Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Mensagem do Dr. Bezerra de Manezes


Resultado de imagem para bezerra de menezes fotografiasQuando nós conseguimos introjetar o Cristo em nosso coração, a vida muda de significado, nós mudamos de trajetória e surge,... em nosso mundo interior, uma emoção completamente nova em que a criatura humana agora se identifica com o Criador e pode manter o intercâmbio de Pai a filho e filho a Pai.
Não lamenteis as dificuldades que ora assolam na Terra. A crise de qualquer natureza é uma experiência evolutiva para o desenvolvimento intelecto-moral da criatura humana.
Examinai a vida do Mundo espiritual para a Terra e não dos efeitos para a causa.
Somente nos acontece aquilo de que temos necessidade para evoluir.
Enriqueçamos, filhos amados, a nossa alma, com a dúlcida paz que vem de Jesus e deixemos que Ele norteie os nossos passos que nos levem pelas estradas difíceis que devemos vencer até alcançar o calvário sublime da nossa cruz de redenção.
Não sofreis sem um motivo justo.
A dor é um divino buril que lapida as imperfeições da alma.
É claro que a benção da saúde, o equilíbrio orgânico,emocional,psíquico, fazem parte também do esquema da vida espiritual, mas é necessário compreender que saímos do instinto para a razão e ainda não conseguimos imprimir a razão no bom tom, no ádito dos corações nem das atividades.
E como consequência, erramos, enganamo-nos, equivocamo-nos a cada passo,com o direito sublime da reparação.
Arrependamo-nos do mal que nos fizemos, expiemos como recomenda o egrégio codificador e reparemos através do amor e da misericórdia.
Jesus, meus filhos, espera por nós.
Que cada um de nós cumpra com o seu dever.
Que cada um de nós realize o mínimo ao seu alcance,esse mínimo que seja, possivelmente, uma grande parte para quem recebe, nada tendo.
A nossa jornada na Terra é uma experiência de libertação.
Não mais tergiversemos, não nos permitamos mais tombar nos desfiladeiros da agonia pela presunção, pelo egotismo.
É ampla a estrada do amor embora a porta redentora seja estreita.
Entremos por ela, atentando para encontrarmos na casa do Pai o lugar de misericórdia que nos está reservado.
Servir é a honra que nos cabe.
Amai, é a oportunidade de auto-redenção e confiai infinitamente no amor do Amado em nome do Pai Celestial para que as Suas bênçãos penetrem-nos a alma e libertem-nos das aflições.
Que o Senhor de bênçãos vos abençoe, são os votos do humilde servidor paternal em nome dos amigos espirituais deste templo para todos vós.
Muita paz...
Bezerra

(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo P. Franco, no final da conferência realizada no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, na noite de 27 de agosto de 2015.

Francisco Rebouças

Lançamento do Livro - "O Tear do destino"

Prezados amigos, é com grande alegria e profunda satisfação que recebi hoje o exemplar autografado da excelente obra de autoria do conhecido escritor espírita Rogério Coelho

Recomendo a leitura da referida obra pelo excelente conteúdo nela contido.

Agradeço de coração ao querido amigo, pela honra que me concedeu de prefaciar essa excelente obra de magnifico conteúdo doutrinário.

O Tear do Destino é o décimo sétimo livro e mais recente lançamento do autor Rogério Coelho, conhecido por sempre escrever obedecendo aos sólidos padrões doutrinários. Palestrante mineiro, residente na cidade de Muriaé, com apresentações no Brasil e no exterior, com Palestras, Seminários e Congressos. 

Neste trabalho, ele realiza um estudo baseado na Lei de Causa e Efeito, fazendo com que o leitor consiga obter prática compreensão sobre a funcionalidade dessa Lei Natural. Cada dia é o efeito de ontem e a causa de amanhã e assim, cada um vai tecendo o próprio caminho, arbitrando sobre a própria sorte. Um trabalho tendo como público alvo: estudiosos Espíritas e simpatizantes que desejem mergulhar em um estudo seguro e profundamente elucidativo, fazendo com que seu conteúdo seja profundamente útil para vida prática.

Mais informações: http://www.lojasolidum.com.br/livros-1/estudo/o-tear-do-destino.html
Francisco Rebouças

AFLITOS NO REINO DOMÉSTICO

Emmanuel

Se te encontras entre aqueles companheiros aflitos do reino doméstico, sob agitação quase constante, na expectativa de receber mais dilatadamente o carinho e a assistência dos entes queridos, considera que na atualidade do mundo físico, não é muito fácil manter essa modalidade de cobertura afetuosa por parte daqueles que te usufruem a convivência.

Neste último quartel de século, observemos, por itens, algumas das inovações que dificultam a doação de tempo, entre familiares e amigos íntimos, tais quais sejam:

a requisição cada vez mais intensa da mulher para o serviço profissional, fora de casa; as desvinculações  gradativas ou violentas no campo da vida familiar; os percalços do trânsito; a intensificação do estudo por necessidade de todas as classes, que aspiram a atingir mais alto nível de cultura para a demanda compreensível nas provas de habilitação; os problemas de moradia;

o fascínio da televisão sobre a mente infanto juvenil;

as preocupações com o movimento que se convencionou chamar por mercado de consumo.

Todos esses fatores influenciam a vida nos modernos tempos de evolução. Não te acredites sob a desconsideração das pessoas queridas.

Quase todas elas estão sujeitas ao mecanismo de circunstâncias de que não podem fugir.

Quanto possível, asserena-te e aprende a solucionar as próprias necessidades pessoais, sem o concurso de outros.

Isso não quer dizer que se vive, no mundo de hoje, no regime egoístico do “cada qual para si.” 

Acontece que o progresso avança, e mais imperiosa se faz a obrigação de atenuar, tanto quanto possível, esse ou aquele peso sobre os corações queridos.

E se alguém, provavelmente, vier a indagar que tem semelhantes acontecimentos com os amigos desencarnados, responderemos que a precipitação e o ressentimento, o azedume e o pessimismo, são agentes altamente corrosivos em nossas tarefas e esquemas de auxílio e equilíbrio, na Vida Espiritual, em favor dos próprios homens, nossos irmãos.

Quando todos nós nos dispusermos a cumprir as próprias obrigações, sem o conformismo da inércia e sem a rebeldia da insatisfação destrutiva, estaremos todos em harmonia com as leis da Vida e do Universo transformando o tempo em alegria e transfigurando a Terra em céu na plenitude dos Céus. 
Livro: Paz
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças

domingo, 30 de agosto de 2015

A Chave

Emmanuel


“Batei e abrir-se-vos-à ”

O ensinamento evangélico brilha soberano, em qualquer situação e em qualquer tempo. Entretanto, sempre que a nossa solicitação reclame auxílio e oportunidade, é imperioso não esquecer a chave do esforço próprio.

Não bastará simplesmente pedir. É necessário merecer.

E, em parte alguma, surge o mérito sem árduo zelo na desincumbência dos deveres que a vida nos confere.

Vejamos o livro da natureza em que o trabalho e a realização constituem mensagens de cada dia. Sem o suor de quem semeia, a colheita não passaria de um sonho e sem os calos da mão que ara a gleba, a sementeira jamais surgiria vitoriosa.

Sem o sacrifício da árvore que entesoura as bênçãos do sol, o campo não seria mais que terra seca, e sem a preocupação do artífice que desbasta a madeira bruta, a utilidade doméstica não nos socorreria a experiência comum.

Tudo na vida é cooperação, interdependência, concessão recíproca e amparo mútuo para aqueles que a enobrecem, a fim de serem por ela própria enobrecidos.

A fonte auxilia o solo, o solo ampara a semente e a semente produz o bom grão, que, mais tarde, se transforma em sustento real da floresta de que a fonte retira a proteção e a defesa.

Não nos aventuremos a pedir, sem dar de nós mesmos.

A prece é, sem dúvida, a escada luminosa de intercâmbio entre a Terra e o Céu, mas se os homens que insistem pelo favor dos anjos não se dispuserem à colaboração com eles, na obra de regeneração e sublimação do mundo, a escada mística seria apenas um monumento erguido à viciação e à ociosidade.

“Batei e abrir-se-vos-à” repitamos com o Evangelho, mas não olvidemos, em todos os passos da peregrinação para o Cristo, a chave do serviço edificante, a única senha que nos assegurará, em espírito e verdade, o valor do merecimento justo com a resposta do Infinito Amor e da Eterna Sabedoria, em favor de nossa própria ascensão. 
Livro: Seguindo Juntos
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

sábado, 29 de agosto de 2015

A oração


A princípio, é um rumor do coração que clama, Asa leve a rufiar da alma que anseia e chora... Depois, é como um círio hesitante da aurora, Convertendo-se, após, em resplendente chama... Então, ei-la a vibrar como estrela sonora !...

É a prece a refulgir por milagrosa flama,

Glória de quem confia o poder de quem ama,

Por mensagem solar, cindindo os céus afora...

Depois, outro clarão do Além desce e fulgura,

E a resposta divina aos rogos da criatura,

Trazendo paz e amor em fúlgidos rastilhos !...

Irmão, guardai na prece o altar do templo vosso!

Através da oração, nós bradamos: - "Pai Nosso!"

E através dessa luz, Deus responde: - "Meus filhos!"
Amaral Ornelas
Livro: à Luz da Oração
Chico Xavier/Espíritos Diversos
Francisco Rebouças

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

VIOLÊNCIA

Hilário Silva
Não se queixe da vida.

Trabalhe e conserve bondade e paciência para com todos:

Um  homem  irritado   visitava   extenso   pomar, descarregando   o   próprio   azedume  nas árvores, sacudindo-as intempestivamente.

Muitos troncos amigos aceitaram a injúria com serenidade. Uma jaqueira, porém, ao ser rudemente  agitada,  sem  querer,  deixou  cair um de seus frutos sobre a cabeça do agressor, causando-lhe o hematoma que lhe precedeu a morte.
Livro: Aulas da vida
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco rebouças

OBRAS

Emmanuel 

Além da morte, a existência reclama continuidade. 

Mirasse-nos, então, o espírito nas obras que efetuamos, espelhos que nos refletem. 

A memória revigoradora fulge a serviço da consciência, impondo-nos a soma dos efeitos felizes ou infelizes dos atos que esposamos. 

Sem possibilidade mais ampla de comunhão segura com a retaguarda, todos os males praticados erigem-se, desse modo, por fardos de sombra a nos vergarem os ombros desfalecentes. 

É aí que a injustiça e a crueldade nascidas de nossas mãos retomam-nos o passo, a feição de fantasmas obsessivos. 

Recapitulamos, inquietos, todas as fases de nossos erros deliberados, pelos quais o irmão do caminho nos padeceu a intromissão e a exigência... 

Todas as obras prejudicadas por nossa deserção ou preguiça ressurgem, junto a nós, pedindo ajustamento. 

Ligações dignas, desfeitas por nossa incúria; filhos a quem sonegamos os cabedais de nossa dedicação construtiva; tarefas edificantes relegadas ao esquecimento; propriedades adquiridas na base do furto hábil ou patrimônios impropriamente acumulados em nossa ficha desferem sobre nós azorragues mentais, através da lembrança viva, exigindo-nos a necessária reparação. 

Enquanto te encontras ao sol da romagem terrena, atende com fervor aos deveres e encargos que o Senhor te entregou, nos caminhos do mundo, porque a morte amanhã traçar-te-á balanço e somente através do bem constante é que conseguirás responder com valor às inquirições da vida, a fim de que prossigas, sem cativeiro ao remorso, edificando a própria libertação.

Livro: Joia
Chico Xavier/Emmanuel e André Luiz
Francisco Rebouças

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

MEDIUNIDADE E ESTUDO

O dinheiro em si não e bom, nem mau. 

Instrumento neutro, e capaz de criar a abastança ou estimular a miséria, dependendo isso daqueles que o retém. 

A eletricidade em si não e boa, nem ma. 

Energia neutra, e capaz de engrandecer o trabalho ou precipitar o desastre, dependendo isso daqueles que a manejam. 

O magnetismo em si não e bom, nem mau. 

Agente neutro, e capaz de gerar o bom ou produzir o mal, dependendo isso daqueles que o dirigem. 

Assim também e a mediunidade, que não e boa, nem ma em si mesma. 

Força neutra, e capaz de promover a educação ou acalentar a ignorância, dependendo isso daqueles que a usufruem. 

Para emprego louvável do dinheiro, contamos com os preceitos morais que patrocinam o aperfeiçoamento da alma; para a utilização correta da eletricidade, possuímos os princípios da ciência que controlam na Natureza; para a sublimação do magnetismo, temos as leis da responsabilidade pessoal que honorificam a consciência; e, para a justa aplicação da mediunidade,   dispomos   dos   ensinamentos    do  Espiritismo, consubstanciando  a religião da justiça e do amor que ilumina todos os distritos do Universo. 

Irmãos,   estudemos  a  Doutrina  Espírita, a fim de que possamos compreender médiuns, mediunidade e fenômenos mediúnicos. 
Albino Teixeira 
Livro: Caminho Espírita
Chico Xavier/Espíritos Diversos
Francisco Rebouças

NA ROTA EVOLUTIVA

Emmanuel 
O espírito jamais retrocede na viagem da evolução. 

No entanto, muitas vezes, embora não perca na essência os tesouros adquiridos no campo da inteligência, o viajor da imortalidade é compelido à paradas necessárias ao justo refazimento, sempre que moralmente se envolva em compromissos escusos perante a Justiça da Vida. 

Semelhante imperativo da regeneração, na senda do progresso, determina dificuldades e inibições no plano da forma em que somos habitualmente internados, para essa ou aquela reparação no Plano Físico. 

É assim que o malfeitor genial, não obstante trazer consigo o acervo da própria cultura devidamente arquivado, volta a corpo enfermiço,quase sempre para sanar na idiotia os desequilíbrios com que se fez o empreiteiro da delinquência. 

E é ainda aí que todos nós, apesar de conservarmos intactos, adentro do cérebro e do coração, os nossos valores íntimos sem quebra de qualquer dos recursos que possuímos, padecemos, na Terra, a incursão de moléstia difíceis tanto quanto o domínio de circunstância constrangedoras a nos asfixiarem as melhores aspirações, pagando, através do vaso físico atormentado, os erros conscientemente cometidos no pretérito próximo ou remoto, perante a Lei de Amor que nos governa os caminhos. 

Lembremo-nos de que o presidiário, por trás da grade que lhe desfigura o semblante, não perde a riqueza da instrução ou do ideal, da sensibilidade ou da memória, não obstante indicado à sentença que o segrega no resgate preciso. 

E, sabendo que cada um de nós é o arquiteto do próprio destino, saibamos afeiçoar-nos ao serviço incessante do bem porque todo bem é degrau de ascensão para o Alto, arrebatando-nos do império da sombra para a bênção da luz.
Livro: Linha Duzentos
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

"O Consolador"

290 –Poder-se-á reconhecer nas parábolas de Jesus a expressão fenomênica das palavras, guardando a eterna vibração de seu sentimento nos ensinos? 

-Sim. As parábolas do Evangelho  são como as sementes divinas que desabrochariam, mais tarde, em árvores de misericórdia e de sabedoria para a Humanidade. 

291 –Como interpretar o Anticristo? 

-Podemos simbolizar como Anticristo o conjunto das forças que operam contra o Evangelho, na Terra e nas esferas vizinhas do homem, mas, não devemos figurar nesse Anticristo um poder absoluto e definitivo que pudesse neutralizar a ação de Jesus, porquanto, com tal suposição, negaríamos a previdência e a bondade infinita de Deus. 

Livro: O CONSOLADOR
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças 

domingo, 23 de agosto de 2015

Mensagem do Tio Nilson


MENSAGEM DE TIO NILSON RECEBIDA NA ÚLTIMA QUARTA-FEIRA, DIA 19/08/2015 ATRAVÉS DA PSICOFONIA DE DIVALDO FRANCO
Que a paz de Jesus permaneça conosco!
Tio Nilson
Estes são dias próprios para a evolução da criatura humana.
Aproveito de uma pausa entre as comunicações dos sofredores para abraçar os companheiros de luta que se encontram em nossa Casa com abnegação e devotamento.

Falar de saudade seria demonstrar insensibilidade ao amor de Deus que me faculta carinhoso apoio, dos benfeitores queridos, dos familiares devotados e dos amigos que me antecederam na volta ao Grande Lar,
Nada obstante, quanta saudade!...
Uma longa existência carnal impõe ao Espírito hábitos que se prolongam além do corpo, na Erraticidade.
As recordações avolumam-se e as lágrimas teimam em descer pela comporta dos olhos porque são também feitas de gratidão.
Gratidão à fidelidade dos seus corações, segurando a charrua e trabalhando o solo das existências despedaçadas.
Estamos convidados para implantar o Reino de Deus na Terra.
Neste momento, forças satânicas estão ceifando vidas cristãs nas cidades conquistadas. Através da degola repetem os dantescos espetáculos do passado.
Jesus prossegue odiado por uns, desconhecido por outros e negligenciado por aqueles que O conhecem.
Não por nós, que O amamos, porque Ele nos arrancou do cativeiro das paixões inferiores e acenou-nos com plenitude.
Sigamos pacientes, confiantes!
Momento de crise é período que anuncia mudança.
Toda mudança produz estranheza e faz-se desafio.
Não façamos parte dos grupos que gritam, que blasfemam, que promovem anarquia...
Sejamos servidores de Jesus onde e quando se nos faça necessário.
Seja a Casa que Ele nos confiou um recanto seguro de paz para aqueles que a sociedade excluiu do seu grupo e nos acostumamos com a miséria em que se encontram.
Mantenhamos aceso o ideal da fraternidade e nunca nos arrependeremos de havermos sido gentis, cordatos, pacíficos e pacificadores.
Os dias sucedem-se, mas o Mestre é o mesmo.
Ainda estamos em Cafarnaum escutando-Lhe a voz e preparando-nos para os grandes caminhos que nos cumpre percorrer...
Irmãos queridos, exoro as bênçãos divinas para todos, a fim de que tenham coragem, a coragem do amor, que nunca titubeia e jamais fracassa.
Abraçando os corações queridos, o velho amigo e companheiro de lutas entre os sofredores,

Nilson

(Página psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, em 19 de agosto de 2015, na reunião mediúnica do Centro Espírita Caminho da Redenção, em Salvador – BA).

Francisco Rebouças

‘‘Simples reflexões!”


Costumo meditar entre uma leitura e outra de alguma das inúmeras obras espíritas, quer seja da codificação como muitos chamam as 5 obras eleitas como “Pentateuco Espírita”, o que respeitamos aos que assim entendem, mas, me dou o direito de não ver dessa maneira, pois, qualquer que seja o nome que se dê, se não contemplar a inclusão da Revista Espírita, entre outras obras de Kardec, para mim fica difícil de aceitar como tal.

Então, vou continuar com o que estava tratando em relação à meditação que costumo fazer, após leituras de livros que penso serem portadores de valiosos ensinamentos doutrinários, como por exemplo, as obras de Chico Xavier, Divaldo Franco, Raul Teixeira, Emanuel Cristiano, Richard Simonetti, e não posso também deixar de citar as obras de Yvonne Pereira, Leon Denis, etc. etc., para entender certas colocações contidas em diversas matérias divulgadas em nosso movimento espírita que dizem coisas que não encontro, por mais que procure, nas diversas obras citadas.

Não quero dizer com isso, que não sejam afirmativas sérias, mas como não citam as fontes e não estão entre as de Kardec nem dos diversos autores e das diversas obras de reconhecido conteúdo moral, que costumo me utilizar em pesquisas doutrinárias, fico completamente perdido. Claro que não sou PHD em espiritismo, ou melhor, em absolutamente nada. Só que como discípulo de Kardec, como eterno aprendiz, que procura estudar com seriedade a doutrina dos espíritos, não posso deixar de passar pelo crivo do bom senso e da lógica espírita tudo que a mídia nos traz, que alguém disse em termos de doutrina, seja esse alguém influente ou não, pois, no espiritismo graças a Deus, não temos a palavra máxima de uma autoridade, que defina como sendo certo ou errado isto ou aquilo.

Ouve-se falar de variados assuntos, que dividem os espíritas, e com os quais se perde grande tempo e espaço na mídia que poderia ser utilizado para um melhor entendimento através do estudo sério da doutrina esclarecedora e consoladora do espiritismo. Entre outros posso citar o caso de Chico Xavier ser ou não Allan Kardec; se Chico Xavier deixou ou não senha que o identificaria em uma possível comunicação após a sua volta à vida espiritual; se existe ou não um novo substituto para o Chico Xavier nesta ou naquela comunidade espírita, etc., etc. Muitos insistem em dizer que são verdadeiras suas afirmativas, enquanto outros desmentem, afirmando serem falsos todas essas afirmações, sem que um lado ou outro possa provar o que afirmam.

Bem, não vou também entrar nessa discussão, prefiro como disse antes, estudar as lições de Jesus analisadas sob a ótica da doutrina espírita para tentar apreender os conceitos tão lógicos e sublimes ensinados por ELE há mais de dois mil anos atrás e que só agora consigo dedicar uma melhor atenção.

Com certeza não é a primeira vez que elas me são apresentadas como únicas capazes de me ajudarem, se assim eu desejar com sinceridade encontrar definitivamente o caminho da paz e da alegria, que a vida é capaz de premiar todo aquele que fizer dela, uma ferramenta, um trampolim para acessar mundos mais adiantados em todos os aspectos, pois, não sou eu quem afirma essa possibilidade, e sim os Espíritos Superiores na própria Codificação, isso se minha interpretação do texto ali contido está de acordo com a afirmação citada. Assim sendo, chego à conclusão, que já é hora de assumir as responsabilidades pelo meu próprio progresso moral espiritual, chega de desculpas!

Convido a você meu amigo, que também está desejoso de enfrentar com coragem nossos desafios, nossas próprias barreiras, na busca de nossa renovação moral, por que já entendemos que o nosso maior adversário continua sendo nós mesmos, e que já é hora de deixarmos de nos utilizar dos velhos artifícios de fuga até agora largamente usados como forma de nos esconder das nossas inferioridades que sempre nos complicaram o caminho para enfrentar corajosamente nossa realidade espiritual.

Encontramos no Evangelho Segundo o Espiritismo o alerta para que não nos deixemos iludir com desculpas infundadas para nossa realidade atual de dores e sofrimentos, quando afirma-nos:  “...desde que admita a existência de Deus, ninguém o pode conceber sem o infinito das perfeições. Ele necessariamente tem todo o poder, toda a justiça, toda a bondade, sem o que não seria Deus. Se é soberanamente bom e justo, não pode agir caprichosamente, nem com parcialidade. Logo, as vicissitudes da vida derivam de uma causa e, pois que Deus é justo, justa há de ser essa causa. Isso o de que cada um deve bem compenetrar-se. Por meio dos ensinos de Jesus, Deus pôs os homens na direção dessa causa, e hoje, julgando-os suficientemente maduros para compreendê-la, lhes revela completamente a aludida causa, por meio do Espiritismo, isto é, pela palavra dos Espíritos”. ¹

Em outra mensagem de profundo ensinamento moral, asseveram- nos:

De duas espécies são as vicissitudes da vida, ou, se o preferirem, promanam de duas fontes bem diferentes, que importa distinguir. Umas têm sua causa na vida presente; outras, fora desta vida.
Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.
Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!
Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!
Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!
Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!
Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!
Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.
Interroguem friamente suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.
A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.
Os males dessa natureza fornecem, indubitavelmente, um notável contingente ao cômputo das vicissitudes da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar moralmente, tanto quanto intelectualmente”.²

Sobre os males que nos acontecem nesta vida cuja causa pelo menos na aparência, nos é completamente estranho, e que nos atingem como por fatalidade, tal, por exemplo, a perda de entes queridos e a dos que são o amparo da família, os acidentes que nenhuma previsão poderia impedir; os reveses da fortuna, que frustram todas as precauções aconselhadas pela prudência; os flagelos naturais, as enfermidades de nascença, sobretudo as que tiram a tantos infelizes os meios de ganhar a vida pelo trabalho: as deformidades, a idiotia, o cretinismo, etc., os Espíritos nos afirmam, que se nada fizemos na encarnação presente para merecer tal situação, justo é reconhecer que em virtude do axioma segundo o qual todo efeito tem uma causa, e, desde que se admita um Deus justo, essa causa também há de ser justa.

Ora, ao efeito precedendo sempre a causa, se esta não se encontra na vida atual, há de ser anterior a essa vida, isto é, há de estar numa existência precedente. Donde podemos concluir que, ninguém foge das consequências de suas transgressões à Lei Divina, se não se expiar hoje, expiará amanhã, é preciso reconhecer antes de tudo, que não somos vítima senão de nossas próprias escolhas e construções de hoje e de ontem.

No Livro dos Espíritos, encontramos numerosas questões propostas pelo Codificador, e respondida pelos Imortais, que não nos deixam qualquer tipo de dúvidas em relação ao que cada um de nós pode e deve fazer em prol do nosso crescimento moral e espiritual, como segue.

909. Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações?

“Sim, e, frequentemente, fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!”

912. Qual o meio mais eficiente de combater-se o predomínio da natureza corpórea?

“Praticar a abnegação.”

919. Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta vida e de resistir à atração do mal?

“Um sábio da antiguidade vo-lo disse: Conhece-te a ti mesmo.” ³

Diante de ensinamentos tão explícitos, e pelo que já conseguimos discernir pela fé raciocinada proposta pela doutrina espírita, não nos resta outra atitude a tomar, senão a decisão de investir urgentemente em nossa reforma íntima, seguindo o roteiro de Luz contido nas mensagens e nos exemplos deixados por Jesus, que deverá ser para nós como ELE mesmo nos afirmou “o caminho a verdade e a vida”, deixando florescer em nós as sublimes virtudes do Espírito Imortal que somos a caminho da pureza e da felicidade que estamos destinados.

Bibliografia:
1 – Kardec, Allan. O evangelho Segundo O Espiritismo - FEB, 112ª edição cap. V, item 3.
2  - Kardec, Allan. O evangelho Segundo O Espiritismo - FEB, 112ª edição cap. V, item 4..
3-  Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos – FEB, 76ª edição.


Francisco Rebouças

sábado, 22 de agosto de 2015

BRASIL, PÁTRIA DO EVANGELHO

Pedro D´Alcântara

Esta é a Pátria da Eterna Primavera.
Áureo florão da América, celeiro
De abastança sublime ao mundo inteiro,
Nação de que as nações vivemà espera.

Enquanto o antigo monstro dilacera
O Velho Mundo em novo cativeiro,
Brilha o palio celeste do Cruzeiro
Na vanguarda de luz na Nova Era!

Brasileiros, vivamos a aliança
Do trabalho,do bem e da esperança,
No País da Bondade,almo e fecundo!...

Exultai!Que o Brasil,desde o passado,
É a Pátria do Evangelho Restaurado
E o Coração de Paz do Novo Mundo.

Psicografia em Reunião Pública Data–4-5-1945
Local –Centro Espírita Uberabense,na cidade de Uberaba, Minas.

Livro: Através dos Tempos
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

PROCUREMOS MAIS LUZ

Emmanuel

Amigos

A casa não se levanta sem alicerces.

O rio não deslisa sem o leito.

A árvore não se ergue sem raízes.

O compositor não chegaria à obra-prima sem a iniciação do solfejo.

O sábio não penetraria o templo da cultura sem, antes, acomodar-se com o impositivo do alfabeto.

O médico não conseguiria curar sem apoiar-se no estudo e na experiência.

O milagre, em qualquer circunstância, não é mais do que labor intenso de recapitulação, de sacrifício, de persistência e devoção no objetivo por atingir.

Se adquiris no mundo o comprimido para a dor de cabeça, se pagais o ingresso à casa de diversões, por que motivo haveríeis de obter a fé sem trabalho perseverante na compreensão da vida e no burilamento da personalidade?

Nada existe sem preço.

A lei da retribuição funciona em todos os caminhos.

Sementeira e colheita.

Ação e reação.

Temos o que buscamos.

Atraímos, invariavelmente, o objeto de nossa procura.

Se desejais direitos no Céu, não olvideis as obrigações na Terra.

Se ao invés de aguardardes a passagem dos milênios no tempo, que tudo transforma e tudo amadurece, vos esforçardes, desde agora, na sublimação da própria alma, através da renunciação às sombras do egoísmo e da ignorância, do exclusivismo e da crueldade, mais depressa formareis o alto patrimônio de luz do merecimento próprio e entrareis, de imediato, na posse dos tesouros inalienáveis da Vida Imperecível.

Livro: Tocando o Barco
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Do Medo

O Golpe de Vento 
Hilário Silva 

Ali, na solidão do quarto de estudo, Joanino Garcia descerrara a grande janela, à procura de ar fresco. 

Repousara minutos breves. 

Agora, porém, acreditava ter chegado ao fim. 

Julgara haver lido numa obra de clínica médica a própria sentença de morte. 

Facilmente sugestionável, há muito vinha dando imenso trabalho ao médico. 

E, não obstante espírita convicto, deixava-se levar por impressões.

Em menos de dois anos, sentira-se vitimado por sintomas diversos. 

A princípio, dominado por bronquite rebelde, compulsara um livro sobre tuberculose e supusera-se viveiro dos bacilos de Koch. 

Tempo e dinheiro foram gastos em exames e chapas. 

Entretanto,  mal  não  acabara  de  se  convencer  do  contrário, quando,  numa  noite,  ao  sentir-se trêmulo, sob o efeito de determinada droga, começou a estudar a doença de Parkinson e foi nova luta para que lhe desanuviasse o crânio. 

Joanino mostrara-se contente, por alguns dias; entretanto, uma intoxicação alterou-lhe a pele e ei-lo  crente  de  que  fora  atacado pela  púrpura  hemorrágica,  obrigando  o  médico  e  a  família a difícil trabalho de exoneração mental. 

Naquele instante, contudo, via-se derrotado. 

Experimentando muita dor, buscara o consultório na  antevéspera  e o clínico amigo descobrira uma artrite reumatóide, recomendando cuidados especiais. 

No grande sofá, depois de leve refeição, ao sentir pontadas relampagueantes no ombro esquerdo, tomou  o  livro  de  anotações  médicas  e  abriu  no  capítulo  alusivo  à  moléstia  que  lhe  fora diagnosticada. 

Antes de iniciar a leitura, levantou-se com dificuldade, para um gole d’água, tentando aliviar as agulhadas nervosas, e não viu que o vento virara as folhas do volume. 

Voltando, sobressaltado leu nas primeiras linhas da página: 

-  “A  moléstia  assume  a  forma  de  dor  pungente  e  agonizante. Geralmente  a  crise  perdura  por segundos  e  termina  com  a morte.  Sofrimento  agudo  e  invencível.  A  dor  começa  no ombro esquerdo a refletir-se na superfície flexora do braço esquerdo até às pontas dos dedos médios”. 

Joanino rendeu-se. 

Quis gritar, pedir socorro, mas “a dor agonizante”,ali referida, crescia assustadora. 

Pensou na mulher e nos quatro filhinhos. 

Suava. 

Afligia-se como que sufocado. 

Não  podendo  resistir,  por  mais  tempo,  aos  próprios  pensamentos  concentrados  na  ideia  da desencarnação, rendeu-se à morte. 

Despertando, porém, fora do corpo de carne, afogado em preocupações, ao pé dos familiares em chorosa gritaria, viu o benfeitor espiritual que velava habitualmente por ele. 

O amigo abraçou-o emocionado, e falou: 

- É lamentável que você tenha vindo antes do tempo... 

-  Como  assim?  –  respondeu  Garcia,  arrasado.  –  Li  os sintomas  derradeiros  de  minha enfermidade. 

-  Houve  engano  –  explicou  o  instrutor  –  os  apontamentos  do livro  reportavam-se  à  angina  de peito e não à artrite reumatóide como a sua leitura fez supor. A corrente de ar virou a página do livro. Você possuía, em verdade, um processo anginoso, mas com catorze anos de sobrevida... 

Entretanto, com o peso de sua tensão mental... 

Só aí Joanino veio a saber que morrera, de modo prematuro, em razão da sensibilidade excessiva, ante a leitura alterada por ligeiro golpe de vento.

Marujo domina o mar Remando contra a maré. 

Sem sofrimento na vida, ninguém sabe se tem fé. 

Teotônio Freire Teme apenas a ti mesmo Na esfera do teu dever. 

Quem se amedronta consigo Nada mais tem a temer. 

Casimiro Cunha 
Para o homem iluminado a estrada não tem sombras. 
Mariano José Pereira da Fonseca 

Livro: Ideias e Ilustrações
Chico Xavier/ Diversos Espíritos

Francisco Rebouças

IMPERATIVO DA VIDA

Emmanuel 

De imediato, ninguém renova pessoa alguma. 

O Criador imprimiu tamanha originalidade em cada um de nós que toda criatura é alguém com traços inconfundíveis. 

À vista disso, em nossos grupos familiares e sociais, somos situados pela vida, uns à frente dos outros, para o trabalho de amparo recíproco, não apenas em se tratando do resgate dos débitos que remanescem de existências passadas, mas também a fim de que nos eduquemos mutuamente através de nossas relações comuns. 

Nisso reside o imperativo de nos aceitarmos tais quais somos. 

Indispensável amparar-nos, escorar-nos e entender-nos. 

Aprendamos a reconhecer que toda que toda criatura é portadora da estrutura emocional que lhe é própria. 

Se já experimentas a segurança psicológica, suscetível de suportar os lances difíceis da caminhada humana, não te esqueças de que os outros, notadamente aqueles que te cercam, nem sempre já conseguiram a resistência espiritual que te caracteriza. 

Nas horas de provação, não exijas deles atitudes semelhantes às tuas. 

Esse ainda não tolera agravos pessoais, sem que se lhe desajuste a sensibilidade; outro, por enquanto, não aguenta prejuízos sem molestar-se; aquele não sabe separar-se, mesmo por alguns dias, das pessoas amadas sem abster-se; e aquele outro ainda ignora como atravessar qualquer problema afetivo, sem lesar o próprio coração. 

Ante os obstáculos daqueles que mais amas ou as tribulações de quantos desconheces, não pronuncies palavras de condenação. 

Oferece-lhes reconforto e coragem. 

Exigências poderiam transformar-se neles na chaga invisível do desânimo, precursora de enfermidade ou desequilíbrio. 

Efetivamente, de improviso, não conseguimos renovar ninguém; no entanto, podemos reanimar quantos caiam ou sofram, em nossos caminhos de experiência, com alguma falta de esperança. 
Livro: Linha Duzentos
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

terça-feira, 18 de agosto de 2015

HARMONIA

Marta

O caminho da prece está florido.
As rosas da harmonia desabrocham olorosas!
Subi comigo, espaço em fora...
Que luz dulcificante!

Divisai o reino da alegria,
Onde uma eterna aurora
Embala os seres e embala os roserais
Que florescem para a luz

Vinde! Existem nas alturas,
Regiões de paz, remansos de ventura
Que sonhais jamais!...

Deus em pôs em cada canto
Uma pérola divina
Da sua luz. Tesouro sacrossanto,
Patrimônio de todos seus filhos

Por aqui não há dores, não há prantos!...
Eis que nos abraçamos...
Filhos que esperamos
E mães que nos esperam...

Noivos idolatrado,
Afetos aguardados.
Com excelsas esperanças...
Eis que agora a saudade

É uma recordação fugidia,
Um misto de amargura,
De ventura e alegria.
Subi comigo! Aqui há pássaros trinando

Por sobre fronde luminosas,
Entre as almas fraternas...
Ó paragens eternas!
Onde a luz nunca morre em seus cambiantes,

Os quais a todo o instante
Se intensificam, se esmaecem,
Entre cores e sons que não se esquecem.
Atravessai a noite de amarguras

Pelas portas da dor,
E recordai que nas alturas
Vos esperam as luzes da alegria
E os prazeres do amor.

Livro: Lira Imortal
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

Faça tudo por prazer

            “Nada faças por contenda ou por vanglória, mas por humildade.” Paulo. (FILIPENSES, capítulo 2, versículo 3.)

O serviço que o Evangelho de Jesus nos propõe realizar é infinito, e na sua órbita, só há lugar para as criaturas de bons propósitos e de ideias sadias em sua expressão substancial. Se, na natureza cada árvore produz segundo a sua espécie, no trabalho cristão, cada discípulo só poderá contribuir em conformidade com sua capacidade de compreensão e ao nível de sua posição evolutiva.

A reencarnação não nos recebe na posição de alguém de férias em uma estação de lazer em busca de prazer, a Terra é uma abençoada oficina de trabalho redentor, ofertando-nos oportunidade de aprendizado e de realização para reequilíbrio e ajuste diante das Leis Divinas que regem os destinos das criaturas em nosso planeta.

167. Qual o fim objetivado com a reencarnação?

“Expiação, melhoramento progressivo da Humanidade. Sem isto, onde a justiça?”¹

Dessa forma, é razoável que saibamos valorizar a presente oportunidade reencarnatória, aprendendo a desenvolver e fazer uso dos valores do Espírito imortal que somos, para a prática da caridade, ajudando e facilitando o quanto nos for possível, ensejo de progresso também aos nossos semelhantes.

“É indispensável acionar as possibilidades da nossa cooperação fraterna, os recursos ainda que reduzidos de nossa bolsa, o nosso concurso pessoal, o nosso suor e as nossas horas, a benefício daqueles que a sabedoria Divina situou em nossa estrada para testemunharmos a própria fé”.¹

Por compreender a essência dessa verdade, o apóstolo Paulo afirmava que “nada deveremos fazer por espírito de contenda ou de vanglória, mas, sim, por ato de humildade,² isto é, quando praticarmos alguma ação que ultrapasse o quadro das nossas obrigações diárias, que essa nossa atitude não seja motivada por um desejo íntimo e injusto de supremacia, ou de evidência.

“Reflete, pois, na liberdade íntima e pessoal de que dispões para fazer o bem, amplamente, ilimitadamente, constantemente ...” ³

Os Espíritos Amigos nos prescrevem trabalhar na Seara do Mestre de Nazaré, ao limite de nossas possibilidades na certeza de que, servindo aos outros, com humildade, sem contendas e vanglórias, estaremos nos fazendo instrumentos de seu amor e nos candidatando aos benefícios que só a paz do dever bem cumprido poderá nos proporcionar.

“... Principalmente ao ensino dos Espíritos é que estas máximas se aplicam. Quem quer que conheça os preceitos do Cristo e não os pratique, é certamente culpado; contudo, além de o Evangelho, que os contém, achar-se espalhado somente no seio das seitas cristãs, mesmo dentro destas quantos há que não o leem, e, entre os que o leem, quantos os que o não compreendem! Resulta daí que as próprias palavras de Jesus são perdidas para a maioria dos homens.
O ensino dos Espíritos, reproduzindo essas máximas sob diferentes formas, desenvolvendo-as e comentando-as, para pô-las ao alcance de todos, tem isto de particular: não é circunscrito: todos, letrados ou iletrados, crentes ou incrédulos, cristãos ou não, o podem receber, pois que os Espíritos se comunicam por toda parte. Nenhum dos que o recebam, diretamente ou por intermédio de outrem, pode pretextar ignorância; não se pode desculpar nem com a falta de instrução, nem com a obscuridade do sentido alegórico. Aquele, portanto, que não aproveita essas máximas para melhorar-se, que as admira como coisas interessantes c curiosas, sem que lhe toquem o coração, que não se torna nem menos vão, nem menos orgulhoso, nem menos egoísta, nem menos apegado aos bens materiais, nem melhor para seu próximo, mais culpado é, porque mais meios tem de conhecer a verdade”. 4

Bibliografia:

1- Kardec, Allan. O Livro dos Espíritos. FEB. 76ª edição.

2- Paulo. (FILIPENSES, capítulo 2, versículo 3.)

2- Xavier, Francisco Cândido-Livro Palavras de Vida Eterna, Edição CEC, 24ª edição. Cap. 11.

4- Xavier, Francisco Cândido-Livro Palavras de Vida Eterna, Edição CEC, 24ª edição. Cap. 120.

5- Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB. 112ª edição, Cap. XVIII, item 12. 

Francisco Rebouças.

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

O trabalho é vida.

Resultado de imagem para fotos de joanna de ângelisConsidera o trabalho o melhor meio para progredir.

Quem não trabalha, entrega-se à paralisia moral e espiritual.

O homem que não se dedica à ação libertadora do trabalho faz-se peso negativo na economia da sociedade.

O trabalho é vida.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

De Kardec aos dias de hoje

Madre Teresa

As Mães de Chico Xavier

Reencarnação - Menino Piloto

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Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel