Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



terça-feira, 30 de setembro de 2008

NA INTIMIDADE DO SER
"Vós, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, revesti-vos de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade." - Paulo. COLOSSENSES, 3:12.)
Indubitavelmente, não basta apreciar os sentimentos sublimes que o Cristianismo inspira.
É indispensável revestirmo-nos deles.
O apóstolo não se refere a raciocínios.
Fala de profundidades.
O problema não é de pura cerebração.
É de intimidade do ser.
Alguém que possua roteiro certo do caminho a seguir, entre multidões que o desconhecem, é naturalmente eleito para administrar a orientação.
Detendo tão copiosa bagagem de conhecimentos, acerca da eternidade, o cristão legítimo é pessoa indicada a proteger os interesses espirituais de seus irmãos na jornada evolutiva; no entanto, é preciso encarecer o testemunho, que não se limita à fraseologia brilhante.
Imprescindível é que estejamos revestidos de "entranhas de misericórdia" para enfrentarmos, com êxito, os perigos crescentes do caminho.
O mal, para ceder terreno, compreende apenas a linguagem do verdadeiro bem; o orgulho, a fim de renunciar aos seus propósitos infelizes, não entende senão a humildade.
Sem espírito fraternal, é impossível quebrar o escuro estilete do egoísmo. É necessário dilatar sempre as reservas de sentimento superior, de modo a avançarmos, vitoriosamente, na senda da ascensão.
Os espiritistas sinceros encontrarão luminoso estímulo nas palavras de Paulo.
Alguns companheiros por certo observarão em nossa lembrança mero problema de fé religiosa, segundo o seu modo de entender; todavia, entre fazer psiquismo por alguns dias e solucionar questões para a vida eterna, há sempre considerável diferença.

Livro: Vinha de Luz
Francisco Cândido Xavier / Ditado pelo Espírito de Emmanuel.

Francisco Rebouças

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Enfrentemos a vida, com trabalho e otimismo!

Não se deve simplesmente entrar em pânico pelas dificuldades que se opõem como obstáculo em nosso caminhar diário em busca de nossa melhoria como seres humanos a caminho da angelitude ainda bem distante de nosso momento atual.

Precisamos continuar na labuta regeneradora de hoje, com muita disposição e confiança, fazendo tudo que estiver ao nosso alcance, com o pensamento positivo e as mãos operantes, no trabalho imprescindível que nos cabe realizar na obra de soerguimento dos espíritos comprometidos com as Soberanas Leis que regem os destinos das criaturas na Terra.

O momento mais importante de nossas vidas, é o que ora vivenciamos, pois, o tempo perdido não retorna, e o futuro depende de nossas construções do presente.

Empreguemos portanto, toda atenção e todos os recursos disponíveis ao nosso alcance no investimento do projeto de aperfeiçoamento de nosso espírito imortal, contribuindo dessa forma para o avanço do progresso indispensável para a conquista da paz e da fraternidade, em volta dos nossos passos, na certeza de que essa nossa atitude será capaz de gerar, grandes benefícios, para nós mesmos, para o nosso próximo e para a vida.

Que Deus nos abençoe e nos ajude a buscar as melhores resoluções em prol do bem e da paz.

Francisco Rebouças.

Páginas edificantes

A oportunidade de elevação moral que a vida te permite, deve ser aproveitada com sabedoria e imediatamente.

A sucessão do tempo é inevitável, e, passada a ocasião, ei-la perdida.

Temo e vento que passam, não retornam jamais.

Assim, utilizares-te proveitosamente de cada ensejo de crescimento íntimo, é bênção que liberta.

Permanece vigilante, de modo a aproveitares todas as horas de tua existência carnal.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Angelis.


Francisco Rebouças - Espiritista

domingo, 21 de setembro de 2008

Meditar na Lição

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7. (1)

Diante da exposição da verdade que os Emissários Celestes nos apresentam, não temos mais desculpas para deixar de meditar e de tirar das lições o conteúdo salutar de cada ensinamento que nos chega, contendo as luzes necessárias para clarear o caminho que seguimos em nosso processo evolutivo.

É preciso saber olhar para as belezas da vida e enxergá-las como elas realmente são e o que têm de melhor, quem olha de relance para a imensidão do espaço sideral sem a devida atenção, não pode ver as maravilhosas estrelas que cintilam no firmamento, quem ouve uma orquestra sem atentar para a sutileza das melodias por ela executadas, não lhe percebe as notas encantadoras.

Se não soubermos perceber as palavras inspiradas de pregadores abnegados, se não acalmarmos o coração para que o sentimento do bem nos possa clarear os pensamentos, não nos beneficiaremos das mais belas lições da mensagem cristã ali exposta, e do mesmo modo que chegarmos sairemos, sem o mínimo de benefício que os ensinos nos poderiam propiciar.

Grande número dos seguidores das diversas correntes cristãs na terra, vivem a se queixar da dificuldade que os incapacitam de entender os ensinos da Boa Nova, afirmando-se impossibilitados de compreender a ponto de saberem tirar proveito das novas revelações; isso acontece, devido a falta de atenção e maior envolvimento deles com a lição ministrada, pois, continuam demorando-se longo tempo na distração e na superficialidade da vida espiritual.

Para que o Sol possa penetrar os aposentos de nossa casa, é preciso que abramos as janelas para que sua luz possa penetrar no ambiente e afastar as sombras ali contidas, aclarando, arejando, aquecendo e dando vida e alegria ao ambiente doméstico. Da mesma forma, também precisamos proceder em relação ao nosso coração e nossa mente, para absorvermos as bênçãos das lições do evangelho renovador.

Preciso se faz, que dediquemos desde já algum esforço na busca do esforço para trabalho que precisamos empreender em nosso dia a dia no exercício da meditação para nos ajudar na concentração necessária para nos envolvermos com determinação e boa vontade na nossa capacitação para poder finalmente ouvir e ver de forma a tirar os benefícios das verdades contidas nas sábias lições do evangelho de Jesus.

Paulo de Tarso, é claro na observação que nos fez, sobre a importância que devemos dar aos ensinamentos cristãos quando nos disse: "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo", fazendo-nos crer que, se prestarmos a devida atenção aos apontamentos contidos na Boa Nova, o Senhor nos proporcionará em retribuição à nossa boa vontade e esforço, suficiente compreensão e entendimento de sua vontade sobre tudo.

1) Segunda Epístola de Paulo a Timóteo, Cap. II. v. 7.

Francisco Rebouças.

sábado, 20 de setembro de 2008

O Apóstolo de Assis


Francisco de Assis- O apóstolo do Amor e da Fraternidade

Francisco de Assis tornou-se para a humanidade um dos maiores exemplos de fraternidade, bondade e humildade. A grandeza de sua missão ultrapassa todos os limites das palavras, referências escritas ou crenças religiosas. Encarnou junto a outros missionários com o propósito de trazer o equilíbrio e a ponderação às igrejas, em uma época dominada pelas forças trevosas da inquisição e das cruzadas, a Itália como toda a Europa daquele tempo, vivia uma fase bastante conflituosa.

Nasceu em 26 de setembro de 1182, na cidade de Assis, província da Úmbria no centro da Itália, como filho de Pedro Bernardone, um rico comerciante de tecidos da região, homem rústico e impiedoso e de Maria Picalline, uma mulher doce e dedicada ao lar. Apesar do luxo da casa, conta-se que sua mãe ao enfrentar grandes complicações durante o parto e até perigo de vida, teria recebido uma intuição para que tivesse o filho no estábulo da casa, junto aos animais, seguindo o exemplo do Mestre Jesus, e aproveitando a ausência de seu marido em longas viagens de trabalho, assim procedeu. Chegou ao mundo aquele que se tornaria o missionário da paz.

A conversão de Francisco

Francisco cresceu em meio à riqueza e ao incentivo do pai para que desfrutasse dos bens que o dinheiro e o poder poderiam lhe proporcionar. Para não criar maiores problemas com o inflexível Sr. Bernardone, Francisco passou a freqüentar a sociedade e a viver os prazeres terrenos, mas sua alma desejava ardentemente encontrar seu caminho espiritual. Enfrentou a prisão no período de guerra entre a região de Assis, sua cidade natal e Perugia, onde todos os habitantes foram convocados para a defesa. De volta a liberdade decidiu ser cavaleiro por acreditar que poderia desta forma defender sua pátria, mas sempre orientado pelo plano espiritual não prosseguiu na idéia. Novos rumos foram surgindo.

Como fora acostumado aos princípios da igreja de Roma, as manifestações mediúnicas não foram compreendidas prontamente. Resolveu então meditar e orar para tentar desvendar o sentido das “vozes interiores”, que ouvia constantemente. Em uma de suas meditações, pediu com toda sua fé que Deus lhe direcionasse os passos. Logo recebeu uma comunicação dizendo: “Constrói a minha igreja, com o objetivo de restabelecer o sentido dos fundamentos do Evangelho dentro dela, ao invés de guerras e sangue em nome da religião”. A princípio não entendendo o alcance do chamado e vendo que a igreja de São Damião, que freqüentava necessitava urgentemente de reforma, regressou para Assis, entrou na loja paterna, e vendeu finos tecidos levando o dinheiro obtido para as mãos do sacerdote da capela, oferecendo-se para ajudá-lo na reconstrução com suas próprias mãos. Como resultado de sua atitude impetuosa foi repudiado e deserdado pelo pai, que passou a duvidar de seu estado mental e convencido de que a decisão do filho não teria volta, decidiu recorrer ao Bispo, instaurando-se um julgamento, para que lhe devolvesse tudo quanto recebera dele. Francisco então se desfez de tudo até ficar nu, jogou os trajes e o dinheiro aos pés de seu pai, e exclamou: "Até agora chamei de pai a Pedro Bernardone. Doravante não terei outro pai, senão o Pai Celeste".

A verdadeira construção da igreja

Trabalhou durante um longo tempo, achando que deveria reconstruir a igreja no sentido material e ao término da restauração da última igreja do local, a capelinha de Santa Maria, passou a questionar o que faria depois. Certa ocasião durante uma missa escutou o padre contando uma das passagens contidas no Evangelho dizendo: “Nada leveis para o caminho, nem bordão, nem pão, nem dinheiro, nem deveis ter duas túnicas” ( Lucas 9,3). Francisco a partir deste exato momento exclamou cheio de alegria: “É isso precisamente que quero! É isso que desejo de todo o coração!”. Finalmente descobriu que mais do que restaurar o concreto material, deveria restabelecer o verdadeiro sentido da palavra de Jesus.

Abandonou a família os bens terrestres e em sua escolha recebeu apoio e admiração de uns e de outros o desprezo. Mas com suas palavras doces e sábias, foi conquistando muitos amigos e seguidores, apesar da resistência do clero, todos que o ouviam se enchiam de novas esperanças e ficavam extasiados diante de um homem aparentemente franzino e frágil, capaz de com o poder da sua fé e de um simples toque de suas mãos amorosas curar chagas de leprosos e doentes da alma.Trabalhou incessantemente sem jamais aceitar nenhum reconhecimento, nem mesmo promoção eclesiástica. O movimento franciscano começou a desenvolver-se como uma ordem religiosa, com um número de membros tão grande que foi necessária a criação de províncias, grupos de frades foram encaminhados por toda extensão da Itália e fora dela.

O encontro de Francisco e Clara de Assis

Ainda durante o período de captação de recursos para as obras da igreja, Francisco pedia ajuda cantando canções tão lindas que chegavam a causar sensação de grande emoção nos expectadores. Em uma dessas ocasiões, durante uma missa dominical, duas belas moças pararam para escutar as músicas do pedinte, quando ele se dirigiu a menina Clara e disse: “ Vinde e ajudai-me na reconstrução da igreja de São Damião, que será no futuro, mosteiro de senhoras cuja vida e fama há de dar glória à igreja e ao nosso Pai Celeste”.

Naquele momento a força do passado unia novamente duas almas afins, que em seu grau de elevação maior escolheram a condição de um amor sem apegos terrenos para vivê-lo de forma pura e verdadeira na caridade. Clara de Assis que compartilhava dos mesmos ideais de amor e doação ao próximo, tornou-se a primeira religiosa franciscana, fundou a Ordem das Clarissas e foi responsável pela continuidade do ideal de Francisco..

Reconhecimento da igreja

No ano de 1210, Francisco e seus seguidores viajaram confiantes até Roma para buscar a aprovação do Papa Inocêncio III. Nessa ocasião, o Bispo de Assis, grande admirador de Francisco ajudou a convencer o papa a recebê-lo. Apesar da resistência inicial, marcaram uma segunda audiência. Na mesma semana o Papa recebera em sonho uma revelação. Reconheceu que era o próprio Deus quem inspirava Francisco a viver os ensinamentos do Cristo tão verdadeiramente, concedendo-lhe autorização para pregar o Evangelho nas igrejas, marcando o nascimento oficial da Ordem Franciscana.

A prova final de sua desencarnação

Trabalhou durante anos na tarefa de doação e propagação dos ensinamentos de Cristo. Com o tempo suas forças físicas foram-se exaurindo e pressentindo a proximidade de seu desencarne recolheu-se no Monte Alverne para sentir, mais de perto, a presença de Deus. Em sua humildade e resignação, pediu aos espíritos superiores que lhe concedessem provar ainda mais o poder de sua fé, e que para isso o deixassem passar pelas dores físicas, as mesmas chagas de cravos e espinhos abertas no corpo de Jesus. Assim procedeu, direcionando cada passo de penitência sem exitar e reclamar.

Após cumprir bravamente as provas do corpo, Francisco de Assis, o doce servo de Jesus, partiu para o plano espiritual em 3 de outubro de 1226, mas permanecerá eternamente vivo no coração daqueles que buscam o aprimoramento espiritual.

Francisco Rebouças.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

UMEN, um presente de DEUS!.

Essa, é a bendita casa, que a misericórdia de Deus nos concedeu para que nos beneficiemos das inúmeras oportunidades da convivência fraterna entre seus membros, buscando o fortalecimento dos vínculos da sincera amizade, e a dilatação dos laços afetivos entre todos.

É, a sublime escola onde temos aprendido as mais belas lições e os mais importantes aprendizados, para a correta compreensão da nossa condição de seres imortais, mostrando-nos como devemos proceder nas diversas e complexas situações que vivenciamos nos agitados e difíceis dias da nossa sociedade.

Esse, é o divino recanto de nosso refazimento, onde haurimos as sãs e medicamentosas energias de ré-equilíbrio, no restabelecimento das nossas forças para a continuação da nossa jornada, abastecendo-nos para as batalhas que teremos que travar.

Essa, é a nossa academia de vida, preparando-nos para enfrentar com disposição e conhecimento as armadilhas espalhadas pelas estradas por onde teremos que trilhar, e que sem esse preparo, não saberíamos como proceder de forma a tirar as melhores lições que nos servirão de experiência nas novas empreitadas que estarão no porvir da nossa caminhada evolutiva.

É, este, o abençoado hospital de nossas almas, legando-nos os sublimes e imprescindíveis recursos da farmacologia espiritual, proporcionando-nos saúde não só para o corpo físico perecível, mas para a Alma eterna e imortal.

Este, é o incomparável, oásis espiritual aclarando e dilatando nossa visão permitindo-nos melhor percepção das sublimes lições do Evangelho de Jesus à luz da Doutrina Espírita, trazida ao nosso encontro por dedicados ministros da Seara do Mestre de Nazaré, ensejando-nos situações em que podemos cooperar uns com os outros, nas imprescindíveis tarefas do bem, dando-nos a chance de crescer com as relações da nobre convivência, respeitando cada indivíduo em seu momento evolutivo, doando-nos em favor do nosso semelhante mais necessitado que nós, no respeito e exercício da máxima “Fora da Caridade não há Salvação”.

É, essa, nossa fortaleza, onde buscamos proteção e amparo nos nossos momentos de dificuldades, pois sabemos que os Espíritos Superiores nos estarão garantindo segurança, para prosseguirmos resolutos, sem medos, sem angústias injustificadas, estendendo-nos à mão acolhedora, dando-nos o suporte necessário, para que ultrapassemos as barreiras que se opõem ao nosso crescimento moral espiritual.

Por mais que, os nossos sentimentos nos ditem palavras de reconhecimento e gratidão, não conseguiremos com exatidão traduzir o verdadeiro significado para as nossas vidas, dessa Instituição chamada União da Mocidade Espírita de Niterói, pois para todos quantos dela se beneficiam, nos dois planos da vida, não há, por enquanto, palavra que traduza tudo quanto nossos corações gostariam de expressar.

Urge, que reconheçamos o quanto antes essa feliz realidade, e procuremos de alguma forma retribuir em ação, com nossa pequenina mais importante parcela de colaboração, no intuito de ver essa bendita casa prosseguir derramando bênçãos em nome do Senhor da Vinha, que é o Caminho, a verdade e a Vida, e que sem ele nada podemos, ofertando-lhe o vaso do coração na certeza de que cada migalha de nossa boa vontade será convertida em canal proveitoso para a exteriorização do bem, com a multiplicação permanente das graças do Senhor, ao redor dos nossos passos.

Não esqueçamos, nunca, de agradecer a Deus, a Jesus e aos amigos do Mundo Maior, o privilégio de contar com a sagrada oportunidade de pertencer a esta que é sem dúvida uma "CASA ESPECIAL".



FRANCISCO REBOUÇAS.

terça-feira, 16 de setembro de 2008

PALESTRAS DE "VANSAN" EM NITERÓI - OUTUBRO

Prezados irmãos e amigos, não percam essa grande oportunidade de assistir a palestra desse excelente cantor espírita, que estará visitando nossa cidade pela primeira vez.

VANSAN
ESPÍRITA ATUANTE TRABALHA COMO MEDIUM NO CENTRO ESPÍRITA CAMINHO DA LUZ, EM MOGI DAS CRUZES-SP, ONDE RESIDE, REALIZA PALESTRAS UTILIZANDO A MUSICA, JÁ TENDO ATUADO EM EVENTOS ESPÍRITAS PELO BRASIL E TAMBEM NO EXTERIOR.

TÍTULO DA PALESTRA: TERAPIA MUSICAL DO AMOR

Trata-se de uma apresentação LItero/musical/doutrinária, em que os ensinamentos da doutrina espírita, extraídos do Evangelho Segundo o espiritismo, das obras de André Luiz e Emmanuel e da vivência na doutrina, são ilustrados com músicas ricas em conteúdo e melodia que levam os presentes a uma profunda reflexão sobre À importância da vida, do amor e das pessoas. Elevando a vibração através da música, e deixando aflorar as emoções. oS SENTIMENTOS SE MODIFICAM POSSIBILITANDO UM VERDADEITO TRATAMENTO ESPIRITUAL.


PROGRAMAÇÃO

OBS: SERÃO VENDIDOS CDs EM BENEFÍCIO DE OBRAS SOCIAS DIA 7 DE OUTUBRO – TERÇA-FEIRA - 20 h.
GRUPO ESPÍRITA PAZ, AMOR E RENOVAÇÃO - GEPAR
Via Chico Xavier 4A - Piratininga (Na rótula do Cafubá, entrar na R. 64, ir até a beira da lagoa e virar a esq.) Tel: 2619-5792 – Paulo Sérgio – 8876-1355 – 7864-3355.


DIA 8 DE OUTUBRO – QUARTA-FEIRA - 20 h.
GRUPO ESPÍRITA MESSE DE AMOR - GEMA
R. Martins Torres 497, Sta Rosa, Tels: 2612-0582, 2722-5644 – Telma 9427-5849.


DIA 9 DE OUTUBRO – QUINTA-FEIRA – 15 e 20 h.


INSTITUTO ESPÍRITA BEZERRA DE MENEZES – IEBM – 15 h.
R. Cel. Gomes Machado 140, Centro – 2620-3663 – Emmanuel


UNIÃO DA MOCIDADE ESPÍRITA DE NITERÓI – UMEN – 20 h.
R. Princesa Isabel 45, Bairro de Fátima – 2621-0308 – Rebouças – 9681-7551






Francisco Rebouças.

domingo, 14 de setembro de 2008

Kardec e o bullyng

Wellington Balbo
Todos os dias a mesma situação: ao adentrar a sala de aula, alguns garotos iniciavam:

- Gorduchoooo! Gorduchooooo! Gorduchooooo!

E não parava por ai, não raro era agredido fisicamente. A vergonha, o medo e a insegurança lhe impediam de denunciar os algozes à diretoria. Com isso, vivia sem amigos, relegado ao desprezo. Sem a interação com os demais colegas de classe seu rendimento escolar era pífio. Sua mãe, percebendo que algo andava errado com o filho, procurou auxílio psicológico, porquanto o garoto andava ansioso em demasia, não querendo ir a escola e urinando na roupa, embora já contasse 8 anos.

Esse garoto era vítima de bullyng, palavra de origem inglesa que significa: gozações sucessivas, humilhações, tiranização.

Quem nunca presenciou alguém humilhando, constrangendo, ridicularizando alguém em público? O que para muitos é brincadeira ingênua que seduz a turma fazendo brotar gargalhadas, para a vítima do bullyng é um terrível pesadelo, que não raro o faz se isolar, sentindo-se a pior das criaturas.

No Rio de Janeiro, em pesquisa com 5.482 alunos de escola pública de 5º a 8º série, foi constatado que mais de 40% dos alunos admitiram ter sofrido ou praticado bullyng. Dados entristecedores, não é mesmo, caro leitor? Cabe-nos então tentar descobrir a razão de tanto prazer em ridicularizar alguém? Por que isso ocorre?

Os fatores são inúmeros e vão desde conquistar o respeito da turma para poder ser admitido naquela “roda de amigos”, esconder o próprio medo provocando o medo nos outros, a se julgar inferiorizado e empreender frenética competição onde a violência física e moral irá lhe trazer a auto afirmação. Vou além, e digo que a prática de bullyng não se restringe apenas à escola e as crianças e adolescentes. Nossa sociedade pratica o bullyng a todos os momentos, rotulando pessoas, alimentando mesmo que veladamente o preconceito, criando padrões de beleza. Óbvio que há regras que devem ser respeitadas para o bem do convívio social, no entanto, não me refiro a elas, mas sim a maneira que muita gente se impõe para tentar ganhar o respeito do grupo social que faz parte. Se o homem é um pouco mais delicado logo o rotulam de homossexual, se não atende aos imperativos impostos pela sociedade é um fracassado, se não gosta de carro ou roupas de marca, um alienígena.

As piadas nesse particular merecem capítulo à parte, a pretexto de brincadeira e diversão o preconceito vai sendo popularizado e se entranhando no cotidiano das pessoas. Não raro fazem sucesso, divertindo uns a custa de outros, fazendo sofrer nessa malha negros, pobres, loiras, ricos, portugueses, mulheres, homossexuais... e vamos assim, sorrindo e ridicularizando ao mesmo tempo.

Até no cotidiano das empresas notamos a prática do bullyng, onde líderes que ocupam cargos de destaque em suas organizações lamentavelmente agem de forma que não condiz com a postura de um líder real. Muitas vezes constrangem seus liderados, impondo o medo, ameaçando e coagindo, criando um clima de insegurança a contribuir para que o ambiente profissional seja baseado em uma competição predatória, onde o mais forte engole o mais fraco.

Outro ponto a se abordar é: os comentários maldosos que são lançados sem piedade, acrescidos de gargalhadas por parte da platéia, que, muitas vezes assiste omissa ao espetáculo da depreciação do ser humano.

Em “Obras Póstumas”, no capítulo intitulado “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, Kardec tece alguns comentários que, se observados com atenção, traçarão uma nova forma de relacionamento entre os seres humanos, baseado no respeito e tolerância. Diz Kardec:

“A fraternidade, na rigorosa acepção da palavra, resume todos os deveres dos homens relativamente uns aos outros; ela significa: devotamento, abnegação, tolerância, benevolência, indulgência; é a caridade evangélica por excelência e a aplicação da máxima: "Agir para com os outros como gostaríamos que os outros agissem conosco." A contrapartida é o Egoísmo. A fraternidade diz: "Cada um por todos e todos por um." O egoísmo diz: "Cada um por si." Sendo essas duas qualidades a negação uma da outra, é tão impossível a um egoísta agir fraternalmente, para com os seus semelhantes, quanto o é para um avarento ser generoso, a um homem pequeno alcançar a altura de um homem grande. Ora, sendo o egoísmo a praga dominante da sociedade, enquanto ele reinar dominador, o reino da verdadeira fraternidade será impossível; cada um quererá da fraternidade em seu proveito, mas não a quererá para fazê-la em proveito dos outros; ou, se isso faz, será depois de estar seguro de que não perderá nada”.

Notável comentário! Como podemos perceber é o velho egoísmo humano que nos faz adentrar no tortuoso caminho do desrespeito ao semelhante. Mas há o remédio eficaz: a fraternidade.

Em uma sociedade ideal, a pratica do bullyng não pode existir, e os responsáveis por extinguir essa moléstia que causa dor, sofrimento, danos psicológicos e infinitos males a um sem número de pessoas, devem ser os pais; porque será observando, repreendendo e orientando o comportamento de seus filhos que irão educá-los a viver em um mundo onde o respeito reina soberano. Achar bonito e engraçado criança contando piadas que desmerecem determinadas pessoas, religiões, grupos sociais, é alimentar a popularização do bullyng, por isso, necessário atenção total para o comportamento do filho.

Crianças que aprendem no seio familiar valores como fraternidade e respeito ao próximo, certamente serão adultos conscientes, e que, saberão acima de tudo respeitar as diferenças; e respeitando as diferenças, não haverão constrangimentos, humilhações, ridicularizações que fazem a tristeza de muita gente.
Francisco Rebouças

sábado, 13 de setembro de 2008

Tirando Dúvidas sobre Mediunidade

Continue estudando conosco, o Livro DIRETRIZES DE SEGURANÇA.
Questões 21 a 29, final da primeira parte.
21- Qual a finalidade de médiuns curadores ?

Divaldo - A prática do bem, do auxílio aos doentes. O Apóstolo Paulo já dizia: “Uns falam línguas estrangeiras, outros profetizam, outros impõem as mãos”...’
Como o Espiritismo é o Consolador, a mediunidade, sendo o campo, a porta por meio da qual os Espíritos Superiores semeiam e agem, a faculdade curadora é o veículo da Misericórdia para atender a quem padece, despertando-o para as realidades da Vida Maior, a Vida Verdadeira. Após a recuperação da saúde, o paciente já não tem o direito de manter dúvidas nem suposições negativas ante a realidade do que experimentou.
O médium curador é o intermediário para o chamamento aos que sofrem, para que mudem a direção do pensamento e do comportamento, integrando-se na esfera do bem.

22- É normal que médiuns dessa natureza se utilizem de instrumental cirúrgico, de indumentária, que os caracterizem como médicos?

Divaldo - Na minha forma de ver, trata-se de ignorância do espírito comunicante, que deve ser devidamente esclarecido, e de presunção do médium, que deve ter alguma frustração e se realiza dessa forma, ou de uma exibição, ou, ainda, para gerar maior aceitação do consulente que, condicionado pela aparência, fica mais receptivo. Já que os espíritos se podem utilizar dos médiuns que normalmente não os usam, não vejo porque recorrer à técnica humana quando eles a possuem superior.

23- Quais os cuidados que se deve tomar para que o médium curador não se apresente como um curandeiro e não esteja enqüadrado no Código Penal, pela prática ilegal da medicina?

Divaldo - Primeiro, que ele estude a Doutrina Espírita, porque todo e qualquer médium que ignora o Espiritismo é alguém que caminha em perigo.
Por que é alguém que caminha em perigo? Porque aquele que ignora os recursos que possui, que se desconhece a si mesmo, é incapaz de realizar um trabalho em profundidade e com equilíbrio. Se estuda a Doutrina, fica sabendo que a faculdade de que se encontra revestido é temporária, é o acréscimo de responsabilidade, também uma provação, na qual ele estará sendo testado constantemente e deve sempre, em cada exame, lograr um resultado positivo.
Depois de se dedicar ao estudo da Doutrina, deve se vincular a um Centro Espírita, porque um dos fatores básicos do nosso comportamento é a solidariedade, em trabalho de equipe. Estando a trabalhar num Centro Espírita, ele estará menos vulnerável às agressões das pessoas frívolas, irresponsáveis, dos interesseiros; terá um programa de ação, em dias e horas adrede estabelecidos. Então, não ficará à mercê da mediunidade, em função dela, mas será um cidadão normal, que tem seus momentos de atender, trabalhando para viver com dignidade e renunciando as suas horas de descanso em favor do ministério mediúnico.
Para que ele se poupe de ficar incurso no Código Penal, deve fazer o exercício da mediunidade sem prometer, sem anunciar curas retumbantes, porque estas não podem ser antecedidas, e a Deus pertencente, e não retire da mediunidade nenhum proveito imediato, porque o curandeirismo implica em exploração da ingenuidade do povo, da superstição e da má-fé. Se ele é dotado de uma faculdade mediúnica, seja qual seja, dentro de uma vida regular e equilibrada, preservar-se-á a si mesmo. Se, eventualmente, for colhido nas artimanhas e nas malhas da Lei, isto será conseqüência da Lei Divina.
Que ele saiba pagar o preço do ministério que executa, que lhe foi confiado pelo Senhor.

24- O endeusamento do médium constitui perigo para a mediunidade? Por quê?

Raul - Evidentemente que tudo aquilo que constitui motivo de tropeço na estrada de qualquer criatura naturalmente poderá levá-la à queda. Em se tratando de médium e de mediunidade, todo e qualquer endeusamento é plenamente dispensável, mesmo porque entendemos que o médium não fala por si próprio. O que ele apresenta de positivo, de nobre, de engrandecedor, deve-se à assistência e à misericórdia dos Espíritos do Senhor, não havendo motivo, portanto, para que se vanglorie de uma virtude, de uma grandeza que ainda não lhe pertencem.
Por outro lado, se o fenômeno ao qual ele serve de intermediário não constitui essa grandiosidade, se são fenômenos modestos, ou se houve algum equívoco ou alguma fragilidade nas colocações que alguma entidade apresentou, também não é motivo para que o médium se atormente, se entristeça, porque terá sido apenas filtro. Necessita, sim, a partir de então, de ter o cuidado de estar cada dia mais vigilante, para que esse empobrecimento não se amplie, para que não seja co-participante dessa deficiência e para que ele, cada vez mais, se dê conta de que a vaidade poderá ser-lhe prejudicial.
Por isso, qualquer endeusamento é desnecessário, é improfícuo. Isso não dispensa que os companheiros, que estejam lidando com o médium, o possam incentivar para que ele cresça, para que ele se desenvolva cada vez mais e melhor, para que estude, para que sirva, para que trabalhe. Assim afirmamos, porque temos visto oculta por trás desse broquei do nio-endeusamento uma parte muito considerável de um personalismo infeliz, de um despeito atormentante.
Muitas vezes, diz-se que não se deve elogiar o médium, porque não haveria necessidade para tanto. Porém, não se lhe diz nenhuma palavra que o impulsione para a frente, determinando uma posição de despeito, ou de indiferença. Se não precisamos dizer à criatura que ela é um médium melhor que Chico Xavier, e todos saberão que é uma inverdade, poderemos dizer: prossiga, meu irmão ou minha irmã, vá adiante... O Chico também começou nas lutas das suas experiências iniciais, claro que estamos deixando de lado aquela continuidade de tarefas que ele vem fazendo desde reencarnações anteriores, mas, de qualquer maneira, mesmo em encarnações anteriores ele iniciou pelo simples, pelas coisas mais modestas, e se hoje ele é esse filão de grandiosa mediunidade, é porque esforçou-se, devotou-se nesse anelo da perfeição espiritual.
O endeusamento, então, será sempre dispensável, mormente para aqueles médiuns que estejam começando, mas não deveremos deixar de incentiva-los, doutrinariamente, para que não sejam desanimados pela onda terrível que agride médiuns e mediunidades, nesses dias, que lança descrédito e tenta jogar desdouro por sobre a tarefa mediúnica.

25- O médium pode trocar a tarefa mediúnica por outra atividade doutrinária?

Divaldo - A tarefa mediúnica estará presente na vida do instrumento, onde quer que ele se localize. É óbvio que a tarefa mediúnica foi por ele elegida e não seria lícito que a abandonasse a meio do caminho, num mecanismo de fuga à responsabilidade, para a realização de outra que, certamente, não levará adiante, O indivíduo, por exercer a mediunidade, pode e deve assumir outras tarefas que dizem respeito ao labor da Casa Espírita, mesmo porque a mediunidade não irá tomar-lhe o tempo integral, de modo que o impeça de vivenciar a programática da Doutrina Espírita em outros níveis.
Neste momento, eu vejo aqui um médium desencarnado, que viveu em Belo Horizonte. Era militar e se chama Henrique Kemper Borges. Entregou-se à mediunidade, trabalhando por longos anos a fio, sem que isso lhe perturbasse o labor da vida militar, social e doutrinária abraçado, porque a educação da mediunidade, diz ele, “faz parte do Evangelho de Jesus e, à luz da Codificação Espírita, é uma diretriz de equilíbrio no culto do dever que o espírito encarnado assume, para liberar-se do passado comprometido com aqueles a quem prejudicou e que ainda se encontram na erraticidade inferior, necessitando de sua ajuda e de seu apoio. Qualquer motivo que objetive desviá-lo da tarefa abraçada é mecanismo de fuga para acumpliciamento com a ociosidade.”

26- Se o médium interrompe sua tarefa mediúnica, pode isto lhe causar danos? Por quê?

Divaldo - O êxito de qualquer atividade depende do exercício da aptidão de que se é objeto. A mediunidade, segundo Allan Kardec, “é uma certa predisposição orgânica”1 de que as pessoas são investidas. A faculdade mediúnica é do espírito. A mediunidade é-lhe uma resposta celular do organismo. Apresenta-se como sendo uma aptidão. Se a prática não é convenientemente educada, canalizada para a finalidade a que se destina, os resultados não são, naturalmente, os desejados. A pessoa, não conduzindo corretamente as suas forças mediúnicas, não logra os objetivos que persegue. Abandonando a tarefa a meio termo, é natural que a mesma lhe traga os efeitos que são conseqüentes do desprezo a que está relegada. Qualquer instrumento ao abandono é vítima da ferrugem ou do desajuste. Emmanuel, através da abençoada mediunidade de Chico Xavier, afirmou com lógica:
“Quanto mais trabalha a enxada, mais a lâmina se aprimora. A enxada relegada ao abandono vai carcomida pela ferrugem.”
Quando educamos a mediunidade, ampliando a nossa percepção parafísica, desatrelamos faculdades que jaziam embrionárias.
Se, de um momento para outro, mudamos a direção que seria de esperar-se, é óbvio que a mediunidade não desaparece e o intercâmbio que se dá muda de condutor. O indivíduo continua médium, mas já que ele não dirige a faculdade para as finalidades nobres vai conduzido pelas entidades invigilantes, no rumo do desequilíbrio.
Daí dizer-se, em linguagem popular, que a mediunidade abandonada traz muitos danos àquele que dela é portador. Isso ocorre porque o indivíduo muda de mãos. Enquanto está no exercício correto de suas funções, encontra-se sob o amparo de entidades responsáveis. Na hora que inclina a mente e o comportamento para outras atividades, transfere-se de sintonia, e aqueles com os quais vai manter o contato psíquico são, invariavelmente, de teor vibratório inferior, produzindo-lhe danos.
Também seria o caso de perguntarmos ao pianista o que acontece com aquele que deixa de exercitar a arte a que se dedica no campo da música. Ele dirá que perde o controle motor, que as articulações perderam a flexibilidade, a concentração desapareceu e ele vai, naturalmente, prejudicado por uma série de temores que o assaltam, impedindo-lhe o sucesso. A mediunidade é um compromisso para toda “a vida” e não apenas para toda a reencarnação. Porque, abandonando os despojos materiais, o médium prossegue exercitando a sua percepção parafísica em estágios mais avançados e procurando chegar às faixas superiores da Vida.

1. KARDEC, Allan. O evangelho segundo o espiritismo, capítulo 24º, item 12, 92ª edição, FEB, Brasília - DF, 1986.

27- Em mediunidade, o que seriam sintonia, ressonância e vibrações compensadas?

Divaldo - A sintonia, como o próprio nome diz, é a identificação. Estamos sempre acompanhados daqueles que nos são afins. A emissão de uma onda encontra ressonância num campo vibratório equivalente. Aí temos a sintonia, como numa rádio que emite uma onda e é captada por um receptor na mesma faixa vibratória. A sintonia de Chico Xavier com o Espírito Emmanuel dá essa ressonância maravilhosa, que é a obra abençoada que o Instrutor mandou à Terra. A ressonância seria o efeito que decorre do mecanismo de sintonia. E as vibrações compensadas são aquelas que oferecem, como o próprio nome coloca, a resposta dentro do padrão de reciprocidade. Quando Chico sintoniza com Emmanuel recebe a compensação do benefício que decorre daquela onda provinda do Benfeitor, que lhe responde ao apelo através do bem-estar que lhe proporciona. Essa compensação pode ser positiva ou negativa. Se elaboramos idéias infelizes somos compensados pelas respostas das entidades afins, que se comprazem em nos utilizar na viciação toxicômana, alcoólica, tabagista ou no exagero em qualquer função ou hábito.
Quando oramos ao Cristo, ou oramos a Deus, recebemos imediatamente a compensação do bem-estar que decorre de estarmos sintonizados com o Alto.

28- Qual o papel dos centros vitais no intercâmbio mediúnico?

Raul - Encontramos os centros vitais como sendo representações do corpo psicossomático ou perispírito, correspondendo aos plexos no corpo físico.
São verdadeiras subestações energéticas.
À proporção que encontramos no mapa fisiológico do indivíduo, os diversos entroncamentos nervosos, de vasos, de veias, temos aí um foco de expansão de energia.
O nosso centro coronário, que é a porta que se abre para o cosmo, é a “esponja” que absorve o influxo de energia e o distribui para o centro cerebral, para o centro laríngeo, e, respectivamente, para outros centros que se distribuem com maior ou menor intensidade, através do corpo. Sabemos que tais energias, antes de atingir o corpo físico, abrigam-se no corpo espiritual. Do mesmo modo como se tivéssemos uma grande cisterna de água abastecendo uma cidade, tendo em cada residência a nossa particular, verificamos no organismo a grande “cisterna” que absorve as energias de maior vulto, que é o citado centro coronário, e as pequenas “cisternas” que vão atendendo às outras regiões: o centro cerebral atendendo às funções intelectivas do homem, acionando as funções da mente; o centro laríngeo responsável pela respiração, pela fala e todas as funções importantes do aparelho fonador; temos o centro cardíaco que está ativando as emoções, as emissões do sentimento do homem, atuando sobre o músculo cardíaco. Conhecemos o centro gástrico responsável pela digestão energética e naturalmente achamos aí, no campo da mediunidade, uma contribuição muito grande, porque os médiuns invigilantes ou que estão nas lides sem o devido policiamento, sem as devidas defesas, quando entram em contato com atormentados, sentem as tradicionais náuseas, absorvendo energias que os alimentam de maneira negativa e provocam mal-estares de repercussão no soma, no corpo físico; a dor de cabeça, tão comum aos médiuns, são energias atingindo o centro cerebral. Lembramos, ainda, o centro esplênico, responsável pela filtragem de energia, atuando sobre o baço, do mesmo modo que este é responsável pelo armazenamento do sangue, pela filtragem; e, achamos o centro básico ou genésico, por onde absorvemos a energia provinda dos minerais, do solo, o chamado pelos jogues de “kundalini” ou “fogo serpentino”.
Esses centros espalhados são tidos como os mais importantes, mas, ao longo do corpo, temos vários outros centros por onde as energias penetram ou por onde elas são emitidas. Dessa forma, os centros de força são distribuidores de energia ao longo do corpo psicossomático que têm a função de atender ao corpo somático. Identificamos a correspondência das veias, das artérias e dos vasos no corpo físico com as “linhas de força” do corpo perispiritual. Eis porque, quando recebemos o passe, imediatamente, sentimos bem-estar, nos sentimos envolvidos numa onda de leveza que normalmente provoca-nos emoção.
Porque as energias penetram o centro coronário e são distribuídas por essas “linhas de força”, à semelhança de qualquer medicamento, elas vão atingir as áreas carentes. Se estivermos com uma problemática cardíaca, por exemplo, não haverá necessidade de aplicarmos as energias sobre o músculo cardíaco, porque em penetrando nossa intimidade energética, aquele centro lesado vai absorver a quantidade, a parcela de recursos fluídicos de que mecessita. Do mesmo modo, se temos uma dor na ponta do pé e tomamos um analgésico, que vai para o estômago, a dor na ponta do pé logo passa. Então, o nosso cosmo energético está, como diz a Doutrina Espírita, ligado célula por célula ao nosso corpo somático. Por isso, os centros de força do perispÍrito têm seus correspondentes materiais nos plexos do corpo carnal, ou, diríamos de melhor maneira, os plexos do corpo carnal são representantes materiais, são a expressão materializada dos fulcros energéticos ou dos centros de força, ou, ainda, dos centros vitais do nosso perispírito.

29- Considerando os vários casos mediúnicos abordados no livro Painéis da Obsessão, perguntamos se durante a recepção do livro o irmão desdobrou-se e conviveu com o ambiente espiritual?

Divaldo - Durante o trabalho de psicografar o livro romanceado, os espíritos permitiram-me acompanhar o que grafavam. Como são psicografias feitas em horas específicas, adrede reservadas para esse mister, registramos cenas, à medida que os espíritos iam escrevendo, através dos clichês mentais que me projetavam. Certa vez, quando psicografava o Párias em Redenção1, que foi o nosso primeiro romance mediúnico ditado por Victor Hugo, observamos toda a paisagem que ele mostrava enquanto meu braço escrevia.
Para minha surpresa, notei, quando li as páginas, que havia visto muito mais do que ali estava escrito. Ocorreu-me a idéia de explicar aos confrades de nossa Casa, que era o mesmo que ir ao cinema acompanhado por um cego e estar explicando-lhe as cenas que se projetam na tela. A capacidade visual é muito maior do que a palavra ou a grafia.
Assim, quando Manoel Philomeno escreveu a obra Painéis da Obsessão2, eu acompanhei o que estava anotando, havendo sido levado à Colônia, onde se realizavam as duas intervenções cirúrgicas na personagem central de nome Argos, que havia contraído a enfermidade física, graças a um processo obsessivo que, atuando por meio de vibrações viciosas nos centros vitais, a que se referiu Raul, terminou por matar as defesas imunológicas do organismo, dando margem a que o bacilo de Koch, que se encontrava no organismo, viesse a formar colônias em seus pulmões.

1 FRANCO, Divaldo Párias em redenção, Victor Hugo, 2ª ed, FEB, Rio de Janeiro – RJ, 1976

2 FRANCO, Divaldo. Painéis da obsessão, Manoel Philomeno de Miranda, 1º edição, LEAL, Salvador-BA, 1983.
Francisco Rebouças

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Kardec e a boa educação.

Prezados companheiros de ideal espírita, é com muita alegria que estou anunciando mais uma atração em nosso blog, trata-se dos artigos do conceituado confrade do movimento espírita brasileiro Wellington Balbo, ecritor, articulista de vários órgãos de divulgação do espiritismo por todo o Brasil, e palestrante do movimento espírita de Bauru e região. Felizes, damos as nossas sinceras boas vindas ao querido amigo que doravante nos honrará com suas belas criações literárias, como esta que segue que representa sua estréia em nosso trabalho.


Kardec e a boa educação


Em um programa de televisão assisti entrevista que um jurista concedeu. Afirmou o conhecedor da lei que os constantes acidentes nas estradas brasileiras que causam cerca de 100 vítimas fatais todos os dias, acarretando um prejuízo de 22 bilhões aos cofres públicos por ano, tem como agente causador a deseducação do cidadão brasileiro no trânsito. Estou de acordo, aliás, creio que todos estamos.

E ainda brincando com os canais da televisão, encontrei no mesmo dia entrevista com dois educadores que afirmavam a necessidade de se investir substancialmente na educação para o desenvolvimento econômico de nosso país. Concordo, creio que o leitor amigo também.

E ainda na televisão, em outro programa de entrevistas, assisti o ator, autor e diretor Juca de Oliveira pedir uma educação ética mais rigorosa por parte de pais, educadores e formadores de opinião.

O jurista se referia a educação no trânsito, os educadores se referiam a educação provinda dos livros e o ator discursava sobre uma educação rigorosa nos padrões de moralidade.

Dentro dessas três entrevistas encaixamos Kardec, o notável pedagogo francês, que no século XIX mostrava a necessidade de uma educação mais abrangente, que prepara o ser humano para atuar de forma ética em toda a sociedade. Uma educação poderosa, que causa uma revolução nos costumes, porque desperta o cidadão para uma visão abrangente da vida, demonstrando que, suas atitudes ecoam pelo universo. Em O Livro dos Espíritos, no Cap. Lei do Trabalho, Kardec faz comentário esclarecedor: (...) Há um elemento que não se costuma considerar, sem o qual a ciência econômica torna-se apenas uma teoria: é a educação. Não a educação intelectual, mas a educação moral; não ainda a educação moral pelos livros, mas a que consiste na arte de formar o caráter, que dá os hábitos: porque educação é o conjunto dos hábitos adquiridos. Quando se pensa na massa de indivíduos lançados a cada dia na torrente da população, sem princípios nem freios e entregues aos próprios instintos, devem causar espanto as conseqüências desastrosas que resultam disso? Quando essa arte for conhecida e praticada, o homem trará hábitos de ordem e de previdência para si e para os seus, de respeito pelo que é respeitável, hábitos que lhe permitirão atravessar menos angustiado os maus dias inevitáveis. A desordem e a imprevidência são duas chagas que uma educação bem conduzida pode curar; aí está o ponto de partida, o elemento real do bem-estar, a garantia da segurança de todos (...)

Como prova da atualidade do comentário de Kardec podemos recorrer aos livros de história que escrevem em suas páginas afirmando que, muitos dos preconceitos que nos impedem inclusive de grandes vôos no cenário econômico, são frutos de um passado de desatenção quanto aos valores da educação moral. Muitas penitenciárias construídas demonstram que, as noções básicas de moral e ética ou não foram transmitidas, ou foram deturpadas. Obviamente que há indivíduos refratários a qualquer tipo de instrução, contudo, também é verdade que muitos são aqueles que se desvirtuam do caminho do bem e da verdade porque lhes faltaram noções elementares de respeito ao próximo.

Se levamos nossos filhos à escola para que adquiram noções básicas de determinadas matérias, deveríamos também iniciá-los nas questões concernentes a educação ética e moral.

Muitos dos crimes que presenciamos hoje na sociedade devem-se a forma permissiva com que lidamos com alguns deslizes morais. Acobertamos a mentira, a corrupção, pregamos a irresponsabilidade e depois nos desesperamos com as conseqüências. Grande parte desses acidentes de trânsito que ceifam vidas e acarretam enormes prejuízos ao país, são filhos da negligência com que tratamos as questões envolvendo as bebidas alcoólicas. Há postos de gasolina nas margens das rodovias que comercializam bebidas alcoólicas. Um trio quase que imbatível para a morte: venda de bebidas, estradas e direção. O brasileiro, infelizmente se encaixa no padrão do motorista que bebe e dirige. O que vem a ser isso senão total deseducação.
Outro caso significativo foi de jovem escritor, habilidoso com as palavras, tinha facilidades para construção de frases, contudo, um desastre na distribuição de idéias. Pregava a liberdade, mas de forma deturpada, dizia que admirava aqueles que cometiam o suicídio porque os considerava livres, senhores de si mesmos. Em sua opinião o suicídio era um grito de liberdade, um ato de rebeldia para com uma sociedade injusta. O lamentável é que esse escritor distribuía seus textos em prol do suicídio pela internet, o que bem sabemos, pela sua velocidade alcança criaturas em diversos rincões do mundo em tempo recorde. Imagino o prejuízo que textos desse nível podem causar quando encontram corações combalidos e mentes dispostas ao auto extermínio. Tivesse esse jovem uma educação sedimentada nas bases que Kardec propõe e jamais utilizaria seu talento em favor de idéias macabras.

Por isso podemos afirmar que todos os problemas que envolvem nosso mundo têm sua origem na deseducação das pessoas. Os acidentes, a fome, violência, analfabetismo, injustiças, são conseqüências de um mundo onde a educação ainda engatinha. Dia desses, vi estampado em mensagem seguinte frase: “Minha educação depende da sua”. Lamentavelmente é uma prova cabal de que não somos senhores de nossos atos, ou seja, se você me trata bem retribuo o tratamento, se me trata mal também retribuo seus “carinhos”. Frase típica de pessoas mal educadas. Ideal que funcionasse da seguinte forma: “Minha educação jamais depende da sua”. Sou senhor de meus atos, e nada do que você faça irá tirar a serenidade com que lido com as situações, mesmo as mais complexas. Prova de educação e equilíbrio.

Por isso, fundamental que nos atentemos para a importância de nos educarmos moralmente, de modo que, acidentes, fome, violência, intolerância e tantas barbaridades que grassam no mundo não encontrem eco em nossa maneira de proceder perante a vida.

Pensemos nisso.



Francisco Rebouças.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Tirando Dúvidas sobre Mediunidade

Estude conosco, o Livro DIRETRIZES DE SEGURANÇA.
Primeiras 20 questões.
1 -Qual a finalidade da mediunidade na Terra?

Divaldo - A mediunidade é, antes de tudo, uma oportunidade de servir. Bênção de Deus, que faculta manter o contato com a vida espiritual. Graças ao intercâmbio, podemos ter aqui, não apenas a certeza da sobrevivência da vida após a morte, mas também o equilíbrio para resgatarmos com proficiência os débitos adquiridos nas encarnações anteriores. E graças à mediunidade que o homem tem a antevisão do seu futuro espiritual, e, ao mesmo tempo, o relato daqueles que o precederam na viagem de volta à Erraticidade, trazendo-lhe informes de segurança, diretrizes de equilíbrio e a oportunidade de refazer o caminho pelas lições que ele absorve do contato mantido com os desencarnados.
Assim, a mediunidade tem uma finalidade de alta importância, porque é graças a ela que o homem se conscientiza das suas responsabilidades de espírito imortal. Conforme afirmava o Apóstolo Paulo, se não houvesse a ressurreição do Cristo, para nos trazer a certeza da vida espiritual, de nada valeria a mensagem que Ele nos deu.

2 -Há mediunidades mais importantes que outras? E médiuns mais fortes que outros?

Raul - Verdadeiramente não pode haver mediunidades mais importantes que outras, nem médiuns mais fortes do que outros. Existem médiuns e mediunidades. Segundo Paulo de Tarso, existem os "dons" e ele se refere à visão, à audição, à cura, à palavra, ao ensino, mas disse que um só é o Senhor’. Eles provêm da mesma fonte. Os indivíduos que psicografam, que psicofonizam, que materializam, poderão todos realizar um trabalho apostolar, na realidade em que se encontram.
Não é o número de possibilidades que dá importância ao médium. O que engrandece espiritualmente o médium é aquilo que ele faz com os dons que possua. Verificamos que a importância do médium se localiza na honra que tem de poder servir.
Não existem médiuns mais fortes que outros, na Doutrina Espírita, mas, sim, os que são mais dedicados que outros, mais afervorados que outros, que estão renunciando à matéria e efetuando o esforço do auto-aprimoramento mais que outros. Isso ocorre. E é esse esforço para algo mais alto que confere ao médium, ou a outro servidor qualquer, melhores condições de estar à frente na lide. Mas isso não significa que o que venha na retaguarda não poderá alcançá-lo, realizando os mesmos esforços.
Conversando, oportunamente, com um grupo de amigos, o nosso venerável Chico Xavier dizia para os companheiros que o questionavam que o dia em que não chora, não viveu. Depreendemos disso que quanto mais se alteia a mediunidade, colocando aquele que dela é portador numa posição de destaque, numa posição de claridade, naturalmente, os que não desejam a luz mais atirarão pedras à “lâmpada”, tentando quebrá-la, quando não desejam derrubar o “poste” que a sustenta.
Daí, o médium mais importante ser aquele que mais disposto esteja para enfrentar essas Lutas em nome do Cristo, Médium de Deus por excelência, e o mais importante Senhor da mediunidade que conhecemos.
Não caberá nenhum desânimo a nenhum de nós outros que ainda nos localizamos numa faixa singela de mediunidade, galgando os primeiros passos. Isto porque já ouvimos companheiros que gostariam de receber mensagens como o Chico recebe, desejariam receber obras daquele talante, desejariam ser médiuns da envergadura desse ou daquele companheiro que se projeta na sociedade, mas desconhecem a cota de sacrifícios diários, de lutas, de lágrimas, de renúncias a que eles têm de se predispor e se dispor. Por isso, em Espiritismo, não há médiuns superiores a outros, nem mediunidades mais importantes que outras; existem oportunidades para que todos nós tomemos a charrua da evolução sem olharmos para trás, crescendo sempre.

1 - Paulo, 1ª Epístola aos Coríntios, capítulo 12º, versículos 1 a 11

3 -Existe mediunidade inconsciente?

Divaldo - Sem dúvida. Kardec classificava os médiuns, genericamente, em dois tipos: seguros e inseguros. Dentro dessa classificação, os seguros são aqueles que filtram com fidelidade a mensagem, aqueles que são automáticos, sonambúlicos, inconscientes portanto, por meio dos quais o fenômeno ocorre dentro de um clima de profundidade, sem que a consciência atual tome conhecimento.
Podem ser os médiuns conscientes, semiconscientes e inconscientes. Quanto às suas aptidões e qualidades morais, eles têm vasta classificação.

4 -Tem o médium inconsciente responsabilidade pelo que ocorra durante as comunicações?

Divaldo - O fenômeno é sonambúlico, mas a comunicação está relacionada com a conduta moral do médium. Este é sempre responsável pelas ocorrências, assim como em muitas obsessões, quando o indivíduo entra numa faixa de subjugação e perde a consciência, ele parece não ser responsável pelo que se passa; no entanto, o é por haver sintonizado com aquele espírito que o dominou temporariamente. Está no Evangelho de Jesus o assunto colocado de uma maneira brilhante pelo Mestre quando diz aos recém-liberados: “Vai e não tornes a pecar, para que te não aconteça algo pior”1. Porque o indivíduo que não se modifica permanece numa faixa vibratória negativa e sintoniza com as entidades mais inditosas, portanto, semelhantes.
Colocando-nos no plano da mediunidade, a nossa vivência moral digna interdita o intercâmbio com as entidades frívolas.
As entidades malévolas dificilmente se adentram na Casa Espírita que tem um padrão vibratório nobre, porque as defesas impedem que tais espíritos rompam as barreiras magnéticas. Mas, a pessoa que se adentra sem o perseguidor deverá reformar-se enquanto está no ambiente espiritual. O que ocorre então? Tal indivíduo, ao invés de acompanhar o doutrinador, de observar e meditar a respeito das lições que lhe são ministradas, por uma viciação mental continua com os mesmos clichês que trouxe lá de fora, ficando dentro do Centro, porém ligado aos espíritos com os quais se afina, mantendo vinculação hipnótica, telepática.
Há pessoas que não conseguem orar, e, quando vão orar, ocorrem-lhes pensamentos de teor vibratório muito baixo. Na hora da prece são assistidas essas pessoas por lembranças de coisas desagradáveis vulgares, sensuais, e não sabem compreender como isso lhes sucede. É resultado de hábito mental.
Se nós, a vida inteira, jogamos para o inconsciente idéias depressivas, vulgaridades, criamos ideoplastias perniciosas. A nossa memória anterior ou subconsciente fica encharcada daquelas fixações. Na hora em que vamos exercitar um pensamento ao qual não estamos habituados, é lógico que, primeiro, aflorem os que são freqüentes. Ilustraremos melhor:
Imaginemos aqui um vaso comunicante em forma de letra “U” De repente vamos orar ou sintonizar com os espíritos nobres. Pelo superconsciente vem a idéia passa pelo consciente e desce ao inconsciente. Ao passar por ali recebe o enxerto das idéias arquivadas e chega novamente à razão, influenciada pela mescla do que está em depósito. Se pegamos um vaso que está com fuligem, com poeira e colocamos água limpa, ela entra cristalina, porém sai suja, até que, se perseverarmos e continuarmos colocando água limpa, ela irá assear aquele depósito e sairá, por fim, como entrou. É necessário, então, porfiar na idéia, insistir nos planos positivos, permanecer nos pensamentos superiores.
Somos sempre responsáveis por quaisquer comunicações, desde que somos o fator que atrai a entidade que se vai apresentar, graças às nossas vibrações e conduta intelecto-moral.

1 Jesus, Jó, capítulo 5º, versículo 14

5 -De que dispõe o médium psicofônico consciente para distinguir seu pensamento do pensamento da entidade comunicante?

Divaldo - O médium consciente dispõe do bom senso. Eis porque, antes de exercitar a mediunidade deve estudá-la; antes de entregar-se ao ministério da vivência mediúnica é-lhe lícito entender o próprio mecanismo do fenômeno mediúnico. Allan Kardec, aliás, sábio por excelência, teve a inspiração ditosa de primeiro oferecer à Humanidade O Livro dos Espíritos, que é um tratado de filosofia moral. Logo depois, O Livro dos Médiuns, que é um compêndio de metodologia do exercício da faculdade mediúnica. Há de ver-se, no capítulo 3º, que é dedicado ao método, sobre a necessidade de o indivíduo conhecer a função que vai disciplinar. Então o médium tem conhecimento de suas próprias aptidões e de sua capacidade de exercitá-las. Na mediunidade consciente ou lúcida o fenômeno é, a princípio, “inspirativo”.
Naturalmente os espíritos se utilizam do nível cultural do médium, o mesmo ocorrendo nas demais expressões mediúnicas: na semiconsciente e na inconsciente ou sonambúlica. O médium, no começo, terá que vencer o constrangimento da dúvida, em cujo período ele não tem maior certeza se a ocorrência parte do seu inconsciente, dos arquivos da memória anterior, ou se provém da indução de natureza extrínseca. Através do exercício, ele adquirirá um conhecimento de tal maneira equilibrado que poderá identificar quando se trata de si próprio - animismo ou de interferência espiritual - mediunismo. Através da lei dos fluidos, pelas sensações que o médium registra, durante a influência que o envolve, passa a identificar qual a entidade que dele se acerca. A partir daí, se oferece numa entrega tranqüila, e o espírito que o conduz inspira-o além da sua própria capacidade dando leveza às suas idéias habituais, oferecendo-lhe a possibilidade de síntese que não lhe é comum, canalizando idéias às quais não está acostumado e que ocorrem somente naquele instante da concentração mediúnica. Só o tempo, porém, pelo exercício continuado, oferecerá a lucidez, a segurança para discernir quando se trata de informação dos seus próprios arquivos ou da interferência dos Bons Espíritos.

6 -Pode o médium, em algumas comunicações, não conseguir evitar, totalmente, as atitudes desequilibradas dos espíritos comunicantes?

Divaldo - À medida que o médium educa a força nervosa, logra diminuir o impacto do desequilíbrio do comunicante. É compreensível que, em se comunicando um suicida, não venhamos a esperar harmonia por parte da entidade em sofrimento; alguém que foi vítima de uma tragédia sendo arrebatado do corpo sem o preparo para a vida espiritual apresentará no médium o estertor do momento final, na própria comunicação, algumas convulsões em virtude do quadro emocional em que o espírito se encontra.
Há, porém, certos cacoetes e viciações que nos cumpre disciplinar. Há médiuns que só incorporam (termo incorreto), isto é, somente dão comunicação psicofônica, se bocejarem bastante. Para dar um toque de humor: quando eu comecei a freqüentar a Casa Espírita, na minha terra natal, a primeira parte era um Deus-nos-acuda! Porque as pessoas bocejavam e choravam, demasiadamente. Eu, como era médium principiante, cria que também deveria bocejar de quebrar o queixo. A “médium principal”, que era uma senhora muito católica, iniciava as comunicações sempre depois de intermináveis bocejos e tosses que a levavam às lágrimas. Hoje não bocejo, nem no meu estado normal. Quando eles vêm eu cerro os dentes e os evito.
É lógico que uma entidade sofredora nos impregna de energia perniciosa, advindo o desejo de exteriorizar pelo bocejo. É uma forma de eliminar toxinas. Mas nós podemos eliminá-las pela sudorese, por outros processos orgânicos, não necessariamente o bocejo. Há outros médiuns que têm a dependência, de todas as vezes em que vão comunicar-se os espíritos, bater na mesa ou bater os pés, porque se não baterem não se comunicam. Lembro de uma vez em que tivemos uma mesa redonda. Ô presidente da mesa era um homem muito bom, muito evangelizado, mas não havia entendido bem a Doutrina, tendo idéias doutrinárias muito pessoais. Ele me perguntou quando é que o espírito incorpora no médium. Mas logo respondeu: “A gente chupa... chupa... até engolir! Não é verdade ?“. São cacoetes, destituídos de sentido e lógica.
Os médiuns têm o dever de coibir o excesso de. distúrbios da entidade comunicante.
Na minha terra, vi senhoras que se jogavam no chão, e vinham os cavalheiros prestimosos ajudá-las... Graças a Deus eram todas magrinhas...
O médium deve controlar o espírito que se comunica, para que este lhe respeite a instrumentalidade, mesmo porque o espírito não entra no médium.
A comunicação é sempre através do perispírito, que vai oferecer campo ao desencarnado. Todavia, a diretriz é do encarnado.

7 -Quais são os requisitos necessários aos médiuns que militam na tarefa mediúnica?

Raul - Percebendo que a mediunidade é uma faculdade mental, ela independe de o indivíduo ser nobre ou devasso. Sendo a mediunidade essa luz do espírito que se projeta através da carne, admitiremos também poder encontrá-la representando a treva do espírito que escorre através do soma. E exatamente por isso, percebemos que o médium deverá ajustar-se, quando deseje servir com o Cristo. Atrelado às forças do bem, ajustar-se ao esforço de vivenciar as lições evangélicas, renovando, gradativamente, os panoramas da própria existência, domando as inclinações infelizes, inferiores, elevando o padrão mental para que sua mentalização se dirija para o sentido nobre, fazendo-o cada vez mais vibrátil nas mãos das Entidades Felizes.
Logo, os requisitos para o exercício da mediunidade no enfoque espírita serão o exercício da humildade, da humildade que não se converte em subserviência, mas que é a atitude de reconhecimento da grandeza da vida em face da nossa pequenez pessoal; o espírito de estudo, de apercebimento continuado das leis que nos regem, que nos governam. O médium espírita deverá estar sempre voltado para aumentar o seu patrimônio de conhecimento das coisas, dando-nos conta de que o Espírito da Verdade nos disse ser necessário o amor que assiste, que guarda, que renuncia, que serve, e, ao mesmo tempo, a instrução que de maneira alguma representará apenas o diploma acadêmico, mas que é esse engrandecimento do caráter, da inteligência, esse amadurecimento que, muitas vezes, o diploma não confere. Exatamente aí o médium deverá ater-se ao estudo, ao trabalho, à abnegação ao semelhante é nesse esforço estará logrando também subir a ladeira para conquistar a humildade.
Numa colocação feita pelo espírito Albino Teixeira, através de Chico Xavier, no livro Paz e Renovação1, diz ele que o melhor médium para o mundo espiritual não é o que seja portador de múltiplas faculdades, mas é aquele que esteja sempre disposto a aprender e sempre pronto a servir.

1 XAVIER, F. C. Paz e renovação, diversos espíritos, capítulo 34, 4ª edição, CEC, Uberaba-MG, 1979.

8 -O médium é responsável por toda e qualquer comunicação mediúnica?

Divaldo - Deve sê-lo, porque não é um autômato. Quaisquer comunicações que lhe ocorram são através do seu psicossoma ou perispírito. A conduta do médium é de sua responsabilidade e, graças a essa conduta, ele responde pela aplicação de suas forças mediúnicas.
É muito comum a pessoa assumir comportamentos contrários ao bom-tom e depois dizer que foram as entidades perniciosas que agiram dessa forma. Isso é uma evasão da responsabilidade, porque os espíritos somente atuam pelo médium, nele encontrando receptividade para as suas induções. É importante saber que o médium é responsável pela manifestação que ocorra através dele. Para que se torne um médium seguro, um instrumento confiável, é necessário que evolua moral e intelectualmente, na razão em que exercita a faculdade.
Gostaria de dar uma informação que nos transmitem os Amigos Espirituais: referem-se à seriedade com que as entidades que aqui trabalham estão encarando este encontro’. Um dos fatores mais importantes para a divulgação da Doutrina Espírita, além do estudo sério, é a mediunidade na vivência, no comportamento dos médiuns. Porque os neófitos atraídos para a Doutrina vêm, invariavelmente, ansiosos pelos fenômenos e por soluções para problemas que eles não querem eqüacionar. A invigilãncia de alguns aprendizes do Espiritismo, trabalhando na mediunidade, responde pela deserção dos inseguros, pelos desequilíbrios na comunidade mediúnica. Esses Mentores estão empenhados em nós ajudar para o bom discernimento das nossas realizações.
Registro, outrossim, a presença de vários desses amigos que prosseguem colaborando, vivamente empenhados no trabalho de educação e de iluminação das almas. Eles hoje aqui capitaneados pelo espírito Dr. Camilo Chaves, que também convidou um número muito grande de antigos colaboradores da Doutrina Espírita nesta Cidade, tais como Pascoal Comanducci, Henriot, Bady Elias Guri, Dolores Abreu, professor Cícero Pereira, Virgílio Almeida, Célia Xavier, Schembri e outros trabalhadores afeiçoados ao bem, que se encontram empenhados em promover o Consolador em nossas vidas para que as mesmas sigam, por acréscimo de misericórdia, na direção de Jesus.

1 Referência ao Simpósio sobre Mediunidade realizado pela Aliança Municipal Espírita de Belo Horizonte - MG e pela Associação Espírita Célia Xavier, da mesma cidade, nos dias 16 e 17 de junho de 1984, com a participação de Divaldo Franco e Raul Teixeira.

9 -Há médium inconsciente que, após a manifestação do espírito, não se recorda do que o comunicante disse ou fez por seu intermédio?

Divaldo - Sim. Há e ocorre com uma boa parcela dos sensitivos. À medida que a faculdade se torna maleável, que os filtros se fazem mais fiéis, o médium não se recorda através da consciência plena, mas ele sabe algo, porque todo fenômeno mediúnico dá mediante uma co-participação do espírito encarnado.

10 -Essa co-participação seria um controle remoto do subconsciente?

Divaldo - Exatamente. O espírito encarnado é quem côa a mensagem da entidade desencarnada. Então, ao mesmo tempo, exerce a fiscalização, o controle, e coíbe, quando devidamente educado, quaisquer abusos, preservando o instrumento de sua reencarnação, que é o corpo.

11 -Quer dizer que, no fundo, é sempre o médium o responsável, mesmo que tenha faculdade inconsciente, por aquilo que vem através dele?

Divaldo - Daí dizer-se que em todo fenômeno mediúnico há um efeito anímico, assim como em todo fenômeno anímico há uma expressão mediúnica. Por melhor que seja o pianista, o som é sempre do piano.

12 -O que deve fazer o médium quando influenciado por entidades da reunião, no trabalho, no lar? Quais as causas dessas influências?

Divaldo - No capítulo 23º de O Livro dos Médiuns, Da Obsessão, o Codificador reporta-se à invigilãncia das criaturas. É natural que o indivíduo seja médium onde quer que se encontre. A mediunidade não é uma faculdade que só funcione nas reuniões especializadas. Onde quer que se encontre o indivíduo, aí estão os seus problemas. É perfeitamente compreensível que não apenas na oficina de trabalho, como na rua, na vida social, ele experimente a presença dos espíritos; não somente presenças positivas, como também perniciosas, entidades infelizes, espíritos levianos, ou aqueles que se comprazem em perturbar e aturdir. Cumpre ao médium manter o equilíbrio que lhe é proposto pela educação mediúnica. Mediante a educação mediúnica pode-se evitar a interferência desses espíritos perturbadores em nossa vida de relação normal, para que não venhamos a cair na obsessão simples, que é o primeiro passo para a subjugação - etapa terminal de um processo de três fases.
Quando estivermos em lugar não apropriado ao exercício da mediunidade ou à exteriorização do fenômeno, disciplinemo-nos, oremos, volvamos a nossa mente para idéias otimistas, agradáveis, porque mudando o nosso clichê mental, transferimo-nos de atividade espiritual.
É necessário que os médiuns estejam vigilantes, porque é muito comum, graças àquele atavismo a que já nos reportamos, a pessoa se caracterizar como médium por meio de pantomimas, de manifestações exteriores. Como querendo provar ser médium, a pessoa insensata faz caretas, toma choques, caracterizando-se com patologias nervosas. A mediunidade não tem nada a ver com essas extravagâncias muito ao gosto dos exibicionistas.
Como acontece com pessoas que, quando escrevem com a mão, também escrevem com a boca, retorcendo-se, virando-se. Não tem nada a ver uma coisa com outra. A pessoa para escrever assume uma postura correta, que aprendeu na escola.
O médium deve aprender também a incorporas sem esses transtornos nervosos. No exercício da mediunidade é preciso educar a postura do médium, para que ele seja intermediário equilibrado, não dando ensejo a distonias na área mediúnica.

13 -É possível ao médium distinguir as alterações psíquicas e orgânicas que lhe são próprias das que estão procedendo dos espíritos desencarnados?

Divaldo - Um dos comportamentos iniciais do médium deve ser o de estudar-se. Daí ser necessário estudar a mediunidade. Eu, por exemplo, quando comecei o exercício da mediunidade, ia a uma festa e assimilava de tal forma o psiquismo do ambiente, que me tornava a pessoa mais contente dali. Se ia a um casamento eu ficava mais feliz que o noivo. Se ia a um enterro ficava mais choroso que a viúva, porque me contaminava psiquicamente, e ficava muito difícil saber como era a minha personalidade. Pois, de acordo com o local, havia como que um mimetismo, isto é, eu assimilava o efeito do ambiente.
Lentamente, estudando a minha personalidade, as minhas dificuldades e comportamentos, logrei traçar o meu perfil pessoal, e estabelecer uma conduta medial para que aqueles que vivem comigo saibam como eu sou, e daí possam avaliar os meus estados mediúnicos.
De início, o médium terá algumas dificuldades, porque o fenômeno produz uma interposição de personalidades estranhas a sua própria personalidade. Somando-se velhas dificuldades à sensibilidade mediúnica, o sensitivo passa a ter muito aguçadas as reminiscências das vidas pretéritas, não o caráter da consciência, mas o somatório das experiências.
Recordo-me que, em determinada época da minha vida, terminada uma palestra ou reunião mediúnica, eu tinha uma necessidade imperiosa de caminhar. Caminhar até a exaustão física. Naquele período claro-escuro da mediunidade, sem saber exatamente como encontrar a paz, os espíritos me receitaram trabalho físico, para que, cansado, fosse obrigado ao repouso físico, porque tinha dificuldades de dormir. A vida física era-me muito ativa e, mesmo quando o corpo caía no colapso, a mente continuava excitada, e eu me levantava no dia seguinte pior do que havia deitado. Então, às vezes, eu preferia não deitar.
Com o tempo fui formando meu perfil de comportamento, de personalidade, aprendendo a assumir a responsabilidade dos insucessos e a transferir para os Mentores os resultados das ações positivas que são sempre de Deus, enquanto os erros são sempre nossos. Estaremos sempre em sintonia com espíritos de comportamento idêntico ao nosso. Daí, o médium vai medindo as suas reações, suas mágoas, ciúmes, invejas, e irá identificando as reações positivas, a beleza, o desejo de servir. Por fim, aprende a selecionar quando é ele e quando são os espíritos que estão agindo por seu intermédio.

14 -O que determinará a qualidade dos espíritos que, pela lei das afinidades, serão impelidos a se afinarem conosco nas práticas mediúnicas?

Raul - Compreendemos que todos nós renascemos com determinadas tarefas a realizar, e para esse entendimento, há aqueles que renascem com a tarefa da mediunidade. O chamamento da mediunidade na hora correta mostra aquele que porta o compromisso ajustado. Normalmente, as entidades que deverão trabalhar, que deverão atuar no campo mediúnico, dirigindo as lides entre os companheiros da Terra, já vêm ajustadas desde os seus contatos no mundo espiritual. Elas se posicionam como verdadeiros guardiães para que, em momento oportuno, o indivíduo se apresente diante do chamado.
Há outros espíritos que estão associados a essa programática reencarnatória e que se afinam com o encarnado fora do labor da mediunidade; e, à semelhança de alguém que se transfira de uma casa para outra, de um bairro para outro, vai surgindo a vizinhança nova e vão mostrando os espíritos que se unem por afinidades, por sintonia de gosto com aqueles que são os médiuns.
O médium, desejoso que a sua vizinhança espiritual seja do melhor naipe, deverá preparar-se para ser também de bom teor a sua vida. Como nos ensina Emmanuel, deverá ligar-se aos que estão na faixa do Cristo1. E, mesmo quando se manifestem entidades enfermas, o médium estará servindo à enfermagem espiritual, da mesma forma que um enfermeiro num hospital da comunidade, embora atenda a diversos doentes, a vários pacientes de múltiplas características, nem por isso assimilará as mazelas do doente. Um médico que trabalhe com doenças contagiosas, nem por isso contrairá as moléstias das quais trata. Então, esses médiuns que estão laborando com os diversificados tipos espirituais procurarão ajustar-se aos Espíritos Benfeitores, unir-se pela vivência, pela prática do amor e da caridade, em suas várias dimensões.
Entendemos, com a Doutrina Espírita, que para nos ajustarmos aos Espíritos Nobres será necessário enquadrar nossa romagem, pensamentos e hábitos ao bem e ao trabalho da caridade.

1. XAVIER, F.C. Seara dos médiuns, Emmanuel, capítulo 38, 2ª edição, FEB, Rio de Janeiro - RJ, 1973.

15 -Que utilidade tem a mediunidade de vidência?

Divaldo - A utilidade é a de desvelar os painéis do mundo espiritual, sabendo observá-los, e, melhor ainda, mantendo discrição no traduzi-los, para não a transformar num informativo de leviandades.

16 -Qual a colaboração que um médium vidente pode dar no transcurso de uma sessão mediúnica?

Divaldo - Fazendo observações, anotando pontos capitais e colaborando com o médium doutrinador, para que ele esteja informado da qualidade dos espíritos que ali se comunicam.

17 -É sempre segura e permanente essa faculdade?

Divaldo - Como toda faculdade mediúnica, ela é transitória e oscilante, dependendo muito do estado moral do médium.

18 -Por que dois médiuns enxergam, ao mesmo tempo, quadros diferentes?

Divaldo - Porque as percepções visuais são em faixas vibratórias, que oscilam de acordo com o grau de adiantamento do espírito do médium.
Um registra uma faixa, na qual se manifestam os espíritos, e outro registra um tipo de faixa diversa.
Ocorre, também, que a maioria dos médiuns videntes é clarividente, e, nesse caso, a imaginação, quando indisciplinada, elabora construções e imagens que ele não sabe traduzir, perturbando-se com aquilo que capta.

19 -Podem, simultaneamente dois médiuns, em se referindo a mesma entidade, fazer descrições diferentes e serem verídicas, ambas?

Divaldo - Seria o mesmo que duas pessoas de graus de cultura diversos descrevendo uma tela. Cada uma informará os detalhes que lhe chamem a atenção, com as possibilidades da sua capacidade descritiva. Mas o conjunto geral será o mesmo.

20 -Deverá ser?

Divaldo - Deve ser.
Francisco Rebouças.

sábado, 6 de setembro de 2008

Jesus viu muito à frente!

Ainda hoje, muitos dos nossos irmãos cristãos de variadas correntes religiosas na Terra, vivem a discutir as palavras de Jesus quando nos afirmou: “Não vim trazer a paz, mas, a divisão.”

Não conseguem entender o porquê dessa atitude do Mestre de Nazaré, quando sua missão, é em todas as épocas, de paz e amor, visto que, não dispõem da bênção das claras explicações que temos na doutrina espírita que graças a Deus já abraçamos, para entender a verdadeira fé sob a ótica da razão.

Foi a partir do lançamento de O Livro dos Espíritos em 1857, que as passagens de Jesus narrada nos evangelhos puderam ter uma assimilação muito mais fácil e de forma bem mais ampliada, para que finalmente pudéssemos compreender suas sábias intenções em tudo que nos ensinou e exemplificou enquanto esteve por aqui.

A Doutrina Espírita embora ainda muito combatida e desrespeitada por muitos desses irmãos ditos “cristãos”, nos assevera que para se alcançar os objetivos da mensagem consoladora do evangelho na nossa sociedade, precisamos seguir firmes e destemidos, na certeza de que o discípulo de Jesus encontrará NELE e em seus prepostos a sustentação necessária para fincar a bandeira da paz, da fé e da caridade nos horizontes turvos dos dias que vivenciamos na atualidade.

Em o Evangelho Segundo o Espiritismo, encontramos estas sábias orientações dos Nobres Emissários Celestes, que abaixo transcrevemos.

O Espiritismo vem realizar, na época prevista, as promessas do Cristo. Entretanto, não o pode fazer sem destruir os abusos. Como Jesus, ele topa com o orgulho, o egoísmo, a ambição, a cupidez, o fanatismo cego, os quais, levados às suas últimas trincheiras, tentam barrar-lhe o caminho e lhe suscitam entraves e perseguições.

Também ele, portanto, tem de combater; mas, o tempo das lutas e das perseguições sanguinolentas passou; são todas de ordem moral as que terá de sofrer e próximo lhes está o termo. As primeiras duraram séculos; estas durarão apenas alguns anos, porque a luz, em vez de partir de um único foco, irrompe de todos os pontos do Globo e abrirá mais de pronto os olhos aos cegos”.

“Essas palavras de Jesus devem, pois, entender-se com referência às cóleras que a sua doutrina provocaria, aos conflitos momentâneos a que ia dar causa, às lutas que teria de sustentar antes de se firmar, como aconteceu aos hebreus antes de entrarem na Terra Prometida, e não como decorrentes de um desígnio premeditado de sua parte de semear a desordem e a confusão. O mal viria dos homens e não dele, que era como o médico que se apresenta para curar, mas cujos remédios provocam uma crise salutar, atacando os maus humores do doente”
. ¹

Portanto queridos irmãos de ideal espírita, não desanimemos ante as dificuldades do caminho, trabalhemos árdua e corajosamente, como Jesus nos exemplificou há dois mil anos atrás, na absoluta certeza de que mais cedo ou mais tarde, contra os interesses escusos dos poderosos de agora, estaremos saboreando a vitória da harmonia que a compreensão da mensagem contida em seu evangelho nos propiciará.

Fonte:

1) E.S.E. CAP. XXIII – Estranha Moral, itens 17 e 18.


Francisco Rebouças.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Bezerra de Menezes Diário de um Espírito

Amigos já podemos assistir o filme do Dr. Bezerra de Menezes em Niterói, conforme segue:

Localidade: Niterói
Filme: Bezerra de Menezes: o Diário de um Espírito
Filmes: 1 Cinemas: 1 Sessões: 5
Bezerra de Menezes: o Diário de um Espírito
De: Glauber Filho e Joe PimentelContinuação. Drama. Livre. Brasil, 2008. 1h16m.
A trajetória de Bezerra de Menezes, o deputado espírita que ficou conhecido como o “Médico dos pobres”.

Bay Market- Avenida Visconde do Rio Branco 360, loja 3 Tel.: (0xx21) 529-4848 / 717-0367

Sala 2: 13:40 (sab e dom), 15:30, 17:20, 19:10, 21:00

- Informações fornecidas pelos exibidores. Confirme os horários antes de sair de casa.

Francisco Rebouças.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

O ESPÍRITA CRISTÃO NO MUNDO ATUAL

Bezerra de Menezes

Filhos e filhas do coração!
As nobres conquistas da Ciência ergueram a criatura humana ao elevado patamar da inteligência.
A tecnologia de ponta alargou-lhe os horizontes no macro e no microcosmo.
É necessário, no entanto, que o ser humano, deslumbrado pelas conquistas de fora, não esqueça das conquistas sublimes do seu mundo interior.
A sociedade voluptuosa avança esmagando as outras culturas através das denominações nacionais.
Armado para a beligerância o mundo confirma fronteiras e, a cada momento estouram rebeliões.

Aqueles que conhecemos Jesus, no entanto, deveremos respeitar as fronteiras geográficas, sim, mas, considerar as fronteiras espirituais e nos integrarmos no trabalho do amanho da terra do sentimento, através da abnegação e do amor.
Não mais interrogações injustificáveis a respeito da volúpia e do prazer transitórios.

Chega o momento do amadurecimento interno, enriquecedor, para que realmente a felicidade permaneça em nosso mundo íntimo ajudando-nos a entesourar os dons que prosseguem eternamente.

Vossos guias espirituais ouvem os vossos apelos. Recebem as vossas súplicas e vêm, pressurosos, atender-vos.
Nada obstante, muitas vezes, enclausurados na revolta, no ressentimento não lhes permitis a comunicação ideal para as soluções de que tendes necessidade.
Dulcificai-vos, abrandai esses impulsos estimulados pelas propostas da mídia desvairada, compadecendo-vos das vítimas, sem vos esquecerdes dos algozes.

Quando alguém delinqüe cometendo um crime, às vezes, hediondo, e a fúria se vos instala, desejando linchamento, morte, justiça, considerai que o perverso é profundamente infeliz, que o sicário de vidas é um doente interno, no qual predomina a herança primitiva da barbárie.

Como podiam os carrascos nazistas matar no campo de concentração e, chegar em casa sorridentes, afetuosos, bons esposos e bons pais?

Essa fragmentação da psique fazia que uma área do cérebro lhes desse a visão de estarem agindo corretamente, tanto nas câmaras de extermínio, nas experiências científicas perversas, como no doce aconchego da família.
Foi para fortalecer o anjo que existe em nós que Jesus veio.
Não permitamos que esse anjo se debilite ante os impactos das circunstâncias perturbadoras do momento.

A Sua proposta é de que tenhamos vida e vida em abundância.Vida em abundância é Amor!

Nunca será demasiado repetirmos a necessidade do Amor na construção do ser novo que se dirige para Deus.

Médiuns, que todos somos – do Bem ou das aflições; da Verdade ou da ignomínia - busquemos a sintonia perfeita com Jesus e nos entreguemos às Suas mãos, porque, na condição de Pastor de Misericórdia, guiar-nos-á no Seu rebanho ao aprisco da paz.

Que Deus vos abençoe, meus filhos.

É o que vos deseja, o servidor humílimo e paternal de sempre, Bezerra.

[1] - Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, ao término da conferência pública realizada no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, na noite de 14 de agosto de 2 008.

Francisco Rebouças.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Bezerra de Menezes

Divulgue e assista o filme sobre a vida desse que é um exemplo a ser observado por todos nós Cristãos, pela bela lição que deixou de como se deve seguir o Mestre de Nazaré, em qualquer ramo de atividade em que fizermos parte.

Dr. Bezerra de Menezes é sem sombra de dúvidas um verdadeiro discípulo de Jesus como um dia também nós deveremos ser.

Procure se informar em que cinema o filme está sendo exibido em sua cidade e divulgue, pra que todos possam ter também essa imperdível oportunidade de conhecer esse extraordinário vulto do movimento espírita.
O Fime

Bezerra de Menezes: o Diário de Um Espírito é uma produção da Trio Filmes, com realização da ONG Estação da Luz, e teve orçamento de R$ 2 milhões, contando com a participação de atores de renome nacional, como Carlos Vereza, que faz o papel principal do médico cearense Bezerra de Menezes, Lúcio Mauro, Caio Blat, Paulo Goulart Filho e Ana Rosa, além de um casting de atores cearenses.

O filme teve locações em dois Estados. No Ceará, as locações foram em Fortaleza e nos municípios de Guaramiranga, Pacoti, Aratuba, Icó e Maranguape. As equipes de atores e produção também fizeram gravações em Recife (PE).

Para a realização do longa-metragem, foi elaborada uma extensa e cuidadosa pesquisa histórica pelo biógrafo de Bezerra de Menezes, Luciano Klein, e também pela roteirista Andréa Bardawill. Através do trabalho de figurino, maquiagem e cenário, o longa-metragem realiza uma fiel reconstituição da época em que viveu o médico, desde o seu nascimento, em 1831, na localidade de Riacho do Sangue, hoje, município de Jaguaretama, no interior do Ceará, até sua morte.


Francisco Rebouças.

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

De Kardec aos dias de hoje

Madre Teresa

As Mães de Chico Xavier

Reencarnação - Menino Piloto

http://www.youtube.com/embed/cQ2ZqUCKDow" frameborder="0" allowfullscreen>

Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel