Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



sexta-feira, 29 de julho de 2011

Estudando o Espiritismo L.E.


O Nosso Blog Espírita, foi criado justamente para o constante e sério estudo e divulgação da doutrina espírita, por essa razão, estamos dando continuidade ao estudo do Livro dos Espíritos, para nossa melhor compreensão de nossa doutrina. Nesta oportunidade focalizamos as questões de nºs 291 a 303. Estudem consoco!
Relações de simpatia e de antipatia entre os Espíritos. Metades eternas.
291. Além da simpatia geral, oriunda da semelhança que entre eles exista, votam-se os Espíritos recíprocas afeições particulares?

“Do mesmo modo que os homens, sendo, porém, que mais forte é o laço que prende os Espíritos uns aos outros, quando carentes de corpo material, porque então esse laço não se acha exposto às vicissitudes das paixões.”

292. Alimentam ódio entre si os Espíritos?

“Só entre os Espíritos impuros há ódio e são eles que insuflam nos homens as inimizades e as dissensões.”

293. Conservarão ressentimento um do outro, no mundo dos Espíritos, dois seres que foram inimigos na Terra?

“Não; compreenderão que era estúpido o ódio que se votavam e pueril o motivo que o inspirava. Apenas os Espíritos imperfeitos conservam uma espécie de animosidade, enquanto se não purificam. Se foi unicamente um interesse material o que os inimizou, nisso não pensarão mais, por pouco desmaterializados que estejam. Não havendo entre eles antipatia e tendo deixado de existir a causa de suas desavenças, aproximam-se uns dos outros com prazer.”

Sucede como entre dois colegiais que, chegando à idade da ponderação reconhecem a puerilidade de suas dissensões infantis e deixam de se malquerer.

294. A lembrança dos atos maus que dois homens praticaram um contra o outro constitui obstáculo a que entre eles reine simpatia?

“Essa lembrança os induz a se afastarem um do outro.”

295. Que sentimento anima, depois da morte, aqueles a quem fizemos mal neste mundo?

“Se são bons, eles vos perdoam, segundo o vosso arrependimento. Se maus, é possível que guardem ressentimento do mal que lhes fizestes e vos persigam até, não raro, em outra existência. Deus pode permitir que assim seja, por castigo.”

296. São suscetíveis de alterar-se as afeições individuais dos Espíritos?

“Não, por não estarem eles sujeitos a enganar-se. Falta-lhes a máscara sob que se escondem os hipócritas. Daí vem que, sendo puros, suas afeições são inalteráveis. Suprema felicidade lhes advém do amor que os une.”

297. Continua a existir sempre, no mundo dos Espíritos, a afeição mútua que dois seres se consagraram na Terra?

“Sem dúvida, desde que originada de verdadeira simpatia. Se, porém, nasceu principalmente de causas de ordem física, desaparece com a causa. As afeições entre os Espíritos são mais sólidas e duráveis do que na Terra, porque não se acham subordinadas aos caprichos dos interesses materiais e do amor-próprio.”

298. As almas que devam unir-se estão, desde suas origens, predestinadas a essa união e cada um de nós tem, nalguma parte do Universo, sua metade, a que fatalmente um dia reunirá?

“Não; não há união particular e fatal, de duas almas. A união que há é a de todos os Espíritos, mas em graus diversos, segundo a categoria que ocupam, isto é, segundo a perfeição que tenham adquirido. Quanto mais perfeitos, tanto mais unidos. Da discórdia nascem todos os males dos humanos; da concórdia resulta a completa felicidade.”

299. Em que sentido se deve entender a palavra metade, de que alguns Espíritos se servem para designar os Espíritos simpáticos?

“A expressão é inexata. Se um Espírito fosse a metade do outro, separados os dois, estariam ambos incompletos.”

300. Se dois Espíritos perfeitamente simpáticos se reunirem, estarão unidos para todo o sempre, ou poderão separar-se e unir-se a outros Espíritos?

“Todos os Espíritos estão reciprocamente unidos. Falo dos que atingiram a perfeição. Nas esferas inferiores, desde que um Espírito se eleva, já não simpatiza, como dantes, com os que lhe ficaram abaixo.”

301. Dois Espíritos simpáticos são complemento um do outro, ou a simpatia entre eles existente é resultado de identidade perfeita?

“A simpatia que atrai um Espírito para outro resulta da perfeita concordância de seus pendores e instintos. Se um tivesse que completar o outro, perderia a sua individualidade.”

302. A identidade necessária à existência da simpatia perfeita apenas consiste na analogia dos pensamentos e sentimentos, ou também na uniformidade dos conhecimentos adquiridos?

“Na igualdade dos graus da elevação.”

303. Podem tornar-se de futuro simpáticos, Espíritos que presentemente não o são?

“Todos o serão. Um Espírito, que hoje está numa esfera inferior, ascenderá, aperfeiçoando-se, à em que se acha tal outro Espírito. E ainda mais depressa se dará o encontro dos dois, se o mais elevado, por suportar mal as provas a que esteja submetido, permanecer estacionário.”

a) - Podem deixar de ser simpáticos um ao outro dois Espíritos que já o sejam?

“Certamente, se um deles for preguiçoso.”

A teoria das metades eternas encerra uma simples figura, representativa da união de dois Espíritos simpáticos. Trata-se de uma expressão usada até na linguagem vulgar e que se não deve tomar ao pé da letra. Não pertencem decerto a uma ordem elevada os Espíritos

que a empregaram. Necessariamente, limitado sendo o campo de suas idéias, exprimiram seus pensamentos com os termos de que se teriam utilizado na vida corporal. Não se deve, pois, aceitar a idéia de que, criados um para o outro, dois Espíritos tenham, fatalmente, que se reunir um dia na eternidade, depois de haverem estado separados por tempo mais ou menos longo.

Fonte: O Livro dos Espíritos - FEB. 76ª edição.

Francisco Rebouças

DIANTE DO AUXÍLIO

Emmanuel

Não apenas a cortesia é a força de base que se pede aos outros, a fim de que possamos auxiliar.

Roga-se também o entendimento de profundidade.

Para extinguir a necessidade de natureza física é indispensável ceder daquilo que se possui, mas para suprimir a perturbação, é imperioso doar daquilo que se é.

A incompreensão gera doenças da alma, como sejam o desespero e o azedume, a ira e o desânimo, a inconformação e a rebeldia.

Para quantos se propõem a evitar semelhantes calamidades individuais, é justo saibam encontrar os caminhos adequados para fazê-lo.

Entretecer a simpatia, onde o antagonismo apareça; dissolver o gelo da indiferença nos corações enquistados no egoísmo; diminuir ou sanar a tensão nos temperamentos irritadiços;

Promover a união entre pessoas que se acreditam mutuamente incompatibilizadas; estimular amigos á prática da solidariedade ou garantir a harmonia entre familiares portadores de tendências diversas reclama espírito de renúncia que a autoridade convencional ou o di-nheiro, a influência ou o poder transitório, só por si, não conseguem transmitir, nem improvi-sar.

Usando a luz da compreensão, examinemos as situações, examinemos as situações difíceis para descobrir o meio de liquidá-las ou contorná-las para o bem que nos decidamos a realizar.

Nunca ferir ou acusar, desprimorar ou deprimir.

Amar sempre aos companheiros os companheiros de trabalho, tais quais são e aceitá-los no que possam fazer de bom, em louvor do grupo de serviço a que pertençamos.

Em suma, a caridade, no ato de auxiliar, é comparável à moeda que se caracteriza por duas faces distintas: em uma delas, é natural que busquemos identificar o valor da humildade e na outra é preciso que se veja o brilho tranqüilizante do amor.

Livro: Seara de Fé
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 
Francisco Rebouças

"O Consolador"

85 – As primeiras formas planetárias obedeceram a um molde especial preexistente?

– Jesus foi o divino escultor da obra geológica do planeta. Junto de seus prepostos, iluminou a sombra dos princípios com os eflúvios sublimados do seu amor, que saturaram todas as substâncias do mundo em formação.

Não podemos afirmar que as formas da Natureza, em sua manifestação inicial, obedecessem a um molde preexistente, no sentido de imitação, porque todas elas receberam o influxo sagrado do coração do Cristo.

A verdade é que, assim como em vossas construções materiais todas as obras viveram previamente no cérebro de um engenheiro ou de um arquiteto, todas as formas de vida na Terra foram primeiramente concebidas na sua visão divina.

86 – Tendo sido a Terra formada pelo poder divino, por que passou o planeta por tantas etapas evolutivas, muitas das quais duraram milhões de anos?

– No infinito do Universo, a evolução do princípio espiritual tem de escapar a todas as vossas limitações de tempo e de espaço, na tábua dos valores terrestres.

As aquisições de cada indivíduo resultam da lei do esforço próprio no caminho ilimitado da criação, destacando-se daí as mais diversas posições evolutivas das criaturas e compreendendo-se que tempo e espaço são laboratórios divinos, onde todos os princípios da vida são submetidos às experiências do aperfeiçoamento, de modo que cada um deva a si mesmo todas as realizações, no dia de aquisição dos mais altos valores da vida.

87 – De onde foram tirados os elementos para a formação da Terra?

– Sabemos que a aglutinação molecular, bem como o motor transcendente do mundo, obedeceu ao sopro gerador da vida, oriundo do Todo Poderoso e lançado sobre o infinito da criação universal; contudo, achamo-nos ainda na situação do aluno que encontrou a escola já edificada, cabendo-nos louvar e buscar, pelo trabalho e pelo aperfeiçoamento, o seu Divino Autor.

88 – Deve o homem terrestre enxergar nas comoções geológicas do globo elementos de provação para a sua vida?

– Os abalos sísmicos não são simples acidentes da Natureza. O mundo não está sob a direção de forças cegas. As comoções do globo são instrumentos de provações coletivas, ríspidas e penosas. Nesses cataclismos, a multidão resgata igualmente os seus crimes de outrora e cada elemento integrante da mesma quita-se do pretérito na pauta dos débitos individuais.

89 – Por que razão não existe nos textos sagrados uma notícia positiva das terras descobertas posteriormente à vinda de J esus ao planeta?

– Nesse particular, temos de convir que a palavra das profecias, através de todos os tempos e situações do planeta, como eco das regiões divinas, não teve em mira senão a edificação do Reino de Deus nos corações, desprezando as fundações humanas, precárias e perecíveis. Todavia, no desdobramento das revelações, encontrareis notícias das novas terras, posteriormente descobertas, informações essas que se encontram sob os véus dos símbolos, como aconteceu com todas as demais notificações que o Velho e Novo Testamentos legaram ao homem espiritual.

Livro: "O CONSOLADOR"
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Estudando o Espiritismo E.S.E.

Instruções dos Espíritos
Meus amigos, a muitos dentre vós tenho ouvido dizer: Como hei de fazer caridade, se amiúde nem mesmo do necessário disponho?

Amigos, de mil maneiras se faz a caridade. Podeis fazê-la por pensamentos, por palavras e por ações. Por pensamentos, orando pelos pobres abandonados, que morreram sem se acharem sequer em condições de ver a luz. Uma prece feita de coração os alivia.

Por palavras, dando aos vossos companheiros de todos os dias alguns bons conselhos, dizendo aos que o desespero, as privações azedaram o ânimo e levaram a blasfemar do nome do Altíssimo: "Eu era como sois; sofria, sentia-me desgraçado, mas acreditei no Espiritismo e, vede, agora, sou feliz." Aos velhos que vos disserem: "É inútil; estou no fim da minha jornada; morrerei como vivi", dizei: "Deus usa de justiça igual para com todos nós; lembraivos dos obreiros da última hora." As crianças já viciadas pelas companhias de que se cercaram e que vão pelo mundo, prestes a sucumbir às más tentações, dizei: "Deus vos vê, meus caros pequenos", e não vos canseis de lhes repetir essas brandas palavras. Elas acabarão por lhes germinar nas inteligências infantis e, em vez de vagabundos, fareis deles homens.

Também isso é caridade.

Dizem, outros dentre vós: "Ora! somos tão numerosos na Terra, que Deus não nos pode ver a todos." Escutai bem isto, meus amigos: Quando estais no cume da montanha, não abrangeis com o olhar os bilhões de grãos de areia que a cobrem? Pois bem: do mesmo modo vos vê Deus. Ele vos deixa usar do vosso livre-arbítrio, como vós deixais que esses grãos de areia se movam ao sabor do vento que os dispersa. Apenas, Deus, em sua misericórdia infinita, vos pôs no fundo do coração uma sentinela vigilante, que se chama consciência.

Escutai-a, que somente bons conselhos ela vos dará. As vezes, conseguis entorpecê-la, opondo-lhe o espírito do mal. Ela, então, se cala. Mas, ficai certos de que a pobre escorraçada se fará ouvir, logo que lhe deixardes aperceber-se da sombra do remorso. Ouvi-a, interrogai-a e com freqüência vos achareis consolados com o conselho que dela houverdes recebido.

Meus amigos, a cada regimento novo o general entrega um estandarte. Eu vos dou por divisa esta máxima do Cristo: "Amai-vos uns aos outros." Observai esse preceito, reuni-vos todos em torno dessa bandeira e tereis ventura e consolação. - Um Espírito protetor. (Lião, 1860.)
 
Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - FEB. 112ª edição. Cap. XII, item 10.
 
Francisco Rebouças

LIÇÃO VIVA


“Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” —  (JOÃO, capítulo 6, versículo 60.)

O Cristianismo é a suprema religião da verdade e do amor, convocando corações para a vida mais alta.

Em vista de religião traduzir religamento, é primordial voltarmo-nos para Deus, tornarmos ao campo da Divindade.

Jesus apresentou a sua plataforma de princípios imortais. Rasgou os caminhos. Não enganou a ninguém, relativamente às dificuldades e obstáculos.

É necessário, esclareceu o Senhor, negarmos a vaidade própria, arrependermo-nos de nossos erros e convertermo-nos ao bem.

O evangelista assinalou a observação de muitos dos discípulos: “Duro é este discurso; quem o pode ouvir?”

Sim, efetivamente é indispensável romper com as alianças da queda e assinar o pacto da redenção.

É imprescindível seguir nos caminhos d'Aquele que é a luz de nossa vida.

Para isso, as palavras brilhantes e os artifícios intelectuais não bastam. O problema é de “quem pode ouvir” a Divina Mensagem, compreendendo-a com o Cristo e seguindo-lhe os passos.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chioco Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

A felicidade não é deste mundo


Não sou feliz! A felicidade não foi feita para mim! exclama geralmente o homem em todas as posições sociais. Isso, meus caros filhos, prova, melhor do que todos os raciocínios possíveis, a verdade desta máxima do Eclesiastes: "A felicidade não é deste mundo." Com efeito, nem a riqueza, nem o poder, nem mesmo a florida juventude são condições essenciais à felicidade. Digo mais: nem mesmo reunidas essas três condições tão desejadas, porquanto incessantemente se ouvem, no seio das classes mais privilegiadas, pessoas de todas as idades se queixarem amargamente da situação em que se encontram. Diante de tal fato, é incontestável que as classes laboriosas e militantes invejem com tanta ânsia a posição das que parecem favorecidas da fortuna. Neste mundo, por mais que faça, cada um tem a sua parte de labor e de miséria, sua cota de sofrimentos e de decepções, donde facilmente se chega à conclusão de que a Terra é lugar de provas e de expiações.

Assim, pois, os que pregam que ela é a única morada do homem e que somente nela e numa só existência é que lhe cumpre alcançar o mais alto grau das felicidades que a sua natureza comporta, iludem-se e enganam os que os escutam, visto que demonstrado está, por experiência arqui-secular, que só excepcionalmente este globo apresenta as condições necessárias à completa felicidade do indivíduo.

Em tese geral pode afirmar-se que a felicidade é uma utopia a cuja conquista as gerações se lançam sucessivamente, sem jamais lograrem alcançá-la. Se o homem ajuizado é uma raridade neste mundo, o homem absolutamente feliz jamais foi encontrado.

O em que consiste a felicidade na Terra é coisa tão efêmera para aquele que não tem a guiá-lo a ponderação, que, por um ano, um mês, uma semana de satisfação completa, todo o resto da existência é uma série de amarguras e decepções. E notai, meus caros filhos, que falo dos venturosos da Terra, dos que são invejados pela multidão.

Conseguintemente, se à morada terrena são peculiares as provas e a expiação, forçoso é se admita que, algures, moradas há mais favorecidas, onde o Espírito, conquanto aprisionado ainda numa carne material, possui em toda a plenitude os gozos inerentes à vida humana. Tal a razão por que Deus semeou, no vosso turbilhão, esses belos planetas superiores para os quais os vossos esforços e as vossas tendências vos farão gravitar um dia, quando vos achardes suficientemente purificados e aperfeiçoados.

Todavia, não deduzais das minhas palavras que a Terra esteja destinada para sempre a ser uma penitenciária. Não, certamente! Dos progressos já realizados, podeis facilmente deduzir os progressos futuros e, dos melhoramentos sociais conseguidos, novos e mais fecundos melhoramentos. Essa a tarefa imensa cuja execução cabe à nova doutrina que os Espíritos vos revelaram.

Assim, pois, meus queridos filhos, que uma santa emulação vos anime e que cada um de vós se despoje do homem velho. Deveis todos consagrar-vos à propagação desse Espiritismo que já deu começo à vossa própria regeneração. Corre-vos o dever de fazer que os vossos irmãos participem dos raios da sagrada luz. Mãos, portanto, à obra, meus muito queridos filhos! Que nesta reunião solene todos os vossos corações aspirem a esse grandioso objetivo de preparar para as gerações porvindouras um mundo onde já não seja vã a palavra felicidade. - François-Nicolas-Madeleine, cardeal Morlot. (Paris, 1863.)
 
Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - FEB. 112ª edição. Capítulo V, item 20.
 
Francisco Rebouças

Use de palavras amáveis e delicadas, corteses e animadoras.

ASSIM como os universos foram criados pela palavra de Deus, assim também nossos pequenos mundos individuais são criados pelas nossas palavras.

E as palavras são a manifestação dos pensamentos, a fim de criar um mundo de paz e beleza, de saúde e felicidade, através de palavras amáveis e delicadas, corteses e animadoras.

Lembre-se de que, uma vez proferida uma palavra, nada mais a destrói.

Livro: Minutos de Sabedoria - 164
Carlos Torres Pastorino

Francisco Rebouças

quinta-feira, 28 de julho de 2011

NO CORREIO DA LUZ

Maria Dolores

Uma longa jornada em noite fria
É como se a existência se te fosse...
Segues temendo a sombra... A ventania
É o turbilhão de pó que ela te trouxe...

Ampliam-se os calhaus em que tropeças...
O aguaceiro desaba... O granizo te alcança...
Assombram-te os perigos que atravessas,
Arrimando-te à prece em fios de esperança...

Ergues-te e cais... Levanta-te, rastejas,
De coração atento aos deveres que levas...
Há quem te aguarde, além do repouso que almejas,
A mensagem da paz, no amor que vence as trevas...

Sangrem-te os pés, esforça-te, porfia,
Olvida a própria dor, na estrada austera,
E atingirás, chorando de alegria,
A luz do novo dia que te espera...

Livro: Alma e Vida
Chico Xavier/ Maria Dolores

Francisco Rebouças

Cantigas De Pensar

Jovino Guedes

O amor em todo o Universo
Mostra uma lei singular:
Quanto mais alto se eleva,
Mais desce para ajudar.

“Quem espera, diz o povo,
Ás vezes tão só se cansa.”
Entretanto, ai de nós todos
Se não houvesse esperança.

Entusiasmo demais
Acaba quando começa.
Água fervendo no fogo
Faz-se vapor mais depressa.

De todos os bens, aquele
Que nenhum mal aniquila
É a doce felicidade
Da consciência tranqüila.

Amor quando verdadeiro
Nunca se nega ou desdiz,
Mais apóia o ser amado
Quão menos o vê feliz.

Subidas? Vê como sobes
Na pressa que te conduz,
A do Cristo foi aquela –
Martírio, calvário, cruz
 
Livro: Mais Vida
Chico Xavier e Eurícledes Formiga/Espíritos Diversos

Francisco Reubouças

Meditemos

Casemiro Cunha
Respeito, felicidade,
Afeto e bênçãos, granjeia,
Quem resguarda a própria boca
Contra o mal da vida alheia.

Para guardar a alegria
De nunca desacertar,
Espera para pedir
E apressa-te no ajudar.

Não te acomodes à astúcia.
O braço que arma a esparrela
Freqüentemente é o primeiro
Que se arroja dentro dela.

No seio das afeições,
Conserva a paz que abençoa.
Quem ama efetivamente
Entende, ajuda e perdoa.

A franqueza fala sempre,
Com razão ou sem razão,
Mas a prudência bondosa
Espera a interrogação.

Não faças da própria vida
Preguiça, folga ou pilhéria.
O dia desocupado
Traz o cartão da miséria.

Desculpa infinitamente
Aos que te ofertem carinho.
Quem colhe a graça da rosa
Recebe igualmente o espinho.

Sê calmo, brando e indulgente,
Entre as agruras da sorte.
Diante da consciência
Nem sempre a força é mais forte.

Evita a sombra da ira,
Controla a impulsividade.
A pessoa enfurecida
É uma fera em liberdade.

No mar revolto da vida
Não se desvaira, nem teme,
Quem ama e serve lembrando
Que Jesus está no leme.

Livro: Paz e Alegria
Chico Xavier/Diversos Espíritos

Francisco Rebouças

quarta-feira, 27 de julho de 2011

PREPARAÇÃO GRADATIVA

Emmanuel

Melancolia, saudade, carência afetiva, solidão, angústia: palavras chaves que designam a dor daqueles que perderam a companhia de seres queridos, arrebatados pela desencarnação.

Se essa prova te senhoreia o espírito na Terra, não configures os entes amados, transfe-ridos para outras dimensões da vida, qual se fossem a vestimenta inútil confiada ao cofre de cinzas.

Aqueles que se desenfaixaram do envoltório físico não morreram.

Seguiram à frente, no rumo da estação a que te destinas.

E, na maioria dos casos, surpreenderam tantas exigências de renovação, a par de tantas maravilhas que, habitualmente, tudo fazem para que se te dilate a demora no Plano de Maté-ria Mais Densa, a fim de que não lhes sigas os passos, na base da inexperiência.

Compreendemos o pesar de tantas criaturas sensíveis e afetuosas que acalentam a idéia da deserção, quando se sentem lesadas pela falta daqueles que as precederam na morte. En-tretanto, da outra margem da vida volvem os que partiram, na decisão de sustar-lhes o anseio indébito, auxiliando-as na preparação necessária perante o futuro.

Se te despediste de corações queridos, agora domiciliados no Mais Além, não te creias vítima de esquecimento por parte de quantos te foram no mundo ancore de benção.

Prossegue oferecendo-lhes paz e amor, atendendo, quanto possível, a extensão do bem que estimariam continuar edificando em teu campo de ação. E conserva a certeza de que, en-quanto lhe honorificas a memória, junto dos homens, eles, igualmente continuam realizando o máximo, em teu favor, não somente sustentando-te as forças, no dever a cumprir, como também organizando, a pouco e pouco, em ti e fora de ti, o clima adequado à vida nova, que te aguarda no Mais Além, a fim de que te ajustes com segurança às bênçãos do porvir.

Livro: Momentos de Ouro
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

TEMAS IMPORTUNOS

Doenças.

Crimes.

Intrigas.

Crítica.

Sarcasmo.

Contendas domésticas.

Desajustes alheios.

Conflitos sexuais. Divórcios.

Notas deprimentes com referência aos irmãos considerados estrangeiros.

Racismo. Preconceitos sociais.

Divergências políticas.

Atritos religiosos.

Auto-elogio.

Carestia da vida.

Males pessoais.

Lamentações.

Comparações pejorativas.

Recordações infelizes.

Reprovação a serviços públicos.

Escândalos.

Infidelidade conjugal.

Pornografia.

Comentários desprimorosos quanto à casa dos outros.

Anedotário inconveniente. Histórias chulas.

Certamente não existem assuntos indignos da palavra e todos eles podem ser motivo de entendimento e de educação, mas sempre que os temas importunos ou difíceis forem  lembrados, em qualquer conversação, o equilíbrio e a prudência devem ser chamados ao verbo em manifestação, para que o respeito aos outros não se mostre ferido.

Livro: Sinal Verde
Chico Xavier/André Luiz

Francisco Rebouças

NO CAMPO DA ELEVAÇÃO



Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor – João. (I João, 4:8)

O materialismo apresenta contradições que nos obrigam a procurar a melhor maneira de elevar o coração ao nível do cérebro.
Quantos se imaginam hoje abordando a felicidade em outros planetas sem saberem como descobrir a alegria dentro de casa!
Quantos devassam a intimidade da Natureza sem se dignarem sondar os recessos da própria alma!

O raciocínio avança destemeroso para a luz, mas o sentimento se acomoda na sombra.

Ainda assim é imperioso fugir ao pessimismo e prosseguir no trabalho da sublimação espiritual.

Urge reconhecer que, renteando com os nossos irmãos ainda desconhecedores da própria imortalidade e que se atolam, por isso mesmo, em sinistros enganos, surpreendemos, em todas as latitudes da Terra, companheiros notáveis pela própria formação que sabem manejar com acerto os recursos do mundo para a glória do Bem Eterno, com esquecimento deles mesmos.

O problema da elevação, porém, é comum a nós todos, de vez que, se perguntamos aos nossos irmãos materialistas o que fazem eles da cultura, eles podem indagar, e com razão, o que estamos nós fazendo de proveitoso com a fé.

A verdade é que nós todos – eles e nós outros, os espíritos religiosos – em maioria imensa na Terra, somos criaturas endividadas ante as leis do Universo, com séculos de trabalho pela frente a fim de aprendermos não apenas a evoluir, instruídos pela inteligência, mas também a caminhar com o devido aprimoramento no amor para viver com educação.

Livro: Bênção de Paz
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

terça-feira, 26 de julho de 2011

Ultrapassamos a marca das 46.000 visitas!

Meus queridos amigos, estamos todos de parabéns!

Acabamos de constatar com grande alegria que ultrapassamos a marca das 46.000 visitas ao nosso Blog Espírita. Lembramos que o contador de visitas só foi instalado em 31/10/2009.

Agradecemos do fudo do nosso coração feliz a Deus, aos Espíritos Amigos e a vocês, pelo êxito deste nosso trabalho que visa divulgar com a máxima fidelidade a mensagem esclarecedora e consoladora da doutrina espírita, levando a todos a possibilidade crescer e progredir moral e espiritualmente.

É gratificante participar com nossa pequena mais importante e inadiável contribuição, para a transformação moral e espiritual de nossa sociedade para que se faça cada dia mais Cristã e pacificada.

Alegra-nos a certeza de que podemos contar com todos vocês nossos amigos, para continuar com esse nosso projeto de levar a doutrina espírita aos corações carentes de orientação, fé e alegria em todo o mundo.

Reafirmamos o compromisso de manter o nosso trabalho alicerçado pela codificação espírita sem achismos ou modismos desnecessários e condenáveis sob todos os aspectos.

Você continua a ser o nosso maior patrimônio!

Que Jesus nosso Mestre e Guia nos mantenha unidos e operosos, sob sua divina inspiração, hoje e sempre!

Muita PAZ!

Francisco Rebouças

INSTRUÇÕES DOS ESPÍRITOS

Limites da encarnação
Quais os limites da encarnação?

A bem dizer, a encarnação carece de limites precisamente traçados, se tivermos em vista apenas o envoltório que constitui o corpo do Espírito, dado que a materialidade desse envoltório diminui à proporção que o Espírito se purifica. Em certos mundos mais adiantados do que a Terra, já ele é menos compacto, menos pesado e menos grosseiro e, por conseguinte, menos sujeito a vicissitudes.

Em grau mais elevado, é diáfano e quase fluídico. Vai desmaterializando-se de grau em grau e acaba por se confundir com o perispírito. Conforme o mundo em que é levado a viver, o Espírito reveste o invólucro apropriado à natureza desse mundo.

O próprio periespírito passa por transformações sucessivas. Torna-se cada vez mais etéreo, até à depuração completa, que é a condição dos puros Espíritos. Se mundos especiais são destinados a Espíritos de grande adiantamento, estes últimos não lhes ficam presos, como nos mundos inferiores. O estado de desprendimento em que se encontram lhes permite ir a toda parte onde os chamem as missões que lhes estejam confiadas.

Se se considerar do ponto de vista material a encarnação, tal como se verifica na Terra, poder-se-á dizer que ela se limita aos mundos inferiores. Depende, portanto, de o Espírito libertar-se dela mais ou menos rapidamente, trabalhando pela sua purificação.

Deve também considerar-se que no estado de desencarnado, isto é, no intervalo das existências corporais, a situação do Espírito guarda relação com a natureza do mundo a que o liga o grau do seu adiantamento. Assim, na erraticidade, é ele mais ou menos ditoso, livre e esclarecido, conforme está mais ou menos desmaterializado. S. Luís. (Paris, 1859.)
 
Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - FEB, 112ª edição. Cap. IV, item 24.


Francisco Rebouças

DETERMINISMO

(ANTERO DE QUENTAL)

Nas estradas do mundo, no infinito,
Nas incontáveis eras milenárias,
Na aluvião de idéias multifárias,
O homem é o mesmo ser errante e aflito...

E ouve-se, a todo o tempo, o estranho grito
De heroísmo das almas solitárias,
Guias de luz dos miseráveis párias,
Saturadas de amor puro e bendito.

Mas segredos eternos e divinos
Pesam sobre a balança dos destinos,
Subjugando o mundo descontente.

E a humanidade, ansiosa de bonança,
No mistério do sonho e da esperança.
Conquista o céu, lutando eternamente.

Livro: Lira Imortal
Chico Xavier/Diversos Espíritos
 
Francisco Rebouças

segunda-feira, 25 de julho de 2011

"O Consolador"

CIÊNCIAS COMBINADAS:

80 – As chamadas ciências combinadas, entre as quais a História, a Geologia e a Geografia, surgiram no mundo tão só pelo esforço dos Espíritos aqui encarnados?

– Indiretamente, as criaturas humanas têm recebido, em todas as épocas, a cooperação do plano espiritual para a edificação dos seus valores mais legítimos.

As chamadas ciências combinadas são expressões do mesmo quadro de conhecimentos humanos, com igual convergência para a sabedoria integral, no plano infinito.

A História, como a conheceis, não é uma estatística dos acontecimentos do planeta através das palavras?

Todas elas são processos evolutivos para os valores intelectuais do homem, a caminho das conquistas definitivas de sua personalidade imortal.

81 – Nos planos espirituais a história das civilizações terrestres é conhecida nas mesmas características em que a conhecemos através dos narradores humanos?

– A descrição dos fatos é aproximadamente a mesma; todavia, os métodos de apreciação dos acontecimentos e das situações divergem de maneira quase absoluta.

Muitas vezes os heróis nos livros da Terra são entidades misérrimas na esfera espiritual. Verificase, então, o contrário. Conhecemos Espíritos altíssimos que vieram do mundo cobertos de virtudes gloriosas, e que não constam de nenhuma lembrança da Humanidade. Os altares e as galerias patrióticas da Terra foram sempre comprometidos pela política rasteira das paixões. Poucos heróis do planeta fazem jus a esse título no mundo da verdade.

É por essa razão que a história do orbe sendo exata, no concernente à descrição e à cronologia, é ilegítima no que se refere à justiça e à sinceridade.

82 – Os falsos julgamentos da História agravam a situação dos que se desprendem do mundo, na qualidade de heróis, sem que o sejam?

– As exéquias solenes, os necrológios brilhantes, os pomposos adjetivos que se concedem aos “mortos”, em troca do ouro da posição convencional que deixaram, afligem os que partiram pela morte, de maneira intraduzível. Penosa situação de angústia se estabelece para esses Espíritos sofredores e perturbados, que se envergonham de si mesmos, experimentando a mais funda repugnância pelas homenagens recebidas.

Cessada essa fase do julgamento insincero do mundo, frequentemente se poderá observar a incoerência dos homens.

O “antigo herói” volta ao orbe com as vestes do mendigo ou do proletário rude, aprendendo nas lágrimas silenciosas a compor os cânticos do dever e do trabalho santificantes; todavia, ninguém o vê, porque, na história do mundo, em todos os tempos, o homem sempre incensou a tirania e raramente fixou o olhar inquieto na flor carinhosa e humilde da virtude.

83 – É o historiador responsável pelos juízos falsos da História?

– Considerando-se que cada Espírito encarnado tem sua tarefa especial nesse ou naquele setor evolutivo, os historiadores que se deixam mergulhar no interesse econômico das sinecuras políticas, embriagados pelo vinho da mediocridade, responderão além túmulo pela exploração comercial da inteligência que hajam praticado na Terra, adulterando a justiça e o direito, evitando a verdade, ou fornecendo mentiras ao Espírito confiante dos pósteros.

84 – Se um Espírito no plano invisível não é realmente uma criatura santificada, como receberá as orações de seus devotos, se a história do mundo o canonizou?

– A canonização é um processo muito arrojado das ambições humanas, para ser considerado perante a verdade espiritual.

Conhecemos inquisidores, verdugos de povos e traidores do bem, conduzidos ao altar pelo falso julgamento da política humana. A prece dos devotos invocando o seu socorro muitas vezes sem se lembrarem da paternidade de Deus, ecoa-lhes no coração perturbado como vozes de acusação terrível e dolorosa, porquanto reavivam ainda mais a nudez de suas feridas.

Frequentemente, os Espíritos que se encontram nessa penosa situação rogam a Jesus a concessão das experiências mais humildes na Terra, a fim de olvidarem os ruídos nocivos das falsas glórias do planeta, no silêncio das grandes dores que iluminam e regeneram.

85 – As primeiras formas planetárias obedeceram a um molde especial preexistente?

– Jesus foi o divino escultor da obra geológica do planeta. Junto de seus prepostos, iluminou a sombra dos princípios com os eflúvios sublimados do seu amor, que saturaram todas as substâncias do mundo em formação.

Não podemos afirmar que as formas da Natureza, em sua manifestação inicial, obedecessem a um molde preexistente, no sentido de imitação, porque todas elas receberam o influxo sagrado do coração do Cristo.

A verdade é que, assim como em vossas construções materiais todas as obras viveram previamente no cérebro de um engenheiro ou de um arquiteto, todas as formas de vida na Terra foram primeiramente concebidas na sua visão divina.
 
Livro: O Consolador
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

UMA PAGA DE AMOR


Quando a chispa do ódio lavrou o Incêndio da malquerença, deixaste-te carbonizar pelas chamas do desespero...

Quando o veneno da intriga te visitou a casa do coração, permitiste-te a revolta que se converteu em injustificada aflição...

Quando o chicote da calúnia estrugiu nas tuas intenções nobres, concedeste-te a insensatez do desânimo que se transformou em enfermidade difícil...

Quando a nuvem da discórdia sombreou o grupo feliz das tuas amizades, julgaste-te abandonado, destroçando os planos superiores da edificação da alegria, onde armazenavas sonhos para o futuro...

Quando o fel do ciúme tisnou o sol do amor que te iluminava, resvalaste na alucinação morbífica que te aniquilou as mais belas expressões de amparo pelo caminho redentor...

Quando o ácido da irritabilidade alheia te foi atirado à face, foste dominado pela fúria da reação desvairada, fazendo-te perder abençoada ocasião de ajudar...

Tudo porque esqueceste da justa e necessária dose de amor.

Uma baga apenas teria sido suficiente.

Se amasses, todavia, com legítima qualidade de amor, o ódio cederia lugar à expectativa do bem, a intriga se desagregaria, a calúnia seria dissipada, a discórdia se apaziguaria, o ciúme se teria anulado, a irritabilidade se dulcificaria e a vida, então, adquiriria a sua santificante finalidade.

Com a moeda do amor se adquirem todos os bens da Terra e os incomparáveis tesouros do Céu.

O amor persevera — insistindo nos propósitos superiores que o vitalizam.

Convence — produzindo pela força da sua magnitude a excelência dos seus propósitos.

Transforma — pela natureza dulcificadora de que se constitui.

Dignifica — em razão do conteúdo de que se faz mensageiro.

Liberta — por ser o poder da vida de Deus transladada para toda a Criação.

O amor — alma da vida e vida da alma —é a canção de felicidade que vibra do Céu na direção da Terra, sem encontrar, por enquanto, ouvidos atentos que lhe registrem a incomparável melodia, de modo a se transformar em harmonia envolvente que penetra até onde cheguem as suas ressonâncias...

Ele se misturou às massas sofridas, e era a Saúde por Excelência; se submeteu a arbitrário interrogatório, e era Juiz Supremo; se permitiu martírio infamante, e era o Embaixador Sublime de Deus; se deixou assassinar, e era a Vida Abundante — por amor. E pelo amor retornou aos que o não amaram para ensinar a supremacia da Verdade sobre a ignorância e do bem sobre o mal, oferecendo-se pelos séculos porvindouros, porque o amor é a manifestação de Deus penetrando tudo e tudo sublimando.

“Tratai todos os homens como quereríeis que eles vos tratassem”. (Lucas, 6:31)

“Não acrediteis na esterilidade e no endurecimento do cor ação humano; ao amor verdadeiro, ele, a seu malgrado, cede.

É um ímã a que não lhe é possível resistir.”

(O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, Capítulo 11º — Item 9,, parágrafo 5)

Livro: Florações Evangélicas
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

domingo, 24 de julho de 2011

Não te enganes


“Olhais para as coisas, segundo as aparências? Se alguém confia de si mesmo que é do Cristo, pense outra vez isto consigo, que assim como ele é do Cristo, tam-bém nós do Cristo somos.” – Paulo. (2ª Epístola aos Coríntios, 10:7.)

Não te enganes, acerca da nossa necessidade comum no aperfeiçoamento.

Muita vez, superestimando nossos valores, acreditamo-nos privilegiados na arte da elevação.

E, em tais circunstâncias, costumamos esquecer, impensada-mente, que outros estão fazendo pelo bem muito mais que nós mesmos.

O vaga-lume acende leves relâmpagos nas trevas e se supõe o príncipe da luz, mas encontra a vela acesa que o ofusca. A vela empavona-se sobre um móvel doméstico e se presume no trono absoluto da claridade, entretanto, lá vem um dia em que a lâmpada elétrica brilha no alto, embaciando-lhe a chama. A lâmpada, a seu turno, ensoberbece-se na praça pública, mas o Sol, cada manhã, resplandece no firmamento, clareando toda a Terra e empalidecendo todas as luzes planetárias, grandes e pequenas.

Enquanto perdura a sombra protetora e educativa da carne, quase sempre somos vítimas de nossas ilusões, mas, em voltando o clarão infinito da verdade com a renovação da morte física, verificamos, ao sol da vida espiritual, que a Providência Divina é glorioso amor para a Humanidade inteira.

Não troques a realidade pelas aparências.

Respeitemos cada realização em seu tempo e cada pessoa no lugar que lhe é devido.

Todos somos companheiros de evolução e aperfeiçoamento, guardados ainda entre o bem e o mal. Onde acionarmos a nossa “parte inferior”, a sombra dos outros permanecerá em nossa companhia. Da zona a que projetarmos a nossa “boa parte”, a luz do próximo virá ao nosso encontro.

Cada alma é sempre uma incógnita para outra alma. Em razão disso, não será lícito erguer as paredes de nossa tranqüilidade sobre os alicerces do sentimento alheio.

Não nos iludamos.

Retifiquemos em nós quanto prejudique a nossa paz íntima e estendamos braços e pensamentos fraternos, em todas as direções, na certeza de que, se somos portadores de virtudes e defeitos, nas ocasiões de juízo receberemos sempre de acordo com as nossas obras.

E, compreendendo que a Bondade do Senhor brilha para todas as criaturas, sem distinção de pessoas, recordemos em nosso favor e em favor dos outros as significativas palavras de Paulo: – “Se alguém confia de si mesmo que é do Cristo, pense outra vez isto consigo, porque tanto quanto esse alguém é do Cristo, também nós do Cristo somos.”

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Em louvor da alegria


“Bem aventurados, vós, que agora chorais, porque rireis.” Jesus (Lucas, 6: 21)

“Lembrai-vos de que, durante a vosso degredo na Terra, tendes que desempenhar uma missão de que não suspeitas, quer dedicando-vos à vossa família, quer cumprindo as diversas obrigações que Deus vos confiou.” (Cap. V, Item 25)

Nos dias em que a experiência terrestre se faça amargosa e difícil, não convertas a depressão em veneno.

Quando a aflição te ronda o caminho, anuncias trazer o espírito carregado de sombra como quem se encontra ausente do lar, ansiando, regresso, entretanto, isso não é motivo para que te precipites no desânimo arrasador.

Acusas-te em trevas e podes mentalizar com a própria cabeça luminosos pensamentos de otimismo e fraternidade ou retratar nas pupilas o fulgor do sol e a beleza das flores.

Entregas-te à mudez, proclamando não suportar os conflitos que te rodeiam e nada te impede abrir a boca, a fim de pronunciar a frase de reconforto e apaziguamento.

Asseveras que o mundo é imenso vale de lágrimas, cruzando os braços para chorar os infortúnios da Terra e possuis duas mãos por antenas de amor capazes de improvisar canções de felicidade e esperança no trabalho pessoal em favor dos que sofrem.

Trancas-te em aposento solitário para a cultura da irritação alegando que os melhores amigos te não entendem e perdes horas inteiras de pranto inútil e senhorias dois pés, à maneira de alavancas preciosas prontas a te transportarem na direção dos que atravessam provações muito mais dolorosas que as tuas, junto dos quais um minuto de tua conversação ou leve migalha do que te sobra te granjeariam a compreensão e a simpatia de enorme família espiritual.

Em verdade, existe a melancolia edificante, expressando saudade da Vida Superior, contudo aqueles que a registram no âmago do próprio ser, consagram-se com redobrado fervor ao serviço do bem, preparando no próprio coração a nesga de céu, suscetível de identificá-los ao plano celestial que esperam, ansiosos, suspirando pelo reencontro com os entes que mais amam. Ainda assim, é imperioso arredar de nós o hábito da tristeza destrutiva, como quem guerreia o culto do entorpecente.

Espíritos vinculados às diretrizes do Cristo não podemos olvidar que o Evangelho, considerado em todos os tempos como sendo um livro de dor, por descrever obstáculos e perseguições, dificuldades e martírios sem conta, começa exalçando a grandeza de Deus e a boa vontade entre os homens, através de cânticos jubilosos e termina com a sublime visão da Humanidade futura, na Jerusalém assentando-se, gloriosa, na alegria sem fim.

Livro da Esperança
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Dividir com Amor

A miséria sócioeconômica, que entulha as avenidas do mundo, mistura-se à de natureza moral, que atulha os edifícios e residências de luxo como os guetos da promiscuidade libertina.

O que podes fazer, parece-te quase sem sentido ou significação, tão grande e volumoso é o problema. Apesar disso, não te escuses de auxiliar.

Se não consegues ir à causa do problema, minimiza-lhe os efeitos.

Desde que não podes erradicar, de um golpe, a fome, a enfermidade, a ignorância, contribui com a tua quota de amor, por mínima que seja.

Sempre podes dividir do que possuis, com aquele que nada tem.

Quando repartes com amor, multiplicas a esperança, favorecendo a alegria.

Menos tem, aquele que se nega a doar algo.

Afirma-se que esse gesto de amor gera o paternalismo, promove o vício...

Não têm razão os que assim informam.

Muitos males e alguns crimes são abortados quando uma atitude de amor interrompe o passo do infeliz que padece fome, desespero e dor...

Somente quem aprende a abrir a mão, descerra o bolso, terminando por oferecer o coração.

Faze o que te esteja ao alcance e a vida fará o resto.

Livro: Episódios Diários
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

sábado, 23 de julho de 2011

CONCLUSÕES

Que a vida física é uma escola abençoada, é”insofismável; mas, se você não se aproveitar dela a fim de aprender suficientemente as lições que se destinam ao seu engrandecimento espiritual, em nada lhe valerá o ingresso no aprendizado humano.

Que o caminho do bem é laborioso e difícil, não padece dúvida; no entanto, se você não se dispuser a segui-lo, ninguém o livrará da perigosa influência do mal.

Que a felicidade eterna é realização superior, fora dos quadros transitórios da carne, é incontestável; contudo, se você deseja perseverar no campo dos prazeres fáceis e inferiores das esferas mais baixas, dentro delas perambulará, indefinidamente.

Que Deus está conosco, em todas as circunstãncias, é verdade indiscutível; todavia, se você não estiver com Deus, ninguém pode prever até onde descerá seu espírito, nos domínios da intranquilidade e da sombra.

Livro: Agenda Cristã
Chico Xavier/André Luiz
 
Francisco Rebouças

PÃO DE CADA DIA

“Dá-nos cada dia o nosso pão.” — Jesus. (LUCAS, capítulo 11, versículo 3.)

Já pensaste no pão de cada dia?

A força de possuí-lo, em abundância, o homem costuma desvalorizá-lo, à maneira da criatura irrefletida que somente medita na saúde, ao sobrevir a enfermidade.

Se a maioria dos filhos da Terra estivessem àaltura de atender à gratidão nos seus aspectos reais, bastaria o pão cotidiano para que não faltassem às coletividades terrestres perfeitas noções da existência de Deus. Tão magnânima é a bondade celestial que, promovendo recursos para a manutenção dos homens, escapa à admiração das criaturas, a fim de que compreendam melhor a vida, integrando-se nas responsabilidades que lhes dizem respeito, nas Organizações de trabalho a que foram chamadas, com a finalidade de realizarem o aprimoramento próprio.

O Altíssimo deixa aos homens a crença de que o pão terrestre é conquista deles, para que se aperfeiçoem convenientemente no dom de servir. Em verdade, no entanto, o pão de cada dia, para todas as refeições do mundo, procede da Providência Divina.

O homem cavará o solo, espalhará as sementes, defenderá o serviço e cooperará com a Natureza, mas a germinação, o crescimento, a florescência e a frutificação pertencem ao Todo-Misericordioso.

No alimento de cada dia prevalece sublime ensinamento de colaboração entre o Criador e a criatura, que raras pessoas se dispõem a observar. Esforça-se o homém e o Senhor lhe concede as utilidades.

O servo trabalha e o Altíssimo lhe abençoa o suor.

É nesse processo de íntima cooperação e natural entendimento que o Pai espera colher, um dia, os doces frutos da perfeição no espírito dos filhos.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sexta-feira, 22 de julho de 2011

GRANDE FESTA AGOSTINA DA UMEN

Prezados amigos, a UMEN - União da Mocidade Espírita de Niterói, convida a todos para a sua festa agostina que será realizada no I.D.M, conforme segue.
VAMOS AGENDAR
                                                                
Data: 07 de agosto - Domingo;

Horário: das 13 às 17 h.;

Local:  Instituto dr. March;

Enderêço: Rua Desembargador Lima Castro, nº 235 - Fonseca/Niterói, em frente ao Detran;

Ônibus:  45 ou 49.
Compareça, sua presença muito nos alegrará, estaremos te aguardando. (Clique no cartaz e saiba todos os detalhes)

Divulgue!

Francisco Rebouças

Estudando o Espiritismo - A Gênese

PAPEL DA CIÊNCIA NA GÊNESE

- No ponto a que chegou em o século dezenove, venceu a Ciência todas as dificuldades do problema da Gênese?

Não, decerto; mas, não há contestar que destruiu, sem remissão, todos os erros capitais e lhe lançou os fundamentos essenciais sobre dados irrecusáveis. Os pontos ainda duvidosos não passam, a bem dizer, de questões de minúcias, cuja solução, qualquer que venha a ser no futuro, não poderá prejudicar o conjunto. Ao demais, mau grado aos recursos que ela há tido à sua disposição, faltou-lhe, até agora, um elemento importante, sem o qual jamais a obra poderia completar-se.

- De todas as Gêneses antigas, a que mais se aproxima dos modernos dados científicos, sem embargo dos erros que contém, postos hoje em evidência, é incontestavelmente a de Moisés. Alguns desses erros são mesmo mais aparentes do que reais e provêm, ou de falsa interpretação atribuída a certos termos, cuja primitiva significação se perdeu, ao passarem de língua em língua pela tradução, ou cuja acepção mudou com os costumes dos povos, ou, também, decorrem da forma alegórica peculiar ao estilo oriental e que foi tomada ao pé da letra, em vez de se lhe procurar o espírito.
 
Fonte: A Gênese -  FEB, 32ªedição -
 
Francisco Rebouças

EM QUALQUER SITUAÇÃO

Emmanuel

Seja onde for no dever que tens a cumprir;

no apoio ao familiar necessitado ou doente;

no desempenho dos encargos profissionais que te atribui;

no cultivo do solo;

ou em quaisquer outras atividades nas quais te vês, Deus conta contigo para que faça o melhor.

Livro: Seara de Fé
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

Canteiro De Rimas

Benedito Candelária Irmão

Quem ama não desanima.
Por mais dor na alma sincera,
O amor se faz esperança
Onde a razão desespera.

Avarento – homem sozinho
Que não ajuda a ninguém,
Reduzido a carcereiro
De toda a prata que tem.

Aviso da experiência
Que não se deve omitir:
Quem descobre a ingratidão
Não desejava servir.

Fortuna é uma deusa antiga
Que só defende e tutela
Quem sabe Tê-la, servindo,
Mas trabalhando sem ela.

Fraternidade real
É luz de Deus na pessoa;
Jamais condena, auxilia...
Não censura, aperfeiçoa

A vida é longa viagem
Que se faz, de prova em prova...
Em toda estrada que finda,
Começa uma estrada nova.

Quanta gente chora rindo,
Soluçando a gargalhar!...
Onda rendada na areia
Não mostra o fundo do mar.

Livro: Mais Vida
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

Vários Temas

Plínio Motta

Das forças que te revelam,
Duas jamais voltarão:
Palavra fora da boca
E pedra fora da mão.

Pessoa feliz na vida,
Tão somente a que se atreve
A só querer o que pode
E a só fazer o que deve.

O mal na escola da vida:
Erro que a tudo enodoa.
O bem: a lição que fica...
Não gastes o tempo à-toa.

Profunda lição na Terra
Que melhor se vê do Além:
Felicidade sozinha
Não aprimora ninguém.

Ventura sem disciplina
Por mais que se reconforte:
Cega brincando na beira
Do precipício da morte.

Ajuda sem distinção
Nos caminhos teus ou meus.
Toda pessoa é uma porta
Para o socorro de Deus.

Livro: Paz e Alegria
Chico Xavier/Diversos Espíritos
 
Francisco Rebouças

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Curso Básico de Espiritismo em Caldas da Rainha

O Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, tem abertas inscrições para o próximo Curso Básico de Espiritismo.

Este curso é gratuito e destina-se a qualquer pessoa que deseje conhecer a Doutrina Espírita.

Terá início a partir de 17 de Setembro, aos sábados, das 15h00 às 16h00 e as inscrições são limitadas aos lugares existentes.

As inscrições poderão ser efectuadas na sede à 6ª feira a partir das 20h30 até às 24h00 ou através da página na Internet em http://www.ccespirita.org/.

Evangelização de crianças e jovens

Estão abertas inscrições para os grupos de crianças e de jovens. Estes grupos visam a evangelização de crianças e jovens bem como actividades de índole artística.

As inscrições são gratuitas e livres. Esta actividade terá início a partir de 17 de Setembro, aos sábados, das 15h00 às 16h00 e as inscrições são limitadas aos lugares existentes. 
Conferência: "A perda de entes queridos" 
Na próxima sexta-feira, pelas 21h00, vai decorrer uma conferência espírita que terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita.

O tema será ” A perda de entes queridos “, analisando a óptica espírita acerca do que acontece após o Espírito largar o corpo de carne através do fenómeno natural da morte.
Endereço: Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.
As entradas são livres e gratuitas. 

Francisco Rebouças

NÃO SÓ DE INTELIGÊNCIA

Aquele que ama a seu irmão permanece na luz e nele não há nenhum tropeço. - João. (I João, 2:10.)

Esfalfamo-nos na Terra a fazer testes de inteligência para ganhar inteligência, e, sem dúvida, precisamos todos de agilidade mental para a destreza do raciocínio e firmeza de decisão.

Entretanto, não basta a inteligência, só por si, para orientar com absoluta segurança os roteiros da vida.

Senão, vejamos.

Quase sempre sabemos:

- entesourar conhecimento intelectual, mas ignoramos ainda como utilizá-lo para evitar a guerra uns com os outros;

- acumular o dinheiro, mas muito raramente aprendemos como empregá-lo na construção da própria felicidade e da felicidade dos semelhantes;

- inventar os mais variados processos de reconforto em benefício do corpo transitório, mas desconhecemos ainda como prover as necessidades de nossas almas eternas;

- legislar com eficiência nas atividades visíveis do mundo, mas ignoramos como preservar a tranqüilidade da consciência, conquanto já conheçamos a generalidade dos princípios morais que nos regem;

- cultivar grandes afeições, até mesmo com testemunhos heróicos de sacrifício, mas não sabemos ainda como traçar-lhes o equilíbrio justo para que não se convertam em desarmonia e paixão.

Em suma, estamos em condições de preparar o futuro para todas as garantias no plano físico, mas habitualmente descuidamo-nos de nossos interesses na imortalidade que é patrimônio inalienável de cada um.

Em razão disso, muitas vezes damos na Terra estranhos espetáculos de genialidade e delinqüência, cultura e degradação.

É que apenas a inteligência não basta à felicidade.

A alegria de viver pede, acima de tudo, a luz do entendimento e a benção do amor.

Livro: Benção de Paz
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

quarta-feira, 20 de julho de 2011

ZELO DO BEM


“E qual é aquele que vos fará mal, se fordes zelosos do bem?” — (1ª EPÍSTOLA A PEDRO, capítulo 3, versículo 13.)

Temer os que praticam o mal é demonstrar que o bem ainda não se nos radicou na alma convenientemente.

A interrogação de Pedro reveste-se de enorme sentido.

Se existe sólido propósito do bem nos teus caminhos, se és cuidadoso em sua prática, quem mobilizará tamanho poder para anular as edificações de Deus?

O problema reside, entretanto, na necessidade de entendimento. Somos ainda incapazes de examinar todos os aspectos de uma questão, todos os contornos de uma paisagem. O que hoje nos parece a felicidade real pode ser amanhã cruel desengano. Nossos desejos humanos modificam-se aos jorros purificadores da fonte evolutiva. Urge, pois, afeiçoarmo-nos à Lei Divina, refletir-lhe os princípios sagrados e submeter-nos aos Superiores Desígnios, trabalhando incessantemente para o bem, onde estivermos.

Os melindres pessoais, as falsas necessidades, os preconceitos cristalizados, operam muita vez a cegueira do espírito. Procedem daí imensos desastres para todos os que guardam a intenção de bem fazer, dando ouvidos, porém, ao personalismo inferior.

Quem cultiva a obediência ao Pai, no coração, sabe encontrar as oportunidades de construir com o seu amor.

Os que alcançam, portanto, a compreensão legítima não podem temer o mal. Nunca se perdem na secura da exigência nem nos desvios do sentimentalismo. Para essas almas, que encontraram no íntimo de si próprias o prazer de servir sem indagar, os insucessos, as provas, as enfermidades e os obstáculos são simplesmente novas decisões das Forças Divinas, relativamente à tarefa que lhes dizem respeito, destinadas a conduzi-las para a vida maior.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

JESUS E INIMIGOS

O progresso tecnológico, favorecendo o conforto, implacavelmente nivela os homens em uma só faixa, produzindo um tipo de igualdade desumanizadora que o consumismo estabelece como logro social relevante.

Por efeito, uma comunidade é tida como feliz em razão dos instrumentos eletrônicos de que dispõe, dos automóveis, iates e até aviões que aguardam para serem utilizados.

Os modismos assolam, gerando um comportamento mesmista, em que os indivíduos se imitam, assumindo posturas idênticas, com enfraquecimento dos ideais, da ética, da família, da criatura em si mesma.

Reagindo a tal conduta, multiplicam-se aqueles que se apresentam originais, já não surpreendendo pelo exotismo e desprezo a tudo e todos, denominados como “reacionários por protestos”, de imediato aceitos, imitados e absorvidos, logo passada a novidade.

Tais posturas escondem os chamados complexos coletivos, que destroem a vida, instalando o clima de indiferença, quando não de instabilidade nas pessoas.

Há modelos para todos os nivelamentos de indivíduos com injustificável desprezo pela sua identidade humana.

Sufocado pela falta de humanidade, o homem busca refúgio nos partidos políticos, nos clubes sociais e desportivos, nos aglomerados, temendo enfrentar-se.

Permanece na multidão, sofrendo de insuportável soledade.

Vê inimigos em toda parte e busca afastá-los, usando artifícios segregacionistas de vários tipos, embora fantasiando-se de democrata e solidário.

Os inimigos mais cruéis, todavia, permanecem no imo das próprias criaturas, que os vitalizam com o orgulho, o egoísmo e o disfarce da acomodação social aparente.

Jesus soube identificá-los, como jamais alguém logrou fazê-lo em tal profundidade.

Ouvia os Seus interlocutores, que embora dissimulassem os motivos reais que os assinalavam, não conseguiram passar despercebidos.

Diante da Sua visão penetrante se desnudavam os hipócritas e enganadores.

A Sua posição moral impunha-se-lhes, no entanto, e Ele os enfrentava com amor ou energia, conforme a circunstância e a intenção de que se revestissem; sempre porém generoso.

Levava cada um a auscultar-se e adentrar-se, a fim de extirpar as matrizes do mal em desenvolvimento.

Logo depois, estimulava-os ao crescimento pessoal, desarticulando os mecanismos mentais e sociais que conspiravam para a decadência geral, pela queda do nível cultural e emocional que deve constituir a base da sociedade.

Em a negativa de Pedro, três vezes repetida, a respeito do amigo, temos uma lição de grande magnitude, porqüanto, tão logo ele veio a cair em si, chorou amargamente”. (*)

A explosão das lágrimas foi-lhe a oportuna catarse liberativa do arrependimento que o poderia neurotizar, levá-lo, como aconteceu a Judas, ao suicídio infame.

Reergueu-se da queda, venceu o medo inimigo e a pusilanimidade adversária, dando, a partir dali, todo o restante da vida ao serviço de reparação pelo bem.

Jesus, por Sua vez, aceitou-lhe a oferenda de amor, utilizando-o no ministério.

O Mestre conhecia-o. Por isso, anunciara-lhe a defecção porvindoura, as fragilidades, apontando-lhe os inimigos internos que deveria combater.

Não temas enfrentar as tuas sombras, esses inimigos que vigem em ti mesmo.

Fortalece o ânimo e concentra-te em Jesus, a própria terapia atuante.

Deixa que a tua emoção O alcance.

Não tenhas medo destes adversários com os quais convives sem saber.

Identifica-os, um a um, desembaraçando-te logo após da pressão que exercem sobre ti.

Recupera a tua humanidade, sendo tu mesmo.

Convive com todos no teu grupo social, mas preserva-te, sem seguir os modelos fabricados pelo consumismo devorador e neurotizante.

Permanece aberto à renovação, à diversidade, à tua identidade.

Desprovido de prevenções e precauções perturbadoras, gozarás de otimismo, fator essencial a uma vida sadia e a um inter-relacionamento social saudável.

(*) Mateus:26,75.

Livro: Jesus e Atualidade
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

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Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

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Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel