Estudando a doutrina espírita com a seriedade de sempre!
355. Há, de fato, como o indica a Ciência, crianças que já no seio materno não são vitais? Com que fim ocorre isso?
“Freqüentemente
isso se dá e Deus o permite como prova, quer para os pais do nascituro, quer
para o Espírito designado a tomar lugar entre os vivos.”
356. Entre os natimortos alguns haverá que não
tenham sido destinados à encarnação de Espíritos?
“Alguns há, efetivamente, a cujos corpos nunca nenhum Espírito
esteve destinado.
Nada tinha que
se efetuar para eles. Tais crianças então só vêm
por seus pais.”
a) - Pode chegar a termo de nascimento um ser
dessa natureza?
“Algumas vezes;
mas não vive.”
b) - Segue-se daí que toda criança que vive após
o nascimento tem forçosamente encarnado em si um Espírito?
“Que
seria ela, se assim não acontecesse? Não seria um ser humano.”
Completando a matéria:
13 -
Gestação frustrada
– Como compreenderemos os casos de
gestação frustrada quando não há Espírito reencarnante para arquitetar as
formas do feto?
– Em todos os
casos em que há formação fetal, sem que haja a presença de entidade
reencarnante, o fenômeno obedece aos moldes mentais maternos.
Dentre as
ocorrências dessa espécie há, por exemplo,
aquelas nas quais a mulher, em provação de reajuste
do centro genésico, nutre habitualmente o vivo
desejo de ser mãe, impregnando as células reprodutivas com elevada percentagem de atração
magnética, na qual consegue formar com o auxílio da célula espermática um
embrião frustrado que se desenvolve, embora inutilmente, na medida de
intensidade do pensamento maternal, que opera, através de impactos sucessivos, condicionando
as células do aparelho reprodutor, que lhe respondem aos apelos segundo os
princípios de automatismo e reflexão. Em
contrário, há, por exemplo, os casos em que a mulher, por recusa deliberada à gravidez de que já se
acha possuída, expulsa a entidade reencarnante nas primeiras semanas de
gestação, desarticulando os processos celulares da constituição fetal e
adquirindo, por semelhante atitude, constrangedora dívida ante o Destino.
Uberaba,
4/6/58.
Evolução em dos Mundos – Cap. 13
Chico Xavier/André Luiz
Reencarnações especiais
Entretanto,
reencarnações se processam, muita vez, sem qualquer
consulta aos que necessitam segregação em certas lutas no plano físico, providências essas comparáveis às que assumimos no mundo
com enfermos e criminosos que, pela própria condição ou conduta, perderam
temporariamente a faculdade de resolver quanto à sorte que lhes convêm no
espaço de tempo em que se lhes perdura a enfermidade ou em que se mantenham sob
as determinações da justiça.
São
os problemas especiais, em que a individualidade renasce de cérebro
parcialmente inibido ou padecendo mutilações congênitas, ao lado daqueles que
lhe devem abnegação e carinho.
Incapazes
de eleger o caminho de reajuste, pelo estado de loucura ou de sofrimento que
evidenciam, semelhantes enfermos são decididamente internados na cela física
como doentes isolados sob assistência precisa.
Vemo-los, assim,
repontando de lares faustosos ou paupérrimos, contrariando,
por vezes, até certo ponto, os estatutos que regem a hereditariedade,
por representarem dolorosas exceções
no caminho normal.
Evolução em dos Mundos – Cap. 19
Chico Xavier/André Luiz.
Destaques nossos.
Francisco Rebouças.