Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



sexta-feira, 31 de julho de 2015

Obterás

Reunião publica de 23/3/59

Questão nº 660


Obterás o que pedes.

Não olvides, contudo, que a vida nos responde aos requerimentos, conforme a nossa conduta na petição.

Sedento, se buscas a água do poço, vasculhando-lhe o fundo, recolherás tão-somente nauseante caldo do lodo.

Faminto, se atiras lama ao vaso que te alimenta, engolirás substância corrupta.

Cansado, se procuras o leito, comunicando-lhe fogo à estrutura, deitar-te-ás numa enxerga de cinzas.

Doente, se injurias a medicação que se te aconselha, alterando-lhe as doses, prejudicarás o próprio organismo.

Isso acontece porque a fonte, encravada no solo, é constrangida a guardar os detritos com que lhe poluem o seio; o prato é forçado a reter os resíduos que se lhe imponham à face; o colchão é impelido a desintegrar-se ao calor do incêndio, e o remédio, aplicado com desrespeito, pode exercer ação contrária a seus fins.

Ocorre o mesmo, em plena analogia de circunstâncias, na esfera ilimitada do espírito.

Desesperado ou infeliz, desanimado ou descrente, não te valhas do irmão de que te socorres, tentando convertê-lo em cobaia para teus caprichos, porque toda alma é um espelho para outra alma e teremos nos outros o reflexo de nós mesmos.

Sombra projetada significa sombra de volta.

Negação cultivada pressagia a colheita de negação.

Se aspiras a desembaraçar-te das trevas, não desajustes a tomada humilde, capaz de trazer-te a força da usina.

Oferece-lhe meios simples para o trabalho certo e a luz se fará correta na lâmpada.

Clareia para que te clareiem.

Auxilia para que te auxiliem.

Estuda, servindo, para que o cérebro hipertrofiado não te resseque o coração distraído.

Indaga, edificando, para que a inércia te não confunda.

Fortaleçamos o bem para que o bem nos encoraje.

Compreendamos a luta do próximo, a fim de que o próximo nos entenda igualmente a luta.

Lembra-te, pois, da eficácia da prece e ora, fazendo o melhor, para que o melhor se te faça, sem te esqueceres jamais de que toda rogativa alcança resposta segundo o nosso justo merecimento.

Livro: Religião dos Espíritos
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Corrigir

Reunião pública de 16/3/59
Questão nº 822

Toda corrigenda, antes que se exprima em palavras, há de vazar-se em amor para que a vida se eleve.

Senão vejamos, em comezinhos incidentes da Natureza.

Não amaldiçoarás a gleba que o deserto alcançou, mas oferecer-lhe-ás a graça da fonte para que retorne aos talentos da produção.

Não condenarás o pântano em que a lama se acumulou, provocando a inutilidade, mas drenar-lhe-ás o leito de lodo, a fim de que se restaure em leira fecunda.

Não reprovarás simplesmente a veste que os detritos desfiguraram, mas mergulhá-la-ás na água pura, recompondo-lhe a forma para a bênção da serventia.

Não martelarás indiscriminadamente a máquina, cuja engrenagem se nega à função devida, e sim lhe examinarás, com atenção, os implementos defeituosos, de modo a recuperá-la para o justo exercício.

Não derrubarás a plantação nascente que a praga invadiu, mas mobilizarás carinho e cuidado para libertá-la do elemento destruidor, propiciando-lhe recurso preciso ao refazimento.

Não aniquilarás certa província corpórea, porque se mostre enfermiça, mas fornecer-lhe-ás adequado remédio, normalizando-lhe os movimentos.

Repreensão sem paciência e esperança, ainda mesmo quando se fundamente em razões respeitáveis, é semelhante ao punhal de ouro fulgurando rara beleza, mas carreando consigo a visitação da morte.
Corrigir é ensinar e ensinar será repetir a lição, com bondade e entendimento, tantas vezes quantas se fizerem necessárias.

Unge-te, pois, de compaixão, se desejas retificar e servir.

Lembra-te de que o próprio Cristo, embora portador de sublimes revelações no tope do monte, antes de ministrar a Verdade à mente dos ouvintes sequiosos de luz, ao reparar-lhes a fome do corpo, deu-lhes, compassivo, um pedaço de pão.

Livro: Religião dos Espíritos
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças

Demonstrações do Céu

“Disseram-lhe, pois: que sinal fazes tu para que o  vejamos, e creiamos em ti?” – (João, 6:30.) 

Em  todos  os  tempos,  quando  alguém  na  Terra  se  refere às coisas  do  Céu,  verdadeira  multidão  de  indagadores  se adianta pedindo demonstrações objetivas das verdades anunciadas. 

Assim é que os médiuns modernos são constantemente  assediados pelas exigências de quantos se colocam à procura da vida espiritual. 

Esse é vidente e deve dar provas daquilo que identifica. 

Aquele escreve em condições supranormais e é constrangido a fornecer testemunho das fontes de sua inspiração.

Aquele outro materializa os desencarnados e, por isso, é convocado ao teste público. 

Todavia, muita gente se esquece de que todas as criaturas do Senhor exteriorizam os sinais que lhes dizem respeito. 

O mineral é reconhecido pela utilidade. 

A árvore é selecionada pelos frutos. 

O firmamento espalha mensagens de luz. 

A água dá notícias do seu trabalho incessante.

O ar esparge informações, sem palavras, do seu poder na manutenção da vida. 

E entre os homens prevalecem os mesmos imperativos.

Cada irmão de luta é examinado pelas suas características. 

O tolo dá-se a conhecer pelas puerilidades. 

O entendido revela mostras de prudência. 

O melhor demonstra as virtudes que lhe são peculiares. 

Desse modo, o aprendiz do Evangelho, ao solicitar revelações do Céu para a jornada da Terra, não deve olvidar as necessidades de revelar-se firmemente disposto a caminhar para o Céu. 

Houve dia em que a turba vulgar dirigiu-se ao próprio Salvador que a  beneficiava,  perguntando:  –  “que  sinal  fazes  tu  para que o vejamos, e creiamos em ti?” 

Imagina,  pois,  que  se  ao  Senhor  da  Vida  foi  dirigida semelhante  interrogativa,  que  indagação  não  se  fará  do  Alto  a nós outros, toda vez que rogarmos sinais do Céu, a fim  de atendermos ao nosso simples dever?
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças

terça-feira, 28 de julho de 2015

DIANTE DO DESTINO

Emmanuel

Todos nós, quando encarnados na Terra, estamos inelutavelmente enlaçados a certas obrigações, entre o passado e o porvir. 

Por isso mesmo, o presente figurar-se-nos-á por estação proveitosa à execução daquele ou desse dever, condizentes com as necessidades que nos caracterizam na marcha evolutiva quando não se refiram à nossa regeneração pura e simples. 

Temos, assim não somente os prisioneiros do cárcere que cumprem no mundo determinadas sentenças exaradas pela justiça terrestre, mas também os prisioneiros das profissões e dos institutos domésticos, das teias da consanguinidade e das representações de caráter público, tanto quanto aqueles que se demoram nas grades do obstáculo e do infortúnio, da enfermidade e da frustração. 

Todos, porém, nessas circunstâncias, desfrutamos o direito de decidir. 

Ainda mesmo sob os impedimentos e flagelações do remorso, o delinquente que expia a culpa pode usar a obediência e a humildade para desagravar a própria situação, qual ocorre ao paralítico, parafusado ao catre que o desfigura, que pode manejar a paciência e a conformação, adquirindo, nos outros, a bênção da simpatia. 

Não nos cabe olvidar que, se no campo do mundo todo tempo serve como ensejo de reajuste, todo dia pode ser o marco de início a preciosas realizações no reino da iniciativa. 

Cada hora na vida é recurso potencial para a criação de novos destinos. 

Entendendo que apenas o dever cumprido resgata-nos os débitos, não nos esqueçamos de que pelo serviço espontâneo, além do quadro das nossas justas obrigações, todos conseguimos sublimar o próprio livre-arbítrio, atendendo ao melhor nos passos do caminho, e traçando, felizes, a áurea senda do amor, à luz do sacrifício que nos transportará das trevas do passado para o Sol do futuro. 

Livro: Linha Duzentos
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Problemas do amor

“...que vosso amor cresça cada vez mais no pleno conhecimento e em todo o discernimento.” – Paulo (Filipenses, 1:9.)

O amor é a força divina do Universo.

É imprescindível, porém, muita vigilância para que não a desviemos na justa aplicação.

Quando um homem se devota, de maneira absoluta, aos seus cofres perecíveis,  essa  energia,  no  coração  dele,  denomina-se “avareza”; quando se atormenta, de modo exclusivo,  pela defesa do que possui, julgando-se o centro da vida, no lugar em que se encontra,  essa  mesma  força  converte-se  nele  em  “egoísmo”; quando só vê motivos para louvar o que representa, o que sente e o  que  faz,  com  manifesto  desrespeito  pelos  valores  alheios,  o sentimento que predomina em sua órbita chama-se “inveja”.

Paulo, escrevendo à amorosa comunidade filipense, formula indicação de elevado alcance.
Assegura que “o amor deve crescer, cada vez mais, no conhecimento e no discernimento, a fim de que o aprendiz possa aprovar as coisas que são excelentes”.

Instruamo-nos, pois, para conhecer.

Eduquemo-nos para discernir.

Cultura intelectual e aprimoramento moral são imperativos da vida, possibilitando-nos a manifestação do amor, no império da sublimação que nos aproxima de Deus.

Atendamos ao conselho apostólico e cresçamos em valores espirituais para a eternidade, porque, muitas vezes, o nosso amor é simplesmente querer e tão-somente com o “querer” é possível desfigurar, impensadamente, os mais belos quadros da vida.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel


Francisco Rebouças

FANTASMA

Augusto Dos Anjos

Há no universo um estranho dinamismo,
Na grandeza de todos os cenários,
Nos aspectos dos orbes multifários,
Cantando o hino triunfal do transformismo.
 
É o sagrado e divino esoterismo
Dos sublimes anseios unitários
Que vem do macrocosmo aos protozoários
E une o céu ao minúsculo organismo!

Tudo é beleza, da beleza ignota,
Seguindo a mesma estrada a mesma rota,
Da luz, fulgor de Deus no éter disperso!

E o homem, só, no seu dia miserandó,
Solta o “ai” doloroso e formidando
De um fantasma gemendo no universo!

Livro: Lira Imortal
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

domingo, 26 de julho de 2015

AMA E ESPERA

Cruz e Souza
Emudece o teu pranto.Cala o grito
De revolta na dor que te encarcera,
Por maisnegra,mais rude,mais sincera,
A mágoa estranha de teu peito aflito.

Em todaa T erra há lagrimase conflito,
Ruínas do mundo quese desespera...
Ama esofre, trabalha epersevera
Na esperança de paz e de infinito.

Peregrino do campo atormentado,
Rompe os elos e as trevasdo passado,
Fita a luz do porvir resplandecente.

Muito além do terrível sorvedouro,
Nas estradasliriais de acanto e louro,
O soldo amor refulgeeternamente.

Psicografiaem Reunião Publica Data– 4-9-1946
Local –Centro Espírita de Lavras, nacidade de Lavras, Minas

Livro: Através do Tempo
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

sábado, 25 de julho de 2015

A GRANDE DICA

Jair Presente

Vocês não me conheceram
Como eu era, como estava,
Mas sabem por indução:
Não passei de “pinta brava”.

Caridade não preguei,
Bem aos outros nunca fiz,
Embora tivesse um pai
Que me deu tudo o que eu quis.

Dos passeios preferidos,
Como ocorre a homem qualquer,
O meu era ir a praça 
Sentir cheiro de mulher.

Por isso, não posso agora
Recolher-me em algum canto
E rezar a “Ave Maria”
Botando banca de santo.

Mas posso trazer-vos hoje,
Com meu coração feliz,
Algo maior dica da lei,
Que é: “amai-vos uns aos outros,
Assim como vos amei ”.

Livro: Palco Iluminado
Chico Xavier/Jair Presente
Francisco Rebouças

sexta-feira, 24 de julho de 2015

OFERTA DE NATAL

Espírito: EMMANUEL

Senhor! 
Enquanto as melodias do Natal nos enternecem, recordamos também, ante o céu iluminado, a estrela divina que te assinalou o berço na palha singela!... 
De novo, alcançam-nos os ouvidos as vozes angélicas: 
-  Glória a Deus nas Alturas, paz na Terra, boa vontade para com os homens!... 
E lembramo-nos do tópico inesquecível da narrativa de Lucas (Evangelho de Lucas 2:8-11): 
 “Havia na região da manjedoura pastores que viviam nos campos e velavam  pelos rebanhos durante a noite; e um anjo do Senhor desceu onde eles se achavam e a glória do Senhor brilhou ao redor deles, pelo que se fizeram tomados de assombro... 
O anjo, porém, lhes disse: não temais!
 Eis que vos trago boas novas de grande alegria, que serão para todo o povo... 
É que hoje vos nasceu, na cidade de David, o Salvador, que é o Cristo, o Senhor”. 

Desde o momento em que os pastores maravilhados se movimentaram para verte, na hora da alva, começaste, por misericórdia tua, a receber os testemunhos de afeição dos filhos da Terra. 
Todavia, muito antes que te homenageassem com o ouro, o incenso e a mirra, expressando a admiração e a reverência do mundo, o teu cetro invisível se dignou acolher, em primeiro lugar, as pequeninas dádivas dos últimos! 
 Só tu sabes, Senhor, os nome daqueles que algo te ofertaram, em nome do amor puro, nos instantes da estrebaria: 
 A primeira frase de bênção... 
A luz da candeia que principiou a brilhar quando se apagaram as irradiações do firmamento... 
 Os panos que te livraram do frio... 
A manta humilde que te garantiu o leito improvisado... 
Os primeiros braços que te enlaçaram ao colo para que José e Maria  repousassem... 
A primeira tigela de leite...   
O socorro aos pais cansados... 
Os utensílios de empréstimo para que te não faltasse assistência... 
A bondade que manteve a ordem, ao redor a manjedoura, preservando-a de  possíveis assaltos... 
 O feno para o animal que devia transportar-te... 
 Hoje, Senhor, que quase vinte séculos transcorreram, sobre o teu nascimento, nós, os pequeninos obreiros desencarnados, com a honra de cooperar em teu Evangelho Redivivo, pedimos vênia para algote ofertar... Nada possuindo de nós, trazemos-te as páginas simples que Tu mesmo nos inspiraste, os pensamentos de gratidão e de amor que nos saíram do coração, em forma de letras, em louvor de tua infinita bondade! 
 Recebe-os, ó Divino Benfeitor! Com a benevolência com que acolheste as primeiras palavras e respeito e os primeiros gestos de carinho com que as criaturas rudes e anônimas te afagaram na gloriosa descida à Terra!... 
E que nós – espíritos milenares fatigados do erro, mas renovados na esperança – possamos rever-te a figura sublime, nos recessos do coração,e repetir, como o velho Simeão, após acariciar-te na longa vigília do Templo: 
-  “Agora, Senhor, despede em paz os teus servos, segundo a tua palavra, porque os nossos olhos viram a salvação!...”. 
Livro: Antologia Mediúnica do Natal
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

RAIO DE SOL

Emmanuel 

Se desejas aprender a lição da indulgência, observa o raio de sol.

Dissipando a treva noturna, desce à Terra, cada dia, recapitulando, mil vezes, o mesmo ensinamento de serviço e de paz. 

Não indaga pelas sombras da furna. 

Não teme os vermes que se lhe associam. 

Não se queixa da corrente enfermiça que flui do despenhadeiro. 

Desce, contente e feliz, à intimidade do precipício, com a mesma radiação com que nutre fontes e flores. 

Aquece o sábio e o ignorante, o santo e o malfeitor, os justos e os injustos, os bons e os maus, com a mesma generosidade, dentro da qual assinala os cimos do Céu. 

Ampara a erva daninha e o bom grão, a árvore valiosa e o arbusto infeliz, com o mesmo carinho no qual se desdobra, claro e otimista, sobre lares e asilos, escolas e templos, hospitais e jardins. 

Se a nuvem lhe empana o caminho, espera que a nuvem se dissolva e torna a fulgurar. 

Se a tempestade agita o firmamento, aguarda a recuperação da harmonia e volta a missão do amor... 

Não te esqueças. 

O mundo jaz repleto de obstáculos da incompreensão, de tormentos do ódio, temporais de lágrimas, provações e infortúnios. 

Aqui, em vales de sombra, medra, o escalracho da discórdia, ali, abre-se o abismo de aflitivas desilusões. Além, multiplicam-se cardos venenosos do orgulho e do exclusivismo, da penúria e da crueldade, e mais além, destacam-se, agressivos e contundentes, largos espinheiros de intolerância... 

Não perguntes, porém, pelos impedimentos prováveis. 

Não relaciones as inquietações da marcha. 

Recorda, que o Cristo é o Sol de nossas vidas e sê para as sendas que te cercam o raio de sol infatigável no bem, espalhando em tua passagem o júbilo da esperança renascente, o dom imperecível da luz e a graça do perdão. 

Aprendamos a entesourar os dons da vida, respeitando os ensinamentos que o mundo nos impõe, na certeza de que entre a humildade e o trabalho, alcançaremos, um dia, os cimos da Luz.
Livro: Joia
Chico Xavier/Emmanuel e André Luiz

Francisco Rebouças

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Lindos Casos de Chico Xavier

Falávamos ao Chico dos nomes e suas traduções, particularizando alguns de nosso conhecimento. Lembramos de um caro irmão, hoje na Espiritualidade, e com quem trabalhamos na Central do Brasil. Chamava-se JULEMO e seu nome veio de Juvenal, seu pai, Leonor, sua progenitora, e Morais, o sobrenome de ambos.

O Chico sorriu e saiu-se com esta, revelando-nos a alma cândida e
humilde:

— Então, meu nome não serve para nada, porque termina em cisco...

Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama

Francisco Rebouças

O MISSIONÁRIO

Pés sangrando no trilho solitário 
Dilacerado, exânime, proscrito, 
- Ave do sonho em monte de granito – 
Assim passa no mundo o Missionário.

Incompreendido e estranho visionário, 
Contendo, a custo, o peito exausto e aflito, 
Vai carregando as glórias do Infinito, 
Entre as chagas e as sombras do Calvário. 

Longas jornadas, ásperos caminhos, 
No campo de grilhões, trevas e espinhos, 
Onde semeia o trigo da Verdade!... 

Virão, porém, os dias da colheita 
E os celeiros da luz pura e perfeita, 
No Divino País da Eternidade! 

Cruz e Souza 

Psicografia em Reunião Pública. Data – 31.3.1944. 
Local – Centro espírita Luiz Gonzaga, na cidade de Pedro Leopoldo, Minas. 

Livro: Taça de Luz
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Trabalhar, confiar e esperar!

francisco_rebouçasImportante observar que, se enfrentamos dificuldades para solucionar problemas intrincados que nos dificultam a jornada, é preciso não esmorecer e seguir em frente com disposição, e, mantendo a fé na vitória ao final do embate.
Não estaríamos aqui situados e envolvidos pelas atuais circunstâncias se não fosse para nosso benefício próprio, pois, o Sublime Doador da Vida nada faz sem uma nobre finalidade. Procuremos com atenção e descobriremos a solução mais adequada para cada situação ou problema que nos aflige.
“Pode parecer difícil saíres de uma situação desgastante para uma outra agradável. E é, realmente. No entanto, toda aprendizagem exige a repetição da experiência até a sua fixação em definitivo. Do mesmo modo, a aquisição de valores e padrões de felicidade vai além do simples querer, deambulando pelos caminhos do conseguir.” [1]
Muitas criaturas sem dedicarem qualquer esforço, na busca da solução de seus desafios, alegam que o trabalho por suas melhorias morais é impraticável, devido às circunstâncias que os envolve na vida, esquecidas de que o Senhor não nos dá cruz mais pesada do que possamos carregar. Se, foste chamado pelo Senhor, a executar uma missão qualquer, é justamente por que ELE estar absolutamente ciente da tua capacidade e da tua força para realiza-la.
Outros tantos alegam que as tentações da vida são irresistíveis, o que não passa de uma desculpa para continuarem sem qualquer vontade de deixar o comodismo e buscar a reforma interior inadiável e intransferível, tu, porém, que já tens as instruções dos Guias da espiritualidade a te esclarecer a través da Doutrina Espírita que esposas, que o Eterno Amigo confia-te a oportunidade de experimentá-las para que lhe extingas o magnetismo calamitoso e pernicioso, libertando-te de suas algemas.
Reclamas que em tua volta se encontram irmãos que defines como parentes difíceis, diante dos corações queridos a te incomodarem e te reclamam assistência no lar, não percebes, porém que o Excelso Benfeitor te colocou na equipe doméstica, a fim de que os ampare, nas provações que lhes agravam a existência, por que também tu, tens débitos para com eles diante das Soberanas Leis Divinas.
Queixas-te dos companheiros problemáticos que te causam desgostos acusando-os de obsediados, sem notares que O Senhor da Vida, te envolveu nessa luta para que aproveites o ensejo de ser útil ao companheiro em perturbação, e que participe de forma positiva de sua reabilitação.
Precisas entender que, todas as tuas dificuldades na encarnação presente, sejam grandes inquietações ou dissabores pequenos, constituem sublimes oportunidades que nos concede o Divino Semeador, convidando-nos a participar do bendito trabalho de implantação do Evangelho de Jesus no coração do homem, para que se intensifique na Terra a busca do desenvolvimento de todos os nobres valores do espírito.
Quando O Mestre de Nazaré afirmou “Bem aventurados os aflitos”, não se referia simplesmente àqueles que choram e sofrem, deitando críticas e queixumes, e sim aqueles que recebem as tribulações e dores transitórias da vida, por benditas e honrosas e sublimes oportunidades de servir, com o Cristo de Deus, agindo com bondade operosa e paciência incansável na vitória final do bem na Terra.
Necessário se faz entender que não estamos reencarnados para simples passeio por este abençoado planeta, mas com a finalidade superior de crescer e progredir rumo à felicidade e pureza espiritual que estamos destinados a conquistar.
Que Jesus nos inspire e guarde em sua doce e divina paz, hoje e sempre!
Referência Bibliográfica:
[1] Franco, Divaldo Pereira, pelo Espírito Joanna de Ângelis, livro Momentos de Consciência – Cap. 5.

Francisco Rebouças

http://www.agendaespiritabrasil.com.br/2015/07/22/trabalhar-confiar-e-esperar/


Saúde

Estás mergulhado, psiquicamente, na Mente Universal e Divina. 

Seguindo a diretriz ética do equilíbrio e da ordem,que fluem e refluem em toda parte, respiras em clima de saúde e de paz.

Quando  te  desconectas  do  complexo  mantenedor  da  harmonia que  te envolve,  desconcertam-se  as  peças  da  maquinaria  física, face  às  vibrações violentas da mente, favorecendo a instalação das doenças. 

A enfermidade, geralmente, procede do ser espiritual, resultante do seu passado,  que  encontra  ressonância  no  psiquismo  atual, gerando  o  campo propício à instalação da desordem. 

Durante o dia, muitos fatores conspiram contra a tua harmonia mental, não te cabendo agasalhá-los.

Resolve,  assim,  cada  situação,  com  calma  e  segurança,  não guardando resíduos mentais negativos. 

Fato consumado, mente liberada, em programação de novo cometimento superior. 

A tua saúde depende sempre do teu comportamento moral e espiritual. 

E, não obstante, se a enfermidade encontrar guarida no teu organismo, recorre  à  oração  e  resgata  a tua  dívida  com  alegria, em  pleno  processo  de libertação total.

Livro: Episódios Diários
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

terça-feira, 21 de julho de 2015

Ultrapassamos a marca das 142.000 visitas!

Que maravilha!!
Queridos amigos, é com grande  alegria  que registramos a marca das 142.000 visitas ao nosso Blog Espírita. Lembramos que o contador de visitas só foi instalado em 31/10/2009.
Agradecemos de coração pelo carinho e pela companhia em todos esses anos de apoio e incentivo desde  o início de nossas atividade na divulgação de nossa doutrina. 
Cada marca registrada pelo nosso contador de visitas nos dá a certeza de que contamos com o apoio de todos vocês, contribuindo, para a transformação moral e espiritual de nossa sociedade. 
Nada é tão importante para nós que a participação e o incentivo de cada um de vocês, pois, sem esse apoio não seria possível alcançar o êxito que alcançamos.
Que Jesus nosso Mestre e Guia nos mantenha unidos e operosos, sob sua divina inspiração, hoje e sempre!
Muita PAZ!
Francisco Rebouças

DA SOMBRA PARA A LUZ

Emmanuel 

Estranhamos, muitas vezes, na Terra, a multiplicidade dos conflitos emocionais que nos assaltam, de improviso, assinalando deploráveis influências ocultas. 

Em muitas circunstâncias, basta leve impulso na direção do bem, para que se manifestem, desesperadas, como a impedir-nos o acesso à Vida Superior. 

Na iniciação da mediunidade, surgem, quase sempre, na forma de obsessões marginais, ameaçando-nos as mais belas aspirações, tanto quanto na construção da fé viva, adentro de nosso grupo familiar, aparecem na feição de desentendimento e discórdia, a se expressarem rudes e virulentas naqueles que mais amamos. 

Entretanto, no exame do problema, recorramos a quadro simples da natureza. 

Toda vez que necessitamos rasgar estradas novas no seio da gleba anônima, duro trabalho de educação do solo se faz imprescindível.Sobre o chão agressivo e áspero, picareta e trator se mostram necessários, reclamando se, ainda, o auxilio do pedregulho arestoso na pavimentação do caminho antes que o homem se valha dele na movimentação do progresso. 

Utilizamos-nos do símile para considerar que também na abertura de novas rotas do espírito, tarefas sacrificiais se exigem de nós com vistas ao indispensável burilamento e, assim como os engenheiros supervisionam a obra, confiando-a braços rijos, habilitados à remoção do material primitivo e inferior, também os Instrutores Celestes, sem perder-nos, entrega-nos a companheiros mais ou menos semelhantes a nós, que nos desbastam o campo íntimo, através de lutas e sofrimentos até que lhes ofereçamos justo padrão de serviço ao apostolado de luz que se propõem a veicular. 

É por isso que, em todos os percalços de nossa edificação para a Vida Eterna, realmente, não podemos dispensar o concurso efetivo da paciência, porque somente por essa virtude singela e renovadora é que poderemos vencer as inibições externas com o necessário triunfo sobre nós mesmos.

Livro: Linha Duzentos
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças

segunda-feira, 20 de julho de 2015

FALANDO À IGREJA DE ROMA

ABÍLIO GUERRA JUNQUEIRO

Ó igreja, a tempestade imensa e escura assoma,
Apesar das funções políticas de Roma,
Enegrecendo o mundo e ensanguentando a Terra!...
E enquanto a fome, a dor e os martírios da guerra

Humilham sem cessar a grande massa humana,
Fazes o carnaval da comédia romana,
Onde os clowns e arlequins, pierrôs e colombinas
São grandes multidões de mitras e batinas...

Quando a dor faz do mundo um triste sorvedouro,
Exibes sem cuidado das arcas do teu ouro!...
Guarda-te da extorsão das listas e sacolas,
Olha o espelho de dor das lutas espanholas.
 
Não deves te iludir no movimento enorme!
O coração do povo é como um leão que dorme,
E o povo há de pedir!
Que a noite de hoje pague à aurora porvir!
 
São as ânsias sociais que Leão XIII e Pio XI
Tentaram dirimir com dogmas de bronze.
 
É preciso atenuar os raios da tormenta,
Com a energia do amor que salva e que alimenta,
Deixa o balcão do altar, os púlpitos e as missas,
Procura reparar as grandes injustiças!...
 
Igreja, o mundo inteiro anela um novo dia,
Remodela o interior de tua sacristia,
 
Porque depois da treva há de haver uma luz,
Luz que há de esclarecer tua lei à socapa;
Liberta-te das mãos sacrílegas do Papa
E volta enquanto é tempo aos braços de Jesus.

Livro: Lira Imortal
Chico Xavier/Espíritos Diversos
Francisco Rebouças

Carrasco

Reunião pública de 20/3/59
Questão nº 913


Verdugo invisível, onde se lhe evidencie a influência, aparecem a rebeldia e o azedume, preparando a perturbação e a discórdia.

Mostra-se na alma que lhe ouve as pérfidas sugestões, à maneira de fera oculta a atirar-se sobre a presa.

Assimilando-lhe a faixa de treva, cai a mente em aflitiva cegueira, dentro da qual não mais enxerga senão a si mesma.

E assim dominada, a criatura, ao pé dos outros, é a personificação da exigência, desmandando-se, a cada instante, em reclamações descabidas, incapaz de anotar os sofrimentos alheios. Pisa nas dores do próximo com a dureza do bronze e recebe-lhe as petições com a agressividade do espinheiro, expelindo pragas e maldições. Onde surge, pede os primeiros lugares e, se lhos negam, à face das tarefas que a previdência organiza, não se peja de evocar direitos imaginários, condenando, sem análise, tudo quanto se lhe expõe ao discernimento. Desatendida nos caprichos particulares com que se aproxima dos setores de luta que desconhece, mastiga a maledicência ou gargalha o sarcasmo, lançando lodo e veneno sobre nomes e circunstâncias que demandam respeito. Se alguém formula ponderações, buscando-lhe o ânimo à sensatez, grita, desesperada, contra tudo o que não seja adoração a si mesma, na falsa estimativa dos minguados valores que carrega no fardo de ignorância e bazófia.

E, então, a pessoa, invigilante e infeliz, assim transformada em temível fantasma de incompreensão e de intransigência, enrodilha-se na própria sombra, como a tartaruga na carapaça, e, em lastimável isolamento de espírito, não sabe entender ou perdoar para ser também perdoada e entendida, enquistando-se na inconformação, que se lhe amplia no pensamento e na atitude, na palavra e nos atos, tiranizando-lhe a vida, como a enfermidade letal que se agiganta no corpo pela multiplicação indiscriminada de perigosos bacilos.

Atingido esse estado d’alma, não adota outro rumo que não seja o da crueldade com que, muitas vezes, se arroja ao despenhadeiro da delinquência, associando-se a todos aqueles que se lhe afinam com as vibrações deprimentes, em largas simbioses de desumanidade e loucura, formando o pavoroso inferno do crime.

Irmãos, precatai-vos contra semelhante perseguidor, vestindo o coração na túnica da humildade que tudo compreende e a todos serve, sem cogitar de si mesma, porque esse estranho carrasco, que nos alenta o egoísmo, em toda parte chama-se orgulho.
Livro: Religião dos Espíritos
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças

domingo, 19 de julho de 2015

Estudando o Espiritismo - L.E.

Ação dos Espíritos nos fenômenos da Natureza

536. São devidos a causas fortuitas, ou, ao contrário, têm todos um fim providencial, os grandes fenômenos da Natureza, os que se consideram como perturbação dos elementos?
“Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus.”

a) - Objetivam sempre o homem esses fenômenos?
“Às vezes têm, como imediata razão de ser, o homem. Na maioria dos casos, entretanto, têm por único motivo o restabelecimento do equilíbrio e da harmonia das forças físicas da Natureza.”

b) - Concebemos perfeitamente que a vontade de Deus seja a causa primária, nisto como em tudo; porém, sabendo que os Espíritos exercem ação sobre a matéria e que são os agentes da vontade de Deus, perguntamos se alguns dentre eles não exercerão certa influência sobre os elementos para os agitar, acalmar ou dirigir?

“Mas evidentemente. Nem poderia ser de outro modo. Deus não exerce ação direta
sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos.”

537. A mitologia dos antigos se fundava inteiramente em idéias espíritas, com a única diferença de que consideravam os Espíritos como divindades. Representavam esses deuses ou esses Espíritos com atribuições especiais. Assim, uns eram encarregados dos ventos, outros do raio, outros de presidir ao fenômeno da vegetação, etc. Semelhante crença é totalmente destituída de fundamento?

“Tão pouco destituída é de fundamento, que ainda está muito aquém da verdade.”

a) - Poderá então haver Espíritos que habitem o interior da Terra e presidam aos fenômenos geológicos?

“Tais Espíritos não habitam positivamente a Terra. Presidem aos fenômenos e os dirigem de acordo com as atribuições que têm. Dia virá em que recebereis a explicação de todos esses fenômenos e os compreendereis melhor.”

538. Formam categoria especial no mundo espírita os Espíritos que presidem aos fenômenos da Natureza? Serão seres à parte, ou Espíritos que foram encarnados como nós?

“Que foram ou que o serão.”

a) - Pertencem esses Espíritos às ordens superiores ou às inferiores da hierarquia espírita?

“Isso é conforme seja mais ou menos material, mais ou menos inteligente o papel que desempenhem. Uns mandam, outros executam. Os que executam coisas materiais são sempre de ordem inferior, assim entre os Espíritos, como entre os homens.”

Fonte: O Livro Dos Espíritos

Francisco Rebouças

sábado, 18 de julho de 2015

A GRANDE EDUCADORA

E entrando numa casa, não queria que ninguém o soubesse, mas não pode ocultar-se; porque logo, certa mulher, cuja filha estava possessa de um espírito imundo, ouvindo falar dele, veio e prostrou-se-lhe aos pés; (ora, a mulher era grega, de origem siro-fenícia) e rogava-lhe que expulsasse de sua filha o demônio. Mc.7:24-26

Bersier  pergunta:  "Por  ventura  pensaria  a  siro-fenícia  idólatra  em  chegar-se  a Cristo,  caso  não  tivesse  o  coração  dilacerado  pelo  tremendo  espetáculo  de  sua  filha possessa? Acaso teria Jairo chamado o Salvador, se  não visse em agonia a sua filha? "E, conclui com a palavra da experiência universal::  "A maior parte dos discípulos de Jesus aproximou-se dele por que sofria."

Sim, na manhã ensolarada e azul da vida, ou na época da fartura e da saúde, ou no equilíbrio transitório  das  vitórias  terrestres,  quando  materialmente  tudo  lhe  vai  bem,  a alma humana tem fracas e ligeiras ligações com Deus. Ligações mais ou menos em função do velho egoísmo. Isso quando não o desconhece pratica e completamente. Quanto a Jesus, ao seu Evangelho de luz e vida, ao Seu programa de  extensão de um Reino Espiritual no mundo, o que se percebe é o mais triste desconhecimento da Pessoa do Divino Mestre e dos grande ideais que ele proclamou há dois mil anos...

Mas a dor vem despertar o espírito humano da grande letargia. O sofrimento chega, infalivelmente,  ao  palácio  ou  à  cabana,  à  alma  do  pobre,  à  vida  dos  grandes,  à  velhice cansada, à mocidade que borboleteia nos salões...Chega sempre com a força de um  maktub, como a grande educadora da alma.

Ninguém mais perfeitamente que Jesus apresentou verdadeira interpretação da dor, ninguém  mais  que  ele  atendeu  ao  coração  aflito  do  homem,  nem  melhormente  que  Ele ninguém  conseguiu  mostrar  a  grande  missão  do  sofrimento,  seus  porquês,  suas  gloriosas finalidades.

Daqui,  deste  pequenino  recando  do  A  Cidade,  em  singelas  páginas  dominicais, esperamos trazer alguma coisa de Jesus para os que sofrem.

Haja por bem Ele abençoar este pequenino esforço do servo muito pobre.
Livro: Sal da Terra
Clóvis Tavares
Francisco Rebouças

sexta-feira, 17 de julho de 2015

JUSTIÇA DE CIMA

Quatro  operários  solteiros  quase  todos  da  mesma  idade  compareceram  ao  tribunal  de Justiça de Cima, depois de haverem perdido o corpo físico, num acidente espetacular.

Na Terra, foram analisados por idêntico padrão.
 
Excelentes  rapazes,  aniquilados  pela  morte,  com  as  mesmas  homenagens  sociais  e domésticas.
 
Na vida espiritual, contudo, mostravam-se diferentes entre si, reclamando variados estudos e diversa apreciação.

Ostentando, cada qual, um halo de irradiações específicas, foi conduzido ao juiz que lhes examinara o processo, durante alguns dias, atenciosamente.

O  magistrado  convidou  um  a  um  a  lhe  escutarem  as  determinações,  em nome do Direito Universal, perante numerosa assembleia de interessados nas sentenças.

Ao  primeiro  deles,  cercados  de  pontos  escuros,  como  se  estivesse  envolvido  numa atmosfera pardacenta, o compassivo julgador disse, bondoso:

-De tuas notas, transparecem os pesados compromissos que assumiste, utilizando os teus recursos  de  trabalho  para  fins  inconfessáveis.  Há  viúvas  e  órfãos,  chorando  no  mundo, guardando amargas recordações de tua influência.

E  porque  o  interpelado  inquirisse  quanto  ao  futuro  que  o  aguardava,  o  árbitro  amigo observou, sem afetação:

-Volta  à  paisagem  onde  viveste  e  recomeça  a  luta  de  redenção,  reajustando  o  equilíbrio daqueles que prejudicaste. És naturalmente obrigado a restituir-lhes a paz e a segurança.

Aproximou-se  o  segundo,  que  se  movimentava  sob  irradiações  cinzentas,  e  ouviu  as seguintes considerações:

-Revelam  os  apontamentos  a  teu  respeito  que  lesaste  a  fábrica  em  que  trabalhavas.

Detiveste vencimento e vantagens que não correspondem ao esforço que despendeste.

E, percebendo-lhe as interrogações mentais, acrescentou:

-Torna ao teu antigo núcleo de serviço e auxilia os teus companheiros e as máquinas que exploraste  em  mau  sentido.  É  indispensável  resgates  os  débitos  de  alguns  milhares  de horas, junto deles, em atividade assistencial.

Ao  terceiro  que  se  aproximou,  a  destoar  dos  precedentes  pelo  aspecto  em  que  se apresentava, disse o juiz, generoso:

-As informações de tua romagem no Planeta Terrestre explicam que demonstraste louvável correção no proceder. Não te valeste das tuas possibilidades de serviço para prejudicar os semelhantes, não traíste as próprias obrigações e somente recebeu do mundo aquilo que te era realmente devido. A tua consciência está quite com a Lei. Podes escolher o teu novo tipo de experiência, mas ainda na Terra, onde precisas continuar no curso da própria sublimação.

Em  seguida,  surgiu o último. Vinha nimbado de belo esplendor. Raios de safira claridade envolviam-no todo, parecendo emitir felicidade e luz em todas as direções.

O juiz inclinou-se, diante dele, e informou:

-Meu  amigo,  a  colheita  de  tua  sementeira  confere-te  a  elevação.  Serviços  mais  nobres esperam-te mais alto.

O trabalhador humilde, como que desejoso de ocultar a luz que o coroava, afastou-se em lágrimas de júbilo e gratidão, nos braços de velhos amigos que o cercavam, contentes, e, em razão das perguntas a explodirem nos colegas despeitados, que asseveravam nele conhecer um simples homem de trabalho, o julgador esclareceu persuasivo e bondoso:

-O  irmão  promovido  é  um  herói  anônimo  da  renúncia.  Nunca  impôs  qualquer  prejuízo  a alguém,  sempre  respeitou  a  oficina  em  que  se  honrava  com  a  sua  colaboração  e  não  se limitou  a  ser  correto  para  com  os  deveres,  através  dos  quais  conquistava  o  que  lhe  era necessário à vida. Sacrificava-se pelo bem de todos. Soube ser delicado nas situações mais difíceis. Suportava o fígado enfermo dos colegas, com bondade e entendimento. Inspirava confiança.  Distribuía  estímulo  e  entusiasmo.  Sorria  e  auxiliava  sempre.  Centenas  de corações seguiram-no, além da morte, oferecendo-lhe preces, alegrias e bênçãos.

A Lei Divina jamais se equivoca.

E  porque  o  julgamento  fora  satisfatoriamente  liquidado,  o  tribunal  da  Justiça  de  Cima, encerrou a sessão.
Livro: Contos e Apólogos
Chico Xavier/Irmão X

Francisco Rebouças

KARDEC

Lembrando  o  Codificador  da  Doutrina  Espírita,  é  imperioso  estejamos  alertas  em  nossos deveres fundamentais.

Convençamo-nos de que é necessário:

Sentir Kardec;
Estudar Kardec;
Anotar Kardec;
Meditar Kardec;
Analisar Kardec;
Comentar Kardec;
Interpretar Kardec;
Cultivar Kardec;
Ensinar Kardec;
Divulgar Kardec...
Que  é  preciso  cristianizar  a  Humanidade  é  afirmação  que  não  padece  dúvida;  entretanto, cristianizar, na Doutrina Espírita, é raciocinar com a verdade e construir com o bem de todos, para  que,  em  nome  de  Jesus,  não  venhamos  a  fazer  sobre  a  Terra  mais  um  sistema  de fanatismo e de negação.

Emmanuel


Livro: Caminho Espírita
Chico Xavier/Espíritos Diversos


Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

De Kardec aos dias de hoje

Madre Teresa

As Mães de Chico Xavier

Reencarnação - Menino Piloto

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Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel