Trabalhemos todos, pela Unificação do movimento espírita!!

O Espiritismo é uma questão de fundo; prender-se à forma seria puerilidade indigna da grandeza do assunto. Daí vem que os centros que se acharem penetrados do verdadeiro espírito do Espiritismo deverão estender as mãos uns aos outros, fraternalmente, e unir-se para combater os inimigos comuns: a incredulidade e o fanatismo.”

“Dez homens unidos por um pensamento comum são mais fortes do que cem que não se entendam.”
Allan Kardec (Obras Póstumas – Constituição do Espiritismo – Item VI).



quarta-feira, 25 de junho de 2008

O Passe requer preparo e concentração do médium!

Somos diariamente surpreendidos por matérias elaboradas por companheiros da Seara espírita, que sem o menor constrangimento escrevem pelos diversos meios de comunicação, jornais revistas, livros e até mesmo pelos incontáveis sites espíritas sobre assuntos de que pouco ou nada sabem, e, muitos outros por acharem que "sabem demais", com o agravante, de citarem para dar credibilidade ao que falam, os supostos argumentos contidos nas obras espíritas, que na verdade falam de assuntos diferentes das interpretações que lhes são dadas.

Admitem que uma pessoa de má índole, sem moral, perversa e pervertida, pode facilmente irradiar em seu derredor uma vibração de má qualidade, que poderá ser percebida e sentida por alguém de aguçada percepção, facilmente influenciável, como uma planta murcha na proximidade de certos indivíduos, assim como alguém de nobres intenções e elevada moral pode transmitir as boas vibrações em sua volta, até aí tudo bem.

Mas, em assuntos que possam comprometer o status que ostentam de conhecedores da filosofia espírita, defendem suas teses errôneas com acirrado esforço para não ter que admitir que estão em erro em qualquer aspecto de seus pontos de vista, como se isso fosse o fim do mundo, e não uma atitude louvável de quem pretende ser um dia, verdadeiro cristão e espírita.

Como exemplo podemos citar estes três trechos de uma matéria espírita, em que seu autor se refere à participação do médium na tarefa do passe, tentando justificar a participação do médium passista de braços estendidos, como uma simples máquina ou um simples objeto sem qualquer importância na nobre tarefa do passe, contrariando o contido na codificação do espiritismo:

1) “Há pessoas que esquecem que o passe ministrado por nós encarnados pertence, segundo terminologia adotada por Kardec, à chamada ação magnética mista, semi-espiritual ou humano- espiritual (A Gênese, cap. XIV, item 33), na qual, combinado com o fluido humano, o fluido espiritual lhe imprime qualidades de que ele carece”.
2) Há espíritas, e certamente isso deve ocorrer com alguns médiuns, que sentem uma influenciação mais forte do Espírito amigo que os auxilia no passe e, movidos por essa influenciação, movimentam o braço seguindo uma intuição especial, que poucas pessoas sentem. Advém daí a orientação pela simples imposição de mãos visto que, não sabendo qual o problema específico do enfermo, não há razão nenhuma para movimentarmos a esmo nossas mãos.
3) Sabem todos os que trabalham na tarefa do passe que geralmente os médiuns passistas não conhecem as pessoas que ali estão para receber esse auxílio. E, ainda que os conheça, o médium não tem ciência do que levou a pessoa a buscar o recurso magnético, visto que num grupo de 80 pessoas à espera do passe, há de tudo: indivíduos gravemente enfermos, cri-aturas preocupadas com problemas materiais, pessoas que têm saudade do ente querido que partiu e casos inúmeros – desemprego, depressão, solidão etc. – de que os médiuns passistas não têm o menor conhecimento".
Diante desses tipos de comentários, só nos resta lamentar a falta de lógica para a tese ultrapassada e sem fundamento que defendem, pois, no primeiro caso, o contido na Gênese nada tem de contrário ao movimento das mãos do médium passista, nem consagra o princípio defendido da simples imposição delas.

No segundo, se reconhecem que certos médiuns sentem uma influenciação mais forte do espírito amigo que os auxiliam, e por essa razão movimentam os braços, seguindo uma intuição especial, cabe-nos perguntar: porque só alguns privilegiados são influenciados de forma mais forte como se expressam, para movimentar suas mãos e os outros não? E, para essa pergunta amigos, só há uma única resposta certa, estão preparados convenientemente para tal mister, falta aos outros, acurados estudos para não se portarem em tão relevante serviço de cunho espiritual como verdadeirospostes e robôs”, jamais médiuns intérpretes da espiritualidade benfazeja.

No terceiro caso, sobre não conhecerem os doentes e as doenças que os afligem, não será possível ao médium saber qual a enfermidade ou o local onde ela está estabelecida, pois, cabe ao benfeitor o recurso de auxiliá-lo pela inspiração a dirigir suas mãos ao local da enfermidade, desde que ele se disponha a ser verdadeiramente um médium espírita.

Como podemos ver os argumentos são simples paliativos que escondem enorme frustração por não terem ainda suficiente coragem para admitir o quanto estão distantes da filosofia espírita sobre o assunto, que como espírita, terão que admitir mais cedo ou mais tarde.

Chega de citar os argumentos infundados deste ou daquele autor famoso ou não para justificar erros inadmissíveis na nossa doutrina tão nobre, pois, nenhum deles foi tão perfeito como o Mestre de Nazaré que nos transmitiu através dos Espíritos Superiores a verdadeira doutrina contida na codificação de Kardec.

Para tanto, vejamos o que a própria Gênese nos esclarece a tal respeito, sem citar a Revista Espírita e as incontáveis obras de reconhecido cunho doutrinário sobre o tema.

4. - Os elementos fluídicos do mundo espiritual escapam aos nossos instrumentos de análise e à percepção dos nossos sentidos, feitos para perceberem a matéria tangível e não a matéria etérea. Alguns há, pertencentes a um meio diverso a tal ponto do nosso, que deles só podemos fazer idéia mediante comparações tão imperfeitas como aquelas mediante as quais um cego de nascença procura fazer idéia da teoria das cores.
Mas, entre tais fluidos, há os tão intimamente ligados à vida corporal, que, de certa forma, pertencem ao meio terreno. Em falta de observação direta, seus efeitos podem observar-se, como se observam os do fluido do imã, fluido que jamais se viu, podendo-se adquirir sobre a natureza deles conhecimentos de alguma precisão. É essencial esse estudo, porque está nele a chave de uma imensidade de fenômenos que não se conseguem explicar unicamente com as leis da matéria.

Qualidade dos flúidos

17. - Fora impossível fazer-se uma enumeração ou classificação dos bons e dos maus fluidos, ou especificar-lhes as respectivas qualidades, por ser tão grande quanto a dos pensamentos a diversidade deles.

Os fluidos não possuem qualidades sui generis, mas as que adquirem no meio onde se elaboram; modificam-se pelos eflúvios desse meio, como o ar pelas exalações, a água pelos sais das camadas que atravessa. Conforme as circunstâncias, suas qualidades são, como as da água e do ar, temporárias ou permanentes, o que os torna muito especialmente apropriados à produção de tais ou tais efeitos

Também carecem de denominações particulares. Como os odores, eles são designados pelas suas propriedades, seus efeitos e tipos originais. Sob o ponto de vista moral, trazem o cunho dos sentimentos de ódio, de inveja, de ciúme, de orgulho, de egoísmo, de violência, de hipocrisia, de bondade, de benevolência, de amor, de caridade, de doçura, etc. Sob o aspecto físico, são excitantes, calmantes, penetrantes, adstringentes, irritantes, dulcificantes, soporíficos, narcóticos, tóxicos, reparadores, expulsivos; tornam-se força de transmissão, de propulsão, etc. O quadro dos fluidos seria, pois, o de todas as paixões, das virtudes e dos vícios da Humanidade e das propriedades da matéria, correspondentes aos efeitos que eles produzem.

18. - Sendo apenas Espíritos encarnados, os homens têm uma parcelada vida espiritual, visto que vivem dessa vida tanto quanto da vida corporal; primeiramente, durante o sono e, muitas vezes, no estado de vigília. O Espírito, encarnado, conserva, com as qualidades que lhe são próprias, o seu perispírito que, como se sabe, não fica circunscrito pelo corpo, mas irradia ao seu derredor e o envolve como que de uma atmosfera fluídica.

Pela sua união íntima com o corpo, o perispírito desempenha preponderante papel no organismo. Pela sua expansão, põe o Espírito encarnado em relação mais direta com os Espíritos livres e também com os Espíritos encarnados. O pensamento do encarnado atua sobre os fluidos espirituais, como o dos desencarnados, e se transmite de Espírito a Espírito pelas mesmas vias e, conforme seja bom ou mau, saneia ou vicia os fluidos ambientes.Desde que estes se modificam pela projeção dos pensamentos do Espírito, seu invólucro perispirítico, que é parte constituinte do seu ser e que recebe de modo direto e permanente a impressão de seus pensamentos, há de, ainda mais, guardar a de suas qualidades boas ou más. Os fluidos viciados pelos eflúvios dos maus Espíritos podem depurar-se pelo afastamento destes, cujos perispíritos, porém, serão sempre os mesmos, enquanto o Espírito não se modificar por si próprio.Sendo o perispírito dos encarnados de natureza idêntica à dos fluidos espirituais, ele os assimila com facilidade, como uma esponja se embebe de um líquido. Esses fluidos exercem sobre o perispírito uma ação tanto mais direta, quanto, por sua expansão e sua irradiação, o perispírito com eles se confunde. Atuando esses fluidos sobre o perispírito, este, a seu turno, reage sobre o organismo material com que se acha em contacto molecular. Se os eflúvios são de boa natureza, o corpo ressente uma impressão salutar; se são maus, a impressão é penosa. Se são permanentes e enérgicos, os eflúvios maus podem ocasionar desordens físicas; não é outra a causa de certas enfermidades.Os meios onde superabundam os maus Espíritos são, pois, impregnados de maus fluidos que o encarnado absorve pelos poros perispiríticos, como absorve pelos poros do corpo os miasmas pestilenciais.

19. - Assim se explicam os efeitos que se produzem nos lugares de reunião. Uma assembléia é um foco de irradiação de pensamentos diversos. É como uma orquestra, um coro de pensamentos, onde cada um emite uma nota.Resulta daí uma multiplicidade de correntes e de eflúvios fluídicos cuja impressão cada um recebe pelo sentido espiritual, como num coro musical cada um recebe a impressão dos sons pelo sentido da audição.
Mas, do mesmo modo que há radiações sonoras, harmoniosas ou dissonantes, também há pensamentos harmônicos ou discordantes. Se o conjunto é harmonioso, agradável é a impressão; penosa, se aquele é discordante. Ora, para isso, não se faz mister que o pensamento se exteriorize por palavras; quer ele se externe, quer não, a irradiação existe sempre.Tal a causa da satisfação que se experimenta numa reunião simpática, animada de pensamentos bons e benévolos. Envolve-a uma como salubre atmosfera moral, onde se respira à vontade; sai-se reconfortado dali, porque impregnado de salutares eflúvios fluídicos. Basta, porém, que se lhe misturem alguns pensamentos maus, para produzirem o efeito de uma corrente de ar gelado num meio tépido, ou o de uma nota desafinada num concerto. Desse modo também se explica a ansiedade, o indefinível mal-estar que se experimenta numa reunião antipática, onde malévolos pensamentos provocam correntes de fluido nauseabundo.
20. - O pensamento, portanto, produz uma espécie de efeito físico que reage sobre o moral, fato este que só o Espiritismo podia tornar compreensível.O homem o sente instintivamente, visto que procura as reuniões homogêneas e simpáticas, onde sabe que pode haurir novas forças morais, podendo-se dizer que, em tais reuniões, ele recupera as perdas fluídicas que sofre todos os dias pela irradiação do pensamento, como recupera, por meio dos alimentos, as perdas do corpo material. É que, com efeito, o pensamento é uma emissão que ocasiona perda real de fluidos espirituais e, conseguintemente, de fluidos materiais, de maneira tal que o homem precisa retemperar-se com os eflúvios que recebe do exterior. Quando se diz que um médico opera a cura de um doente, por meio de boas palavras, enuncia-se uma verdade absoluta, pois que um pensamento bondoso traz consigo fluidos reparadores que atuam sobre o físico, tanto quanto sobre o moral.

21. - Dir-se-á que se podem evitar os homens sabidamente mal intencionados.É fora de dúvida; mas, como fugiremos à influência dos maus Espíritos que pululam em torno de nós e por toda parte se insinuam, sem serem vistos?O meio é muito simples, porque depende da vontade do homem, que traz consigo o necessário preservativo. Os fluidos se combinam pela semelhança de suas naturezas; os dessemelhantes se repelem; há incompatibilidade entre os bons e os maus fluidos, como entre o óleo e a água.
Que se faz quando está viciado o ar? Procede-se ao seu saneamento, cuida-se de depurá-lo, destruindo o foco dos miasmas, expelindo os eflúvios malsãos, por meio de mais fortes correntes de ar salubre. A invasão, pois, dos maus fluidos, cumpre se oponham os fluidos bons e, como cada um tem no seu próprio perispírito uma fonte fluídica permanente, todos trazem consigo o remédio aplicável. Trata-se apenas de purificar essa fonte e de lhe dar qualidades tais, que se constitua para as más influências um repulsor, em vez de ser uma força atrativa. O perispírito, portanto, é uma couraça a que se deve dar a melhor têmpera possível. Ora, como as suas qualidades guardam relação com as da alma, importa se trabalhe por melhorá-la, pois que são as imperfeições da alma que atraem os Espíritos maus.As moscas são atraídas pelos focos de corrupção; destruídos esses focos, elas desaparecerão. Os maus Espíritos, igualmente, vão para onde o mal os atrai; eliminado o mal, eles se afastarão. Os Espíritos realmente bons, encarnados ou desencarnados, nada tem que temer da influência dos maus.

Mudemos pois, definitivamente o discurso desculpista da nossa falta de estudos evitando citar o que diz este ou aquele indivíduo em sua obra, e, passemos a dizer convictos da sublimidade da fonte: “a codificação do espiritismo nos ensina assim”.


Gênese:
1) Kardec Allan - Cap. XIV, itens 4, e 17 a 21.

Grifos nossos.

Francisco Rebouças

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Escuta o Evangelho

O Ser humano só tem uma única alternativa para buscar de maneira correta sua felicidade, que é seguir a Jesus, nosso “Modelo e Guia”, ou segue-o ou se perderá nas incontáveis estradas enganosas das facilidades mundanas, que o levarão inevitavelmente aos tormentos morais e aos sofrimentos, encontramos no Livro dos Espíritos, a indagação do insigne codificador aos Imortais da vida Maior, sobre o assunto, conforme segue:

625. Qual o tipo mais perfeito que Deus tem oferecido ao homem, para lhe servir de guia e modelo?
“Jesus.”

E, em sua nota, esclarece:
“Para o homem, Jesus constitui o tipo da perfeição moral a que a Humanidade pode aspirar na Terra. Deus no-lo oferece como o mais perfeito modelo e a doutrina que ensinou é a expressão mais pura da lei do Senhor, porque, sendo ele o mais puro de quantos têm aparecido na Terra, o Espírito Divino o animava.
Quanto aos que, pretendendo instruir o homem na lei de Deus, o têm transviado, ensinando-lhes falsos princípios, isso aconteceu por haverem deixado que os dominassem sentimentos demasiado terrenos e por terem confundido as leis que regulam as condições da vida da alma, com as que regem a vida do corpo. Muitos hão apresentado como leis divinas simples leis humanas estatuídas para servir às paixões e dominar os homens”.

Em vista do esclarecimento obtido por Kardec, concluímos que o ser humano precisa estar disposto a enfrentar as vicissitudes e a rudeza da áspera ladeira que terá de subir, com seus próprios pés, porque o discípulo do Mestre de Nazaré não obterá favores especiais, nem privilégios que o Seu Senhor não teve.

Terá sim, que dar testemunhos diante dos percalços da caminhada, exibindo sua confiança em Deus; renunciando aos fúteis e fugidios prazeres mundanos e temporais, carregando sua cruz, de forma a exaltar em atitudes Cristãs a qualidade da mensagem ensinada por seu Modelo Maior, tornando-se então um fiel seguidor e eficaz semeador.

Precisará estar preparado psicologicamente para enfrentar adversários e antipatizantes de ontem e de hoje, que com absoluta certeza testarão ao extremo sua disposição e confiança em seguir adiante, espalhando com qualidade e fidelidade a mensagem de que se faz intérprete.

Inimigos gratuitos do bem, o enfrentarão de maneira tenaz e de forma tirânica, em oposição aos seus ideais nobremente acalentados, inspirando-lhe pensamentos de desânimo, de medo, de cansaço e sobretudo de dúvidas quanto ao sucesso na conquista da vitória ao final do duradouro embate.

Parceiros seus de outrora, conhecem-lhe as limitações e desditas, por isso mesmo não crêem na sua presente disposição de renovar-se, muitos dos quais impossibilitados de alçarem vôos mais altos em sua companhia, sentem-se ofendidos e até mesmo provocados por suas nobres aspirações, e buscarão de todas as formas possíveis e imagináveis demovê-lo dessa idéia de crescimento moral espiritual.

Somente na companhia de Jesus, o homem encontrará segurança e sustentação para seguir resoluto e confiante, em busca de alcançar a sua meta de elevação, desenvolvendo em si, as virtudes que dormitam em seu espírito imortal, e amealhando tesouros que nem as traças nem os ladrões conseguirão subtraí-lo.

Seu evangelho é roteiro seguro em clima de Paz, em permanente efusão de esperança e fé, convidando-o a seguir em frente, sem temor, sem desconfianças infundadas, convicto de que conta com o auxílio e companhia dos prepostos do Mestre de Nazaré, que o investirão dos recursos necessários para a construção sólida de sua própria felicidade.

Alerta-lo-á para que busque perceber que o mundo em que vivemos é um infinito açude a jorrar oportunidades de serviço e crescimento a todos quantos tiverem “olhos de ver e ouvidos de ouvir”, chamando-o à atenção para o fato de que se não conseguir alcançar seus objetivos hoje, alcança-los-á amanhã, assegurando que o que hoje lhe falta, amanhã abundará.

Ensina-o que é preciso desde já, despojar-se das nocivas idéias de ambição das coisas materiais, pois que sua estada na Terra, tem por objetivo principal sua aprendizagem, sua renovação, sua elevação, seu crescimento espiritual.

Incentiva-o a concluir o curso de aperfeiçoamento em que estagia hoje, procurando tirar o melhor proveito possível das experiências que vivenciar neste curto período de reencarnação que lhe foi concedido, cuidando de armazenar em seu arquivo psíquico, as lições que de fato o beneficiarão quando de volta à verdadeira pátria que é a espiritual.

Pede-lhe para que não desanime nunca, diante das possíveis dificuldades materiais inerentes a todos que fizeram do Evangelho o seu roteiro de vida, pois os que assim procederam discerniram de forma correta fazendo opções elevadas, trocando o transitório de hoje, pelo permanente de sempre.

Encoraja-o a alistar-se, no exército do bem, tornando-se também um pescador de almas, a lança ao mar das dores e das lamentações dos que sofrem, suas redes, tecidas em material fornecido pelo Evangelho Redentor de Jesus, e sob sua orientação recolher quantos lhe chegarem, com o mesmo carinho, entusiasmo, respeito e paciência com que o Mestre o espera para recolhê-lo nas malhas do seu puro e divino Amor.



Francisco Rebouças

Os inimigos do Espiritismo

A doutrina espírita é tão Cristã, que nos ensina a seguir o seu criador, em todas as situações de nossas vidas, nos fazendo ver que o Cristianismo e o Espiritismo são uma só e a mesma coisa, e por isso mesmo, não admite comportamento diferente para seus legítimos seguidores.

Todos os preceitos trazidos por Jesus, no cristianismo da época em que ele aqui esteve, estão de volta na filosofia espírita moderna, codificada por um de seus maiores discípulos, que a seu serviço esteve com competência e dedicação a codificar o Consolador Prometido pelo Meigo Rabi da Galiléia, no Pentateuco espírita, a disposição de todos nós.

Até mesmo nos momentos em que somos atacados por falsas alegações de que praticamos atos indignos de um verdadeiro seguidor do Cristo, que fazemos uso da Feitiçaria e da Magia Negra; não nos dá o Espiritismo, direito de retribuir esses sacrilégios, senão com muita compreensão e o sincero despojamento de nosso egoísmo e orgulho, para entendermos que esses irmãos não têm ainda o menor conhecimento da verdadeira doutrina que professamos e seus postulados de paz, amor e caridade.

No Evangelho segundo o Espiritismo, Capítulo XXVIII, encontramos, a esse respeito, os ensinamentos que nos deram os Imortais da Vida Maior, conforme segue:

Pelos inimigos do Espiritismo

50. “ Bem-aventurados os famintos de justiça, porque serão saciados.

Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, porque deles é o reino dos céus.

Ditosos sereis, quando os homens vos carregarem de maldições, vos perseguirem e falsamente disserem contra vós toda espécie de mal, por minha causa. - Rejubilai-vos, então, porque grande recompensa vos está reservada nos céus, pois assim perseguiram eles os profetas enviados antes de vós. (S. MATEUS, cap. V, vv. 6 e 10 a 12.)

Não temais os que matam o corpo, mas que não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode perder alma e corpo no inferno. (S. MATEUS, cap. X, v. 28.)

51. PREFÁCIO. De todas as liberdades, a mais inviolável é a de pensar, que abrange a de a de consciência. Lançar alguém anátema sobre os que não pensam como ele é reclamar para si essa liberdade e negá-la aos outros, é violar o primeiro mandamento de Jesus: a caridade e o amor do próximo. Perseguir os outros, por motivos de suas crenças, é atentar contra o mais sagrado direito que tem todo homem o de crer no que lhe convém e de adorar a Deus como o entenda. Constrangê-los a atos exteriores Semelhantes aos nossos é mostrarmos que damos mais valor à forma do que ao fundo, mais às aparências, do que à convicção. Nunca a abjuração forçada deu a quem quer que fosse a fé; apenas pode fazer hipócritas. E um abuso da força material, que não prova a verdade. A verdade é senhora de si: convence e não persegue, porque não precisa perseguir.

O Espiritismo é uma opinião, uma crença; fosse (1) até uma religião, por que se não teria a liberdade de se dizer espírita, como se tem a de se dizer católico, protestante, ou judeu, adepto de tal ou qual doutrina filosófica, de tal ou qual sistema econômico? Essa crença é falsa, ou é verdadeira, se é falsa, cairá por si mesma, visto que o erro não pode prevalecer contra a verdade, quando se faz luz nas inteligências. Se é verdadeira, não haverá perseguição que a torne falsa.

A perseguição é o batismo de toda idéia nova, grande e justa e cresce com a magnitude e a importância da idéia. O furor e o desabrimento dos seus inimigos são proporcionais ao temor que ela lhes inspira. Tal a razão por que o Cristianismo foi perseguido outrora e por que o Espiritismo o é hoje, com a diferença, todavia, de que aquele o foi pelos pagãos, enquanto o segundo o é por cristãos. Passou o tempo das perseguições sangrentas. É exato; contudo, se já não matam o corpo, torturam a alma, atacam-na até nos seus mais íntimos sentimentos, nas suas mais caras afeições. Lança-se a desunião nas famílias, excita-se a mãe contra a filha, a mulher contra o marido; investe-se mesmo contra o corpo, agravando-se-lhe as necessidades materiais, tirando-se-lhe o ganha-pão, para reduzir pela fome o crente. (Cap. XXIII, nº 9 e seguintes.)

Espíritas, não vos aflijais com os golpes que vos desfiram, pois eles provam que estais com a verdade. Se assim não fosse, deixar-vos-iam tranqüilos e não vos procurariam ferir. Constitui uma prova para a vossa fé, porquanto é pela vossa coragem, pela vossa resignação e pela vossa paciência que Deus vos reconhecerá entre os seus servidores fiéis, a cuja contagem ele hoje procede, para dar a cada um a parte que lhe toca, segundo suas obras.

A exemplo dos primeiros cristãos, carregai com altivez a vossa cruz. Crede na palavra do Cristo, que disse: "Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça, que deles é o reino dos céus. Não temais os que matam o corpo, mas que não podem matar a alma." Ele também disse: "Amai os vossos inimigos, fazei bem aos que vos fazem mal e orai pelos que vos perseguem. Mostrai que sois seus verdadeiros discípulos e que a vossa doutrina é boa, fazendo o que ele disse e fez. A perseguição pouco durará. Aguardai com paciência o romper da aurora, pois que já rutila no horizonte a estrela d'alva. (Cap. XXIV, nº 13 e seguintes.)

Em seguida, ensina-nos a rogar a Deus pelos inimigos de nossa doutrina, através da prece feita do fundo dos nossos corações, para que Deus lhes dê discernimento, e abra-lhes a visão e a compreensão para o entendimento de que somos também filhos do mesmo Pai de toda a criatura humana que o busca por outros meios e em outras correntes religiosas, para com as quais nós espíritas deveremos ter o maior carinho e respeito, independente de como somos tratados.

52. Prece. - Senhor, tu nos disseste pela boca de Jesus, o teu Messias: "Bem-aventurados os que sofrem perseguição por amor da justiça; perdoai aos vossos inimigos; orai pelos que vos persigam." E ele próprio nos deu o exemplo, orando pelos seus algozes.

Seguindo esse exemplo, meu Deus, imploramos a tua misericórdia para os que desprezam os teus sacratíssimos preceitos, únicos capazes de facultar a paz neste mundo e no outro. Como o Cristo, também nós te dizemos: "Perdoa-lhes, Pai, que eles não sabem o que fazem."

Dá-nos forças para suportar com paciência e resignação, como provas para a nossa fé e a nossa humildade, seus escárnios, injúrias, calúnias e perseguições; isenta-nos de toda idéia de represálias, visto que para todos soará a hora da tua justiça, hora que esperamos submissos à tua vontade santa”. ¹

Que busquemos por em prática os verdadeiros ensinamentos do nosso Mestre Maior, e seguirmos em paz e compreensão para com todos, haurindo na doutrina consoladora e esclarecedora que professamos a força necessária para vencermos este e qualquer empecilho que se apresente em nossa caminhada em direção aos cimos da espiritualidade superior.

Bibliografia

1) Kardec Allan, O Evangelho Segundo o Espiritismo – FEB 112ª edição. Cap. XXVIII.



Francisco Rebouças

terça-feira, 17 de junho de 2008

Assistência Espiritual Superior


Muitos dos nossos irmãos de crença espírita, ainda de espíritos encharcados pelos séculos de orientação em correntes religiosas de conceitos arcaicos e dogmáticos em que estagiaram por incontáveis séculos na história do tempo, não conseguem despojar-se de velhos temores e medos que hoje já não são mais admissíveis para um seguidor de Jesus através da esclarecedora Doutrina Espírita, e por isso mesmo, temem mais a satanás do que confiam em Deus, como se o mal e não o bem fosse o vencedor no duelo da perfeição do espírito imortal.

Vivem a alardear a fragilidade das nossas possibilidades no exercício do bem, e a exaltarem a fortaleza das adversidades impostas pelos verdugos das forças negativas do mal, de quem se escondem covardes e temerosos, não adiantando as inúmeras advertências dos prepostos do Cristo, para que creiam em si e em Deus, pois que o Mestre de Nazaré já nos chamou à atenção, para a verdade de que somos deuses, e faremos o que ele fez e muito mais.

Encontramos na literatura espírita farto material de estudo que nos esclarecem da ajuda que nos é dispensada em qualquer tarefa no bem, e que nos dá total segurança para a prática da caridade, sem nos preocuparmos com os adversários da Luz, que não passam de espíritos ignorantes, desviados da senda do amor, mas que certamente ao contato da verdade imutável, mas cedo ou mais tarde, a compreenderão e a seguirão como o único caminho para a salvação de suas almas transviadas.

Selecionamos, nessa rica literatura alguns trechos de obras, que nos dão bem uma idéia de como somos ajudados, socorridos, orientados etc..., pelos prepostos de Jesus, responsáveis pela implantação do bem na Terra, sempre que nos decidimos por abraçar uma tarefa qualquer na Seara sublime do amor e da caridade.

Livro: nos Domínios da Mediunidade Cap. 17

Hilário o amigo de André Luiz, pergunta ao instrutor Áulus, sobre uma atividade de passe que eles estão assistindo, com muitas pessoa para serem beneficiadas:

P - Isso significa que não precisam temer a exaustão...

R - De modo algum. Tanto quanto nós, não comparecem aqui com a pretensão de serem os senhores do benefício, mas sim na condição, de beneficiários que recebem para dar. A oração, com o reconhecimento de nossa desvalia, coloca-nos na posição de simples elos de uma cadeia de socorro, cuja orientação reside no alto. Somos nós aqui, neste recinto consagrado à missão evangélica, sob a inspiração de Jesus, algo semelhante à singela tomada elétrica, dando passagem à força que não nos pertence e que servirá na produção de energia e luz.

- mais adiante... André Luiz comenta: Os passistas afiguravam-se-nos como duas pilhas humanas deitando raios de espécie múltipla, a lhes fluírem das mãos, depois de lhes percorrerem a cabeça, ao contato do irmão Conrado e de seus colaboradores.

- mais à frente... Àulus esclarece: Analisada a questão nestes termos, todas as pessoas dignas e fervorosas, com o auxílio da prece, podem conquistar a simpatia de veneráveis magnetizadores do Plano Espiritual que passam assim, a mobilizá-las na extensão do bem. Não nos achamos à frente do hipnotismo espetacular, mas sim num gabinete de cura, em que os médiuns transmitem os benefícios que recolhem, sem a presunção de doá-los de si mesmos.
É importante não esquecer essa verdade para deixarmos bem claro que, onde surjam a humildade e o amor, o amparo divino é seguro e imediato.

Livro: Conduta Espírita Cap. 28

Quando aplicar passes e demais tarefas da terapêutica espiritual, fugir à indagação sobre resultados e jamais temer a exaustão das forças magnéticas.

Livro: Conduta Espírita Cap. 47

Em todos os instantes, reconhecer-se na presença invisível de Jesus, que nos ampara nas obras do bem.


Livro: Trilhas da Libertação

Cap. Aflições e aprendizado:

O carro do amor não para, nem o amor jamais será vencido.

Cap. Providências Finais:

O amor tem soluções de misericórdia para todas as ocorrências. É prematuro o momento para prognósticos de questões que fogem à nossa alçada.

Cap. Socorros de Emergência:

O exercício correto da mediunidade, a vivência dinâmica dos postulados espíritas constituem recursos preciosos para o trânsito seguro e lúcido entre as esferas física e espiritual.

Cap. Sexo e Responsabilidade:

E quando for necessário dirimir qualquer dúvida, deve-se recorrer à oração, que é tônico de vida e fio invisível de Luz que liga o indivíduo aos dínamos geradores da força vital e de paz.

Cap. Últimas Considerações:

Tomando cuidado como dar de graça o que de graça se recebe, o ínclito Codificador do espiritismo advertiu, elucidando que a mediunidade nobre jamais subirá aos palcos e a sua gratuidade, conforme lemos, é sempre condição sine qua non para merecer respeito, confiança e apoio espiritual relevante.

Cap. Cilada Perversa:

A pesar de ainda se apresentar como planeta de provas e expiações, a terra é uma escola de bênçãos onde aprendemos a desenvolver as aptidões e a aprimorar os valores excelentes do sentimento.

Livro: Aconteceu na Casa Espírita

Cap. O Bem Vitorioso:

Segue confiante, na certeza de que amigos do Mais Alto te sustentam. E quando te sentires angustiado diante de situações inusitadas, quando tua alma for ferida pela incompreensão sabe que mãos intangíveis te sustentarão, que corações amigos te compreenderão e que uma plêiade de espíritos benéficos te haverão de inspirar!
Continua, portanto, zelando pela pureza doutrinária, evitando o personalismo, estimulando os estudos simples, que abrangem a maioria, para que a simplicidade que nos caracteriza continue nos permitindo avançar cada vez mais.

Livro: Devassando o Invisível

Cap. VIII:

... também a mediunidade, como participante dessas funções (sensoriais e perceptivas, ao que a observação indica), possuirá possibilidades de ação e sutilezas ainda desconhecidas dos estudiosos atuais.

Livro: Missionários da Luz

Cap. 19:

Em todo o lugar onde haja merecimento nos que sofrem e boa vontade nos que auxiliam, podemos ministrar o benefício espiritual com relativa eficiência.

Considerações Finais

Oferecemos este singelo apanhado de considerações a respeito da assistência que recebemos da espiritualidade maior, para que sirva de auxílio para os irmãos ainda temerosos quanto à capacidade de serem úteis aos benfeitores da espiritualidade que laboram na Seara de Jesus, para que guardem a certeza de que quando nos dedicamos à tarefa da caridade em benefício do nosso próximo, somos na verdade os primeiros a receber as beneces resultantes dessa nossa atitude, pois como nos ensinou Jesus, o amor cobre a multidão de pecados. Não esperemos ser perfeitos para começar a tarefa de auxílio aos carentes de toda ordem, pois como nos esclarecem os imortais da vida Maior no Livro dos Médiuns, em Capítulo XX:

9ª Qual o médium que se poderia qualificar de perfeito?

"Perfeito, ah! bem sabes que a perfeição não existe na Terra, sem o que não estaríeis nela. Dize, portanto, bom médium e já é muito, por isso que eles são raros. Médium perfeito seria aquele contra o qual os maus Espíritos jamais ousassem, uma tentativa de enganá-lo. O melhor é aquele que, simpatizando somente com os bons Espíritos, tem sido o menos enganado."

Para finalizar, lembramos da advertência que “A dúvida é pois veneno para a criatura” (Tiago 1 – 6/8). Que Jesus nosso Modelo e Guia possa estar nos corações de todos nós para que possamos melhor representá-lo nas tarefas que tomamos parte em sua Seara, pois sabemos o quanto somos por ele auxiliados e quanto somos beneficiados no trabalho do bem em nosso próprio proveito e dos nossos irmãos em humanidade.



Francisco Rebouças.

sábado, 14 de junho de 2008

A Mediunidade

Sendo, todos nós criaturas, endividadas e em desarmonia com as Soberanas Leis que regem a vida no universo, contendo todas elas como primordial os fundamentos do Amor e da Caridade, e, por isso mesmo, carentes da misericórdia Divina, e sabendo que, cedo ou tarde, a Lei nos chama ao devido reajuste dos débitos contraídos por cada um de nós no passado equivocado que vivenciamos outrora, o amor divino concedeu-nos a dádiva do trabalho, ofertando a cada um de nós as oportunidades das nobres conquistas dos benefícios auferidos no esforço próprio de reajuste e crescimento rumo aos paramos Celestiais.

Para tal cometimento, concede a misericórdia do Pai aos seres humanos a necessidade da reencarnação e com ela a oportunidade para a conquista do progresso moral espiritual, equipando-os, com ferramentas indispensáveis para a vitória ao final da jornada, dentre elas, a bênção da Mediunidade.

Com ela, é possível consolar muitos corações em desespero, reerguer Espíritos doentes e caídos pela estrada, socorrer os obsidiados, esclarecer mentes conturbadas, em fim, praticar a caridade, e, dessa forma, dar os primeiros passos em direção a reabilitação perante a Lei Maior.

Com absoluta certeza, afirmamos que o Cristo é o nosso grande Mestre, e nos acompanhará desde que permaneçamos com o nobre propósito de crescimento na recuperação do tempo que desperdiçamos em futilidades, e que nos coloquemos à sua inteira disposição para servir em seu nome, trabalhando em sua Seara em benefício dos irmãos necessitados, aliviando suas dores e reanimando-os a prosseguir na caminhada.

A mediunidade é coisa sagrada, e deve por isso mesmo, ser praticada com os mais puros sentimentos que trazemos no coração, pois, para os que assim procedem, nunca faltará a devida proteção espiritual, e o Espiritismo é a luz que veio iluminar a escuridão que nos ocultavam as coisas do espírito, ensinando-nos o exercício da mediunidade de forma segura, disciplinada produtiva e salutar.

A Codificação do Espiritismo, como terceira revelação nos trouxe os acurados estudos da fenomenologia mediúnica, para que atuemos com conhecimento de causa, ensejando-nos maior segurança, nos alertando para não relaxarmos na vigilância, nos estudos constantes, e principalmente para manter fidelidade às bases doutrinárias, repelindo todo e qualquer modismo que nos apareça, seguindo firmes com Jesus através de Kardec.

Entreguemo-nos, pois, companheiros, firmes e resolutos no trabalho em prol do bem, certos de que, o Senhor abençoa a todos que o buscam, lançando seu olhar e mostrando sua presença em qualquer dificuldade que nos possa aparecer, ensejando-nos a necessária confiança para que jamais desanimemos, pois, ser intermediário do seu amor, é carregar no Ser, valorosa ferramenta para o trabalho Cristão no mundo.

Não devemos esperar gestos de gratidão, nem compreensão dos nossos semelhantes, sejamos simples e cultivemos a humildade, evitemos os elogios e fujamos da vaidade, procurando espalhar as bênçãos da mediunidade de conformidade com os ensinamentos do Mestre de Nazaré, dando nosso testemunho de renúncia e sacrifício, aos prazeres ilusórios do mundo, seguindo nossa caminhada ao encontro do modelo e guia da humanidade, Jesus Cristo, para gozarmos definitivamente dos benefícios da felicidade e da pureza espiritual.


Francisco Rebouças.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

O ESPÍRITA DIANTE DAS PROVOCAÇÕES

As provocações de qualquer natureza são doenças contagiosas, que, se aceitas, produzirão inevitáveis desequilíbrios e pesados desajustes no meio em que se alastram, de conseqüências imprevisíveis, e de difícil erradicação.

O provocador é alguém de mal consigo mesmo e com a vida à sua volta, e por essa razão, não descansa enquanto não vê espalhados em torno de si as vibrações tóxicas do azedume, do mal humor, da anarquia, irradiando mal-estar em tantos quanto lhes dão acesso.

Sente-se feliz por provocar polêmicas e discussão por qualquer coisa, agindo normalmente com insensatez, contrariando a tudo e a todos que não se coadunam com suas loucas e irrefletidas proposições, demonstrando a cegueira espiritual em que está imerso, exibindo abundante presunção, achando-se em qualquer assunto o portador da verdade incontestável.

Considera-se até mesmo fora de qualquer contestação, não admitindo em hipótese alguma ser contrariado, por quem quer que seja, procurando demonstrar aos olhos de todos o quanto não se preocupa com a falta de consideração e respeito às opiniões dos seus opositores.

Sua forma de polemizar, nada mais esconde que a força dos sentimentos de frustrações e fracassos, que abriga em seu íntimo, nascida do despeito, da inveja, da mágoa, que se transformam em paixão doentia e danosa a ferir-lhe o "amor próprio" mal entendido, produzindo desarmonia, trevas e afastando-o cada vez mais da luz e do esclarecimento, empobrecendo-o de bom senso e discernimento.

Quando te achares alvo do fogo das provocações, desses insensatos e infelizes irmãos, medita nas desvantagens que te acarretarão um confronto com o teu provocador, e desvia tua atenção para as coisas que te possas propiciar a utilização do teu tempo de forma útil, produtiva, benéfica e procura entender que de fato é o doente é que precisa de médico como nos asseverou o Mestre de Nazaré, e atende ao apelo de tua consciência que pede respeitar teu próximo, amando-o como ele é, certo de que a opinião dos outros sob teu procedimento, terá o valor que lhes der.

Assim, evita as discussões inúteis, que nada de positivo te proporcionarão, e adota o comportamento de verdadeiro Cristão, construtor da paz, espargindo esperanças iluminando as consciências dos equivocados do teu caminho, agindo como um legítimo mensageiro da boa nova.
Segue o exemplo do insigne Codificador do espiritismo, Allan Kardec, que atacado por adversários gratuitos, e combatido até mesmo por amigos que lhes partilhavam a convivência mas, não lhes correspondiam às afeições, jamais se defendeu, debateu ou polemizou no campo da vulgaridade.

Em todas as oportunidades que se dedicou a responder às críticas de seus opositores, sempre o fez com equilíbrio, dignidade, elevação da linguagem, utilizando-se de argumentação sólida e clara com respeito pelo seu oponente, mantendo o nível da discussão nos limites das idéias, não se utilizando jamais de termos agressivos ou com ofensas para com quem quer que fosse.

Jesus nosso modelo e guia, constantemente provocado pelos inimigos da luz, manteve sempre seu alto padrão de entendimento e amor, aplicando a todos os recursos da compaixão de que se faziam carentes.

A tantos quantos te provocarem com intuito de chamar-te à polêmica, responde com teu silêncio e tuas atitudes pacíficas e moderadas, pois tuas ações equilibradas e corretas desmentirão as possíveis acusações de que te tornares vítima, sem que necessites te envolver em polêmicas desnecessárias e sem proveito.

Francisco Rebouças

Em busca da taça

Aproxima-se a data muito esperada por todos nós brasileiros, o dia 09 de junho de 2006, dia marcado para o início da Copa do Mundo de Futebol, com a bola rolando entre as seleções da Alemanha, a anfitriã e a seleção da Costa Rica, e a nação verde e amarela como sempre esperançosa, prepara uma grade festa para acompanhar a estréia da seleção canarinho rumo a mais uma grandiosa conquista, a do sexto título de campeão mundial de futebol, pelo menos é o que todos esperamos que aconteça.

Somos um povo confiante, pois temos os melhores artistas na arte de jogar futebol, e não exageramos quando dizemos que nossa seleção é legítima candidata ao tão almejado título.

É, nessa hora, que muitos torcedores, dirigentes e atletas, mostram o lado místico de suas crenças, depositando esperanças em um amuleto, uma medalha, ou até um hábito que preserva, como fator capaz de lhe proporcionar a conquista de algo que tanto deseja. Nós espíritas, sabemos que talismã algum poderá nos proporcionar felicidade por si só, e que só o preparo físico e psicológico, aliados a habilidade de realizar a tarefa com esmero, além da união e da fé em si e em Deus, serão ingredientes realmente capazes de proporcionar a uma equipe o prazer da vitória no final do evento.

Já diz o ditado popular e muito conhecido por todos nós, que se mandinga ganhasse jogo o campeonato baiano terminaria sempre empatado, e não é exatamente isso o que ocorre. Outros tantos irmãos em Deus, depositam suas esperanças no Pai, exigindo para si, os benefícios advindos da Suprema Bondade, como se Deus não tivesse consideração por todos os outros seus filhos que igualmente lhe pedem suas bênçãos.

Recorremos aos ensinamentos dos Espíritos Superiores para alertar sobre esse equívoco que muitos teimam em conservar, conforme podemos verificar em Livro dos Espíritos sob o título: Poder oculto. Talismãs. Feiticeiros

553. Que efeito podem produzir as fórmulas e práticas mediante as quais pessoas há que pretendem dispor do concurso dos Espíritos?

“O efeito de torná-las ridículas, se procedem de boa-fé. No caso contrário, são tratantes que merecem castigo. Todas as fórmulas são mera charlatanaria. Não há palavra sacramental nenhuma, nenhum sinal cabalístico, nem talismã, que tenha qualquer ação sobre os Espíritos, porquanto estes só são atraídos pelo pensamento e não pelas coisas materiais.”

a) - Mas, não é exato que alguns Espíritos têm ditado, eles próprios, fórmulas cabalísticas?
“Efetivamente, Espíritos há que indicam sinais, palavras estranhas, ou prescrevem a prática de atos, por meio dos quais se fazem os chamados conjuros. Mas, ficai certos de que são Espíritos que de vós outros escarnecem e zombam da vossa credulidade.”
A FIFA, está proibindo para essa copa a exibição de propagandas de religião nas camisas dos atletas, pois precisamos entender que Jesus não é privilégio de um só grupo de Cristãos e sim de todos os seus seguidores, e ainda que a Copa do mundo, não é um evento, destinados somente aos cristãos e sim a todos os filhos de Deus independentemente de suas opções religiosas.

E mais, não é um evento religioso, e sim esportivo, em que os povos apesar de estarem torcendo pelas seleções de seus países, precisam também respeitar as torcidas de seus adversários que não são seus inimigos, como muitos equivocados torcedores ainda entendem.

Torcer fervorosamente pela nossa seleção, envolvê-la nas nossas melhores vibrações positivas e otimistas, com fé e esperança e aguardar a hora de comemorarmos juntos mais um feito inédito do nosso querido e abençoado Brasil.

Bibliografia
Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos FEB, 76ª Edição.
Grifos nossos.

Obesidade Infantil, perigo sutil.

Em recente e excelente matéria publicada pela conceituada revista “ÉPOCA”, ficamos conhecendo um dos maiores perigos para a saúde te todos nós, particularmente das crianças, conforme pequeno trecho da reportagem que aqui selecionamos: “A maior ameaça à saúde pública brasileira hoje não é a fome, como dizia o presidente Lula no início do mandato, nem a dengue ou a gripe do frango. A calamidade que custará bilhões de reais ao sistema de saúde do país, causará diabetes, problemas cardíacos e depressão em milhões de pessoas e que ameaça reduzir a expectativa de vida da próxima geração - pela primeira vez desde que ela começou a ser medida, no início do século XX - é a obesidade infantil. Um terço das crianças no país está obeso ou com sobrepeso - situação em que a gordura acumulada no organismo já é suficiente para prejudicar a saúde. Projeções afirmam que, até 2010, serão 61,6%.

Apesar da aparente facilidade do diagnóstico, a epidemia passa despercebida pelas famílias e mesmo pela maioria dos consultórios. Os pacientes costumam chegar aos especialistas apenas quando já são gordos há um bom tempo e não agüentam mais o constrangimento social e as zombarias. Um estudo feito nos Estados Unidos com mães de crianças com sobrepeso mostrou que 79% delas não notavam nada de errado na silhueta dos filhos. Outra pesquisa, com famílias de crianças francamente obesas, revelou que 35% dos pais nem sequer imaginavam que elas pudessem estar acima do peso. É isso que leva a IOTF - Força-Tarefa Internacional contra a Obesidade, a prever que as crianças de hoje serão a primeira geração, nos últimos séculos, a viver menos que seus pais. Não é exatamente um motivo para orgulho”.

Na maioria dos casos, a obesidade é proveniente da gulodice, que, precisa ser reprimida com severidade, pelos pais ou responsáveis, pois a natureza traçou os limites de acordo com a nossa constituição física que precisamos respeitar. Em o Livro dos Espíritos, Allan Kardec indaga aos Imortais da vida Maior sobre o assunto na pergunta que segue:

716. Mediante a organização que nos deu, não traçou a Natureza o limite das nossas necessidades?

“Sem dúvida, mas o homem é insaciável. Por meio da organização que lhe deu, a Natureza lhe traçou o limite das necessidades; porém, os vícios lhe alteraram a constituição e lhe criaram necessidades que não são reais.”

Em vista dessa situação tão grave, é preciso que nós pais, tomemos as devidas providências enquanto ainda temos tempo, para não lamentarmos mais tarde de consciência pesada, o problema que poderíamos ter evitado; procurando imediatamente determinar limites aos nossos filhos, e buscar exercer severo e imediato controle da qualidade e quantidade da alimentação infantil, não cedendo diante de suas investidas ou manhas, procurando mostrar que antes de tudo somos pais responsáveis e amorosos, buscando zelar pelo bem-estar e pela saúde deles, além de termos compromisso perante a Lei de Deus que nos cobrará pela missão a nós confiada.

Bibliografia:
1)Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos – FEB, 76ª Edição.
2)Revista Época.


Francisco Rebouças.

O Espiritismo e a Páscoa

Inicia-se o mês de abril, e com ele uma das mais tradicionais comemorações da comunidade Cristã, a Páscoa; que o dicionário da língua portuguesa define como sendo: s.f. Festa anual dos hebreus em memória da sua saída do Egito; festa anual dos cristãos em memória da ressurreição de Cristo. Por esse motivo, irmãos de diversas correntes do Cristianismo estarão comemorando a volta de Jesus à vida, que se deu justamente na páscoa judaica no ano 33 da nossa era.

A páscoa em verdade, pelas interpretações dadas pelas religiões tradicionais, está envolta num injustificado conceito de “culpa”, pois segundo ensinam, Jesus teria padecido os tormentos porque passou, “para nos salvar”, em razão dos nossos pecados, que teriam se iniciado com a desobediência de Adão e Eva no paraíso.

Nós Espíritas, embora sendo também Cristãos, não celebramos a páscoa dessa forma, por entendê-la de maneira bem diferente no que concerne à morte e à ressurreição de Jesus, pois sabemos que a aparição do Mestre de Nazaré a Maria de Magdala e aos seus Discípulos não foi uma derrogação das Leis naturais do nosso Planeta, pois, uma ressurreição significaria a volta à vida de um corpo já morto, o que sabemos ser cientificamente impossível.

A Doutrina Espírita não proíbe, nem condena a forma como a páscoa é comemorada pelos nossos irmãos em humanidade, se levarmos em conta o seu simbolismo; para nós espíritas, a páscoa pode muito bem representar a libertação da ignorância pelo conhecimento, a vitória da vida sobre a “morte”, a renovação dos nossos propósitos mais nobres no engrandecimento do espírito imortal, a nossa renovação moral na transformação do homem velho que sempre fomos e no crescimento em nosso interior do homem novo, renovado em seus princípios éticos- morais.

Duas figuras se destacam na comemoração da Páscoa:

O Coelho, por ser animal rápido, esperto, e transmitir a idéia de alegria, representa o divulgador da notícia da ressurreição do Cristo.

O Ovo, que já era utilizado antigamente para comemorar a páscoa judaica, onde as pessoas presenteavam-se com ovos verdadeiros, cuja casca pintavam com muito carinho para servir de enfeite e como lembranças para a pessoa a quem se ofertava, porém tinham como desvantagem a facilidade com que quebravam e estragavam. Com o passar dos anos, o homem teve a idéia de comercializar a maneira de se presentear na páscoa, e então passou a produzir os ovos de chocolate, de açúcar, porcelana, alumínio e diversos outros materiais, que serviram para sustentar a idéia de presentear com o ovo na páscoa e ainda auferir vantagens financeiras, a tal ponto que em nossos dias, o que mais importa não é o real motivo da comemoração da páscoa, que muitos não sabem o que representa, e sim o tamanho e o valor do ovo de chocolate que sonham em receber.

Nós Espíritas, entendemos a páscoa como uma divina lição que Jesus nos deu, vencendo as iniqüidades do mundo, e retornando triunfante para confirmar o que já havia afirmado antes; que a morte não existe como a entendemos; e cumprir sua promessa de “ficar eternamente conosco”, servindo-nos de bússola apontando a direção certa a todos quantos sinceramente desejarem seguí-lo e encontrá-lo.

Dicionário da Língua Portuguesa 9ª Edição.
Francisco Silveira Bueno.

Francisco Rebouças.

Aborto? delete essa idéia!

No grave momento porque passa a sociedade, às voltas com tantos escândalos, desrespeito a tudo e a todos, em que até os “legítimos” representantes do povo dançam de contentamento, em comemoração à vitória da corrupção e da impunidade, não causa nenhuma admiração a quem quer que seja, que a proposta de aprovação do crime pelo aborto seja defendida por nossos legisladores, que, em vez de se preocuparem com a elaboração de Leis que protejam e dignifiquem a vida, propõem justamente mais uma absurda e vergonhosa maneira de se facilitar o crime de morte, e dessa vez de forma legalizada, inocentando o criminoso por antecipação.

O que diz o código Penal Brasileiro

Infanticídio
Art. 123 - Matar, sob a influência do estado puerperal, o próprio filho, durante o parto ou logo após:

Pena - detenção, de 2 (dois) a 6 (seis) anos.

Aborto provocado pela gestante ou com seu consentimento

Art. 124 - Provocar aborto em si mesma ou consentir que outrem lho provoque:

Pena - detenção, de 1 (um) a 3 (três) anos.

Aborto provocado por terceiro

Art. 125 - Provocar aborto, sem o consentimento da gestante:

Pena - reclusão, de 3 (três) a 10 (dez) anos.

Art. 126 - Provocar aborto com o consentimento da gestante:

Pena - reclusão, de 1 (um) a 4 (quatro) anos.

Parágrafo único - Aplica-se a pena do artigo anterior, se a gestante não é maior de 14 (quatorze) anos, ou é alienada ou débil mental, ou se o consentimento é obtido mediante fraude, grave ameaça ou violência.

Forma qualificada

Art. 127 - As penas cominadas nos dois artigos anteriores são aumentadas de um terço, se, em conseqüência do aborto ou dos meios empregados para provocá-lo, a gestante sofre lesão corporal de natureza grave; e são duplicadas, se, por qualquer dessas causas, lhe sobrevém a morte.

Art. 128 - Não se pune o aborto praticado por médico:

Aborto necessário

I - se não há outro meio de salvar a vida da gestante;

Aborto no caso de gravidez resultante de estupro

II - se a gravidez resulta de estupro e o aborto é precedido de consentimento da gestante ou, quando incapaz, de seu representante legal.

É, justamente essa parte do código penal Brasileiro que os defensores da violência e do crime contra o indefeso feto querem suprimir do código penal com o nosso aval, com o que não podemos de forma alguma compactuar, pois, não somos criminosos, nem apoiamos qualquer ato de violência ou crime contra quem quer que seja, nem mesmo contra um animal, imagina contra um ser humano.

Para se ter uma idéia do quanto a sociedade brasileira é contrária a essa absurda idéia de legalizar este crime hediondo, em pesquisa realizada pelo IBOPE em 2005, 97% do povo brasileiro se posicionou contrário à legalização do aborto. Apenas 3% das pessoas entrevistadas se declaram favoráveis à sua legalização.

É, chegada a hora, em que a sociedade como um todo precisa se mobilizar unida, para defender seus direitos legítimos, como este que é o maior de todos eles, o direito de viver, conforme nos esclareceram os Imortais da vida maior em O Livro dos Espíritos, na questão que segue:

Qual o Primeiro de todos os direitos do homem?

O de viver. Por isso é que ninguém tem o de atentar contra a vida de seu semelhante, nem de fazer o que quer que possa comprometer-lhe a existência corporal.

E, seguem, com uma infinidade de ensinos, que nos esclarecem da necessidade de o homem buscar sua espiritualização, deixando para trás os tempos ultrapassados da barbárie, que se não se justificasse por si mesmo, pelo menos explicava a nossa condição de animalidade, em que não ligávamos por absoluta ignorância, de cuidar das coisas do Espírito imortal, mas, que hoje em dia, esse tipo de comportamento já não mais encontra desculpa, a não ser por nosso egoísmo e falta de respeito às instituições e pessoas, levando-nos à insensatez de cogitar de absurdos como esses.

A Doutrina Espírita, longe de compactuar com tamanha loucura, segue nos mostrando que as Leis de Deus, são antes de tudo, sábias, justas e irrevogáveis, e responderam de forma categórica ao codificador quando questionados a respeito do tema ABORTO:

Constitui crime a provocação do aborto, em qualquer período de gestação?

Há crime sempre que transgredis a lei de Deus. Uma mãe, ou quem quer que seja, cometerá crime sempre que tirar a vida a uma criança antes do seu nascimento, por isso que impede uma alma de passar pelas provas a que serviria de instrumento o corpo que se estava formando.

Apesar das artimanhas utilizadas por aqueles que querem conduzir a opinião pública de maneira a lhes dar respaldo para o ato criminoso do aborto legal, contrariando as pretensões e legitimas aspirações, da sociedade brasileira, que é a conduta cristã, independente da corrente religiosa que se tenha, seja na religião católica, protestante, espírita ou outra qualquer, empenhemo-nos todos, na defesa do respeito à vida, como direito inalienável, que só Deus pode fazer cessar condição essa que não outorgou a quem quer que seja.

O feto que se desenvolve desde a concepção no lugar mais sagrado do ser humano, o ventre materno, não é uma máquina, ou um robô qualquer, que podem ser desligados de acordo com os interesses das pessoas envolvidas na questão, mas sim, um ser humano, com direito à proteção e ao amor de seus Pais, responsáveis, e da sociedade inteira.

Bibliografia:

1) Kardec, Allan – O Livro dos Espíritos, FEB,- 76ª Edição, Perguntas n° 358 e
880.

Que o Mestre de Nazaré nos sustente em sua paz, e nos ajude nessa empreitada em prol da vida e da decência.


Francisco Rebouças.

No Controle da Voz


Observe como vai indo o tom da sua voz, porque a voz é dos instrumentos mais importantes na vida de cada um, e por isso mesmo precisa de cuidados especiais.

A voz de cada pessoa está carregada pelo magnetismo dos seus próprios sentimentos, portanto procura encharcá-la de fluidos positivos e ternos, que possa ser bem acolhida e leve paz ao teu ouvinte.

Não fale em tonalidade tão alta que assuste e nem tão baixa que crie dificuldade a quem ouça, pois teu interlocutor pode ser sensível ao barulho ou pode também ter dificuldade para te ouvir.

Quando necessário, repete com paciência o que já foi dito ao teu ouvinte, sem alterar o tom de voz, procurando entender que nem todas as pessoas trazem audição impecável, e por isso mesmo deves ter o cuidado de não ferir quem te pede para que repita o que não conseguiu captar na tua mensagem.

Diante daqueles que te parecem com dificuldades auditivas, não te impacientes e não lhe digas nunca frases que o possam constranger como por exemplo: "Você está surdo?", "Você quer que eu grite?", "Quantas vezes quer você que eu fale?" ou "já cansei de repetir isso".

Descontrolada pela cólera, a voz se transforma na verdade em uma agressão e, a agressão, jamais convence, ou resolve qualquer problema ou dificuldade que nos pedem resolução.

Converse com serenidade e respeito, colocando-te no lugar da pessoa que te ouve, e educará tuas manifestações verbais com mais segurança e proveito, fazendo-te veículo de informação e ensinamento.

Quando estiveres fazendo uso do telefone para te comunicar, recorde que no outro lado do fio está alguém que precisa de tua palavra calma, mansa, sóbria, e respeitosa a fim de manter a própria tranqüilidade, e que muito podes colaborar para que isso aconteça.

Usa a bênção da tua voz para transmitir serenidade, alegria, otimismo, pensa que não gostarias de ser ouvinte de quem não te tratasse com educação e respeito e oferece teus recursos da fala para edificar o amor pelo teu próximo.


Francisco Rebouças.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Ah! se escutássemos Jesus

Todas as religiões ditas cristãs deveriam ensinar a seus adeptos, tão somente os ensinos de Jesus, e, dessa forma, certamente a Terra já estaria vivenciando uma era de justiça e paz bem diferente da que vige em nosso planeta na atualidade.
Basta que observemos seus ensinos contidos nos evangelhos, para que encontremos o verdadeiro roteiro de uma vida de respeito e fraternidade que nos assegurariam uma perfeita convivência com o nosso irmão em humanidade a caminho da felicidade e da perfeição.
"Amar o próximo como a si mesmo: fazer pelos outros o que quereríamos que os outros fizessem por nós", é a expressão mais completa da caridade, porque resume todos os deveres do homem para com o próximo. Não podemos encontrar guia mais seguro, a tal respeito, que tomar para padrão, do que devemos fazer aos outros, aquilo que para nós desejamos. Com que direito exigiríamos dos nossos semelhantes melhor proceder, mais indulgência, mais benevolência e devotamento para conosco, do que os temos para com eles? A prática dessas máximas tende à destruição do egoísmo. Quando as adotarem para regra de conduta e para base de suas instituições, os homens compreenderão a verdadeira fraternidade e farão que entre eles reinem a paz e a justiça. Não mais haverá ódios, nem dissensões, mas, tão-somente, união, concórdia e benevolência mútua.¹
Para exemplificar o benefício do exercício desses conceitos cristãos, na vida de qualquer ser humano que deles fizer uso, recorremos a um pequeno conto, que retiramos dos inúmeros que circulam pela internet, e que transcrevemos a seguir.
A resposta do Ramesh, mestre na Índia
Conta-se que certo aprendiz, indagou certa vez a Ramesh, um de seus mestres: “Mestre, porque existem pessoas que saem facilmente dos problemas mais complicados, enquanto outras sofrem por problemas muito pequenos, morrem afogados num copo d’água”?
O Mestre esboçou doce sorriso, e lhe contou uma história.
Certo homem viveu de forma amorosa durante toda sua vida. Quando ele morreu, todos que com ele conviveram exigiram que ele fosse encaminhado para o Céu, pois, um homem tão bom quanto ele fora, merecia desfrutar dos privilégios do paraíso. Para aquele homem, ir para o Céu, não lhe parecia tão importante, mas, atendendo a pedidos, para lá se dirigiu.
A narrativa destaca que naquela época, o céu não havia passado por um programa de qualidade total, por essa razão, a recepção não funcionava muito bem, e, a moça que o recebeu deu uma olhada rápida nas fichas, que se encontravam espalhadas pelo balcão, não tendo encontrando nas ficha o nome daquele homem, o encaminhou para o inferno.
No Inferno, ninguém exige crachá e nem convite; qualquer um que chegar, é imediatamente convidado a entrar. O homem entrou e por lá foi ficando...
Dias depois, o Chefe Geral do Inferno bate furioso às portas do Paraíso para tomar satisfação com São Pedro. Profundamente irritado falou: “Isso que você está fazendo é puro terrorismo”!!.
Sem saber o motivo de tanta raiva, Pedro perguntou do que se tratava. Transtornado o Chefe Geral do Inferno respondeu: “Você mandou aquele sujeito para o Inferno, e ele está me desmoralizando! Chegou escutando as pessoas, olhando-as nos olhos, conversando com elas.
Agora, está todo mundo dialogando, se abraçando, se beijando. O inferno não é lugar para isso! Por favor, traga esse sujeito para cá”.
Quando Ramesh terminou de contar essa história, olhou carinhosamente para o jovem aprendiz e lhe disse:
Viva com tanto amor no coração, que se por engano, você for parar no Inferno, o próprio Demônio lhe traga de volta ao paraíso”.
Se eu pudesse lhe deixar alguns presentes deixaria:
*acesso ao sentimento de amar a vida e seus irmãos em humanidade.
* a consciência de aprender tudo o que lhe foi ensinado pelo tempo afora.* a vigilância para lembrar e evitar os erros que foram cometidos para não mais os repetir.
* a capacidade de colher novos caminhos.
Deixaria ainda se pudesse, o respeito àquilo que é indispensável:
- Além do pão, o trabalho, além do trabalho, a ação.
E, quando mais faltasse, um segredo:
O de buscar no interior de si mesmo a resposta e a força para encontrar sempre uma boa saída. ²
Que pelo menos nós espíritas, possamos interiorizar os conceitos da doutrina que esposamos e nos transformemos em verdadeiros discípulos do Mestre de Nazaré, a espalhar as beneces de sua mensagem através de nossas ações no dia-a-dia de nossas vidas, hoje e sempre.
1) Evangelho Segundo o Espiritismo – Cap. XI, item 4.
2) Pesquisas na Internet.
3) Grifos nossos.

segunda-feira, 9 de junho de 2008

A necessidade do escândalo

É triste, mas, infelizmente, em vista do nível moral dos habitantes da Terra, o escândalo ainda se faz necessário. Foi o próprio Jesus quem nos afirmou conforme registro do evangelista Mateus: Cap. XVIII, vv. 6 a 11 e Cap. V, vv. 29 e 30.

Segundo a doutrina espírita, devido ao grau de imperfeição dos habitantes do nosso planeta, os homens aqui estabelecidos em processo de aperfeiçoamento, ainda se mostram bastantes propensos à prática do mal, e, conseqüentemente árvores más, só maus frutos podem produzir.

"A Terra, conseguintemente, oferece um dos tipos de mundos expiatórios, cuja variedade é infinita, mas revelando todos, como caráter comum, o servirem de lugar de exílio para Espíritos rebeldes à lei de Deus. Esses Espíritos tem aí de lutar, ao mesmo tempo, com a perversidade dos homens e com a inclemência da Natureza, duplo e árduo trabalho que simultaneamente desenvolve as qualidades do coração e as da inteligência. E assim que Deus, em sua bondade, faz que o próprio castigo redunde em proveito do progresso do Espírito. - Santo Agostinho. Paris, 1862.)" ¹

Preciso se faz entender, que o mal é conseqüência natural da imperfeição dos seres humanos, que aqui habitam, e não, que haja a necessidade de que o homem pratique algo contra si, seu próximo ou contra a vida.

Somente depois de esclarecidos e aperfeiçoados, terão a devida compreensão das vantagens e dos benefícios que se pode usufruir da prática do amor, da caridade e do entendimento entre os indivíduos e os povos.

Dessa forma, faz-se urgente a mudança de postura do homem perante seu semelhante e em respeito à vida, buscando realizar a indispensável transformação interior, que precisamos todos empreender, colaborando no desenvolvimento e implantação do bem, fazendo a parte que nos compete realizar de maneira a impulsionar o progresso do nosso planeta na superação definitiva do atual estado de inferioridade moral em que a Terra ainda se encontra.

Fonte:
1) O Evangelho segundo o Espiritismo - Cap. III, item 15.
Croxley Green, 08/08/2008.

Francisco Rebouças.

Mediunidade, bênção de Deus!

Os espíritos superiores nos ensinam que a mediunidade está na terra desde os primeiros processos da manifestação do homem no planeta, e que nem mesmo nos momentos mais difíceis dos acontecimentos históricos, políticos, sociais etc., por que passou a humanidade, em que muitos serviram de mártires, a mediunidade não recuou diante da tirania e da ignorância dos poderosos da época, que perseguiram homens e mulheres que foram barbaramente supliciados até a morte por serem provas vivas da verdade espiritual.

Muitos dos primeiros cristãos, médiuns de valiosos recursos mediúnicos, foram mortos da maneira mais bárbara possível, alguns traspassados por flechas incandescentes, outros foram cozidos vivos em azeite fervendo, outros jogados às feras nos espetáculos circenses para serem devorados vivos sob o aplauso da turba romana, patrocinados pelos imperadores sanguinolentos.

Mas, apesar de tudo, o Cristianismo seguiu conduzidos pelos benevolentes trabalhadores do Cristo, e grandes vultos da história do cristianismo surgiam, os profetas se multiplicavam, os fenômenos mediúnicos invadiram até mesmo a história da Igreja, pois muitos dos seus Santos foram médiuns na terra, podemos citar Santo Agostinho, São Luiz, etc., e outras tantas personalidades, da humanidade conhecidas em toda a terra entre elas Joanna D’arc.

No livro dos médiuns, Capítulo XXXI - item XI, o espírito Pedro Jouty nos esclarece a esse respeito dizendo: “O dom da mediunidade é tão antigo quanto o mundo. Os profetas eram médiuns. Os mistérios de Elêusis se fundavam na mediunidade. Os Caldeus, os Assírios tinham médiuns. Sócrates era dirigido por um Espírito que lhe inspirava os admiráveis princípios da sua filosofia; ele lhe ouvia a voz. Todos os povos tiveram seus médiuns e as inspirações de Joana d'Arc não eram mais do que vozes de Espíritos benfazejos que a dirigiam.
Esse dom, que agora se espalha, raro se tornara nos séculos medievos; porém, nunca desapareceu. Swedenborg e seus adeptos constituíram numerosa escola”.

Foi então que na primeira metade do século XIX os fenômenos mediúnicos abalaram a comunidade científica na América e na Europa, pois as mesas dançavam, e a presença dos fenômenos que se alastravam falavam à razão humana da existência de mais um enigma a ser decifrado pelos sábios e estudiosos.

Deus, então, por sua infinita misericórdia e bondade, fez surgir o sol fulgurante da verdade, e, era necessário uma alma de escol, para recebê-lo e interpretá-lo sob uma nova ótica, diferente daquela até então utilizada pelos cientistas da época, inteiramente voltada para o materialismo.

Surge nesse grave momento, o extraordinário espírito incumbido de tão grande e sublime missão, o codificador Allan Kardec que empregou toda sua genialidade e cultura científica milenares, na organização dos ensinos ministrados pelos Imortais do mundo maior, lançando os livros contendo a filosofia, a ciência e a religião espírita.

Daquele momento em diante, a mediunidade deixava de ser mística e sobrenatural, para ser entendida como mais uma ferramenta de que o ser humano pode se utilizar, de maneira positiva, em benefício próprio e do seu semelhante.

Hoje, esclarecidos pela terceira revelação, podemos entender que a mediunidade é coisa sagrada que deve ser praticada de maneira digna e responsável, e exercida com devotamento, discrição e humildade, no anonimato em benefício da humanidade.

Os médiuns, não são seres privilegiados em missão na mediunidade, são sim na maioria das vezes, serem endividados e em necessárias provas e rígidas expiações a caminho da sua própria regeneração diante das Leis eternas e imutáveis que regem o destino dos seres humanos.

Para finalizar, recorreremos mais uma vez ao Livro dos Médiuns, ainda no Capítulo XXXI, onde encontramos a comunicação que abaixo transcrevo, como seguro ensinamento para todos que laboramos nos trabalhos que a mediunidade nos premia e que precisamos saber dar o devido valor.

Todos os homens são médiuns, todos têm um Espírito que os dirige para o bem, quando sabem escutá-lo. Agora, que uns se Comuniquem diretamente com ele, valendo-se de uma mediunidade especial, que outros não o escutem senão com o coração e com a inteligência, pouco importa: não deixa de ser um Espírito familiar quem os aconselha. Chamai-lhe espírito, razão, inteligência, é sempre uma voz que responde à vossa alma, pronunciando boas palavras. Apenas, nem sempre as compreendeis.

Nem todos sabem agir de acordo com os conselhos da razão, não dessa razão que antes se arrasta e rasteja do que caminha, dessa razão que se perde no emaranhado dos interesses materiais e grosseiros, mas dessa razão que eleva o homem acima de si mesmo, que o transporta a regiões desconhecidas, chama sagrada que inspira o artista e o poeta, pensamento divino que exalça o filósofo, arroubo que arrebata os indivíduos e povos, razão que o vulgo não pode compreender, porém que ergue o homem e o aproxima de Deus, mais que nenhuma outra criatura, entendimento que o conduz do conhecido ao desconhecido e lhe faz executar as coisas mais sublimes.

Escutai essa voz interior, esse bom gênio, que incessantemente vos fala, e chegareis progressivamente a ouvir o vosso anjo guardião, que do alto dos céus vos estende as mãos. Repito: a voz íntima que fala ao coração é a dos bons Espíritos e é deste ponto de vista que todos os homens são médiuns
”.
Channing.



Francisco Rebouças.

sábado, 7 de junho de 2008

Convite da Luz!

Neste momento em que a sombra desacata os que se esforçam na busca da claridade, ensejando-lhes pensamentos de desistência, de desânimo, em constante perseguição por fazer-lhes desistir, do ideal de esclarecimento e progresso à caminho da perfeição, vimos convidar os amigos de boa vontade, que laboram com os sinceros propósitos de renovação do nosso planeta, a começar por desenvolver em si mesmos os seguintes requisitos que muito lhes ajudarão a conseguir o tão desejado intento.

1) Dedicar-se com esmero e entusiasmo, aos primeiros de todos os passos que devemos observar que são: o auto-conhecimento e a disposição de melhorar-se;

2) Aproveitar cada hora disponível para semear no campo do espírito a semente de fraternidade, bondade, amizade, em volta de seus passos;

3) Não deixar de fazer constantemente uma profunda meditação, sobre seus atos do dia anterior, buscando melhorá-los a cada novo amanhecer;

4) Lutar sem esmorecimento, no combate aos desafios de burilamento indispensável a quem quer crescer moral e espiritualmente;

5) Sentir-se sempre estimulado a impulsionar seus propósitos para as coisas do espírito, visando diminuir seus apegos aos bens da matéria perecível;

6) Buscar empreender sua parcela na posição de co-criador responsável pela ajuda no progresso de seu semelhante, pois para isso fomos criados;

7) Evitar escandalizar-se, com os nefastos acontecimentos divulgados pela imprensa sensacionalista, procurando ver em tudo motivo para seu crescimento tirando dos fatos as lições de experiência, com que buscará se fortalecer e evitar cair também nas teias do mal.

Ao aceitar este convite dos amigos da Luz, enviados a todos nós nas inúmeras mensagens, contidas nos milhares livros de leitura sadia, que a doutrina espírita nos oferece, encontraremos, com absoluta certeza, a companhia e a ajuda dos prepostos do Mestre de Nazaré, nos incentivando a enfrentar com otimismo e esperança as rudezas da estrada evolutiva, candidatando-nos a encontrar a nossa paz interior, e a sermos por nossa vez, mensageiros confiáveis da mensagem sublime, trazida pelo Consolador a tantos outros corações desiludidos, desesperançados, desanimados, perdidos nas ilusões do materialismo, de ambos os planos da vida, que pululam em volta de nós, e que de alguma forma estamos convocados a ajudar.

Que não nos falte em momento algum a sincera disposição de crescer em direção às sublimes paragens da espiritualidade Maior, pois esta é a destinação de todos nós, precisando apenas que procuremos envidar esforços na antecipação desse nosso estado de plenitude.
Francisco Rebouças

Chico Voltou



Era início da noite de 30 de junho de 2002, a televisão abria espaço em sua programação e anunciava para todo o Brasil que, em Uberaba, acabava de desencarnar, aos 92 anos de idade, vitimado por uma crise cardíaca, o médium Francisco Cândido Xavier, que completaria no mês de julho 75 anos de serviço na mediunidade mais respeitada e disciplinada de que se tem notícia.

O fato anunciado provocou reações de espanto e tristeza, na população, principalmente naqueles que se beneficiavam do trabalho e da companhia do medianeiro das vozes do infinito.

Na hora do anúncio da desencarnação, nem todos prestaram atenção para a notícia, pois naquele momento a população brasileira era só euforia, estava comemorando o feito inédito de uma seleção de futebol em todos os tempos, que acabara de conquistar o sonhado penta campeonato mundial.

Chico partia assim, vendo ser atendido em um de seus maiores desejos que era de regressar à Pátria Espiritual em dia de alegria e felicidade do povo brasileiro. E por que será que o nosso querido Chico teria alimentado desde há muito esse desejo?

A resposta nos parece muito simples, como simples sempre foi toda a sua vida; para que sua partida não causasse grande onda de tristeza e pesar, nem provocar maiores alterações na vida dos seus compatriotas, que se não estivessem envolvidos pela alegria da conquista da copa do mundo, certamente sentiriam muito mais do que sentiram.

Chico passou do mundo material para o mundo espiritual, de maneira calma e serena, pois estava adequadamente preparado para a partida na hora que o Soberano doador da vida julgasse oportuno; pois com seu jeito simples e sincero, sempre afirmara que: “morrer é simplesmente mudar completamente de casa sem nada mudar na essência”.

Passados esses dois anos e meio de sua partida, nós todos, brasileiros ou não, podemos perceber a grande lacuna que ele deixou principalmente para nós espíritas, que não mais podemos desde então contar com sua presença física para consolar nossos corações aflitos e muitas das vezes vazios que Chico fazia que se transformasse com um simples sorriso, olhar ou até uma palavra de consolação e esperança, dando-nos exemplo de caridade e amor por todos indistintamente.

Foi, sem sombra de dúvidas, Chico Xavier o maior exemplo de idealismo, de honestidade incorruptível, pois nada auferiu pessoalmente dos 412 livros que psicografou ou dos serviços que prestou com seu trabalho perseverante e abnegado na causa do seu Mestre Jesus. Com seu jeito simples, sua presença fraterna e amiga, consolou, assistiu e estimulou ao bem milhares de pessoas.

Trabalhou tanto, influiu tão beneficamente na vida de tanta gente, que mereceu o reconhecimento até de outras lideranças religiosas, fazendo-se merecedor também do reconhecimento do Governo de Minas Gerais que o homenageou com o título de “o mineiro do século”, vencendo até mesmo o prestígio e a fama de inventores, cientistas, estadistas e literatos, ídolos do esporte, da música, em reconhecimento ao seu inestimável trabalho e cooperação para a instalação da Paz no coração de todos.

Hoje, vive o nosso querido Chico Xavier, no mundo espiritual, da mesma forma que aqui viveu, trabalhando e amando, distribuindo seu inesgotável estoque de paciência, resignação, respeito e compreensão com os menos esclarecidos, tendo por companhia os prepostos do Cristo, do qual ele faz parte desde há muito, enviando-nos suas vibrações e seus sinceros desejos de nos ver bem e melhores a cada dia, pois que para isso ele muito colaborou com seus Livros recheados de esclarecimentos e de Luz.


Quanto a nós, reflitamos: Qual será nosso papel, na difusão de suas mensagens? Que fazemos com seus exemplos testemunhados por todos nós? De que modo, seguimos os ensinamentos contidos na Doutrina Espírita, que ele tanto ajudou a difundir? É preciso entender, que seu trabalho e seu exemplo, representam roteiro de luz para que possamos por nossa vez, investidos da responsabilidade que é de todos nós, envidarmos esforços no objetivo maior de contribuir com a nossa pequenina, mas importante parcela na construção de um mundo melhor pelo qual Chico tanto se empenhou.

Temos absoluta certeza, que a misericórdia divina não nos esqueceu, certamente, já estaremos recebendo novos arautos do mundo maior, que entre nós já estão desempenhando suas sublimes missões, para que a seara siga a programação estabelecida pela Suprema Sabedoria no progresso intelecto-moral incessante da humanidade.

Não vêm para substituir o nosso Chico, pois cada espírito tem sua tarefa definida, própria às suas necessidade e de conformidade com suas conquistas pessoais. Mas a obra prosseguirá, com o empenho de todos no trabalho da semeadura, exemplificação e implantação do bem por toda a Terra.

Do outro lado da vida, mais vivo que antes, estará o nosso Chico, colaborando como sempre com Jesus, na concretização do Espírito de moralidade no coração dos homens, empenhado em ver seus irmãos em humanidade crescerem em direção ao encontro com a harmonia do universo, que nos dará a paz que hoje merecidamente ele desfruta.

Por tudo isso, nosso muito obrigado, amigo CHICO.


Francisco Rebouças

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Caridade, a grande Virtude

Toda moral ensinada por Jesus, se resume em duas simples palavras: Caridade e Humildade, isto é, nas duas maiores virtudes em que devemos concentrar todas as nossas forças em desenvolvê-las, se pretendemos erradicar de nosso espírito o egoísmo que até hoje nos mantém presos às teias da ignorância.

Em tudo que ensinou, chamou-nos a atenção apontando essas duas virtudes como sendo as que poderão nos conduzir de encontro à eterna e verdadeira felicidade. Falou-nos ele: “Bem-aventurados os pobres de espírito, isto é os simples, os humildes, porque deles é o reino dos céus; e continuou a nos ensinar; bem-aventurados os que têm puro o coração; bem-aventurados os que são brandos e pacíficos; bem-aventurados os que são misericordiosos; amai o vosso próximo como a vós mesmos; fazei aos outros o que gostaria que vos fizessem; amai os vossos inimigos; perdoai as ofensas, se quiserdes ser perdoados; praticai o bem sem ostentação; julgai-vos a vós mesmos, antes de julgardes os outros; não saiba a vossa mão esquerda o que dê a vossa mão direita”. Em todas estas passagens de seus ditos se pode tirar o ensinamento maior resumindo em caridade e humildade, eis o que não cessa de recomendar e exemplificar em todas as suas ações. Em tudo que pregou em sua passagem pelo nosso planeta, não cansou de combater o orgulho e o egoísmo que são sem dúvida as duas grandes chagas a corroer a humanidade.

O Mestre maior de todos nós não se limitou apenas a recomendar a caridade, põe-na como condição absoluta para a conquista da felicidade futura, assegurando-nos que as ações empreendidas pelos caridosos com certeza lhes assegurarão uma melhor posição no futuro quando a justiça divina nos chamar para a prestação de contas, como nos ensinou também em outra oportunidade “a cada um segundo as suas obras”.

Na Parábola do Bom Samaritano, considerado herético, mas que naquele momento pratica o amor ao próximo, Jesus coloca-o acima do ortodoxo que falta com a caridade. Não considera, portanto, a caridade apenas como uma das condições para a salvação, mas designa como condição única. Se outras houvesse que a substituíssem ele as teria ensinado. Desde que coloca a caridade em primeiro lugar, é que ela implicitamente abrange todas as outras: a humildade, a brandura, a benevolência, a indulgência, a justiça, etc., e também porque significa a negação absoluta do orgulho e do egoísmo naquele que a pratica.

O Espiritismo sendo o Cristianismo Redivivo, ou seja o cristianismo na sua pureza inicial, vem reafirmar os ensinos do seu criador com a máxima: “Fora da caridade não há salvação”, máxima essa que consagra o princípio da igualdade perante Deus, e da liberdade de consciência, deixando a todos a escolha da maneira como queiram seguir adorando o Pai Celestial, não pregando que fora do espiritismo não há salvação, pois bem sabe que o Cristo não fundou nenhuma religião, por isso mesmo respeita a liberdade de crença de todos os seus irmãos em humanidade, pois em qualquer corrente religiosa a que pertença o homem, terá aí mesmo a oportunidade de seguir os ensinamentos de Jesus.

Dediquemo-nos, portanto meus irmãos, à prática da caridade ensinada no evangelho de Jesus, pois ela nos ajudará não só a evitar a prática do mal, mas também nos impulsionará em direção ao trabalho no bem, e para a prática do bem uma só condição se faz indispensável: a nossa vontade, pois para a prática do mal basta apenas a inércia e a despreocupação, agradeçamos, pois, a Deus nosso Pai, por nos permitir encontrar em nossa estrada evolutiva a bênção de gozar da luz do Espiritismo.

Não significa achar que só os espíritas serão salvos; é que ajudando-nos a melhor compreensão dos ensinos do Cristo, ele nos faz, se seguirmos seus ensinos, melhores cristãos, confirmando por nossas ações que verdadeiros espíritas e verdadeiros cristãos são uma só e a mesma coisa, pois todos quantos praticam a caridade são discípulos de Jesus, não importando para tanto, que pertençam a esta ou àquela seita religiosa.


Francisco Rebouças

A falta de compreensão.

O ser humano levado pela imaturidade que lhe faz companhia desde tempos imemoriais, acostumou-se a tudo querer sob a ótica do imediatismo, ao sabor da sua da sua vontade, sem paciência para esperar que as coisas aconteçam no momento adequado, sem observar que a natureza não dá saltos, e que tudo está preestabelecido pelas sábias Leis que regulam o universo.

De certa forma essa atitude do homem, pode ser explicada não só pela sua imaturidade, como também pela ausência de amor em seu estado presente, o que não lhe faculta uma melhor visão da vida em seus múltiplos aspectos, pois é o amor que ilumina e harmoniza a criatura, é a alma da felicidade que preenche todos os vazios e aspirações do ser humano.

As pessoas carentes e perturbadas pela febre das posses externas acreditam que a felicidade reside na sucessão das glórias que o poder faculta e nos recursos que amealha. Ledo equívoco, por que o tormento da posse aflige e impulsiona a sua vítima a metas cada vez mais desmedidas, tornando sua existência numa busca desenfreada para possuir cada vez mais, não refletindo que a felicidade independe do que se tem momentaneamente, mas sim daquilo que se é, estruturalmente constituído pelo amor, sem necessidades de gestos grandiosos, manifestando-se nos pequeninos acontecimentos e situações naquele que o abriga.

Esta compreensão que o amor propicia conduz à solidariedade nos momentos difíceis, nas grandes dores, na solidão, na amargura que periodicamente aflige todas as criaturas, e que enquanto a pessoa não experimenta o suave envolvimento do amor, vive movimentando-se nas heranças dos desejos, nas teias dos instintos, sofrendo sempre quando os seus interesses não se encontram atendidos e suas aspirações não são correspondidas.

Preciso se faz ao homem entender que nos localizamos no contexto universal, e nossa tarefa essencial é a de auto-iluminação, que logo se desdobra em serviço a favor do progresso próprio e do seu semelhante, mediante a consideração pela ordem, não a violando, nem a submetendo aos caprichos e desejos que lhe predominam no mundo íntimo.

Alimentada pela seiva nutriente do amor, desenvolve-se no indivíduo os demais sentimentos da compaixão e da ternura, da caridade e do perdão, que são as partituras que mantêm as belas, suaves e harmoniosas melodias da vida.

Quanto mais se ama, mais nos inundamos de bênçãos alcançando as demais criaturas e envolvendo tudo a nossa volta, tornando-nos mais sadios, alegres, otimistas, sem preocupação doentia de possuir nada além do necessário para o nosso conforto e manutenção, entendendo definitivamente que os bens materiais não são capazes de nos fornecerem felicidade por mais que os tenhamos em abundância.


Francisco Rebouças.

Amargura

Na Seara do Senhor, não há lugar para ociosos e descontentes, o trabalho com Jesus é motivo de júbilo e alegria que motiva e enaltece aquele que a ele se entrega com reais interesses de servir ao Mestre dos Mestres na propagação do amor em forma de caridade a quem quer que necessite.

A mágoa, muitas das vezes traduz desconfiança e deslealdade, impelindo aquele que a possui a profundas amarguras que o consome e perturba, pois o amargurado é um ser descontente consigo mesmo e com a vida.

O coração operoso e confiante não perde o otimismo e, seu portador é sempre uma pessoa alegre e bem humorada, pois sabe que é criação de Deus, portanto de duração eterna.

Enfrenta as dificuldades e os problemas que lhes surgem na caminhada de ser humano em busca de progresso intelectual, moral e espiritual, com a certeza de que conseguirá vencer cada etapa de cabeça erguida, fazendo o que lhe compete fazer e confiando na providência Divina aquilo que dele não depende.

Prossigamos, pois, em serviço na lavoura do bem, convictos de que os problemas que não soubermos como resolver, o Mestre Divino mostrar-nos-á a solução.

Se surgirem sombras, enevoando nossa estrada, busquemos acender a chama viva de Luz do Evangelho de Jesus, e as sombras se dissolverão como que por encanto, pois a sombra nada mais é que ausência de Luz, que chegando, aclara o ambiente antes escuro, como a maldade nada mais é que a ignorância em ação, que cessa com o esclarecimento; como nos asseverou Jesus “Conheceis a verdade e a verdade vos libertará” - João 8:32.

Somos ainda passíveis de quedas, mas é preciso lembrar que o reerguimento deve ser imediato, e que para isso contamos com a ajuda de nossos Guias Espirituais, de nosso Anjo da Guarda, e dos Bons Espíritos que estão sempre atentos e dispostos a auxiliar os que tropeçam nos obstáculos do caminho.

Precisamos entender o quanto antes, que para que tenhamos êxito em qualquer atividade que exerçamos na Seara do Senhor, é imprescindível que combatamos incessantemente e com disposição as raízes de amargura que por ventura trouxermos em nosso coração, visto que se deixarmos brotarem livremente sem oferecermos resistência alguma, tornar-se-ão venenosos arbustos, a prejudicar nossa intenção de crescer em moralidade em direção ao estado de perfeição a que estamos todos fadados.

Faz-se urgente, dedicarmo-nos na destruição da amargura injustificável dentro de nós, para que não perturbemos e nem prejudiquemos a obra que o Mestre nos confiou, na lavoura do amor e da caridade, para o nosso bem e de toda a humanidade.


Francisco Rebouças.

Brasil coração do mundo...

https://youtu.be/_a9tpJnGcbw

Homenagem a Chico Xavier

Haroldo Dias Dutra - As cartas de Paulo

Haroldo Dutra - Jesus o Médico da Almas

https://youtu.be/Uk7OUvyGCZU



Divaldo Franco

https://youtu.be/OVbstbRFs9M

Entrevista sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis...

Reencarnação é uma realidade

Palestra O trabalho no Bem - Cristiane Parmiter

Palestra: As Leis Divinas e nós - Cristiane Parmiter

Palestra: Benevolência - Cristiane Parmiter

Palestra: Jesus e o Mundo - Cristiane Parmiter

Palestra: A Dinâmica do Perdão - Cristiane Parmiter

Palestra: Perante Jesus - Cristiane Parmiter

Palestra AVAREZA - Cristiane Parmiter

Palestra Obediência Construtiva - Cristiane Parmiter

Palestra Tribulações - Cristiane Parmiter

Palestra Conquistando a Fé - Cristiane Parmiter

Palestra Humildade e Jesus - Cristiane Parmiiter

Palestra Renúncia - Cristiane Parmiter

Rádios Brasil

Simplesmente Espetacular!!!

Professora Amanda Gurgel

Andrea Bocelli & Sarah Brightman - Time To Say Goodbye

De Kardec aos dias de hoje

Madre Teresa

As Mães de Chico Xavier

Reencarnação - Menino Piloto

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Muitas Vidas

Espiritismo: família de Andrea Maltarolli mantém contato com a autora - Mais Você - GLOBO

Divaldo Franco

ESPIRITISMO - CHICO XAVIER - REPORTAGEM DO FANTASTICO - OS SEGREDOS DE CHICO

Entrevista com Divaldo Franco

Sobre Emmanuel, Joanna de Ângelis, e muito mais, confira. 1ª Parte 2ª Parte

Oração de Gratidão - Divaldo Franco

Chico Xavier

Chico Xavier no Fantástico

Chico Xavier (2010) trailer oficial

Página de Mensagens

Nesta página estarei lançando variadas páginas de conteúdo edificante para nosso aprendizado.

Francisco Rebouças.

1-ANTE A LIÇÃO

"Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo".- Paulo. II TIMÓTEO. 2:7.

Ante a exposição da verdade, não te esquives à meditação sobre as luzes que recebes.

Quem fita o céu, de relance, sem contemplá-lo, não enxerga as
estrelas; e quem ouve uma sinfonia, sem abrir-lhe a acústica da alma, não lhe percebe as notas divinas.

Debalde escutarás a palavra inspirada de pregadores ardentes, se não descerrares o coração para que o teu sentimento mergulhe na claridade bendita daquela.

Inúmeros seguidores do Evangelho se queixam da incapacidade de retenção dos ensinos da Boa Nova, afirmando-se ineptos à frente das novas revelações, e isto porque não dispensam maior trato à lição ouvida, demorando-se longo tempo na província da distração e da leviandade.

Quando a câmara permanece sombria, somos nós quem desata o ferrolho à janela para que o sol nos visite.

Dediquemos algum esforço à graça da lição e a lição nos responderá com as suas graças.

O apóstolo dos gentios é claro na observação. "Considera o que te digo, porque, então, o Senhor te dará entendimento em tudo."

Considerar significa examinar, atender, refletir e apreciar.

Estejamos, pois, convencidos de que, prestando atenção aos
apontamentos do Código da Vida Eterna, o Senhor, em retribuição à nossa boa-vontade, dar-nos-á entendimento em tudo.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

NO CAMPO FÍSICO

"Semeia-se corpo animal, ressuscitará corpo espiritual." - Paulo. (I CORÍNTIOS, 15:44.)

Ninguém menospreze a expressão animal da vida humana, a pretexto de preservar-se na santidade.

A imersão da mente nos fluidos terrestres é uma oportunidade de sublimação que o espírito operoso e desperto transforma em estruturação de valores eternos.

A sementeira comum é símbolo perfeito.

O gérmen lançado à cova escura sofre a ação dos detritos da terra, afronta a lama, o frio, a resistência do chão, mas em breve se converte em verdura e utilidade na folhagem, em perfume e cor nas flores e em alimento e riqueza nos frutos.

Compreendamos, pois, que a semente não estacionou. Rompeu todos os obstáculos e, sobretudo, obedeceu à influência da luz que a orientava para cima, na direção do Sol.

A cova do corpo é também preciosa para a lavoura espiritual, quando nos submetemos à lei que nos induz para o Alto.

Toda criatura provisoriamente algemada à matéria pode aproveitar o tempo na criação de espiritualidade divina.

O apóstolo, todavia, é muito claro quando emprega o termo "semeia-se". Quem nada planta, quem não trabalha na elevação da própria vida, coagula a atividade mental e rola no tempo à maneira do seixo que avança quase inalterável, a golpes inesperados da natureza.

Quem cultiva espinhos, naturalmente alcançará espinheiros.

Mas, o coração prevenido que semeia o bem e a luz, no solo de si mesmo, espere, feliz, a colheita da glória espiritual.

E N T R E I R M Ã O S
Olympia Belém (Espírito)[1]

Estes são tempos desafiadores para todos os que buscam um mundo melhor, onde reine o amor, onde pontifique a fraternidade, onde possam florir os mais formosos sentimentos nos corações.
Anelamos por dias em que a esperança, há tanto tempo acariciada, possa converter-se em colheita de progressos e de paz.
Sonhamos com esse alvorecer de uma nova era em que o Espiritismo, transformado em religião do povo, apresentando Jesus às multidões, descrucificado e vivo, possa modificar as almas, para que assumam seu pujante papel de filhas de Deus no seio do mundo.
Entrementes, não podemos supor que esses ansiados dias estejam tão próximos, quando verificamos que há, ainda, tanta confusão nos relacionamentos, tanta ignorância nos entendimentos, tanta indiferença e ansiedade nos indivíduos, como se vendavais, tufões, tormentas variadas teimassem em sacudir o íntimo das criaturas, fazendo-as infelizes.
A fim de que os ideais do Cristo Jesus alcancem a Terra, torna-se indispensável o esforço daqueles que, tendo ouvido o cântico doloroso do Calvário, disponham-se a converter suas vidas na madrugada luminosa do Tabor.
O mundo terreno, sob ameaças de guerras e sob os rufares da violência, em vários tons, tem urgência do Mestre de Nazaré, ainda que O ignore em sua marcha atordoada, eivada do materialismo que o fascina, que o domina e que o faz grandemente desfigurado, por faltar sentido positivo e digno no uso das coisas da própria matéria.
Na atualidade, porém, com as advertências da Doutrina dos Espíritos, com essa luculenta expressão da misericórdia de Deus para com Seus filhos terrenos, tudo se torna menos áspero, tudo se mostra mais coerente, oferecendo-nos a certeza de que, no planeta, tudo está de conformidade com a lei dos merecimentos, com as obras dos caminheiros, ora reencarnados, na estrada da suspirada libertação espiritual.
"A cada um segundo as suas obras" aparece como canto de justiça e esperança, na voz do Celeste Pastor.
Hoje, reunidos entre irmãos, unimo-nos aos Emissários destacados do movimento de disseminação da luz sobre as brumas terráqueas, e queremos conclamar os queridos companheiros, aqui congregados, a que não se permitam atormentar pelos trovões que se fazem ouvir sobre as cabeças humanas, ameaçadores, tampouco esfriar o bom ânimo, considerando que o Cristo vela sempre. Que não se deixem abater em razão de ainda não terem, porventura, alcançado as excelentes condições para o ministério espírita, certos de que o tempo é a magna oportunidade que nos concede o Senhor. Que ponham mãos à obra, confiantes e vibrantes, certos de que os verdadeiros amigos de Jesus caminham felizes, apesar das lutas e das lágrimas, típicas ocorrências das experiências, das expiações e das provas.
Marchemos devotados, oferecendo, na salva da nossa dedicação, o melhor que o Espiritismo nos ensina, o melhor do que nos apresenta para os que se perdem nas alamedas do medo, da desesperança e da ignorância a nossa volta.
Hoje, entre os amigos espíritas, encontramos maior ânimo para a superação dos nossos próprios limites, o que configurará, ao longo do tempo a superação dos limites do nosso honroso Movimento Espírita.
Sejamos pregadores ou médiuns, evangelizadores, escritores ou servidores da assistência social, não importa. Importa que nos engajemos, todos, nos labores do Codificador, plenificando-nos da grande honra de cooperar com os excelsos interesses do Insuperado Nazareno.
O tempo é hoje, queridos irmãos. O melhor é o agora, quando nos entrelaçamos para estudar, confraternizar e louvar a Jesus com os corações em clima festivo.
Certos de que o Espiritismo é roteiro de felicidade e bandeira de luz, que devemos içar bem alto sobre o dorso do planeta, abracemo-nos e cantemos, comovidos: Louvado seja Deus! Louvado seja Jesus!
Com extremado carinho e votos de crescente progres­so para todos, em suas lidas espiritistas, quero despedir-me sempre devotada e servidora pequenina.
Olympia Belém.

[1]
- Mensagem psicografada pelo médium J. Raul Teixeira no dia 03.09.95, no encerramento da X Confraternização Espírita do Estado do Rio de Janeiro.

O TEMPO

“Aquele que faz caso do dia, patrão Senhor o faz.” — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 6.)

A maioria dos homens não percebe ainda os valores infinitos do tempo.
Existem efetivamente os que abusam dessa concessão divina. Julgam que a riqueza dos benefícios lhes é devida por Deus.
Seria justo, entretanto, interrogá-los quanto ao motivo de semelhante presunção.
Constituindo a Criação Universal patrimônio comum, é razoável que todos gozem as possibilidades da vida; contudo, de modo geral, a criatura não medita na harmonia das circunstâncias que se ajustam na Terra, em favor de seu aperfeiçoamento espiritual.
É lógico que todo homem conte com o tempo, mas, se esse tempo estiver sem luz, sem equilíbrio, sem saúde, sem trabalho?
Não obstante a oportunidade da indagação, importa considerar que muito raros são aqueles que valorizam o dia, multiplicando-se em toda parte as fileiras dos que procuram aniquilá-lo de qualquer forma.
A velha expressão popular “matar o tempo” reflete a inconsciência vulgar, nesse sentido.
Nos mais obscuros recantos da Terra, há criaturas exterminando possibilidades sagradas. No entanto, um dia de paz, harmonia e iluminação, é muito importante para o concurso humano, na execução das leis divinas.
Os interesses imediatistas do mundo clamam que o “tempo é dinheiro”, para, em seguida, recomeçarem todas as obras incompletas na esteira das reencarnações... Os homens, por isso mesmo, fazem e desfazem, constroem e destroem, aprendem levianamente e recapitulam com dificuldade, na conquista da experiência.
Em quase todos os setores de evolução terrestre, vemos o abuso da oportunidade complicando os caminhos da vida; entretanto, desde muitos séculos, o apóstolo nos afirma que o tempo deve ser do Senhor.

Livro: Caminho Verdade e Vida.
Chico Xavier/Emmanuel.

NISTO CONHECEREMOS

"Nisto conhecemos o espírito da verdade e o espírito do erro." (I JOÃO, 4:6.)

Quando sabemos conservar a ligação com a Paz Divina, apesar de todas as perturbações humanas, perdoando quantas vezes forem necessárias ao companheiro que nos magoa; esquecendo o mal para construir o bem; amparando com sinceridade aos que nos aborrecem; cooperando espiritualmente, através da ação e da oração, a benefício dos que nos perseguem e caluniam; olvidando nossos desejos particulares para servirmos em favor de todos; guardando a fé no Supremo Poder como luz inapagável no coração; perseverando na bondade construtiva, embora mil golpes da maldade nos assediem; negando a nós mesmos para que a bênção divina resplandeça em torno de nossos passos; carregando nossas dificuldades como dádivas celestes; recebendo adversários por instrutores; bendizendo as lutas que nos aperfeiçoam a alma, à frente da Esfera Maior; convertendo a experiência terrena em celeiros de alegrias para a Eternidade; descortinando ensejos de servir em toda parte; compreendendo e auxiliando sempre, sem a preocupação de sermos entendidos e ajudados; amando os nossos semelhantes qual temos sido amados pelo Senhor, sem expectativa de recompensa; então, conheceremos o espírito da verdade em nós, iluminando-nos a estrada para a redenção divina.

DOUTRINAÇÕES

"Mas não vos alegreis porque se vos sujeitem os espíritos; alegrai-vos, antes, por estarem os vossos nomes escritos nos céus." — Jesus. (LUCAS, capítulo 10, versículo 20.)

Freqüentemente encontramos novos discípulos do Evangelho exultando de contentamento, porque os Espíritos perturbados se lhes sujeitam.

Narram, com alegria, os resultados de sessões empolgantes, nas quais doutrinaram, com êxito, entidades muita vez ignorantes e perversas.

Perdem-se muitos no emaranhado desses deslumbramentos e tocam a multiplicar os chamados "trabalhos práticos", sequiosos por orientar, em con-tactos mais diretos, os amigos inconscientes ou infelizes dos planos imediatos à esfera carnal.

Recomendou Jesus o remédio adequado a situações semelhantes, em que os aprendizes, quase sempre interessados em ensinar os outros, esquecem, pouco a pouco, de aprender em proveito próprio.

Que os doutrinadores sinceros se rejubilem, não por submeterem criaturas desencarnadas, em desespero, convictos de que em tais circunstâncias o bem é ministrado, não propriamente por eles, em sua feição humana, mas por
emissários de Jesus, caridosos e solícitos, que os utilizam à maneira de canais para a Misericórdia Divina; que esse regozijo nasça da oportunidade de servir ao bem, de consciência sintonizada com o Mestre Divino, entre as certezas
doces da fé, solidamente guardada no coração.

A palavra do Mestre aos companheiros é muito expressiva e pode beneficiar amplamente os discípulos inquietos de hoje.

Livro: Caminho Verdade e Vida.

Chico Xavier/Emmanuel.

FILHOS DA LUZ

FILHOS DA LUZ"Andai como filhos da luz." - Paulo.

(EFÉSIOS, 5:8.)Cada criatura dá sempre notícias da própria origem espiritual.

Os atos, palavras e pensamentos constituem informações vivas da zona mental de que procedemos.

Os filhos da inquietude costumam abafar quem os ouve, em mantos escuros de aflição.

Os rebentos da tristeza espalham o nevoeiro do desânimo.

Os cultivadores da irritação fulminam o espírito da gentileza com os raios da cólera.

Os portadores de interesses mesquinhos ensombram a estrada em que transitam, estabelecendo escuro clima nas mentes alheias.

Os corações endurecidos geram nuvens de desconfiança, por onde passam.

Os afeiçoados à calúnia e à maledicência distribuem venenosos quinhões de trevas com que se improvisam grandes males e grandes crimes.

Os cristãos, todavia, são filhos da luz.E a missão da luz é uniforme e insofismável.Beneficia a todos sem distinção.

Não formula exigências para dar.Afasta as sombras sem alarde.

Espalha alegria e revelação crescentes.Semeia renovadas esperanças.Esclarece, ensina, ampara e irradia-se.

Vinha de Luz

Chico Xavier/André Luiz


QUEM LÊ, ATENDA

"Quem lê, atenda." - Jesus. (MATEUS, 24:15.)

Assim como as criaturas, em geral, converteram as produções sagradas da Terra em objeto de perversão dos sentidos, movimento análogo se verifica no mundo, com referência aos frutos do pensamento.

Freqüentemente as mais santas leituras são tomadas à conta de tempero emotivo, destinado às sensações renovadas que condigam com o recreio pernicioso ou com a indiferença pelas obrigações mais justas.

Raríssimos são os leitores que buscam a realidade da vida.

O próprio Evangelho tem sido para os imprevidentes e levianos vasto campo de observações pouco dignas.

Quantos olhos passam por ele, apressados e inquietos, anotando deficiências da letra ou catalogando possíveis equívocos, a fim de espalharem sensacionalismo e perturbação? Alinham, com avidez, as contradições aparentes e tocam a malbaratar, com enorme desprezo pelo trabalho alheio, as plantas tenras e dadivosas da fé renovadora.

A recomendação de Jesus, no entanto, é infinitamente expressiva.

É razoável que a leitura do homem ignorante e animalizado represente conjunto de ignominiosas brincadeiras, mas o espírito de religiosidade precisa penetrar a leitura séria, com real atitude de elevação.

O problema do discípulo do Evangelho não é o de ler para alcançar novidades emotivas ou conhecer a Escritura para transformá-la em arena de esgrima intelectual, mas, o de ler para atender a Deus, cumprindo-lhe a Divina Vontade.

Livro; Vinha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel