Apesar dos erros das suas doutrinas,
não deixaram de agitar os espíritos e, por isso mesmo, de semear os gérmens do
progresso, que mais tarde haviam de desenvolver-se, ou se desenvolverão à luz
brilhante do Cristianismo.
É, pois, injusto se lhes lance anátema
em nome da ortodoxia, porque dia virá em que todas essas crenças tão diversas
na forma, mas que repousam realmente sobre um mesmo princípio fundamental -
Deus e a imortalidade da alma, se fundirão numa grande e vasta unidade, logo
que a razão triunfe dos preconceitos.
Infelizmente, as religiões hão sido
sempre instrumentos de dominação; o papel de profeta há tentado as ambições
secundárias e tem-se visto surgir uma multidão de pretensos reveladores ou
messias, que, valendo-se do prestigio deste nome, exploram a credulidade em
proveito do seu orgulho, da sua ganância, ou da sua indolência, achando mais
cômodo viver à custa dos iludidos. A religião cristã não pôde evitar esses
parasitas.
A tal propósito, chamamos
particularmente a atenção para o capítulo XXI de O Evangelho segundo o
Espiritismo; "Levantar-se-ão falsos Cristos e falsos profetas".
Fonte: A Gênese – Cap. I - CARÁTER DA REVELAÇÃO ESPÍRITA, item 8.
