Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”

Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



quarta-feira, 2 de novembro de 2016

ENTREVISTA COM PAULO NETO

O FRANCISCO REBOUÇAS ESPIRITISTA TEM O PRAZER DE APRESENTAR AOS NOSSOS DISTINTOS AMIGOS, A ENTREVISTA QUE NOS FOI CONCEDIDA PELO RENOMADO PESQUISADOR ESPÍRITA, PAULO DA SILVA NETO SOBRINHO.
Entrevista:

Paulo Neto
Dados do nosso entrevistado:
Paulo da Silva Neto Sobrinho é natural de Guanhães, MG.
Bacharel em Ciências Contábeis e em Administração de Empresas pela Universidade Católica-MG (PUC-BH). Aposentou-se como Fiscal de Tributos pela Secretaria da Fazenda-MG.
Adepto do Espiritismo desde Julho/1987; atualmente frequenta o Movimento Espírita em Belo Horizonte, MG. 
Articulista de diversos periódicos espíritas, entre eles, pode-se citar a revista Espiritismo & Ciência, da Mythos Editora, onde tem vários artigos publicados.
Na Web, vários sites espíritas publicam alguns de seus textos, entre eles:

Paulo Neto é autor dos livros seguintes:
A Bíblia à Moda da Casa
Alma dos Animais: estágio anterior da alma humana?
Espiritismo, princípios, práticas e provas.
Os espíritos comunicam-se na Igreja Católica.
Racismo em Kardec? (Ebook).
As colônias espirituais e a codificação.
Kardec & Chico: dois missionários.

FR: Prezado Paulo Neto, como aconteceu o seu encontro com a doutrina espírita?

PN: Na época vivia um relacionamento com uma jovem, que passava por sério problema de obsessão. Fomos orientados a procurar uma Casa Espírita, foi o que fizemos, o carinho com que receberam a nós dois, me sensibilizou muito. Constatada a obsessão, a Casa Espírita, diante da gravidade, que se apresentava o caso, abriu uma reunião específica para atendê-la. A partir daí comecei a questionar se havia algum sentido as pessoas brincarem de receber espíritos outros de conversar com eles, se não havia público algum, além de nós dois. Resolvi ler as obras de Kardec, e a partir daí, meu caro amigo, estou as lendo até hoje. (risos)

FR: Qual a casa espírita que você frequenta na atualidade?

PN: Atualmente frequento o Centro Espírita Manoel Felipe Santiago, no Bairro Santo Antônio, uma das tradicionais Casas Espíritas de Belo Horizonte. Atendendo a convite dos amigos, faço palestras em cerca de umas 20 outras.

FR: A Doutrina Espírita completou 159 anos de existência, seu conteúdo permanece atualizado ou precisa ser reformado em algum ponto?

PN: Kardec disse que “O Livro dos Espíritos não é um tratado completo do Espiritismo; não faz senão colocar-lhe as bases e os pontos fundamentais, que devem se desenvolver sucessivamente pelo estudo e pela observação. (Revista Espírita de julho de 1866, artigo Visão Retrospectiva das existências dos Espíritos, 3º§), portanto, a Doutrina Espírita sendo progressista caberá novas orientações até mesmo diante do progresso tecnológico e científico da atualidade. Na Codificação, por exemplo, nada foi falado a respeito de bebê de proveta, entretanto, isso é uma realidade. A meu ver, um ponto ainda controverso no meio espírita é se o princípio inteligente, na sua escalada evolutiva, passou ou não pelo reino mineral. Enfim, há muitas coisas que carecem de maiores esclarecimentos.

FR: Como proceder para divulgarmos de maneira correta a mensagem espírita?

PN: Poderíamos focar na divulgação via mídia (TV, Internet) promovendo a divulgação com programas sérios, feitos por pessoas reconhecidamente competentes. Seria, também, uma boa oportunidade dos expositores de destaque serem vistos e ouvidos por um maior número de pessoas.

FR: Acompanhamos seu trabalho na divulgação do Espiritismo, e particularmente na defesa da fidelidade doutrinária, como você está vendo essa invasão de livros tidos como espíritas sem a necessária preocupação com os preceitos contidos na codificação do Espiritismo?

PN: Infelizmente, no meio espírita, há considerável número de publicações que comprometem em muito a sua natureza de revelação divina, porquanto sérios questionamentos doutrinários surgem delas. Sendo uma Doutrina da lógica e do bom senso, ela, por si só, agrada a muitas pessoas, mas essas obras prejudicam-na, às vezes, levando-a ao ridículo.

FR: Com a experiência de dedicado pesquisador da doutrina espírita, o que você pode nos dizer dos diversos livros, artigos, etc., publicados na mídia espírita que falam de assuntos doutrinariamente polêmicos sem citar as fontes de onde são retiradas da codificação espírita?

PN: Se não colocam as fontes caem no “achismo”, ou seja, espelham opiniões pessoais dos autores. Se, defendemos a causa espírita, devemos mostrar ao leitor onde buscamos os argumentos doutrinários para sustentar nossas ideias e/ou conclusões. Quando se falar em nome da doutrina, dever-se-ia tratar o livro ou artigo nos moldes de um trabalho acadêmico, é o que procuro fazer com tudo que escrevo.

FR: Você acabou de lançar o livro Kardec e Chico dois missionários, trazendo um manancial de informações que esclarecem que Chico não foi a reencarnação de Kardec, como você vê a opinião dos que afirmam que Chico é Kardec, sem a preocupação de apresentar argumentos de pesquisas sérias como a sua?

PN: O grande problema disso é que iludem muita gente, especialmente, aqueles que não têm um conhecimento doutrinário mais aprofundado ou os que acabam de adentrar ao Movimento Espírita. Quando me propus a escrever esse livro, tive como objetivo atingir a esse público, não me moveu a intenção de converter ninguém ao que penso. Se os argumentos, calcados em fontes confiáveis, que apresentamos ao leitor, são bons, aceite-os, caso contrário, usando uma linguagem da informática, delete-os.

FR: Como o livro tem sido recebido pelo movimento espírita em geral?

PN: A resposta do público tem sido bem positiva. De Portugal, mandou-me um e-mail elogiando o nosso livro a escritora Manuela Vasconcelos, presidente da Comunhão Espírita Cristã de Lisboa.

FR: Fale-nos sobre outro assunto para o qual você dedicou grande trabalho de pesquisa, para esclarecimento de quantos ainda tinham dúvidas sobre “O Espírito da Verdade”, que alguns espíritas insistem em dizer que era um grupo de espíritos participantes da obra da codificação do espiritismo.

PN: Diante da pesquisa que fiz do tema, ficou bem claro que ele era o coordenador de todos os Espíritos envolvidos na codificação. Kardec, em a Revista Espírita 1866, afirmou categórico: “A qualificação de Espírito de Verdade não pertence senão a um e pode ser considerado como nome próprio; ela é especificada no Evangelho.” Quanto à sua identificação temos, por exemplo, Erasto que o designou de “Mestre de todos nós” e “Nosso Mestre bem-amado”. Compare-se a mensagem IX do cap. XXI de O Livro dos Médiuns, que, em nota, Kardec disse ter sido assinada por Jesus de Nazaré, com a mensagem número 5 do Cap. VI do Evangelho Segundo o Espiritismo, que está assinada pelo Espírito de Verdade.

FR: Já sofreu críticas ou reprovação por agir dessa forma, pesquisar antes de informar?

PN: Ah!, meu caro amigo, não há ninguém que escape às críticas, nem mesmo o mestre Jesus deixou de sofrê-las. Mas, o que me move a seguir em frente, é a opinião dos amigos sinceros e, especialmente, dos estudiosos. Já me qualificaram de “roustainguista” e de “desvalorizar a grandeza espiritual de Kardec”, isso vem de pessoas que não admitem ninguém ser contrário ao que pensam.

FR: Tem algo que acontece no Movimento espírita que você não aprecia?

PN: Infelizmente, há duas coisas que não vejo com bons olhos. Primeira é como os espíritas tratam uns aos outros em suas discussões a respeito de qualquer assunto, está mais para “armai-vos uns contra os outros”. A segunda, é o pouco-caso que alguns companheiros tratam quase todos, especialmente, aqueles que se julgam de saber ilimitado, menosprezando qualquer opinião que não for a dele.

FR: Por quais motivos nas Casas Espíritas os estudos sistematizados da doutrina são tão poucos frequentados?

PN: Esse parece-me ser um mal quase que generalizado das Casas Espíritas. Dois fatores contribuem para isso; o primeiro está diretamente ligado ao coordenador, se não for alguém competente doutrinariamente e bom líder acaba dispersando as pessoas; o segundo, é que muitos expositores não aproveitam dos recursos da informática para dinamizar suas exposições, tirando-as das leituras intermináveis e monótonas, que invés de interesse despertam sono.

FR: O que você diria a quem lhe pedisse orientação de obras para iniciar no conhecimento do espiritismo?

PN: Há algum tempo atrás eu sempre recomendava a obra O Livro dos Espíritos, mas o retorno que as pessoas me davam não era nada bom. Passei a recomendar a obra O que é o Espiritismo (cuja interrogação do título sumiu), e percebi a mudança, as respostas passaram a ser positivas. Pensei comigo: “Que ideia genial”. Mas, para abater minha tola vaidade acabei por descobrir que essa ideia genial é de Kardec, que nessa própria obra e em O Livro dos Médiuns ele recomenda que se inicie os estudos pelo O que é o Espiritismo?. Pus as barbas de molho. (risos)

FR: O aborto continua sendo o assunto mais discutido no meio espírita no momento, de que maneira nós espíritas podemos contribuir para evitar esse crime?

PN: Não vejo outra forma senão a de esclarecer qual é o ponto de vista doutrinário sobre o aborto. Mas, para que isso aconteça, é necessário que o tema esteja programado para ser tratado nas reuniões públicas e nas de mocidades. Julgo ser o esclarecimento o melhor antídoto.

FR: Porque nos dias de hoje, 2016 anos após Jesus nos trazer suas mensagens de amor e respeito ao próximo, o ser humano ainda não pratica seus ensinamentos?

PN: Isso é a prova inconteste do atraso moral da humanidade. O progresso se fará quer queiramos ou não, porquanto a vontade de Deus se cumprirá. A semente foi lançada ao solo, o tempo da frutificação acontecerá, é da lei. Julgo que Deus não tem pressa, o infinito relativiza qualquer noção que temos sobre a duração do tempo.

FR: Quais seus projetos para o futuro?

PN: Nenhum projeto específico, mas gostaria de nunca sair da trilha que já tracei em relação ao fato de que minha opinião não pode se sobrepor aos conceitos doutrinários. Para isso conto como os amigos, aos quais todos os meus textos são enviados, são os meus filtros para manter-me nos limites doutrinários e para não sair do respeito que devo ter para com os outros, mesmo que suas opiniões sejam contrárias às minhas.

FR: Paulo Neto, o que você gostaria de ter respondido, e que eu deixei de te perguntar?

PN: Sobre algo que Chico Xavier disse e que me marcou. Trago para reflexão de todos nós, espíritas, essa afirmação simples e profunda ao mesmo tempo, dita por nosso Chico: “Se nós pudéssemos colocar uma legenda na frente de cada conjunto residencial, de cada cidade, de cada aldeia, de cada metrópole, de cada grande capital do progresso humano, se nós pudéssemos e tivéssemos bastante autoridade para isso, escolheríamos aquela frase de Nosso Senhor Jesus Cristo quando ele nos disse: 'Amai-vos uns aos outros como eu vos amei!'”

FR: Para encerrar, gostaríamos que deixasse registrada sua mensagem a toda família espírita brasileira, através do Francisco Rebouças Espiritista.

PN: “Muito se pedirá àquele a quem muito mais coisas se haja confiado.” (Lc 12,48) essa frase, dita por Jesus, muito me preocupa, pois não vejo que nós espíritas estejamos tão conscientes assim de nossa responsabilidade diante do conhecimento espírita que possuímos. Se a tivéssemos cumpriríamos integralmente essa assertiva do Espírito de Verdade: “Espíritas amai-vos, esse o primeiro mandamento…”

FR: Agradecemos ao amigo Paulo Neto, por sua gentileza para com o Francisco Rebouças Espiritista, nos colocamos à disposição para a divulgação de matérias de sua autoria que o amigo desejar, e rogamos a Deus que o conserve com saúde e paz, para que você continue com lucidez e determinação, seu trabalho de divulgação da mensagem espírita, fundamentado na fidelidade aos postulados da codificação do espiritismo.
Site do Paulo Neto: www.paulosnetos.net - contato@paulosnetos.net

Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

De Kardec aos dias de hoje

Madre Teresa

As Mães de Chico Xavier

Reencarnação - Menino Piloto

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Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel