“O homem que julga infalível a sua razão está bem perto do erro. Mesmo aqueles, cujas ideias são as mais falsas, se apóiam na sua própria razão e é por isso que rejeitam tudo o que lhes parece impossível.” Fonte: O Livro dos Espíritos, introdução VII.

Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).

“Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.”Thiago,3/17

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” João – 15:7

Falar e Fazer

Em se tratando de reforma íntima: “Fácil é dizer como se faz. Difícil é fazer como se diz.” Precisamos fazer mais e dizer menos. Francisco Rebouças.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

AUTO-REALIZAÇÃO DO ADOLESCENTE ATRAVÉS DO AMOR


O amor é sempre o alimento essencial da vida. Em todos os períodos da existência física e espiritual da criatura humana, constitui o estímulo e a sustentação dos objetivos enobrecedores, facultando alegria e propondo metas elevadas para serem alcançadas.

Na infância e na adolescência, representa o mais valioso veículo de auxílio ao desenvolvimento do ser em formação. O seu poderoso elã dá à vida significado e, nesse período inicial da existência planetária, é responsável pelo equilíbrio do desenvolvimento emocional e vital.

Embora se saiba que num corpo jovem encontra-se um Espírito amadurecido ou iniciante nas atividades da evolução, em cada reencarnação o adormecimento das suas potencialidades psíquicas e emocionais faculta-lhe o desabrochar do Deus interno que nele jaz, bem como dos inesgotáveis recursos que procedem do Criador e devem encontrar campo para desenvolvimento.

Graças ao amor presente ou ausente na infância e na juventude, os futuros cidadãos responderão aos desafios existenciais, tornando-se construtores do bem ou perturbadores da ordem, porqüanto o caráter é construído com a afetividade que amadurece, auxiliando a área do discernimento intelectual para o que é certo, deixando à margem o que é incorreto. Essa capacidade de distinguir o que se deve ou não fazer, édecorrência natural da capacidade intelecto-moral. A mente apresenta os opostos e os define, mas o sentimento elege aquele ideal que deve ser vivenciado. Portanto, o amor é força dinâmica da vida a serviço do equilibrio universal, e não terá sido por outra razão que o Apóstolo João afirmou que Deus é amor.

Quando se ama, adquire-se compreensão da vida e se amadurece, desenvolvendo o sentido de crescimento fraternal e de solidariedade. Quando porém se deseja ser amado apenas, então se permanece em infância espiritual, com atraso psicológico na área da emoção, que não discerne os deveres a serem atendidos, exigindo-se direitos aos quais não faz jus. A experiência, portanto, do amor, é relevante no processo da evolução de todos os seres, especialmente o humano. O amor aquece o coração e enriquece a vida, favorecendo com uma visão otimista, que transforma o deserto em jardim e o pântano em pomar.

O adolescente sabe receber o amor, no entanto, pela falta natural de amadurecimento emocional, nem sempre sabe direcioná-lo, mesmo que o sinta, em razão da dificuldade de distinguir o que se trata de sensação, de desejo sexual, de admiração e arrebatamento, do verdadeiro sentimento de afetividade sem exigência, sem agradecimento, sem dependência.

Não é uma peculiaridade apenas do jovem, mas de muitas criaturas que avançaram na faixa etária, mas não saíram da infância emocional.

Lentamente, os sentimentos se vão definindo no adolescente e ele passa, através da socialização, a perceber o que lhe agrada aos sentidos e aquilo que lhe embeleza a emoção, dando-lhe firmeza nas decisões, interesse nas definições e eleição nos postulados que abraça, incluindo as pessoas que o cercam, que constituem os grupos nos quais se movimenta.

Há inúmeras motivações para o amor, que atraem o jovem necessitado de compreensão e de paciência, até o momento em que possa definir os rumos e atividades a desenvolver, de forma a fixar as propostas do sentimento no íntimo, sem perturbação nem ansiedade.

Os exemplos de abnegação na família, de desinteresse imediato quando se ama, de dedicação aos valores de enobrecimento, aos esforços pela conquista dos patamares elevados da nobreza e do caráter, constituem emulação para o jovem resolver-se pela faculdade de amar, ao invés de hipertrofiar esse sentimento nas baixas aspirações dos desejos infrenes e apaixonados que geram dificuldades e escravidão.

O adolescente tem necessidade de ser aceito pelo grupo de companheiros, falar-lhe o mesmo idioma, adotar os mesmos hábitos, participar dos mesmos desportos, empreender as mesmas marchas, partilhar os mesmos valores, as metas idênticas. Esse apelo surge naturalmente e ele é impelido ao meio social quase que por instinto. Se for seguro emocionalmente, terá facilidade de adaptação sem que sofra a influência determinante do conjunto, podendo selecionar aquilo que lhe interessa, deixando de lado o que se lhe apresente como destituído de valor. Se, todavia, sente-se desamado, preterido no lar, prende-se ao novo clã, assumindo uma identidade desconfiada, agressiva e violenta. Noutras vezes, por timidez, pode evitar a socialização e afastar-se, alienando-se.

Quando vitalizado pelo amor da família, tem facilidade de exteriorizar o mesmo sentimento, tornando-se membro ativo e de significação no grupo, face à empatia que desperta e provoca nos demais. Nessa fase, surge-lhe o que se denomina estágio operacional formal, no qual começa a pensar abstratamente, a formular raciocínios em torno do que poderá ser, ao invés de apenas estar como se apresenta. Surge também o perigo do egocentrismo, quando o adolescente começa a contestar os valores dos pais, da família, da sociedade, tornando-se crítico contumaz de tudo quanto observa. Amadurecendo, passa para o desenvolvimento cognitivo, que faculta a instalação do amor, que definirá os rumos da sua identidade social e pessoal. O amor ajuda-o a tornar-se independente da família, isto é, a ter sua própria visão do mundo e dos valores humanos, a conceituar pessoas e regimes, estabelecendo as próprias diretrizes de comportamento. Porque não se trata de um ato de rebeldia, mas de crescimento, o amor se lhe desenvolve enriquecedor, permitindo-lhe a descoberta dos objetivos da vida e os meios para alcançá-los, no que se empenha com afã, atendendo aos estímulos que lhe brotam do mundo interior, das tendências que o acompanham desde a reencarnação anterior, impelindo-o para o triunfo sobre as imperfeições que lhe afeiam a conduta, enquanto descobre os altiplanos felizes do bem-estar emocional, social e espiritual.

A carreira elegida passa a adquirir uma significação relevante, não importando se ela é representativa na sociedade ou não, valorizada pela dedicação a que se entrega, por compreender que é membro ativo do conjunto e não pode falhar, porque isso implicaria em desorganização do meio onde vive.

Sentimentos antes não experimentados de ternura e de devoção brotam no adolescente, que se sente atraído para os ideais mais expressivos da humanidade: política, religião, esportes, ciência, tecnologia, artes... E ao eleger aquele a que se vai dedicar, o faz com ardor e motivação que o engrandecem, e o definem como um homem ou uma mulher de bem, candidatos ambos à renovação da sociedade.

A decisão do adolescente pelos propósitos de elevação da sociedade cria no seu grupo de companheiros uma aceitação irrestrita, porque todos preferem aqueles que são alegres, joviais, cordatos, idealistas, que ofereçam alguma contribuição para os demais, o que somente o amor pode proporcionar. As dificuldades no relacionamento infantil e juvenil propõem cidadãos, no futuro, inquietos, delinqüentes, com sérios distúrbios no ajustamento sexual e noutras formas de comportamento, como efeito da falta de amor neles mesmos e nos demais que os não atenderem convenientemente no lar, na escola, no clã de origem, em razão do seu temperamento instável e desagradável ou motivo outro qualquer...

O amor, na adolescência, é o grande definidor de rumos para toda a existência e o único tesouro que autoplenifica, auto-realiza, modelando uma vida saudável.

Livro: Adolescência e Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

CONTA DE SI



“De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 12.)

É razoável que o homem se consagre à solução de todos os problemas alusivos à esfera que o rodeia no mundo; entretanto, é necessário saiba a espécie de contas que prestará ao Supremo Senhor, ao termo das obrigações que lhe foram cometidas.

Inquieta-se a maioria das criaturas com o destino dos outros, descuidadas de si mesmas. Homens existem que se desesperam pela impossibilidade de operar a melhoria de companheiros ou de determinadas institu ições.

Todavia, a quem pertencerão, de fato, os acervos patrimoniais do mundo? A resposta é clara, porque os senhores mais poderosos desprender-se-ão da economia planetária, entregando-a a novos operários de Deus para o serviço da evolução infinita.

O argumento, contudo, suscitará certas perguntas dos cérebros menos avisados. Se a conta reclamada refere-se ao círculo pessoal, que tem o homem a ver pelas contas de sua família, de sua casa, de sua oficina? Cumpre-nos, então, esclarecer que os companheiros da intimidade doméstica, a posse do lar, as finalidades do agrupamento em que se trabalha, pertencem ao Supremo Senhor, mas o homem, na conta que lhe é própria, é obrigado a revelar sua linha de conduta para com a família, com a casa em que se asila, com a fonte de suas atividades comuns. Naturalmente, ninguém responderá pelos outros; todavia, cada espírito, em relacionando o esforço que lhe compete, será compelido a esclarecer a sua qualidade de ação nos menores departamentos da realização terrestre, onde foi chamado a viver.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

domingo, 8 de agosto de 2010

PAI, ALEGRIA NO LAR!

Com esta singela poesia, quero homenagear todos os Pais do planeta, rogando a Deus que os abençôe, e brinde com um dia de alegria e felicidade na companhia de seus queridos filhos e demais familiares.

Pai, sejas tu, como Deus criou...
Com toda experiência vivenciada,
Teu coração é abrigo, de fada,
A quem ele nos confiou.


Pai, querido, laboras o dia inteiro,
Pr'a nos trazer, o alimento sagrado
Da manutenção do nosso bom estado,
Visando para nós um futuro alvissareiro.


Te dedicas, a nós, noite e dia
Na faina dessa dura luta,
Enfrentando com coragem a labuta,
Com disposição, honestidade e alegria.


Bem-disposto, esperançoso e certo,
Da ajuda de Deus a teus projetos,
Trabalhas confiante, tenaz e esperto
Tendo a foto da tua família sempre por perto.


Nós, aqui ficamos, a rogar ao criador...
Que te mantenha em sua guarda,
Para que contigo, e, em tua estrada,
A lide do teu dia, não te traga dissabor.


Quando ouço tua voz de regresso!
Me, enterneço e, feliz a Deus agradeço...
Oro aliviado, e em teu nome ofereço,
Ao Pai criador, por tua volta e teu sucesso.


Envolvo-te, em terno abraço,
Externando minha contagiante emoção,
Que sai como uma espontânea canção,
Do meu coração, extasiado, que nem percebo que faço.


Por tua presença sublime, afastando de nós, qualquer aflição.
Agradeço-te Pai, por tudo que nos ofertas,
Com tuas sábias e pacientes conversas,
Nos envolvendo em amor, ternura e compreensão.

Uma homenagem aos Pais, por:

Francisco Rebouças

Pai, Herói e Companheiro

Pai

a tua presença constante
o olhar às vezes distante
me fazem te admirar

Pai

o teu abraço apertado
mãos firmes e sempre ao meu lado
me dão forças pra caminhar

Pai

o teu sorriso ilumina
a tua voz me fascina
me acalma nas horas de dor

Pai

amigo, herói, companheiro,
sincero, leal, verdadeiro
o meu exemplo de amor

Pai

hoje eu quero te agradecer
ter me dado o dom de viver
de ser forte, crescer e lutar

Pai

quero dar-te um abraço bem forte
e sorrir bem feliz pela sorte:
ser teu filho e poder te abraçar

(Leonardo André)

Francisco Rebouças

Feliz dia dos Pais


Não poderia neste dia deixar de cumprimentar os Pais de todo o planeta, e dizer-lhes o quanto somos gratos por tudo que realizaram e realizam emprol da alergria e felicidade da  família.

A você pai, que ama seus filhos e zela pela formação de homens e mulheres de bem, dando-lhes carinho e educação, nossos agradecimentos e nossas preces a Deus nosso Pai Maior, para que o guarde, inspire e abençôe, e que sua plantação nobre no coração de seus filhos, possa te retribuir com a felicidade de ter uma família que te ame e respeite por toda a tua existência.

Que este dia seja de felicidade para teu coração de Pai zeloso, responsável e amoroso e que a companhia de teus filhos te proporcione hoje, a alegria de vê-los felizes a te abraçar e agradecer por tudo.

Um grande abraço, PAI!    

Francisco Rebouças

sábado, 7 de agosto de 2010

Estudando o espiritismo - E.S.E.


O Espiritismo

5. O Espiritismo é a ciência nova que vem revelar aos homens, por meio de provas irrecusáveis, a existência e a natureza do mundo espiritual e as suas relações com o mundo corpóreo. Ele no-lo mostra, não mais como coisa sobrenatural, porém, ao contrário, como uma das forças vivas e sem cessar atuantes da Natureza, como a fonte de uma imensidade de fenômenos até hoje incompreendidos e, por isso, relegados para o domino do fantástico e do maravilhoso. E a essas relações que o Cristo alude em muitas circunstâncias e dai vem que muito do que ele disse permaneceu ininteligível ou falsamente interpretado. O Espiritismo é a chave com o auxilio da qual tudo se explica de modo fácil.

6. A lei do Antigo Testamento teve em Moisés a sua personificação; a do Novo Testamento tem-na no Cristo. O Espiritismo é a terceira revelação da lei de Deus, mas não tem a personificá-la nenhuma individualidade, porque é fruto do ensino dado, não por um homem, sim pelos Espíritos, que são as vozes do Céu, em todos os pontos da Terra, com o concurso de uma multidão inumerável de intermediários. É, de certa maneira, um ser coletivo, formado pelo conjunto dos seres do mundo espiritual, cada um dos quais traz o tributo de suas luzes aos homens, para lhes tornar conhecido esse mundo e a sorte que os espera.

7. Assim como o Cristo disse: "Não vim destruir a lei, porém cumpri-la", também o Espiritismo diz: "Não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução." Nada ensina em contrário ao que ensinou o Cristo; mas, desenvolve, completa e explica, em termos claros e para toda gente, o que foi dito apenas sob forma alegórica. Vem cumprir, nos tempos preditos, o que o Cristo anunciou e preparar a realização das coisas futuras. Ele é, pois, obra do Cristo, que preside, conforme igualmente o anunciou, à regeneração que se opera e prepara o reino de Deus na Terra.
 
Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - FEB, 112ª edição, itens 5 a 7.
 
Francisco Rebouças

Dádivas menosprezadas

O GRANDE Rei, a princípio, não levou em consideração tamanhos desatinos.

— “Os filhos eram ainda muito jovens — afirmava ele aos cooperadores fiéis.

E, interessado em auxiliar os pequenos príncipes com todos os recursos ao seu alcance, mandou que os mensageiros lhes trouxessem embarcações para incentivarem as relações amigas uns com os outros; maquinaria com que revolvessem o solo, facilitando os serviços da lavoura; carros para auxilia-los nos transportes e teares para a confecção de tecidos diversos. Preocupado, ainda, em tornar a vida mais agradável na grande escola, o Pai Amoroso determinou aos colaboradores que ensinassem aos príncipes o alfabeto com que pudessem fixar os pensamentos, a arte para embelezarem o santuário doméstico e a indústria e o comércio a fim de desenvolverem a fraternidade e o espírito de serviço.

Os filhos do Grande Rei, todavia, longe de se aproveitarem de tantos bens para serem mais sábios e compassivos, utilizaram os recursos divinos para fomentar a discórdia e a destruição, chegando alguns deles a sustentar o secreto desejo de serem mais poderosos que o próprio Pai, aniquilando-o, talvez.

Livro: Os Filhos do Grande Rei
Chico Xavier/Espírito Veneranda
 
Francisco Rebouças

Ame e respeite seu planeta!


A terra espera pelo seu auxílio.

Ela lhe dá o ar para respirar, desde que nasceu, a água para dessedentá-lo, o alimento para sustentá-lo, a residência para protegê-lo, e você, que é que dá em retribuição?

Está contribuindo para a prosperidade da terra que o recebe de braços abertos permitindo-lhe a evolução e o aprendizado?

Não se esqueça de que a terra espera pelo seu auxílio!

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino

Francisco Rebouças

DEVERES DOS PAIS


Por impositivo da sabedoria divina, no homem a infância demora maior período do que em outro animal qualquer.

Isto, porque, enquanto o Espírito assume, a pouco e pouco, o controle da organização fisiológica de que se serve para o processo evolutivo, mais fácil se fazem as possibilidades para a fixação da aprendizagem e a aquisição dos hábitos que o nortearão por toda a existência planetária.

Como decorrência, grande tarefa se reserva aos pais no que tange aos valores da educação, deveres que não podem ser postergados sob pena de lamentáveis conseqüências.

Os filhos — esse patrimônio superior que a Divindade concede por empréstimo —, através dos liames que a consangüinidade enseja, facultam o reajustamento emocional de Espíritos antipáticos entre si, a sublimação de afeições entre os que já se amam, o caldeamento de experiências e o delinear de programas de difícil estruturação evolutiva, pelo que merecem todo um investimento de amor, de vigilância e de sacrifício por parte dos genitores.

A união conjugal propiciatória da prole edificada em requisitos legais e morais constitui motivo relevante, que não deve ser confundida com as experiências do prazer, que se podem abandonar em face de qualquer conjuntura que exige reflexão, entendimento e renúncia de algum ou de ambos nubentes.

Os deveres dos pais em relação aos filhos estão inscritos na consciência.

Evidentemente as técnicas psicológicas e a metodologia da educação tornam-se fatores nobres para o êxito desse cometimento. Entretanto, o amor — que tem escasseado nos processos modernos da educação com lamentáveis resultados — possui os elementos essenciais para o feliz desiderato.

No compromisso do amor, estão evidentes o companheirismo, o diálogo franco, a solidariedade, a indulgência e a energia moral de que necessitam os filhos, no longo processo da aquisição dos valores éticos, espirituais, intelectuais e sociais.

No lar, em conseqüência, prossegue sendo na atualidade de fundamental importância no complexo mecanismo da educação.

Nesse sentido, é de essencial relevância a lição dos exemplos, a par da assistência constante de que necessitam os caracteres em formação, argila plástica que deve ser bem modelada.

No capítulo da liberdade, esse falar basilar, nunca deixar esquecido o dever da responsabilidade. Liberdade de ação e responsabilidade dos atos, ajudando no discernimento desde cedo entre o que se deve, convém e se pode realizar.

Plasma, na personalidade em delineamento do filhinho, os hábitos salutares.

Diante dele, frágil de aparência, tem em mente que se trata de um Espírito comprometido com a retaguarda, que recomeça a experiência a penastes, e que muito depende de ti.

Nem o excesso de severidade para com ele, nem o acúmulo de receios injustificados, em relação a ele, ou a exagerada soma de aflição por ele.

Fala-lhe de Deus sem cessar e ilumina-lhe a consciência com a flama da fé rutilante, que lhe deve lucilar no íntimo como farol de bênçãos para todas as circunstâncias.

Ensina-lhe a humildade ante a grandeza da vida e o respeito a todos, como valorização preciosa das concessões divinas.

O que lhe não concedas por negligência, ele te cobrará depois.

Se não dispões de maiores ou mais valiosos recursos para dar-lhe, ele saberá reconhecer, e, por isso, mais te amará.

Todavia, se olvidaste de ofertar-lhe o melhor ao teu alcance também ele compreenderá e, quiçá, reagirá de forma desagradável.

Os pais educam para a sociedade, quanto para si mesmos.

Examina a tua vida e dela retira as experiências com que possas brindar a tua prole.

Tens conquistas pessoais, porquanto já trilhastes o caminho da infância, da adolescência e sabes de moto próprio discernir entre os erros e acertos dos teus educadores, identificando o que de melhor possuis para dar.

Não te poupes esforços na educação dos filhos.

Os pais assumem desde antes do berço com aqueles que receberão na condição de filhos compromissos e deveres que devem ser exercidos, desde que serão, também, por sua vez, meios de redenção pessoal perante a consciência individual e a Cósmica que rege os fenômenos da vida, nos quais todos estamos mergulhados.

Livro: Leis Morais da Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

Estudando o espiritismo - LE

Caros amigos e irmãos, estamos dando continuidade ao estudo da doutrina espírita com as questões 147 a 148 do Livro dos Espíritos.
Estude Conosco!
Materialismo


147. Por que é que os anatomistas, os fisiologistas e, em geral, os que aprofundam a ciência da Natureza, são, com tanta freqüência, levados ao materialismo?

“O fisiologista refere tudo ao que vê. Orgulho dos homens, que julgam saber tudo e não admitem haja coisa alguma que lhes esteja acima do entendimento. A própria ciência que cultivam os enche de presunção. Pensam que a Natureza nada lhes pode conservar oculto.”

148. Não é de lastimar que o materialismo seja uma conseqüência de estudos que deveriam, contrariamente, mostrar ao homem a superioridade da inteligência que governa o mundo? Deve-se daí concluir que são perigosos?

“Não é exato que o materialismo seja uma conseqüência desses estudos. O homem é que deles tira uma conseqüência falsa, pela razão de lhe ser dado abusar de tudo, mesmo das melhores coisas. Acresce que o nada os amedronta mais do que eles quereriam que parecesse, e os espíritos fortes, quase sempre, são antes fanfarrões do que bravos. Na sua maioria, só são materialistas porque não têm com que encher o vazio do abismo que diante deles se abre. Mostrai-lhes uma âncora da salvação e a ela se agarrarão pressurosamente.”

Por uma aberração da inteligência, pessoas há que só vêem nos seres orgânicos a ação da matéria e a esta atribuem todos os nossos atos. No corpo humano apenas vêem a máquina elétrica; somente pelo funcionamento dos órgãos estudaram o mecanismo da vida, cuja repetida extinção observaram, por efeito da ruptura de um fio, e nada mais enxergaram além desse fio.

Procuraram saber se alguma coisa restava e, como nada acharam senão matéria, que se tornara inerte, como não viram a alma escapar-se, como não a puderam apanhar, concluíram que tudo se continha nas propriedades da matéria e que, portanto, à morte se seguia a aniquilação do pensamento. Triste conseqüência, se fora real, porque então o bem e o mal nada significariam, o homem teria razão para só pensar em si e para colocar acima de tudo a satisfação de seus apetites materiais; quebrados estariam os laços sociais e as mais santas afeições se romperiam para sempre. Felizmente, longe estão de ser gerais semelhantes idéias, que se podem mesmo ter por muito circunscritas, constituindo apenas opiniões individuais, pois que em parte alguma ainda formaram doutrina.. Uma sociedade que se fundasse sobre tais bases traria em si o gérmen de sua dissolução e seus membros se entredevorariam como animais ferozes.

O homem tem, instintivamente, a convicção de que nem tudo se lhe acaba com a vida. O nada lhe infunde horror. É em vão que se obstina contra a idéia da vida futura. Ao soar o momento supremo, poucos são os que não inquirem do que vai ser deles, porque a idéia de deixar a vida para sempre algo oferece de pungente. Quem, de fato, poderia encarar com indiferença uma separação absoluta, eterna, de tudo o que foi objeto de seu amor?

Quem poderia ver, sem terror, abrir-se diante si o imensurável abismo do nada, onde se sepultassem para sempre todas as suas faculdades, todas as suas esperanças, e dizer a si mesmo: Pois que! depois de mim, nada, nada mais, senão o vácuo, tudo definitivamente acabado; mais alguns dias e a minha lembrança se terá acabado; mais alguns dias e a minha lembrança se terá apagado da memória dos que me sobreviverem; nenhum vestígio dentre em pouco, restará da minha passagem pela Terra; até mesmo o bem que fiz será esquecido pelos ingratos a quem beneficiei. E nada, para compensar tudo isto, nenhuma outra perspectiva, além da do meu corpo roído pelos vermes!

Não tem este quadro alguma coisa de horrível, de glacial? A religião ensina que não pode ser assim e a razão no-lo confirma. Mas, uma existência futura, vaga e indefinida não apresenta o que satisfaça ao nosso desejo do positivo. Essa, em muitos, a origem da dúvida. Possuímos alma, está bem; mas, que é a nossa alma? Tem forma, uma aparência qualquer?

É um ser limitado, ou indefinido? Dizem alguns que é um sopro de Deus, outros uma centelha, outros uma parcela do grande Todo, o princípio da vida e da inteligência. Que é, porém, o que de tudo isto ficamos sabendo? Que nos importa ter uma alma, se, extinguindo-se-nos a vida, ela desaparece na imensidade, como as gotas d’água no Oceano? A perda da nossa individualidade não eqüivale, para nós, ao nada? Diz-se também que a alma é imaterial. Ora, uma coisa imaterial carece de proporções determinadas. Desde então, nada é, para nós. A religião ainda nos ensina que seremos felizes ou desgraçados, conforme ao bem ou ao mal que houvermos feito. Que vem a ser, porém, essa felicidade que nos aguarda no seio de Deus? Será uma beatitude, uma contemplação eterna, sem outra ocupação mais do que entoar louvores ao Criador? As chamas do inferno serão uma realidade ou um símbolo? A própria Igreja lhes dá esta última significação; mas, então, que são aqueles sofrimentos? Onde esse lugar do suplício? Numa palavra, que é o que se faz, que é o que se vê, nesse outro mundo que a todos nos espera?

Dizem que ninguém jamais voltou de lá para nos dar informações.

É erro dizê-lo e a missão do Espiritismo consiste precisamente em nos esclarecer acerca desse futuro, em fazer com que, até certo ponto, o toquemos com o dedo e o penetremos com o olhar, não mais pelo raciocínio somente, porém, pelos fatos. Graças às comunicações espíritas, não se trata mais de uma simples presunção, de uma probabilidade

sobre a qual cada um conjeture à vontade, que os poetas embelezem com suas ficções, ou cumulem de enganadoras imagens alegóricas. É a realidade que nos aparece, pois que são os próprios seres de além-túmulo que nos vêm escrever a situação em que se acham, relatar o que fazem, facultando-nos assistir, por assim dizer a todas as peripécias da nova vida que lá vivem e mostrando-nos, por esse meio, a sorte inevitável que nos está reservada, de acordo com os nossos méritos e deméritos. Haverá nisso alguma coisa de anti-religioso?

Muito ao contrário, porquanto os incrédulos encontram aí a fé e os tíbios a renovação do fervor e da confiança. O Espiritismo é, pois, o mais potente auxiliar da religião. Se ele aí está, é porque Deus o permite e o permite para que as nossas vacilantes esperanças se revigorem e para que sejamos reconduzidos à senda do bem pela perspectiva do futuro.

Fonte: O Livro dos Espíritos - FEB. 76ª edição

Francisco Rebouças

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Acontece no KSSF na Flórida - EUA

Caros amigos, o KSSF - Kardecian Study Society of Florida, realizará seu tradicional Café da Manhã, para o qual conta com a presença de todos os que puderem prestigiar mais este evento espírita.

Data29 de agosto de 2010;
Endereço: 254 SW 12th Avenue - Deerfield Beach, FL 33442-3104.


Compareça, prestigie, divulgue!

Francisco Rebouças

XI Encontro da Doutrina com o Direito

Caros amigos, o I.E.B.M. Instituto Espírita Bezerra de Menezes está convidando a todos para o XI Encontro da Doutrina Espírita com o Direito, que se realizará em sua sede à Rua Coronel Gomes Machado, 140, Centro - Niterói/RJ.

Data: 28/08/2020;

Horário: das 15 às 19h.

Clique no cartaz para vê-lo ampliado e saiba de todos os detalhes do evento.

Prestigie, divulgue!

Francisco Rebouças

Palestra espírita em Barra do Piraí

Caros amigos, segue o convite  para a palestra intitulada “MARIA MADALENA – exemplo de desapego”, que integra o Projeto “Exemplos Cristãos”, desenvolvido pelo Centro Espírita Irmã Cárita, com o objetivo de estimular o conhecimento de alguns vultos que, por seus atos, são dignos de servir de modelo.

A apresentação está a cargo de um dos trabalhadores da primeira hora do Centro Espírita Irmã Cárita, Braz Magno.

Data: 14/08/2010 às 19:30h.
O local do evento será na sede da Instituição, localizada à Rua João Batista Filho, 527, bairro União, em Barra do Piraí.

Sua presença muito nos alegrará.

Um grande e fraterno abraço.

“…a verdadeira fortaleza de uma casa espírita, sob o ponto de vista da sua função na Terra, não está nos alicerces de concreto, e sim no estudo e vivência do aspecto doutrinário…”.
 
Compareça, divulgue!
 
 
Francisco Rebouças

Pensamentos Universais

"Uma única árvore não faz uma floresta."

"Uma bela flor é incompleta sem suas folhas."

"Cada pessoa equivale a um grão de areia, mas uma multidão é como uma pedra de ouro."

"Cortesia é sinal de pessoa civilizada."

Livro: Pensamentos Universais
Divesos Autores

Francisco Rebouças

O PEQUENO ABORRECIMENTO



Um moço de boas maneiras, incapaz de ofender os que lhe buscavam o concurso amigo, sempre meditava na. Vontade de Deus, disposto a cumpri-la.

Certa vez, muito preocupado com o horário, aproximou-se de um pequeno ônibus, com a intenção de aproveitá-lo para a travessia de extenso trecho da cidade em que morava, mas, no momento exato em que o ia fazer, surgiu-lhe à frente um vizinho, que lhe prendeu a atenção para longa conversa.

O rapaz consultava o relógio, de segundo a segundo, deixando perceber a pressa que o levava a movimentar-se rápido, mas o amigo, segurando-lhe o braço, parecia desvelar-se em transmitir-lhe todas as minudências de um caso absolutamente sem importância.

Contrafeito com a insistência da conversação aborrecida e inútil, o jovem ouvia o companheiro, por espírito de gentileza, quando o veículo largou sem ele.

Daí a alguns minutos, porém, correu inquietante notícia.

A máquina estava sendo guiada por um condutor embriagado e precipitara-se num despenhadeiro, espatifando-se.

Ouvindo com paciência uma palestra incômoda, o moço fora salvo de triste desastre.

O jovem refletiu sobre a ocorrência e chegou à conclusão de que, muitas vezes, a Vontade Divina se manifesta, em nosso favor, nas pequenas contrariedades do caminho, ajudando-nos a cumprir nossos mais simples deveres, e passou a considerar, com mais respeito e atenção, as circunstâncias inesperadas que nos surgem à frente, na esfera dos nossos deveres de cada dia.

Livro: Pai Nosso
Chico Xavier/Meimei

Francisco Rebouças

EXAMINANDO A DESENCARNAÇÃO



Fatalidade biológica, a morte, ou seja a mudança de uma forma para outra, por impositivo da necessidade de transformações incessantes, começa quando ocorrem as primeiras expressões da vida.

No homem, por exemplo, em cada segundo, no seu aparelho circulatório, morrem um milhão de hemácias que são aproveitadas por células especiais, no fígado, para a elaboração de outras, graças ao ferro que é delas extraído.

Segundo alguns biólogos, em cada sete anos, o corpo humano se renova quase integralmente, à exceção das células nervosas, graças ao processo de transformação ou morte que ocorre na estrutura somática.

Modificações incessantes em que a matéria assume a forma energética e esta se adensa em novas expressões físicas, a, morte da aparência é uma constante indispensável à evolução.

Do resfriamento da energia que se condensa em matéria, da dissociação das moléculas para o retorno à energia, no homem, o espírito, que é o modelador da forma, sofre na sua intimidade os diversos fenômenos de aglutinação e desagregação estrutural.

Morrer, portanto, ou desencarnar, significa, somente, mudar de estado.

A desencarnação tem início de dentro para fora do corpo, nos tecidos sutis do perispírito, que condicionado a vibrações especiais, encarregadas de manterem a vitalidade físiopsíquica, começam a perder a sintonia, por cuja exteriorização mantêm nas suas órbitas as moléculas constitutivas da matéria.

Mesmo nas ocorrências da desencarnação violenta, por circunstâncias de vária ordem, não obstante a morte fisiológica por interrupção da corrente mantenedora da vitalidade, o processo desencarnatório só a pouco e pouco se consuma, através da liberação dos liames psicossomáticos que se encontram imantados ao corpo.

Disso decorrem as sensações violentas, danosas, aflitivas que experimentam os desencarnados, ainda imantados à carne, que são à violência arrancados da estrutura material, sem o correspondente desligamento dos núcleos vitalizadores pelo processo paulatino da dissociação liberativa.

As expressões cadavéricas, em tais casos, transitam em forma de dor ou angústia, dos tecidos em decomposição ao espírito, mediante a complexa rede de filamentos semi-materiais que se fixam nas intimidades celulares, encarregadas do processo aglutinador dos átomos nas realidades das funções e formas fisiológicas.

Expressiva a contribuição da mente no processo desencarnatório. Seja o hábito salutar do desprendimento, exercitado pelo espírito encarnado, seja a lembrança mental dos que se vinculam aos desencarnados, as vibrações se transformam em sensações, produzindo, obviamente, liberação ou cativeiro do espírito às formas materiais, conquanto muitas vezes reduzidas a resíduos já em fase final de fusão na química inorgânica do subsolo ou nas carneiras em que jazem.

Comumente, após o desaparecimento da forma, as construções mentais, elaboradas em contínuas fixações nos centros da memória espiritual, se encarregam de reproduzir nas telas sensíveis do perispírito as formas-pensamento que se transformam em suplício de demorado curso, — fantasmas que se corporificam e se atam ao desencarnado, angustiando-o e atemorizando-o — até que a dor corretiva, por paulatino processo de coercitivo desgaste das imagens vitalizadas, desapareça dos painéis mentais.

O mesmo ocorre no campo da organização semática, quando o espírito sofre a constrição das elaborações mentais, a elas submetendo-se, e experimentando o efeito do seu efeito —, círculo vicioso, dominante — que somente se modifica ao império da renovação interior, através de registros salutares que realizarão o ministério da paz, como resultante das conseqüências favoráveis que decorrem dessas causas edificantes.

Descontrai-te, libertando-te do medo, das paixões, das limitações e voa na direção das paisagens superiores, a fim de que a desencarnação, cujo processo lento já experimentas sem que o saibas, em se consumando, não te agrilhoe ao mundo das formas de que necessitas desvincular-te.

Dia chegará em que o teu processo reencarnatório culminará com a cessação dos ciclos vibratórios no corpo e terás que pairar além e acima das circunstâncias materiais, desencarnado, porém vivo, morto na forma, no entanto, em transformações de dentro para fora, prosseguindo na direção da Vida Abundante.

“O que crê em mim, ainda que esteja morto, viverá”.

João: capítulo 11º, versículo 25.

“A própria destruição, que aos homens parece o têrmo final de todas as coisas, é apenas um meio de chegar-se, pela transformação, a um estado mais perfeito, visto que tudo morre para renascer e nada sofre o aniquilamento”.

Capítulo 3º — Item 19.

Livro: Florações Evangélicas
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

SABER E FAZER

“Se sabeis estas coisas, bem-aventurados sois se as fizerdes.” — Jesus. (JOÃO, capítulo 13, versículo 17.)

Entre saber e fazer existe singular diferença. Quase todos sabem, poucos fazem. Todas as seitas religiosas, de modo geral, somente ensinam o que constitui o bem. Todas possuem serventuários, crentes e propagandistas, mas os apóstolos de cada uma escasseiam cada vez mais.

Há sempre vozes habilitadas a indicar os caminhos. É a palavra dos que sabem.

Raras criaturas penetram valorosamente a vereda, muita vez em silêncio, abandonadas e incompreendidas. É o esforço supremo dos que fazem.

Jesus compreendeu a indecisão dos filhos da Terra e, transmitindo-lhes a palavra da verdade e da vida, fez a exemplificação máxima, através de sacrifícios culminantes.

A existência de uma teoria elevada envolve a necessidade de experiência e trabalho. Se a ação edificante fosse desnecessária, a mais humilde tese do bem deixaria de existir por inútil.

João assinalou a lição do Mestre com sabedoria. Demonstra o versículo que somente os que concretizam os ensinamentos do Senhor podem ser bem-aventurados. Aí reside, no campo do serviço cristão, a diferença entre a cultura e a prática, entre saber e fazer.
 
Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

NA SEARA MEDIÚNICA



“Todas as imperfeições morais são tantas portas abertas ao acesso dos maus Espíritos. A quem, porém, eles exploram com mais habilidade é o orgulho, porque é a que a criatura menos confessa a si mesma. O orgulho tem pedido muitos médiuns dotados das mais belas faculdades e que, se não fora essa imperfeição, teriam podido tornar-se instrumentos notáveis e muito úteis, ao passo que presas de Espíritos mentirosos, suas faculdades, depois de se haverem pervertido, aniquilaram-se e mais de um se viu humilhado por amaríssimas decepções.”
O LIVRO DOS MÉDIUNS 2ª parte, Capítulo 20º — Item 228.

Sim, gostarias de contribuir.

Almejas cooperar na seara dos médiuns e com satisfação nomeias os dons de que eles são investidos.

Este vê as Entidades angélicas e deslumbra-se com a percepção visual dilatada.

Esse ouve as mensagens transcendentes e renova-se para as tarefas difíceis da existência.

Essoutro incorpora Instrutores lúcidos e transforma a boca em instrumento sublime de orientação e consolo.

Aquele escreve em circunstâncias especiais, e as mãos se convertem em raios de luz a esparzirem páginas sublimes.

Aqueloutro aplica recursos magnéticos e a saúde escorre pelos seus dedos revigorando a todos.

Outro mais, inspirado pelas Altas-Potestades, injeta alento novo nos corações, traçando roteiros abençoados para o mundo.

Mais outro e outros tantos materializam, levitam, desdobram-se, realizam intervenções cirúrgicas em pleno transe, construindo a fé nos corações.

Assim pensas, assim crês.

Mas não são exatas as tuas conclusões.

Muitos beneficiários da mediunidade desertam da seara do dever.

Mediunidade não é apenas campo experimental com laboratório de fórmulas mágicas. É solo de serviço edificante tendo por base de trabalho o sacrifício e a renúncia pessoal.

Médiuns prodígios sempre os houve na Humanidade. Também passaram inúteis como aves de bela plumagem que o tempo destruiu e desconsiderou.

Com o Espiritismo, que fez renascer o Cristianismo puro, somos informados da mediunidade-serviço-santificante e com essa bênção descobrimos a honra de ajudar.

Não te empolgues apenas com as notícias dos Mundos Felizes.

Há muita dor em volta de ti, e até atingires as Esferas Sublimes há muito que fazer.

Almas doentes em ambos os planos enxameiam em volta da mediunidade.

Dedicando-te à seara mediúnica não esqueças de que todos os começos são difíceis e de que a visão colorida e bela somente surge em toda a sua grandeza aos olhos que se acostumaram às paisagens aflitivas onde o sofrimento fez morada...

Para que os Mentores Espirituais possam utilizar-te mais firmemente faz-se necessário conhecer tua capacidade de serviço em favor dos semelhantes.

Antes de pretenderes ser instrumento dos desencarnados acostuma-te a ser portador da luz clara da esperança onde estejas e com quem estejas, para que ela em se apagando no teu archote não se faça “sombra na sombra”.

Livro: Espírito e Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Por uma humanidade verdadeiramente cristã

Parece-nos óbvio, que definitivamente chegou a hora dos ensinamentos contidos no Evangelho de Jesus, fazerem parte dos hábitos individuais e coletivos de nossa sociedade, e, nesse particular, a Religião desempenha função importantíssima no contexto das diversificadas filosofias onde uma vez mais, a Doutrina Espírita assume um papel de destaque nos dias da atualidade que vivenciamos.

Não quero aqui puxar brasa para nossa sardinha, mas, simplesmente dar testemunho do excelente momento que o Espiritismo desfruta em todos os seus aspectos, científico, filosófico e religioso. Científico, pelas descobertas da ciência comprovando em diversos campos das pesquisas científicas a verdade apregoada pela filosofia espírita, que defende a fé de forma raciocinada e em perfeita harmonia com a razão. Mas, é no campo religioso que a doutrina dos Espíritos está realmente demonstrando toda pujança contida em seu conteúdo ético-moral, o que nos faz constatar a procura de uma quantidade crescente de pessoas que estão buscando os conhecimentos de nossa doutrina, para encontrarem os argumentos seguros que lhes possam convencer de forma racional a certeza de que a vida jamais cessa quer no plano físico, no mundo material dos homens encarnados, quer no plano espiritual, mundo dos espíritos desencarnados.

Isto porque, só o Espiritismo nos faz reviver de forma racional e sem mistérios os ensinos transmitidos por Jesus em seu sentido primitivo, trazidos ao conhecimento da humanidade pelo próprio Mestre de Nazaré, quando aqui esteve entre nós, ensinos esses, despidos de todas as injunções clericais, ou de qualquer tipo de dogmas introduzidos posteriormente pelos homens que confrontam a razão, fazendo com que o espírito se demore com tolices e crendices que só servem para retardar o momento do início de sua renovação moral que deve empreender o quanto antes para sua ascensão ao encontro da felicidade e pureza a que está destinado pela Soberana Sabedoria do Universo.

O Espiritismo sendo o cristianismo redivivo ensina-nos a desenvolver a fonte das virtudes cristalinas que jazem latentes em nosso Ser Imortal, para nos tornar aptos a pleitear elevadas posições na Seara do Mestre de Nazaré, diante das necessidades que temos de servir na lavoura do bem em nosso próprio benefício e do nosso próximo que caminha conosco.

A proposta espírita é um apelo ao cristão sensato para que nos utilizemos da bênção da inteligência, para que a razão possa falar mais alto que os sentimentos, na busca pela elevação da nossa maneira de proceder para que ajamos sempre com dignidade, no pensar, falar e fazer, de acordo com os princípios da verdade praticada e ensinada por Jesus nosso Mestre e Guia.

A doutrina espírita nos assevera de forma incisiva que: “Fora da Caridade não há salvação”, para que entendamos em definitivo que o amor em forma de ação é a chave da porta que nos dá acesso à felicidade e à paz da consciência que tanto procuramos encontrar sem que consigamos por outros meios, pois, só há um caminho a ser seguido como Ele mesmo nos afiançou “Eu sou o caminho a verdade e a vida, ninguém vai ao pai senão por mim”.

Hoje a ação dos Espíritos na difusão dos conhecimentos espirituais é facilmente perceptível a quem tiver o mínimo de sensibilidade e disposição para constatar através das inúmeras maneiras que Eles encontraram para nos mostrar a realidade da vida além da vida, através das novelas com essa temática, dos diversos jornais, boletins informativos, sites e blogs espíritas em grande quantidade na internet, e mais recentemente os filmes de grande aceitação pelo público, além da grande procura que se constata dia a dia nas nossas casas espíritas.

Preciso se faz estarmos atentos a essa nova realidade e nos capacitemos para exercer o papel que nos está reservado nesse contexto, como tarefeiros da seara espírita conscientes do bem que essa sublime filosofia de vida será capaz de produzir em benefício de nossa sociedade.

Que Jesus nosso Mestre e Guia nos sustente em sua doce paz, para que com seu divino auxílio, possamos cristalizar em nós, definitivamente, essa nobre e irrefutável proposta espírita, para que a decadência que se observa nos conceitos equivocados da humanidade de hoje, sejam modificados por outros que levem em conta a paz, o amor e a justiça realizando sua grande e maior finalidade que é justamente a de desenvolver no homem uma “fé raciocinada que possa encarar frente à razão em todas as épocas da humanidade”.

Francisco Rebouças

Caldas da Rainha / Portugal

Caros amigos, amanhã sexta-feira, dia 6 de Agosto de 2010, às 21:00h, acontecerá  uma conferência que terá como tema: BUSCAI E ACHAREIS.

Local: Centro de Cultura Espírita
Endereço: Rua Francisco Ramos, nº 34 - Caldas da Rainha.
Pegando nesta assertiva de Jesus de Nazaré, poderemos extrair grandes lições para o nosso quotidiano, se abordadas na ótica espírita.
Compareça, divulgue!

Francisco Rebouças

PRECIOSO AVISO



No dia imediato, após a oração do crepúsculo, Clarêncio me procurou em companhia do atencioso visitador.

Fisionomia a irradiar generosidade, perguntou, abraçando-me:

- Como vai? Melhorzinho?

Esbocei o gesto do enfermo que se vê acariciado na Terra, amolecendo as fibras emotivas. No mundo, às vezes, o carinho fraterno é mal interpretado. Obedecendo ao velho vicio, comecei a explicar-me, enquanto os dois benfeitores se sentavam comodamente a meu lado:

- Não posso negar que esteja melhor; entretanto, sofro intensamente.

Muitas dores na zona intestinal, estranhas sensações de angústia no coração. Nunca supus fosse capaz de tamanha resistência, meu amigo. Ah! como tem sido pesada a minha cruz!... Agora que posso concatenar idéias, creio que a dor me aniquilou todas as forças disponíveis...

Clarêncio ouvia, atencioso, demonstrando grande interesse pelas minhas lamentações, sem o menor gesto que denunciasse o propósito de intervir no assunto. Encorajado com essa atitude, continuei:

- Além do mais, meus sofrimentos morais são enormes e inexprimíveis. Amainada a tormenta exterior com os socorros recebidos, volto agora às tempestades íntimas. Que terá sido feito de minha esposa, de meus filhos? Teria o meu primogênito conseguido progredir, segundo meu velho ideal? E as filhinhas? Minha desventurada Zélia muitas vezes afirmou que morreria de saudades, se um dia eu lhe faltasse. Admirável esposa!

Ainda lhe sinto as lágrimas dos momentos derradeiros. Não sei desde quando vivo o pesadelo da distância... Continuadas dilacerações roubaramme a noção do tempo. Onde estará minha pobre companheira? Chorando junto às cinzas do meu corpo, ou nalgum recanto escuro das regiões da morte? Oh! minha dor é muito amarga! Que terrível destino o do homem penhorado no devotamento à família! Creio que raras criaturas terão padecido tanto quanto eu!... No planeta, vicissitudes, desenganos, doenças, incompreensões e amarguras, abafando escassas notas de alegria; depois, os sofrimentos da morte do corpo... Em seguida, martirizações no alémtúmulo!

Que será, então, a vida? Sucessivo desenrolar de misérias e lágrimas? Não haverá recurso à semeadura da paz? Por mais que deseje firmar-me no otimismo, sinto que a noção de infelicidade me bloqueia o espírito, como terrível cárcere do coração. Que desventurado destino, generoso benfeitor!.

Chegado a essa altura, o vendaval da queixa me conduzira o barco mental ao oceano largo das lágrimas.

Clarêncio, contudo, levantou-se sereno e falou sem afetação:

- Meu amigo, deseja você, de fato, a cura espiritual?

Ao meu gesto afirmativo, continuou:

- Aprenda, então, a não falar excessivamente de si mesmo, nem comente a própria dor. Lamentação denota enfermidade mental e enfermidade de curso laborioso e tratamento difícil. É indispensável criar pensamentos novos e disciplinar os lábios. Somente conseguiremos equilíbrio, abrindo o coração ao Sol da Divindade.

Classificar o esforço necessário de imposição esmagadora, enxergar padecimentos onde há luta edificante, sói identificar indesejável cegueira dalma. Quanto mais utilize o verbo por dilatar considerações dolorosas, no círculo da personalidade, mais duros se tornarão os laços que o prendem a lembranças mesquinhas.

O mesmo Pai que vela por sua pessoa, oferecendo-lhe teto generoso, nesta casa, atenderá aos seus parentes terrestres. Devemos ter nosso agrupamento familiar como sagrada construção, mas sem esquecer que nossas famílias são seções da Família universal, sob a Direção Divina.

Estaremos a seu lado para resolver dificuldades presentes e estruturar projetos de futuro, mas não dispomos do tempo para voltar a zonas estéreis de lamentação. Além disso, temos, nesta colônia, o compromisso de aceitar o trabalho mais áspero como bênção de realização, considerando que a Providência desborda amor, enquanto nós vivemos onerados de dívidas. Se deseja permanecer nesta casa de assistência, aprenda a pensar com justeza.

Nesse ínterim, secara-se-me o pranto e, chamado a brios pelo generoso instrutor, assumi diversa atitude, embora envergonhado da minha fraqueza.

- Não disputava você, na carne - prosseguiu Clarêncio, bondoso -, as vantagens naturais, decorrentes das boas situações? Não estimava a obtenção de recursos lícitos, ansioso de estender benefícios aos entes amados? Não se interessava pelas remunerações justas, pelas expressões de conforto, com possibilidades de atender à família? Aqui, o programa não é diferente. Apenas divergem os detalhes. Nos círculos carnais, a convenção e a garantia monetária; aqui, o trabalho e as aquisições definitivas do espírito imortal.

Dor, para nós, significa possibilidade de enriquecer a alma; a luta constitui caminho para a divina realização. Compreendeu a diferença? As almas débeis, ante o serviço, deitam-se para se queixarem aos que passam; as fortes, porém, recebem o serviço como patrimônio sagrado, na movimentação do qual se preparam, a caminho da perfeição. Ninguém lhe condena a saudade justa, nem pretende estancar sua fonte de sentimentos sublimes. Acresce notar, todavia, que o pranto da desesperação não edifica o bem. Se ama, em verdade, a família terrena, é preciso bom ânimo para lhe ser útil.

Fez-se longa pausa. A palavra de Clarêncio levantara-me para elucubrações mais sadias.

Enquanto meditava a sabedoria da valiosa advertência, meu benfeitor, qual o pai que esquece a leviandade dos filhos para recomeçar serenamente a lição, tornou a perguntar com um belo sorriso:

- Então, como passa? Melhor?

Contente por me sentir desculpado, à maneira da criança que deseja aprender, respondi, confortado:

- Vou bem melhor, para melhor compreender a Vontade Divina.
 
Livro: Nosso Lar
Chico Xavier/André Luiz
 
Francisco Rebouças

Agradeça a Deus pela dádiva da vida!


Tem piedade dos ingratos. Eles asfixiaram os sentimentos nobres nos vapores da soberba.

A gratidão é o sentimento digno que deve viger no homem que recebe benefícios da vida.

Todos a devemos a alguém ou a muitas pessoas que nos socorreram nos momentos graves da existência.

A ajuda na hora certa é responsável por tudo de bom que te venha a acontecer, impelindo-te ao reconhecimento perene.

Sê grato em todas as situações.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

IN EXTREMIS... (PENSAVA QUE IA MORRER...)

Em 1940, ficou gravemente enfermo.

O médico que lhe assistia fez o diagnóstico, prevendo um ataque de uremia.

Se a retenção perdurasse por mais 24 horas, teria o Chico um colapso e desencarnaria.

Assim lhe dissera o médico, colocando-o a par da realidade dolorosa.

O facultativo saiu e Chico notou que, do Alto, Bezerra de Menezes, André Luiz e Emmanuel providenciavam-lhe recursos, entremostrando-lhe que era grave seu estado.

Preparou-se, então, para morrer bem.

Pediu, em prece sentida, a Emmanuel, que o recebesse na Espiritualidade.

Seu amoroso Guia, sentindo-lhe a intenção, considerou:

— Não posso, Chico, auxiliá-lo no seu desencarne. Tenho muito que fazer.

Mas se você sentir que a hora chegou, recorra aos amigos do “LUIZ GONZAGA”. Você não é melhor que os outros.

E, com esse ensinamento, o médium recebeu uma bela lição.

Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramitro Gama
 
Francisco Rebouças

CONVITE À ORDEM



“Mas faça-se tudo com decência e ordem.” (1ª Epístola aos Coríntios: capítulo 14º, versículo 40.)


Ninguém desconsidere o imperativo da ordem, sejam quais forem os argumentos nos quais estribe as próprias reações.

Ordem é sinônimo de evolução, de equilíbrio. Muitas vezes, constrangidos pelas circunstâncias, somos convocados à rebelião na pressuposição de que arrebentando as amarras a que nos atamos poderemos fruir liberdade.

Liberdade, todavia, que não se condiciona a diretrizes de segurança, mui facilmente se converte em indisciplina que promove a anarquia e favorece a libertinagem...

A ordem conduz ao entendimento dos deveres que ampliam as possibilidades do ser a benefício do progresso.

Nesse particular a obediência às normativas superiores é dever impostergável para os superiores resultados da vida.

Como devem os pais responsabilidade e esforço em prol da educação e da preservação dos filhos, a estes cabem a submissão e a obediência.

Nem a chocante subserviência às condições arbitrárias, nem a indiferença em face aos desvarios que se avolumam por toda parte.

Ordem significa, também, subordinação à Divina Vontade sem exigências nem imposições.

Indispensável compreender a escala da evolução que a todos nos identifica e a todos nos caracteriza. Assim considerando, há aqueles que são os responsáveis pelo progresso, impulsionando a conquista e aqueles que são cooperadores em diversos estágios do trabalho edificante. Contribuindo com humildade e resignação, o homem se transforma em verdadeiro instrumento do bem, desdobrando possibilidades e mantendo as condições de eficiência para o engrandecimento do mundo e das demais criaturas.

Em toda parte a ordem é mensagem de Deus testificando a Sua Imarcescível Grandeza e Perfeição.

Livro: Convites da Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

GUARDAI-VOS

“Estes, porém, dizem mal do que ignoram; e, naquilo que naturalmente conhecem, como animais irracionais se corrompem.” — (JUDAS, 10.)

Em todos os lugares, encontramos pessoas sempre dispostas ao comentário desairoso e ingrato relativamente ao que não sabem. Almas levianas e inconstantes, não dominam os movimentos da vida, permanecendo subjugadas pela própria inconsciência.

E são essas justamente aquelas que, em suas manifestações instintivas, se portam, no que sabem, como irracionais. Sua ação particular costuma corromper os assuntos mais sagrados, insultar as intenções mais generosas e ridiculizar os feitos mais nobres.

Guardai-vos das atitudes dos murmuradores irresponsáveis.

Concedeu-nos o Cristo a luz do Evangelho, para que nossa análise não esteja fria e obscura.

O conhecimento com Jesus é a claridade transformadora da vida, conferindo-nos o dom de entender a mensagem viva de cada ser e a significação de cada coisa, no caminho infinito.

Somente os que ajuízam, acerca da ignorância própria, respeitando o domínio das circunstâncias que desconhecem, são capazes de produzir frutos de perfeição com as dádivas de Deus que já possuem.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Não dê ouvidos à calúnia

Não deixe que a calúnia perturbe sua vida.

Não se nivele ao caluniador, para que não seja igual a ele.

Não responda nem se altere, continue sua estrada, se está com a consciência tranquila, e não modifique seu modo de viver, só para obedecer ao caluniador.

Talvez seja isto o que ele quer: tirá-lo do bom caminho.

Não lhe obedeça!

Caminhe para a frente imperturbavelmente!

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino

Francisco Rebouças

Palestras na SEF

Caros amigos, segue a grade de palestras da SEF - Sociedade Espírita Fraternidade para o mês de agosto/2010.


Compareça, divulgue!


Francisco Rebouças

O SER E O TER NA ADOLESCENCIA

A princípio, no conflito que surge com a adolescência, o jovem não se preocupa, normalmente, com a posse nem com a realização interior, face aos apelos externos que o convocam à tomada de conhecimento de tudo quanto o cerca.

Vivendo antes em um mundo especial, cujas fronteiras não iam além dos limites do lar e da família, no máximo da escola, rompem-se, agora, as barreiras que o detinham, e surge um campo imenso, ora fascinante, ora assustador, que ele deve conhecer e conquistar, a fim de situar-se no contexto de uma sociedade que se lhe apresenta estranha, caprichosa, assinalada por costumes e atitudes que o surpreendem. Os seus pensamentos primeiros são de submeter tudo a uma nova ordem, na qual ele se sinta realizado e dominador, alçado à categoria de líder reformista, que altere a paisagem vigente e dê-lhe novos contornos. Lentamente, à medida que se vai adaptando aos fatores predominantes, percebe que não é tão fácil operar as mudanças que pretendia impor aos outros, e ajusta-se ao “modus operandi” existente ou contribui para as necessárias e oportunas alterações por que passam os diferentes períodos da cultura e do comportamento humano.

Observando que a sociedade contemporânea se baseia muito no poder e no ter, predominando os valores amoedados e as posições de destaque, em uma competitividade cruel e desumana, é tomado pela ânsia de amealhar recursos para triunfar e programar o futuro de ordem material. Não lhe ocorrem as necessidades espirituais, as de natureza ético-moral, porque tudo lhe parece um confronto de oportunidades e de poderes que entram em choque, até que haja predominância do mais forte. Por outro lado, dá-se conta da rapidez com que passa o carro do triunfo e procura fruir ao máximo, imedia¬tamente, toda a cota possível de prazer e de destaque, receando o futuro, face ao exemplo daqueles que ontem estavam no ápice e agora, após o tombo produzido pela realidade, encontram-se esquecidos, perseguidos ou desprezados.

Somente alguns adolescentes, mais amadurecidos psicologicamente, que procedem de lares equilibrados e saudáveis, despertam para a aquisição dos valores íntimos, da conquista do conhecimento, dos títulos universitários com os quais esperam abrir as portas da vitória mais tarde. Assim, empenham-se na busca dos tesouros do saber, das experiências evolutivas, das realizações de crescimento íntimo, lutando com denodo em favor do auto-aprimoramento e da auto-afirmação, no mundo de contrastes e desaires. Nesses jovens, o ser tem um grande significado, porque faz desabrochar os requisitos íntimos que estão dormindo e aguardam ser convocados para aplicação e vivencia.

Nesse sentido, não se faz necessário ser superdotado. É mesmo comum encontrar jovens com menos elevado QI, que conseguem, pela perseverança, pelo exercício, a vitória sobre os impedimentos ao seu progresso, enquanto outros mais bem aquinhoados deixam-se vencer pelos desajustes, sem o empenho de superar as dificuldades. Porque reconhecem as facilidades de aprendizagem, menosprezam o esforço que deve acompa¬nhar todo trabalho de aquisição de cultura ou qualquer outro recurso evolutivo, perdendo as excelentes oportunidades que deparam, não vencendo a barreira do desafio para o crescimento.

Permanecem com o patrimônio intelectual sem o conveniente desenvolvimento ou, quando o realizam, derrapam para a delinqüência, aplicando os tesouros da mente na ação equivocada dos triunfos de mentira.

O esforço para ter surge com as motivações de crescimento intelectual e compreensão das necessidades humanas em favor da sobrevivência, da construção da família, da distinção social, das esperanças de fruir gozos naturais em forma de férias e recreações, de jogos e prazeres, projetando as expectativas para a velhice, que esperam conseguir tranqüila e confortável. O ter, passa a significar o esforço pelo conseguir, pelo amealhar, reunindo moedas e títulos que facilitem a movimentação pelas diferentes áreas do relacionamento humano. Essa ambição, perfeitamente justa e compreensível, de natureza previdenciária e lógica, pode tornar-se, no entanto, o objetivo único da existência, levando ao desespero e à insatisfação, porque a posse apenas libera de preocupações específicas, mas não harmoniza o ser interiormente. Não poucas vezes, o possuir faz-se acompanhar do medo de perder, gerando receios injustificáveis e neurotizantes. O verdadeiro amadure¬cimento psicológico do ser propicia-lhe visão otimista da vida, auxiliando-o a ter sem ser possuído, em desfrutar sem escravizar-se, em dispor hoje e buscar amanhã, não lhe constituindo motivo de aflição o receio da perda, da pobreza, porque reconhece que tudo transita, indo e voltando, raramente permanecendo por tempo indeterminado, já que a vida física é igualmente transitória, instável.

A verdadeira sabedoria ensina que se pode ter, sem deixar de lado o esforço por ser auto-suficiente, equilibrado, possuidor não possuído, identificado com os objetivos essenciais da experiência carnal, que são a imortalidade, o progresso, o desenvolvimento de si mesmo com vistas à sua libertação da carne, o que ocorrerá, sem qualquer dúvida, e, no momento próprio, ao encontrar-se equipado de recursos para a harmonia. Os padrões do capitalismo sempre impõem ter mais, enquanto que os do comunismo expõem suprir as necessidades básicas sob a regência do Estado, que é sempre impiedoso e sem sentimento, porque tem um caráter empresarial e nunca um sentido de humanidade. O jovem, ainda indeciso nas atitudes a tomar, não se dá conta do significado de ser lúcido e feliz, tendo ou deixando de ter, livre para aspirar o que melhor lhe apraz e realizar-se interiormente, desfrutando dos bens da vida sem escravidão, sem alucinação.

Quando o indivíduo é mais ele mesmo, identificado com a sua realidade espiritual, consome menos, vive melhor, cresce e amadurece mais, superando os desafios com otimismo e produzindo sempre com os olhos postos no futuro. Para esse cometimento, é necessário que, desde cedo, na adolescência, seja elaborada uma escala de valores, a fim de definir quais os de importância e os secundários, de tal modo que a sua seja uma proposta de vida realizadora e eficiente.

Quando deseja ter mais e se afadiga por conseguir sempre os lucros de todos os empreendimentos, a sua é uma existência frustrada, ansiosa, sem justificativa, porque a sede de possuir atormenta-o e deixa-o sempre insatisfeito, porque vê aqueloutros que lhe estão à frente e lhe fazem sombra na realização como criatura triunfadora no mundo. Essa ambição igualmente tem início na juventude por falta de direcionamento espiritual e emocional, tornando o adolescente um ser fisiológico, imediatista, e não uma criatura em desenvolvimento para as altas construções da humanidade.

O jovem, que deseja ser, desenvolve a sua inteligência emocional, aprendendo a identificar os sentimentos das demais pessoas, a dominar os impulsos perturbadores e insensatos, a manter controle sobre as emoções desordenadas, a ter serenidade para enfrentar relacionamentos tumultuados e difíceis, preservando a própria identidade.

Essa inteligência emocional depende da constituição do seu cérebro, que se modelou e se equipou de recursos compatíveis com as necessidades de evolução em razão dos seus atos em reencarnações passadas, mas que pode alterar para melhor sempre que o deseje e insista na cultura dos valores ético-morais.

É necessário ter recursos para uma existência digna, porém é indispensável ser sóbrio e equilibrado, nobre e empreendedor, conhecendo-se interiormente e trabalhando-se sempre, a fim de se tornar um adulto sadio e um idoso sábio.

Livro: Adolescência e Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

Estamos de Volta!

Caros amigos, estivemos fora de nossa cidade nestes dias que passaram e por motivos de falta de condições técnicas não tivemos possibilidade de lançar matérias em nosso blog, mas já estamos de volta e lançando matérias para nosso estudo e aprendizado como sempre.

Um grande abraço,
Francisco Rebouças.

A GRANDE PERGUNTA

“E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” — Jesus. (LUCAS, capítulo 6, versículo 46.)

Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo.

Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. O Mestre permanece vivo em seu Evangelho de Amor e Luz.

É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os ensinamentos sublimes e claros.

Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam revelações diretas. Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o Senhor, de modo pessoal, em suas manifestações divinas. Acreditam-se merecedores de dádivas celestes e acabam considerando que o serviço do Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e põem-se à espera de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se lhes mistura à vaidade, anulando-lhes as forças.

Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em seu verbo imortal. Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes pareçam as atividades a que se ajustam.

Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.

É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de maneira indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o nome, nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às recomendações do seu verbo sublime.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier/André Luiz

Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Glória a Kardec

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

De Kardec aos dias de hoje

Muitas Vidas

Divaldo Franco

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Chico Xavier

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel