“O homem que julga infalível a sua razão está bem perto do erro. Mesmo aqueles, cujas ideias são as mais falsas, se apóiam na sua própria razão e é por isso que rejeitam tudo o que lhes parece impossível.” Fonte: O Livro dos Espíritos, introdução VII.

Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).

“Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois, pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.”Thiago,3/17

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” João – 15:7

Falar e Fazer

Em se tratando de reforma íntima: “Fácil é dizer como se faz. Difícil é fazer como se diz.” Precisamos fazer mais e dizer menos. Francisco Rebouças.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

ENTREVISTAS

O FRANCISCO REBOUÇAS - ESPIRITISTA TEM O PRAZER DE APRESENTAR AOS AMIGOS QUE NOS HONRAM COM A CONFIANÇA E A AUDIÊNCIA, A ENTREVISTA QUE NOS FOI CONCEDIDA PELO Sr. ALOISIO PIRES, SOBRE A EXUBERANTE OBRA SOCIAL DESENVOLVIDA PELA SOCIEDADE ESPÍRITA FRATERNIDADE, ATRAVÉS DO “REMANSO FRATERNO”.

Sr. Aloísio, inicialmente queremos agradecer pela sua gentil maneira de nos atender para esta entrevista que visa levar ao nosso público os esclarecimentos sobre o belo e grandioso trabalho desenvolvido pelo “Remanso Fraterno”.

1) Fale-nos um pouco sobre a S.E.F.

A Sociedade Espírita Fraternidade (SEF), fundada no dia 4 de setembro de 1980, é uma sociedade civil, sem fins lucrativos, com sede e foro na cidade de Niterói-RJ, que tem por finalidade o estudo e a difusão da Doutrina Espírita e a prática da Caridade, as atividades assistenciais da SEF são realizadas especificamente pelo Remanso Fraterno.

2) Qual a definição que o Sr. nos daria do “Remanso Fraterno”?

O Remanso Fraterno constitui o Departamento de Assistência Social da SEF – Sociedade Espírita Fraternidade. Foi fundado no dia 17/03/88. Está localizado na Rua Jean V. Moulliac, 123, Várzea das Moças, Niterói - Tel: (21) 2609 9930, atende às comunidades desse bairro e de suas adjacências. Nas instalações da sede da SEF, atende às comunidades situadas próximas ao bairro de S. Domingos bem como a moradores de rua.

3) Quais as atividades desenvolvidas pelo Remanso fraterno?

As principais atividades desenvolvidas pelo Remanso fraterno são:
Educação Infantil, Ensino Fundamental e reforço escolar. Todas essas atividades em regime de tempo integral;
Profissionalização de jovens;
Desenvolvimento de habilidades manuais em adultos (tricô,costura, pintura em tecidos, etc.);
Fornecimento de refeições a crianças e adultos nos sábados e domingos;
Alfabetização de adultos;
Educação moral;
Auxílio material: distribuição de cestas básicas.
Na assistência à saúde trabalhamos, basicamente, com a prevenção, uma vez que esta se coaduna com nossos objetivos maior que é a educação. Em termos de medicina curativa são realizados atendimentos odontológicos.


3) Quais os recursos materiais de que dispõe o Remanso Fraterno para o desenvolvimento de suas atividades?


A área edificada do Remanso fraterno está distribuída em quatro prédios, construídos a partir de 1993, em terreno de 50.000 m², conforme discriminação abaixo:
Prédio da administração com área de 345 m²;
Prédio do setor de saúde com área de 250m²;
Prédio do setor de educação com área de 500 m² com 10 salas de aula;
Prédio Central, ainda não concluído, com área de 1830 m², dispondo de refeitório com 300 lugares, cozinha, padaria, 10 salas de aula, creche e, futuramente, lavanderia.


4) Qual a estrutura humana que dispõe o Remanso para executar tantas atividades?


Dispomos de um quadro de 37 funcionários, sendo 22 voltados especificamente para a educação infantil, ensino fundamenta fundamental e reforço escolar. Contamos com a participação de cerca de 120 voluntários entre médicos, dentistas, psicólogos, pedagogos, assistentes sociais, farmacêutico, nutricionista, engenheiros, administradores, professores de todos os níveis, etc.

5) Quais os serviços prestados pelo Remanso à comunidade local?

No bairro de Várzea das Moças:
Educação infantil e ensino fundamental:
Oferece, escola oficial, 240 vagas em regime de tempo integral, na Educação infantil e no ensino Fundamental e Reforço Escolar.
Ensino profissionalizante.
Por meios de Convênios com instituições financiadoras e doadores diversos, proporcionamos cursos profissionalizantes.
Nos Barrios de Várzea das Moças e São Domingos:
Distribuímos, mensalmente cerca de 70 cestas básicas. Nesta atividade procuramos monitorar as famílias beneficiadas;
Fornecemos refeições aos sábados e domingos para os assistidos.
Atividades diversas.
Por meio de Palestras, aulas, etc., procuramos dar orientação sobre hábitos de higiene, noções de saneamento básico, cidadania, etc.

6) Quem são os responsáveis que de fato dão o suporte adequado para que a SEF possa desenvolver todos esse trabalhos de responsabilidade do Remanso Fraterno?

A SEF. Dispõe de uma equipe de voluntários, basicamente composta por seus associados, em sua maioria profissionais de nível universitário, como acima mencionamos, responsáveis pela direção dos seus diversos departamentos, setores e sub-setores.

7) Quais as fontes de recursos da SEF, que garantem a sustentação das obras assistências do Remanso fraterno?

Fontes de recursos Correntes:
Mensalidade dos sócios;
Venda de livros da Editora Fráter pertencente à SEF;
Eventos sócio-culturais com fins beneficentes;
Doações regulares ou não de pessoas físicas e jurídicas;
Futuramente, vendas de produtos de padaria, confeitaria e serviços de lavanderia.


8) A SEF mantém convênio com outras Instituições?


Sim, mantemos convênios permanentes com as seguintes Instituições:
CAPEMI – Lar Fabiano de Cristo;
Fundação Municipal de Educação da Prefeitura municipal de Niterói.

9) A SEF recebe apoio de outras empresas para manutenção das atividades do Remanso fraterno?

Sim, recebemos apoio regularmente das empresas:
Química Amparo (fabricante dos produtos Ypê);
Rodany ( indústria de tecelagem).
Mantemos, também, parcerias com várias instituições, com a finalidade de propiciar, estágios para treinamento conforme segue:
Padaria e confeitaria Beira Mar ( Niterói );
Churrascaria Porção;
Hotel Meridien;
Buzin Pizzaria;
Além dessas, algumas empresas deram ou continuam dando algum tipo de apoio material ou financeiro entre elas estão:
Unisses do Brasil;
Usiminas;
Furnas Centrais Elétricas;
Central do Dízimo;
Caterpillar do Brasil;
Marinha do Brasil – Centro de Instrução Almirante Wandenkolk, e;
Leader Magazine.

10) Sr. Aloísio, quais as necessidades mais urgentes do Remanso Fraterno?

Necessitamos de doações permanentes de gêneros alimentícios para fornecimento de cestas básicas e das refeições servidas diariamente no Remanso Fraterno;
Além desses, necessitamos de recursos financeiros para a realização de reparos e manutenção, para a conclusão dos prédios projetados e, principalmente, para honrar nossa folha de pagamento.

11) Quais as metas planejadas para o futuro do Remanso Fraterno?

Nosso Planejamento Estratégico, aprovado em 2001, previa o oferecimento de 400 vagas para Educação Infantil e Ensino Fundamental. Hoje estamos a 140 vagas para atingir a meta estabelecida. O que nos falta são os recursos, uma vez que, ao longo desses sete anos de funcionamento, adquirimos o conhecimento para gerenciar empreendimento dessa envergadura.

12) Sr. Aloísio, quem pretender ajudar a SEF financeiramente falando, de qualquer lugar do Brasil ou do mundo em que se encontrar, como deve proceder?

Aquele que puder e quiser nos ajudar financeiramente, deve proceder da seguinte maneira:
Fazer seu depósito no Banco Bradesco;
Em nome da Sociedade Espírita Fraternidade;
Agência nº 0541-0 – Icaraí;
Conta Corrente nº 43894-4.
Nós antecipadamente agradecemos.

13) Sr. Aloísio, o Sr. tem algo mais a nos esclarecer sobre o Remanso Fraterno, que por ventura esquecemos de indagar?

O custo mensal de um aluno, tanto da Educação Infantil quanto do Ensino Fundamental, é de cerca de R$ 200,00. Estamos iniciando uma campanha para encontrar padrinhos para essas crianças, de forma a podermos ter condições de atingir a meta de 400 vagas.

14) Para encerrar esta nossa entrevista, gostaríamos que o senhor deixasse uma mensagem a todos os nossos amigos que estarão tomando conhecimento desse grandioso trabalho executado pela SEF através do Remanso Fraterno.

Embora o número de trabalhadores voluntários acima apontado pareça satisfatório, a realidade é outra. Grande número desses companheiros, por terem a maior parte do tempo empregada em suas atividades voltadas para o sustento de si e de suas famílias, oferecem pouco de seu tempo para as atividades assistenciais. Assim, convidamos todos aqueles que queiram prestar sua colaboração que entrem em contato conosco pelo tel 21-2717 8235.
Outras informações sobre a SEF podem ser obtidas em nosso site www.remansofraterno.org.br.
Quero terminar agradecendo a oportunidade de falar do nosso querido Remanso Fraterno por meio do Francisco Rebouças - Espiritista.
Muito Obrigado!

Prezado amigo Sr. Aloísio, o Francisco Rebouças - Espiritista agradece a sua gentileza em nos atender para esta conversa, e aproveitamos a oportunidade para pedir que leve nosso fraternal abraço, a todos os amigos trabalhadores da SEF, que se dedicam a este importante labor, com nossos sinceros votos de que Deus, Jesus e o Benfeitor Camilo, possam está ao lado de cada tarefeiro para que cada vez mais esta obra cresça, e alcance seus nobres objetivos.

Fotos do Remanso Fraterno:

Prédio da Administração








Prédio da Educação








Prédio da Saúde.





Refeitório do Remanso Fraterno.








Cozinha do Remanso Fraterno.








Placa na entrada do Remanso Fraterno.








Estas são  algumas das instalações do Remanso Fraterno, para que todos os amigos possam ter uma vaga idéia da grandiosidade desta obra espírita, que precisa da ajuda de todos nós, para continuar estendendo as bênçãos do amor para esses nossos irmãos que lá recebem todo o carinho e a dedicação de almas empenhadas na construção de um mundo melhor.

Francisco Rebouças.



quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Aprender para fazer melhor

Ninguém aprende sem se submeter ao risco de errar, pois tudo na vida requer para melhor execução uma experiência anterior, que nem sempre foi tão bem sucedida, mas que, de qualquer forma, nos acrescenta algo de positivo, no intuito de encontrar o melhor resultado; por essa razão, precisamos aprender o certo para retificar o que erradamente executamos.

Precisamos escolher o trabalho a elaborar, e sua execução pede devotamento, abnegação e força de vontade do espírito em desenvolvimento, pois não haverá vitória sem lutas ardentes, ainda mais na atual fase por que passa a nossa sociedade, onde a falta de oportunidade reclama preparo e competência do indivíduo à procura do sucesso profissional, social, religioso etc. É necessário entender que o trabalho é uma Lei natural e que todos estamos submetidos ao seu mecanismo, que visa ao nosso crescimento e desenvolvimento intelecto-moral, conforme nos esclarecem os imortais da Vida Maior em O Livro dos Espíritos, nas questões que se seguem:

Questão no 676 - Por que o trabalho se impõe ao homem?

“Por ser uma conseqüência da sua natureza corpórea. É expiação e, ao mesmo tempo, meio de aperfeiçoamento da sua inteligência. Sem o trabalho, o homem permaneceria sempre na infância, quanto à inteligência. Por isso é que seu alimento, sua segurança e seu bem-estar dependem do seu trabalho e da sua atividade. Ao extremamente fraco de corpo outorgou Deus a inteligência, em compensação. Mas é sempre um trabalho.”

Questão no 677 - Por que provê a Natureza, por si mesma, a todas as necessidades dos animais?

“Tudo em a Natureza trabalha. Como tu, trabalham os animais, mas o trabalho deles, de acordo com a inteligência de que dispõem, se limita a cuidarem da própria conservação. Daí vem que o do homem visa duplo fim: a conservação do corpo e o desenvolvimento da faculdade de pensar, o que também é uma necessidade e o eleva acima de si mesmo. Quando digo que o trabalho dos animais se cifra no cuidarem da própria conservação, refiro-me ao objetivo com que trabalham. Entretanto, provendo às suas necessidades materiais, eles se constituem, inconscientemente, executores dos desígnios do Criador e, assim, o trabalho que executam também concorre para a realização do objetivo final da Natureza, se bem quase nunca lhe descubrais o resultado imediato.”

Questão no 678 - Em os mundos mais aperfeiçoados, os homens se acham submetidos à mesma necessidade de trabalhar?

“A natureza do trabalho está em relação com a natureza das necessidades. Quanto menos materiais são estas, menos material é o trabalho. Mas, não deduzais daí que o homem se conserve inativo e inútil. A ociosidade seria um suplício, em vez de ser um benefício.” (¹)

Ninguém busque encontrar o sucesso de forma tão fácil; precisamos estar dispostos a enfrentar grandes obstáculos desde os primeiros passos nos bancos escolares, até o grande momento da coroação dos esforços na conclusão de um curso superior que nos garantirá um diploma universitário, conferindo-nos o direito de exercer esta ou aquela profissão escolhida, após a alegria do juramento que prestarmos perante a sociedade.

Semelhante conquista não representa garantia de posição de destaque em nossa profissão, que exigirá atenção para a constante atualização com as novidades que surgirem em nossa área de atuação, e muita dedicação, para só então, pouco a pouco, fazer-nos conhecido e respeitado profissional, o que exigirá disciplina, vigilância e profissionalismo, sem falar na parte ética e moral de indivíduo consciente e respeitador das Leis e da ordem.

O programa de todo aquele que deseja alcançar sucesso na vida terá obrigatoriamente que se fundar na dedicação aos estudos, na disciplina e na seriedade com que desempenhará suas tarefas, o que representa verdadeiramente um equilibrado aprender, pois, quem não age dessa forma estará muito mais próximo do fracasso, da decepção e do descrédito, que o levarão sem compaixão alguma de encontro ao abismo e ao infortúnio.

Precisamos estar atentos para o fato de que, se para nós foi tão difícil alcançar o sonho almejado, para muitos não será possível tamanha ventura por situações variadas, e por isso mesmo não deveremos esquecer do juramento feito de honrar a classe profissional que escolhemos, trabalhando acima de tudo com honestidade e decência.

Mas, se profissionalmente resolvermos abusar do título conquistado para auferir lucros e vantagens pessoais, ferindo e desrespeitando os semelhantes, é justo que estaremos assumindo compromissos para com as sábias e imutáveis Leis estabelecidas pelo Criador, “que dará a cada um segundo suas próprias obras” e cobrará a reparação no labor inevitável da expiação, porque só assim podemos nos redimir perante elas. (2)

Ninguém poderá se evadir da responsabilidade dos atos praticados, e a Lei de Causa e Efeito, no seu perfeito mecanismo de ação, estará compelindo a criatura ao salutar sacrifício da retificação de maneira geral através do mecanismo da dor e do sofrimento, para que assim possam todos entender que o compromisso que temos é o de amar ao próximo como a nós mesmos e não o de tirar proveito de sua ignorância ou fragilidade.

Precisamos pautar nossas ações nas sábias Leis que trazemos inscritas em nossa consciência, que nos pedem ponderação e equilíbrio, pois a verdadeira educação exige renúncia e aprimoramento e nos roga serviço na busca da paz, que jamais se encontrará na ociosidade.

Todas as grandes conquistas dos que se tornaram vitoriosos foram alcançadas mediante grandes realizações que para se efetivarem clamaram por grandes lutas; em vista disso, é de fundamental importância saibamos buscar nosso progresso individual, de forma a contribuir com nossa parte na disseminação do bem, para que, quando formos encontrados pela Lei, possamos estar na condição de operários fiéis ao salário da Eterna Luz, e dignos de haurir a paz da consciência tranqüila que só o dever bem cumprido pode nos proporcionar.

Notas:
1. Kardec, Allan, O Livros dos Espíritos – FEB, 76ª edição.
2. Mateus, 16:27.

Francisco Rebouças

Lindas Poesias!


Do meu porto
Ao caro amigo M. Quintão

Viajor vacilante e extenuado,
Depois de atravessar a sombra imensa,
Encontrei o país abençoado
Onde vive a celeste recompensa.

Adeus mágoas da noite estranha e densa,
Das angústias e sonhos do passado,
Não conservo senão o Amor e a Crença,
Ante o novo caminho ilimitado.

É doce descansar após a lida,
Banhar o coração na luz da vida,
Rememorando as dores que passaram...

E dos quadros risonhos do meu porto,
Rogo a Jesus conceda reconforto
Aos corações amados que ficaram!

Albérico Lobo
Livro: Parnaso de Além-Túmulo
Chico Xavier/Espíritios diversos
 
 Francisco Rebouças

Ensinamentos oportunos

"... Segundo é fácil de concluir, todos os seres vivos respiram na onda de psiquismo dinâmico que lhes é peculiar, dentro das dimensões que lhes são características ou na freqüência que lhes é própria. Esse psiquismo independe dos centros nervosos, de vez que, fluindo da mente, é ele que condiciona todos os fenômenos da vida orgânica em si mesma.

Examinando, pois, os valores anímicos como faculdades de comunicação entre os Espíritos, qualquer que seja o plano em que se encontrem, não podemos perder de vista o mundo mental do agente e do recipiente, porquanto, em qualquer posição mediúnica, a inteligência receptiva está sujeita às possibilidades e a interpretações dos pensamentos que é capaz de produzir.

Um hotentote desencarnado, em se comunicando com um sábio terrestre, ainda jungido ao envoltório físico, não lhe poderá oferecer notícias outras, além dos assuntos triviais em que se lhe desdobraram no mundo as experiências primitivistas, e um sábio, sem o indumento carnal, entrando em relação com o hotentote, ainda colado ao seu “habitat” africano, não conseguirá facultar-lhe cooperação imediata, senão no trabalho embrionário em que se lhe encravam os interesses mentais, como sejam o auxílio a um rebanho bovino ou a cura de males do corpo denso. Por isso mesmo, o hotentote não se sentiria feliz na companhia do sábio e o sábio, a seu turno, não se demoraria com o hotentote, por falta desse alimento quase imponderável a que podemos chamar “vibrações compensadas”.

É da lei, que nossas maiores alegrias sejam recolhidas ao contacto daqueles que, em nos compreendendo, permutam conosco valores mentais de qualidades idênticas aos nossos, assim como as árvores oferecem maior coeficiente de produção se colocadas entre companheiras da mesma espécie, com as quais trocam seus princípios germinativos.

Em mediunidade, portanto, não podemos olvidar o problema da sintonia.

Atraímos os Espíritos que se afinam conosco, tanto quanto somos por eles atraídos; e se é verdade que cada um de nós somente pode dar conforme o que tem, é indiscutível que cada um recebe de acordo com aquilo que dá"...

Livro: Nos domínios da Mediunidade - Cap. I

Chico Xavier/André Luiz.

Francisco Rebouças

Visite os enfermos


VISITE os pobres e enfermos.

Pelo menos uma vez por semana dedique algumas horas a consolar um coração aflito.

O consolo que você levar, mesmo com sacrifício de sua parte, é a garantia de que está cumprindo um dever de cristão e de homem.

Não espere que o procurem, para agir fraternalmente, amparando os fracos e confortando os tristes.

Nem pense que você está dando mais do que recebe: quem consola um coração triste, na realidade recebe muito mais do que dá.

Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino
 
Francisco Rebouças

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Mansagens Espirituais

TRANQÜILIDADE


1. Comece o dia na luz da Oração.

O amor de Deus nunca falha.

2. Aceite qualquer dificuldade sem discutir.

Hoje é o tempo de fazer o melhor.

3. Trabalhe com alegria.

O preguiçoso, ainda mesmo quando se mostre num pedestal de ouro maciço, é um cadáver que pensa.

4. Faça o bem o quanto possa.

Cada criatura transita entre as próprias criações.

5. Valorize os minutos.

Tudo volta, com exceção da hora perdida.

6. Aprenda a obedecer no culto das próprias obrigações.

Se você não acredita na disciplina, observe um carro sem freio.

7. Estime a simplicidade.

O luxo é o mausoléu dos que se avizinham da morte.

8. Perdoe sem condições.

Irritar-se é o melhor processo de perder.

9. Use a gentileza, mas, de modo especial dentro da própria casa.

Experimente atender os familiares como você trata as visitas.

10. Em favor de sua paz conserve fidelidade a si mesmo.

Lembre-se de que, no dia do Calvário, a massa aplaudia a causa triunfante dos crucificadores, mas o Cristo, solitário e vencido, era a causa de Deus.

Espírito: ANDRÉ LUIZ
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "O Espírito da Verdade" - EDIÇÃO FEB


Francisco Rebouças

Estudando o espiritismo - E.S.E.

Poder da fé


Quando ele veio ao encontro do povo, um homem se lhe aproximou e, lançando-se de joelhos a seus pés, disse: Senhor, tem piedade do meu filho, que é lunático e sofre muito, pois cai muitas vezes no fogo e muitas vezes na água. Apresentei-o aos teus discípulos, mas eles não o puderam curar. Jesus respondeu, dizendo: Ó raça incrédula e depravada, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-me aqui esse menino. — E tendo Jesus ameaçado o demônio, este saiu do menino, que no mesmo instante ficou são. Os discípulos vieram então ter com Jesus em particular e lhe perguntaram: Por que não pudemos nós outros expulsar esse demônio? — Respondeu-lhes Jesus: Por causa da vossa incredulidade. Pois em verdade vos digo, se tivésseis a fé do tamanho de um grão de mostarda, diríeis a esta montanha: Transporta-te daí para ali e ela se transportaria, e nada vos seria impossível. (S. MATEUS, cap. XVII, vv. 14 a 20.)

No sentido próprio, é certo que a confiança nas suas próprias forças torna o homem capaz de executar coisas materiais, que não consegue fazer quem duvida de si. Aqui porém unicamente no sentido moral se devem entender essas palavras. As montanhas que a fé desloca são as dificuldades, as resistências, a má-vontade, em suma, com que se depara da parte dos homens, ainda quando se trate das melhores coisas. Os preconceitos da rotina, o interesse material, o egoísmo, a cegueira do fanatismo e as paixões orgulhosas são outras tantas montanhas que barram o caminho a quem trabalha pelo progresso da Humanidade. A fé robusta dá a perseverança, a energia e os recursos que fazem se vençam os obstáculos, assim nas pequenas coisas, que nas grandes. Da fé vacilante resultam a incerteza e a hesitação de que se aproveitam os adversários que se têm de combater; essa fé não procura os meios de vencer, porque não acredita que possa vencer.

Noutra acepção, entende-se como fé a confiança que se tem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios de chegar lá, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta segurança. Num como noutro caso, pode ela dar lugar a que se executem grandes coisas.

A fé sincera e verdadeira é sempre calma; faculta a paciência que sabe esperar, porque, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao objetivo visado. A fé vacilante sente a sua própria fraqueza; quando a estimula o interesse, torna-se furibunda e julga suprir, com a violência, a força que lhe falece. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança; a violência, ao contrário, denota fraqueza e dúvida de si mesmo.

Cumpre não confundir a fé com a presunção. A verdadeira fé se conjuga à humildade; aquele que a possui deposita mais confiança em Deus do que em si próprio, por saber que, simples instrumento da vontade divina, nada pode sem Deus. Por essa razão é que os bons Espíritos lhe vêm em auxílio. A presunção é menos fé do que orgulho, e o orgulho é sempre castigado, cedo ou tarde, pela decepção e pelos malogros que lhe são infligidos.

O poder da fé se demonstra, de modo direto e especial, na ação magnética; por seu intermédio, o homem atua sobre o fluido, agente universal, modifica-lhe as qualidades e lhe dá uma impulsão por assim dizer irresistível. Daí decorre que aquele que a um grande poder fluídico normal junta ardente fé, pode, só pela força da sua vontade dirigida para o bem, operar esses singulares fenômenos de cura e outros, tidos antigamente por prodígios, mas que não passam de efeito de uma lei natural. Tal o motivo por que Jesus disse a seus apóstolos: se não o curastes, foi porque não tínheis fé.

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XIX, itens 1 a 5.

Francisco Rebouças

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Nosso Blog citado como fonte de divulgação de eventos espíritas

Espiritismo no Mosteiro de São Bento (SP)

ESPIRITISMO NO MOSTEIRO DE SÃO BENTO (SP) – Dom Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo (à esquerda), ao lado de Afonso Moreira Jr. , editor do Jornal dos Espíritos, conselheiro da Federação Espírita do Estado de São Paulo (Feesp), e autor do romance “Alma de mulher em corpo de homem” (São Paulo: Butterfly Editora), durante cerimônia realizada no mosteiro de São Bento, no centro da cidade de São Paulo. Os representantes das comunidades religiosas do Estado manifestaram-se sobre a necessidade do desarmamento e da ação contra a violência. Dom Odilo Pedro Scherer foi convidado a abrir o evento, cujo encerramento ficou a cargo de Moreira Jr., que se referiu à questão 625 de “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec, a qual aponta Jesus Cristo como o guia e modelo da humanidade. (DA REDAÇÃO/FOTO: DIVULGAÇÃO)
Jornal dos Espíritos - http://www.jornaldosespiritos.com/

Jornal espírita "O Fraterno"
O Jornal Espírita "O Fraterno" é mantido pelo Centro Espírita Seara de Jesus da cidade de Osasco e tem por objetivo divulgar a Doutrina Espírita e suas atividades/eventos em Osasco e Região. Tem periodicidade bimestral, tiragem de 10.000 exemplares por edição e 12 páginas tamanho A4. É distribuído gratuitamente a comunidade espírita e simpatizantes de Osasco e Região, por meio das casas espíritas e clientes da Livraria Espírita Mensageiros de Luz. Para cobrir custos de confecção, "O Fraterno" disponibiliza no rodapé de cada página, boxes para anúncios comerciais tamanho 9,5 cm por 3,5 cm, custando ao anunciante R$ 100,00 por bimestre. Estamos com diversos boxes a serem preenchidos com anúncios e para tanto, estamos solicitando aos companheiros que possuam atividade comercial ou de prestação de serviço que participem divulgando sua atividade, colaborando de forma efetiva na manutenção do jornal "O Fraterno" e portanto da divulgação da Doutrina Espírita em Osasco e Região. Anuncie no jornal Espírita "O FRATERNO". Se necessário, conheça o jornal "O Fraterno", retirando exemplar junto a Casa Espírita mais próxima ou na Livraria Espírita Mensageiros de Luz, Rua José Cianciarulo, 89 (Centro), Osasco - SP, telefone (11) 3682-6767. Contatos podem ser feitos junto ao Expediente do Jornal "O Fraterno", telefone (11) 3447-2006 ou na Livraria Espírita Mensageiros de Luz. Toda equipe de produção e divulgação do jornal "O Fraterno" não recebe salário ou qualquer tipo de remuneração/vantagem direta ou indireta.

O Jornal dos Espíritos cita nosso blog como fonte de notícias sobre eventos como segue.
Eventos espíritas
Eventos do movimento espírita: http://franciscoreboucas.blogspot.com/

Agradecemos a confiança de todos e continuaremos nossa busca de informações de forma segura e confiável como sempre agimos.
Francisco Rebouças.

O Natal

Pela movimentação que se observa nas ruas das cidades, no movimento de compras das lojas, fica evidente a certeza de que o “NATAL”, está chegando. No entanto, o fato mais curioso e de fácil constatação é que, muito pouco ou quase nada se ouve falar sobre o aniversariante, pois, para grande maioria dos compradores de presentes, o grande personagem dessa data chama-se “Papai Noel”.

Isto porque, na concepção de esmagadora percentagem das pessoas envolvidas com a busca de presentes, ele é considerado o homem mais generoso do mundo, distribuindo alegria e satisfação nos presentes que distribui, principalmente para a criançada, que o ama, e que uma grande quantidade delas, nunca ouviu falar de Jesus.

Preciso se faz lembrar, que o Natal dos verdadeiros cristãos, isto é dos seguidores do Mestre de Nazaré, e mais particularmente do cristão espírita, é muito diferente desse comemorado pelos adoradores dos bens materiais, pois, entendemos que o presente não deve ser dado a cada um de nós, e sim, de cada um de nós para Jesus, o verdadeiro aniversariante.

A visão materialista da data não tem a mesma aceitação no coração dos discípulos sinceros, pois, a data sugere meditação, preces, e acuradas reflexões, no inadiável ensejo que a época nos oferta de transformação moral individual imediata que precisamos empreender.

O Natal do espírita tem de ser entendido como mais uma sublime oportunidade de reunir toda a família para uma alegre confraternização de agradecimento a Deus, pelas conquistas realizadas no ano que se finda.

Chega de velhas e ultrapassadas comemorações, sempre levando em conta a ilusão de ganhos matérias perecíveis e fugidios, e procuremos todos, desenvolver os verdadeiros bens que nem os ladrões, nem as traças e nem mesmo a ferrugem são capazes de nos tirar, pois, são ganhos que levaremos conosco quando da nossa volta à verdadeira vida que é a vida espiritual.

Será dessa forma que ofertaremos do fundo de nossas almas agradecidas o nosso presente a quem em verdade merece nosso sincero reconhecimento por tanto que temos recebido desse Mestre Inigualável, Modelo e Guia da humanidade inteira, Jesus de Nazaré.

Francisco Rebouças.

Estudando o espiritismo - LM

Sobre o perispírito

Eis aqui a resposta que, sobre este assunto, deu um Espírito:

"O que uns chamam perispírito não é senão o que outros chamam envoltório material fluídico. Direi, de modo mais lógico, para me fazer compreendido, que esse fluido é a perfectibilidade dos sentidos, a extensão da vista e das idéias. Falo aqui dos Espíritos elevados. Quanto aos Espíritos inferiores, os fluidos terrestres ainda lhes são de todo inerentes; logo, são, como vedes, matéria. Daí os sofrimentos da fome, do frio, etc., sofrimentos que os Espíritos superiores não podem experimentar, visto que os fluidos terrestres se acham depurados em torno do pensamento, isto é, da alma. Esta, para progredir, necessita sempre de um agente; sem agente, ela nada é, para vós, ou, melhor, não a podeis conceber. O perispírito, para nós outros Espíritos errantes, é o agente por meio do qual nos comunicamos convosco, quer indiretamente, pelo vosso corpo ou pelo vosso perispírito, quer diretamente, pela vossa alma; donde, infinitas modalidades de médiuns e de comunicações.

"Agora o ponto de vista científico, ou seja: a essência mesma do perispírito. Isso é outra questão. Compreendei primeiro moralmente. Resta apenas uma discussão sobre a natureza dos fluidos, coisa por ora inexplicável. A ciência ainda não sabe bastante, porém lá chegará, se quiser caminhar com o Espiritismo. O perispírito pode variar e mudar ao infinito. A alma é o pensamento: não muda de natureza. Não vades mais longe, por este lado; trata-se de um ponto que não pode ser explicado. Supondes que, como vós, também eu não perquiro? Vós pesquisais o perispírito; nós outros, agora, pesquisamos a alma. Esperai, pois." L-amennais.

Assim, Espíritos, que podemos considerar adiantados, ainda não conseguiram sondar a natureza da alma. Como poderíamos nós fazê-lo? E, portanto, perder tempo querer perscrutar o principio das coisas que, como foi dito em O Livro dos Espíritos (ns. 17 e 49), está nos segredos de Deus. Pretender esquadrinhar, com o auxílio do Espiritismo, o que escapa à alçada da humanidade, é desviá-lo do seu verdadeiro objetivo, é fazer como a criança que quisesse saber tanto quanto o velho. Aplique o homem o Espiritismo em aperfeiçoar-se moralmente, eis o essencial. O mais não passa de curiosidade estéril e muitas vezes orgulhosa, cuja satisfação não o faria adiantar um passo. O único meio de nos adiantarmos consiste em nos tornarmos melhores. Os Espíritos que ditaram o livro que lhes traz o nome demonstraram a sua sabedoria, mantendo-se, pelo que concerne ao princípio das coisas, dentro dos limites que Deus não permite sejam ultrapassados e deixando aos Espíritos sistemáticos e presunçosos a responsabilidade das teorias prematuras e errôneas, mais sedutoras do que sólidas, e que um dia virão a cair, ante a razão, como tantas outras surgidas dos cérebros humanos. Eles, ao justo, só disseram o que era preciso para que o homem compreendesse o futuro que o aguarda e para, por essa maneira, animá-lo à prática do bem. (Vede, aqui, adiante, na 2ª parte, o cap. 1º: Da  ação dos Espíritos sobre a matéria.)

Fonte: Livro dos Médiuns - FEB, 46ª edição, Cap.IV, item 51.
Francisco Rebouças

Mensagens espirituais

NOS MOMENTOS GRAVES


Use calma. A vida pode ser um bom estado de luta, mas o estado de guerra nunca uma vida boa.

Não delibere apressadamente. As circunstâncias, filhas dos Designios Superiores, modificam-nos a experiência, de minuto a minuto.

Evite lágrimas inoportunas. O pranto pode complicar os enigmas ao invés de resolvê-los.

Se você errou desastradamente, não se precipite no desespero. O reerguimento é a melhor medida para aquele que cai.

Tenha paciência. Se você não chega a dominar-se, debalde buscará o entendimento de quem não o compreende ainda.

Se a questão é excessivamente complexa, espere mais um dia ou mais uma semana, a fim de solucioná-la. O tempo não passa em vão.

A pretexto de defender alguém, não penetre o círculo barulhento. Há pessoas que fazem muito ruído por simples questão de gosto.

Seja comedido nas resoluções e atitudes. Nos instantes graves, nossa realidade espiritual é mais visível.

Em qualquer apreciação, alusiva a segundas e terceiras pessoas, tenha cuidado. Em outras ocasiões, outras pessoas serão chamadas a fim de se referirem a você.

Em hora alguma proclame seus méritos individuais, porque qualquer qualidade excelente é muito problemática no quadro de nossas aquisições. Lembre-se de que a virtude não é uma voz que fala, e, sim, um poder que irradia.

Livro: Agenda Cristã
Chico Xavier/André Luiz

Francisco Rebouças

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Evento espírita

Caros amigos, anunciamos com alegria a palestra espírita que será realizada na Comunidade Espírita Seara de Luz, na Cidade Paulista de Bilac/SP.

Tema: A Importância do Contrôle aos Nossos Pensamentos.

Expositor: Sérgio Avelhaneda - Participação do Grupo Kardecanta, de Birigui/SP. 


Data: Quinta-feita, 17/12/2009.

Horário: 20:00h.

Endereço:  Rua Nair Ribeiro Pintão, nº 174, Jardim São Manuel - Bilac/SP.

Mais informações pelo Telefone: (18) 3659-1470.

Francisco Rebouças

Estudando o espiritismo - LE


Caros amigos, estamos dando continuidade ao estudo da doutrina espírita, com as seguintes questões do Livro dos Espíritos.

   Espaço universal


35. O Espaço universal é infinito ou limitado?

“Infinito. Supõe-no limitado: que haverá para lá de seus limites? Isto te confunde a razão, bem o sei; no entanto, a razão te diz que não pode ser de outro modo. O mesmo se dá com o infinito em todas as coisas. Não é na pequenina esfera em que vos achais que podereis compreendê-lo.”

Supondo-se um limite ao Espaço, por mais distante que a imaginação o coloque, a razão diz que além desse limite alguma coisa há e assim, gradativamente, até ao infinito, porquanto, embora essa alguma coisa fosse o vazio absoluto, ainda seria Espaço.

36. O vácuo absoluto existe em alguma parte no Espaço universal?

“Não, não há o vácuo. O que te parece vazio está ocupado por matéria que te escapa aos sentidos e aos instrumentos.”

DA CRIAÇÃO
Formação dos mundos

O Universo abrange a infinidade dos mundos que vemos e dos que não vemos, todos os seres animados e inanimados, todos os astros que se movem no espaço, assim como os fluidos que o enchem.

37. O Universo foi criado, ou existe de toda a eternidade, como Deus?

“É fora de dúvida que ele não pode ter-se feito a si mesmo. Se existisse, como Deus, de toda a eternidade, não seria obra de Deus.”

Diz-nos a razão não ser possível que o Universo se tenha feito a si mesmo e que, não podendo também ser obra do acaso, há de ser obra de Deus.

38. Como criou Deus o Universo?

“Para me servir de uma expressão corrente, direi: pela sua Vontade. Nada caracteriza melhor essa vontade onipotente do que estas belas palavras da Gênese - “Deus disse: Faça-se a luz e a luz foi feita.”

39. Poderemos conhecer o modo de formação dos mundos?

“Tudo o que a esse respeito se pode dizer e podeis compreender é que os mundos se formam pela condensação da matéria disseminada no Espaço.”

40. Serão os cometas, como agora se pensa, um começo de condensação da matéria, mundos em via de formação?

“Isso está certo; absurdo, porém, é acreditar-se na influência deles. Refiro-me à influência que vulgarmente lhes atribuem, porquanto todos os corpos celestes influem de algum modo em certos fenômenos físicos.”

41. Pode um mundo completamente formado desaparecer e disseminar-se de novo no Espaço a matéria que o compõe?

“Sim, Deus renova os mundos, como renova os seres vivos.”

42. Poder-se-á conhecer o tempo que dura a formação dos mundos: da Terra, por exemplo?

“Nada te posso dizer a respeito, porque só o Criador o sabe e bem louco será quem pretenda sabê-lo, ou conhecer que número de séculos dura essa formação.”

Fonte: Livro dos Espíritos - FEB, 76ª Edição.
Fraancisco Rebouças

Lindas Poesias!

Temos Jesus


Desaba o Velho Mundo em treva densa
E a guerra, como lobo carniceiro,
Ameaça a verdade e humilha a crença,
Nas torturas de um novo cativeiro.

Mas vós, no turbilhão da sombra imensa,
Tendes convosco o Excelso Companheiro,
Que ama o trabalho e esquece a recompensa
No serviço do bem ao mundo inteiro.


Eis que a Terra tem crimes e tiranos,
Ambições, desvarios, desenganos,
Asperezas dos homens da caverna;

Mas vós tendes Jesus em cada dia.
Trabalhemos na dor ou na alegria,
Na conquista de luz da Vida Eterna.


Livro: Parnaso de Além-Túmulo – Div. espíritos
Abel Gomes/Chico Xavier

Francisco Rebouças

domingo, 13 de dezembro de 2009

“A figura de Comunicação de Francisco Cândido Xavier”

Relembrando a vida do querido CHICO.

Independente de qualquer posição pessoal, crença ou convicção, a figura de comunicação de Francisco Cândido Xavier percorre década da vida brasileira operando um fenômeno (refiro-me à comunicação terrena mesmo) de validade única, peculiar, originalíssima. Não vou, portanto, por falta de autoridade para tal, analisá-lo do ângulo religioso e sim as relações de sua figura de comunicação com o público.

Com todos os significantes necessários e já ter desaparecido ou ter-se isolado como um fenômeno passageiro, a figura de comunicação de Francisco Cândido Xavier, no entanto, ganha um significado profundo, dourado, acima e além de paixões religiosas, doutrinas científicas ou interpretações metafísicas.

A inexistência de um tipo físico favorecedor, funciona como outro curioso paradoxo a emergir da figura de comunicação de Chico Xavier. Aquele homem de fala mansa, peruca, acentuado estrabismo, pessoa de humildade e tolerância, não configura o tipo físico idealizado do líder religioso, do chefe de seita, do místico impressionante.

A clássica barba dos místicos ou a cabeleira descuidada ou o olhar penetrante e agudo dos líderes inexistiam no visual de Chico Xavier. Acrescente-se a inexistência em seu modo de vestir, de qualquer originalidade ou definição de estilo próprio ainda que contestador dos estilos formais e burgueses.

Não tem, portanto, Chico Xavier, nos aspectos externos e formais de sua figura de comunicação, nenhum dos elementos habitualmente consagrados como funcionais ou impressionantes dos aspectos externos do grande público, elementos de comunicação incorporados consciente ou inconscientemente por figuras importantes nas religiões. Até a figura do Papa, líder de uma comunidade religiosa, é envolta em pompa e festa, estratégia visual destinada à maior pregnância de sua mensagem e à definição de sua posição como símbolo.Nem mesmo a mais decidida modéstia e humildade pessoal de vários papas são suficientes para que a figura papal se desvista de pompa e simbologia relativas ao reinado que representa. Até nas religiões orientais, menos pomposas, as figuras líderes são cercadas da visão carismática do líder.

Francisco Cândido Xavier, porém, representa uma espécie de antítese vitorioso da figura carismática. Não tem, ponto de vista externo ou visual, nenhum elemento característico. Até ao contrário. Pessoalmente é o anticarisma. Funciona como símbolo de negação de qualquer pompa ou formalidade, um retorno talvez à pureza primitiva dos movimentos religiosos.

E no entanto emerge da figura dele uma das mais poderosas forças de identificação da vida brasileira. Ele é uma espécie de líder desvalido dos desvalidos, dos carentes, dos sofredores, dos não onipotentes, dos despretenciosos, dos modestos, dos dispostos a perder para ganhar.

Curiosamente, tal posição é conquistada naturalmente e sem qualquer traço político direto de tomada de posição ao lado dos fracos num século em que a revolução social aparece como a tônica e como a grande aglutinadora dos movimentos humanos, inclusive os religiosos. Sem qualquer formulação política, sem qualquer mensagem diretamente relacionada com a exploração do homem, sem qualquer revolta direta e institucionalizada contra a miséria ou a injustiça, Francisco Cândido Xavier emerge com a força do perdão, da tolerância, da fraternidade real, da fraqueza forte, da fé, da humildade e do despojamento erigidos como regra de vida, como trabalho efetivo da caridade; da não pompa; da não hierarquia; da não violência em qualquer das suas manifestações, mesmo as disfarçadas em poder; glória, secretismo, hermetismo, iniciação, poder temporal ou promessa de vida eterna.

A figura de comunicação de Francisco Cândido Xavier emerge, portanto, de uma relação profunda e misteriosa com um certo modo de sentir do homem brasileiro, relação esta ainda insuficientemente estudada ou conhecida até mesmo pelos que a vivem, comandam ou exercem. Até mesmo para ele, Francisco, deve haver muita coisa envolta em mistério, um mistério que os seguidores dele tentam definir e enchem-se de explicações científicas ou cientificizantes, religiosas ou religiosisantes, psicológicas, parapsicológicas ou parapsicologizantes.

Para tal contribui, além do aspecto misterioso da psicografia e da relação com os que morreram, a igualmente misteriosa aura de paz e pacificação que domina os que com ele se relacionam pessoalmente ou via meios de comunicação, na relação cuidada e cautelosa, equilibrada e pouco freqüente por ele mantida com a televisão, na qual aparece muito pouco, uma vez por ano no máximo e sempre para grandes públicos.

Além da aura de paz e pacificação que parte dele, há um outro elemento poderoso a explicar o fascínio e a durabilidade da impressionante figura de comunicação de Francisco Cândido Xavier; a grande seriedade pessoal do médium, a dedicação integral se sua vida aos que sofrem e o desinteresse material absoluto. A canalização de todo o dinheiro levantado em direitos autorais para as variadíssimas atividades assistências espíritas dão a Chico Xavier uma autoridade moral – tanto maior porque não reivindicada por ele – que o coloca entre os grandes líderes religiosos do nosso tempo.

Quem se aproximar da atividade real de assistência material e espiritual da comunidade espiritualista brasileira verificará que ela é íntegra e heróica, tal e qual o que há e sempre houve de melhor em assistência de religiões como a católica e a protestante (entre nós), prodígios de dedicação, silêncio e humildade que justificam as vidas dos que dela participam.

Síntese Final:

A integridade pessoal; a íntima relação entre a pregação e própria vida; a honestidade de seus seguidores; a ausência completa de significantes externos; o contato com o mistério; a ausência de qualquer forma de violência em sua figura e pregação; a nenhuma subordinação hierárquica aprisionantes; a discrição pessoal; a nenhuma procura de poder político, temporal ou econômico para o desempenho da própria missão; as formas originais de organização interna de seu movimento, se personalismos ou autoritarismos – tudo isso gera uma figura de comunicação da lta força, mistério, empatia e grandeza moral, principalmente se considerarmos que enfrentou e ultrapassou tempos diferentes do atual (no qual o ecumenismo felizmente impôs-se). Antes, manifestações como as dele eram removidas como bruxaria ou perigosa, ou bárbaras ou alucinantes quaisquer manifestações místico-religiosas diferentes ou discrepantes da religião da classe dominante.
Fonte:

Jornal O Globo, do Rio de Janeiro, de 26-5-1980. (Transcrito do Reformador de Junho de 1980, p. 192.)
Grifos nossos.
Francisco Rebouças

Mansagens Espirituais

SEMEADOR DE LUZ

Esparzem os raios de luz que espoucam na tua alma, junto ao solo dos corações, enquanto medram soberanas sombras e imprecações.

Malgrado estejam feridas tuas mãos pelo cajado das lutas quotidianas, não seja isto empecilho para o mister da sementeira. Pelo contrário, permite que as gôtas de suor da face cansada e as bagas sanguinolentas, caindo na terra das almas se transformem na umidade generosa que desenvolve o embrião a dormir no casulo do amor latente em todos.

Embora os pés assinalados pela presença dos espinhos e da urze, avança na direção do Infinito, alargando a vereda que se estreita à frente para que os da retaguarda possam avançar também.

Não fales de cansaço nem arroles decepção. Aquêles que entesouram o amor podem desdobrar em milhares as moedas da coragem, para continuarem ricos de entusiasmo.

Multiplicam os haveres na razão em que os doam e quanto mais distribuem mais possuem, conseguindo o milagre da felicidade onde se encontram.

Passam muitas vêzes combatidos pela indolência de uns e perseguidos pela rebeldia de outros, mas não se detêm.

Utilizando o tempo com propriedade, por reconhecerem que a hora da semeação passa breve e é necessário aproveitar o momento azado, não se rebelam, nem recalcitram, insistindo e perseverando com otimismo.

Semeador da luz: não temas a treva nem a discórdia, a precipitação ou a preguiça.

Muitos se dizem cansados no campo; outros se afirmam desiludidos; vários desejam renovar emoções caracterizando-se por inusitada saturação; alguns simplesmente desertaram, e onde medravam as primeiras plântulas a erva daninha triunfa e a desolação governa... Prossegue tu, porém, insistentemente, mesmo que te suponhas abandonado, a sós.
Há aquêles que semeiam animosidades e deparam idiossincrasias.

Abundam os que espalham a ira e defrontam resíduos de ódios onde chegam.

Na alfândega da vida muitos apresentam disfarçadas as sementes da maledicência e da infâmia esperando liberação.

O imposto da impertinência, porém, cobra taxas pesadas àqueles que se fazem fiscais em nome da impiedade.

Por isso, na gleba imensa dos homens surgem e ressurgem tantos afligentes e afligidos disputando espaço na ribalta da ilusão fisiológica. Passam disfarçados, enganadores ou enganados, na busca do desencanto. São, também, semeadores do desconcêrto que defrontarão adiante...

Mesmo os cardos se enflorescem, algumas vêzes, e as pedras refulgem quando lapidadas.

Semeia, pois, a luz da esperança, ainda e sempre, desde que se te depare oportunidade feliz.

Um dia, um Homem Sublime abandonou por um pouco um jardim de estrêlas para depositar nas criaturas da Terra gemas de refulgente esperança em torno do Seu Reino.

Ímpios e caídos, hipócritas e pecadores, nobres e plebeus, gentes simples e prepotentes receberam Sua dádiva e fizeram que mergulhassem na terra das suas vidas os raios da Sua luz, transformando-se em sóis de bênçãos que, desde então, clareiam os destinos da Terra. E ele mesmo, quando foi desdenhado numa cruz, fulgurou numa excelente madrugada, continuando a semear a luz da imortalidade na mente e no coração dos que jaziam na sombra da saudade e do medo.

“Pondo-vos a caminho, pregai que está próximo o Reino dos Céus”.

Mateus: capítulo 10º, versículo 7.

“As grandes vozes do Céu ressoam como sons de trombetas, e os cânticos dos anjos se lhes associam. Nós vos convidamos, a vós homens, para o divino concêrto. Tomai da lira, fazei uníssonas vossas vozes e que, num hino sagrado, elas se estendam e repercutam de um extremo a outro do Universo”.

Prefácio, parágrafo 3.

Livro: FLORAÇÕES EVANGÉLICAS


Divaldo Pereira Franco
Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

Não se deve julgar


NÃO condene os que estão em posição de destaque na política ou na administração pública.

Não diga que no lugar deles faria melhor.

Enquanto não pomos em ação real nossas forças, não temos certeza do que são capazes.

Talvez você fizesse pior, se estivesse na posição deles.

Procure desculpar, porque não conhecemos as circunstâncias em que se encontram aqueles que têm sobre seus ombros o grande peso da responsabilidade pública.

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino
 
Francisco Rebouças

sábado, 12 de dezembro de 2009

Lançamento de Livro!

Caros amigos de ideal espírita, é com alegria que trazemos ao conhecimento dos amigos que nos acompanham neste nosso modesto trabalho de divulgação dos eventos espiritas no Brasil e no Mundo, o lançamento na Suíça do Livro; "DIÁRIO DE UM DROGADO".

A história é do espírito Andre K, pela abençoada psicografada de Gorete Newton.

Estamos realmente muito felizes com mais esta auspiciosa notícia, pela certeza da utilidade do conteúdo da obra que surge, sobre tema tão importante e delicado que muito tem infelicitado inúmeras famílias em todo o mundo.

"Neste livro você irá ler o relato do espírito de André K. que em 1995, após tratamento espiritual em sessões mediúnicas e no plano espiritual, recebe permissão para contar sua história. E através da médium Gorete Newton, conta como desencarnou (morreu) aos 16anos, de overdose, na cidade de Zurique na Suíça.

É um relato muito ilustrativo para pais e filhos, assim como para toda a sociedade terem noção das consequências do consumo de drogas após a morte do corpo físico".

Nossos sinceros parabéns amiga Gorete Newton, que Deus te abençoe e inspire, que muitas outras obras possam chegar ao nosso conhecimento pela mediunidade dessa excelente trabalhadora da Seara de Jesus de Nazaré.


Francisco Rebouças

Tirando dúvidas sobre mediunidade

Caros amigos, estamos dando continuamos com o estudo sobre mediunidade enfocando as questões do Livro DIRETRIZES DE SEGURANÇA. Questões 51 a 54.
 
51- Não basta que o Jovem espírita tenha conhecimento teórico da Doutrina?

Divaldo - Tudo aquilo que fica reduzido a palavras carece de fundamentos de atos. Se ele tem conhecimento teórico da Doutrina, necessita pôr à prova esses conhecimentos através da boa prática do Espiritismo.

52 - Que pensar dos médiuns psicofônicos que recebem espíritos durante a sessão, um atrás do outro? Será indício de grande mediunidade?

Raul - A mediunidade amadurecida não é identificada pelo número de desencarnados que se comuniquem por um único médium, numa mesma sessão, mas será identificada pelo teor das comunicações pela qualidade do fenômeno, que demonstrará a maior ou menor afinação do médium com as responsabilidades da tarefa.

Cada médium, quando devidamente esclarecido e maduro para o desempenho dos seus compromissos, saberá que o número avultado de comunicações por sessão poderá indicar descontrole do instrumento encarnado e não a sua pujança mediúnica. Há médiuns que prosseguem dando passividade a entidades durante a prece de encerramento, sem qualquer disciplina, quando não justificam que tais entidades estavam programadas, como se os Emissários do Além, responsáveis por lides tão ‘graves, tivessem menor bom senso do que nós, os encarnados.

Um número de até duas comunicações, e, em caso de grande necessidade e carência de outros médiuns, até três, parece bastante coerente.

Todos os médiuns, assim, terão chance de atender aos irmãos desencarnados, sem desnecessários desgastes.

53 - Quais as causas do sono de que muitos companheiros se queixam quando participam de uma reunião mediúnica? Como evitá-lo?

Raul - As causas podem ser várias. Desde o cansaço físico, quando o indivíduo que vem de atividades muito intensas e que, ao sentar-se, ao relaxar-se, naturalmente é tomado pelo torpor da sonolência. Também, pode ser causado pela indiferença, pelo desligamento, quando alguém está num lugar, fisicamente, entretanto, pensando em outro, desejando não estar onde se acha. Compelido por uma circunstância qualquer, a pessoa se desloca mentalmente.

O sono pode, ainda, ser provocado por entidades espirituais que nos espreitam e que não têm nenhum interesse em nosso aprendizado para o nosso equilíbrio e crescimento.

Muitas vezes, os companheiros questionam. ‘Mas nós estamos no Centro Espírita, estamos num campo protegido e como o sono nos perturba?” Temos que entender que tais entidades hipnotizadoras podem não penetrar o circuito de forças vibratórias da Instituição ficam do lado de fora. Mas, a pessoa que entrou no Centro, na reunião não sintonizou-se com o ambiente, continua Vinculada aos que se conservam fora, e através dessa porta, desse plug aberto, ou dessa tomada, as entidades que ficaram lá de fora lançam seus tentáculos mentais, formando uma ponte. Então, estabelecida a ligação atuam na intimidade dos centros neuroniais desses incautos, que dormem, que se dizem desdobrar: “Eu não estava dormindo... apenas desdobrei, eu ouvi tudo... “Eles viram e ouviram tudo o que não fazia parte da reunião. Foram fazer a viagem com as entidades que os narcotizaram.

Deparamos aí com distúrbios graves, Porque quando termina a reunião o indivíduo está fagueiro, ótimo e sem sono e vai assistir à televisão até altas horas, depois de se haver submetido aos fluidos enfermiços. Por isso recomendamos àqueles que estão cansados fisicamente, que façam um ligeiro repouso antes da reunião ainda que seja por poucos minutos, para que o organismo possa beneficiar-se do encontro, para que fiquem mais atentos durante o trabalho doutrinário, levantar-se, borrifar o rosto com água fria, colocar-se em uma posição discreta, sempre que possível ao fundo do salão, em pé, sem encostar-se, a fim de lutar contra o sono.

Apelar para a prece, porque sempre que estamos ‘desejosos de participar do trabalho do bem, contamos com a eficiente colaboração dos Espíritos Bondosos. Faze a tua parte que o céu te ajudará.

Temos, então, o sono como esse terrível adversário de nossa participação, de nosso aprendizado, de nosso crescimento espiritual. Não permitamos que ele se apodere de nós. Lutemos o quanto conseguirmos, e deveremos conseguir sempre, para combatê-lo, para termos bons frutos no bom aprendizado.


54 - Quais seriam as etapas a serem percorridas pelo médium na sua educação mediúnica?

Raul - Segundo Allan Kardec, em: O Livro dos Médiuns1, a mediunidade não deverá ser explorada antes que venha a eclodir. Dever-se-ia esperar que ela brotasse e, a partir de então, se lhe daria o devido trato. Sendo assim, embora encontremos muitos companheiros que se candidatam ao exercício da mediunidade, sem que jamais hajam sentido coisa alguma que lhes demonstre serem portadores desse grau ostensivo de mediunidade, as nossas Instituições Espíritas devem estar sempre em guarda cuidadosa, para que não inaugurem o sistema de fabricação mediúnica destituída de qualquer valor doutrinário, uma vez que há companheiros que se aproximam das Instituições Espíritas, portando tais peculiaridades mediúnicas já em processo de desabrochamento.

A Instituição orientada pela Doutrina deverá aproximá-los dos estudos doutrinários, das reuniões doutrinárias, do trabalho assistencial em favor de necessitados, daqueles labores que possam gradativamente disciplinar a criatura. Não é oportuno que ela chegue ao Centro e seja, de imediato, encaminhada à mesa de trabalhos mediúnicos, mas, sim, introduzida no campo de estudo, de conhecimento doutrinário espírita.

Se a pessoa estiver com a mediunidade atormentada será encaminhada para tratamento através de passes, explicações doutrinárias e da participação nas reuniões de estudos, para que possa, gradualmente, ir assentando essas energias revoltas, equilibrando-se até que possa chegar à atividade propriamente mediúnica. Isto porque, se aproximarmos a criatura, sem nenhum conhecimento espírita da mediunidade, aquilo não lhe sendo compreensível poderá afastá-la ou perturbá-la ainda mais. Não sabendo o que ocorre consigo mesma, a pessoa, ao invés de entregar-se ao labor, procura fugir, procura criar empecilhos de maneira consciente ou inconsciente. E é exatamente por isso que, não oferecendo a mediunidade nenhum espetáculo, sendo um fenômeno natural, exigirá que o companheiro tenha, pelo menos, as primeiras noções basilares do que a Doutrina Espírita nos fala a respeito desse tentame. Por isso, aqueles que se aproximam da mediunidade deverão encontrar, nas Instituições Espíritas, a orientação para o tratamento, para o trabalho e para o estudo conforme Allan Kardec nos preceitua.

1 KARDEC, Allan. O livro dos médiuns, capítulo 16º, item 198, 53ª edição, FEB, Brasília - DF, 1986.

Livro: Diretrizes de Segurança
Divaldo Franco/Raul Teixeira

Francisco Rebouças

Mensagens espirituais

COM AMOR



"E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vinculo da perfeição." - Paulo. (COLOSSENSES, 3:14.)

Todo discípulo do Evangelho precisará coragem para atacar os serviços da redenção de si mesmo.

Nenhum dispensará as armaduras da fé, a fim de marchar com desassombro sob tempestades.

O caminho de resgate e elevação permanece cheio de espinhos.

O trabalho constituir-se-á de lutas, de sofrimentos, de sacrifícios, de suor, de testemunhos.

Toda a preparação é necessária, no capitulo da resistência; entretanto, sobre tudo isto é indispensável revestir-se nossa alma de caridade, que é amor sublime.

A nobreza de caráter, a confiança, a benevolência, a fé, a ciência, a penetração, os dons e as possibilidades são fios preciosos, mas o amor é o tear divino que os entrelaçará, tecendo a túnica da perfeição espiritual.

A disciplina e a educação, a escola e a cultura, o esforço e a obra, são flores e frutos na árvore da vida, todavia, o amor é a raiz eterna.

Mas, como amaremos no serviço diário?

Renovemo-nos no espírito do Senhor e compreendamos os nossos semelhantes.

Auxiliemos em silêncio, entendendo a situação de cada um, temperando a bondade com a energia, e a fraternidade com a justiça.

Ouçamos a sugestão do amor, a cada passo, na senda evolutiva.

Quem ama, compreende; e quem compreende, trabalha pelo mundo melhor.

Livro: Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel
 
 
Francisco Rebouças

Estudando o espiritismo - E.S.E.

A lei humana atinge certas faltas e as pune. Pode, então, o condenado reconhecer que sofre a conseqüência do que fez. Mas a lei não atinge, nem pode atingir todas as faltas; incide especialmente sobre as que trazem prejuízo â sociedade e não sobre as que só prejudicam os que as cometem, Deus, porém, quer que todas as suas criaturas progridam e, portanto, não deixa impune qualquer desvio do caminho reto, Não há falta alguma, por mais leve que seja, nenhuma infração da sua lei, que não acarrete forçosas e inevitáveis conseqüências, mais ou menos deploráveis. Daí se segue que, nas pequenas coisas, como nas grandes, o homem é sempre punido por aquilo em que pecou. os sofrimentos que decorrem do pecado são-lhe uma advertência de que procedeu mal. Dão-lhe experiência, fazem-lhe sentir a diferença existente entre o bem e o mal e a necessidade de se melhorar para, de futuro, evitar o que lhe originou uma fonte de amarguras; sem o que, motivo não haveria para que se emendasse. Confiante na impunidade, retardaria seu avanço e, conseqüentemente, a sua felicidade futura.

Entretanto, a experiência, algumas vezes, chega um pouco tarde: quando a vida já foi desperdiçada e turbada; quando as forças já estão gastas e sem remédio o mal, Põe-se então o homem a dizer: "Se no começo dos meus dias eu soubera o que sei hoje, quantos passos em falso teria evitado! Se houvesse de recomeçar, conduzir-me-ia de outra maneira. No entanto, já não há mais tempo!" Como o obreiro preguiçoso, que diz: "Perdi o meu dia", também ele diz: "Perdi a minha vida". Contudo, assim como para o obreiro o Sol se levanta no dia seguinte, permitindo-lhe neste reparar o tempo perdido, também para o homem, após a noite do túmulo, brilhará o Sol de uma nova vida, em que lhe será possível aproveitar a experiência do passado e suas boas resoluções para o futuro.

Fonte: E.S.E. Cap. V, item 5.
 
Francisco Rebouças

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Ansiedade, filha da pressa, caminho para o engano!

Sejamos pacientes, confiantes e sem precipitações, para não apressarmos os resultados antes do tempo necessário

É, bastante prudente, tomarmos todos os cuidados como medida cautelar para evitarmos o estado de ansiedade que freqüentemente nos toma de surpresa, causando-nos um mal-estar que nos desequilibra, incomoda e entristece por muito tempo. Começa de maneira bem sutil, e quando nos apercebemos, já estamos aflitos inquietos, angustiados, preocupados com alguma coisa que nem sempre se concretiza, mas que nos causa antecipadamente enormes prejuízos emocionais, chegando mesmo algumas vezes a nos adoecer. Isso, acontece, porque como seres imperfeitos que ainda somos, não temos a devida paciência para esperar o tempo adequado para a realização das coisas que almejamos realizar, e apressadamente nos atiramos na busca da solução que demanda normalmente tempo e trabalho.

Não observamos os exemplos que a “mãe natureza” nos fornece como ensinamentos, a todo o instante, mostrando-nos que o fruto não surge sem que a árvore esteja devidamente pronta e na época certa de sua estação; que o dia não chega antes que a madrugada se vá; que a noite não surge sem que o Astro Rei tenha iluminado todo o dia etc., em vão também será todo o esforço mal direcionado e todo o trabalho que não se apóia na disciplina do respeito ao tempo necessário para sua concretização, e, por isso mesmo, não poderá ter sua conclusão de forma perfeita, em vista de que tudo tem seu tempo de realização, como diz a sabedoria popular “a pressa é inimiga da perfeição”.

Encontramos em Evangelho segundo o Espiritismo, Capítulo V, as instruções que seguem que muito nos aclaram sobre o assunto conforme segue: “Sabeis por que, às vezes, uma vaga tristeza se apodera dos vossos corações e vos leva a considerar amarga a vida? E que vosso Espírito, aspirando à felicidade e à liberdade, se esgota, jungido ao corpo que lhe serve de prisão, em vãos esforços para sair dele. Reconhecendo inúteis esses esforços, cai no desânimo e, como o corpo lhe sofre a influência, toma-vos a lassidão, o abatimento, uma espécie de apatia, e vos julgais infelizes. Crede-me, resisti com energia a essas impressões que vos enfraquecem a vontade. São inatas no espírito de todos os homens as aspirações por uma vida melhor; mas, não as busqueis neste mundo e, agora, quando Deus vos envia os Espíritos que lhe pertencem, para vos instruírem acerca da felicidade que Ele vos reserva, aguardai pacientemente o anjo da libertação, para vos ajudar a romper os liames que vos mantêm cativo o Espírito. Lembrai-vos de que, durante o vosso degredo na Terra, tendes de desempenhar uma missão de que não suspeitais, quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou. Se, no curso desse degredo-provação, exonerando-vos dos vossos encargos, sobre vós desabarem os cuidados, as inquietações e tribulações, sede fortes e corajosos para os suportar. Afrontai-os resolutos. Duram pouco e vos conduzirão à companhia dos amigos por quem chorais e que, jubilosos por ver-vos de novo entre eles, vos estenderão os braços, a fim de guiar-vos a uma região inacessível às aflições da Terra. - François de Genève. (Bordéus.)”

Necessário se faz, empenharmo-nos com esmero, disciplina e confiança, no trabalho de elaboração de todo o nosso empreendimento de qualquer ordem, seja no âmbito familiar, profissional, religioso etc., na execução do que está sob nossa responsabilidade, e aguardemos o devido tempo de espera necessário para a realização adequada do nosso objetivo, que chegará na hora certa, e não apressemos os resultados antes da época certa da sua colheita; pois bem sabemos que mesmo que os frutos surjam, ainda se faz imprescindível que respeitemos o tempo necessário para a colheita na hora mais adequada, sem precipitações que nos causariam perda da safra de nossa preciosa semeadura.

Pode acontecer, que mesmo com todo o nosso trabalho no cuidado com nossa lavoura, não colhamos os resultados que esperamos colher, em vista dos inúmeros imprevistos que poderão suceder, e nem por isso, nosso estado de ansiedade será capaz de alterar o resultado final da colheita, visto que tudo é antes de qualquer coisa concessão Divina que poderá muito bem achar que não é hora de conquistarmos tal ou qual coisa e que por isso mesmo, precisamos ter calma, equilíbrio e paciência para aceitarmos os desígnios superiores em relação às nossas construções atuais, sem esquecer que ainda temos inúmeras dívidas a saldar com a Lei Maior.

Em o Livro dos Espíritos encontramos as sábias instruções dadas pelos Imortais da Vida Maior, em resposta ao questionamento feito por Allan Kardec sobre o assunto conforme segue:

984. As vicissitudes da vida são sempre a punição das faltas atuais?

“Não; já dissemos: são provas impostas por Deus, ou que vós mesmos escolhestes como Espíritos, antes de encarnardes, para expiação das faltas cometidas em outra existência, porque jamais fica impune a infração das leis de Deus e, sobretudo, da lei de justiça. Se não for punida nesta existência, sê-lo-á necessariamente noutra. Eis porque um, que vos parece justo, muitas vezes sofre. É a punição do seu passado.”

Bibliografia: Kardec, Allan - E.S.E. Capítulo V, item 25;
Kardec, Allan - Livro dos Espíritos – perg. 984.

Publicado originariamente no Jornal O Clarim, edição de setembro/06.

Francisco Rebouças.

Lindos Casos de Chico Xavier

10 - O PRESIDENTE FRUSTRADO

A primeira sessão espírita no lar dos Xavier realizou-se em maio de 1927.

Em junho do mesmo ano, os companheiros dessa reunião cogi¬tavam de fundar um núcleo doutrinário.

Era preciso fundar um Centro — diziam.

E, certa noite, num velho cômodo junto à venda de José Feli¬zardo, onde o Chico era empregado, o assunto voltou a debate.

Na assembléia, estavam apenas dois companheiros espíritas, con¬tudo, junto deles, umas dez pessoas, sentadas, bebiam e comiam animadamente.

— Ah! um Centro Espírita? Boa idéia! — comentava-se.

— Apressemos a fundação!

— Faremos tudo por ajudar.

- Será para nós um sinal de progresso.

E, dentre as exclamações entusiásticas que explodiam surgiu a palavra de um cavalheiro respeitável, pedindo para que o Centro fosse instituído ali mesmo. Quem seria o Presidente? José Hermínio Perácio, o companheiro que acendera aquela nova luz do Espiritismo em Pedro Leopoldo, morava longe, a cem quilômetros de distância.

Mas o cavalheiro de faces avermelhadas prometeu solene:

— Assumo a responsabilidade. A fundação ficará por minha conta. Chamem o Chico. Ele poderá lavrar a ata de fundação. Serei o Presidente e ele terá as funções de Secretário.

Depois de breve conversação, o grupo recebeu o nome de “Centro Espírita Luiz Gonzaga”.

Chico lavrou a ata que todos presentes assinaram.

Mas, na manhã imediata, o cavalheiro que chamara a si a Pre¬sidência, voltou à venda de José Felizardo e pediu para que seu nome fosse retirado da ata, alegando:

— Chico você sabe que sou de família católica e tenho meus deveres sociais. Ontem, aquele meu intusiasmo pelo Espiritismo era efeito do vinho. Se vocês precisarem de mim, estou pronto para auxiliar, contudo, não posso aceitar o encargo de Presidente.

— Mas, e como ficaremos? — perguntou o Chico - eu sou apenas o Secretário.

— Você faça como achar melhor, mas não conte comigo.

E o Presidente saiu, deixando o Chico a pensar.

Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama
 
Francisco Rebouças

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Proceda sempre com equilíbrio

AFASTE-SE dos ambientes malsãos.

Evite as pessoas mal intencionadas.

No entanto, se sua presença puder melhorar, sem que com isto sofra sua alma, leve sua virtude mesmo ao antro do vício.

Mas faça como o sol, que ilumina e saneia o pântano, sem que seu raio de luz e calor dali se afaste enlameado e fétido.

Seja você o espelho vivo de sua fé.

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino

Francisco Rebouças

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

SELO DA ANESPB

Caros amigos, um ANESPB -- AGÊNCIA DE NOTÍCIAS ESPIRITAS DA PARAÍBA Acaba de Criar um selo para destacar QUALIDADE E A EXCELÊNCIA do trabalho de jornalismo e comunicação dos diversos sites e blogs espíritas conforme informação abaixo do criador do selo.
"O selo será enviado para os blogs e sites selecionados pela ANESPB, nossos parceiros de Intercâmbio durante todo o ano de 2009.
É um singelo e sincero reconhecimento ao trabalho dos jornalistas e divulgadores espíritas da Paraíba e do Brasil.
Esperamos que seja do agrado de todos.
Segue em nossos Selos ANESPB Reconhecimento à excelência do seu trabalho Através dos sites que administra.
Não esqueça de inseri-lo na página ".
Carlos Barros.
Aproveitamos para parabenizar o amigo Carlos Barros, Por mais essa iniciativa, e agradecer pela inclusão dos nossos blogs na lista dos escolhidos para receberem tão grato Reconhecimento e distinção.
Grande abraço,
Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Glória a Kardec

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

De Kardec aos dias de hoje

Muitas Vidas

Divaldo Franco

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Chico Xavier

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel