre as 15H00 e as 19H00, vai decorrer um workshop espírita que terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.
O tema será "SEXUALIDADE, SOLIDÃO, EMOÇÕES, EM BUSCA DA FELICIDADE", e será orientado pelo Prof. Reinaldo Barros, licenciado em Artes Plásticas Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, com o grau de Mestre em Gestão do Património Cultural pela Universidade do Algarve. É professor de Artes Visuais na Escola Secundária de Tavira, cartoonista, músico, membro da ADEP e colaborador do Jornal de Espiritismo. Tem participado em várias exposições dentro do âmbito profissional. Colabora no Centro Espírita Luz Eterna em Olhão;
As entradas são livres e gratuitas.

QUAL A FINALIDADE DA VIDA?
Na sexta-feira, dia 26 de Agosto de 2011, pelas 21H00, vai decorrer uma conferência espírita que terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.
O tema será "QUAL A FINALIDADE DA VIDA?", analisando os múltiplos aspectos da nossa vivência diária, à luz da Doutrina Espírita. O conferencista convidado é o Prof. Reinaldo Barros, licenciado em Artes Plásticas Pintura, pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa, com o grau de Mestre em Gestão do Património Cultural pela Universidade do Algarve. É professor de Artes Visuais na Escola Secundária de Tavira, cartoonista, músico, membro da ADEP e colaborador do Jornal de Espiritismo. Tem participado em várias exposições dentro do âmbito profissional. Colabora no Centro Espírita Luz Eterna em Olhão.
As entradas são livres e gratuitas.

Francisco Rebouças

13° ANOS DO CEEAK-WINTERTHUR


Queridos amigos,
Aguardamos você amanhã, dia 24 de agosto de 2011, no CEEAK para comemorarmos juntos o 13.° aniversário de fundação de nosso centro.

Estaremos juntos ouvindo o palestrante MARCEL MARIANO, que virá do Brasil para nos prestigiar com uma linda palestra que terá como tema: AMOR, IMBATÍVEL AMOR!

Que Jesus o conduza até nós,
Fraternalemente,
Equipe do CEEAK
Para maiores informações acesse:
CEEAK - Centro de estudos espíritas Allan Kardec
Industriestrasse 8
8404 - Winterthur
Schweiz
Phone: + 41 52 232 28 88
Mobil: + 41 78 805 61 81
Informações da amiga Gorete Newton

A paz legítima emerge do coração feliz e da mente que compreende, age e confia. (Joanna de Ângelis - Divaldo P. Franco)

Francisco Rebouças

INTERCESSÃO

“Irmãos, orai por nós.” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS TESSALONICENSES, CAPÍTULO 5, VERSÍCULO 25.)

Muitas criaturas sorriem ironicamente quando se lhes fala das orações intercessórias.

O homem habituou-se tanto ao automatismo teatral que encontra certa dificuldade no entendimento das mais profundas manifestações de espiritualidade. A prece intercessória, todavia, prossegue espalhando benefícios com os seus valores inalterados. Não éjusto acreditar seja essa oração o incenso bajulatório a derramar-se na presença de um monarca terrestre a fim de obtermos certos favores.

A súplica da intercessão é dos mais belos atos de fraternidade e constitui a emissão de forças benéficas e iluminativas que, partindo do espírito sincero, vão ao objetivo visado por abençoada contribuição de conforto e energia. Isso não acontece, porém, a pretexto de obséquio, mas em conseqüência de leis justas. O homem custa a crer na influenciação das ondas invisíveis do pensamento, contudo, o espaço que o cerca está cheio de sons que os seus ouvidos materiais não registram; só admite o auxilio tangível, no entanto, na própria natureza física, vêem-se árvores venerandas que protegem e conservam ervas e arbustos, a lhes receberem as bênçãos da vida, sem lhes tocarem jamais as raízes e os troncos.

Não olvides os bens da intercessão.

Jesus orou por seus discípulos e seguidores, nas horas supremas.

Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

AUXÍLIOS SEMPRE POSSÍVEIS


Sem quaisquer recursos especiais, você dispõe do poder de renovar e reerguer a própria vida.

Você pode ainda e sempre: avivar o clarão da alegria onde a provação esteja furtando a tranqüilidade; atear o calor do bom-ânimo onde a coragem desfaleça; entretecer o ambiente preciso à resignação onde o sofrimento domina; elevar a vibração do trabalho  onde o desânimo apareça; extrair o ouro da bênção entre pedras de condenação e censura;  colocar a flor da paciência no espinheiro da irritação; acender a luz do entendimento e da  concórdia, onde surja a treva da ignorância; descobrir fontes de generosidade sob as rochas da sovinice; preparar o caminho para Jesus nos corações distantes da verdade.

Tudo isso você pode fazer, simplesmente pronunciando as boas palavras da esperança e do amor.

Livro: Sinal Verde
Chico Xavier/André Luiz
 
Francisco Rebouças

CONFRATERN​ATIVA DE CENTROS ESPÍRITAS

47ª SEMANA CONFRATERN​ATIVA DOS CENTROS ESPÍRITAS DO MÉIER E ADJACÊNCIA​S

* 28/08 – Domingo – 15h30m – C. E. JOÃO BATISTA
(Rua Dona Claudina, 105 – Méier)
Expositor: Alonso Santos (As Mortes Causadas em Nome do Dever)

* 29/08 – 2ª feira – 20 h – C. E. NAIR MONTEZ DE CASTRO
(Rua Vilela Tavares, 173 – Lins)
Expositor: Leydervan Xavier (Tema Livre)

*30/08 – 3ª feira – 20 h – GRUPO E. FABIANO
(Rua Paulo Silva Araújo, 52 – Méier)
Expositor: Gérson Simões Monteiro (Aqui se Faz, Aqui se Repara)

*31/08 - 4ª feira - 20 h - AGREMIAÇÃO E. PEDRO II
(Rua Lopes da Cruz, 192 – Méier)
Expositor: Sérgio Daemon (Morrer ou Desencarnar?)

*01/09 – 5ª feira – 20 h – C. E. AMARAL ORNELLAS
(Rua Dr. Leal, 76 – Engenho de Dentro)
Expositor: Bernardo Marques dos Santos (O Paralítico de Kiev)

*02/09 – 6ª feira – 20 h - GRÊMIO E. NAZARENO
(Rua Gustavo Riedel, 63 – Engenho de Dentro)
Expositora: Ana Maria (Bem-Aventurados os que têm Puro o Coração)

* 03/09 – Sábado – 17 h – GRUPO E. DISCÍPULOS DE FRANCISCO DE PAULA
(Rua Dionísio Fernandes, 280 – Engenho de Dentro)
Expositor: Hamilton Batista (Bem-Aventurados os Aflitos)

* 04/09 - Domingo - 15h30m - UNIÃO E. SUBURBANA
(Rua Oldegard Sapucaia, 13 – Méier)
Expositor: Denise Duarte (Danos do Materialismo na Vivência Espírita)

Paz e Luz
Agremiação Espírita Pedro II

Francisco Rebouças

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

A LEI DO PROGRESSO.

A LEI DO PROGRESSO.

(Lyon, 17 de setembro de 1862. - Médium, Sr. Emile V...)

Nota. - Esta comunicação foi obtida na sessão geral presidida pelo Sr. Allan Kardec.

Parece, considerando-se a Humanidade em seu estado primitivo e em seu estado atual, quando a sua primeira aparição sobre a Terra marcou um ponto de partida, e agora que ela percorreu uma parte do caminho que conduz à perfeição, parece, digo eu, que todo bem, todo progresso, toda filosofia enfim, não possa nascer senão do que lhe e contrário.

Com efeito, toda formação é o produto de uma reação, do mesmo modo que todo efeito é engendrado por sua causa. Todos os fenômenos morais, todas as formações inteligentes, são devidos a uma perturbação momentânea da própria inteligência. Somente, na inteligência, devem-se considerar dois princípios: a um imutável, essencialmente bom, eterno como tudo o que é infinito; o outro, temporário, momentâneo e que não é senão o agente empregado para produzir a reação de onde sai, cada vez, o progresso dos homens.

O progresso abarca o universo durante a eternidade, e jamais é tão conhecido do que quando se concentra em um ponto qualquer. Não podeis ver, com um só olhar, a imensidade que vive, por conseqüência, que progride; mas olhai ao vosso redor; que vedes aí?

Em certas épocas, pode-se dizer, em momentos previstos, designados, surge um homem que abre um caminho novo, que corta a prumo os rochedos áridos dos quais está sempre semeado o mundo conhecido da inteligência. Freqüentemente, esse homem é o último entre os humildes, entre os pequenos, e, no entanto, ele penetra nas altas esferas do desconhecido. Arma-se de coragem, porque para isso lhe é necessário lutar corpo a corpo com os preconceitos, com os usos recebidos; para isto lhe é preciso vencer os obstáculos que a má-fé semeia sob seus passos, porque enquanto restam preconceitos a derrubar, restam abusos e interesses nos abusos; para isso lhe é preciso, porque deve lutar ao mesmo tempo com as necessidades materiais de sua personalidade, e sua vitória, nesse caso, é a melhor prova de sua missão e de sua predestinação.

Chegado a esse ponto em que a luz se escapa bastante forte do círculo do qual é o centro, todos os olhares caem sobre ele; assimila-se todo princípio inteligente e bom; ele reforma, regenera, o princípio contrário, apesar dos preconceitos, apesar da má-fé, apesar das necessidades, ele chega ao seu objetivo, faz a Humanidade transpor um degrau, faz conhecer o que não era conhecido.

Esse fato já se repetiu muitas vezes, e se repetirá muitas vezes ainda antes que a Terra tenha adquirido o grau de perfeição que convém à sua natureza. Mas tantas vezes quantas sejam necessárias, Deus fornecerá a semente e o lavrador. Esse lavrador, é cada homem em particular, como cada um dos gênios que a ilustram por uma ciência, freqüentemente, sobre-humana. Em todos os tempos houve desses centros de luz, desses pontos de união, e o dever de todos é de se aproximar, de ajudar e de proteger os apóstolos da verdade. É o que o Espiritismo vem dizer ainda.

Apressai-vos, pois, vós todos que sois irmãos pela caridade; apressai-vos e a felicidade prometida à perfeição vos será bem mais cedo concedida.
ESPIRITO PROTETOR.
Fonte: Revista Espírita 1863
Francisco Rebouças  

OPINIÕES CONVENCIONAIS


“A multidão respondeu: Tens demônio; quem procura matar-te?” — (JOÃO, capítulo 7, versículo 20.)

Não te prendas excessivamente aos juízos da multidão. O convencionalismo e o hábito possuem sobre ela forças vigorosas.

Se toleras ofensas com amor, chama-te covarde.

Se perdoas com desinteresse, considera-te tolo.

Se sofres com paciência, nega-te valor.

Se espalhas o bem com abnegação, acusa-te de louco.

Se adquires característicos do amor sublime e santificante, julga-te doente.

Se desestimas os gozos vulgares, classifica-te de anormal.

Se te mostras piedoso, assevera que te envelheceste e cansaste antes do tempo.

Se adotas a simplicidade por norma, ironiza-te às ocultas.

Se respeitas a ordem e a hierarquia, qualifica-te de bajulador.

Se reverencias a Lei, aponta-te como medroso.

Se és prudente e digno, chama-te fanático e perturbado.

No entanto, essa mesma multidão, pela voz de seus maiorais, ensina o amor aos semelhantes, o culto da legalidade e a religião do dever. Em seus círculos, porém, o excesso de palavras não permite, por en¬quanto, o reinado da compreensão.

É indispensável suportar-lhe a inconsciência para atendermos com proveito às nossas obrigações perante Deus.

Não te irrites, nem desanimes.

O próprio Jesus foi alvo, sem razão de ser, dos sarcasmos da opinião pública.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Palestra no Núcleo Espírita Chico Xavier (NECX)

Prezado(a),
O Núcleo Espírita Chico Xavier (NECX) tem a satisfação de convidá-lo(a) para prestigiar e divulgar a palestra sobre o livro Histórias reais do lar de Peixotinho, a ser realizada no dia 28 de agosto de 2011, domingo, as 18h, com Nina Peixoto, fundadora e diretora do Lar Espírita Peixotinho, em Niterói.

A expositora é filha do notável médium Francisco Peixoto Lins (1905-1966), o Peixotinho como era conhecido.

Na ocasião o referido livro estará à venda.

O NECX está localizado à Rua Comendador Antônio Augusto da Paz (antiga 17), Nº60, Piratininga – Niterói/RJ.

Maiores informações pelo site http://nucleo-chicoxavier.blogspot.com/

Fraternalmente.
Marcio Hungria

Francisco Rebouças

RECEITA DE PAZ


Emmanuel

Ora com mais confiança em Deus.

Trabalha um tanto mais.

Serve com mais alegria.

Age mais caridosamente.

Desculpa as faltas alheias com mais compaixão.

Pelos ofensores.

Usa mais calma, particularmente nas horas difíceis.

Tolera, com mais paciência, as situações desagradáveis.

Coloca mais gentileza no trato pessoal.

Emprega mais serenidade na travessia de qualquer provação.

E, assim, com a benção de Deus, encontrarás mais segurança e paz, nas estradas do tem-po, garantindo-te o êxito preciso nos deveres de cada dia, a caminho da vida maior.

Livro: Momentos de Ouro
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

Reconhecer-se


Não se menospreze. Eduque-se.
Não se marginalize. Trabalhe.
Não apenas administre. Obedeça.
Não apenas mande. Faça.
Não condene. Abençoe.
Não reclame. Desculpe.
Não desprimore. Dignifique.
Não ignore. Estude.
Não desajuste. Harmonize.
Não rebaixe. Eleve.
Não escravize. Liberte.
Não ensombre. Ilumine.
Não se lastime. Avance.
Não complique. Simplifique.
Não fuja. Permaneça.
Não dispute. Conquiste.
Não estacione. Renove.
Não se exceda. Domine-se.
Lembre-se: todos nós em tudo, dependemos de Deus, mas os empresários de nosso êxito, em qualquer ocasião, seremos sempre nós mesmos.

Livro: Respostas da Vida
Chico Xavier/André Luiz

Francisco Rebouças
 

domingo, 21 de agosto de 2011

DIANTE DO AUXÍLIO


Emmanuel
Não apenas a cortesia é a força de base que se pede aos outros, a fim de que possamos auxiliar.

Roga-se também o entendimento de profundidade.

Para extinguir a necessidade de natureza física é indispensável ceder daquilo que se possui, mas para suprimir a perturbação, é imperioso doar daquilo que se é.

A incompreensão gera doenças da alma, como sejam o desespero e o azedume, a ira e o desânimo, a inconformação e a rebeldia.

Para quantos se propõem a evitar semelhantes calamidades individuais, é justo saibam encontrar os caminhos adequados para fazê-lo.

Entretecer a simpatia, onde o antagonismo apareça; dissolver o gelo da indiferença nos corações enquistados no egoísmo; diminuir ou sanar a tensão nos temperamentos irritadiços.

Promover a união entre pessoas que se acreditam mutuamente incompatibilizadas; es-timular amigos á prática da solidariedade ou garantir a harmonia entre familiares portadores de tendências diversas reclama espírito de renúncia que a autoridade convencional ou o dinheiro, a influência ou o poder transitório, só por si, não conseguem transmitir, nem improvisar.

Usando a luz da compreensão, examinemos as situações, examinemos as situações difí-ceis para descobrir o meio de liquidá-las ou contorná-las para o bem que nos decidamos a realizar.

Nunca ferir ou acusar, desprimorar ou deprimir.

Amar sempre aos companheiros os companheiros de trabalho, tais quais são e aceitá-los no que possam fazer de bom, em louvor do grupo de serviço a que pertençamos.

Em suma, a caridade, no ato de auxiliar, é comparável à moeda que se caracteriza por duas faces distintas: em uma delas, é natural que busquemos identificar o valor da humildade e na outra é preciso que se veja o brilho tranqüilizante do amor.

Livro: Seara de Fé
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças

Não se impressione com o que os outros dizem.


MANTENHA seu equilíbrio.

O equilíbrio depende da serenidade da mente.

Jamais se aborreça nem se exalte.

Não ligue importância às coisas passageiras que lhe vêm de fora.

Não se impressione com o que os outros dizem.

Siga a conduta ditada por sua consciência, e não perca seu equilíbrio.

Caminhe para a frente, alegre e certo de que há de vencer, por maiores que sejam as dificuldades do caminho.

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino
 
Francisco Rebouças

COBRANÇA


“... de graça recebestes, de graça daí.” Jesus (Mt, 10: 8)

Vez por outra, discute-se no meio espírita a questão do pagamento de taxa de inscrição para participação em eventos doutrinários. É tema delicado, que envolve muitas situações particulares e, às vezes, se choca frontalmente com opiniões até apaixonadas de alguns irmãos. Por isso, merece a atenção e a preocupação daqueles que se propõem ao trabalho espírita, mantendo as atividades sob a sua responsabilidade dentro dos parâmetros saudáveis que não são facilmente verbalizáveis numa lista de “permitido/proibido”, mas intuitivamente sentidos por aqueles que buscam agir com equilí-brio e bom-senso.

É imprescindível tenhamos cuidado constante, muita vigilância e apoio na oração, na busca de diretrizes do Alto, a fim de não levarmos o Movimento Espírita a incidir nos mesmos desvios so-fridos pelo Movimento Cristão que, vagarosa e imperceptivelmente se tornou uma religião institu-cionalizada, hierarquizada, na qual o trato com valores monetários passou, da contribuição espontâ-nea para assistência aos mais necessitados, à fixação de taxas disfarçadas sob vários nomes, encami-nhadas para a manutenção do profissionalismo, construção de prédios e acumulação de riquezas.

Necessário se faz que nós, que abraçamos a Doutrina Espírita – e que temos a certeza inaba-lável da sua missão de reviver o Cristianismo na sua pureza, simplicidade e pujança originais – avali-emos as ações que estão na nossa esfera de decisão, com vistas aos reais objetivos do Espiritismo.

Entre os extremos de dar tudo de graça – inclusive livros – e cobrar entrada ou taxa de inscri-ção para palestras, simpósios, seminários, há um meio-termo ideal, ditado pelo bom-senso.

Mesmo no tocante ao livro, devemos tomar cuidado para que não se estabeleça uma comerci-alização exacerbada, em detrimento da qualidade das obras, como, lamentavelmente, já se vê. O pro-duto da venda do livro espírita deve objetivar o ressarcimento dos custos, ou a manutenção de ativi-dade social. Infelizmente, não é o que se constata em muitos casos, diante do alto preço de obras – algumas de qualidade duvidosa, sob o aspecto doutrinário – que têm sido lançadas no mercado ulti-mamente, muitas das quais vendidas em livrarias ou centros espíritas, cujos dirigentes, muitas vezes, tentados pela obtenção de recursos para melhoria de instalações para ou trabalho assistencial, dei-xam de examiná-las criteriosamente. Não estamos defendendo, com isso, o estabelecimento de um “index”. Só nos move a lembrança de que uma instituição espírita ao divulgar uma obra está – para a maioria das pessoas – dando-lhe aval doutrinário.

O ideal seria que as editoras fossem sociedades civis, dirigidas por conselhos não-remunerados, como acontece nos centros e outras entidades espíritas. Conforme as conveniências, os livros poderiam ser confeccionados em empresas especializadas e as entidades espíritas promoveriam a sua venda a preços capazes de apenas manter as editoras funcionando. Somente os profissionais dessas sociedades seriam assalariados para a prestação de serviços específicos, como existem em muitas entidades espíritas.

Quanto ao pagamento de taxa de inscrição, há pessoas que argumentam não terem as casas espíritas fundos suficientes para cobrir despesas com viagem de expositores, aluguel de auditório, material de trabalho. Daí, argumentam, a necessidade da cobrança de taxa de inscrição.

Será que não há outros meios de se resolver o problema? Sempre chamamos a atenção de companheiros de ideal, dirigentes de casas espíritas, para o fato de necessitarmos de colaboradores financeiros, a fim conseguir recursos para o pagamento de despesas, como água, luz, telefone, mate-rial de limpeza, conservação do imóvel, etc. Há grupos espíritas que têm excesso de escrúpulos no sentido de pedir ao público em geral, levando o ônus financeiro a alguns poucos. Neste particular, lembramos Emmanuel, que aconselhou: “As obras espíritas devem ser mantidas com o pouco de muitos e não o muito de poucos.”

Concordamos que determinados eventos demandam grande movimentação financeira, entre-tanto cremos que há outros meios, que não sejam o de pura cobrança de taxa de inscrição ou ingres-so. São procedimentos mais trabalhosos, mas parece-nos serem mais féis à maneira espírita de agir.

Por exemplo: planeja-se um seminário para algumas centenas de pessoas. Sabemos que há custos: material para estudo, pastas, e, às vezes, aluguel de auditório, serviço de som, etc. Nesse ca-so, por que não fazer um levantamento prévio dos custos e solicitar a contribuição sigilosa e espontâ-nea daquele que se inscreve, alertando que, se todos pudessem pagar, o custo “per capita” seria tal, mas como nem todos dispõem de recursos, pede-se um pouco mais daqueles que podem doar.

Não se estaria assim evitando uma seleção de participantes com base no poder monetário? Como ficaria a situação de uma família que, integrada no movimento espírita, não tivesse recursos para pagamento da taxa?

Alguém, num juízo apressado, poderá dizer que não dará certo, vez que as pessoas não estão preparadas para uma contribuição espontânea. Nesse caso, achamos que seria necessário inicialmente um longo trabalho educativo dessa comunidade, a fim de sensibilizá-la para o exercício da fraterni-dade cristã, o que significaria uma boa base para o posterior aproveitamento de seminários mais teó-ricos.

Se medidas como essas não derem certo, é porque aquela comunidade espírita ainda não está suficientemente madura para empreendimentos mais amplos. Carece-lhe base. Nesse caso, seria pre-ferível a não-realização do evento. O prejuízo para a divulgação da Doutrina Espírita seria menor. Lembremo-nos de que Paulo divulgava o Cristianismo trabalhando em teares alugados, hospedando-se em casa de irmãos, falando diante de pequenos grupos. A divulgação do Cristianismo foi feita num trabalho de “contaminação” quase que de pessoa para pessoa. Não devemos perder isso de vista. Não desejemos trabalhos de “massificação” no Espiritismo. Divulgação doutrinária e evangelização é outra coisa. Lembremo-nos de que, durante mais de um século, o Espiritismo divulgou-se sem co-brança de inscrições e de ingressos e sem essa comercialização desvairada de livros... E divulgou-se muito, de maneira segura. E quando nos assalte a dúvida, é só olharmos para os imensos patrimônios que os nossos predecessores nos deixaram e imaginarmos como eles conseguiram isso tudo.

José Passini
Juiz de Fora MG


Francisco Rebouças

sábado, 20 de agosto de 2011

CURSO PREPARATÓRIO PARA NOVOS PALESTRANTES


CONVITE DO 38o CEUNIT - CURSO PREPARATÓRIO PARA NOVOS PALESTRANTES E RECICLAGEM PARA OS PALESTRANTES.
Compahneiros, segue em anexo os arquivos correspondentes ao curso de novos palestrantes para divulgação nas IE's.
Qualquer dúvida, entrem em contato. 
Inicio do Curso: 19 de setembro de 2011 das 19h00minh às 21h30minh.
Locais: Instituto Espírita Bezerra de Menezes - Salão de Palestras no 5º andar.
Maiores esclarecimentos: Claudia tel. 86815461 ou Leizimar tel. 97539406 / 2619-2944

Francisco Rebouças

Eventos espíritas em Portugal


Leiria – A Associação Espírita de Leiria realizará o XVIII Fórum Nacional Espírita nos dias 9 a 11 de setembro de 2011. O evento traz como tema geral “O Evangelho de Jesus na visão Espírita” e contará com a presença do confrade Haroldo Dutra Dias. Mais informações pelo site http://www.aeleiria.com/





Francisco Rebouças

Maia – A Federação Espírita Portuguesa realizará nos dias 29 e 30 de outubro de 2011 o VIII Congresso Nacional de Espiritismo, cujo tema geral será “A nova era: são chegados os tempos”. Mais informações http://www.cneportugal.org.bido/



Recebido do amigo: Nuno Emmanuel

Francisco Rebouças

"O Espírita Fluminense"


Caros amigos, não percam essa excelente oportunidade de ler o jornal O Espírita Fluminense - Niterói, RJ.

O Espírita Fluminense é o informativo bimensal do Instituto Espírita Bezerra de Menezes (IEBM), fundado em 1907 na cidade de Niterói.

 
Disponibilizado por Marcio Hungria
 
Francisco Rebouças

PRECE DE LOUVOR

Maria Dolores

No louvor que te ofertamos,
Pelas bênçãos que nos dás,
Em forma de luz e paz,
Esperança, fé e amor,
Cantamos nós igualmente:
- Jesus, por todas as crises
Das horas menos felizes,
Louvado sejas, Senhor!...


Pelos instantes de angustia
Que a tristeza nos descerra,
Quando encontramos na Terra
Tribulações a transpor,
Pela ferida que sangra,
Quando a dor nos toma o peito,
Por qualquer sonho desfeito,
Louvado sejas, Senhor!...

Pelas fadigas da luta,
Que travamos dentro em nós,
Quando nos vemos a sós,
Varando sobra e amargor,
Pelos calvários da vida,
Pela cruz com que nos leva,
Vencendo provas e trevas,
Louvado sejas, Senhor!...

Francisco Rebouças

Do Culto Cristão No Lar


Jesus Mandou Alguém
Hilário Silva

O culto do Evangelho no lar havia terminado às sete da noite, e João Pires, com a esposa, filhos e netos, em torno da mesa, esperava o café que a família saboreava depois das orações.

Ana Maria, pequena de sete anos, reclamou:

- Vovô, não sei porque Jesus não vem. Sempre vovô chama por ele nas preces: “Vem Jesus!

Vem Jesus!” e Jesus nunca veio...

O avô riu-se, bondoso, e explicou:

- Filhinha, nós, os espíritas, não podemos pensar assim... O Mestre vive presente conosco em suas lições. E cada pessoa do caminho, principalmente os mais necessitados, são representantes dEle, junto de nós... Um doente é uma pessoa que o Senhor nos manda socorrer, um faminto é alguém que Ele nos recomenda servir...

D. Maria, a dona da casa, nesse momento repartia o café, e, antes que o vovô terminasse, batem à porta.

Ana Maria e Jorge Lucas, irmão mais crescido, correm para atender.

Daí a instantes, voltam, enquanto o menino grita:

- Ninguém não! É só um mendigo pedindo esmola.

- Que é isso? – exclama a senhora Pires, instintivamente – a estas horas?

Ana Maria, porém, de olhos arregalados, aproxima-se do avô e informa, encantada:

- Vovô, é um homem! Ele está pedindo em nome de Jesus. É preciso abrir a porta. Acho que Jesus ouviu a nossa conversa e mandou alguém por Ele...

A família comoveu-se.

O chefe da casa acompanhou a netinha e, depois de alguns instantes, voltaram, trazendo o desconhecido.

Era um velho, aparentando mais de oitenta anos de idade, de roupa em frangalhos e grande barba ao desalinho, apoiando-se em pobre cajado.

Ante a surpresa de todos, com ar de triunfo, a menina segurou-lhe a mão direita e perguntou:

- O senhor conhece Jesus?

Trêmulo e acanhado, o ancião respondeu:

- Como não, minha filha? Ele morreu na cruz por nós todos!

E Ana Maria para o avô:

- Eu não falei, vovô?
O grupo entendeu o ensinamento e o recém-chegado foi conduzido à poltrona. Alimentou-se.

Recebeu tudo o que precisava e João Pires anotou-lhe o nome e endereço para visitá-lo no dia seguinte.

Antes da despedida, a pequena dormiu feliz, e, após abraçar o inesperado visitante, no “até amanhã”, o chefe de família, enxugando os olhos, falou, sensibilizado:

- Graças a Deus, tivemos hoje um culto mais completo.

Caridade, onde estiveres
Lenindo as dores de alguém,
Onde sirva, onde fales,
Jesus estará também.

Auta de Souza

Vi hoje a felicidade...
Ela sorria a caminho,
Na mãe pobre que encontrava
Um pão para o seu filhinho.

Antônio de Castro

Não basta confiar em Jesus; é necessário que Jesus também possa confiar em você.

Irmão X
 
Livro: Idéias e Ilustrações
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

PRIMEIRO Encontro Anual Cairbar Schutel

EAC 2011 - 17 e 18/09/2011

Será realizado nos dias 17 e 18 de Setembro/2011, sábado e domingo, o PRIMEIRO Encontro Anual Cairbar Schutel, que tem como tema central A IMORTALIDADE DA ALMA, UNINDO e CONFRATERNIZANDO OS ESPÍRITAS para estudar e homenagear O Bandeirante do Espiritismo. O Evento será realizado em Matão - SP na EE PROF. HENRIQUE MORATO, localizada na Rua Cesario Motta, 468 Centro. Abertura no sábado às 14 horas e encerramento no domingo às 13 horas. Venha participar. Vagas limitadas. Inscreva-se exclusivamente por este site, a R$ 20,00.
Local: Na EE Prof. Henrique Morato - Rua Cesário Motta, 468, em Matão-SP.
Sábado = Das 14 as 22 horas
Domingo = das 8 horas às 13 horas
Inclui lanche reforçado na tarde/noite de sábado e NÃO inclui almoços.
Mais informações: http://www.usematao.com.br/site/
Francisco Rebouças

A VIDA DOS ESPÍRITOS


Evento: TEATRO PROFISSIONAL ESPÍRITA: A VIDA DOS ESPÍRITOS
Data: Domingo, 28/08/2011 às 18h.
Tema: Um espetáculo que fala de livre-arbítrio e a lei de causa e efeito
Elenco: Cia Spirito Teatral. Fátima Palitot, Itamara Ross e Marcel Cavalcante.
Adaptação e direção: Gilberto Lepenisck
Entrada: R$ 15,00
Classificação: 12 anos
Espaço: 150 lugares
Local: SEAC - Sociedade Espírita Amor e Caridade
Endereço: Rua da Paineira 1071 – Paineiras – Teresópolis.

Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Glória a Kardec

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

De Kardec aos dias de hoje

Muitas Vidas

Divaldo Franco

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Chico Xavier

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel