Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

MENSAGEM DE MARIA JOÃO DE DEUS

Minhas irmãs em Cristo.
Elevo  meu  sincero  voto  à  Mãe  Excelsa  de  Jesus  para  todos  vossos  corações experimentem o orvalho de seu amor desvelado e constante.
Nós,  hoje,  estudamos  o  Evangelho  com  lágrimas,  no  labor  de  nossa  tenda humilde.  Nossas  lágrimas,  contudo,  não  são  as  do  mundo,  que  varrem  as  almas, como tempestades de fogo, no torvelinho das paixões. Foram para o nosso espírito a  chuva  benéfica  que  fecunda  a  terra  dos  sentimentos.  Sentimentos  a  união  das esperanças em torno do Mestre Divino e recordamos a Sua infinita misericórdia. É o nosso  regresso  ao  Seu  aprisco  de  amor  inesgotável;  é  a  ânsia  de  integração  na substância de Sua exemplificação imortal.
A  igreja  doméstica  erige-se  novamente  no  íntimo  santuário  dos  nossos corações. As mulheres modernas, nossas pobres irmãs em humanidade, costumam perder-se  na  imitação  falsa  dos  labores  que  Deus  destinou  aos  homens,  na constituição de seus deveres sagrados.
Em todos os lugares, há um apelo criminoso e uma sugestão infeliz para que o coração  feminino  perca  as suas características  de ternura. Em toda a  parte,  falsas ideologias  concitam  a  mulher  a  realizações  desesperadas.  Generaliza -se  o esquecimento  de  que  elas  foi  confiada  a  missão  da  vida,  que,  muitas  vezes  se executa  em  silêncio,  como  o  trabalho  do  Todo-Poderoso,  que  todas  as  criaturas parecem ignorar.
Todas as edificações grandiosas do mundo pertencem a Deus e, apesar disso, somente os nomes transitórios  de homens falíveis surgem, na publicidade de cada dia, quando todas as boas dádivas representam uma real dispensão dos céus.
Em  todos  os  tempos  os  homens  fizeram  as  batalhas,  destruindo  os  caminhos da  vida,  destruindo  instituições  ou  intoxicando  patrimônios,  porém,  a  mulher,  na excelsitude  de  sua  tarefa,  foi  sempre a  jardineira  de  Jesus,  plantando  as  flores  da vida  sobre  as  devastações  dos  movimentos  destruidores,  como  a  primavera  que enfeita de rosas uma casa desprezada, em dolosas ruínas...
Irmãs  muito  amigas,  nos  espaços  mais  próximos  da  Terra,  também  existem colégios de preparação e de amor das almas femininas para revelação permanente das glórias de Deus. Procuremos saturar o coração da prece e da vigilância Daquela que, em Nazaré, soube esperar os desígnios santos do Céu a Seu respeito.
Seu  manto  constelado  de  toda  as  virtudes  se  abre  generosamente  para  nós como  um  pálio  divino.  Saibamos  compreendê-la,  desde  a  Manjedoura  até  o Calvário. Seu exemplo é a luz de todos os séculos para  a missionária do Cristo no seu esforço de redenção.
Transformemos  o  lar  no  templo  de  cada  hora,  onde  a  fé  seja  um  ensino  de todos os instantes, a dor um motivo de resgate venturoso, a esperança uma aurora perene e o amor uma fonte daquela Água viva que dessedenta toda sede coração.
Que  outras  criaturas  frágeis  e  pobres  se  façam  ao  mar  revolto  das  ilusões  e das  amarguras  que  lhe  são  consequentes,  que  outras  desfraldem  bandeiras  novas na  estrada  das  experimentações  inconvenientes  e  tristes!...  Fiquemos  nós  com
Jesus, colocando bem alto o Seu exemplo e o Seu amor.
Esta é a pobre lembrança de vossa irmã e serva muito humilde.
Espírito: “Maria João de Deus”
Anotações:
MARIA JOÃO DE DEUS: BREVE NOTÍCIA DE UMA GRANDE ALMAMaria João de Deus nasceu em S. Luzia do Rio das Velhas, Minas Gerais, filha de  uma  lavadeira  humilde  dessa  histórica  cidade.  Nasceu  pobre,  filha  de  pobres  e honrados  pais  e  nunca  pôde  receber  instrução  maior  que  aquela  que  os  humildes recebem, mormente naquele final do século passado, no interior das Alterosas.
Maria João de Deus – a Mãezinha de nosso querido amigo e benfeitor Francisco Cândido  Xavier,  nosso  amado, ternamente amado  Chico,  o  Chico  que  nos  ama  a todos e a quem todos amamos...
Nos idos distantes de 1939, 1940...muitas coisas fiquei sabendo a respeito da Mãezinha  de  nosso  devorado  companheiro.  Ouvi-as  dos  lábios  de  sua  filha  mais velha,  a  carinhosa  e  inesquecível  Bita.  E  também  de  outros  filhos  seus,  -  José Cândido,  Luísa,  Carmosina,  Maria,  Mundico...  E  ainda,  entre  lágrimas,  do  seu
querido João Cândido, o pai do Chico...
Quando  Maria  João  de  Deus  desencarnou,  em  Pedro  Leopoldo,  a  29  de setembro de 1915, nosso Chico estava por volta dos cinco anos de idade. Mas, ele se recorda –  de pormenores a respeito de sua Mãezinha: dizer-lhe, antes de deixar este  mundo,  “que  iria  fazer  uma  viagem...  mas  que  voltaria”...  Entre  lágrimas saudosas e os derradeiros conselhos, palavras entrecortadas pela agonia, a humilde lavadeira  só  partiu  deste  mundo  quando  pôde  abençoar  o  último  filho  que  estava tão longe e tardara a chegar...
O  pequenino  Chico  nunca  acreditou,  guardando  fielmente  a  palavra  materna, nunca  pôde  acreditar  em  morte...  Não,  sua  Mãezinha  não  morrera,  embora  os outros  lho  dissessem.  Ela  estava  viajando,  viajando  para  um  lugar  distante,  para curar-se  da  doença  que  a  lançara  ao  leito  doloroso...  Mas,  voltaria.  Voltaria,  sim.
Ela prometeu voltar...
E voltou... Meses após, após tantas dores para todos da família, dores que são tidas por “infelicidades”, Maria João de Deus voltou...
As  infelicidades  se  transformaram  em  bem-aventuranças,  conforme  Jesus Cristo  nos  ensina  no  Sermão  da  Montanha...  Nem  vale  a  pena  lembrá-las,  tão duras,  tão  amargas,  tão  diferentes  do  que  podemos  imaginar  foram  elas...  Fazem lembrar as palavras dolentes de Leão Tolstoi em Ana Karênina. “Todas as famílias felizes se parecem entre si; as infelizes cada uma à sua maneira...”
Não  se  trata  aqui  de  enfatizar  a  dor,  nem  de  assumir masoquismos.  Os sofistas podem entender de retórica ou gramática, mas não entendem o sofrimento humano.  E  as  dores  foram  grandes,  amaríssimas,  singulares...  Mas,  como prometeu  Jesus: a  vossa  tristeza  se  converterá  em  alegria” (João,  16:20), assim aconteceu. E aconteceu como não poderia deixar de acontecer: Maria João de Deus  voltou,  voltou  “da  viagem  que  iria  fazer”  e  trouxe  ao  seu  menino  (de  cinco anos, meu Deus!) as primeiras florações da mediunidade. Apareceu-lhe. Confortou-o. Iluminou-o... E o adorável menino foi crescendo, após as primícias espirituais de sua  Mãezinha...  A  criança  foi  crescendo  e  crescendo  também  os  testemunhos  da Vida Espiritual, as evidências do Mundo Maior, as realizações da tarefa mediúnica –
extraordinária,  consoladora,  insofismável  –  a  atravessar  quase  todo  este  século vinte, de ponta a ponta...
Quando  jovem  Chico,  já  iluminado  suficientemente  pelas  Bênçãos  da Imortalidade, pediu à sua Mãezinha que “lhe contasse as suas primeiras impressões da  vida  do  outro  mundo”,  ela  lhe  prometeu  que  o  faria  oportunamente.  E,  mais uma vez, cumpriu sua palavra, escrevendo pelas mãos do filho querido, para ele e para todos nós, as lições magníficas que são as Cartas de uma Morta.

Um  dia,  eu  quis  conhecer  a  terra  natal  da  Amiga  querida.  E  passei  por  Santa Luzia do Rio das Velhas, embora rapidamente. Pude conhecer também, já em Pedro Leopoldo,  a  velha  casa,  o  quarto  humilde  onde  Maria  João  de  Deus  recebeu  nos braços  esta  dádiva  dos  Céus,  que  é  Francisco  Cândido  Xavier.  Quantas  ternas notícias,  quantas  confidências  carinhosas,  diante  da  casucha  humilde!...  E  que surpresa e contentamento quando o Chico me disse da grande e generosa quota de tempo e de proteção que sua Mãezinha dedica à nossa Escola Jesus Cristo, de que seu  filho  é  Presidente  Honorário...  E  especialmente  à  Escola  de  Evangelho  Maria João de Deus, filial de nossa Escola, na década de 40 no antigo bairro de Bezamat, sob  a  direção  de  nossa  confreira  Cirene  Batista.  Já  desencarnada,e  atualmente  no lar humilde de Coralice Maria Cardoso de Souza, nossa querida Coral...
A admirável Mensagem de Maria João  de Deus foi recebida na Escola Filial de Bezamat,  na  tarde  de  28  de  julho  de  1940.  Esse  texto  de  profunda  beleza espiritual,  uma  oferenda  para  sérias  reflexões,  foi  psicografado  no  quarto  e  último dia da primeira viagem de Chico a Campos, em visita à Escola Jesus Cristo.
A carinhosa Mensagem fecha com chave de ouro esta antologia de páginas do Mundo  Maior,  psicografadas  em  Campos  umas,  outras  dirigidas  a  confrades campistas  e  ainda  outras  ditadas  por  carinhosos  Amigos  Espirituais  nascidos  em Campos...  É  um  florilégio  de  apenas  algumas  mensagens,  dada  a  impossibilidade de publicar todas elas, ou um número maior...
Ao  nosso  valoro  irmãos,  a  quem  devemos  estas  mil  outras  dádivas  do  Céu, nosso  comovido  e  intraduzível  agradecimento,  humildemente  em  nome  de  todos, pela palavra pobre de quem mal sabe rogar ao Divino Amigo que o abençoes hoje quanto ontem, agora e para todo o sempre, na Terra e no Céu...
Campos, 14 de julho de 1983
Clovis Tavares
 
Livro: Tempo e Amor
Chico Xavier e Clóvis Tavares/Espíritos Diversos
 
 
Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

De Kardec aos dias de hoje

Madre Teresa

As Mães de Chico Xavier

Reencarnação - Menino Piloto

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Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel