Solidarity Spiritist Societ

sábado, 31 de outubro de 2015

Fortaleça a esperança

“Tendo por capacete a esperança na salvação.” – Paulo. (1ª Epístola aos Tessalonicenses, 5:8.)

Assim como o capacete, que tem por finalidade proteger a cabeça que serve de sede da manifestação do espírito pelo pensamento do homem encarnado, conforme asseverou o apóstolo Paulo de Tarso, a esperança é sem dúvida a mais robusta manifestação de fé e confiança do Cristão na bondade e justiça das Leis de Deus. 

Sabemos, que assim como os nossos sentimentos, muitas vezes, estão sujeitos aos ataques da cólera desgovernada, também nosso raciocínio, em variadas oportunidades, sofre o danoso assédio do desânimo, quando nos encontramos à frente dos desafios que a vida nos propõe na luta que empreendemos pela vitória do bem, no esforço de fazer crescer em nós o homem novo e o consequente enfraquecimento do domínio insano do homem velho que sempre nos dirigiu.

A exigência de todos e a indiferença de muitos procuram cristalizar a energia do discípulo, dispersando-lhe os impulsos nobres ou neutralizando-lhe os ideais de renovação.

Contudo, é imprescindível esperar sempre o desenvolvimento dos princípios latentes do bem, ainda mesmo quando o mal transitório estenda raízes em todas as direções.

É necessário esperar o fortalecimento do fraco, à maneira do lavrador que não perde a confiança nos grelos tenros; aguardar a alegria e a coragem dos tristes, com a mesma expectativa do floricultor que conta com revelações de perfume e beleza no jardim cheio de ramos nus.

É imperioso reconhecer, todavia, que a serenidade do cristão nunca representa atitude inoperante, por agir e melhorar continuadamente pessoas, coisas e situações, em todas as particularidades do caminho.

Por isso mesmo, talvez, o apóstolo não se refere à touca protetora.

Chapéu, quase sempre, indica passeio, descanso, lazer, quando não defina convenção no traje exterior, de acordo com a moda estabelecida.

Capacete é indumentária de luta, esforço, defensiva.

E o discípulo de Jesus é um combatente efetivo contra o mal, que não dispõe de muito tempo para cogitar de si mesmo, nem pode exigir demasiado repouso, quando sabe que o próprio Mestre permanece em trabalho ativo e edificante.

Resguardemos, pois, o nosso pensamento com o capacete da esperança guardando fidelidade aos princípios da moral e da ética ensinados pelo Cristo, e prossigamos resolutos para a impostergável e suprema vitória do bem.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

COMECEMOS DE NÓS MESMOS

Ensina a caridade, dando aos outros algo de ti mesmo, em forma de trabalho e carinho e aqueles que te seguem os passos virão ao teu encontro oferecendo ao bem quanto possuem. 

Difunde a humildade, buscando a Vontade Divina com esquecimento de teus caprichos humanos e os companheiros de ideal, fortalecidos por teu exemplo, olvidarão a si mesmos, calando as manifestações de vaidade e de orgulho. 

Propaga a fé, suportando os revezes de teu próprio caminho, com valor moral e fortaleza infatigável e quem te observar crescerá em otimismo e confiança. 

Semeia a paciência, tolerando construtivamente os que se fazem instrumentos de tua dor no mundo, auxiliando sem desânimo e aparando sem reclamar, e os irmãos que te buscam mobilizarão os impulsos de revolta que os fustigam, na luta de cada dia, transformando-a em serena compreensão. 

Planta a bondade, cultivando com todos a tolerância e a gentileza e os teus associados de ideal encontrarão contigo a necessária inspiração para o esforço de extinção da maldade. 

Estende as noções do serviço e da responsabilidade, agindo incessantemente na religião do dever cumprido e os amigos do teu círculo pessoal envergonhar-se-ão da ociosidade. 

As boas obras começam de nós mesmos. 

Educaremos, educando-nos. 

Não faremos a renovação da paisagem de nossa vida, sem renovar-nos. 

Somos arquitetos de nossa própria estrada e seremos conhecidos pela influência que projetamos naqueles que nos cercam. 

Que o Espírito de Cristo nos infunda a decisão de realizar o auto-aprimoramento, para que nos façamos intérpretes do Espírito do Cristo. 

A caridade que salvará o mundo há de regenerar-nos primeiramente. 

Sigamos ao encontro do Mestre, amando, aprendendo e servindo e o Mestre, hoje ou amanhã, virá ao nosso encontro, premiando-nos a perseverança com a luz da ressurreição. 

Livro: Apostilas da Vida
Chico Xavier/André Luiz

Francisco Rebouças

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Sei que te feri sem querer, em meu gesto impensado.

Pretendias  apoio  e  falhei,  quando  mais  necessitavas  de  arrimo.  Aguardavas  alegrias  e consolo, através de meus lábios, e esmaguei-te a esperança...

Entretanto, volto a ver-te e rogo humildemente para que me perdoes.

Ouviste-me a palavra correta e julgaste-me em plena luz, sem perceberes o espinheiro de sombra encravado em minh'alma.

Reparaste-me o traje festivo, mas não viste as chagas de desencanto e fraqueza que ainda trago no coração.

Às vezes, encorajo muitos daqueles que me procuram, fatigados de pranto, não por méritos que  não  tenho,  e  sim  esparzindo  os  tesouros  de  amor  dos  Espíritos  generosos  que  me sustentam;  contudo,  justamente  na  hora  em  que  me  buscaste,  chorava sem lágrimas, nas últimas raias da solidão. Talvez por isso não encontrei comigo senão frieza para ofertar-te.

Releva-me  o  desespero  quando  me  pedias  brandura  e  desculpa-me  o  haver-te  dado reprovação, quando esperavas entendimento.

Deixa, porém, que te abençoe de novo, e, então lerás em meus olhos estas breves palavras que me pararam na boca; perdoa-me a falta e tem dó de mim.

Meimei

Livro: Caminho Espírita
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças



quarta-feira, 28 de outubro de 2015

EVITA A TENTAÇÃO, COM VIGILÂNCIA E ORAÇÃO!

“Vigiai e orai para não entrardes em tentação”. JESUS (MARCOS, 14: 38.)
Quando Jesus nos pede para “Vigiar” não se refere apenas ao observar, significa principalmente precaver-se e cuidar-se com atenção e carinho redobrados para não ser pego de surpresa pelas tentações sugeridas pelas atrações do mundo material.

Faz mais o Mestre, solicita que estejamos atentos e precavidos diante das nossas más inclinações, e quem se cuida bem, igualmente trabalha por defender-se, das funestas propostas que nos são sugeridas por mentes ainda adoentadas e desequilibradas.  

A virtude

“A virtude, no mais alto grau, é o conjunto de todas as qualidades essenciais que constituem o homem de bem. Ser bom, caritativo, laborioso, sóbrio, modesto, são qualidades do homem virtuoso. Infelizmente, quase sempre as acompanham pequenas enfermidades morais que as desornam e atenuam. Não é virtuoso aquele que faz ostentação da sua virtude, pois que lhe falta a qualidade principal: a modéstia, e tem o vício que mais se lhe opõe: o orgulho. A virtude, verdadeiramente digna desse nome, não gosta de estadear-se. Adivinham-na; ela, porém, se oculta na obscuridade e foge à admiração das massas. S. Vicente de Paulo era virtuoso; eram virtuosos o digno cura d'Ars e muitos outros quase desconhecidos do mundo, mas conhecidos de Deus. Todos esses homens de bem ignoravam que fossem virtuosos; deixavam-se ir ao sabor de suas santas inspirações e praticavam o bem com desinteresse completo e inteiro esquecimento de si mesmos.

À virtude assim compreendida e praticada é que vos convido, meus filhos; a essa virtude verdadeiramente cristã e verdadeiramente espírita é que vos concito a consagrar-vos.

Afastai, porém, de vossos corações tudo o que seja orgulho, vaidade, amor-próprio, que sempre desadornam as mais belas qualidades. Não imiteis o homem que se apresenta como modelo e trombeteia, ele próprio, suas qualidades a todos os ouvidos complacentes. A virtude que assim se ostenta esconde muitas vezes uma imensidade de pequenas torpezas e de odiosas covardias.

Em princípio, o homem que se exalça, que ergue uma estátua à sua própria virtude, anula, por esse simples fato, todo mérito real que possa ter. Entretanto, que direi daquele cujo único valor consiste em parecer o que não é? Admito de boamente que o homem que pratica o bem experimenta uma satisfação íntima em seu coração; mas, desde que tal satisfação se exteriorize, para colher elogios, degenera em amor-próprio.

O vós todos a quem a fé espírita aqueceu com seus raios, e que sabeis quão longe da perfeição está o homem, jamais esbarreis em semelhante escolho. A virtude é uma graça que desejo a todos os espíritas sinceros. Contudo, dir-lhes-ei: Mais vale pouca virtude com modéstia, do que muita com orgulho. Pelo orgulho é que as humanidades sucessivamente se hão perdido; pela humildade é que um dia elas se hão de redimir. François-Nicolas Madeleine.” (Paris, 1863.) (1)

Quando o Mestre nos sugere estar em Oração, não fala para ninguém somente adorar a Deus e aquietar-se sem ação dignificante, acima de tudo, deseja que estejamos em comunhão com o Poder Divino que representa crescimento incessante para a luz, na procura de desenvolver em nosso mundo íntimo o verdadeiro Amor, que é serviço infatigável na seara do bem e da paz. Alerta-nos para o fato de que tudo aquilo ou todo aquele que repousa em excesso é candidato em potencial à inutilidade.

O engrandecimento da vida exige o tributo individual do trabalho.

Situar em posições distintas as próprias tarefas diante da família e da profissão, da Doutrina que abraça e da coletividade a que deve servir, atendendo a todas as obrigações com o necessário equilíbrio.

O dever, lealmente cumprido, mantém a saúde da consciência.

Examinar os temas de serviço que lhe digam respeito, para não estagnar os próprios recursos na irresponsabilidade destrutiva ou na rotina perniciosa.

Da busca incessante da perfeição, procede a competência real.” (2)

Alerta-nos para o fato de que o tesouro escondido transforma-se em cadeia de usura, que a água estagnada, cria larvas de insetos patogênicos, dessa forma, não te mantenhas equivocadamente na atitude de vigilância e oração, fugindo à luta com a qual a Terra te desafia a construir teu progresso pessoal.

Lembra-te que desfrutas para isso, das bênçãos da Inteligência e das mãos, que paradas impõem paralisia ao coração que, da inércia, cai na cegueira e desta na desilusão e no erro. Vive com alegria e confiança, não permita que a vida escape, sublime, ao redor de ti, e trabalha infatigavelmente, dilatando as tuas possibilidades de ser útil ao bem, aprendendo a ajudar aos outros em teu próprio benefício, porque essa é mais sublime fórmula de vigiar e orar para não cairmos em tentação.

Bibliografia:

1- Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo, FEB, Cap. XVII, item 8.

2- Xavier, Francisco Cândido, livro: Conduta Espírita, pelo Espírito André Luiz – Cap. 8.
Francisco Rebouças

ANOTE SEMPRE

André Luiz
Amigo...
A pretexto de subir ao Céu,
não abandone a T erra.

Por desejar você o melhor ,
não negue socorro ao companheiro
que ainda se encontra em pior posição.

Buscando a luz,
não amaldiçoe a sombra.

Consolidando o progresso do espírito,
não desampare o seu corpo.

A estrada que Jesus trilhou
para a glória da ressurreição,
começava na poeira de Jerusalém.

E o lírio que floresce no lodo
é uma estrela de Deus que,
brilhando no charco, jamais se contamina...

Livro: Aulas da Vida
Chico Xavier/Espíritos Diversos
Francisco Rebouças

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

CARIDADE DA LUZ

Auta de Souza

Santa– a moeda amiga ao tornar-se carinho
Em todo lar sem pão que a penúria flagela,
Enaltecida sempre – a roupa mais singela,
Que protege a nudez ao vento e ao desalinho!...

Glorificado seja– o pouso que tutela
O enfermo relegado às pedras do caminho,
Preciosa –a afeição para quem vai sozinho,
Trancando-se na dor em que se desmantela...

Nobreza em toda ação que represente amparo
Do auxilio de um vintém ao apoio mais raro,
Que a simpatia expresse e a bondade presida!..

Brilhe em tudo, porém, com mais força e grandeza
A palavra do Bom que apure a Natureza,
Iluminando o Amor e libertando a Vida!...

Psicografia em Reunião Publica Data– 31-7-1971
Local–Educandário Ituiutabano, na cidade de Ituiutaba, Minas Gerais.

Livro: Através do Tempo
Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

A Divina Bênção do Esquecimento

Importantes advertências nos fazem os espíritos superiores para que aprendamos a aproveitar o momento presente de nossas vidas na Terra, alertando-nos para o fato de que o passado já se foi, e do futuro nada sabemos. Em vista disso, o dia de hoje é o mais importante a ser vivido! E, foi por essa razão que a soberana sabedoria do universo nos beneficiou com o esquecimento das nossas ações do passado quase sempre desditosas, equivocadas e negativas, que só nos trariam enormes embaraços diante daqueles que fazem parte de nossas relações do presente.

Se o ser humano não recebesse da providência divina o inestimável benefício que o esquecimento do passado nos propicia, estaríamos às voltas com as lembranças dolorosas de nossas ações infelizes do passado, sofrendo as consequências morais do mal que fizemos aos entes queridos do nosso coração, ou dos sofrimentos que eles nos causaram; dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos etc., situações essas que nos deixariam profundamente desequilibrados, sem qualquer condição de tê-los como familiares, ou mesmo entre os nossos amigos.

Isso porque, como nos aclara a Doutrina Espírita, é por meio da reencarnação que nos relacionamos novamente com aqueles a quem tivemos por familiares, amigos ou inimigos do passado, que hoje podem estar em nossa família como nossos pais, irmãos, filhos, ou mesmo entre nossos mais queridos amigos, tendo novamente a sublime oportunidade para que nos reconciliemos, perdoando-nos mutuamente, pois, somos filhos do mesmo Pai, consequentemente, irmãos em Deus.

Precisamos entender que tudo o que nos acontece no presente e que, aparentemente, nada fizemos por merecer, tem uma causa anterior, isto é, são dívidas contraídas perante a lei maior de amor e caridade, pois, sendo Deus soberanamente bom e justo, impossível é que um filho seu possa ser injustiçado, pagar por aquilo que não deve. Daí, podemos concluir com absoluta certeza de que alguém que tem um filho ou um pai, ou qualquer outro familiar ou não, como entrave em sua vida, é porque algo o prende a essa criatura, por força das leis que regem os destinos das criaturas na Terra.

“...Todas as lágrimas procedem de razões justas, embora não alcances prontamente as suas nascentes.

 Reconforta-te na decisão das atitudes sãs a que te entregas e não permitas que as leviandades dos fracos e irresponsáveis tisnem de sombras os claros céus do teu porvir.

Faze a tua parte ajudando sem, contudo, colocares sobre os ombros o fardo da responsabilidade que te não compete.

Ninguém se poupa às dores, inevitáveis, na senda evolutiva. Não é justo, porém, permitir que estas esmaguem ou anulem os objetivos relevantes da tua promissora e produtiva reencarnação”. ¹

Sabemos que a família representa, para cada um de nós, uma dádiva da misericórdia divina, ofertando-nos imprescindíveis oportunidades de reaproximação com os nossos desafetos de outrora para que, sob a bênção do esquecimento do passado, aprendamos a amá-los e perdoá-los e, ao mesmo tempo, também sermos perdoados e auxiliados por aqueles a quem devemos, reatando os vínculos interrompidos por desavenças e incompreensões causadas pela ignorância que nos mantinham escravos do egoísmo e do orgulho, causadores de nossas infelicidades e dores.

Pela lei natural da reencarnação, Deus nos concede novas oportunidades que carecemos para a devida reparação dos equívocos de ontem, para que, por meio do esforço no trabalho de burilamento individual, possamos dar nossa parcela de contribuição para o progresso e crescimento do bem e da paz entre os homens, contribuindo com nossa pequena, mas importante e imprescindível tarefa de elevação moral espiritual, nossa e do nosso planeta.

 Precisamos cumprir o plano que traçamos com a ajuda dos amigos celestes quando da nossa vinda para o campo da matéria, pois, todos nós, ao reencarnarmos, trazemos um “planejamento de vida”, o qual nos comprometemos a cumprir à risca os nossos deveres perante à espiritualidade, e diante da necessidade de pacificação de nossa consciência atormentada que tanto nos incomoda e que nos cobra a urgente reparação do mal e a devida disposição de servir como verdadeiros discípulos sinceros e operosos do Mestre de Nazaré.

Bibliografia:

1- Franco Divaldo. Livro Leis Morais da Vida, pelo Espírito Joanna de Ângelis – Cap. 46.

Francisco Rebouças

sábado, 24 de outubro de 2015

Advertência aos médiuns

Allan Kardec afirmou com sabedoria que a mediunidade é “apenas uma aptidão para servir de instrumento mais ou menos dúctil aos Espíritos em geral.”
 
Por essa e outras razões, os médiuns não se podem vangloriar de haverem sido eleitos como missionários da Nova Era, deixando-se sucumbir aos tormentos da fascinação sutil ou extravagante.
 
A atividade mediúnica, por isso mesmo, constitui oportunidade abençoada para o aperfeiçoamento intelecto-moral do indivíduo, que se permitiu dislates em reencarnações anteriores, comprometendo-se em lamentáveis situações espirituais.
 
A mediunidade é, portanto, um ensejo especial para a autorrecuperação, devendo ser utilizada de maneira dignificante, em cujo ministério de amor e de caridade será encontrada a diretriz de segurança para o reequilíbrio.
 
Quando se trata de mediunidade ostensiva, com mais gravidade devem ser assumidos os deveres que lhe dizem respeito, porquanto maior se apresenta a área de serviço a ser desenvolvido.
 
Em qualquer tipo de realização nobilitante sempre se enfrentam desafios e lutas, em face do estágio evolutivo em que se encontram os seres humanos e o planeta terrestre. É natural que haja alguma indiferença pelo que é bom e elevado, quando não se apresentam hostilidades em trabalho impeditivo da sua divulgação.
 
Sendo a mediunidade um recurso que possibilita o intercâmbio entre o mundo físico e o espiritual, as mentes desprevenidas ou ainda arraigadas na perversidade tudo investem para impedir que o fenômeno ocorra de maneira saudável, proporcionando, assim, os meios para restabelecer-se a ordem moral e confirmar-se a imortalidade do ser, propondo-lhe equilíbrio e venturas no porvir.
 
Não são poucos os obstáculos a serem transpostos por todo aquele que se candidata ao relevante labor mediúnico. Os primeiros encontram-se no seu mundo íntimo, nos hábitos doentios a que se acostumou no pretérito, quando permaneceu distanciado dos deveres morais, criando problemas para o próximo, que resultaram em inquietações para si mesmo. A luta a ser travada, para a superação do desafio, ninguém vê, exceto aquele que está empenhado no combate em favor da autolibertação, impondo-se a necessidade de rigorosas disciplinas que possam proporcionar-lhe novas condutas saudáveis, capazes de facilitar-lhe a execução das tarefas espirituais sob a responsabilidade e comando dos Mensageiros do Senhor.
 
O estudo consciente da faculdade mediúnica e a vivência dos requisitos morais são, a seguir, outro grande desafio, por imporem condições de humildade no desempenho das tarefas, tomando sempre para si as informações e advertências que lhe chegam do Mais Além, ao invés de transferi-las para os outros.
 
O médium sincero, mais do que outro lidador laborioso em qualquer área de ação, encontra-se em constante perigo, necessitando aplicar a vigilâ
ncia e a oração com frequência, de modo a manter-se em paz ante o cerco das Entidades ociosas e vingadoras da erraticidade inferior. Isto porque, comprazendo-se na prática do mal, a que se dedicam, as mesmas transformam-se em inimigos gratuitos de todos aqueles que lhes parecem ameaçar a situação em que se encontram.
 
Por isso mesmo, a prática mediúnica reveste-se de seriedade e de entrega pessoal, não dando espaço para o estrelismo, as competições doentias e as tirânicas atitudes de agressão a quem quer que seja...
 
Devendo ser passivo o médium, a fim de bem captar o pensamento que verte das Esferas superiores, o seu comportamento há de caracterizar-se pela jovialidade, pela compreensão das dificuldades alheias, pela compaixão em favor de tudo e de todos que encontre pelo caminho.
 
As rivalidades entre médiuns, que sempre existiram e continuam, defluem da inferioridade moral dos mesmos, porque a condição mais relevante a ser adquirida é a de servidor incansável, convidado ao trabalho na Seara por Aquele que é o Senhor .
 
Examinar com cuidado as comunicações de que se faz portador, evitando a divulgação insensata, de temas geradores de polêmica, a pretexto de revelações retumbantes, e defendê-los, constitui inadvertência e presunção, por considerar-se como o vaso escolhido para as informações de alto coturno, que o mundo espiritual libera somente quando isso se faz necessário. Jamais esquecer, quando incluído nessa categoria, que o caráter da universalidade do ensino, conforme estabelecer o mestre de Lyon, é fundamental para demonstrar a qualidade e a origem do ensinamento, se pertencente a um Espírito ou se, em chegando o momento da sua divulgação entre as criaturas humanas, procede da Espiritualidade superior.
 
Quando se sente inspirado a adotar comportamentos esdrúxulos, informações fantasiosas e de difícil confirmação, materializando o mundo espiritual como se fosse uma cópia do terrestre e não ao contrário, certamente está a desserviço do Bem e da divulgação do Espiritismo.
 
O verdadeiro médium espírita é discreto, como corresponde em relação a todo cidadão digno, evitando, quanto possível, o empenho em impor as revelações de que se diz instrumento.
 
De igual maneira, quando o médium passa a defender-se, a criticar os outros, a autopromover-se demais, encontra-se enfermo espiritualmente, a caminho de lamentável transtorno obsessivo ou emocional.
 
A sua sensibilidade é considerada não apenas pelo fato de receber os Espíritos superiores, mas pela facilidade de comunicar-se com todos os Espíritos, conforme acentua o insigne Codificador.
 
Assim deve considerar, porque a mediunidade é, em si mesma, neutra, podendo ser encontrada em todos os tipos humanos, razão pela qual não se trata de uma faculdade espírita, porém, humana, que sempre existiu em todas as épocas da sociedade, desde os tempos mais remotos até os atuais.
 
No trabalho silencioso e discreto do atendimento aos sofredores, seja no seu cotidiano em relação aos companheiros da romagem carnal, seja nas abençoadas reuniões de atendimento aos desencarnados em agonia, assim como àqueles que se rebelaram contra as Leis da Vida, encontrará o medianeiro sincero inspiração e apoio para a desincumbência da tarefa que abraça.
 
Dedicando-se ao labor da caridade sem jaça, granjeia o afeto dos Espíritos elevados, que passam a protegê-lo sem alarde e a inspirá-lo nos momentos de dificuldades e de sofrimentos, consolando-o nos testemunhos e na solidão que, não raro, dominam-lhe as paisagens íntimas.Consciente da responsabilidade que lhe diz respeito, não se preocupa com as louvaminhas e os aplausos da leviandade, em agradar os poderosos e os insensatos que o buscam, por compreender que está a serviço da Verdade, que, infelizmente, ainda, como no passado, não existe lugar para a sua instalação. Dessa forma, mantém-se fiel à sua implantação interna, vivendo-a de maneira jovial e enriquecedora, dando mostras de que o Reino de Deus instala-se a princípio no coração, de onde se expande para o mundo transcendente.
 
Tem cuidado na maneira pela qual exterioriza as informações recebidas, dando-lhes sempre o tom de naturalidade e de equilíbrio, evitando o deslumbramento que a ignorância em torno da sua faculdade sempre reveste com brilho falso os seus portadores.
 
Jamais se deve permitir a presunção, acreditando-se irretocável, herdeiro da memória e dos valores dos missionários do passado próximo ou remoto, tendo em Jesus Cristo, e não em pessoa alguma, o seu guia e modelo.
 
Despersonalizar-se para que nele se reflita a figura incomparável do Mestre de Nazaré, eis uma das metas a conquistar, recordando-se de João Batista, que informou sobre a necessidade de diminuir-se para que Ele crescesse, considerando-se indigno de atar as amarras das Suas sandálias...
 
A mediunidade é instrumento que se pode transformar em vínculo de luz entre a Terra e o Céu, ou furna de perturbação e sofrimento onde se homiziam os invigilantes e desalmados, em conflitos e pugnas contínuas.
 
A faculdade, em si mesma, é portadora de grande potencialidade para proporcionar a felicidade, quando o indivíduo que a aplica no Bem procura servir com bondade e alegria, evitando a disputa das glórias mentirosas do mundo físico, assim como os desvios de conduta responsáveis pelas quedas morais da sua aplicação indevida.
 
As trombetas do mundo espiritual ressoam hoje, como em todos os tempos, nas consciências alertas, convocando os corações afetuosos para o grande empreendimento de iluminação de vidas e de sublimação de sentimentos, atenuando as dores expressivas deste momento de transição de mundo de provas e expiações para mundo de regeneração.
 
Aos médiuns dignos e sinceros cabe a grande tarefa de preparar o advento da Era Nova, conforme o fizeram aqueles que se tornaram instrumento das mensagens libertadoras que foram catalogadas por Allan Kardec, nos seus dias, elaborando a Codificação Espírita, e que se mantêm atuais ainda hoje, prosseguindo certamente pelos dias do futuro.
 
Que os médiuns, pois, se desincumbam do compromisso e não da missão, como alguns levianamente a interpretam, gerando simpatia e solidariedade, unindo as pessoas numa grande família, que a constituem, e sustentando-lhes a sede e a fome de luz e de paz, de esperança e de amor, como somente sabem fazer os Guias da Humanidade a serviço de Jesus.

Manoel Philomeno de Miranda
Página psicografada por Divaldo Pereira Franco, na tarde de 16 de abril de 2009, na Mansão do Caminho, em Salvador, Bahia

Francisco Rebouças

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Iº Congresso espírita de Uberlândia - MG.

É com enorme prazer que convidamos a todos a prestigiar este evento.
Faça já a sua inscrição e garanta sua vaga.

VAGAS LIMITADAS - GARANTA SUA INSCRIÇÃO
R$60,00 (ADULTO)
R$10,00 (Criança - 6 a 12 anos)
inscrições e informações em:

Elaine Cristina
Equipe da Web Rádio Fraternidade 
"A Emissora do Bem na internet"


Francisco Rebouças

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

É preciso modificar os velhos conceitos!

As atitudes dos homens da sociedade hodierna refletem simplesmente os equívocos nos conflitos psicológicos decorrentes da correria desenfreada do indivíduo dito moderno, na busca das conquistas materiais, motivadas principalmente pela ambição da riqueza, do poder e da fama, para sua projeção individual, intencionando desfrutar do status que a sociedade confere aos que assim se apresentam, merecem de todos nós imediatas e profundas reflexões.  

Desejoso de possuir cada vez mais, o ser humano atordoa-se ante as adversidades que a vida lhe impõe, e nem sempre sabe lidar com a situação que vivencia de não conseguir tornar realidade esse seu desejo de ser reconhecido como um legítimo “vencedor”, caindo por essa razão, em lamentáveis desequilíbrios que vão desde a simples inconformação, até as raias da delinquência e da loucura, por não ver outra forma de encontrara a suposta “felicidade” que pensa estar na conquista dos bens materiais, justamente por não crer na continuidade da vida além do sepulcro.

Permanece dominado pelas grosseiras paixões que o escravizam há séculos, e não tendo como satisfazer seus anseios de poder, riqueza e prestígio, entrega-se aos desvarios do sexo, do álcool, das drogas do crime e de todo tipo de “prazer”, oferecido pelas tentações mundanas, viciando-se e comprometendo-se com os representantes das trevas, para acordar do pesadelo completamente enlouquecido e com enormes débitos contraídos com a Lei Natural que rege o destino das criaturas na Terra, envolvido pelas sombras, em delicados casos de obsessões.

Sobre essa visão tão acanhada do homem, de buscar a felicidade na posse dos bens materiais, os Imortais da Vida Maior, responderam aos questionamentos de codificador, para nosso entendimento conforme segue:

920. Pode o homem gozar de completa felicidade na Terra?
“Não, por isso que a vida lhe foi dada como prova ou expiação. Dele, porém, depende a suavização de seus males e o ser tão feliz quanto possível na Terra.”

921. Concebe-se que o homem será feliz na Terra, quando a Humanidade estiver transformada. Mas, enquanto isso se não verifica, poderá conseguir uma felicidade relativa?
“O homem é quase sempre o obreiro da sua própria infelicidade. Praticando a lei de Deus, a muitos males se forrará e proporcionará a si mesmo felicidade tão grande quanto o comporte a sua existência grosseira.”
Aquele que se acha bem compenetrado de seu destino futuro não vê na vida corporal mais do que uma estação temporária, uma como parada momentânea em péssima hospedaria. Facilmente se consola de alguns aborrecimentos passageiros de uma viagem que o levará a tanto melhor posição, quanto melhor tenha cuidado dos preparativos para empreendê-la.
Já nesta vida somos punidos pela infrações, que cometemos, das leis que regem a existência corpórea, sofrendo os males consequentes dessas mesmas infrações e dos nossos próprios excessos. Se, gradativamente, remontarmos à origem do que chamamos as nossas desgraças terrenas, veremos que, na maioria dos casos, elas são a conseqüência de um primeiro afastamento nosso do caminho reto. Desviando-nos deste, enveredamos por outro, mau, e, de conseqüência em conseqüência, caímos na desgraça.

922. A felicidade terrestre é relativa à posição de cada um. O que basta para a felicidade de um, constitui a desgraça de outro. Haverá, contudo, alguma soma de felicidade comum a todos os homens?
“Com relação à vida material, é a posse do necessário. Com relação à vida moral, a consciência tranquila e a fé no futuro.” ¹

O Apóstolo Paulo afirmou: “Não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse eu faço”. (Romanos Cap. 7 v.19). ² Nessa auto-análise de seu procedimento, o nobre discípulo do Rabi da Galiléia, reconhecia em si, um lado escuro, que o impulsionava às atitudes infelizes que ele próprio reprovava, mas, que ainda não conseguia domar, ‘a pesar do desejo’.

Contudo, decidido a mudar, esforçou-se ainda mais, de forma determinada e persistente na auto-conscientização de suas fragilidades psicológicas, construindo paulatinamente os alicerces de sua mudança moral radical, com os quais mais tarde tornou-se o conhecido arauto da Boa Nova, atingindo as culminâncias do seu apostolado quando então, transformado e regenerado, pode finalmente proclamar: “Não sou eu quem vivo, mas o Cristo que há em mim..” ( Gálatas, Cap. 2 v.20). ³

E, para que possamos ter a verdadeira noção de como proceder na intenção que agasalhamos no íntimo de nos reformar para a conquista de melhores dias em nosso porvir, como nos exemplificou o apóstolo Paulo, recorremos mais uma vez aos Imortais da Vida Maior em O Livro dos Espíritos conforme segue:

909. Poderia sempre o homem, pelos seus esforços, vencer as suas más inclinações?

“Sim, e, freqüentemente, fazendo esforços muito insignificantes. O que lhe falta é a vontade. Ah! Quão poucos dentre vós fazem esforços!”
910. Pode o homem achar nos Espíritos eficaz assistência para triunfar de suas paixões?

“Se o pedir a Deus e ao seu bom gênio, com sinceridade, os bons Espíritos lhe virão certamente em auxílio, porquanto é essa a missão deles.” (459)
911. Não haverá paixões tão vivas e irresistíveis, que a vontade seja impotente para dominá-las?

“Há muitas pessoas que dizem: Quero, mas a vontade só lhes está nos lábios. Querem, porém muito satisfeitas ficam que não seja como “querem”. Quando o homem crê que não pode vencer as suas paixões, é que seu Espírito se compraz nelas, em conseqüência da sua inferioridade. Compreende a sua natureza espiritual aquele que as procura reprimir. Vencê-las é, para ele, uma vitória do Espírito sobre a matéria.”

912. Qual o meio mais eficiente de combater-se o predomínio da natureza corpórea?
“Praticar a abnegação.” 4

Que possamos por nossa vez, empreendermos os necessários esforços na busca de conquistar os verdadeiros bens do Espírito Imortal que somos, os quais nos facultarão o verdadeiro e definitivo encontro da paz, da felicidade e da perfeição.

Fontes:
1) O Livro dos Espíritos, FEB, 76ª edição.
2) Epistolo de Paulo aos Romanos, Cap. 7 v.19.
3) Epístola de Paulo aos Gálatas, Cap. 2 v.20.
4) O Livro dos Espíritos, FEB, 76ª edição. 
Francisco Rebouças.

METAPSÍQUICA

Augusto Dos Anjos

A ciência terrígena procura
Num labor, muita vez, medonho e inglório,
Tocar a sutileza do incorpóreo
No plano subjetivo da alma pura!

Mas só encontra a gênese obscura
Das células do sensório,
Nas quais há sempre o traço merencório
Das incapacidades da estrutura.

Existe sobre a incógnita psique,
Que a infinita ciência de Richet
Quis prender entre os cárceres das normas,

Constelações de luz e abismo tredos,
Na heterogeneidade dos segredos,
Das perfeições orgânicas das formas!

Livro: Lira Imortal
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francusci Rebouças

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

PALAVRAS DO BRASIL

Pedro D´Alcântara
Cai a noite de dor...Surge a procela... Rugem dragões da guerra que fulmina, Espalhando aflição, treva e ruína...
É o mundo antigo que se desmantela!
Doce terra brasílea, augusta e bela,
Guarda a fé soberana que te inclina
Ao amor fraternal e à paz divina,
Na sublime amplidão que te revela.
O ódio escuro e tirânico é lá fora... Canta ao sol do evangelho, a nova aurora Que te busca sem sombras e sem véus!
Jubiloso ao calor dos teus atilhos,
Rogo bênçãos de luz para os teus filhos, Ao Cruzeiro que fulge nos teus céus.

Centro Espírita amor e caridade Belo Horizonte – MG 22-07-1950.
Livro: Marcas do Caminho
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças 


segunda-feira, 19 de outubro de 2015

MATÉRIA

Augusto Dos Anjos

Nos sublimes impérios deslumbrantes.
Do mistério das zonas subjetivas,
Em transubstanciações definitivas,
Vive a matéria em células radiantes.

Expressões fenomênicas, constantes,
Nas eternas ações das forças vivas,
Desde a treva das noites primitivas
Dos eternos princípios inquietantes.

Em todos os fenômenos profundos
Dos mecanismos físicos dos mundos
A matéria é a expressão primordial,

Dentro do seu aspecto transitório,
Sob a função passiva de envoltório
Das essências do espírito imortal.

Livro: Lira Imortal
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

domingo, 18 de outubro de 2015

A fraternidade e o respeito no Centro Espírita

O trabalhador da seara espírita precisa atentar em primeiro lugar para o fato de que toda e qualquer tarefa que desempenhamos na casa espírita que frequentamos, representa uma pequena parcela de um todo e requer por isso mesmo, compreender que somos apenas uma das peças da grande engrenagem, que se não funcionar a contento, trará sérios prejuízos para o êxito da mesma.  

Necessário se faz, esquecer o velho e ultrapassado vício da busca do brilho individual, do personalismo inferior, que só serve para atrapalhar o bom andamento das atividades do bem na casa espírita. É de suma importância saber reconhecer por nós mesmos, o que nos seja essencial para participarmos de forma positiva ofertando o nosso melhor em termos de esforço e boa vontade para o bom desenvolvimento da atividade em execução.

Precisamos estar cientes que a nossa participação voluntária não nos desobriga da observância da disciplina e do respeito aos demais componentes da equipe, e da casa que nos dá oportunidade de nos tornarmos úteis aos nossos semelhantes. Torna-se imprescindível respeitar o espaço do outro, suas dificuldades, suas possíveis falhas, e por nossa vez, exercitarmos a gentileza, a atenção e paciência, para recepcionar e ensinar com clareza e educação o companheiro que está se juntando a tarefa e à equipe.

O tarefeiro Espírita precisa ser tratado com carinho e dignidade, incentivado a trabalhar nas atividades da casa com responsabilidade e alegria, tendo para isso o exemplo daqueles que já estão na casa e na tarefa há mais tempo. Ser mais antigo na tarefa ou na casa espírita, não dá a ninguém o direito de se achar o dono do “pedaço”, pois, a casa espírita pertence a Jesus de Nazaré.

Quando para lá nos dirigimos, devemos estar acima de qualquer outra intenção, com propósito de amar e servir, a casa e a causa e não o de mandar, ofender, desrespeitar ou de atazanar a vida do semelhante que também está se apresentando para o serviço na Seara do Mestre, em busca de união, paz e do amor. Prudente e necessário se torna não esquecer que A Casa Espírita não é residência particular de nenhum de nós, é posto de serviço, escola e hospital de homens e de almas.

·        “Levantemo-nos na senda que nos cabe trilhar e recordemos o tesouro das oportunidades que brilham em nossas mãos.
·            O tempo, a saúde, o equilíbrio e o conhecimento são recursos básicos que nos compete mobilizar no do aproveitamento das bênçãos divina?
·           Desfaçamos a neblina da hesitação e da dúvida, ao redor de nossos passos, e cumpramos nossas obrigações coma Vida Superior .
·             Efetivamente é natural mantenhamos nossa fé viva em Jesus, na preservação do nosso próprio conforto, entretanto, é preciso não esquecer que Jesus, por sua vez, guarda a sua fé em nosso concurso para que se lhe materialize, enfim, na Terra, o reino da Paz e do Amor para sempre.”¹

Sabemos que na Casa Espírita estaremos sendo solicitados para o amparo, entendimento e carinho para com a criança muitas das vezes sem a devida disciplina e educação, a conversação fraterna com alguém muito necessitado de uma palavra de esclarecimento e incentivo, ou ainda a outras tarefas de manutenção e limpeza do ambiente físico da Instituição, entre outras inúmeras atividades que não dispensam o esmero, e a dedicação do tarefeiro responsável.

Nas atividades que desempenhamos na casa espírita, é de notável importância saber que somos complementos naturais uns dos outros, o universo nos dá a lição de que tudo depende de todos, mesmo o átomo é um agregado de partículas. Assim nenhum de nós deve procurar o destaque individual seja na posição de dirigente ou de subordinado, buscando ao contrário, agradecer ao Mestre o privilégio do cumprimento do dever que a vida nos oferece, para auxiliar amando e amar auxiliando.
Bibliografia

1- Xavier Francisco Cândido – por Espíritos Diversos, Editora Ideal - Livro: Aulas da Vida – cap. Confiança.

Francisco Rebouças

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Precisamos modificar nossa visão da Vida

A cada momento que vivenciamos alguma experiência significativa para nosso aperfeiçoamento moral na vida presente, nos defrontamos com nossas realidades mais íntimas, que nos trazem à tona as incertezas e temores a denunciarem que quase sempre vivemos de aparências, e nos convidam a longas e sinceras reflexões, pois, toda e qualquer atitude mental nossa produz um condicionamento que hoje ou depois se revela, deixando transparecer a realidade do nosso estado de espírito.
Registramos dessa forma, a história dos nossos dias através do comportamento físico, mental ou moral que nos permitimos eleger em todas as circunstâncias da vida. Quase sempre essas escolhas nos trazem surpreendentes lições desagradáveis, alertando-nos para a necessidade de caminhar por estradas mais compatíveis com a colheita que desejamos realizar no futuro.
Cabe-nos desse modo, não desconsideremos as responsabilidades que assumimos em todas as situações de contatos nas relações pessoais para nos mantermos em paz perante a consciência, no sentido de colaborar da melhor forma possível para a conquista da felicidade que almejamos, evitando deslizes, por mais satisfatórias nos pareçam às ocasiões de compactuar, promover ou nos tornar instrumento de equívocos e erros.
Colheremos amanhã o fruto de nossa plantação presente pelas rotas que nós mesmos abrimos; o dissabor de agora, reflete o ontem, e o amanhã será sempre resultado do hoje, assim sendo, pensar, falar, agir com retidão são normas de segurança, refletindo equilíbrio e amadurecimento espiritual.
Os amigos Espirituais nos ministram seus conhecimentos solidificados pelas experiências que já adquiriram com o salutar objetivo, não só de nos advertir, mas também, de elucidar nossas dúvidas, contribuindo cristãmente com suas mensagens e seus exemplos de tudo que vivenciaram quando de suas passagens pelo nosso planeta ou por outros tantos existentes, para a fertilização nos corações de seus irmãos em humanidade a semente de construção da Era Nova do Espírito Imortal.
O Evangelho Segundo o Espiritismo é um manancial de bênçãos a nos guiar pelas estradas seguras da moral exemplificada por Jesus, nosso modelo e guia, conforme segue.
  • “A lei de amor
O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas. A lei de amor substitui a personalidade pela fusão dos seres; extingue as misérias sociais. Ditoso aquele que, ultrapassando a sua humanidade, ama com amplo amor os seus irmãos em sofrimento! ditoso aquele que ama, pois não conhece a miséria da alma, nem a do corpo. Tem ligeiros os pés e vive como que transportado, fora de si mesmo. Quando Jesus pronunciou a divina palavra -amor, os povos sobressaltaram-se e os mártires, ébrios de esperança, desceram ao circo.
O Espiritismo a seu turno vem pronunciar uma segunda palavra do alfabeto divino. Estai atentos, pois que essa palavra ergue a lápide dos túmulos vazios, e a reencarnação, triunfando da morte, revela às criaturas deslumbradas o seu patrimônio intelectual. Já não é ao suplício que ela conduz o homem: condu-lo à conquista do seu ser, elevado e transfigurado. O sangue resgatou o Espírito e o Espírito tem hoje que resgatar da matéria o homem.
Disse eu que em seus começos o homem só instintos possuía. Mais próximo, portanto, ainda se acha do ponto de partida, do que da meta, aquele em quem predominam os instintos. A fim de avançar para a meta, tem a criatura que vencer os instintos, em proveito dos sentimentos, isto é, que aperfeiçoar estes últimos, sufocando os germes latentes da matéria. Os instintos são a germinação e os embriões do sentimento; trazem consigo o progresso, como a glande encerra em si o carvalho, e os seres menos adiantados são os que, emergindo pouco a pouco de suas crisálidas, se conservam escravizados aos instintos. O Espírito precisa ser cultivado, como um campo. Toda a riqueza futura depende do labor atual, que vos granjeará muito mais do que bens terrenos: a elevação gloriosa. E então que, compreendendo a lei de amor que liga todos os seres, buscareis nela os gozos suavíssimos da alma, prelúdios das alegrias celestes. – Lázaro. (Paris, 1862.)”
São experiências que se transformam em lições de nobres e edificantes conceitos de vida, que retratam sabedoria, promovem e libertam o homem de seus atavismos, sempre inspiradas nas lições e exemplos da vida daquele que nos afirmou ser o Caminho a Verdade e a Vida.
Resta-nos ter a conveniente sabedoria e disposição para meditarmos nessas lições simples e sábias, em conceitos formosos à luz do Espiritismo, e aprendermos com Jesus a fixar no recesso da alma as lições vivas e atuantes do bem sem limite e do amor incessante e incondicional, a benefício da nossa própria iluminação a caminho da angelitude.
Francisco Rebouças
Bibliografia:1- Kardec, Allan. Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. XI, Amar o Próximo como a si Mesmo, item 8.
Nota do editor: