Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



domingo, 28 de junho de 2009

Jesus, incomparável!

Precisamos definitivamente compreender que, por mais que um homem terrestre possa ser reconhecido como sábio cientista, PHD em qualquer assunto no campo científico da Terra, não pode ser de forma alguma comparado ao conhecimento que o Mestre e Guia da humanidade, Jesus de Nazaré, é possuidor como Espírito Puro que é, governador do nosso planeta de provas e expiações, apenas o segundo na escala hierárquica dos mundos.

Vejamos como Joanna de Angelis nos explica o estágio de superioridade de Jesus em relação ao homem da Terra.

... “Jesus transcende, desse modo, os estágios do processo de evolução na Terra, porquanto Ele já era o construtor do planeta, quando sequer a vida nele se apresentara”...
... “ As fontes disponíveis para a coleta de dados e análise profunda são as narrativas evangélicas, insuficientes, pelo referir-se aos Seus ditos e ações mediante linguagem especial, às vezes vitimadas por interpolações, deturpações, enxertos perniciosos, que lhes descaracterizam a exatidão”...
...“De todo o acervo, no entanto, se depreende haver sido Ele incomum.
Sua energia expressava-se com brandura.
Sua bondade manifestava-se sem pieguismo.
Sua coragem exteriorizava-se como valor moral que nada temia.
Seu amor abrangia todos os seres, sem deixar-se arrastar pelos sentimentalismos banais e desequilibrados.
Sua sabedoria irradiava-se, sem constranger os ignorantes.
Sua gentileza cativava, sem deixar distúrbios nas emoções do próximo.
Era servo, não brutal; afável, não conivente; nobre, não orgulhoso; humilde, não verbal.
NEle coexistiam as naturezas psicológicas ânima e ânimus em perfeita sintonia”.
No sermão da Montanha Sua natureza anima, consolou e espraiou esperança: no Gólgota Sua expressão ânimus alcançou o máximo, a pós as rudes e profundas experiências daquelas horas que se iniciaram na solidão do Horto e se prolongaram até o momento da morte”. ¹

Assim, que busquemos empreender com empenho, o trabalhar em prol de nosso crescimento em conhecimento intelectual para nos aprimorarmos também no campo da moralidade, sem que nos arvoremos em valorizar os progressos realizados pelas ciências da terra a ponto de fazermos comparações ridículas dos conhecimentos e realizações da humanidade terrestre com o saber profundo do mais evoluído Ser que habitou nosso orbe em sublime missão de nos proporcionar oportunidade de progresso em todos os sentidos, por amor a seus irmãos em Deus.

Sejamos acima de tudo, humildes para reconhecer essa realidade incontestável.

1) Fonte: Livro Desperte e Seja Feliz – DIVALDO PEREIRA FRANCO, pelo Espírito Joanna de Angelis. Liv. Espírita Alvorada Editora- 2ª Edição - Cap. 1 Pág. 15.

Francisco Rebouças.

sábado, 27 de junho de 2009

Procura entender que teu próximo, também pode errar!

Palavras de Josepha
Querido irmão, assim como tu mesmo, teu próximo também trilha o mesmo caminho que nos conduz ao aprimoramento do Ser imortal que somos ao encontro do Criador, fonte de toda verdade e luz. Assim sendo, é de grande importância para todos nós seres humanos em todos os graus da escada evolutiva, procurar estender compreensão e mãos fraternas aos que tropeçam na caminhada.

Foi Jesus quem nos asseverou que não são os sãos que precisam de médicos e sim os doentes, ensejando-nos oportunidade de reflexão ante os deslizes do nosso semelhante, oportunidade em que poderemos estender-lhe auxílio fraterno como bons cristãos que precisamos ser, colocando em prática a máxima da doutrina espírita que nos afirma “fora da caridade não há salvação”.

Precisamos o quanto antes utilizar os ensinos que o Mestre de Nazaré nos trouxe a mais de 2009 anos atrás, solicitando-nos atitude de indulgência para com as faltas alheias; alertando-nos para que não sejamos juízes dos atos dos outros, procurando ter bastante cuidado com nossas próprias ações, sendo severos para conosco, no intuito de vigiar nossos atos e pensamentos para evitarmos ao máximo cometer injustiças para com quem quer que seja.

Afirma-nos Jesus, que: “o Senhor usará de indulgência para convosco, como de indulgência houverdes usado para com os outros”. Pede-nos que procuremos incentivar os fortes na ajuda aos fracos; aliviar com nossos braços o peso do fardo do trôpego; ter paciência com o menos preparado; ter consideração e respeito com o indiferente.

Preciso se faz saber, que o bem em qualquer lugar em que nos encontremos, estará a nos proporcionar seus salutares efeitos, pois, como nos afirma a oração Franciscana, “é dando que se recebe, é perdoando que se é perdoado...

Segue teu Mestre e não terás de lamentar nunca.

Espírito: Josepha
Por: Francisco Rebouças.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Ensinamentos oportunos

"Segundo é fácil de concluir, todos os seres vivos respiram na onda de psiquismo dinâmico que lhes é peculiar, dentro das dimensões que lhes são características ou na freqüência que lhes é própria. Esse psiquismo independe dos centros nervosos, de vez que, fluindo da mente, é ele que condiciona todos os fenômenos da vida orgânica em si mesma".
Livro:
Nos domínios da Mediunidade - Cap. I
Chico Xavier/André Luiz
Francisco Rebouças.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Estudando o Espiritismo

CARÁTER DA REVELAÇÃO ESPÍRITA

30. - O Espiritismo, partindo das próprias palavras do Cristo, como este partiu das de Moisés, é conseqüência direta da sua doutrina. A idéia vaga da vida futura, acrescenta a revelação da existência do mundo invisível que nos rodela e povoa o espaço, e com isso precisa a crença, dá-lhe um corpo, uma consistência, uma realidade à idéia. Define os laços que unem a alma ao corpo e levanta o véu que ocultava aos homens os mistérios do nascimento e da morte. Pelo Espiritismo, o homem sabe donde vem, para onde vai, por que está na Terra, por que sofre temporariamente e vê por toda parte a justiça de Deus. Sabe que a alma progride incessantemente, através de uma série de existências sucessivas, até atingir o grau de perfeição que a aproxima de Deus. Sabe que todas as almas, tendo um mesmo ponto de origem, são criadas iguais, com idêntica aptidão para progredir, em virtude do seu livre-arbítrio; que todas são da mesma essência e que não há entre elas diferença, senão quanto ao progresso realizado; que todas têm o mesmo destino e alcançarão a mesma meta, mais ou menos rapidamente, pelo trabalho e boa-vontade.

Sabe que não há criaturas deserdadas, nem mais favorecidas umas do que outras; que Deus a nenhuma criou privilegiada e dispensada do trabalho imposto às outras para progredirem; que não há seres perpetuamente votados ao mal e ao sofrimento; que os que se designam pelo nome de demônios são Espíritos ainda atrasados e imperfeitos, que praticam o mal no espaço, como o praticavam na Terra, mas que se adiantarão e aperfeiçoarão; que os anjos ou Espíritos puros não são seres à parte na criação, mas Espíritos que chegaram à meta, depois de terem percorrido a estrada do progresso; que, por essa forma, não há criações múltiplas, nem diferentes categorias entre os seres inteligentes, mas que toda a criação deriva da grande lei de unidade que rege o Universo e que todos os seres gravitam para um fim comum que é a perfeição, sem que uns sejam favorecidos à custa de outros, visto serem todos filhos das suas próprias obras.

31. - Pelas relações que hoje pode estabelecer com aqueles que deixaram a Terra, possui o homem não só a prova material da existência e da individualidade da alma, como também compreende a solidariedade que liga os vivos aos mortos deste mundo e os deste mundo aos dos outros planetas. Conhece a situação deles no mundo dos Espíritos, acompanha-os em suas migrações, aprecia-lhes as alegrias e as penas; sabe a razão por que são felizes ou infelizes e a sorte que lhes está reservada, conforme o bem ou o mal que fizerem. Essas relações iniciam o homem na vida futura, que ele pode observar em todas as suas fases, em todas as suas peripécias; o futuro já não é uma vaga esperança: é um fato positivo, uma certeza matemática. Desde então, a morte nada mais tem de aterrador, por lhe ser a libertação, a porta da verdadeira vida.

Livro: A Gênese – Cap. I - itens 30 e 31.


Francisco Rebouças.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

A GENTILEZA

A gentileza é o nobre sentimento que, bem cultivado, imanta as almas umas às outras, gerando alegria, bem-estar e respeito mútuo. É, a bendita expressão do amor ao semelhante, que precisa trocar as experiências proporcionadas pelas forças da emoção sob os estímulos do entendimento e do apreço fraternal entre as criaturas.

Hoje em dia, sentimos muita falta de gentileza nos relacionamentos do dia a dia, isso, por que o egoísmo desenfreado da sociedade moderna afasta as pessoas e as isola, por temer justamente o contato com o semelhante, que pré-julgamos ser pernicioso, enquanto que se agíssemos de forma contrária, poderíamos perceber que o outro carrega as mesmas dificuldades e temores que nos atormentam.

O medo nos coloca em guarda, e por qualquer coisa agredimos ou infelicitamos os semelhantes, sem nos darmos conta de que uma atitude de gentileza une e alegra os indivíduos, apaziguando os ânimos, equilibrando as relações, enquanto que a desconfiança desarmoniza e desequilibra as mentes endurecendo os corações.

“A desconfiança grassa entre os homens com ou sem motivo que a justifique. Gera desconforto e mal-estar, armando indivíduos uns contra os outros, dando margem a suspeitas infundadas e a ódios que se instalam, prejudiciais”. ¹

Em nossa vida diária, a gentileza representa algo de fundamental, e é tão fácil de ser cultivada, bastando para tanto que pequeninas atitudes, em gestos de simpatia e entendimento sejam exercidas com as quais se firmam as raízes do afeto seguro, e se conquista os corações, que como o nosso, também estão ávidos por esses sentimentos.

As nossas atitudes de gentileza se fortalecem e não se esgotam ante os choques naturais dos relacionamentos, perdura mesmo quando não encontra eco em muitos indivíduos que ainda não se aperceberam de seu benefício. Se plantássemos mais sementes de gentileza em nossas relações de convivência nos variados setores de nossa vida, o mundo estaria em patamares muito mais elevados de entendimento e respeito entre as criaturas.

A gentileza é doce, meiga, pacífica, discreta benéfica, não se coaduna com o desamor e com ao desrespeito, traz inúmeros benefícios ao seu portador, que frui desde já das delícias do equilíbrio e da companhia dos Bons Espíritos que os orientam e os inspiram no caminho da ascensão espiritual.

A gentileza, não é difícil de ser de ser praticada e constitui mesmo um dever de todo o bom cristão, que aspira ver a Terra pacificada e, o primeiro a ser beneficiado é justamente aquele que a exerce. Quando o portador dessa virtude bendita surge, existe a imediata possibilidade de entendimento e compreensão entre os indivíduo, por ser ele verdadeiro representante das leis de Deus entre os homens.

A gentileza foi primeiramente utilizada por Jesus em todas as relações que teve com seu semelhante, quer entre os discípulos, quer em meio à multidão, o Mestre brindou a todos com a gentileza do amor e do respeito, mostrando que ela é uma das inúmeras faces do amor, essência pura contida nas atitudes dos espíritos Superiores, passo inicial para quem desejar a conquista da felicidade e da pureza espiritual que é o destino do ser Imortal que somos.

Bibliografia:
Franco, Divaldo Pereira, Episódios Diários, Livraria Espírita Alvorada 1ª edição – pelo espírito Joanna de Ângelis.


Francisco Rebouças.

domingo, 21 de junho de 2009

A fé derruba obstáculos

É, através da confiança em si e em Deus, que o homem vence seus obstáculos, pois, um indivíduo confiante é capaz de superar com muito maior facilidade os entraves de seu progresso à caminho da felicidade e da paz que o aguarda na morada dos Seres Angelicais.

Quando Jesus nos afirmou: " pois em verdade vos digo que, se tiverdes fé como um grão de mostarda direis a este monte: Passa daqui para acolá, e ele há de passar; e nada vos será impossível" ¹, quis nos abrir os olhos e alargar nossa compreensão sobre os poderes do pensamento positivo, em relação às nossas dificuldades morais.

Importante se faz entender, que as montanhas a que o Mestre se reporta, são as dificuldades do nosso dia-a-dia, as resistências externas, a má vontade com que normalmente nos vemos envolvidos, mesmo quando nos dedicamos á realização dos mais elevados propósitos.

Entre tantas "montanhas" que podemos superar pela ação da verdadeira fé, podemos destacar: os preconceitos de toda ordem, o apego às coisas da matéria, o egoísmo, o fanatismo e as paixões oriundas do orgulho camuflado, que sempre impõem obstáculos aos que se dedicam a promover o progresso da humanidade.

Noutra acepção, entende-se como fé a confiança que se tem na realização de uma coisa, a certeza de atingir determinado fim. Ela dá uma espécie de lucidez que permite se veja, em pensamento, a meta que se quer alcançar e os meios de chegar lá, de sorte que aquele que a possui caminha, por assim dizer, com absoluta segurança. Num como noutro caso, pode ela dar lugar a que se executem grandes coisas.

"A fé sincera e verdadeira é sempre calma; faculta a paciência que sabe esperar, porque, tendo seu ponto de apoio na inteligência e na compreensão das coisas, tem a certeza de chegar ao objetivo visado. A fé vacilante sente a sua própria fraqueza; quando a estimula o interesse, toma-se furibunda e julga suprir, com a violência, a força que lhe falece. A calma na luta é sempre um sinal de força e de confiança; a violência, ao contrário, denota fraqueza e dúvida de si mesmo". ²

A fé robusta do indivíduo que a possui, ajuda-o a perseverar na busca do seu ideal, abastecendo-o de energias vitalizantes e aumentando sua esperança na conquista dos fins colimados levando-o a superar as barreiras que se lhe opuserem fortalecendo-o intimamente, e fazendo-o conquistar por essa razão a simpatia e a cooperação dos Espíritos Superiores que o inspiram e o envolvem nas nobres vibrações de paz.

O homem de fé não vacila ante os desafios do caminho evolutivo que trilha, não cedendo campo aos espíritos ignorantes adversários da luz, pois, não acredita ser impossível a conquista da vitória final sobre os percalços do caminho daquele que crer e tem fé em sí e em Deus.

Fonte:
1) Evangelho de Mateus, Cap. XVII: 14-19
2) O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. XIX, item 3.
JFCR.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Mortes Coletivas

Nas mortes coletivas, como no caso tão dramático ocorrido na Ásia, provocadas pela fúria das ondas gigantes conhecidas por TSUNAMIS, nos recentes DESASTRES AÉREOS, e em diversos outros provocados pela FÚRIA DA NATUREZA, ocorridos em todo o mundo, que causaram tanta destruição, morte e sofrimento para os envolvidos direta ou indiretamente, só encontraremos uma justificativa lógica para os respectivos acontecimentos, se colocarmos em prática os conhecimentos que só a doutrina espírita nos pode fornecer, para confirmar que até mesmo nessas catástrofes a Lei de Justiça se faz presente, pois como nos afirma o codificador, não há efeito sem uma causa que o justifique.

Na medida em que vivemos a dizer em todas as correntes religiosas que Deus é infinitamente Bom e Justo daí em diante, não mais aceitamos crer que possa acontecer algo com quem quer que seja, que não esteja dentro dos parâmetros traçados pela sua justiça perfeita, ou então, estamos simplesmente a falar de algo que ainda não cremos.

Quando a doutrina espírita nos ensina que, a reencarnação é a chave para que possamos entender a justiça de Deus, muitos religiosos ainda arraigados em conceitos milenares e recheados de dogmas, superstições, e tendo como base a fé cega não vêem assim, pois muitos ainda acreditam que a graça de Deus lhes dará a salvação pela fé, sem levarem em consideração o ensinamento contido na Epístola de Tiago, Cap.2 v.17 que nos diz que “assim também a fé, se não tiver obras é morta em si mesma”, não atentando para o fato de que, se a fé sem obra é morta, não poderá garantir salvação a ninguém. ¹

Alicerçam suas justificativas pueris, na crença de que é simplesmente por que Deus julgou que assim deveria proceder, não dando qualquer importância à vida e ao destino dessas criaturas, não percebendo que agindo dessa maneira por simples desejo seu sem qualquer justificativa para o fato, estaria ELE, obrando como qualquer ser humano insensato e até mesmo irresponsável e injusto, pois estaria atingindo seres como inúmeras crianças atingidas pelos citados desastres, sem que a pobre criatura saiba porque, está sendo incluída no rol dos infelizes inimigos desse Deus que resolveu dar vazão a sua ira, e, sem qualquer motivo plausível, resolveu punir essas desafortunadas vítimas selecionadas por ele; não levando em conta sequer que seres “inocentes”, com poucos dias de vida estariam sendo também atingidos.

Sendo assim, nos damos o direito de perguntar aos que assim pensam: que Deus é esse tão imprevisível e injusto, que deva merecer nossa confiança, nossa fé, nossa esperança?

O Deus que conhecemos na doutrina espírita é antes de tudo Pai, amoroso, justo e bom, incapaz por isso mesmo, de cometer atos dessa natureza com quem quer que seja, e justifica sua maravilhosa filosofia consoladora, nos afirmando que para todos esses irmãos envolvidos de alguma forma nesses terríveis acontecimentos, a Lei de causa e efeito se faz presente, confirmando o ensinamento de Jesus ao nos instruir que “a cada um segundo as suas obras”.

Todos os nossos irmãos que pereceram pelo efeito devastador das citadas catástrofes coletivas, carregavam consigo motivos para se ajustarem com a Lei, a fim de quitar seus débitos com a Justiça Divina que não falha jamais, encontrando aí a oportunidade sublime do resgate libertador.

O Codificador da Doutrina espírita elaborou uma série de questões pertinentes ao tema contidas no Livro dos Espíritos, PARTE 3ª - CAPÍTULO – VI. DA LEI DE DESTRUIÇÃO, que achamos oportuno trazer para nossa melhor compreensão sobre o assunto em pauta:

Flagelos destruidores

Pergunta: 737. Com que fim fere Deus a Humanidade por meio de flagelos destruidores?

“Para fazê-la progredir mais depressa. Já não dissemos ser a destruição uma necessidade para a regeneração moral dos Espíritos, que, em cada nova existência, sobem um degrau na escala do aperfeiçoamento? Preciso é que se veja o objetivo, para que os resultados possam ser apreciados. Somente do vosso ponto de vista pessoal os apreciais; daí vem que os qualificais de flagelos, por efeito do prejuízo que vos causam. Essas subversões, porém, são freqüentemente necessárias para que mais pronto se dê o advento de uma melhor ordem de coisas e para que se realize em alguns anos o que teria exigido muitos séculos.” (744)

Pergunta: 738. Para conseguir a melhora da Humanidade, não podia Deus empregar outros meios que não os flagelos destruidores?

“Pode e os emprega todos os dias, pois que deu a cada um os meios de progredir pelo conhecimento do bem e do mal. O homem, porém, não se aproveita desses meios. Necessário, portanto, se torna que seja castigado no seu orgulho e que se lhe faça sentir a sua fraqueza.”

a) - Mas, nesses flagelos, tanto sucumbe o homem de bem como o perverso. Será
justo isso?

“Durante a vida, o homem tudo refere ao seu corpo; entretanto, de maneira diversa pensa depois da morte. Ora, conforme temos dito, a vida do corpo bem pouca coisa é. Um século no vosso mundo não passa de um relâmpago na eternidade. Logo, nada são os sofrimentos de alguns dias ou de alguns meses, de que tanto vos queixais. Representam um ensino que se vos dá e que vos servirá no futuro. Os Espíritos, que preexistem e sobrevivem a tudo, formam o mundo real (85). Esses os filhos de Deus e o objeto de toda a Sua solicitude. Os corpos são meros disfarces com que eles aparecem no mundo. Por ocasião das grandes calamidades que dizimam os homens, o espetáculo é semelhante ao de um exército cujos soldados, durante a guerra, ficassem com seus uniformes estragados, rotos, ou perdidos. O general se preocupa mais com seus soldados do que com os uniformes deles.”

b) - Mas, nem por isso as vítimas desses flagelos deixam de o ser.

“Se considerásseis a vida qual ela é e quão pouca coisa representa com relação ao infinito, menos importância lhe daríeis. Em outra vida, essas vítimas acharão ampla compensação aos seus sofrimentos, se souberem suportá-los sem murmurar.”

Venha por um flagelo a morte, ou por uma causa comum, ninguém deixa por isso de morrer, desde que haja soado a hora da partida. A única diferença, em caso de flagelo, é que maior número parte ao mesmo tempo.

Se, pelo pensamento, pudéssemos elevar-nos de maneira a dominar a Humanidade e abrangê-la em seu conjunto, esses tão terríveis flagelos não nos pareceriam mais do que passageiras tempestades no destino do mundo.

Pergunta: 739. Têm os flagelos destruidores utilidade, do ponto de vista físico, não obstante os males que ocasionam?

“Têm. Muitas vezes mudam as condições de uma região. Mas, o bem que deles resulta só as gerações vindouras o experimentam.”

Pergunta: 740. Não serão os flagelos, igualmente, provas morais para o homem, por porem-no a braços com as mais aflitivas necessidades?

“Os flagelos são provas que dão ao homem ocasião de exercitar a sua inteligência, de demonstrar sua paciência e resignação ante a vontade de Deus e que lhe oferecem ensejo de manifestar seus sentimentos de abnegação, de desinteresse e de amor ao próximo, se o não domina o egoísmo.”

Pergunta: 741. Dado é ao homem conjurar os flagelos que o afligem?

“Em parte, é; não, porém, como geralmente o entendem. Muitos flagelos resultam da imprevidência do homem. À medida que adquire conhecimentos e experiência, ele os vai podendo conjurar, isto é, prevenir, se lhes sabe pesquisar as causas. Contudo, entre os males que afligem a Humanidade, alguns há de caráter geral, que estão nos decretos da Providência e dos quais cada indivíduo recebe, mais ou menos, o contragolpe. A esses nada pode o homem opor, a não ser sua submissão à vontade de Deus. Esses mesmos males, entretanto, ele muitas vezes os agrava pela sua negligência.”

Na primeira linha dos flagelos destruidores, naturais e independentes do homem, devem ser colocados a peste, a fome, as inundações, as intempéries fatais às produções da terra. Não tem, porém, o homem encontrado na Ciência, nas obras de arte, no aperfeiçoamento da agricultura, nos afolhamentos e nas irrigações, no estudo das condições higiênicas, meios de impedir, ou, quando menos, de atenuar muitos desastres? Certas regiões, outrora assoladas por terríveis flagelos, não estão hoje preservadas deles? Que não fará, portanto, o homem pelo seu bem-estar material, quando souber aproveitar-se de todos os recursos da sua inteligência e quando aos cuidados da sua conservação pessoal, souber aliar o sentimento de verdadeira caridade para com os seus semelhantes? (707) ²

No Livro Obras Póstumas, Segunda Parte, pág. 215, no Capítulo intitulado: Questões e problemas - As expiações coletivas, o espírito Clélie DUPLANTIER, assim nos esclarece em um dos trechos de sua mensagem sobre o tema:

“Salvo exceção, pode-se admitir como regra geral que todos aqueles que têm uma tarefa comum reunidos numa existência, já viveram juntos para trabalharem pelo mesmo resultado, e se acharão reunidos ainda no futuro, até que tenham alcançado o objetivo, quer dizer, expiado o passado, ou cumprido a missão aceita.

Graças ao Espiritismo, compreendeis agora a justiça das provas que não resultam de atos da vida presente, porque já vos foi dito que é a quitação de dívidas do passado; por que não ocorreria o mesmo com as provas coletivas? Dissestes que as infelicidades gerais atingem o inocente como o culpado; mas sabeis que o inocente de hoje pode ter sido o culpado de ontem? Que tenha sido atingido individualmente ou coletivamente, é que o mereceu. E, depois, como dissemos, há faltas do indivíduo e do cidadão; a expiação de umas não livra da expiação das outras, porque é necessário que toda dívida seja paga até o último centavo. As virtudes da vida privada não são as da vida pública; um, que é excelente cidadão, pode ser muito mau pai de família, e outro, que é bom pai de família, probo e honesto em seus negócios, pode ser um mau cidadão, ter soprado o fogo da discórdia, oprimido o fraco, manchado as mãos em crimes de lesa-sociedade. São essas faltas coletivas que são expiadas coletivamente pelos indivíduos que para elas concorreram, os quais se reencontram para sofrerem juntos a pena de talião, ou ter a ocasião de repararem o mal que fizeram, provando o seu devotamento à coisa pública, socorrendo e assistindo aqueles que outrora maltrataram. O que é incompreensível, inconciliável com a justiça de Deus, sem a preexistência da alma, se torna claro e lógico pelo conhecimento dessa lei.

A solidariedade, que é o verdadeiro laço social, não está, pois, só para o presente; ela se estende no passado e no futuro, uma vez que as mesmas individualidades se encontraram, se reencontram e se encontrarão para subirem juntas a escala do progresso, prestando-se concurso mútuo. Eis o que o Espiritismo faz compreender pela equitativa lei da reencarnação e a continuidade das relações entre os mesmos seres”. ³

Em Outras Obras

Vamos encontrar na valorosa obra mediúnica do extraordinário médium Chico Xavier, mais precisamente no Livro Chico Xavier pede Licença, no capítulo 19, intitulado “Desencarnações Coletivas”, as sábias explicações para o fenômeno das mortes coletivas, quando o benfeitor Emmanuel, responde pergunta endereçada a ele por algumas dezenas de pessoas em reunião pública realizada na noite de 22/08/1972, em Uberaba, MG, que transcrevemos na íntegra conforme abaixo:
Pergunta:
Sendo Deus a Bondade Infinita, porque permite a morte aflitiva de tantas pessoas enclausuradas e indefesas, como nos casos de incêndios?

Resposta:
“Realmente reconhecemos em Deus o Perfeito Amor aliada à Justiça Perfeita. E o Homem, filho de deus, crescendo em amor, traz consigo a Justiça imanente, convertendo-se, em razão disso, em qualquer situação, no mais severo julgador de si próprio.

Quando retornamos da Terra para o Mundo Espiritual, conscientizados nas responsabilidades próprias, operamos o levantamento dos nossos débitos passados e rogamos os meios precisos a fim de resgatá-los devidamente.

É assim que, muitas vezes, renascemos no Planeta em grupos compromissados para a redenção múltipla.

Invasores ilaqueados pela própria ambição, que esmagávamos coletividades na volúpia do saque, tornamos à Terra com encargos diferentes, mas em regime de encontro marcado para a desencarnação conjunta em acidentes públicos.

Exploradores da comunidade, quando lhe exauríamos as forças em proveito pessoal, pedimos a volta ao corpo denso para facearmos unidos o ápice de epidemias arrasadoras.

Promotores de guerras manejadas para assalto e crueldade pela megalomania do ouro e do poder, em nos fortalecendo para a regeneração, pleiteamos o Plano Físico a fim de sofrermos a morte de partilha, aparentemente imerecida, em acontecimentos de sangue e lágrimas.

Corsários que ateávamos fogo a embarcações e cidades na conquista de presas fáceis, em nos observando no Além com os problemas da culpa, solicitamos o retorno à Terra para a desencarnação coletiva em dolorosos incêndios, inexplicáveis sem a reencarnação.

Criamos a culpa e nós mesmos engenhamos os processos destinados a extinguir-lhe as conseqüências. E a Sabedoria Divina se vale dos nossos esforços e tarefas de resgate e reajuste a fim de induzir-nos a estudos e progressos sempre mais amplos no que diga respeito à nossa própria segurança. É por este motivo que, de todas as calamidades terrestres, o Homem se retira com mais experiência e mais luz no cérebro e no coração, para defender-se e valorizar a vida.

Lamentemos sem desespero quantos se fizeram vítimas de desastres que nos confrangem a alma. A dor de todos eles é a nossa dor. Os problemas com que se defrontam são igualmente nossos.

Não nos esqueçamos, porém, de que nunca estamos sem a presença de Misericórdia Divina junto às ocorrências da Divina Justiça, que o sofrimento é invariavelmente reduzido ao mínimo para cada um de nós, que tudo se renova para o bem de todos e que Deus nos concede sempre o melhor”.

No Livro O Consolador, de Emmanuel através da abençoada psicografia de Chico Xavier, encontramos a seguinte pergunta e respectiva resposta que abaixo transcrevemos:

Pergunta 250: Como se processa a provação coletiva?

Resposta: “Na provação coletiva verifica-se a convocação dos Espíritos encarnados, participantes do mesmo débito, com referência ao passado delituoso e obscuro.

O mecanismo da justiça, na lei das compensações, funciona então espontaneamente, através dos prepostos do Cristo, que convocam os comparsas da dívida do pretérito para os resgates em comum, razão porque, muitas vezes, intitulais “doloroso caso” às circunstâncias que reúnem as criaturas mais díspares no mesmo acidente, que lhes ocasiona a morte do corpo físico ou as mais variadas mutilações, no quadro dos seus compromissos individuais”.

No Livro Temas da Vida e da Morte, de Manoel Philomeno de Miranda, por Divaldo Pereira Franco, no capítulo intitulado “Flagelos e Males”, encontramos a seguinte explicação para esse tipo de acontecimento que entristece toda humanidade: “O abuso das paixões, e não o uso correto que leva aos ideais do amor e ao arrebatamento pelas causas nobres, é o agente dos flagelos e males que se voltam contra o próprio homem e o infelicitam”.

Diante de tantos lúcidos esclarecimentos não podemos ter mais quaisquer dúvidas de que a justiça divina exerce sua ação exatamente com todos aqueles que em algum momento contrariaram a harmonia da Lei de Amor e Caridade e, por isso mesmo, cedo ou tarde se defrontarão inexoravelmente com a Lei de Causa e Efeito, ou se preferirem com a máxima proferida pela doutrina cristã quando nos assevera: “A semeadura é livre, mas, a colheita é obrigatória”.

Passamos, agora, fundamentados pelos ensinamentos hauridos nesta abençoada doutrina a analisar alguns dos efeitos dessa Lei maior, utilizando o recurso da morte coletiva conforme segue:

Na TRAGÉDIA DO CIRCO ocorrida em Niterói

Estiveram envolvidos naquele episódio, ocorrido no circo em Niterói, os mesmos personagens que no ano de 177 de nossa era, queimaram cerca de mil crianças e mulheres cristãs numa arena de um circo na Gália, região da França.

E, para o devido reajuste com a Lei de Causa e efeito foram convocados ao devido resgate acontecido naquele inesquecível dia 17 de dezembro de 1961, em comovedora tragédia acontecida no circo em Niterói, onde a justiça da Lei Divina, através da reencarnação, reuniu os responsáveis em diversas situações e graus de comprometimento no desatino ocorrido no pretérito, para a dolorosa expiação de seus atos selvagens praticados contra os cristãos indefesos sem dó nem piedade, sob os auspício da fúria sanguinolenta dos Imperadores da Roma Antiga.

Nos casos de ACIDENTES DE AVIÃO

No Livro Ação e Reação, capítulo 18, intitulado “Resgates Coletivos”, do espírito André Luiz, através da psicografia de Chico Xavier, nos traz as explicações do orientador Druso sobre as vítimas de um acidente ocorrido com um avião provocando várias mortes: “Imaginemos que fossem analisar as origens da provação a que se acolheram os acidentados de hoje...

Surpreenderiam, decerto, delinqüentes que, em outras épocas, atiraram irmãos indefesos do cimo de torres altíssimas, para que seus corpos se espatifassem no chão; companheiros que, em outro tempo, cometeram hediondos crimes sobre o dorso do mar, pondo a pique existências preciosas, ou suicidas que se despenharam de arrojados edifícios ou de picos agrestes, em supremo atestado de rebeldia, perante a Lei, os quais, por enquanto, somente encontram recurso em tão angustioso episódio para transformarem a própria situação”.

Nos casos de mortes causadas por TERREMOTOS

Sabemos que a justiça está concedendo a oportunidade para que os antigos guerreiros covardes e desumanos do passado que destruíram cidades, arrasaram lares, matando mulheres e crianças e velhos, sob os escombros de suas casas, fazendo milhares de vítimas, ao reencarnarem em novos corpos, atraídos por uma força magnética provocadas pelos crimes praticados coletivamente, se reúnem em determinadas circunstâncias, e sofrem “na pele” por meio de um terremoto ou outra catástrofe semelhante, o mal na mesma proporção do que impuseram às suas vítimas indefesas de ontem.

Nas OUTRAS VÁRIAS SITUAÇÕES

Conforme nos esclareceu Emmanuel na mensagem acima transcrita, solicitamos nossa redenção perante a justiça divina, ao compreendermos o quanto fomos danosos para a sociedade em que nos comprometemos, e o Pai por infinita bondade nos dá a suprema oportunidade de nos quitarmos perante nossa própria consciência que abriga todas as suas soberanas Leis, para que conquistemos por nossos próprios atos a libertação do grilhão que nos prendem aos abismos das trevas, com objetivo de buscarmos reparar nossos delitos e irresponsabilidades contraídas no passado, para então procedermos em direção a nossa essência espiritual que é fonte de amor e harmonia.

Finalizando, este nosso modesto estudo, sobre tão grave assunto deste instante doloroso, vivido por inúmeras famílias que perderam seus entes queridos de forma tão trágica, alertamos para o cuidado que devemos ter com a nossa semeadura presente que serão decisivas para o nosso porvir, visto que não temos como alterar as nossas ações efetuadas no passado distante, mas podemos se quisermos modificar para melhor o nosso destino futuro, levando em consideração que: “só os atos definem o verdadeiro cristão”, pois o reino de Deus não se conquista com aparências exteriores, e devemos sempre ter em mente que: “o universo é o lar de uma só família, onde Deus é por todos, e cada criatura por seus irmãos”.

Que a presença de Jesus nos mantenha os corações alegres e unidos hoje e sempre.

Fontes:

1) Epístola de Tiago, Cap.2 v.17.
2) O Livro do Espíritos – FEB. 76ª edição.
3) Obras Póstumas – FEB. 13ª edição – Segunda Parte, pág. 215, Capítulo intitulado: Questões e problemas - As expiações coletivas.
4) Livro Chico Xavier pede Licença, no capítulo 19, intitulado “Desencarnações Coletivas”
5) Livro O Consolador – Chico Xavier pelo Espírito Emmanue l, Pergunta 250.
6) Livro Temas da Vida e da Morte, de Manoel Philomeno de Miranda, por Divaldo Pereira Franco, no capítulo intitulado “Flagelos e Males.
7) Livro Ação e Reação – Chico Xavier pelo espírito Emmanuel, capítulo 18, intitulado “Resgates Coletivos.
8) Grifos Nossos.

Francisco Rebouças.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

NÃO MATARÁS... a menos que tenhas um bom motivo para isso.

Leda Maria Flaborea


Por milhares de anos essa vem sendo a lei. Enganei-me? Ao leigo, pode parecer que sim. Ao desavisado, pode parecer que haja uma deturpação das palavras de Maomé, Abraão, Moisés ou Jesus. Mas, seus seguidores, afinal, nos esclarecem que a lei é clara.

Não matarás a menos que tenhas bons motivos para isso. E se puder haver um exemplo a ser dado, para que outros não dêem os mesmos motivos, tanto melhor.

Vejamos... a mulher adúltera. Eis aí um belo motivo para se dar um bom exemplo a todos. Que seja apedrejada até sua morte! Ela deu-nos um bom motivo. E é bom que todos vejam, preferencialmente as mulheres, para que não sigam seu exemplo; sobretudo crianças, para que cresçam conscientes. E não nos esqueçamos dos homens que são os cumpridores dessa lei e Deus.

Vejamos... a bruxaria. Fogueira em nome de Deus Pai todo poderoso, que deve ser defendido dos poderes do inferno. Sempre, é claro, em praça pública. Mas, não nos esqueçamos de dar ao condenado o direito ao arrependimento. É um dever cristão. Galileu soube aproveitar-se bem dele.

Vejamos... a pena de morte. Injeção letal, cadeira elétrica, com foto da família da vítima estampada na primeira página do jornal. Já houve casos até de transmissão ao vivo por telão.

Vejamos... a guerra contra o terrorismo. Todos aqui têm bons motivos. Então, fica ainda mais difícil condenar alguém por fugir da Lei. Todos, aqui, estão cheios de boas justificativas, excelentes razões para fazerem o que vêm fazendo. O que se vê, então, é um lado condenando o outro, todos obedientes até suas mortes, fiéis ao seu Deus ou à sua pátria.

Todos, ao longo da História, buscam defender a justiça e a lei de Deus. Não matarás a não ser por um bom motivo. Tomam seus cajados de líderes e donos da verdade. Vence sempre a verdade do mais forte; vence sempre a verdade do mais espetacular, pois o marketing da morte é o que lhe dá legitimidade e aquiescência de todo um povo. Convença-me de que tens um bom motivo e, é claro, estarás absolvido por matares.

Irmãos em Cristo! Não permitamos que nosso doce Jesus de Nazaré entre para a História dessa maneira. Não foi justamente ele a salvar a mulher adúltera? Nem Maomé, nem Moisés, podem ter seus nomes limpos por nós, que não somos seus seguidores; deixemos isso a cargo de outros irmãos. Mas, se se diz que a árvore é reconhecida pelos frutos, vamos mostrar melhores frutos do Cristianismo do que esse que temos visto a cada dia em todo mundo. Vamos fazer jus à missão do rabi da Galiléia: tirar do coração o olho por olho e instalar em seu lugar “o atire a primeira pedra quem não tiver nenhum pecado”.

Nunca seremos coniventes com a violência, mas sermos nós, os cristãos, a provocar maiores escândalos do que os que já foram provocados, é deturpar o nome e a obra de um líder, já que a obra dos alunos define o mestre.

Irmãos espíritas! Trabalhar e servir - eis a chave para o entendimento do que acontece ao nosso redor. Trabalhar pelo bem de todos – não importa onde, quando e quem –, servindo sempre que possível. Perdoar setenta vezes sete, disse-nos Jesus – eis o código. Unir esforços em vibrações pacificadoras – eis o caminho.

Lembremo-nos de Gandhi, de Francisco de Assis, de Madre Tereza , de Chico Xavier. Lembremo-nos de todos os anônimos que, pacificadoramente, têm conduzido suas tarefas sobre o planeta, permitindo que o amor, o entendimento e o perdão a companheiros transtornados pelas sombras da rebeldia, que invadem seus corações e mentes, levando sofrimento e desequilíbrios a tantos outros corações, possam ser semeados para que a luz, a esperança e a renovação brotem por toda parte.

Pacificar o mundo ao nosso redor, iniciando por nossos lares é o caminho que a misericórdia divina nos oferece para nossa redenção, com passado tantas vezes comprometido com a desfaçatez, o cinismo e a ociosidade.

Não permitamos que audiências exploradoras contem conosco. Não aceitemos certos espetáculos grotescos e parciais que a todo instante, tentam invadir nossas mentes, convencendo-nos de que esse é o único caminho possível.

No mais, recorramos a Kardec, que veio nos trazer o consolador: Consolemo-nos, usando nossa capacidade de raciocinar, afim de não entregarmos nossa tranqüilidade nas mãos de quem nos levam por caminhos de violência, como se fosse a única opção justa e digna. Queremos justiça ou vingança? O olho por olho ou a primeira pedra? Reflitamos sobre isso à luz do Evangelho.

Violência justificada é o que nos oferecem a cada instante. Mas isso, queridos irmãos, não existe.

Deixemos gravado na História, como obra de cristãos autênticos, o que, na sua simplicidade, Jesus veio nos trazer: “Amarás a Deus sobre todas a coisas e ao próximo como a si mesmo”. E nisso está contido Não Matarás. E ponto final.

domingo, 14 de junho de 2009

O Sono nas reuniões espíritas

O Sono nas reuniões espíritas

Todos nós sabemos da necessidade do sono para o refazimento do nosso organismo físico. No entanto, é preciso que se atente para o fato, de que nem sempre nos é adequado fazer uso dessa bênção para nos restabelecer o equilíbrio, havendo mesmo ocasiões em que ele pode até se tornar fatal para nossas vidas.

Há momentos em que não se pode admitir que alguém possa estar dormindo como, por exemplo, na hora do trabalho remunerado, que pode lhe custar até mesmo a demissão por justa causa; ou quando estiver com a responsabilidade de cuidar de uma criança; ou ainda no trânsito ao volante de um veículo nas rodovias brasileiras, imagine um médico dormindo ou mesmo cochilando, durante uma cirurgia delicada, etc. etc. Assim, podemos afirmar que, “o sono exercido à hora em que se solicita a vigília, pode tornar-se inimigo cruel e implacável”.

Alan Kardec nos esclarece a respeito da utilidade do sono conforme segue:

À hora de dormir

“O sono tem por fim dar repouso ao corpo; o Espírito, porém, não precisa de repousar. Enquanto os sentidos físicos se acham entorpecidos, a alma se desprende, em parte, da matéria e entra no gozo das faculdades do Espírito. O sono foi dado ao homem para reparação das forças orgânicas e também para a das forças morais. Enquanto o corpo recupera os elementos que perdeu por efeito da atividade da vigília, o Espírito vai retemperar-se entre os outros Espíritos. Haure, no que vê, no que ouve e nos conselhos que lhe dão, idéias que, ao despertar, lhe surgem em estado de intuição. É a volta temporária do exilado à sua verdadeira pátria. É o prisioneiro restituído por momentos à liberdade.

Mas, como se dá com o presidiário perverso, acontece que nem sempre o Espírito aproveita dessa hora de liberdade para seu adiantamento. Se conserva instintos maus, em vez de procurar a companhia de Espíritos bons, busca a de seus iguais e vai visitar os lugares onde possa dar livre curso aos seus pendores.

Eleve, pois, aquele que se ache compenetrado desta verdade, o seu pensamento a Deus, quando sinta aproximar-se o sono, e peça o conselho dos bons Espíritos e de todos cuja memória lhe seja cara, a fim de que venham juntar-se-lhe, nos curtos instantes de liberdade que lhe são concedidos, e, ao despertar, sentir-se-á mais forte contra o mal, mais corajoso diante da adversidade.” ¹

Nas reuniões espíritas, sejam nas palestras, nos grupos de estudos, nas reuniões mediúnicas, ou outra qualquer, não se pode admitir que o trabalhador espírita dê menos importância aos labores da Seara do Mestre de Nazaré, que nos afazeres normais do seu dia a dia, visto que, em sendo ele admitido para essas tarefas na seara da mediunidade, acredita-se que esteja consciente de sua responsabilidade nas referidas atividades da casa espírita que freqüenta.

Temos visto muitos companheiros, alistados nas tarefas das cassas espíritas, que são protagonistas de situações realmente desagradáveis, por se entregarem ao sono nas reuniões doutrinárias, que normalmente já chegam atrasados com a intenção única de dar passes no final das palestras, para que sejam observados por todos como tarefeiros passistas de suas instituições. Quando se vêem chamados a dar algumas explicações sobre o sono que lhes dominam, saem com as maiores e mais absurdas desculpas tais como:

1- Estou sendo utilizado pelos espíritos para ceder fluidos para ajuda ao orador;
2- Estou trabalhando em parcial desdobramento;
3- Alguns chegam a afirmar, que aprendem muito mais desdobrados que em vigília, etc.

Claro que esse desculpismo infundado e sem lógica doutrinária é natural naqueles que se julgam mais sabidos que os outros, mas, que na verdade em nada condiz com alguém que conhece os preceitos de uma doutrina clara e lógica como a nossa. Sabemos, que o cansaço físico de um dia atribulado no trabalho profissional, aliado à falta de motivação e a monotonia de determinados oradores, muito pode contribuir para a sonolência de quem já tem o mau hábito de dormir nas atividades espirituais da casa espírita.

Mas, esses fatores predisponentes aqui citados, não representam a verdadeira causa do adormecimento nesse tipo de reunião, que na sua grande maioria se processa pela interferência de mentes viciosas do mundo espiritual inferior, que operam magneticamente à distância, com a finalidade de não permitirem que o indivíduo adormecido se beneficie do tema edificante da palestra.

“Sobre o assunto, vejamos o que diz o assistente “Aulus” para André Luiz: “(...) Os expositores da boa palavra podem ser comparados a técnicos eletricistas, desligando «tomadas mentais», através dos princípios libertadores que distribuem na esfera do pensamento.

Sorriu bem-humorado e prosseguiu:

— Em razão disso, as entidades vampirizantes operam contra eles, muitas vezes envolvendo-lhes os ouvintes em fluidos entorpecentes, conduzindo esses últimos ao sono provocado, para que se lhes adie a renovação”.2

Irmã Zélia, também confirma a ação perniciosa dos desencarnados infelizes que se aproveitam da invigilância de certos tarefeiros, que imprevidentes e despreparados para os misteres da mediunidade se deixam envolver por essas influências negativas conforme narra a Otila Gonçalves:

“Alguns – prosseguiu – penalizada-, embora libertados momentaneamente das expressões obsidentes, penetram o recinto, com desrespeito e indiferença, entregando-se, durante o trabalho, ao sono reprochável, resultante da intoxicação mental de que são portadores, ou se deixam conduzir pelos pensamentos habituais, refazendo as ligações mentais e ameaçando o serviço venerando, pela possibilidade de invasão intempestiva dos seus algozes revoltados, constrangidos, na retaguarda, e que, destarte, encontram brechas no conjunto que deve ser protegido e defendido por todos.” 3

Dessa forma, é de suma importância que nos preparemos adequadamente, para exercer as atividades no labor mediúnico, em nossas casas espíritas, observando alguns ensinos ministrados pelos amigos espirituais dentre os quais destacamos:

a- Quando possível, fazer um pequeno relaxamento físico e mental, antes de se dirigir ao trabalho espiritual da casa espírita;
b- Evitar alimentação exagerada e de difícil digestão;
c- Dedicar-se com alegria e empenho às atividades espirituais, por saber que estamos representando Jesus ante o necessitado que o busca;
d- Evitar conversas negativas, como críticas, comentários sobre doenças, queixas, etc., portando-se de forma mais digna exigida para um trabalhador da Seara do Mestre de Nazaré;
e- Manter-se em sintonia elevada, orando e vibrando positivamente, contribuindo para o êxito do trabalho.

Precisamos atentar para o fato de que, somos os únicos responsáveis pelas escolhas que fazemos e não podemos ficar acusando este ou aquele indivíduo, ou este ou aquele motivo para nos desculpar dos nossos insucessos perante as tarefas de cunho espiritual a nós confiadas pela Espiritualidade Maior. Sobre esse assunto, ouçamos o que nos diz André Luiz:

“Não acuse os Espíritos desencarnados sofredores, pelos seus fracassos na luta. Repare o ritmo da própria vida, examine a receita e a despesa, suas ações e reações, seus modos e atitudes, seus compromissos e determinações, e reconhecerá que você tem a situação que procura e colhe exatamente o que semeia”. 4

Que Jesus nos guarde em sua paz, e que não sejamos nós os responsáveis pelo fracasso das atividades de intercâmbio nas tarefas a que nos candidatamos por livre e espontânea vontade.

Fontes:

1) E.S.E. – Cap. XVIII, item 38.

2) Livro: Nos domínios da mediunidade , 23ª edição– Cap. 4, pag. 39.

3) Livro: Além da Morte , 9ª edição – Cap. XVI, pag. 239.

4) Livro: Agenda Cristã – Cap. 18.


Francisco Rebouças.

Estudando o Espiritismo

1. Que é Deus?
“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas” (1). (Vide Nota Especial n° 1, da Editora (FEB), à pág. 494.)
2. Que se deve entender por infinito?
“O que não tem começo nem fim: o desconhecido; tudo que é desconhecido é infinito.”
3. Poder-se-ia dizer que Deus é o infinito?
“Definição incompleta. Pobreza da linguagem humana, insuficiente para definir o que está acima da linguagem dos homens.” Deus é infinito em Suas perfeições, mas o infinito é uma abstração. Dizer que Deus é o infinito é tomar o atributo de uma coisa pela coisa mesma, é definir uma coisa que não está conhecida por uma outra que não está mais do que a primeira.
(1) O texto colocado entre aspas, em seguida às perguntas, é a resposta que os Espíritos deram. Para destacar as notas e explicações aditadas pelo autor, quando haja possibilidade de serem confundidas com o texto da resposta, empregou-se um outro tipo menor. Quando formam capítulos inteiros, sem ser possível a confusão, o mesmo tipo usado para as perguntas e respostas foi o empregado.

Fonte: O Livro do Espíritos - FEB, 76ª edição

Francisco Rebouças


quarta-feira, 10 de junho de 2009

Precisamos meditar e orar!

Há momentos em que precisamos nos recolher para meditar com sinceros propósitos de analisar os acontecimentos à nossa volta, para que consigamos encontrar uma solução equilibrada e decente para enfrentá-los e resolvê-los. Justamente aí, se nos apresenta sublime oportunidade de reflexão e análise das diversas formas que temos para enfrentar os problemas com maior maturidade, pois, em meditando com calma, orando com fé e solicitando a inspiração dos Amigos do Além, certamente obteremos a necessária ajuda para então procedermos no trabalho de resolução das questões pendentes.

Claro que os Espíritos Amigos, não estarão fazendo o que nos compete realizar, mas estarão nos dando a devida inspiração, e, também, intuindo outras pessoas, de forma a nos ajudar para que tudo possa ser resolvido da melhor forma para todos os envolvidos.

Em o Evangelho Segundo o Espiritismo os Emissários Celestes nos instruem de forma bem clara e simples sobre o assunto, conforme segue:

11. Pela prece, obtém o homem o concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustentá-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe idéias sãs. Ele adquire, desse modo, a força moral necessária a vencer as dificuldades e a volver ao caminho reto, se deste se afastou. Por esse meio, pode também desviar de si os males que atrairia pelas suas próprias faltas. Um homem, por exemplo, vê arruinada a sua saúde, em conseqüência de excessos a que se entregou, e arrasta, até o termo de seus dias, uma vida de sofrimento: terá ele o direito de queixar-se, se não obtiver a cura que deseja? Não, pois que houvera podido encontrar na prece a força de resistir às tentações”. ¹

Pelo exposto, podemos facilmente compreender, que não estamos entregues à própria sorte como muitos ainda pensam. Teremos a necessária ajuda sempre que solicitarmos com toda fé em alcançar, meditando e orando com humildade de quem sabe que nada é capaz sem a permissão de Deus nosso Pai e Criador, só precisamos atentar para o fato de que os Espíritos Amigos só fazem o que lhes é permitido fazer, deixando ao solicitante a decisão de seguir ou não as inspirações que lhes chegarem, respeitando o livre arbítrio de cada criatura, conforme segue.

(...) Ora, aqui, facilmente se concebe a ação da prece, visto ter por efeito atrair a salutar inspiração dos Espíritos bons, granjear deles força para resistir aos maus pensamentos, cuja realização nos pode ser funesta. Nesse caso, o que eles fazem não é afastar de nós o mal, porém, sim, desviar-nos a nós do mau pensamento que nos pode causar dano; eles em nada obstam ao cumprimento dos decretos de Deus, nem suspendem o curso das leis da Natureza; apenas evitam que as infrinjamos, dirigindo o nosso livre-arbítrio. Agem, contudo, à nossa revelia, de maneira imperceptível, para nos não subjugar a vontade. O homem se acha então na posição de um que solicita bons conselhos e os põe em prática, mas conservando a liberdade de segui-los, ou não. Quer Deus que seja assim, para que aquele tenha a responsabilidade dos seus atos e o mérito da escolha entre o bem e o mal. E isso o que o homem pode estar sempre certo de receber, se o pedir com fervor, sendo, pois, a isso que se podem sobretudo aplicar estas palavras: "Pedi e obtereis." 2

Que possamos ter a necessária tranqüilidade nos momentos de aflições e dificuldades, para buscarmos as melhores inspirações dos bons Amigos Celestes, através da concentração e da prece, para que possamos encontrar nas horas em que precisarmos a melhor solução para nossas necessidades.

Fonte:
1) O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XXVII – item 11.

2) Idem, idem. Cap. XXVII – item 12.


Francisco Rebouças.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Mensagens espirituais

POR AMOR

“Cegou-lhes os olhos e endureceu-lhes o coração, a fim de que não vejam com os olhos e compreendam no coração e se convertam e eu os cure.” — (JOÃO, capítulo 12, versículo 40.)
Os planos mais humildes da Natureza revelam a Providência Divina, em soberana expressão de desvelo e amor.

Os lírios não tecem, as aves não guardam provisões e misteriosa força fornece-lhes o necessário.

A observação sobre a vida dos animais demonstra os extremos de ternura com que o Pai vela pela Criação desde o princípio: aqui, uma asa; acolá, um dente a mais; ali, desconhecido poder de defesa.

Afirma-se a grande revelação de amor em tudo.

No entanto, quando o Pai convoca os filhos àcooperação nas suas obras, eis que muita vez se salientam os ingratos, que convertem os favores recebidos, não em deveres nobres e construtivos, mas em novas exigências; então, faz-se preciso que o coração se lhes endureça cada vez mais, porque, fora do equilíbrio, encontrarão o sofrimento na restauração indispensável das leis externas desse mesmo amor divino. Quando nada enxergam além dos aspectos materiais da paisagem transitória, sobrevém, inopinadamente, a luta depuradora.

É quando Jesus chega e opera a cura.

Só então torna o ingrato à compreensão da Magnanimidade Divina.

O amor equilibra, a dor restaura. É por isso que ouvimos muitas vezes: “Nunca teria acreditado em Deus se não houvesse sofrido.”
Livro: Caminho Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sábado, 6 de junho de 2009

Palavras de Josepha!

Aguardando algo!
Psicografia


Quando te encontrares aguardando algo de teu interesse, em que a solução independe de tua atuação, mantém-te confiante, ora e pensa positivamente. Não te esqueças nunca que o pensamento elevado a confiança em ti mesmo e em Deus teu Pai e Criador, é ingrediente indispensável para que obtenhas êxito em teus sonhos.

O pessimismo e o medo são adversários perigosos que precisas combater em teu próprio proveito. Não dê abrigo em tua mente às idéias negativas, elas se tornarão barreiras a obstar teus planos de crescimento e progresso.
Mesmo que não aconteça o melhor, segundo as tuas expectativas, não lamentes. Deus sabe muito melhor que tu mesmo o que te é mais propício no momento atual, e em vez de lamentações ou queixumes, segue trabalhando confiante e seguro de que o que te está reservado chegará no momento mais apropriado para que possas tirar o melhor proveito.

Não te esqueças do velho ditado que diz: “quem espera sempre alcança

Segue em qualquer situação, confiante e operoso, e estarás conquistando pouco a pouco o equilíbrio que te fará desfrutar de uma paz salutar para tua saúde física e espiritual.


Espírito: Josepha
Por: Francisco Rebouças

quarta-feira, 3 de junho de 2009

A Justiça é uma Lei Divina

Torna-se de suma importância, entender que a justiça faz parte integrante da Lei Divina, e, que, ninguém estará imune aos seus ditames, isto é, todos nós algum dia, estaremos sendo chamados à “prestação de contas” para “dar conta de nossa administração”. Assim sendo, precisamos o quanto antes aprender a desenvolver em nós o senso de justiça, para que não tenhamos mais tarde problemas a enfrentar diante do tribunal de nossa própria consciência a nos cobrar ações dignas de um filho de Deus a caminho da perfeição.

Por mais que não levemos muito a sério, a justiça dos homens, é preciso saibamos que a justiça Divina não se esquecerá de “dar a cada um segundo as suas obras”, como bem nos afirmou o Mestre de Nazaré, e que não devemos esperar nenhum jeitinho brasileiro, para nos esquivarmos de seus efeitos verdadeiramente justos, que não levarão em conta nossa posição social, nossa cor, nosso sexo, nossa atual visão de justiça, etc., etc.

A justiça está contida na Lei de Amor e Caridade, como nos afirmam os Imortais da Vida Maior, nas questões que seguem do Livro dos Espíritos, que abaixo transcrevemos:
Justiça e direitos naturais

“873. O sentimento da justiça está em a Natureza, ou é resultado de idéias adquiridas?
“Está de tal modo em a Natureza, que vos revoltais à simples idéia de uma injustiça. É fora de dúvida que o progresso moral desenvolve esse sentimento, mas não o dá. Deus o pôs no coração do homem. Daí vem que, freqüentemente, em homens simples e incultos se vos deparam noções mais exatas da justiça do que nos que possuem grande cabedal de saber.”

874. Sendo a justiça uma lei da Natureza, como se explica que os homens a entendam de modos tão diferentes, considerando uns justo o que a outros parece injusto?
“É porque a esse sentimento se misturam paixões que o alteram, como sucede à maior parte dos outros sentimentos naturais, fazendo que os homens vejam as coisas por um prisma falso.”

875. Como se pode definir a justiça?
“A justiça consiste em cada um respeitar os direitos dos demais.”

a) - Que é o que determina esses direitos?
“Duas coisas: a lei humana e a lei natural. Tendo os homens formulado leis apropriadas a seus costumes e caracteres, elas estabeleceram direitos mutáveis com o progresso das luzes. Vede se hoje as vossas leis, aliás imperfeitas, consagram os mesmos direitos que as da Idade Média. Entretanto, esses direitos antiquados, que agora se vos afiguram monstruosos, pareciam justos e naturais naquela época. Nem sempre, pois, é acorde com a justiça o direito que os homens prescrevem. Demais, este direito regula apenas algumas relações sociais, quando é certo que, na vida particular, há uma imensidade de atos unicamente da alçada do tribunal da consciência.”

876. Posto de parte o direito que a lei humana consagra, qual a base da justiça, segundo a lei natural?
“Disse o Cristo: Queira cada um para os outros o que quereria para si mesmo. No coração do homem imprimiu Deus a regra da verdadeira justiça, fazendo que cada um deseje ver respeitados os seus direitos. Na incerteza de como deva proceder com o seu semelhante, em dada circunstância, trate o homem de saber como quereria que com ele procedessem, em circunstância idêntica. Guia mais seguro do que a própria consciência não lhe podia Deus haver dado.”
Efetivamente, o critério da verdadeira justiça está em querer cada um para os outros o que para si mesmo quereria e não em querer para si o que quereria para os outros, o que absolutamente não é a mesma coisa. Não sendo natural que haja quem deseje o mal para si, desde que cada um tome por modelo o seu desejo pessoal, é evidente que nunca ninguém desejará para o seu semelhante senão o bem. Em todos os tempos e sob o império de todas as crenças, sempre o homem se esforçou para que prevalecesse o seu direito pessoal. A sublimidade da religião cristã está em que ela tomou o direito pessoal por base do direito do próximo.

877. Da necessidade que o homem tem de viver em sociedade, nascem-lhe obrigações especiais?
“Certo e a primeira de todas é a de respeitar os direitos de seus semelhante. Aquele que respeitar esses direitos procederá sempre com justiça. Em o vosso mundo, porque a maioria dos homens não pratica a lei de justiça, cada um usa de represálias. Essa a causa da perturbação e da confusão em que vivem as sociedades humanas. A vida social outorga direitos e impões deveres recíprocos.”

878. Podendo o homem enganar-se quanto à extensão do seu direito, que é o que lhe fará conhecer o limite desse direito?
“O limite do direito que, com relação a si mesmo, reconhecer ao seu semelhante, em idênticas circunstâncias e reciprocamente.”

a) - Mas, se cada um atribuir a si mesmo direitos iguais aos de seu semelhante, que virá a ser da subordinação aos superiores? Não será isso a anarquia de todos os poderes?
“Os direitos naturais são os mesmos para todos os homens, desde os de condição mais humilde até os de posição mais elevada. Deus não fez uns de limo mais puro do que o de que se serviu para fazer os outros, e todos, aos Seus olhos, são iguais. Esses direitos são eternos. Os que o homem estabeleceu perecem com as suas instituições. Demais, cada um sente bem a sua força ou a sua fraqueza e saberá sempre ter uma certa deferência para com os que o mereçam por suas virtudes e sabedoria. É importante acentuar isto, para que os que se julgam superiores conheçam seus deveres, a fim de merecer essas deferências. A subordinação não se achará comprometida, quando a autoridade for deferida à sabedoria.”

879. Qual seria o caráter do homem que praticasse a justiça em toda a sua pureza?
“O do verdadeiro justo, a exemplo de Jesus, porquanto praticaria também o amor do próximo e a caridade, sem os quais não há verdadeira justiça.”

Diante de questões tão elucidativas como estas, não mais temos o direito de agir para com nosso semelhante, de outra forma que não seja levando em conta a observância de tais instruções, que a doutrina espírita nos põe ao alcance, de forma tão explícita.

Precisamos também atentar para outros aspectos da Lei de Justiça, que muitas das vezes negligenciamos, a pretexto e por conta de conveniências com desculpas que não justificam nossas ações diante de muitos fatos corriqueiros em nossas vidas, mas, que não passarão em branco perante o tribunal Divino, por mais que façamos de tudo para nos isentar das responsabilidades de tais ações.

Uma dessas situações acontece justamente quando decidimos por possuir ou conquistar bens e vantagens materiais, sem respeitar o direito do nosso semelhante, com ações danosas e prejudiciais pelas quais muitas pessoas são lesadas em seus direitos ou em seus sentimentos, para que nossa sede de poder seja realizada, não nos importando o dano material ou moral causado a quem quer que seja.

Por mais que não enxerguemos ou até mesmo que a lei humana imperfeita como ainda é, possa consagrar, há direitos que a Lei Divina não aprova, e que nossa consciência que a possui, também nos reprova, embora não a ouçamos com a devida atenção. Sobre o assunto, vejamos abaixo as instruções dos Espíritos Superiores, em respostas as questões formuladas por Allan Kardec, ainda em O Livro dos Espíritos.
Direito de propriedade. Roubo

"880. Qual o primeiro de todos os direitos naturais do homem?
“O de viver. Por isso é que ninguém tem o de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal.”

881. O direito de viver dá ao homem o de acumular bens que lhe permitam repousar quando não mais possa trabalhar?
“Dá, mas ele deve fazê-lo em família, como a abelha, por meio de um trabalho honesto, e não como egoísta. Há mesmo animais que lhe dão o exemplo de previdência.”

882. Tem o homem o direito de defender os bens que haja conseguido juntar pelo seu trabalho?
“Não disse Deus: “Não roubarás?” E Jesus não disse: “Dai a César o que é de César?”
O que, por meio do trabalho honesto, o homem junta constitui legítima propriedade sua, que ele tem o direito de defender, porque a propriedade que resulta do trabalho é um direito natural, tão sagrado quando o de trabalhar e de viver.

883. É natural o desejo de possuir?
“Sim, mas quando o homem deseja possuir para si somente e para sua satisfação pessoal, o que há é egoísmo.”

a) - Não será, entretanto, legítimo o desejo de possuir, uma vez aquele que tem de que viver a ninguém é pesado?
“Há homens insaciáveis, que acumulam bens sem utilidade para ninguém, ou apenas para saciar suas paixões. Julgas que Deus vê isso com bons olhos? Aquele que, ao contrário, junta pelo trabalho, tendo em vista socorrer os seus semelhantes, pratica a lei de amor e caridade, e Deus abençoa o seu trabalho.”

884. Qual o caráter da legítima propriedade?
“Propriedade legítima só é a que foi adquirida sem prejuízo de outrem.” (808) Proibindo-nos que façamos aos outros o que não desejáramos que nos fizessem, a lei de amor e de justiça nos proíbe, ipso facto, a aquisição de bens por quaisquer meios que lhe sejam contrários.

885. Será ilimitado o direito de propriedade?
“É fora de dúvida que tudo o que legitimamente se adquire constitui uma propriedade. Mas, como havemos dito, a legislação dos homens, porque imperfeita, consagra muitos direitos convencionais, que a lei de justiça reprova. Essa a razão por que eles reformam suas leis, à medida que o progresso se efetua e que melhor compreendem a justiça. O que num século parece perfeito, afigura-se bárbaro no século seguinte.” (795).

A verdadeira Lei de justiça nos impõe como dever primordial “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”, e se alguém segue esses fundamentos, em observação ao resumo de todas as leis e de todos os profetas sintetizadas por Jesus, não pode em nenhuma hipótese sob nenhum pretexto, deixar de observar o respeito ao direito do semelhante que começa onde o nosso termina.

A verdadeira caridade é aquele que observa o cuidado em não prejudicar o nosso semelhante, em fazer por ele o que gostaríamos que em nosso lugar ele fizesse por nós, em desejar para ele o que desejamos para nós, em ser para ele sob todos os aspectos, o irmão em caminhada evolutiva, estendendo-lhe nossas mãos fraternas e operosas no objetivo único de ajudar no progresso de seu aperfeiçoamento individual a caminho da felicidade e da perfeição, que tanto almejamos para nossa própria vida.

Sobe o assunto ouçamos as instruções que nos transmitiram os Espíritos Superiores, para que definitivamente entendamos o verdadeiro sentido da caridade e o quanto ela nos é proveitosa e nos credencia a vôos mais altos na construção de um caminho muito mais seguro na conquista dos valores morais imprescindíveis à nossa caminhada de aperfeiçoamento evolutivo.

Caridade e amor do próximo
“886. Qual o verdadeiro sentido da palavra caridade, como a entendia Jesus?
Benevolência para com todos, indulgência para as imperfeições dos outros, perdão das ofensas.”
O amor e a caridade são o complemento da lei de justiça. pois amar o próximo é fazer-lhe todo o bem que nos seja possível e que desejáramos nos fosse feito. Tal o sentido destas palavras de Jesus: Amai-vos uns aos outros como irmãos.
A caridade, segundo Jesus, não se restringe à esmola, abrange todas as relações em que nos achamos com os nossos semelhantes, sejam eles nossos inferiores, nossos iguais, ou nossos superiores. Ela nos prescreve a indulgência, porque da indulgência precisamos nós mesmos, e nos proíbe que humilhemos os desafortunados, contrariamente ao que se costuma fazer. Apresente-se uma pessoa rica e todas as atenções e deferências lhe são dispensadas. Se for pobre, toda gente como que entende que não precisa preocupar-se com ela. No entanto, quanto mais lastimosa seja a sua posição, tanto maior cuidado devemos pôr em lhe não aumentarmos o infortúnio pela humilhação. O homem verdadeiramente bom procura elevar, aos seus próprios olhos, aquele que lhe é inferior, diminuindo a distância que os separa.

887. Jesus também disse: Amai mesmo os vossos inimigos. Ora, o amor aos inimigos não será contrário às nossas tendências naturais e a inimizade não provirá de uma falta de simpatia entre os Espíritos?
“Certo ninguém pode votar aos seus inimigos um amor terno e apaixonado. Não foi isso o que Jesus entendeu de dizer. Amar os inimigos é perdoar-lhes e lhes retribuir o mal com o bem. O que assim procede se torna superior aos seus inimigos, ao passo que abaixo deles se coloca , se procura tomar vingança.”¹

Finalizando estas observações que fazemos sobre a Lei de justiça, não podemos deixar de enfatizar que só a través da compreensão do verdadeiro sentido de justiça contido nas Leis Divinas, proporcionado pelo estudo sério e constante da Doutrina Espírita, é que nos credenciaremos a praticá-la de maneira a nos beneficiarmos de seus efeitos benéficos, propiciando-nos bem-estar e prazer, elevando-nos moral e espiritualmente, como verdadeiros discípulos de Jesus de Nazaré, em direção ao futuro promissor que nos aguarda como filhos da Luz que todos somos.

Fonte:
1) O Livro dos Espíritos – FEB, 76ª Edição.

Francisco Rebouças.

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

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Madre Teresa

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Reencarnação - Menino Piloto

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Muitas Vidas

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Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel