Este blog foi criado em 06/05/2008, com a finalidade principal de abrigar meus diversos artigos publicados na Internet em variados sites espíritas, além, de matérias de estudo, entrevistas, novidades e notícias do movimento espírita do Brasil e de todo o Mundo. Que Jesus, nosso Amigo e Mestre, nos inspire e guarde em sua sublime paz, hoje e sempre! (Eduquemos as crianças, e não será necessário castigar os homens - Pitágoras). (17 anos no ar).
Solidarity Spiritist Societ
sexta-feira, 31 de julho de 2020
terça-feira, 28 de julho de 2020
A Responsabilidade da escolha
Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. - Quão pequena é a porta da vida! quão apertado o caminho que a ela conduz! e quão poucos a encontram!
(S. MATEUS, cap. VII, vv. 13 e 14.)
O livre arbítrio é uma faculdade inerente ao ser humano, em todo momento estamos fazendo bom ou mau uso dele, e por essa razão nos submetemos às conseqüências positivas ou negativas desse uso equilibrado ou desequilibrado conformidade com a Lei Causa e Efeito, que nada mais é que a confirmação do ensino de Jesus quando nos asseverou, que “a cada um seria dado segundo as suas obras”.
Diante dos efeitos negativos causados por dores e sofrimentos inúmeros pelos quais passamos, muitos de nós admitindo a possibilidade de estar sendo injustiçados, seguem com a velha e viciada visão do Deus cruel, vingador, irracível, que os submetem a situações desagradáveis por motivos de orgulho próprio ao ser contrariado em suas determinações.
Deus é tão violento quanto qualquer ser humano, que se vinga de quem não cumpre suas determinações, condenando o desgraçado por sua desobediência a castigos cruéis e desumanos, não levando em consideração certas circunstâncias, como por exemplo, quando o indivíduo infringe suas Leis por pura ignorância, sem intenção de maldade.
Admitem que o pobre coitado submetido à fúria cruel e irracional de um “Deus” vingativo que desmente o que se aprende sobre ser ELE pai amoroso, justo e bom. A doutrina espírita vem esclarecer esse inadmissível conceito sobre a Paternidade Divina, assegurando que Deus ama a todos os seus filhos, e já reservou para cada um deles a conquista da paz e da felicidade verdadeiras.
Encontramos em O Livro dos Espíritos, capítulo I, as seguintes instruções para nossas reflexões sobre esse Pai que nos dão uma pequena idéia do seu infinito amor e bondade conforme segue.
“12. Embora não possamos compreender a natureza íntima de Deus, podemos
formar ideia de algumas de Suas perfeições?
“De algumas, sim. O homem as compreende melhor à proporção que se eleva acima da matéria. Entrevê-as pelo pensamento.”
13. Quando dizemos que Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único,
onipotente, soberanamente justo e bom, temos idéia completa de Seus atributos?
“Do
vosso ponto de vista, sim, porque credes abranger tudo. Sabei, porém, que há coisas
que estão acima da inteligência do homem mais inteligente, as quais a vossa linguagem,
restrita às vossas idéias e sensações, não tem meios de exprimir. A razão, com efeito,
vos diz que Deus deve possuir em grau supremo essas perfeições, porquanto, se
uma Lhe faltasse, ou não fosse infinita, já Ele não seria superior a tudo, não
seria, por conseguinte, Deus. Para estar acima de todas as coisas, Deus tem que
se achar isento de qualquer vicissitude e de qualquer das imperfeições que a
imaginação possa conceber.”
Deus
é eterno. Se tivesse tido
princípio, teria saído do nada, ou, então, também teria sido criado, por um ser
anterior. É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito e à
eternidade.
É imutável. Se estivesse sujeito a
mudanças, as leis que regem o Universo nenhuma estabilidade teriam.
É imaterial. Quer isto dizer que a sua
natureza difere de tudo o que chamamos matéria. De outro modo, ele não seria
imutável, porque estaria sujeito às transformações da matéria.
É único. Se muitos Deuses houvesse, não
haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do Universo.
É onipotente. Ele o é, porque é único.
Se não dispusesse do soberano poder, algo haveria mais poderoso ou tão poderoso
quanto ele, que então não teria feito todas as coisas.
As
que não houvesse feito seriam obra de outro Deus.
É soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das leis divinas se revela, assim nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça nem da bondade de Deus.”
No Capítulo VI, do Evangelho Segundo o Espiritismo – O Cristo Consolador, João XIV, vv.15 a 17 e 26, o Espírito de Verdade, vem nos trazer os esclarecimentos que nos faltavam a cerca do assunto afirmando-nos: “Mas, ingratos, os homens afastaram-se do caminho reto e largo que conduz ao reino de meu Pai e enveredaram pelas ásperas sendas da impiedade”.
Os Espíritos Superiores mensageiros da boa-nova nos asseveram que é estreita a porta da salvação, porque a grandes esforços sobre si mesmo é obrigado o homem que a queira transpor, para vencer suas más tendências, coisa a que poucos se dispõem a fazer, e que é larga a porta da perdição, porque são numerosas as paixões más que ainda trazemos arraigadas em nosso espírito milenar, e por isso mesmo o maior número de criaturas envereda pelo caminho do mal na hora que é chamado a escolher o caminho a trilhar usando o seu livre arbítrio, e assumindo, portanto as consequências das suas escolhas, representando para nós o complemento da máxima: "Muitos são os chamados e poucos os escolhidos”.
A Terra na situação atual de mundo de expiação,
nela predomina o mal. Não foi Deus que nos impôs as dores e os sofrimentos, e
sim nossa ignorância e descaso em obedecer as Leis de Amor e Caridade que Jesus
resumiu em “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”,
pois só assim será capaz de nos libertar de nossa secular ignorância, para
entender que Deus é manancial inesgotável de amor em benefício de todas as suas
criaturas.
Francisco
Rebouças.
domingo, 26 de julho de 2020
Estudando a Doutrina Espírita
Apesar dos erros das suas doutrinas,
não deixaram de agitar os espíritos e, por isso mesmo, de semear os gérmens do
progresso, que mais tarde haviam de desenvolver-se, ou se desenvolverão à luz
brilhante do Cristianismo.
É, pois, injusto se lhes lance anátema
em nome da ortodoxia, porque dia virá em que todas essas crenças tão diversas
na forma, mas que repousam realmente sobre um mesmo princípio fundamental -
Deus e a imortalidade da alma, se fundirão numa grande e vasta unidade, logo
que a razão triunfe dos preconceitos.
Infelizmente, as religiões hão sido
sempre instrumentos de dominação; o papel de profeta há tentado as ambições
secundárias e tem-se visto surgir uma multidão de pretensos reveladores ou
messias, que, valendo-se do prestigio deste nome, exploram a credulidade em
proveito do seu orgulho, da sua ganância, ou da sua indolência, achando mais
cômodo viver à custa dos iludidos. A religião cristã não pôde evitar esses
parasitas.
A tal propósito, chamamos
particularmente a atenção para o capítulo XXI de O Evangelho segundo o
Espiritismo; "Levantar-se-ão falsos Cristos e falsos profetas".
Fonte: A Gênese – Cap. I - CARÁTER DA REVELAÇÃO ESPÍRITA, item 8.
sábado, 25 de julho de 2020
Estudando a doutrina Espírita
Estudando a doutrina espírita com a seriedade de sempre!
355. Há, de fato, como o indica a Ciência, crianças que já no seio materno não são vitais? Com que fim ocorre isso?
“Freqüentemente
isso se dá e Deus o permite como prova, quer para os pais do nascituro, quer
para o Espírito designado a tomar lugar entre os vivos.”
356. Entre os natimortos alguns haverá que não
tenham sido destinados à encarnação de Espíritos?
“Alguns há, efetivamente, a cujos corpos nunca nenhum Espírito
esteve destinado.
Nada tinha que
se efetuar para eles. Tais crianças então só vêm
por seus pais.”
a) - Pode chegar a termo de nascimento um ser
dessa natureza?
“Algumas vezes;
mas não vive.”
b) - Segue-se daí que toda criança que vive após
o nascimento tem forçosamente encarnado em si um Espírito?
“Que
seria ela, se assim não acontecesse? Não seria um ser humano.”
Completando a matéria:
13 -
Gestação frustrada
– Como compreenderemos os casos de
gestação frustrada quando não há Espírito reencarnante para arquitetar as
formas do feto?
– Em todos os
casos em que há formação fetal, sem que haja a presença de entidade
reencarnante, o fenômeno obedece aos moldes mentais maternos.
Dentre as
ocorrências dessa espécie há, por exemplo,
aquelas nas quais a mulher, em provação de reajuste
do centro genésico, nutre habitualmente o vivo
desejo de ser mãe, impregnando as células reprodutivas com elevada percentagem de atração
magnética, na qual consegue formar com o auxílio da célula espermática um
embrião frustrado que se desenvolve, embora inutilmente, na medida de
intensidade do pensamento maternal, que opera, através de impactos sucessivos, condicionando
as células do aparelho reprodutor, que lhe respondem aos apelos segundo os
princípios de automatismo e reflexão. Em
contrário, há, por exemplo, os casos em que a mulher, por recusa deliberada à gravidez de que já se
acha possuída, expulsa a entidade reencarnante nas primeiras semanas de
gestação, desarticulando os processos celulares da constituição fetal e
adquirindo, por semelhante atitude, constrangedora dívida ante o Destino.
Uberaba,
4/6/58.
Evolução em dos Mundos – Cap. 13
Chico Xavier/André Luiz
Reencarnações especiais
Entretanto,
reencarnações se processam, muita vez, sem qualquer
consulta aos que necessitam segregação em certas lutas no plano físico, providências essas comparáveis às que assumimos no mundo
com enfermos e criminosos que, pela própria condição ou conduta, perderam
temporariamente a faculdade de resolver quanto à sorte que lhes convêm no
espaço de tempo em que se lhes perdura a enfermidade ou em que se mantenham sob
as determinações da justiça.
São
os problemas especiais, em que a individualidade renasce de cérebro
parcialmente inibido ou padecendo mutilações congênitas, ao lado daqueles que
lhe devem abnegação e carinho.
Incapazes
de eleger o caminho de reajuste, pelo estado de loucura ou de sofrimento que
evidenciam, semelhantes enfermos são decididamente internados na cela física
como doentes isolados sob assistência precisa.
Vemo-los, assim,
repontando de lares faustosos ou paupérrimos, contrariando,
por vezes, até certo ponto, os estatutos que regem a hereditariedade,
por representarem dolorosas exceções
no caminho normal.
Evolução em dos Mundos – Cap. 19
Chico Xavier/André Luiz.
Destaques nossos.
Francisco Rebouças.
sexta-feira, 24 de julho de 2020
Controle do ensinamento espírita
quinta-feira, 23 de julho de 2020
FRUTOS DO BEM
terça-feira, 21 de julho de 2020
IRMÃOS NECESSITADOS
segunda-feira, 20 de julho de 2020
sábado, 18 de julho de 2020
Estudando a Mediunidade!
Noutros casos o médium inexperto recebe, pela mesinha ou
pelo lápis, ditados subscritos por nomes célebres, contendo revelações
apócrifas que lhe captam a confiança e o enchem de entusiasmo. O inspirador
invisível, conhecendo-lhe os lados vulneráveis, lisonjeia-lhe o amor-próprio e
as opiniões, superexcita-lhe a vaidade, cumulando-o de elogios e prometendo-lhe
maravilhas. Pouco a pouco o vai desviando de qualquer outra influência, de todo
exame esclarecido, e o leva a se insular em seus trabalhos. É o começo de uma
obsessão, de um domínio exclusivista, que pode conduzir o médium a deploráveis
resultados.
Esses perigos foram, desde os primórdios do Espiritismo,
assinalados por Allan Kardec; todos os dias, estamos ainda vendo médiuns
deixarem-se levar pelas sugestões de Espíritos embusteiros e serem vítimas de
mistificações que os tornam ridículos e vêm a recair sobre a causa que eles
julgam servir. (...)
Livro: No Invisível – Cap. V - Educação e função dos médiuns.
Léon Denis.
quinta-feira, 16 de julho de 2020
Vamos estudar nossa doutrina?
Seguir Jesus, nosso grande desafio
Segui-lO em suas lições e
exemplos, é o dever de cada um que se define como cristão, não deixando para
amanhã o que já podemos realizar hoje, agora!
Jesus fazia cessar os efeitos dos erros, daqueles que se qualificavam e faziam jus ao seu auxílio, sarando-lhe a matéria, ao mesmo tempo em que lhes oferecia a diretriz evangélica, porque a verdadeira e única cura para o desequilíbrio do Espírito e eliminar os sofrimentos, está em fazer uso da medicação contida em seu Evangelho libertador.
E o Evangelho é o mais completo receituário de paz e luz que precisamos conquistar!
O amor de Deus, refletido em Jesus, é incomparável e ilimitado.
Francisco Rebouças
segunda-feira, 13 de julho de 2020
CONSIDERAÇÕES SOBRE A PRECE NO ESPIRITISMO.
A prece é, pois, uma necessidade
universal, independente das seitas e das nacionalidades. Depois da prece,
estando-se fraco, sente-se mais forte; estando-se triste, sente-se consolado;
tirar a prece é privar o homem de seu mais poderoso sustento moral na
adversidade. Pela prece ele eleva sua alma, entra em comunhão com Deus, se identifica
com o mundo espiritual, desmaterializa-se, condição essencial de sua felicidade
futura; sem a prece, seus pensamentos ficam sobre a Terra, se prendem cada vez
mais às coisas materiais; daí um atraso em seu adiantamento.”...
Fonte: Revista
Espírita- Janeiro/1866
sexta-feira, 10 de julho de 2020
Pedir ajuda, e esperar com paciência!
“Mas a sabedoria que vem do alto é primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.” (TIAGO, CAPÍTULO 3, VERSÍCULO 17.)
São inúmeras as dúvidas que nos assaltam em diversas oportunidades, em que precisamos decidir sobre assuntos importantes que certamente trarão mudanças significativas em nossas vidas.
Então, nos lembramos imediatamente de recorrer aos Amigos do Mundo Maior, com a velha mania de pressa e com a conhecida certeza de que somos merecedores de toda atenção. Mas quando constatamos que as respostas da Providência Divina, não nos chegam com a velocidade que esperamos, ficamos simplesmente decepcionados ou até mesmo revoltados.
Chegamos muitas vezes a pensar que estamos esquecidos e desprezados pelos Espíritos Superiores, não parando para pensar que somos nós que precisamos iniciar a resolução do problema sem jogar a responsabilidade nos ombros dos outros.
É preciso saber que absolutamente nenhuma de nossas rogativas, endereçadas às forças superiores da vida ficam sem resposta, nenhuma prece feita com o coração deixa de apresentar seus resultados, nenhum pedido que formulemos ao Alto deixa de ser apreciado pelos prepostos do Mestre de Nazaré que farão o que for permitido pela Lei Superior no momento exato.
O que nos falta em situações como estas, é ter olhos de ver e ouvidos de ouvir, pois, envoltos por uma profunda cegueira das coisas da alma, pensamos que o melhor para nós é o que queremos que aconteça naquele justo momento, e, se assim não acontecer passamos a agir como verdadeiras crianças aborrecidas, desequilibradas maldizendo e blasfemando contra tudo e contra todos.
“As crises gerais, que procedem da insegurança individual, são, por sua vez, responsáveis por mais altas e expressivas somas de desconforto, insatisfação, instabilidade emocional do homem, formando um círculo vicioso que se repete, sem aparente possibilidade de arrebentar as cadeias fortes que o constituem”. (1)
Urge entender que não temos o direito de exigir dos emissários Divinos, que nos obedeçam às ordens, como cobramos de um serviçal o cumprimento de nossos caprichos para os quais estamos pagando. Não somos ainda suficientemente capazes de entender que, na grande maioria das vezes, os acontecimentos que tanto nos infelicitam a vida são obras do nosso modo de viver, são frutos de nossas más escolhas que privilegiam quase sempre os prazeres fugidios e ilusórios da matéria.
“O homem deve ser educado para conviver consigo próprio, com a sua solidão, com os seus momentâneos limites e ansiedades, administrando-os em proveito pessoal, de modo a poder compartir emoções e reparti-las, distribuir conquistas, ceder espaços, quando convidado à participação em outras vidas, ou pessoas outras vierem envolver-se na sua área emocional”. (2)
Necessário se faz desenvolver as virtudes do Espírito Imortal, deixando surgir o homem novo que dormita no imo de nosso Ser, e trabalhar sem esmorecimento no bem, entendendo que os obstáculos que não fizemos por merecer nesta ocasião, como sendo a parte que constitui o nosso ajustamento com a Lei de Causa e Efeito que rege o destino das criaturas no mundo, com seus mecanismos naturais em nome da Justiça Maior que determina “que a cada um seja concedido segundo as suas obras”.
Aprendamos definitivamente a interpretar com sabedoria as respostas divinas, que em tudo nos atenderá de conformidade com nossas necessidades reais em consonância com os necessários merecimentos, e não segundo os nossos caprichos.
Pensemos nisso com toda atenção!
Referências:
(1) Xavier, Francisco Cândido, Livro Pão Nosso, Cap. 14, pelo Espírito Emmanuel; e
(2) Idem, Idem.
Francisco Rebouças









