Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”

Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



sábado, 30 de abril de 2011

PALAVRA E VIDA


Recomenda estas coisas. Dá testemunhos solene a todos, perante Deus, para que evitem contendas de palavras que para nada aproveitam,exceto para a subversão dos ouvintes.
– Paulo. ( Timóteo, 2:14 )

Beneficência para todos os dias e ao alcance de todos: a doação das boas palavras.

Estamos convencidos de que as nossas palavras, em oração, trabalham por nós diante do Criador, mas é preciso não olvidar que aquelas outras, pronunciadas à frente das criaturas nas ações diárias, também repercutem.

As frases que articulamos são recursos inteligentes que colocamos em circulação nos mecanismos da vida, e cujos resultados voltam matematicamente a nós em forma de auxílio ou prejuízo, conforme o bem ou mal de que nos fazemos portadores, inconscientemente ou não.

O verbo dita modelo à experiência.

Um conselho é uma indicação.

Um discurso é comparável a motor indutivo.

Uma página escrita não deixa de ser um figurino para criações de ordem moral.

Enquanto não nos dispomos a entender o valimento da palavra e a respeitá-la através da disciplina no uso digno e harmonioso dessa tremenda força da alma, muito pouco aproveitamos da bênção de cada reencarnação, porque, via de regra, caímos facilmente sob a hipnose da massa de agentes involuídos, aderindo de maneira instintiva aos processos de vampirização em que se comprazem, na esfera da animalidade primitivista.

Reflitamos na advertência do apóstolo Paulo a Timóteo, com referência ao assunto:

“Recomenda estas coisas. Dá testemunho solene a todos, perante Deus, para que evitem contendas de palavras que para nada aproveitam, exceto para a subversão dos ouvintes.”

Livro: Bênção de Paz
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

A porta

“Tornou, pois, Jesus a dizer-lhes: Em verdade vos digo que eu sou a porta das ovelhas.” – (João, 10:7.)

Não basta alcançar as qualidades da ovelha, quanto à mansidão e ternura, para atingir o Reino Divino.

É necessário que a ovelha reconheça a porta da redenção, com o discernimento imprescindível, e lhe guarde o rumo, despreocupando-se dos apelos de ordem inferior, a eclodirem das margens do caminho.

Daí concluirmos que a cordura, para ser vitoriosa, não dis-pensa a cautela na orientação a seguir.

Nem sempre a perda do rebanho decorre do ataque de feras, mas sim porque as ovelhas imprevidentes transpõem barreiras naturais, surdas à voz do pastor, ou cegas quanto às saídas justas, em demanda das pastagens que lhes competem. Quantas são acometidas, de inesperado, pelo lobo terrível, porque, fascinadas pela verdura de pastos vizinhos, se desviam da estrada que lhes é própria, quebrando obstáculos para atender a destrutivos impul-sos?

Assim acontece com os homens no curso da experiência.

Quantos espíritos nobres hão perdido oportunidades preciosas pela própria imprudência?

Senhores de admiráveis patrimônios, revelam-se, por vezes, arbitrários e caprichosos. Na maioria das situações, copiam a ovelha virtuosa e útil que, após a conquista de vários títulos enobrecedores, esquece a porta a ser atingida e quebra as disciplinas benéficas e necessárias, para entregar-se ao lobo devorador.

Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Procura te manter em paz...

Os ingredientes que excitam a mente, o corpo, a emoção, devem ser evitados por ti.

As melodias suaves, na boa música, harmonizam, enquanto outras, programadas para a luxúria e a violência, desassossegam, alterando o ritmo nervoso.

As leituras edificantes instruem e educam da mesma forma que as extravagantes e sensuais corrompem e alteram a escala de valores morais para pior.

As conversações sadias levantam o ânimo, quanto as vulgares relaxam o caráter.

Poupa-te à onda de indignidade que toma conta do mundo e das pessoas.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis - 67
 
Francisco Rebouças

sexta-feira, 29 de abril de 2011

SEF - Palestras Espíritas


Estas são as palestras programadas para o mês de maio/2011 na SEF - Sociedade Espírita Fraternidade.

04 de Maio, 2011
Tema: Laboratório do mundo invisível
Expositora: Gilda Pinto

11 de de Maio, 2011
Tema: Tema Livre
Expositor: Cesar Braga Said – Mesquita - RJ

18 de Maio, 2011
Tema: Tema Livre
Expositor: Raul Teixeira

25 de Maio, 2011
Tema: O dom de curar
Expositora: Guiomar Castelo .

As palestras são realizadas em sua sede: Rua Passos da Pátria nº 38, São Domingos/Niterói, às  quartas-feiras, às 20 horas.

Francisco Rebouças

ALMOÇO COM SERESTA

Prezados amigos, o CEPAT - Centro Espírita Paulo de Tarso, convida a todos para o seu ALMOÇO COM SERESTA, que será realizado no próximo domingo dia 1° de maio de 2011.

Cardápio será: massas com molhos variados.

Horário: a partir das 13 horas;

Valor: R$15,00;

Local: CEPAT - Rua Martins Torres 46 - Santa Rosa - Niterói.
Maiores informações: (21) 8139-4350 Raul.

Muita Paz!
 
Francisco Rebouças

CHEFIA E SUBALTERNIDADE


Não olvidar que o chefe é aquela pessoa que se responsabiliza pelo trabalho da equipe.

A melhor maneira de reverenciar a quem dirige, será sempre a execução fiel das próprias obrigações.

Quem administra efetivamente precisa da colaboração de quem obedece, mas se quem obedece necessita prestar atenção e respeito a quem administra, quem administra necessita exercer bondade e compreensão para quem obedece, a fim de que a máquina do trabalho funcione com segurança.

Orientar é devotar-se.

Aquele que realmente ensina é aquele que mais estuda.

Um chefe não tem obrigação de revelar ao subordinado os problemas que lhe preocupam o cérebro, tanto quanto o subordinado não tem o dever de revelar ao chefe os problemas que porventura carregue no coração.

Livro: Sinal verde
Chico Xavier/André Luiz
 
Francisco Rebouças

ITENS DE AUXÍLIO


André Luiz

Respeite os problemas alheios sem interferir neles, a menos que a sua cooperação seja solicitada.

Não pronuncie palavras que ofendam e depreciem.

Quanto possível, dê sempre alguma frase de consolo e esperança a quem sofre.

Não se faça estação de pessimismo ou desânimo.

Esqueça o mal que receba e nunca faça a cobrança do bem que tenha podido distribuir.

Não impulsione para frente qualquer questão desagradável.

O trabalho no desempenho do seu dever é o capital que lhe valoriza as orações.

Lembre-se da parcela de socorro que sempre devemos aos companheiros mais necessi-tados que nós mesmos.

Quando possível faça algo ou algo aprenda de útil para que o seu dia de hoje seja melhor que o dia de ontem.

Nunca se esqueça de que todas as vantagens ou benefícios que desfrutamos da vida são empréstimos de Deus.

Livro: Momentos de Ouro
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

Espiritismo, fonte de Luz

"Se Deus é por nós, quem será contra nós...".  Romanos, 8/31.

É preciso se esteja atento para a correta compreensão das finalidades da doutrina espírita; como Consolador Prometido inicialmente consola; e consola esclarecendo. Em seguida, esclarece; e o faz consolando.

Por essa razão, se nos detivermos na análise da pergunta contida na Epístola de Paulo aos Romanos, utilizando-nos dos ensinamentos da doutrina espírita, responderemos imediatamente e sem pestanejar: contra nós, estarão nossas construções infelizes do passado, que hoje colhemos e que nos mantêm presos a sérios compromissos de reparação perante as sábias e imutáveis Leis do Universo.

A Doutrina Espírita, é essencialmente educadora, e não deixa em momento algum nos faltar o sentido de responsabilidade que devemos assumir perante nossa atual situação de inferioridade e a conseqüente tomada de decisão que precisamos realizar na construção do nosso progresso moral-espiritual como Ser fadado à perfeição e à felicidade.

Esclarece-nos que, somente através do desenvolvimento das Virtudes Divinas, latentes no imo do nosso Ser, e através do trabalho incessante no bem, poderemos reverter a situação, e desde já, iniciar uma nova trajetória, construindo um futuro diferente do nosso presente, pois, se não nos é possível modificar o passado, poderemos sempre melhorar o porvir.

Para isso, nos ensina que as tribulações que nos angustiam hoje, são resultantes de decisões equivocadas que tomamos no ontem distante, e que nos estão retornando exigindo reparação; quando nos instrui sobre lei de causa e efeito, nos mostra a lógica da Justiça Divina, nas relações familiares, sociais, profissionais etc., e todas as outras desditas de que hoje somos “vítimas”, neste abençoado planeta de provas e expiações, com todos os ingredientes de punição dos quais nos fizemos merecedores.

Ao mesmo tempo em que nos esclarece sobre nossas responsabilidades abre-nos o entendimento para compreendermos que depende exclusivamente de cada um de nós, a decisão de continuar no mesmo caminho trilhado a milênios ou a decisão de procurar novos roteiros que nos conduzam no futuro a melhores paragens.

Assegura ainda, que a Terra passa por uma necessária e importante transformação, e que podemos com nosso esforço e dedicação, apressarmos o estabelecimento em nosso mundo do estado de Regeneração, garantindo para toda a sua população dias melhores que os de hoje, com mais harmonia e menos desentendimentos, pois, esse estado de regeneração chegará, cedo ou tarde, para tantos quanto fizerem por merecer.

Os ensinamentos do Mestre de Nazaré, contidos no seu Evangelho, é o perfeito ingrediente que se bem utilizado, nos levará à necessária transformação moral, requisito indispensável ao Bom Cristão para a obtenção desse estado de paz e de felicidade, tão desejado por toda a humanidade.

Não podemos nos achar simplesmente sofredores vítimas da “ má sorte”, como se não tivéssemos nenhuma responsabilidade pelos acontecimentos de nossas vidas, pois, bem nos esclarece a Doutrina Espírita, que Deus é perfeito, Bom e Justo, e o que é perfeito não comete equívocos; temos sim é que assumir nossas responsabilidades, e marchar com nova disposição em busca da Pureza e da Perfeição, pois, somos espíritos em processo evolutivo, assumindo que ainda cometeremos muitos erros, mas procurando sempre acertar, caindo, e levantando, trabalhando na implantação do bem em nossas atitudes diárias, buscando vencer a batalha maior que é contra nós mesmos, resistindo às tentações que continuarão a nos buscar, tendo como fonte de toda e qualquer ação , as mensagens e os exemplos deixados por Jesus.

Tenhamos absoluta certeza, que chegará o dia em que nossos esforços serão recompensados, e que se fizermos por merecer a companhia e o amparo dos Celestes Emissários do Rabi da Galiléia, mais cedo conquistaremos esse estado de espírito que tanto nos inquieta, e se fará sentir na paz da consciência tranqüila, e na certeza do dever retamente cumprido.

E para isso, ouçamos o Espírito de Verdade quando nos chama a atenção para dois ensinamentos primorosos para que possamos encontrar com segurança o caminho que nos levará à perfeição e à felicidade, quando no Evangelho Segundo o Espiritismo em seu Capítulo VI, nos diz: “Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo".

Bibliografia:
Epístola de Paulo aos Romanos Cap. 8 vv. 31;
Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo – FEB, 106ª edição , Cap. VI, item 5.

Francisco Rebouças

quinta-feira, 28 de abril de 2011

II Encontro Espírita no Algarve - portugal

No próximo dia 15 de Maio, Olhão receberá os espíritas que desejarem juntar-se nesta iniciativa de convívio. Fomos saber junto da Organização alguns detalhes...

IF - Como nasceu a ideia da realização do Encontro Espírita no Algarve?


NFEMA - A idéia de realizar um Encontro Espírita no Algarve era uma ideia que já vinha sendo amadurecida há alguns anos, mas que até então não tinha sido possível concretizar, até que no ano passado o grupo dos trabalhadores do NFEMA (Núcleo Familiar Espírita do Mentor Amigo) decidiu levar por diante esta idéia e conseguiram-se reunir os elementos humanos e materiais para a realização do mesmo. Achamos que já era a altura de, também no Algarve, se organizar um evento que tivesse por um lado a capacidade de mobilizar não só os habitan¬tes espíritas e não espíritas da região, mas também o de levar outras pessoas de outros locais a virem até ao Algarve assistir e a contribuírem, com a sua presença e colaboração, para que a Doutrina Espírita possa ser ainda mais divulgada.

IF - Quais as expecta¬tivas para este II Encontro?

NFEMA - Esperamos vir a ter uma afluência ainda maior do que a do ano passado, que ultrapassou a centena e meia de presenças e assim levar o conhecimento desta Doutrina a todas as pessoas que, por ventura, ainda desconhecem o que é o Espiritismo, confundindo-o e misturando-o com ideias obscuras, deixando assim que a semente possa, a partir dali germinar e crescer. Dando, ainda, a todos aqueles que já conhecem a Doutrina, incentivos para que todos nós possamos ficar com mais vontade, com mais ânimo para no dia a dia enfrentarmos as situações difíceis de outra forma, com mais esperança, mais fé e de nos esforçarmos cada vez mais na nossa transformação interior.

IF - Sem pormenores, dê-nos uma idéia das atividades programadas

NFEMA - O tema do II Encontro é: “Nascer, Morrer, Renascer Ainda e Progredir Sempre, Tal é a Lei”. Em termos de número de participantes esperamos que a capacidade do Auditório da Escola Secundária Dr. Francisco Lopes em Olhão que é de 120 lugares esteja lotada, acima da sua capacidade, como no ano anterior. E que o número de Casas Espíritas representadas seja de igual modo superior ao do ano passado, no qual estiveram presentes 12 Casas representando o Sul o Centro e o Norte do País.

Tal como no evento anterior, a participação dos Expositores está também composta por Expositores das Casas Espíritas do Algarve e a participação de dois Expositores convidados de fora da nossa Região.

Podemos adiantar que os dois Expositores convidados são: Fernando Lobo do GEEAK de Coimbra e o Dr. Paulo Mourinha da Casa do Caminho de Lisboa. Os Expositores da nossa Região são eles: a Drª. Luisa Arez, da Ass. Esp.de Lagos; o Dr. Gonçalo Marques, do NFEMA; o Dr. Esteves Teiga, da Ass.Esp. de Quarteira «O Consolador» e o Arqº. André Marques, do NFEMA. Contamos ainda com a presença do nosso muito estimado Engº. Vitor Féria, digníssimo Presidente da FEP, que muito gentilmente aceitou prestigiar-nos com a sua presença, que muito nos honra.

Fonte: Boletim Informativo da Federação Espírita Portuguesa
Francisco Rebouças

Teu desejo de melhorar

Você vive dizendo que quer melhorar como pessoa, que quer seguir os passos de teu Mestre Jesus de Nazaré, que não quer continuar com os mesmos desejos e sentimentos que te norteiam a caminhada há milênios.

Teus propósitos de crescimento precisam ter eco nas tuas atitudes, ninguém se reforma apenas por vãs palavras, a reforma íntima de qualquer criatura precisa passar das palavras para as ações nobres, em constante processo de transformação que não se procede sem lutas internas de difíceis e longas batalhas transformadoras.

Chega de promessas, vamos iniciar agora?

O ontem se foi sem que conseguisses vencer os hábitos infelizes que te fizeram retardar na estrada do progresso espiritual, em que só te dedicastes às conquistas efêmeras das “riquezas” materiais, e, falar nisso, onde estão elas? Para que te serviram? O que te trouxeram como valores reais de Espírito Imortal que és?

Tuas fraquezas, teus desvios ante as Leis da vida, teus receios, tuas desditas e teus sofrimentos, eis o que te proporcionaram as tuas escolhas pelos prazeres da carne e a procura pela posse material.

Começa agora, irmão de caminhada, este é o melhor momento que Deus te concede para fazer tua reforma, desliga-te definitivamente das idéias ultrapassadas de felicidade proporcionada pelas coisas materiais que tanto te causavam encantamento no outrora, e empenha-te em desenvolver as legítimas riquezas do Espírito, que os ladrões e as traças não alcançam porque são tesouros internos inacessíveis.

Conheces o dito popular que diz sabiamente: “Não deixe para amanhã o que pode fazer hoje”, pois, o tempo urge, e precisamos saber aproveitá-lo com sabedoria.

Claro que ninguém conseguirá mudar de uma hora para outra, nem deixar seus velhos hábitos para trás simplesmente falando, é preciso começar, sabendo que haverá momentos de desânimo, caídas e dificuldades outras, que o verdadeiro cristão precisa saber enfrentar sem se deixar vencer ou desistir nas primeiras dificuldades que surgirão com absoluta certeza, mas que se estiver determinado, estará sob a proteção e ajuda dos amigos espirituais que te estenderão as mãos em socorro no momento oportuno, e vencerás a ti mesmo, conquistando a tão almejada felicidade com que tanto tens sonhado.

Espírito: Josepha
Por: Francisco Rebouças

Lindos Casos de Chico Xavier

AVISO OPORTUNO

Um grupo de irmãos, reunidos em estudos doutrinários, solicitou de Emmanuel um conselho sobre o melhor modo de evitar a conversação viciosa e inútil.

E o Amigo espiritual respondeu por intermédio do Chico:

— Vocês observem qual é o rendimento espiritual da palestração. Quando tiverem gasto 40 a 60 minutos de palavras em assuntos que não digam respeito à nossa própria edificação espiritual, através de nossa melhoria pelo estudo ou de nossa regeneração pessoal com Jesus, façam silêncio, procurando algum serviço, porque, pela conversação impensada, a sombra interfere em nosso prejuízo, arrojando-nos facilmente à calúnia e à maledicência.

Estendemos aos nossos leitores este aviso oportuno.

Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama

Francisco Rebouças

Estudando o Espiritismo - E.S.E.

Dar-se-á àquele que tem

Aproximando-se dele, seus discípulos lhe disseram: Por que lhes falas por parábolas? Respondendo, disse-lhes ele: É porque, a vós outros, vos foi dado conhecer os mistérios do reino dos céus, ao passo que a eles isso não foi dado. — Porque, àquele que já tem, mais se lhe dará e ele ficará na abundância; àquele, entretanto, que não tem, mesmo o que tem se lhe tirará. — Por isso é que lhes falo por parábolas: porque, vendo, nada vêem e, ouvindo, nada entendem, nem compreendem. — Neles se cumpre a profecia de Isaías, quando diz: Ouvireis com os vossos ouvidos e nada entendereis, olhareis com os vossos olhos e nada vereis. (S. MATEUS, cap. XIII, vv. 10 a 14.)

Tende muito cuidado com o que ouvis, porquanto usarão para convosco da mesma medida de que vos houverdes servido para medir os outros, e ainda se vos acrescentará; — pois, ao que já tem, dar-se-á, e, ao que não tem, até o que tem se lhe tirará. (S. MARCOS, cap. IV, vv. 24 e 25.)

“Dá-se ao que já tem e tira-se ao que não tem.” Meditai esses grandes ensinamentos que se vos hão por vezes afigurado paradoxais. Aquele que recebeu é o que possui o sentido da palavra divina; recebeu unicamente porque tentou tornar-se digno dela e porque o Senhor, em seu amor misericordioso, anima os esforços que tendem para o bem. Aturados, perseverantes, esses esforços atraem as graças do Senhor; são um ímã que chama a si o que é progressivamente melhor, as graças copiosas que vos fazem fortes para galgar a montanha santa, em cujo cume está o repouso após o labor.

“Tira-se ao que não tem, ou tem pouco.” Tomai isso como uma antítese figurada. Deus não retira das suas criaturas o bem que se haja dignado de fazer-lhes. Homens cegos e surdos! abri as vossas inteligências e os vossos corações; vede pelo vosso espírito; ouvi pela vossa alma e não interpreteis de modo tão grosseiramente injusto as palavras daquele que fez resplandecesse aos vossos olhos a justiça do Senhor. Não é Deus quem retira daquele que pouco recebera: é o próprio Espírito que, por pródigo e descuidado, não sabe conservar o que tem e aumentar, fecundando-o, o óbolo que lhe caiu no coração.

Aquele que não cultiva o campo que o trabalho de seu pai lhe granjeou, e que lhe coube em herança, o vê cobrir-se de ervas parasitas. É seu pai quem lhe tira as colheitas que ele não quis preparar? Se, à falta de cuidado, deixou fenecessem as sementes destinadas a produzir nesse campo, é a seu pai que lhe cabe acusar por nada produzirem elas? Não e não. Em vez de acusar aquele que tudo lhe preparara, de criticar as doações que recebera, queixe-se do verdadeiro autor de suas misérias e, arrependido e operoso, meta, corajoso, mãos à obra; arroteie o solo ingrato com o esforço de sua vontade; lavre-o fundo com auxílio do arrependimento e da esperança; lance nele, confiante, a semente que haja separado, por boa, dentre as más; regue-o com o seu amor e a sua caridade, e Deus, o Deus de amor e de caridade, dará àquele que já recebera. Verá ele, então, coroados de êxito os seus esforços e um grão produzir cem e outro mil. Ânimo, trabalhadores! Tomai dos vossos arados e das vossas charruas; lavrai os vossos corações; arrancai deles a cizânia; semeai a boa semente que o Senhor vos confia e o orvalho do amor lhe fará produzir frutos de caridade. — Um Espírito amigo. (Bordéus, 1862.)

Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XVIII, itens 13 a 15.

Francisco Rebouças

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Raul Teixeira em Araraquara

Caros companheiros de ideal espírita.

É com grande alegria que convidamos a todos para a palestra do querido Raul Teixeira em Araraquara dia 11/5.

Pedimos também que nos auxiliem na divulgação para que muitos possam compartilhar esta oportunidade.
Fraternalmente,
-------------------------------
Cláudia M Navarro
USE-Araraquara

Francisco Rebouças

PROPRIEDADE

“E o mancebo, ouvindo esta palavra, retirou-se triste, porque possuía muitas propriedades.” — (MATEUS capítulo 19, versículo 22.)

O instinto de propriedade tem provocado grandes revoluções, ensangüentando os povos. Nas mais diversas regiões do planeta respiram homens inquietos pela posse material, ciosos de suas expressões temporárias e dispostos a morrer em sua defesa.

Isso demonstra que o homem ainda não aprendeu a possuir.

Com esta argumentação, não desejamos induzir a criatura a esquecer a formiga previdente, adotando por modelo a cigarra descuidosa. Apenas convidamos, a quem nos lê, a examinar a precariedade das posses efêmeras.

Cada conquista terrestre deveria ser aproveitada pela alma, como força de elevação.

O homem ganhará impulso santificante, compreendendo que só possui verdadeiramente aquilo que se encontra dentro dele, no conteúdo espiritual de sua vida. Tudo o que se relaciona com o exterior — como sejam: criaturas, paisagens e bens transitórios — pertence a Deus, que lhos concederá de acordo com os seus méritos.

Essa-realidade sentida e vivida constitui brilhante luz no caminho, ensinando ao discípulo a sublime lei do uso, para que a propriedade não represente fonte de inquietações e tristeza, como aconteceu ao jovem dos ensinamentos de Jesus.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Ultrapassamos a marca das 39.000 visitas!

                                                     

Prezados amigos, mais uma vez estamos com o coração em festa,  pois, hoje alcançamos a marca das 39.000 visitas ao nosso Blog Espírita.

Para um trabalhho como o nosso que trata exclusivamente da divulgação da doutrina espírita, essa é uma marca realmente impressionante.

Por essa razão, muito temos que agradecer a todos vocês, pois, bem sabemos que não conseguiríamos esse feito se não fosse a participação dos nossos amigos espíritas em todo o mundo.

Esperamos continuar a merecer o apoio, a confiança e a ajuda que temos recebido para continuar com esse nosso projeto de difusão da mensagem cristã através do espiritismo.

Reafirmamos o compromisso de manter o nosso trabalho alicerçado pela codificação espírita sem achismos ou modismos desnecessários e condenáveis sob todos os aspectos.

Refirmamos: Você é sem sombra de dúvidas o nosso maior patrimônio!

Que Jesus nosso Mestre e Guia nos mantenha unidos e operosos, sob sua divina inspiração, hoje e sempre!

Muita PAZ!

Francisco Rebouças

Imposições

“... Não é o que entra na boca que enlameia o homem, mas o que sai da boca do homem. O que sai da boca parte do coração, e é o que torna o homem impuro...”
“... mas comer sem ter lavado as mãos não é o que torna um homem impuro...”
(Capítulo 8, item 8.)
Os costumes de uma época refletem de tal maneira sobre os indivíduos que eles passam a vê-los primeiramente como “normas sociais”, depois como “valores morais”, culminando finalmente como “ordens divinas”.

A liberdade de pensar e agir é um dos direitos mais sagrados do homem e, portanto, asas poderosas para o seu adiantamento espiritual. Liberdade da qual ele nunca deverá abrir mão, em hipótese alguma. Pessoas amarradas por normas opressoras mal podem respirar o ar de suas próprias idéias e mal podem se locomover para o crescimento interior, porque aspirações são anuladas, gestos são vigiados, anseios são negados constantemente.

“Não é o que entra na boca que enlameia o homem, mas o que sai da boca do homem.” - adverte Jesus de Nazaré às criaturas de seu tempo, que se apegaram às práticas e regulamentos preestabelecidos pelos homens e dos quais eles mesmos, por ser pessoas ortodoxas e intolerantes, faziam “casos de consciencia

Os judeus, por confundirem freqüentemente leis divinas com leis civis, atribuíam ao costume de lavar as mãos antes das refeições, à circuncisão, às questões do sábado e a outras tantas situações sociais, motivos geradores de polêmicas religiosas, porque se prestavam mais às práticas exteriores do que aos verdadeiros anseios de renovação das almas.

As pessoas de bem, no início do século, declaravam que os senhores dignos e respeitáveis deveriam somente sair à rua de chapéu, paletó e gravata, bem como, as honradas senhoras, de forma alguma, andariam desacompanhadas da família, devendo vestir também toda uma “toilette” impecável com imprescindíveis luvas, chapéus, leques e lenços perfumados, como elementos de “bem se compor” das elites da época.

No tempo de Jesus não poderia ser diferente. Ele, vivendo entre criaturas radicais, fanáticas pelas crenças religiosas do passado, que cultuavam “normas” e “regras” dadas pelos antigos profetas, haveria de não ser compreendido por sua postura de relacionamento livre de preconceitos e por ensinar sempre novos aspectos de ver e sentir a vida.

O Mestre tinha “senso de alma”, ou seja, bom senso, porque usava sua sensibilidade e lógica para orientar a si mesmo e aos outros que lhe escutavam as lições de sabedoria, pois era contrário à superstição e à hipocrisia dos que “honravam com os lábios, mas não com o coração”.

O que é moral ou imoral é relativo, em se tratando de costumes e regras sociais, porque em cada tempo, em cada era e em cada povo mudam-se as leis sociais, mudam-se os valores, muda-se a moral social.

No entanto, a moral à qual se reportava o Cristo de Deus não era aquela estabelecida pelos padrões imperfeitos do conhecimento humano, nem a que faz comparações do que é adequado ou inadequado, nem a que faz estatística e rotula coisas e pessoas. Entende-se que nossa alma tem sua própria história de vida, que somos totalmente individualizados por termos sido expostos a diversos estímulos e experiências diferentes ao longo da nossa jornada, na multiplicidade das vidas, e, portanto, devemos ser vistos de conformidade com a nossa vida interior.

Ele sabia que grande parte do nosso sofrimento ou conflitos internos provinha do fato de nos considerarmos errados, por não estarmos dentro dos moldes convencionados pela sociedade em que vivemos.

Matar será sempre imoral perante as Leis Divinas, apesar de que, dentro dos padrões da “moral social”, matar na guerra émotivo de condecorações com medalhas e honrarias.

Dessa forma, analisemos, raciocinando com discernimento:

a que moral nós estamos nos prendendo? A das leis passageiras da elite de uma época, ou a das leis eternas e verdadeiras de todos os tempos?

Pesquisemos atentamente os alicerces de nossa conduta moral. Eles podem ser os frutos de nossa dor, por permanecermos presos ao conflito de “lavarmos ou não as mãos”; ou podem ser as raízes de nossa felicidade, por seguirmos Jesus escutando a voz do nosso coração.

Livro: Renovando Atitudes
Francisco do Espírito Santo Neto
 
Francisco Rebouças

Almoço de Confraternização em Atlanta/EUA

COMUNIDADE ESPIRITA CRISTA DE ATLANTA, CONVIDAMOS PARA ESTAR CONOSCO,
WE INVITE YOU TO JOIN US
NO PRÓXIMO DOMINGO DIA 01 DE MAIO DE 2011 AS 13:00 HORAS
SUNDAY, MAY 1ST, 2011 AT 1PM.
Para o nosso Almço de Confraternização.
To our next Sunday Lunch
Churrasco
O CARDÁPIO SERVIDO SERÁ:
THE MENU IS:
Churrasco de Carne, Frango, Linguiça.
The famous Brazilian BBQ: Beef, Chicken and Pork Sausage.
Farofa
Spicy Flour
Vinagrete 
Vinaigrette
Arroz Branco
Rice
Salpicao de Frango
Tropical Chicken Salad
Mandioca Cozida
Cooked Yuca

ACOMPANHA AINDA DELICIOSAS SOBREMESAS E REFRIGERANTES.

Salpicão

Arroz Branco

As usual, the menu includes soft drinks and delicious desserts.


Venha e traga seus amigos para estar conosco.
Come and bring your friends and join us for this gathering.


Vinagrete


Mandioca cozida
COMUNIDADE ESPIRITA CRISTA DE ATLANTA - http://www.atlantaespirita.org/
atlantae@atlantaespirita.org
Christian Spiritist Community of Atlanta - http://www.atlantaespirita.org/

Francisco Rebouças

terça-feira, 26 de abril de 2011

Divaldo Franco em Londres

Queridos amigos,
Só para lembrá-los desse evento, que será de extrema importância a todos nós.
Muita paz, BMSS UK

Theme: Planetary Transition

Divaldo Franco has given more than twelve thousand lectures and spoken in 66 countries in the continents of Europe, Asia, Africa, Australia and the Americas. Mr. Franco was awarded the title Doctor Honoris Causa in Humanities and also in parapsychology by two leading American and Canadian universities.

Wednesday, 11th May, 2011 7pm to 9.30pm
Conway Hall - Holborn
25 Red Lion Square, London WC1R 4RL
Refreshments and bookstall will be available
More info – contact

Suggested contribution: £5.00 to cover the cost of hiring the room.

Francisco Rebouças

Peça Teatral

Caros amigos, Agremiação Espírita Pedro II convida a todos para assistirem a peça teatral que realizará conforme segue.

Local: Agremiação Espírita Pedro II (R. Lopes da Cruz, 192 - Méier)
Data: 15 de maio
Horário: 16 horas
Ingresso: Lata de Leite em Pó

Teremos Bazar e Cantina
Ingressos limitados
Reserva de ingressos no local ou pelo e-mail aepii@ig.com.br

Agremiação Espírita Pedro II & Grupo de Teatro Espírita Humberto Cavalcante.
Clique no cartaz para vê-lo ampliado!
APRESENTA:











Francisco Rebouças

10º Feirão Beneficente Pró Casa Maria de Magdala

Recebemos para divulgação o evento que segue.

Caro amigo do Movimento Espírita, Venho por meio desta solicitar a sua colaboração na divulgação do 10º Feirão Beneficente Pró Casa Maria de Magdala, que acontecerá no dia 22 de Maio de 2011 (Domingo).

Por favor, envie o cartaz para os seus contatos e amigos!

É uma oportunidade gratificante, participar dessa atividade que a todos nos enche de muita alegria.

E se cada um de nós ajudar na campanha da divulgação do Feirão estaremos divulgando o trabalho da Casa Maria de Magdala.

lique no cartaz para vê-lo ampliado, e tome nota dos detalhes do evento!
Bom trabalho a todos!

SEJA – Editora e Distribuidora de livros Espíritas.
Rua Maestro Felício Toledo, 495/520. Centro – Niterói – RJ CEP: 24.030-105 - Tel.: 21-2620-7566
Horário de funcionamento: 09:30h às 17h.
Novo e-mail:sejaeditora@gmail.com
Aceitamos cartões de crédito.

Francisco Rebouças

Renascimento

A vida morre ou se desestrutura nas moléculas que a expressam para logo depois renascer. Tudo se decompõe e volta a reconstituir-se.

O incessante fenômeno da transformação molecular é inerente à condição de transitoriedade de todas as formas e coisas. Morre uma expressão e surge outra. O movimento vida-morte-vida obedece ao fluxo ininterrupto da imortalidade.

Somente eterno é o Espírito, que transita entre uma e outra aparência orgânica para atingir a excelsa destinação que lhe está reservada.

Essa é a fatalidade estabelecida pelo Pai Criador para todas as expressões sencientes do Universo. Mediante os renascimentos em diferentes etapas, o princípio espiritual desenvolve a consciência adormecida e todos os conteúdos da imagem e semelhança de Deus.

A semente, que possui o germe da vida, a fim de fazê-la desabrochar em plenitude, necessita ser sepultada no solo para morrer, quando então desperta e faz-se exuberante.

Também para o Espírito, torna-se indispensável envolver-se na indumentária material, propiciando-se a renovação de energias para desatar a divindade que nele dorme e que o convida a ininterrupto crescimento.

Cada existência orgânica constitui uma etapa através da qual os valores internos fixam-se na consciência, facultando novos investimentos-luz para a viagem de sublimação.

Libertando-se das camadas mais toscas e grosseiras do primarismo por onde inicia a jornada evolutiva, alcança os patamares do sentimento e da razão, programando-se a conquista da angelitude que poderá desfrutar desde o momento que se lhe imponham as intenções de auto-superação.

Renascer da carne e do Espírito, conforme acentuou Jesus no seu momentoso diálogo com o doutor da Lei, Nicodemos, significa sim a imantação nas moléculas constitutivas da germinação que se encarrega de construir o zigoto, depois o feto e, por fim, o ser humano.

Condensando a água que vitaliza com energia a forma física, nela imprime os equipamentos que lhe são necessários, graças às experiências transatas que lhe facultaram aquisição de implementos morais e vivenciais para atingir a meta.

Renasce a planta após a devastação da tormenta. Renascem os rios e fontes depois do ardor do verão sob as bênçãos da chuva.

Renascem os sentimentos passadas as ocorrências dilaceradoras. Renasce a vida em todos os fenômenos conhecidos ou não. Renasce o Espírito no corpo físico buscando a grande luz.

A experiência evolutiva começa na noite do minério e ruma para a claridade estelar da arcangelitude. É necessário nascer, morrer e renascer, conquistando níveis de sabedoria nos quais o amor e o conhecimento confraternizem em clima de libertação.

Somente através dos instrumentos que facultam o renascimento do corpo, lapida-se o Espírito que faz desabrochar todas as potencialidades adormecidas para cuja finalidade encontra-se no processo de evolução. da felicidade.

Necessário desalgemar-se das imperfeições, a fim de unir os sentimentos na construção da felicidade.

Há muita paisagem bela pelo caminho esperando contemplação. No entanto, é necessário seguir adiante e vencer as muitas milhas que estão aguardando na estrada do progresso.

Quem se detém, seja por qual motivo for, transfere a oportunidade de conquistar o infinito. O hoje desempenha papel de fundamental importância na aquisição do futuro. Torna-se, portanto, indispensável investir em luz o que se possui em sombra, que deve ser transformada em claridade de amor e misericórdia.

São o amor e a misericórdia do Pai que facultam ao endividado resgatar o débito e ao calceta, o ensejo de reparar o delito. Da mesma maneira, cabe ao ser humano repartir a esperança, conceder ensejo de reparação, ampliar o perdão, a fim de que o seu próximo na retaguarda tenha acesso a outros patamares da emoção e da cultura, para saber, para discernir e para amar sem preconceito nem limitação.

O renascimento surge na árvore vergastada pela poda rude, abrindo-se em verdor, flores e frutos.

Sem qualquer ressentimento pelas ocorrências destrutivas que, em realidade, são apenas ocasiões transformadoras, a vida ressurge do pântano pela drenagem, do deserto pela fertilização, abençoando o mundo e todos os seres.

Morrer, desse modo, é conquistar novo campo vibratório para fortalecer as resistências e renascer crescendo na direção de Deus.

Nunca temas, nem a morte, nem a vida.

Renascerás após o trânsito espiritual conduzindo os tesouros que acumulaste na Terra e no mundo extracorpóreo, que te facultarão melhores investimentos em benefício próprio e da humanidade.

Todo renascimento é festa de compaixão pelo trânsfuga do dever. Renascendo, a paisagem está sempre rica de cor, de alimentos, de vida.

O renascimento na carne é a reconciliação do Espírito consigo mesmo, facultando-se ensejo novo para aprender e para viver melhor.

Quando a noite moral te envolver em sofrimentos inesperados e deixar-te em expectativas mais inquietadoras, não olvides que a semente que não morrer, não viverá, conforme acentuou Jesus.

Assim, todo aquele que não passar pela porta estreita do testemunho, não poderá contemplar a madrugada exuberante da imortalidade.

Jamais deixes que a esperança desapareça dos teus sentimentos.

Quando moram determinados objetivos, permanece no bem e renascerão todos eles em forma de novos desafios para o teu crescimento.

Pensamentos extraídos da mensagem Renascimento, escrita em Zurique, Suíça, no dia 1o de junho de 2001.

Livro: Nascente de Bênçãos
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

LINGUAGEM DO PERDÃO


“Repara em uma vida de provações o que a outrem fez sofrer em anterior existência. As vicissitudes que experimenta são, por sua vez, uma correção temporária e uma advertência quanto às imperfeições que lhe cumpre eliminar de si, a fim de evitar males e progredir para o bem.”
O CÉU E O INFERNO 1ª parte, Capítulo 5º — Item 3.

A pedra bruta perdoa as mãos que a ferem, transformando-se em peça de estatuária valiosa.

A lama suporta o fogo e perdoa o oleiro, convertendo-se em vaso precioso.

A fonte desrespeitada perdoa quem lhe revolve o lodo, oferecendo água cristalina depois.

O grão de trigo esmagado perdoa o agricultor que o atira ao solo, multiplicando-se em muitos grãos que enriquecem a mesa.

O ferro deixa-se dobrar sob altas temperaturas e perdoa os que o modelam, construindo segurança e conforto.

A Natureza tudo perdoa, transformando o mal aparente em bem real.

A peça apodrecida sobre o solo é absorvida e renasce em nova forma, vitalizando plantas e animais, como mensagem de perdão da terra.

Tudo ama, tudo perdoa...

Perdoa a mão que te ultraja, a boca maldizente que te calunia, o olhar invigilante que te magoa, o espfrito que a enfermidade vergasta e que te persegue...

Perdoar é impositivo para cada hora e todo instante.

No laboratório somático que serve de veículo temporário ao espírito, o amor de Deus vibra em perdão e harmonia como mensagem atuante e vigorosa, produzindo oportunidades e realizando tarefas.

Aprende, assim, a converter o mal que te fazem em bem que possas fazer.

E, se for necessário voltares ao ofensor e dele novamente sofreres ultraje, recorda que o Mestre preconizou o perdão indistinto e incondicional tantas vezes quantas fossem as ofensas.

Persevera no trabalho com que a vida te honra a reencarnação, perdoando sempre e sem cessar, e despertarás, um dia, depois de toda dor e toda sombra, além-da-matéria, libertado das ofensas e da morte no abençoado Reino do nosso Mestre, perdoado e feliz...

Livro: Espírito e Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

CUIDADO DE SI


“Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina: persevera nestas coisas; porque, fazendo Isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA A TIMÓTEO, capítulo 4, versículo 16.)

Em toda parte há pelotões do exército dos pessimistas, de braços cruzados, em desalento.

Não compreendem o trabalho e a confiança, a serenidade e a fé viva, e costumam adotar frases de grande efeito, condenando situações e criaturas.

As vezes, esses soldados negativos são pessoas que assumiram a responsabilidade de orientar.

Todavia, embora a importância de suas atribuições, permanecem enganados.

As dificuldades terrestres efetivamente são enormes e os seus obstáculos reclamam grande esforço das almas nobres em trânsito no planeta, mas é imprescindível não perder cada discípulo o cuidado consigo próprio. É indispensável vigiar o campo interno, valorizar as disciplinas e aceitá-las, bem como examinar as necessidades do coração. Esse procedimento conduz o espírito a horizontes mais vastos, efetuando imensa amplitude de compreensão, dentro da qual abrigamos, no íntimo, santo respeito por todos os círculos evolutivos, dilatando, assim, o patrimônio da esperança construtiva e do otimismo renovador.

Ter cuidado consigo mesmo é trabalhar na salvação própria e na redenção alheia. Esse o caminho lógico para a aquisição de valores eternos.

Circunscrever-se o aprendiz aos excessos teóricos, furtando-se às edificações do serviço, é descansar nas margens do trabalho, situando-se, pouco a pouco, no terreno ingrato da critica satânica sobre o que não foi objeto de sua atenção e de sua experiência.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

segunda-feira, 25 de abril de 2011

AMAR e SERVIR.


PARA você subir na vida, dois degraus existem de suma importância.

São representados por dois verbos: AMAR e SERVIR.

Jamais desanime na escalada dos valores da alma, e procure em todas as circunstâncias AMAR e SERVIR a todos e a tudo, para ajudar ao máximo o progresso do planeta que o recebe tão generosamente, auxiliando-lhe a evolução.

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino
 
Francisco Rebouças

Divaldo Franco em Dublin - Irlanda

Prezados irmãos, recebemos do nosso amigo Stevan e estamos divulgando com muito prazer a bela notícia da presença de Divaldo Franco na Irlanda.

Os nossos amigos Irlandeses terão mais uma excelente oportunidade de recepcionar uma vez mais o Tribuno Espírita Divaldo Franco, conforme segue.

Data: 09/05/2011.

Horário: 19:00h - (7:00 pm).

Local: Central Hotel Dublin, 1 - 5 Exchequer Street, Dublin 2, Dublin, Ireland.

Tema: Planetary Transition (Transição Planetária)

Link para inscricão: http://bit.ly/divaldoireland

Este evento terá tradução simultanea para o inglês!

Clique no cartaz para vê-lo ampliado.
Compareça, prestigie, divulgue!

Francisco Rebouças

Da Humildade

O Burro de Carga

Neio Lúcio

No tempo em que não havia automóveis, na cocheira de famoso palácio real um burro de carga curtia imensa amargura, em vista das pilhérias e remoques dos companheiros de apartamento.

Reparando-lhe o pelo maltratado, as fundas cicatrizes do lombo e a cabeça tristonha e humilde, aproximou-se formoso cavalo árabe, que se fizera detentor de muitos prêmios, e disse, orgulhoso:

- Triste sina a que recebeste! Não Invejas minha posição nas corridas? Sou acariciado por mãos de princesas e elogiado pela palavra dos reis!

- Pudera! - exclamou um potro de fina origem inglesa - como conseguirá um burro entender o brilho das apostas e o gosto da caça?

O infortunado animal recebia os sarcasmos, resignadamente.

Outro soberbo cavalo, de procedência húngara, entrou no assunto e comentou:

- Há dez anos, quando me ausentei de pastagem vizinha, vi este miserável sofrendo rudemente nas mãos de bruto amansador. É tão covarde que não chegava a reagir, nem mesmo com um coice. Não nasceu senão para carga e pancadas. É vergonhoso suportar-lhe a companhia.

Nisto, admirável jumento espanhol acercou-se do grupo, e acentuou sem piedade:

- Lastimo reconhecer neste burro um parente próximo. É animal desonrado, fraco, inútil... Não sabe viver senão sob pesadas disciplinas. Ignora o aprumo da dignidade pessoal e desconhece o amor-próprio. Aceito os deveres que me competem até o justo limite; mas, se me constrangem a ultrapassar as obrigações, recuso-me à obediência, pinoteio e sou capaz de matar.

As observações insultuosas não haviam terminado, quando o rei penetrou o recinto, em companhia do chefe das cavalariças.

- Preciso de um animal para serviço de grande responsabilidade - informou o monarca -, animal dócil e educado, que mereça absoluta confiança.

O empregado perguntou:

Não prefere o árabe, Majestade?

- Não, não - falou o soberano -, é muito altivo e só serve para corridas em festejos oficiais sem maior importância.

- Não quer o potro inglês?

- De modo algum. E’ muito irrequieto e não vai além das extravagâncias da caça.

- Não deseja o húngaro?

- Não, não. É bravio, sem qualquer educação. É apenas um pastor de rebanho.

- O jumento serviria? - insistiu o servidor atencioso.

- De maneira nenhum. É manhoso e não merece confiança.

Decorridos alguns instantes de silêncio, o soberano indagou:

- Onde está o meu burro de carga?

O chefe das cocheiras indicou-o, entre os demais.

O próprio rei puxou-o carinhosamente para fora, mandou ajaezá-lo com as armas resplandecentes de sua Casa e confiou-lhe o filho, ainda criança, para longa viagem.

Assim também acontece na vida. Em todas as ocasiões, temos sempre grande número de amigos, de conhecidos e companheiros, mas somente nos prestam serviços de utilidade real aqueles que já aprenderam a suportar, servir e sofrer, sem cogitar de si mesmos.

Abriga-te na humildade,
Não busque mundana estima.
O ouro afunda no mar,
A palha fica por cima.

Regueira Costa

Nunca vejas no vizinho
Defeitos fraquezas, taras...
A ostra mora no lodo
Criando pérolas raras.

Sabino Batista

Quem não deseja suportar, é incapaz de servir.
André Luiz
 
Livro: Idéias e Ilustrações
Chico Xavier/Diversos Espíritos
 
Francisco Rebouças

JESUS E RESPONSABILIDADE

Há, no homem, latente, um forte mecanismo que o leva a fugir da responsabilidade, transferindo o seu insucesso para outrem, na condição de indivíduo social, ou para os fatores circunstanciais da sorte, do nascimento e até de Deus.

Quando tal não se dá, na área das suas projeções comportamentais, apega-se ao complexo de culpa, mergulhando nas depressões em que oculta a infantilidade, pouco importando a idade orgânica em que transita.

A responsabilidade resulta da consciência que discerne e compreende a razão da existência humana, sua finalidade e suas metas, trabalhando por assumir o papel que lhe está destinado pela vida.

Graças a isso, não se omite, não se precipita, estabelecendo um programa de ação tranquila, dentro do quadro de deveres que caracterizam o progresso individual e coletivo, visando à conquista da plenitude.

O homem responsável sabe o que fazer, quando e como realizá-lo.

Não se torna parasita social, nem se hospeda no triunfo alheio, tampouco oculta-se no desculpismo ridículo.

A sua lucidez torna-o elemento precioso no grupo social onde se movimenta. Talvez não lhe notem a presença, face à segurança natural que proporciona; todavia, a sua falta sempre se faz percebida por motivos óbvios.

A responsabilidade do homem leva-o aos extremos do sacrifício, da abnegação, da renúncia, inclusive do bem-estar, e até mesmo da sua vida.

Como pastor de almas, Jesus fez-se-nos responsável, elucidando-nos a respeito dos deveres, das necessidades reais, dos legítimos objetivos da nossa vida.

Em contrapartida, doou-se-nos até o holocausto, não fosse a Sua vida ao nosso lado, em si mesma, um grande e estóico sacrifício de amor.

Não obstante, conclamava a todos que O buscavam para o dever da responsabilidade, que os capacita para as realizações relevantes.

Por conhecer a alma humana em sua realidade plena, identificava nela as nascentes de todos os males, como também a fonte generosa de todas as bênçãos.

Porque o homem ainda prefere a manutenção das próprias mazelas, nelas se comprazendo, anestesia-se no infortúnio em que permanece com certo agrado, embora demonstre desconforto e infelicidade.

Desse modo, sempre que acolhia àqueles que O buscavam, conhecendo-lhes as causas dos pesares, após atendê-los, propunha-lhes com veemência que não retornassem aos erros, a fim de que lhes não acontecesse nada pior.

A responsabilidade liberta o indivíduo de si mesmo, alçando-o aos planos superiores da vida.

Enquanto ele se movimenta cultivando o morbo das paixões selvagens, desajusta os implementos emocionais, tornando-se vítima de si mesmo, facultando que se lhe instalem as doenças degenerativas e causticantes.

A renovação moral propicia a canalização das energias saudáveis de forma favorável, preservando o ser para os cometimentos elevados a que se destina.

A humanidade sobrevive graças aos seus homens responsáveis, que trabalham continuamente em prol do bom, do belo, do ideal.

Eles se destacam pela grandeza das suas realizações cimentadas no sacrifício pessoal.

À mulher surpreendida em adultério, aos portadores do mal de Hansen e aos obsediados, após a recuperação de cada um, a advertência de Jesus era sempre firmada na responsabilidade, para que, em entesourando os valores éticos e os deveres espirituais, não se permitissem voltar aos erros.

Neste momento, quando necessitas dEle, reformula os teus conceitos sobre a vida e passa a atuar corretamente, dominado pela responsabilidade. A ninguém transfiras a causa dos teus desaires, dos teus insucessos. Dá-te conta deles e recomeça a ação transformadora.

Mesmo que não o queiras, serás sempre responsável pelos efeitos dos teus atos.

Colherás conforme semeares.

Assume, portanto, o teu compromisso com o Mestre e permanecerás saudável interiormente, prosseguindo íntegro nos teus deveres com responsabilidade.

Livro: Jesus e Atualidade
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
Francisco Rebouças

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

De Kardec aos dias de hoje

Madre Teresa

As Mães de Chico Xavier

Reencarnação - Menino Piloto

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Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel