Solidarity Spiritist Societ

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Sei que te feri sem querer, em meu gesto impensado.

Pretendias  apoio  e  falhei,  quando  mais  necessitavas  de  arrimo.  Aguardavas  alegrias  e consolo, através de meus lábios, e esmaguei-te a esperança...

Entretanto, volto a ver-te e rogo humildemente para que me perdoes.

Ouviste-me a palavra correta e julgaste-me em plena luz, sem perceberes o espinheiro de sombra encravado em minh'alma.

Reparaste-me o traje festivo, mas não viste as chagas de desencanto e fraqueza que ainda trago no coração.

Às vezes, encorajo muitos daqueles que me procuram, fatigados de pranto, não por méritos que  não  tenho,  e  sim  esparzindo  os  tesouros  de  amor  dos  Espíritos  generosos  que  me sustentam;  contudo,  justamente  na  hora  em  que  me  buscaste,  chorava sem lágrimas, nas últimas raias da solidão. Talvez por isso não encontrei comigo senão frieza para ofertar-te.

Releva-me  o  desespero  quando  me  pedias  brandura  e  desculpa-me  o  haver-te  dado reprovação, quando esperavas entendimento.

Deixa, porém, que te abençoe de novo, e, então lerás em meus olhos estas breves palavras que me pararam na boca; perdoa-me a falta e tem dó de mim.

Meimei

Livro: Caminho Espírita
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças