Solidarity Spiritist Societ

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

GOVERNO INTERNO

       “Antes subjugo o meu corpo e o reduzo à servidão, para que, pre­gando aos outros, eu mesmo não venha de algum modo a ficar repro­vado.” — Paulo. (1ª EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS, CAPÍTULO 9, VERSÍCULO 27.) 
Efetivamente, o corpo é miniatura do Universo.
É imprescindível, portanto, saber governá-lo. Representação em material terrestre da personalidade espiritual, é razoável esteja cada um atento às suas disposições. Não é que a substância passiva haja adquirido poder superior ao da vontade humana, todavia, é imperioso reconhecer que as tendências inferiores procuram subtrair-nos o poder de domínio.
É indispensável esteja cada homem em dia com o governo de si mesmo.
A vida interior, de alguma sorte, assemelha-se à vida de um Estado. O espírito assume a auto chefia, auxiliado por vários ministérios, quais os da reflexão, do conhecimento, da compreensão, do respeito e da ordem. As ideias diversas e simultâneas constituem apelos bons ou maus do parlamento íntimo. Existem, no fundo de cada mente, extensas potencialidades de progresso e sublimação, reclamando trabalho.
O governador supremo que é o espírito, no cos­mo celular, redige leis benfeitoras, mas nem sempre mobiliza os órgãos fiscalizadores da própria vontade. E as zonas inferiores continuam em antigas desor­dens, não lhes importando os decretos renovadores que não hostilizam, nem executam. Em se verificando semelhante anomalia, passa o homem a ser um enig­ma vivo, quando se não converte num cego ou num celerado.
Quem espera vida sã, sem autodisciplina, não se distancia muito do desequilíbrio ruinoso ou total.
        É necessário instalar o governo de nós mesmos em qualquer posição da vida. O problema fundamen­tal é de vontade forte para conosco, e de boa-vontade para com os nossos irmãos.
 
Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

SEXO E AMOR


       Na sua globalidade, o amor é sentimento vincula­do ao Self enquanto que a busca do prazer sexual está mais pertinente ao ego, responsável por todo tipo de posse.

O sentimento de amor pode levar a uma comunhão sexual, sem que isso lhe seja condição imprescindível. No entanto, o prazer sexual pode ser conseguido pelo impulso meramente instintivo, sem compromisso mais significativo com a outra pessoa, que, normalmente se sente frustrada e usada.

Os profissionais do sexo, porque perdem o com­ponente essencial dos estímulos, em razão do abuso de que se fazem portadores, derrapam nas explosões eró­ticas, buscando recursos visuais que lhes estimulem a mente, a fim de que a função possa responder de ma­neira positiva. Mecanicamente se desincumbem da ta­refa animal e violenta, tampouco satisfazendo-se, porquanto acreditam que estão em tarefa de aliciamento de vidas para o comércio extravagante e nefando da venda das sensações fortes, a que se habituaram.

O amor, como componente para a função sexual, é meigo e judicioso, começando pela carícia do olhar que se enternece e vibra todo o corpo ante a expectativa da comunhão renovadora.

Essa libido tormentosa, veiculada pela mídia e ex­posta nas lojas em forma de artefatos, torna-se aberra­ção que passa para exigências da estroinice, resvalan­do nos abismos de outros vícios que se lhe associam.

Quando o sexo se apresenta exigente e tormento­so, o indivíduo recorre aos expedientes emocionais da violência, da perseguição, da hediondez.

Os grandes carrascos da Humanidade, até onde se os pode entender, eram portadores de transtornos se­xuais, que procuravam dissimular, transferindo-se para situações de relevo político, social, guerreiro, tornan­do-se temerários, porque sabiam da impossibilidade de serem amados.

Quando o amor domina as paisagens do coração, mesmo existindo quaisquer dificuldades de ordem se­xual, faz-se possível superá-las, mediante a transfor­mação dos desejos e frustrações em solidariedade, em arte, em construção do bem, que visam ao progresso das pessoas, assim como da comunidade, tornando-se, portanto, irrelevantes tais questões.

O ser humano, embora vinculado ao sexo pelo atavismo da reprodução, está fadado ao amor, que tem mais vigor do que o simples intercurso genital.

Sem dúvida, por outro lado, as grandes edificações de grandeza da humanidade tiveram no sexo o seu élan de estímulo e de força. Não obstante, persegue-se o su­cesso, a glória efêmera, o poder para desfrutar dos pra­zeres que o sexo proporciona, resvalando-se em equí­voco lamentável e perturbador.

O amor à arte e à beleza igualmente inspirou Mi­guel Ângelo a pintar a capela Sistina, dentre outras obras magistrais, a esculpir la Pietá e o Moisés; o amor à ciência conduziu Pasteur à descoberta dos micróbios; o amor à verdade levou Jesus à cruz, traçando uma rota de segurança para as criaturas humanas de todos os tempos...

O amor é o doce enlevo que embriaga de paz os seres e os promove aos píncaros da auto realização, estimulando o sexo dignificado, reprodutor e cal­mante.
Sexo, em si mesmo, sem os condimentos do amor é impulso violento e fugaz.

Livro: Amor, Imbatível Amor
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

ELES VIVEM

          Sim, com a morte orgânica ocorre uma desagregação de moléculas, que prosseguem em transformação.
          Não, porém, o aniquilamento da vida.
          Desintegra-se a forma, todavia não se dilui a essência.
          A modificação que se opera no mundo corporal produz o desaparecimento físico, sem embargo permanecem os liames da afetividade, as evocações queridas, as ocorrências do quotidiano alimentadas pela vida do Espírito imortal, que se emancipou das limitações carnais, sobrevivendo às contingências do desgaste inevitável, que se finou na disjunção material transitória.
          Triunfa a vida sempre sobre a extinção do corpo.
          A porta do túmulo que se fecha para determinadas expressões abre-se, em triunfo, para outras realizações da vida.
          O encerramento de uma existência humana, no cometimento da morte, equivaleria a lamentável falha da Organização da Vida.
          O princípio que agrega as células e as organiza para o ministério da investidura humana, com o desconectar das engrenagens pelas quais se manifesta, prossegue em incessante curso de aprimoramento e ascensão, na busca da felicidade a que está destinado. 
          Em face da ocorrência da morte que te visita o lar, não te permitas a surpresa insensata, que se transforma em alucinação e rebeldia.
          Desde logo conjectura com segurança em torno desse fatalismo biológico, que é a morte do corpo, armando-te com os esclarecimentos com que interpretarás os possíveis enigmas em torno do pós-desencarnação.
          Se ainda não foste visitado por esta rude aflição, não creias que serás poupado, vivendo em clima de ilusória exceção.
          Se todavia, já sorves o travo da saudade e resguardas as feridas, ainda em dores produzidas pela partida dos seres amados, retifica conceituações e reformula observações.
          Não penses em termos finalistas.
          Examina a majestade da vida em toda parte e faze paralelos otimistas.
          Teus amores não se acabaram, transferiram-se de habitat e prosseguem vivendo.
          Ouvem os teus pensamentos, sentem as tuas aspirações, sofrem tuas revoltas, fruem tuas esperanças, amam-te.
          Se os amaste, realmente, não recalcitres em razão da sua partida para outras dimensões da existência.
          Sê-lhes grato pelas horas ditosas que te concederam, pelos sorrisos que musicaram o lar da tua alma, e, em nome deles, esparze a dádiva da alegria com outros seres tão sofridos ou mais amargurados do que tu mesmo, preparando-te a teu turno, para o reencontro, oportunamente. 
          O silêncio da sepultura é pobreza dos sentidos físicos que não conseguem alcançar mais sutis percepções!.
          Pensa nos teus finados com carinho e dialogarás com eles, senti-los-ás e vibrarás ante a cariciosa presença com que te vêm diminuir a pungente dor da saudade.
          ... E não raro, quando parcialmente desprendido pelo sono, reencontrá-los-ás esperando-te que estão nas ditosas paisagens do mundo a que fazem jus e onde habitarás, também, mais tarde...
          Se, todavia, não conseguires o medicamento da esperança na hora grave da angústia, ora. Deixa-te arrastar pelas vibrações sublimes da prece de que sairás lenificado e confiante para concluíres a própria jornada, lobrigando a libertação a que aspiras em forma de plenitude junto aos que amas e te esperam na Vida Verdadeira.
 
SÉTIMA PARTE
DA LEI DE SOCIEDADE 
766. A vida social está em a Natureza?
            “Certamente. Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a
palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação.”
 
 775. Qual seria, para a sociedade, o resultado do relaxamento dos laços de família?
 “Uma recrudescência do egoísmo.”                       
                        ‘O Livro dos Espíritos”
 
Livro: Leis Morais da Vida
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
 
 
Francisco Rebouças

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Conferência Espírita em Caldas da Rainha

O MELINDRE NA NOSSA VIDA
o_melindre
Na sexta-feira, dia 01 de Novembro de 2013, às 21H00, irá decorrer uma conferência espírita subordinada ao tema O MELINDRE NA NOSSA VIDA. 
 
Quais os efeitos do melindre na nossa vida? Como erradicá-lo? Como o espiritismo pode ajudar?
 
Esta palestra terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.
As entradas são livres e gratuitas.
 
 
Francisco Rebouças

Le groupe d'étude des apprentis de l'évangile

Bonjour,
 
Le centre d'étude spirite Allan Kardec vous invite avec plaisir à notre cours: le groupe d'étude  des apprentis de l'évangile.
C'est un cours complet et étendu qui a pour objectif principal la  spiritualisation et le progrès moral de ses participants.
De nombreux sujet sont abordés et nous testerons ensemble des outils pour  essayer de s'améliorer.
C'est avec une grande joie que nous vous invitons à participer à ce groupe  d'études.
L'horaire : tous les jeudis de 20h à 21h30 au Cesak (134  rue Louis Hap).
Vous pouvez vous inscrire directement sur place.
Voici une description un peu plus complète du cours
Programme vaste et complet ayant pour objectif la spiritualisation et le  perfectionnement moral de ses participants en intégrant de manière  pratique les exemples donnés par le Christ. Il s'agit de renouveler ses  sentiments, ses pensées et ses attitudes à travers l'auto-connaissance et  l'éveil aux idéaux divins. Ce n'est pas seulement un cours d'apprentissage  théorique sur le spiritisme mais aussi et surtout une véritable initiation  spirituelle basée sur l'exemple de Jésus. Cette école aborde de nombreux  sujets (cours de médiums, de passes, d’entretien d'aide,...) tout au long  de son programme qui s'étend sur une durée de trois ans.
Bonne journée,

Cesak Bruxelles
-
Anabela Reinata

CESAK, asbl
 
Le christ ne nous a pas demandé grand chose; il n'a pas exigé que nous montions l'Éverest ou que nous faisions de grand sacrifices.
Il a juste demandé que nous nous aimions les uns les autres.
"Francisco Cândido Xavier" 
 
 
Francisco Rebouças

É O MESMO


       “Pois o mesmo Pai vos ama.” —Jesus. (JOÃO, CAPÍTULO 16, VERSÍCULO 27.) 

       Ninguém despreze os valores da confiança.

       Servo algum fuja ao benefício da cooperação. Quem hoje pode dar algo de útil, precisará possivelmente amanhã de alguma colaboração essencial.

       Todavia, por enriquecer-se alguém de fraterni­dade e fé, não olvide a necessidade do desenvolvi­mento infinito no bem.

       Os obreiros sinceros do Evangelho devem operar contra o favoritismo pernicioso.

       A lavoura divina não possui privilegiados. Em suas seções numerosas, há trabalhadores mais de­votados e mais fiéis; contudo, esses não devem ser categorizados à conta de fetiches e, sim, respeitados e imitados por símbolos de lealdade e serviço.

Criar ídolos humanos é pior que levantar está­tuas destinadas à adoração. O mármore é impassível mas o companheiro é nosso próximo de cuja con­dição ninguém deveria abusar.

Pague cada homem o tributo de esforço próprio à vida.

O Supremo Senhor espera de nós apenas isto, a fim de converter-nos em colaboradores diretos.

O próprio Cristo afirmou que o mesmo Pai que o distingue ama igualmente a Humanidade.

O Deus que inspira o médico é o que ampara o doente.

Não importa que asiáticos e europeus o desig­nem sob nomes diferentes.

Invariavelmente é o mesmo Pai.

       Conservemos, pois, a luz da consolação, a bên­ção do concurso fraterno, a confiança em nossos Maiores e a certeza na proteção deles; contudo, não olvidemos o dever natural de seguir para o Alto, utilizando os próprios pés.


Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

LINDOS CASOS DE CHICO XAVIER


DECÁLOGO PARA ESTUDOS EVANGÉLICOS
 
Na noite de 21 de março de 1952, no “Centro Espírita LUIZ GONZAGA”, em Pedro Leopoldo, discutia-se sobre a melhor maneira de orientar a pregação espírita cristã, quando André Luiz exter­nou-se acerca do assunto, com a seguinte página:
DECÁLOGO PARA ESTUDOS EVANGÉLICOS
 
1 — Peça a inspiração divina e escolha o tema evangélico des­tinado aos estudos e comentários da noite.
2 — Não fuja ao espírito do texto lido.
3 — Fale com naturalidade.
4 — Não critique, a fim de que a sua palavra possa construir para o bem.
5 — Não pronuncie palavras reprováveis ou inoportunas, susce­tíveis de criar imagens mentais de tristeza, ironia, revolta ou desconfiança.
6 — Não faça leitura, em voz alta, além de cinco minutos, para não cansar os ouvintes.
7 — Converse ajudando aos companheiros, usando caridade e Compreensão.
8 — Não faça comparações, a fim de que seu verbo não venha ferir alguém.
9 — Guarde tolerância e ponderação.
10 — Não tenha indefinidamente a palavra; outros companheiros precisam falar na sementeira do Bem.
ANDRÉ LUIZ
 
Cremos que esta pequena Mensagem oferece interessantes apon­tamentos, dando-nos o que pensar.
 
Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama
 
Francisco Rebouças

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Almoço no CEPAT


CONVITE 

VENHA DESFRUTAR, COM SUA FAMÍLIA E AMIGOS, DE UM DELICIOSO ALMOÇO REGADO COM MUITA MÚSICA.
 
CARDÁPIO: MASSAS

PREÇO: R$20,00

LOCAL: CEPAT

HORÁRIO: 13 HORAS

DATA: 03/11/13 

INFORMAÇÕES: (21)8139-4350 RAUL
 
 
Francisco Rebouças

Auto Julgamento


Se te decidires a praticar compreensão, adiantar-te ás, consideravelmente, no caminho do amor, em direção à paz que se te fará suporte à felicidade.

Para isso, é imperioso te situes no lugar dos outros; de modo a que não percas tempo, com qualquer julgamento leviano, capaz de arrojar-te em complicações e enganos, por vezes, de lastimável e longa duração.

Se te observares na condição do agressor, imagina quão valioso se te faria o perdão daqueles a quem houvesse ferido, após reconheceres que te desmandaste num momento de desequilíbrio e loucura.

Fosses a pessoa encarcerada em penúria e doença e saberias agradecer os gestos espontâneos de quem te doasse alguns minutos de reconforto ou leves migalhas de auxílio.

Caso te visses no lugar da pessoa caída em tentação, reflete se poderias haver resistido, com mais eficiência, ao assédio das sugestões infelizes.

Estivesses na posição daqueles que controlam a fortuna ou o poder, a influência ou a autoridades e examina, por ti mesmo, qual seria o teu comportamento.

Colocando-te na situação dos companheiros em lágrimas que viram partir entes amados, sob a neblina da morte, mentaliza a extensão do sofrimento que te dilapidaria o coração ao perder a companhia daqueles que mais amas.

De quando a quando, sujeita-te, no silêncio, aos testes dessa natureza, dialogando intimamente de ti para contigo e descobrirás em ti as fontes de renovação espiritual a te nutrirem os sentimentos com novos princípios de tolerância e humanidade.

Realmente, advertiu-nos Jesus:

- “Não julgues para não serdes julgados.”

         O Divino Mestre, entretanto, não nos proclamou impedidos de julgar a nós próprios, de modo a revisarmos nossos ideais e atitudes, colocando-nos finalmente a caminho da própria sublimação.
 
Livro: Algo Mais
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

O BEM


Emmanuel
Por todo o bem que faças, Deus te abençoe.

Deus te apoia e te vê.

Se desejas integrar a fileira dos redentores do mundo, através da palavra escorreita e dos gestos brilhantes, não te esqueças da caridade ao próximo que se encontra mais próximo de ti.

A caridade é uma benção que cabe em toda parte e que pode exteriorizar-se do vaso de teu coração incessantemente...

Livro: Agenda de Luz
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

domingo, 27 de outubro de 2013

Ricos de Bens, pobres de virtudes!


A ideia primitiva da psicologia sociológica do passado recomendava a posse como forma de segurança na vida do indivíduo, pois, entendiam que a felicidade do homem, poderia ser medida em razão dos haveres acumulados, e a tranquilidade do indivíduo estava supostamente representada pela falta de preocupação que ele demonstrava em relação ao presente como ao futuro.

Dessa forma, concluíam que o homem rico poderia aguardar uma velhice sem tantas preocupações, de forma descansada, sem problemas financeiros, o que justificava ter como a grande meta o acúmulo e a conquista dos bens e haveres materiais, porque a escala de valores mantinha como patamar mais elevado a fortuna endinheirada, como se a vida se restringisse a negócios, à compra e venda de coisas, de favores, de posições, de títulos etc.

Mesmo as religiões, que preconizavam a renúncia ao mundo e aos bens terrenos, reverenciavam os poderosos, os ricos, enquanto se adornavam de requintes, e seus templos se transformavam em verdadeiros bazares, palácios e museus frios, nos quais a solidariedade e o amor eram desconhecidos ou simplesmente desprezados.

Tinha-se a impressão que a felicidade seria possível, desde que se pudesse comprá-la. Todos os pareceres sobre a felicidade traziam como impositivo prioritário o prestígio social decorrente da posse financeira ou do poder político. Assim, adotou-se o conceito irônico de que o se o dinheiro não dá felicidade a quem o possui quem não o tem, estará definitivamente condenado a ser infeliz.

O que se observa quando se analisa essa forma de ver a vida, é que o imediatismo substituiu os valores legítimos da vida, levando o indivíduo a um prejudicial e equivocado relaxamento pelos códigos éticos e morais, as conquistas intelectuais, as virtudes, por parecerem de menor importância para a conquista da felicidade, pelo indivíduo que não seja possuidor de grande quantidade de bens materiais.

Não se procurava averiguar se as pessoas poderosas e possuidoras de coisas materiais, eram realmente felizes, ou se apenas fingiam sê-lo, não se procurava saber em quantas oportunidades a riqueza em nada lhes adiantou na resolução de problemas internos, que infelicitam também aos possuidores de riquezas, não se procurava saber quantas vezes esses ricos gostariam de passar livres e desapercebidos pelas avenidas sem serem incomodados, o que por essa razão não podem se sentir livres para fazerem o que lhes aprazia e não o que lhes impunham a condição de ricos.

Nos dias da atualidade, embora os avanços da Psicologia profunda, ainda permanecem os mesmos incentivos para que o homem tenha, sem a preocupação com o que ele seja, prolongando essa arcaica, infantil e perniciosa cultura, mantendo os mecanismos escapistas da personalidade, fazendo que a existência permaneça como um jogo, e os bens, como as pessoas, tornem-se brinquedos nas mãos dos seus possuidores, esquecidos de que os homens, entretanto, não são marionetes de fácil manipulação. Cada indivíduo tem as suas próprias aspirações e metas, não podendo ser movido, pelo prazer insano ou até mesmo, com bons propósitos, por outras pessoas.

Está na hora de entender que esses atavismos infantis não absorvidos pela idade adulta, impedem o amadurecimento psicológico encarregado do discernimento, que são igualmente responsáveis pela insegurança que leva o indivíduo a amontoar coisas e a cuidar do ego, em detrimento dos bens espirituais que trás latente no Ser imortal que é. Só o amadurecimento psicológico equipa o homem de resistências contra os fatores negativos da existência, as ciladas do relacionamento social, as dificuldades do cotidiano, preparando o para jornadas maiores no continuar de sua caminhada evolutiva, e sua vida é composta justamente de todas as ocorrências, agradáveis ou não, que trabalham pelo progresso, em cuja correnteza todos navegam na busca do porto da felicidade e da pureza espiritual que nos aguarda ainda distante. Preciso se faz, manter-se o equilíbrio entre o ter e o ser, e entender definitivamente, que nessa luta entre o ego artificial, arquetípico, e o eu real, eterno e evolutivo, os conteúdos ético-morais da vida têm prevalência, devendo ser incorporados à nossa conduta, em buscando da sonhada auto realização.

Claro que ninguém deseja fazer apologia da escassez ou da miséria, nem tampouco, propor o desdém à posse, por entender ser ela uma necessidade para a realização pessoal de qualquer ser humano. O que queremos deixar bem claro é o fato de que os recursos amoedados, o poder político ou social são mecanismos de progresso, de satisfação, enquanto conduzidos pelo homem, qual locomotiva a movimentar esses recursos com os nobres objetivos a que estão destinados pela Soberana Inteligência do Universo. O Homem precisa entender que, os bens materiais devem ser bem utilizados, para que possam gerar benefícios em seu proveito e do seu próximo, e que não foram criados para torná-los servis, nem para levá-los à escravização pelos encantos proporcionados pelos prazeres fugidios e passageiros que lhes entorpecem.

São ferramentas propostas pela Divindade para o progresso e evolução do indivíduo, no amadurecimento psicológico que lhes facultam os meios de gerir os recursos, sem se lhes submeter aos impositivos do orgulho e da vaidade, conquistando a sabedoria necessária para administrar os valores de qualquer natureza, a benefício da vida e da coletividade.

Os nobres valores da realidade espiritual brotam do que se é, jamais do que se tem.

Francisco Rebouças

"O Consolador"

239 – Entre a dor física e a dor moral, qual das duas faz vibrar mais profundamente o espírito humano?

– Podemos classificar o sofrimento do Espírito como a dor realidade e o tormento físico, de qualquer natureza, como a dor ilusão.
Em verdade, toda dor física colima o despertar da alma para os seus grandiosos deveres, seja como expressão expiatória, como consequência dos abusos humanos, ou como advertência da natureza material ao dono de um organismo.
Mas toda dor física é um fenômeno, enquanto que a dor moral é essência.
Daí a razão por que a primeira vem e passa, ainda que se faça acompanhar das transições de morte dos órgãos materiais, e só a dor espiritual é bastante grande e profunda para promover o luminoso trabalho do aperfeiçoamento e da redenção.
240 – De algum modo, pode-se conceber a felicidade na Terra?

– Se todo Espírito tem consigo a noção da felicidade, é sinal que ela existe e espera as almas em alguma parte.
Tal como sonhada pelo homem do mundo, porém, a felicidade não pode existir, por enquanto, na face do orbe, porque, em sua generalidade, as criaturas humanas se encontram intoxicadas e não sabem contemplar a grandeza das paisagens exteriores que as cercam no planeta. Contudo, importa observar que é no globo terrestre que a criatura edifica as bases da sua ventura real, pelo trabalho e pelo sacrifício, a caminho das mais sublimes aquisições para o mundo divino de sua consciência.
241 – Onde o maior auxílio para nossa redenção espiritual?

– No trabalho de nossa redenção individual ou coletiva, a dor é sempre o elemento amigo e indispensável. E a redenção de um Espírito encarnado, na Terra, consiste no resgate de todas as dívidas, com a consequente aquisição de valores morais passíveis de serem conquistados nas lutas planetárias, situação essa que eleva a personalidade espiritual a novos e mais sublimes horizontes da vida no Infinito.
242 – Por que o Evangelho não nos fala das alegrias da vida humana?

– O Evangelho não podia trazer os cenários do riso mascarado do mundo, mas a verdade é que todas as lições do Mestre Divino foram efetuadas nas paisagens da mais perfeita alegria espiritual.
Sua primeira revelação foi nas bodas de Canaã, entre os júbilos sagrados da família. Seus ensinamentos, à margem das águas do Tiberíades, desdobraram-se entre criaturas simples e alegres, fortalecidas na fé e no trabalho sadio.
Em Jerusalém, contudo, junto das hipocrisias do Templo, ou em face dos seus algozes empedernidos, o Mestre Divino não poderia sorrir, alentando a mentira ou desenvolvendo os métodos da ingratidão e da violência.
Eis por que, em seu ambiente natural, toda a história evangélica é sempre um poema de luz, de amor, de encantamento e de alegria.

243 – Todos os Espíritos que passaram pela Terra tiveram as mesmas características evolutivas, no que se refere ao problema da dor?

– Todas as entidades espirituais encarnadas no orbe terrestre são Espíritos que se resgatam ou aprendem nas experiências humanas, após as quedas do passado, com exceção de Jesus Cristo, fundamento de toda a verdade neste mundo, cuja evolução se verificou em linha reta para Deus, e em cujas mãos angélicas repousa o governo espiritual do planeta, desde os seus primórdios.

244 – Existem lugares de penitência no plano espiritual? E acaso poderá haver sofrimento eterno para os Espíritos inveterados no erro e na rebeldia?

– Considerando a penitência em sua feição expiatória, existem numerosos lugares de provações na esfera para vós invisível, destinados à regeneração e preparo de entidades perversas ou renitentes no crime, a fim de conhecerem as primeiras manifestações do remorso e do arrependimento, etapas iniciais da obra de redenção.
Quanto à ideia do sofrimento eterno, se houvesse Espíritos eternamente inveterados no crime, haveria para eles um sofrimento continuado, como o seu próprio erro. O Pastor, porém, não quer que se perca uma só de suas ovelhas. Dia virá em que a consciência mais denegrida experimentará, no íntimo, a luz radiosa da alvorada de Seu amor.

Livro: O Consolador
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Almoço Fraterno

Prezados amigos, a SEF - Sociedade Espírita Fraternidade convida a todos para o Almoço no Remanso Fraterno.
Data: 10 de novembro de 2013 (domingo)
Das 12h às 14h30
Cardápio:  (comida caseira)   
Arroz branco, feijão, salada, farofa e carne assada.
Valor: R$ 25,00
Venda online via Paypal dos convites para o almoço no site da SEF. 
 
http://www.sef.org.br/almoco-remanso-fraterno/
   
 
 
 
 
 
 
 
 
Francisco Rebouças

sábado, 26 de outubro de 2013

Ultrapassamos a marca das 116.000 visitas!!

Adorei!!!
Amigos, é com o alegria que constatamos o registro da marca de 116.000 visitas  ao nosso Blog Espírita.  Lembramos que a instalação do contador em nosso blog, se deu em 31/10/2009.

Mesmo afastado essa semana das atividades de lançamento de matérias em nosso veículo de divulgação do espiritismo, agradeço do fundo do coração a participação de todos vocês visitando diariamente o blog e enviando seus votos de paz e harmonia, por essa razão recebam meu sincero a agradecido muito OBRIGADO!!!
 
Seguiremos com a mesma fidelidade de sempre, cumprindo nosso compromisso assumido quando da criação deste Blog Espírita, de realizá-lo sempre alicerçado pela codificação do espiritismo, sem achismos ou modismos desnecessários e condenáveis sob todos os aspectos.

Que continuemos com equilíbrio e lucidez suficientes para  merecer a confiança a companhia e a participação de vocês amigos queridos, que são sem dúvida alguma, o nosso maior patrimônio e o combustível que nos motiva a trabalhar com alegria e com a segurança de quem caminha em boas companhias.

Que Jesus nosso Mestre e Guia nos mantenha unidos e operosos, sob sua divina inspiração, hoje e sempre!

Nosso muito obrigado de coração!!!

Paz seja com todos!

Francisco Rebouças

Cooperação com Deus


TEMA: Cooperação individual na execução do plano de serviço da Providência Divina

Quantas vezes terás dito que amas a Deus e te dispões a servi-lo? E quantas outras tantas terás afirmado a tua fé na Providência Divina?

Provavelmente, porém, não te puseste ainda a raciocinar que os teus votos foram acolhidos e que o Todo-Misericordioso, por intermédio de vasta corrente hierárquica de assessores, te enviou as tarefas de cooperação com a sua infinita bondade, junto de causas, organizações, situações e pessoas, que lhe requisitam assistência e intervenção.

Exposto, assim, o problema do teu setor de ação individual, será justo considerar que esforço e dedicação constituem ingredientes inevitáveis no encargo que te foi confiado, a fim de que obtenhas o êxito que denominamos por "dever cumprido perante Deus".

Mãe ou pai, se recolhesses da vida tão-somente os filhos robustos e virtuosos, que indícios de amor oferecerias a Deus, quando Deus te pede o coração mais profundamente voltado para os filhos menos felizes, com bastante abnegação para jamais abandona-los, ainda mesmo quando o mundo os considere indesculpáveis ou desprezíveis?

Professor ou mentis, se reunisses contigo apenas os discípulos inteligentes e nobre, quem estaria com Deus no auxílio aos rebeldes ou retardados?

Dirigente ou supervisor, nos diversos ramos da atividade humana, se fosses chamado para guiar os interesses da comunidade exclusivamente nos dias de céu azul, para entoar louvores à harmonia ou presidir a distribuição de luzes e bênçãos, quem cooperaria com o Supremos Senhor, nas horas de tempestade, quando as nuvens da incompreensão e os raios da calúnia varam a atmosfera das instituições, exigindo a presença dos que cultivem brandura e compreensão, a fim de que a Divina Misericórdia encontre instrumentos capazes de ajuda-la a restaurar os elementos convulsos?

Obreiro do bem ou condutor da fé, se obtivesses da Terra apenas demonstrações de apreço palmas de triunfo, quem colaboraria com Deus, nos dias de perturbação, de maneira a limitar a incursão das trevas ou a apagar o fogo do ódio, entre as vítimas da ilusão ou da vaidade, nos lugares em que o Pai Supremo necessite de corações suficientemente corajosos e humildes para sustentarem a bem com o esquecimento de todo mal?

Onde estiveres e sejas quem sejas, no grau de responsabilidade e serviço em que te situas, agradece aos Céus as alegrias do equilíbrio, as afeições, os dias róseos do trabalho tranqüilo e as visões dos caminhos pavimentados de beleza e marginados de flores que te premiam a fé em Deus; quando, porém, os caminhos da provação te firam a alma ou quando as circunstâncias adversas se conjuguem contra as boas obras a que te vinculas, como se a tormenta do mal intentasse efetuar o naufrágio do bem, recorda que terás chegado ao instante do devotamento supremo e da lealdade maior, porque, se confias em Deus, Deus igualmente confia em ti.
 
Livro: Encontro Marcado
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Estudando o Espiritismo L.E.

 
Caros amigos, a finalidade maior deste nosso Blog Espírita, é justamente, o constante e sério estudo e divulgação da doutrina espírita, por essa razão, estamos dando continuidade ao estudo do Livro dos Espíritos, para uma melhor compreensão de nossa doutrina. Nesta oportunidade focalizamos a questão de nº 456 a .472
 
                  Estudem Conosco! 
Faculdade, que têm os Espíritos, de penetrar os nossos pensamentos
 
456. Veem os Espíritos tudo o que fazemos?
“Podem ver, pois que constantemente vos rodeiam. Cada um, porém, só vê aquilo a que dá atenção. Não se ocupam com o que lhes é indiferente.”
 
457. Podem os Espíritos conhecer os nossos mais secretos pensamentos?
“Muitas vezes chegam a conhecer o que desejaríeis ocultar de vós mesmos. Nem atos, nem pensamentos se lhes podem dissimular.”
 
a) - Assim, mais fácil nos seria ocultar de uma pessoa viva qualquer coisa, do que a esconder dessa mesma pessoa depois de morta?
 “Certamente. Quando vos julgais muito ocultos, é comum terdes ao vosso lado uma multidão de Espíritos que vos observam.”
 
458. Que pensam de nós os Espíritos que nos cercam e observam?
“Depende. Os levianos riem das pequenas partidas que vos pregam e zombam das vossas impaciências. Os Espíritos sérios se condoem dos vossos reveses e procuram ajudar-vos.”
 
Influência oculta dos Espíritos em nossos pensamentos e atos
 
459. Influem os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?
“Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de ordinário, são eles que vos dirigem.”
 
460. De par com os pensamentos que nos são próprios, outros haverá que nos sejam sugeridos?
“Vossa alma é um Espírito que pensa. Não ignorais que, frequentemente, muitos pensamentos vos acodem a um tempo sobre o mesmo assunto, não raro, contrários uns dos outros. Pois bem! No conjunto deles, estão sempre de mistura os vossos com os nossos. Daí a incerteza em que vos vedes. É que tendes em vós duas ideias a se combaterem.”
 
461. Como havemos de distinguir os pensamentos que nos são próprios dos que nos são sugeridos?
“Quando um pensamento vos é sugerido, tendes a impressão de que alguém vos fala. Geralmente, os pensamentos próprios são os que acodem em primeiro lugar. Afinal, não vos é de grande interesse estabelecer essa distinção. Muitas vezes, é útil que não saibais fazê-la. Não a fazendo, obra o homem com mais liberdade. Se se decide pelo bem, é voluntariamente que o pratica; se toma o mau caminho, maior será a sua responsabilidade.”
 
462. É sempre de dentro de si mesmos que os homens inteligentes e de gênio tiram suas idéias?
“Algumas vezes, elas lhes vêm do seu próprio Espírito, porém, de outras muitas, lhes são sugeridas por Espíritos que os julgam capazes de compreendê-las e dignos de vulgarizá-las. Quando tais homens não as acham em si mesmos, apelam para a inspiração. Fazem assim, sem o suspeitarem, uma verdadeira evocação.”
Se fora útil que pudéssemos distinguir claramente os nossos pensamentos próprios dos que nos são sugeridos, Deus nos houvera proporcionado os meios de o conseguirmos, como nos concedeu o de diferençarmos o dia da noite. Quando uma coisa se conserva imprecisa, é que convém assim aconteça.
 
463. Diz-se comumente ser sempre bom o primeiro impulso. É exato?
“Pode ser bom, ou mau, conforme a natureza do Espírito encarnado. É sempre bom naquele que atende às boas inspirações.”
 
464. Como distinguirmos se um pensamento sugerido procede de um bom Espírito ou de um Espírito mau?
“Estudai o caso. Os bons Espíritos só para o bem aconselham. Compete-vos discernir.”
 
465. Com que fim os Espíritos imperfeitos nos induzem ao mal?
“Para que sofrais como eles sofrem.”
 
a) - E isso lhes diminui os sofrimentos?
“Não; mas fazem-no por inveja, por não poderem suportar que haja seres felizes.”
 
b) - De que natureza é o sofrimento que procuram infligir aos outros?
“Os que resultam de ser de ordem inferior a criatura e de estar afastada de Deus.”
 
466. Por que permite Deus que Espíritos nos excitem ao mal?
 “Os Espíritos imperfeitos são instrumentos próprios a por em prova a fé e a constância dos homens na prática do bem. Como Espírito que és, tens que progredir na ciência do infinito. Daí o passares pelas provas do mal, para chegares ao bem. A nossa missão consiste em te colocarmos no bom caminho. Desde que sobre ti atuam influências más, é que as atrais, desejando o mal; porquanto os Espíritos inferiores correm a te auxiliar no mal, logo que desejes praticá-lo. Só quando queiras o mal, podem eles ajudar-te para a prática do mal. Se fores propenso ao assassínio, terás em torno de ti uma nuvem de Espíritos a te alimentarem no íntimo esse pendor. Mas outros também te cercarão, esforçando-se por te influenciarem para o bem, o que restabelece o equilíbrio da balança e te deixa senhor dos teus atos.”
É assim que Deus confia à nossa consciência a escolha do caminho que devamos seguir e a liberdade de ceder a uma ou outra das influências contrárias que se exercem sobre nós.
 
467. Pode o homem eximir-se da influência dos Espíritos que procuram arrastá-lo ao mal?
“Pode, visto que tais Espíritos só se apegam aos que, pelos seus desejos, os chamam, ou aos que, pelos seus pensamentos, os atraem.”
 
468. Renunciam às suas tentativas os Espíritos cuja influência a vontade do homem repele?
“Que querias que fizessem? Quando nada conseguem, abandonam o campo. Entretanto, ficam à espreita de um momento propício, como o gato que tocaia o rato.”
 
469. Por que meio podemos neutralizar a influência dos maus Espíritos?
“Praticando o bem e pondo em Deus toda a vossa confiança, repelireis a influência dos Espíritos inferiores e aniquilareis o império que desejam ter sobre vós. Guardai-vos de atender às sugestões dos Espíritos que vos suscitam maus pensamentos, que sopram a discórdia entre que vos insuflam as paixões más. Desconfiai especialmente dos que vos exaltam o orgulho, pois que esses vos assaltam pelo lado fraco. Essa a razão por que Jesus, na oração dominical, vos ensinou a dizer: “Senhor! Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal.”
 
470. Os Espíritos, que ao mal procuram induzir-nos e que põem assim em prova a nossa firmeza no bem, procedem desse modo cumprindo missão? E, se assim é, cabe-lhes alguma responsabilidade?
“A nenhum Espírito é dada a missão de praticar o mal. Aquele que o faz fá-lo por conta própria, sujeitando-se, portanto, às consequências. Pode Deus permitir-lhe que assim proceda, para vos experimentar; nunca, porém, lhe determina tal procedimento. Compete-vos, pois repeti-lo.”
 
471. Quando experimentamos uma sensação de angústia, de ansiedade indefinível, ou de íntima satisfação, sem que lhe conheçamos a causa, devemos atribuí-la unicamente a uma disposição física?
“É quase sempre efeito das comunicações em que inconscientemente entrais com os Espíritos, ou da que com elas tivestes durante o sono.”
 
472. Os Espíritos que procuram atrair-nos para o mal se limitam a aproveitar as circunstâncias em que nos achamos, ou podem também criá-las?
“Aproveitam as circunstâncias ocorrentes, mas também costumam criá-las, impelindo-vos, mau grado vosso, para aquilo que cobiçais. Assim, por exemplo, encontra um homem, no seu caminho, certa quantia. Não penses tenham sido os Espíritos que a trouxeram para ali. Mas, eles podem inspirar ao homem a ideia de tomar aquela direção e sugerir-lhe depois a de se apoderar da importância achada, enquanto outros lhe sugerem a de restituir o dinheiro ao seu legítimo dono. O mesmo se dá com relação a todas as demais tentações.”
 
“É quase sempre efeito das comunicações em que inconscientemente entrais com os Espíritos, ou da que com elas tivestes durante o sono.”
 
472. Os Espíritos que procuram atrair-nos para o mal se limitam a aproveitar as circunstâncias em que nos achamos, ou podem também criá-las?
“Aproveitam as circunstâncias ocorrentes, mas também costumam criá-las, impelindo-vos, mau grado vosso, para aquilo que cobiçais. Assim, por exemplo, encontra um homem, no seu caminho, certa quantia. Não penses tenham sido os Espíritos que a trouxeram para ali. Mas, eles podem inspirar ao homem a ideia de tomar aquela direção e sugerir-lhe depois a de se apoderar da importância achada, enquanto outros lhe sugerem a de restituir o dinheiro ao seu legítimo dono. O mesmo se dá com relação a todas as demais tentações.”
 
Fonte: O Livro dos Espíritos – FEB. 76ª edição.
 
 
Francisco Rebouças