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terça-feira, 29 de outubro de 2013

É O MESMO


       “Pois o mesmo Pai vos ama.” —Jesus. (JOÃO, CAPÍTULO 16, VERSÍCULO 27.) 

       Ninguém despreze os valores da confiança.

       Servo algum fuja ao benefício da cooperação. Quem hoje pode dar algo de útil, precisará possivelmente amanhã de alguma colaboração essencial.

       Todavia, por enriquecer-se alguém de fraterni­dade e fé, não olvide a necessidade do desenvolvi­mento infinito no bem.

       Os obreiros sinceros do Evangelho devem operar contra o favoritismo pernicioso.

       A lavoura divina não possui privilegiados. Em suas seções numerosas, há trabalhadores mais de­votados e mais fiéis; contudo, esses não devem ser categorizados à conta de fetiches e, sim, respeitados e imitados por símbolos de lealdade e serviço.

Criar ídolos humanos é pior que levantar está­tuas destinadas à adoração. O mármore é impassível mas o companheiro é nosso próximo de cuja con­dição ninguém deveria abusar.

Pague cada homem o tributo de esforço próprio à vida.

O Supremo Senhor espera de nós apenas isto, a fim de converter-nos em colaboradores diretos.

O próprio Cristo afirmou que o mesmo Pai que o distingue ama igualmente a Humanidade.

O Deus que inspira o médico é o que ampara o doente.

Não importa que asiáticos e europeus o desig­nem sob nomes diferentes.

Invariavelmente é o mesmo Pai.

       Conservemos, pois, a luz da consolação, a bên­ção do concurso fraterno, a confiança em nossos Maiores e a certeza na proteção deles; contudo, não olvidemos o dever natural de seguir para o Alto, utilizando os próprios pés.


Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças