Solidarity Spiritist Societ

A Responsabilidade da escolha

Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta da perdição e espaçoso o caminho que a ela conduz, e muitos são os que por ela entram. - Quão pequena é a porta da vida! quão apertado o caminho que a ela conduz! e quão poucos a encontram!

(S. MATEUS, cap. VII, vv. 13 e 14.)

O livre arbítrio é uma faculdade inerente ao ser humano, em todo momento estamos fazendo bom ou mau uso dele, e por essa razão nos submetemos às conseqüências positivas ou negativas desse uso equilibrado ou desequilibrado conformidade com a Lei Causa e Efeito, que nada mais é que a confirmação do ensino de Jesus quando nos asseverou, que “a cada um seria dado segundo as suas obras”.

Diante dos efeitos negativos causados por dores e sofrimentos inúmeros pelos quais passamos, muitos de nós admitindo a possibilidade de estar sendo injustiçados, seguem com a velha e viciada visão do Deus cruel, vingador, irracível, que os submetem a situações desagradáveis por motivos de orgulho próprio ao ser contrariado em suas determinações.

Deus é tão violento quanto qualquer ser humano, que se vinga de quem não cumpre suas determinações, condenando o desgraçado por sua desobediência a castigos cruéis e desumanos, não levando em consideração certas circunstâncias, como por exemplo, quando o indivíduo infringe suas Leis por pura ignorância, sem intenção de maldade.

Admitem que o pobre coitado submetido à fúria cruel e irracional de um “Deus” vingativo que desmente o que se aprende sobre ser ELE pai amoroso, justo e bom. A doutrina espírita vem esclarecer esse inadmissível conceito sobre a Paternidade Divina, assegurando que Deus ama a todos os seus filhos, e já reservou para cada um deles a conquista da paz e da felicidade verdadeiras.

Encontramos em O Livro dos Espíritos, capítulo I, as seguintes instruções para nossas reflexões sobre esse Pai que nos dão uma pequena idéia do seu infinito amor e bondade conforme segue.

“12. Embora não possamos compreender a natureza íntima de Deus, podemos formar ideia de algumas de Suas perfeições?

“De algumas, sim. O homem as compreende melhor à proporção que se eleva acima da matéria. Entrevê-as pelo pensamento.”

13. Quando dizemos que Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom, temos idéia completa de Seus atributos?

“Do vosso ponto de vista, sim, porque credes abranger tudo. Sabei, porém, que há coisas que estão acima da inteligência do homem mais inteligente, as quais a vossa linguagem, restrita às vossas idéias e sensações, não tem meios de exprimir. A razão, com efeito, vos diz que Deus deve possuir em grau supremo essas perfeições, porquanto, se uma Lhe faltasse, ou não fosse infinita, já Ele não seria superior a tudo, não seria, por conseguinte, Deus. Para estar acima de todas as coisas, Deus tem que se achar isento de qualquer vicissitude e de qualquer das imperfeições que a imaginação possa conceber.”

Deus é eterno. Se tivesse tido princípio, teria saído do nada, ou, então, também teria sido criado, por um ser anterior. É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito e à eternidade.

É imutável. Se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo nenhuma estabilidade teriam.

É imaterial. Quer isto dizer que a sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. De outro modo, ele não seria imutável, porque estaria sujeito às transformações da matéria.

É único. Se muitos Deuses houvesse, não haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do Universo.

É onipotente. Ele o é, porque é único. Se não dispusesse do soberano poder, algo haveria mais poderoso ou tão poderoso quanto ele, que então não teria feito todas as coisas.

As que não houvesse feito seriam obra de outro Deus.

É soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das leis divinas se revela, assim nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça nem da bondade de Deus.”

No Capítulo VI, do Evangelho Segundo o Espiritismo – O Cristo Consolador, João XIV, vv.15 a 17 e 26, o Espírito de Verdade, vem nos trazer os esclarecimentos que nos faltavam a cerca do assunto afirmando-nos: “Mas, ingratos, os homens afastaram-se do caminho reto e largo que conduz ao reino de meu Pai e enveredaram pelas ásperas sendas da impiedade”.

Os Espíritos Superiores mensageiros da boa-nova nos asseveram que é estreita a porta da salvação, porque a grandes esforços sobre si mesmo é obrigado o homem que a queira transpor, para vencer suas más tendências, coisa a que poucos se dispõem a fazer, e que é larga a porta da perdição, porque são numerosas as paixões más que ainda trazemos arraigadas em nosso espírito milenar, e por isso mesmo o maior número de criaturas envereda pelo caminho do mal na hora que é chamado a escolher o caminho a trilhar usando o seu livre arbítrio, e assumindo, portanto as consequências das suas escolhas, representando para nós o complemento da máxima: "Muitos são os chamados e poucos os escolhidos”.

A Terra na situação atual de mundo de expiação, nela predomina o mal. Não foi Deus que nos impôs as dores e os sofrimentos, e sim nossa ignorância e descaso em obedecer as Leis de Amor e Caridade que Jesus resumiu em “Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo”, pois só assim será capaz de nos libertar de nossa secular ignorância, para entender que Deus é manancial inesgotável de amor em benefício de todas as suas criaturas.

Francisco Rebouças.


domingo, 26 de julho de 2020

Estudando a Doutrina Espírita

Todas as religiões tiveram seus reveladores e estes, embora longe estivessem de conhecer toda a verdade, tinham uma razão de ser providencial, porque eram apropriados ao tempo e ao meio em que viviam, ao caráter particular dos povos a quem falavam e aos quais eram relativamente superiores.

Apesar dos erros das suas doutrinas, não deixaram de agitar os espíritos e, por isso mesmo, de semear os gérmens do progresso, que mais tarde haviam de desenvolver-se, ou se desenvolverão à luz brilhante do Cristianismo.

É, pois, injusto se lhes lance anátema em nome da ortodoxia, porque dia virá em que todas essas crenças tão diversas na forma, mas que repousam realmente sobre um mesmo princípio fundamental - Deus e a imortalidade da alma, se fundirão numa grande e vasta unidade, logo que a razão triunfe dos preconceitos.

Infelizmente, as religiões hão sido sempre instrumentos de dominação; o papel de profeta há tentado as ambições secundárias e tem-se visto surgir uma multidão de pretensos reveladores ou messias, que, valendo-se do prestigio deste nome, exploram a credulidade em proveito do seu orgulho, da sua ganância, ou da sua indolência, achando mais cômodo viver à custa dos iludidos. A religião cristã não pôde evitar esses parasitas.

A tal propósito, chamamos particularmente a atenção para o capítulo XXI de O Evangelho segundo o Espiritismo; "Levantar-se-ão falsos Cristos e falsos profetas".

Fonte: A Gênese – Cap. I - CARÁTER DA REVELAÇÃO ESPÍRITA, item 8. 

Francisco Reboucas 

sábado, 25 de julho de 2020

Estudando a doutrina Espírita

Estudando a doutrina espírita com a seriedade de sempre!

355. Há, de fato, como o indica a Ciência, crianças que já no seio materno não são vitais? Com que fim ocorre isso?

“Freqüentemente isso se dá e Deus o permite como prova, quer para os pais do nascituro, quer para o Espírito designado a tomar lugar entre os vivos.”

356. Entre os natimortos alguns haverá que não tenham sido destinados à encarnação de Espíritos?

Alguns há, efetivamente, a cujos corpos nunca nenhum Espírito esteve destinado.

Nada tinha que se efetuar para eles. Tais crianças então só vêm por seus pais.”

a) - Pode chegar a termo de nascimento um ser dessa natureza?

“Algumas vezes; mas não vive.”

b) - Segue-se daí que toda criança que vive após o nascimento tem forçosamente encarnado em si um Espírito?

“Que seria ela, se assim não acontecesse? Não seria um ser humano.”

Completando a matéria:

13 - Gestação frustrada

– Como compreenderemos os casos de gestação frustrada quando não há Espírito reencarnante para arquitetar as formas do feto?

Em todos os casos em que há formação fetal, sem que haja a presença de entidade reencarnante, o fenômeno obedece aos moldes mentais maternos.

Dentre as ocorrências dessa espécie há, por exemplo, aquelas nas quais a mulher, em provação de reajuste do centro genésico, nutre habitualmente o vivo desejo de ser mãe, impregnando as células reprodutivas com elevada percentagem de atração magnética, na qual consegue formar com o auxílio da célula espermática um embrião frustrado que se desenvolve, embora inutilmente, na medida de intensidade do pensamento maternal, que opera, através de impactos sucessivos, condicionando as células do aparelho reprodutor, que lhe respondem aos apelos segundo os princípios de automatismo e reflexão. Em contrário, há, por exemplo, os casos em que a mulher, por recusa deliberada à gravidez de que já se acha possuída, expulsa a entidade reencarnante nas primeiras semanas de gestação, desarticulando os processos celulares da constituição fetal e adquirindo, por semelhante atitude, constrangedora dívida ante o Destino.

Uberaba, 4/6/58.

Evolução em dos Mundos – Cap. 13

Chico Xavier/André Luiz

Reencarnações especiais

Entretanto, reencarnações se processam, muita vez, sem qualquer consulta aos que necessitam segregação em certas lutas no plano físico, providências essas comparáveis às que assumimos no mundo com enfermos e criminosos que, pela própria condição ou conduta, perderam temporariamente a faculdade de resolver quanto à sorte que lhes convêm no espaço de tempo em que se lhes perdura a enfermidade ou em que se mantenham sob as determinações da justiça.

São os problemas especiais, em que a individualidade renasce de cérebro parcialmente inibido ou padecendo mutilações congênitas, ao lado daqueles que lhe devem abnegação e carinho.

Incapazes de eleger o caminho de reajuste, pelo estado de loucura ou de sofrimento que evidenciam, semelhantes enfermos são decididamente internados na cela física como doentes isolados sob assistência precisa.

Vemo-los, assim, repontando de lares faustosos ou paupérrimos, contrariando, por vezes, até certo ponto, os estatutos que regem a hereditariedade, por representarem dolorosas exceções no caminho normal.

Evolução em dos Mundos – Cap. 19

Chico Xavier/André Luiz.

Destaques nossos.

Francisco Rebouças.

sexta-feira, 24 de julho de 2020

Controle do ensinamento espírita

A organização que propusemos para a formação dos grupos espíritas tem por objetivo preparar os caminhos que devem facilitar, entre eles, relações mútuas. Ao número de vantagens que devem resultar dessas relações, é preciso colocar, em primeira linha, a unidade da Doutrina, que lhe será a consequência natural. Essa unidade já está feita em grande parte, e as bases fundamentais do Espiritismo hoje estão admitidas pela imensa maioria dos adeptos; mas ainda há questões duvidosas, seja que não hajam sido resolvidas, seja que hajam sido em sentido diferente pelos homens, e mesmo pelos Espíritos.
Se os sistemas, algumas vezes, são o produto de cérebros humanos, sabe-se que certos Espíritos não estão atrás nesse assunto; com efeito, vê-se que excitam com um maravilhoso jeito, encadeiam com muita arte, ideias frequentemente absurdas, e delas fazem um conjunto mais engenhoso do que sólido, mas que poderia falsear a opinião de pessoas que não se dão ao trabalho de aprofundar, ou que são incapazes de fazê-lo pela insuficiência dos seus conhecimentos. Sem dúvida, as ideias falsas acabam por cair diante da experiência e da inflexível lógica; mas, à espera disso, podem lançar a incerteza. Sabe-se também que, segundo sua elevação, os Espíritos podem ter, sobre certos pontos, uma maneira de ver mais ou menos justa; que as assinaturas que as comunicações levam nem sempre são uma garantia de autenticidade, e que os Espíritos orgulhosos procuram, às vezes, fazer passar utopias ao abrigo dos nomes respeitáveis com os quais se enfeitam.
Sem contradita, é uma das principais dificuldades da ciência prática, e contra a qual muitos se chocaram.
O melhor critério, em caso de divergência, é a conformidade do ensino pelos diferentes Espíritos, e transmitidos por médiuns completamente estranhos uns aos outros. Quando o mesmo princípio for proclamado ou condenado pela maioria, será necessário render-se à evidência. Se é um meio de se chegar à verdade, seguramente, é pela concordância tanto quanto pela racionalidade das comunicações, ajudadas pelos meios que temos para constatar a superioridade ou a inferioridade dos Espíritos; cessando a opinião de ser individual, por tornar-se coletiva, adquire um grau de mais autenticidade, uma vez que não pode ser considerada como o resultado de uma influência pessoal ou local. Aqueles que ainda estão incertos, terão uma base para fixar suas ideias, porque seria irracional pensar que, aquele que está só, ou quase, em sua opinião, tem razão contra todos.
O que contribui sobretudo para o crédito da doutrina de O Livro dos Espíritos, é precisamente porque, sendo o produto de um trabalho semelhante, acha ecos por toda a parte; como dissemos, não é o produto de um único Espírito, que pudera ter sido sistemático, nem de um único médium que pudera ter abusado, mas, ao contrário, o de um ensinamento coletivo por uma grande diversidade de Espíritos e de médiuns, e que os princípios que ele encerra são confirmados em quase toda parte.
Dissemos mais ou menos, tendo em vista que, pela razão que explicamos acima, encontram-se Espíritos que procuram fazer prevalecer suas ideias pessoais. É, pois, útil submeter as ideias divergentes ao controle que propusemos; se a doutrina, ou algumas das doutrinas, que professamos, forem reconhecidas errôneas por uma voz unânime, submeter-nos-emos sem murmurar, felicitando-nos haja sido encontrada por outros; mas se, ao contrário, elas são confirmadas, permitir-nos-á crer que estamos com a verdade.
A Sociedade Espírita de Paris, compreendendo toda a importância de semelhante trabalho, e tendo primeiro que esclarecer a si mesma, e em seguida provar que não entende, de nenhum modo, se pôr como árbitro absoluto das doutrinas que ela professa, submeterá, aos diferentes grupos que se correspondem com ela, as perguntas que acreditar mais úteis à propagação da verdade. Essas perguntas serão transmitidas, segundo as circunstâncias, seja por correspondência particular, seja por intermédio da Revista Espírita. Concebe-se que, para ela, e em razão da maneira séria com a qual encara o Espiritismo, a autoridade das comunicações depende das condições nas quais se acham colocadas as reuniões, segundo o caráter dos membros e dos objetivos a que ela se propõe; emanando as comunicações de grupos formados sobre as bases indicadas pelo nosso artigo sobre a organização do Espiritismo, terão tanto mais peso, aos seus olhos, quanto esses grupos estiverem em melhores condições. Submetemos aos nossos correspondentes as questões seguintes, à espera daquelas que lhes remeteremos ulteriormente.

Fonte: Revista Espírita - Janeiro 1862.

quinta-feira, 23 de julho de 2020

FRUTOS DO BEM


Cada criatura é percebida no plano da verdade e apreciada, de perto, pelas forças que a representam no mundo.

Não olvides que a nota de nossa influência na Terra é amplamente reconhecida nas esferas superiores.

Não pelas palavras brilhantes que, em muitas circunstâncias, podem ocultar delituosos e obscuros pensamentos.

Não pelos modos gentis que, em muitas ocasiões, constituem maneias que a disciplina nos impõe à impulsividade agressiva, através da contenção compreensivelmente louvável.

Não pela cultura intelectual que, muitas vezes, se faz porta de acesso à perturbação.

Não pela idade longa que tenhamos alcançado no corpo físico, de vez que, em muitos lances da experiência, o tempo foi menosprezado ante a responsabilidade que as horas significam.

Não pela fé religiosa no culto externo, porquanto a rotulagem convencional nem sempre define o caráter elevado e as qualidades edificantes.

O verbo, a atitude, o tempo, a inteligência e a convicção representarão expressivos valores em nossa romagem na Terra, mas apenas quando com eles formamos o fruto do bem – o único patrimônio pelo qual pode o espírito merecer a bênção do Senhor e incorporá-la ao campo dos próprios dias.

Seja qual for a nossa situação no quadro terrestre, mantenhamos a planta da existência sobre as raízes do Cristo, o Divino Mestre, porque, em verdade, somente em Jesus, encontraremos a seiva da imortalidade, capaz de auxiliar-nos na produção dos frutos do Bem, talentos imperecíveis que sustentam a paz e a alegria na Terra por serem os verdadeiros tesouros dos Céus.

Livro: Reconforto
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

terça-feira, 21 de julho de 2020

IRMÃOS NECESSITADOS

É preciso compreender - mas compreender substancialmente - que nem todo mendigo é aquele que te requisita socorro material. Muito mais que os irmãos em penúria do corpo, solicitam-te amparo aqueles outros companheiros em aflição ou desvalimento, na vida íntima, a te pedirem apoio e consolação.
Muita vez, alcançam-te a esfera pessoal expectantes ou irritadiços, ansiosos ou arrogantes, qual se de coisa alguma necessitassem. Entretanto, é preciso estender-lhes o verbo amigo para que se habilitem à paz e ao refazimento.
Acolhe-os, pois, no clima da própria alma e dá-lhes do que puderes em fraternidade e ternura para que se restaurem.

Justo entender que, de maneira geral, quantos nos rogam orientação e conselho, no imo de si mesmos já sabem, à saciedade, o que lhes compete fazer.
Se cansados, não desconhecem que a fadiga não se lhes extinguirá num toque de mágica; se enfermos, estão cientes de que precisarão de remédio; se desiludidos, conhecem as farpas de angústia que lhes atormentam o coração, farpas essas que é
imperioso retirar e esquecer; se carregam remorso, não ignoram que a dor da culpa não se lhes desaparecerá da consciência lesada, assim como por encanto.
O que semelhantes irmãos necessitados esperam de nós, quase sempre, é um tanto mais de força, afim de que possam seguir adiante.

Compadece-te de quantos te procuram, mergulhados em dúvida ou desespero.
Eles não aguardam de nós um milagre, cuja existência não admitem. Procuram simplesmente a caridade de uma palavra compreensiva ou um gesto de paz que lhes propiciem renovação e bom ânimo.
Em suma, aspiram tão somente a saber que não se encontram sozinhos e de que Deus, por intermédio de alguém, não lhes terá esquecido as necessidades do coração.

Livro: Rumo Certo
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

segunda-feira, 20 de julho de 2020

sábado, 18 de julho de 2020

Estudando a Mediunidade!

(...) Uma multidão de Espíritos nos cerca, sempre ávidos de se comunicarem com os homens. Essa multidão é sobretudo composta de almas pouco adiantadas, de Espíritos levianos, algumas vezes maus, que a densidade de seus próprios fluidos conserva presos à Terra. As inteligências elevadas, animadas de nobres aspirações, revestidas de fluidos sutis, não permanecem escravizadas à nossa atmosfera depois da separação carnal: remontam mais alto, a regiões que o seu grau de adiantamento lhes indica. Daí baixam muitas vezes – é certo – para velar pelos seres que lhes são caros; imiscuem-se conosco, mas unicamente para um fim útil e em casos importantes. Donde resulta que os principiantes quase nunca obtêm senão comunicações sem valor, respostas chocarreiras, triviais, às vezes inconvenientes, que os impacientam e desanimam.

Noutros casos o médium inexperto recebe, pela mesinha ou pelo lápis, ditados subscritos por nomes célebres, contendo revelações apócrifas que lhe captam a confiança e o enchem de entusiasmo. O inspirador invisível, conhecendo-lhe os lados vulneráveis, lisonjeia-lhe o amor-próprio e as opiniões, superexcita-lhe a vaidade, cumulando-o de elogios e prometendo-lhe maravilhas. Pouco a pouco o vai desviando de qualquer outra influência, de todo exame esclarecido, e o leva a se insular em seus trabalhos. É o começo de uma obsessão, de um domínio exclusivista, que pode conduzir o médium a deploráveis resultados.

Esses perigos foram, desde os primórdios do Espiritismo, assinalados por Allan Kardec; todos os dias, estamos ainda vendo médiuns deixarem-se levar pelas sugestões de Espíritos embusteiros e serem vítimas de mistificações que os tornam ridículos e vêm a recair sobre a causa que eles julgam servir. (...)

Livro: No Invisível – Cap. V - Educação e função dos médiuns.

Léon Denis.


Francisco Rebouças

quinta-feira, 16 de julho de 2020

Vamos estudar nossa doutrina?

586. Têm as plantas consciências de que existem?
“Não, pois que não pensam; só têm vida orgânica.”
587. Experimentam sensações? Sofrem quando as mutilam?
“Recebem impressões físicas que atuam sobre a matéria, mas não têm percepções.
Conseguintemente, não têm a sensação da dor.”
588. Independe da vontade delas a força que as atrai umas para as outras?
Certo, porquanto não pensam. É uma força mecânica da matéria, que atua sobre a matéria, sem que elas possam a isso opor-se.”
589. Algumas plantas, como a sensitiva e a dionéia, por exemplo, executam movimentos que denotam grande sensibilidade e, em certos casos, uma espécie de vontade, conforme se observa na segunda, cujos lóbulos apanham a mosca que sobre ela pousa para sugá-la, parecendo que urde uma armadilha com o fim de capturar e matar aquele inseto.
São dotadas essas plantas da faculdade de pensar? Têm vontade e formam uma classe intermediária entre a Natureza vegetal e Natureza animal? Constituem a transição de uma para outra?
“Tudo em a Natureza é transição, por isso mesmo que uma coisa não se assemelha a outra e, no entanto, todas se prendem umas às outras. As plantas não pensam; por conseguinte carecem de vontade. Nem a ostra que se abre, nem os zoófitos pensam: têm apenas um instinto cego e natural.”
O organismo humano nos proporciona exemplo de movimentos análogos, sem participação da vontade, nas funções digestivas e circulatórias. O piloro se contrai, ao contacto de certos corpos, para lhes negar passagem. O mesmo provavelmente se dá na sensitiva, cujos movimentos de nenhum modo implicam a necessidade de percepção e, ainda menos, da vontade.
590. Não haverá nas plantas, como nos animais, um instinto de conservação, que as induza a procurar o que lhes possa ser útil e a evitar o que lhes possa ser nocivo?
“Há, se quiserdes, uma espécie de instinto, dependendo isso da extensão que se dê ao significado desta palavra. É, porém, um instinto puramente mecânico. Quando, nas operações químicas, observais que dois corpos se reúnem, é que um ao outro convém; quer dizer: é que há entre eles afinidade. Ora, a isto não dais o nome de instinto.”
591. Nos mundos superiores, as plantas são de natureza mais perfeita, como os outros seres?
Tudo é mais perfeito. As plantas, porém, são sempre plantas, como os animais sempre animais e os homens sempre homens.

Fonte: O Livro dos Espíritos - F.E.B. 77ª edição.

Seguir Jesus, nosso grande desafio

Urge seguir o nosso modelo e Guia, fazendo o que nos pode ser possível ao nível de nossas capacidades e recursos.

Segui-lO em suas lições e exemplos, é o dever de cada um que se define como cristão, não deixando para amanhã o que já podemos realizar hoje, agora!

Jesus fazia cessar os efeitos dos erros, daqueles que se qualificavam e faziam jus ao seu auxílio, sarando-lhe a matéria, ao mesmo tempo em que lhes oferecia a diretriz evangélica, porque a verdadeira e única cura para o desequilíbrio do Espírito e eliminar os sofrimentos, está em fazer uso da medicação contida em seu Evangelho libertador.

E o Evangelho é o mais completo receituário de paz e luz que precisamos conquistar!

O amor de Deus, refletido em Jesus, é incomparável e ilimitado.

Francisco Rebouças


segunda-feira, 13 de julho de 2020

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PRECE NO ESPIRITISMO.

“Todos os povos oram, desde os selvagens aos homens civilizados; a isto são levados pelo instinto, e é o que os distingue dos animais. Sem dúvida, oram de uma maneira mais ou menos racional, mas, enfim, eles oram. Aqueles que, por ignorância ou presunção, não praticam a prece, formam, no mundo, uma ínfima minoria.

A prece é, pois, uma necessidade universal, independente das seitas e das nacionalidades. Depois da prece, estando-se fraco, sente-se mais forte; estando-se triste, sente-se consolado; tirar a prece é privar o homem de seu mais poderoso sustento moral na adversidade. Pela prece ele eleva sua alma, entra em comunhão com Deus, se identifica com o mundo espiritual, desmaterializa-se, condição essencial de sua felicidade futura; sem a prece, seus pensamentos ficam sobre a Terra, se prendem cada vez mais às coisas materiais; daí um atraso em seu adiantamento.”...

Fonte: Revista Espírita- Janeiro/1866


Francisco Rebouças

sexta-feira, 10 de julho de 2020

Pedir ajuda, e esperar com paciência!

“Mas a sabedoria que vem do alto é primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisia.” (TIAGO, CAPÍTULO 3, VERSÍCULO 17.) 

São inúmeras as dúvidas que nos assaltam em diversas oportunidades, em que precisamos decidir sobre assuntos importantes que certamente trarão mudanças significativas em nossas vidas.   

Então, nos lembramos imediatamente de recorrer aos Amigos do Mundo Maior, com a velha mania de pressa e com a conhecida certeza de que somos merecedores de toda atenção. Mas quando constatamos que as respostas da Providência Divina, não nos chegam com a velocidade que esperamos, ficamos simplesmente decepcionados ou até mesmo revoltados.  

Chegamos muitas vezes a pensar que estamos esquecidos e desprezados pelos Espíritos Superiores, não parando para pensar que somos nós que precisamos iniciar a resolução do problema sem jogar a responsabilidade nos ombros dos outros. 

É preciso saber que absolutamente nenhuma de nossas rogativas, endereçadas às forças superiores da vida ficam sem resposta, nenhuma prece feita com o coração deixa de apresentar seus resultados, nenhum pedido que formulemos ao Alto deixa de ser apreciado pelos prepostos do Mestre de Nazaré que farão o que for permitido pela Lei Superior no momento exato. 

O que nos falta em situações como estas, é ter olhos de ver e ouvidos de ouvir, pois, envoltos por uma profunda cegueira das coisas da alma, pensamos que o melhor para nós é o que queremos que aconteça naquele justo momento, e, se assim não acontecer passamos a agir como verdadeiras crianças aborrecidas, desequilibradamaldizendo e blasfemando contra tudo e contra todos. 

As crises gerais, que procedem da insegurança individual, são, por sua vez, responsáveis por mais altas e expressivas somas de desconforto, insatisfação, instabilidade emocional do homem, formando um círculo vicioso que se repete, sem aparente possibilidade de arrebentar as cadeias fortes que o constituem”. (1)  

Urge entender que não temos o direito de exigir dos emissários Divinos, que nos obedeçam às ordens, como cobramos de um serviçal o cumprimento de nossos caprichos para os quais estamos pagando. Não somos ainda suficientemente capazes de entender que, na grande maioria das vezes, os acontecimentos que tanto nos infelicitam a vida são obras do nosso modo de viver, são frutos de nossas más escolhas que privilegiam quase sempre os prazeres fugidios e ilusórios da matéria.  

“O homem deve ser educado para conviver consigo próprio, com a sua solidão, com os seus momentâneos limites e ansiedades, administrando-os em proveito pessoal, de modo a poder compartir emoções e reparti-las, distribuir conquistas, ceder espaços, quando convidado à participação em outras vidas, ou pessoas outras vierem envolver-se na sua área emocional”. (2)   

Necessário se faz desenvolver as virtudes do Espírito Imortal, deixando surgir o homem novo que dormita no imo de nosso Ser, e trabalhar sem esmorecimento no bem, entendendo que os obstáculos que não fizemos por merecer nesta ocasião, como sendo a parte que constitui o nosso ajustamento com a Lei de Causa e Efeito que rege o destino das criaturas no mundo, com seus mecanismos naturais em nome da Justiça Maior que determina “que a cada um seja concedido segundo as suas obras”. 

Aprendamos definitivamente a interpretar com sabedoria as respostas divinas, que em tudo nos atenderá de conformidade com nossas necessidades reais em consonância com os necessários merecimentos, e não segundo os nossos caprichos.  

Pensemos nisso com toda atenção! 

Referências:

(1) Xavier, Francisco Cândido, Livro Pão Nosso, Cap. 14, pelo Espírito Emmanuel; e 

(2) Idem, Idem. 

 Francisco Rebouças