Caros amigos, a finalidade maior deste nosso Blog Espírita, é justamente, o constante e sério estudo e divulgação da doutrina espírita, por essa razão, estamos dando continuidade ao estudo do Livro dos Espíritos, para uma melhor compreensão de nossa doutrina. Nesta oportunidade focalizamos a questão de nº 456 a .472
Estudem Conosco!
Faculdade, que têm os Espíritos, de penetrar os nossos
pensamentos
456. Veem os
Espíritos tudo o que fazemos?
“Podem ver, pois que constantemente vos rodeiam. Cada um,
porém, só vê aquilo a que dá atenção. Não se ocupam com o que lhes é
indiferente.”
457. Podem os
Espíritos conhecer os nossos mais secretos pensamentos?
“Muitas vezes chegam a conhecer o que desejaríeis ocultar de
vós mesmos. Nem atos, nem pensamentos se lhes podem dissimular.”
a) - Assim,
mais fácil nos seria ocultar de uma pessoa viva qualquer coisa, do que a esconder
dessa mesma pessoa depois de morta?
“Certamente. Quando
vos julgais muito ocultos, é comum terdes ao vosso lado uma multidão de
Espíritos que vos observam.”
458. Que
pensam de nós os Espíritos que nos cercam e observam?
“Depende. Os levianos riem das pequenas partidas que vos
pregam e zombam das vossas impaciências. Os Espíritos sérios se condoem dos
vossos reveses e procuram ajudar-vos.”
Influência oculta dos Espíritos em nossos pensamentos e atos
459. Influem
os Espíritos em nossos pensamentos e em nossos atos?
“Muito mais do que imaginais. Influem a tal ponto, que, de
ordinário, são eles que vos dirigem.”
460. De par
com os pensamentos que nos são próprios, outros haverá que nos sejam sugeridos?
“Vossa alma é um Espírito que pensa. Não ignorais que, frequentemente,
muitos pensamentos vos acodem a um tempo sobre o mesmo assunto, não raro,
contrários uns dos outros. Pois bem! No conjunto deles, estão sempre de mistura
os vossos com os nossos. Daí a incerteza em que vos vedes. É que tendes em vós
duas ideias a se combaterem.”
461. Como
havemos de distinguir os pensamentos que nos são próprios dos que nos são
sugeridos?
“Quando um pensamento vos é sugerido, tendes a impressão de
que alguém vos fala. Geralmente, os pensamentos próprios são os que acodem em
primeiro lugar. Afinal, não vos é de grande interesse estabelecer essa
distinção. Muitas vezes, é útil que não saibais fazê-la. Não a fazendo, obra o
homem com mais liberdade. Se se decide pelo bem, é voluntariamente que o
pratica; se toma o mau caminho, maior será a sua responsabilidade.”
462. É sempre
de dentro de si mesmos que os homens inteligentes e de gênio tiram suas idéias?
“Algumas vezes, elas lhes vêm do seu próprio Espírito,
porém, de outras muitas, lhes são sugeridas por Espíritos que os julgam capazes
de compreendê-las e dignos de vulgarizá-las. Quando tais homens não as acham em
si mesmos, apelam para a inspiração. Fazem assim, sem o suspeitarem, uma
verdadeira evocação.”
Se fora útil que pudéssemos distinguir claramente os nossos
pensamentos próprios dos que nos são sugeridos, Deus nos houvera proporcionado
os meios de o conseguirmos, como nos concedeu o de diferençarmos o dia da
noite. Quando uma coisa se conserva imprecisa, é que convém assim aconteça.
463. Diz-se
comumente ser sempre bom o primeiro impulso. É exato?
“Pode ser bom, ou mau, conforme a natureza do Espírito
encarnado. É sempre bom naquele que atende às boas inspirações.”
464. Como
distinguirmos se um pensamento sugerido procede de um bom Espírito ou de um
Espírito mau?
“Estudai o caso. Os bons Espíritos só para o bem aconselham.
Compete-vos discernir.”
465. Com que
fim os Espíritos imperfeitos nos induzem ao mal?
“Para que sofrais como eles sofrem.”
a) - E isso
lhes diminui os sofrimentos?
“Não; mas fazem-no por inveja, por não poderem suportar que
haja seres felizes.”
b) - De que
natureza é o sofrimento que procuram infligir aos outros?
“Os que resultam de ser de ordem inferior a criatura e de
estar afastada de Deus.”
466. Por que
permite Deus que Espíritos nos excitem ao mal?
“Os Espíritos
imperfeitos são instrumentos próprios a por em prova a fé e a constância dos
homens na prática do bem. Como Espírito que és, tens que progredir na ciência
do infinito. Daí o passares pelas provas do mal, para chegares ao bem. A nossa missão
consiste em te colocarmos no bom caminho. Desde que sobre ti atuam influências más,
é que as atrais, desejando o mal; porquanto os Espíritos inferiores correm a te
auxiliar no mal, logo que desejes praticá-lo. Só quando queiras o mal, podem
eles ajudar-te para a prática do mal. Se fores propenso ao assassínio, terás em
torno de ti uma nuvem de Espíritos a te alimentarem no íntimo esse pendor. Mas
outros também te cercarão, esforçando-se por te influenciarem para o bem, o que
restabelece o equilíbrio da balança e te deixa senhor dos teus atos.”
É assim que Deus confia à nossa consciência a escolha do
caminho que devamos seguir e a liberdade de ceder a uma ou outra das
influências contrárias que se exercem sobre nós.
467. Pode o
homem eximir-se da influência dos Espíritos que procuram arrastá-lo ao mal?
“Pode, visto que tais Espíritos só se apegam aos que, pelos
seus desejos, os chamam, ou aos que, pelos seus pensamentos, os atraem.”
468. Renunciam
às suas tentativas os Espíritos cuja influência a vontade do homem repele?
“Que querias que fizessem? Quando nada conseguem, abandonam
o campo. Entretanto, ficam à espreita de um momento propício, como o gato que
tocaia o rato.”
469. Por que
meio podemos neutralizar a influência dos maus Espíritos?
“Praticando o bem e pondo em Deus toda a vossa confiança,
repelireis a influência dos Espíritos inferiores e aniquilareis o império que
desejam ter sobre vós. Guardai-vos de atender às sugestões dos Espíritos que
vos suscitam maus pensamentos, que sopram a discórdia entre que vos insuflam as
paixões más. Desconfiai especialmente dos que vos exaltam o orgulho, pois que
esses vos assaltam pelo lado fraco. Essa a razão por que Jesus, na oração
dominical, vos ensinou a dizer: “Senhor! Não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos
do mal.”
470. Os
Espíritos, que ao mal procuram induzir-nos e que põem assim em prova a nossa
firmeza no bem, procedem desse modo cumprindo missão? E, se assim é, cabe-lhes alguma
responsabilidade?
“A nenhum Espírito é dada a missão de praticar o mal. Aquele
que o faz fá-lo por conta própria, sujeitando-se, portanto, às consequências.
Pode Deus permitir-lhe que assim proceda, para vos experimentar; nunca, porém,
lhe determina tal procedimento. Compete-vos, pois repeti-lo.”
471. Quando
experimentamos uma sensação de angústia, de ansiedade indefinível, ou de íntima
satisfação, sem que lhe conheçamos a causa, devemos atribuí-la unicamente a uma
disposição física?
“É quase sempre efeito das comunicações em que
inconscientemente entrais com os Espíritos, ou da que com elas tivestes durante
o sono.”
472. Os
Espíritos que procuram atrair-nos para o mal se limitam a aproveitar as circunstâncias
em que nos achamos, ou podem também criá-las?
“Aproveitam as circunstâncias ocorrentes, mas também
costumam criá-las, impelindo-vos, mau grado vosso, para aquilo que cobiçais.
Assim, por exemplo, encontra um homem, no seu caminho, certa quantia. Não
penses tenham sido os Espíritos que a trouxeram para ali. Mas, eles podem
inspirar ao homem a ideia de tomar aquela direção e sugerir-lhe depois a de se
apoderar da importância achada, enquanto outros lhe sugerem a de restituir o
dinheiro ao seu legítimo dono. O mesmo se dá com relação a todas as demais tentações.”
“É quase sempre efeito das comunicações em que
inconscientemente entrais com os Espíritos, ou da que com elas tivestes durante
o sono.”
472. Os
Espíritos que procuram atrair-nos para o mal se limitam a aproveitar as circunstâncias
em que nos achamos, ou podem também criá-las?
“Aproveitam as circunstâncias ocorrentes, mas também
costumam criá-las, impelindo-vos, mau grado vosso, para aquilo que cobiçais.
Assim, por exemplo, encontra um homem, no seu caminho, certa quantia. Não
penses tenham sido os Espíritos que a trouxeram para ali. Mas, eles podem
inspirar ao homem a ideia de tomar aquela direção e sugerir-lhe depois a de se
apoderar da importância achada, enquanto outros lhe sugerem a de restituir o
dinheiro ao seu legítimo dono. O mesmo se dá com relação a todas as demais tentações.”
Fonte: O Livro dos Espíritos – FEB. 76ª edição.
Francisco Rebouças