Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”

Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A VIDA RESPONDE CONFORME PROGRAMADA

As atividades prosseguiam árduas, tendo-se em  vista  o  número  de  vítimas  que foram arrebatadas pela grandiosa tragédia.
Lamentavelmente,  sem  qualquer  preparação  para  o  enfrentamento  da  realidade espiritual, debatiam-se nas amarras fortes do corpo em putrefação, tentando reanimá-lo, a fim de recomeçaram o banquete dantesco das ilusões. Quando os  esforços não se coroavam de  êxito,  o  que  jamais  acontecia,  o  desespero  alucinava-as,  demonstrando  que  viveram apenas para as sensações.
Certamente,  havia  muitos  Espíritos  enobrecidos  pelo  trabalho  e  pela  dignidade, pela fé religiosa esposada, pelos valores morais a que se entregavam, que eram socorridos por  familiares  queridos  que  os  anteciparam  na  romagem  da  Imortalidade,  por  abnegados mentores que os auxiliaram na jornada terrestre.
Referimo-nos  à  maioria,  à  mole  humana  descuidada,  para  a  qual  a  existência  é apenas uma viagem ao país das quimeras, sem o sentido profundo de que se reveste.
Como, porém, o amor de Deus está sempre presente, não lhes faltavam socorros efetivos  do  mundo  espiritual,  como  ocorria  em  relação  ao  nosso  pequeno  grupo  de afeiçoados ao Bem.
Encontrava-me  atendendo  a  uma  senhora  desencarnada,  ajudado  pelo  irmão Oscar,  que  tentava  romper  inutilmente  os  liames  perispirituais,  experimentando  muitas angústias.
Dei-me  conta  do  seu  estado  adiantado  de  gestação,  notando  a  presença  do Espírito-feto,  que  se  encontrava  adormecido  após  a  morte  orgânica,  porém,  i mantado  ao corpo da mãezinha.
Sem saber como proceder, recorri à ajuda do benfeitor que, solícito, acercou-se-nos, sugerindo que, primeiro, tentássemos adormecer a genitora, a fim de ser providenciado o parto.
Concentrando-nos,  ambos,  aplicamos  energias  calmantes  na  senhora  aflita,  que lentamente  asserenou-se,  adormecendo.  O  Dr.  Charles  pediu  a  Ana  que  atendesse  ao filhinho,  enquanto  ele  aplicava  recursos  especiais  na  área  do  chakra  coronário  do pequenino,  diluindo  a  energia  densa,  que  se  foi  alterando,  mudando  de  tonalidade  e  de formato até diluir-se como um fio que se esgarça, sendo separadas totalmente as  fibras de energia que os uniam.
Vide nosso livro "PAINÉIS DA OBSESSÃO", capítulo XV - Trama do ódio. Editora LEAL — Nota do autor espiritual.
 
Nesse comenos, observamos que a gestante movimentou-se, embora adormecida, e expeliu uma espessa massa informe, como se fora o parto. Logo nos demos conta de que se tratava da condensação mental de ambos, filho e genitora, acumulada no útero, em cujo claustro desenvolvia-se a gestação.
A partir desse momento, o seu sono tornou-se reparador tranquilo.  Na etapa final do processo,  o  Espírito,  que  não  lograra  a  benção  da  reencarnação,  experimentou  um grande choque, enquanto vimos o corpo da desencarnada absorver os fluidos densos que o retinham, sendo atraídos pelo seu cadáver.
Notei,  curiosamente  que,  de  imediato,  o  processo  de  decomposição  tornou-se mais  rápido,  apesar  de    o  haver  iniciado.  As  bactérias  encarregadas  da  destruição  dos tecidos pareceram vitalizadas, e aumentaram infinitamente, com voracidade que  não tivera ocasião de perceber anteriormente.
Dr. Charles  explicou-nos  que a flora e a fauna microbiana que  se encarregam  de estruturar e desorganizar a aparelhagem física, são mantidas por uma lei natural, porem, é o fluido  universal que lhes dá vitalidade ou que se encarrega de aniquilá-las, quando já não se fazem  necessárias.  No  caso  em  tela,  as  impressões  físicas  transmitidas  pelo  Espírito,  de alguma forma, preservavam determinadas áreas orgânicas menos sensíveis à decomposição, retardando lhes o processo degenerativo.
O recém-liberado foi conduzido por Ana, a uma das áreas especiais, de onde seria conduzido para o despertamento fora daquele campo, indo habitar uma comunidade infantil própria ao seu futuro desenvolvimento.
A mãezinha, adormecida, logo depois, foi recambiada para o lugar de onde seria também transferida  com  aqueles  que  podíamos  considerar  como  melhorados  e  que,  ao despertarem campo de refazimento, padeceriam menos angústias.
Ela esperara o filhinho com  essa  ternura  infinita  de  quem  deseja  a  maternidade dignificada.  O esposo, conforme  elucidou  Dr.  Charles    após  alguma  reflexão    houvera também  desencarnado,  não  ali,  mas  numa  das  ilhas  do  país,  onde  se  encontrava  em atividade comercial.
Certamente, em  razão  da  lei  das  afinidades,  logo  despertasse,  teria  meios  de reencontrar  os  seres  queridos,  utilizando-se  dos  recursos  de  orientação  e  esclarecimento que foram instalados em nossa esfera de ação.
Encontrava-me  edificado  com  as  lições  que  acabara  de  registrar.  E  porque necessitasse  de  alguns  esclarecimentos,  solicitei  ao  nobre  amigo  que  me  auxiliasse  no entendimento  da  dolorosa  ocorrência:  a  desencarnação  da  gestante  e  do  seu  filhinho, naquelas circunstâncias, considerando-se que se encontrava quase no momento de renascer no corpo físico.
Sem  fazer-se  rogado,  o  nobre  amigo  reflexionou  por  um  pouco,  e  narrou-nos,  a mim e ao irmão Oscar:
  A nossa irmã viveu, em sua penúltima reencarnação, em uma  das milhares  de ilhas  da  Indonésia,  exatamente  aquela  em  que,    pouco,  desencarnou  o  seu  esposo, naquela ocasião também seu consorte…
"Entregavam-se, então, a práticas mágicas e supersticiosas muito comuns em toda parte, especialmente em muitas  das  ilhas  de  cultura  ainda  primitiva,  porque  distantes  da civilização, vivendo costumes tribais. Tidos como possuidores de dons espirituais, em muitas das suas atividades, ela e os Espíritos infelizes com os quais se homiziava, exigiam sacrifícios de  crianças,  por  serem  inocentes,  e  cujas  vidas  dariam  alegria,  saúde  e  felicidade  àqueles que se permitissem utilizá-las. Assassinaram, desse moda algumas crianças indefensas, cujos pais, ignorantes e perversos, permitiam a sua imolação, vitimados pelos costumes bárbaros.
"Ao desencarnarem, foram surpreendidos  por  algumas  das  suas  vítimas,  que  os arrastaram a punições severas, encarceramentos terríveis, submissões humilhantes. Sempre estarão em sintonia os devedores e os seus insensíveis cobradores.
"Como, porém, sempre estando presente a justiça, o amor apresentou-se-lhes em forma de misericórdia e os recambiou à atual reencarnação, na qual foram constrangidos a encerrá-la de maneira dolorosa, superlativamente triste.
"Terminado  o  resgate,  que  se  impuseram  por  necessidade  iluminativa, recomeçarão, noutra oportunidade, o processo de crescimento para Deus, edificando um lar no qual estarão presentes numa família numerosa alguns dos desafetos, hoje desditosos e sedentos  de  vingança.  O  amor  é  a  luz  que  apaga  a  escuridão  do  ódio,  diluindo-o  em claridades de ternura e de compreensão."
Silenciou, por um pouco, para logo concluir:
— O filhinho, que lhe veio imantado ao perispírito, após havê-los perdoado, sofreu a reparação pelo  mal  que  lhes  impusera  no  período  em  que  estiveram  na  erraticidade inferior. Voltará ao carreiro físico, também, rico de esperança e de alegria.
"O genitor  desencarnou na mesma ilha onde praticara magia negra e cometera os hediondos  crimes,  havendo  sofrido  um  processo  prolongado  antes  de  concretizar-se  o fenômeno  biológico  da  morte  orgânica.  Foi  lento  o  deslindar -se  das  amarras  carnais, experimentando aflições superlativas, até a consumpção total.
"As Soberanas Leis sempre se encarregam de reequilibrar a ordem onde se hajam manifestado a agressividade e o  crime, o despautério e a crueza dos sentimentos. Ninguém, que  agrida  a  vida,  prosseguirá  em  liberdade,  porque  ficará  imantado  ao  erro,  até  que reconquiste a paz resultante do dever nobremente exercido e da consciência harmonizada.
"Por  outro  lado,  onde  se  encontre  o  agressor  sandeu,  a  de  vinculada  estará  a vítima que, não o havendo perdoado, estabelecerá seus planos de vingança.
"Sempre, portanto, que se viva com harmonia, desincumbindo-se dos deveres que lhe dizem respeito com seriedade e elevação, será lograda a felicidade real, aquela que nada consome."
Quando  silenciou,  deixou-nos  uma  sensação  de  coragem,  assinalada  pela  alegria de viver no serviço de auto iluminação.
À  noite,  porém,  prosseguia  lúgubre,  ameaçadora.  De  certo  modo,  relâmpagos  e trovões,  chuvas  intermitentes  tornavam  o  nosso  trabalho  mais  penoso.  Não se tratava de fenômenos  terrestres,  mas  de  tormentas  espirituais  defluentes  das  vibrações  grosseiras  e dos campos magnéticos sobrecarregados de energias deletérias.
Na imaginação de alguém menos experimentado, logo se teria ideia de tratar-se ali do Inferno mitológico, onde não luzem a misericórdia, nem a compaixão.
A diferença, é que o amor de Deus ali se encontrava em atividade, diminuindo as tenazes constritoras  do  sofrimento  que  colhera  rapidamente  aquelas  dezenas  de  milhares de existências em plena exuberância fisiológica e demorada ilusão física.
Não  havia,  porém,  tempo,  para  aprofundar  reflexões,  que  ficariam  para  ocasião própria,  sendo-nos  indispensável  servir,  quanto  nos  estivesse  ao  alcance,  sem  medirmos esforços  para  libertar  os  irmãos  equivocados,  pouco  importando  as  suas  origens,  as circunstâncias da desencarnação, a religião que professavam.
O Bem não se detém ante qualquer tipo de fronteira, limite, preconceito, porque é emanação divina para a edificação da vida.
Constatava,  mais  uma  vez,  que  cada  criatura  é  um  ser  especial,  verdadeiro universo a descobrir, desconhecido por ela própria. Em consequência, cada desencarnação é especial, típica de cada indivíduo, porque caracterizada pela sua realidade pessoal.
Muito  difícil  estabelecerem-se  regras  comparativas  sobre  a  existência  e  a desencarnação  dos  seres.  Certamente,    biótipos  que  servem  de  padrão  para  que  se realizem paralelos que ajudam no entendimento das circunstâncias e das suas ocorrências.
Compreensivelmente,  defrontávamos  essa  diversidade  de  comportamento  entre aqueles  desencarnados,  que  se  lançavam  à  aceitação  do  fenômeno  que  se  consumara, arrebatando-os da esfera física. As circunstâncias imprevistas, manifestando-se com a força titânica da destruição, surpreendera-os, sem que houvessem tido tempo sequer de entender o que lhes estava acontecendo. A onda gigante fora tão veloz e avassaladora que arrastou de roldão tudo quanto se lhe encontrava à frente, deixando um rastro de destruição inimaginável.
Transferidos coletivamente para  o  mundo  espiritual,  sem  perceberem  os  demais que  foram  recambiados  juntos,  cada  qual  permanecia  prisioneiro  das  suas  sombras  e encantamentos, sem estrutura emocional para conceber o que lhes acabara de acontecer, deixando-os enlouquecidos.
Ainda  meditava  em  torno  do  drama  da  senhora  gestante  desencarnada,  quando tive a atenção despertada para uma dama que se encontrava profundamente vinculada aos despojos em estado deplorável. Gritava muito, inspirando nossa compaixão e sarcasmo na chusma de perversos obsessores, que a martirizavam com motejos vulgares, enquanto ela intentava romper os vínculos para ir procurar o filhinho cujo paradeiro desconhecia. Estava, mais ou menos, informada sobre a morte que a arrebatara, não compreendendo as forças que a mantinham presa ao corpo, quase totalmente.
Chamava  pelo  filho  com  voz  pungente,  logo  se  alucinando,  tentando  arrancar  os cabelos,  ferir-se,  atirando-se  ao  solo  contínuas  vezes,  buscando  levantar  os  destroços materiais.
Dr.  Charles  acercou-se  e  auscultou-a  psiquicamente,  procurando  ler  nas  suas paisagens mentais as ocorrências, momentos antes da tragédia coletiva.
Falou-nos  que  se  encontrava  distante  da  praia,  na  residência  humilde,  quando  a mesma desabou sob a força incoercível da onda poderosa que diminuíra de volume.
Desencarnara,  imediatamente,  sob  os  destroços  que  a  esmagaram.  O choque adormeceu-a por largo período, havendo despertado em desespero, menos de um dia após, dando-se conta, relativamente, do que acontecera.
 
  A sua angústia maior    elucidou-nos    era o fato de ignorar o que sucedera com o filhinho, razão que fora da sua existência, no período de viuvez que a surpreendera meses antes.
Com bondade paterna e sabedoria haurida na sua nobre existência, ele procurou detê-la por um pouco, mediante projeção de raios luminosos que a envolveram, limitando lhe os movimentos, e  após  dizer  algumas  palavras  à  sua  enfermeira  dedicada,  pôs-se  a conversar com a desesperada.
O  seu  forte  pensamento  era  captado  pela  enferma  de  maneira  clara,  através  de imagens decodificadas pelo Espírito sofredor, conseguindo acalmá-la, a pouco e pouco.
 
Nesse comenos, Ana chegou, trazendo nos braços, sorridente e bela, uma criança de  pouco  mais  de  um  ano  de  idade,  que  desencarnada,  logo  se  recuperara  do  drama, apresentando-a ao médico.
 
Esse, por sua vez, colocou-a nos braços da desafortunada o filhinho jovial, que a fez sorrir e acalmar-se, logo passando a cantar uma balada para o adormecer.
 
De imediato, fomos convidados  a diluir os liames perispirituais que a retinham ao corpo, conseguindo, alguns momentos depois, a total liberação.
 
Aturdida, no instante da emancipação do corpo, pareceu perder o equilíbrio, em razão da gravidade  ambiente,  no  que  foi  socorrida  por  Ana,  que  lhe  tomou  o  filhinho, enquanto  nós  a  segurávamos  e  o  Dr.  Charles  hipnotizava-a,  a  fim  de  que,  serena, adormecesse, o que aconteceu sem detença. Logo após, os padioleiros a transferiram para a área pertinente, levando, também, o filhinho adormecido.
 
Os milagres que o amor opera são contínuos e ricos de beleza, vencendo mesmo o denominado abismo da morte.
 
As horas, em  consequência,  naquele  báratro,  arrastavam-se.  lentas  e  afligentes,carregadas de acontecimentos insólitos, que nos enterneciam num momento, doíam-nos em outro, e despertavam-nos sempre o amor e a compaixão em todos os casos.
 
Divaldo Franco/Manoel Philomeno de Miranda
Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

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De Kardec aos dias de hoje

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Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel