O trabalhador da seara
espírita precisa atentar em primeiro lugar para o fato de que toda e qualquer
tarefa que desempenhamos na casa espírita que frequentamos, representa uma
pequena parcela de um todo e requer por isso mesmo, compreender que somos
apenas uma das peças da grande engrenagem, que se não funcionar a contento,
trará sérios prejuízos para o êxito da mesma.
Necessário se faz, esquecer
o velho e ultrapassado vício da busca do brilho individual, do personalismo
inferior, que só serve para atrapalhar o bom andamento das atividades do bem na
casa espírita. É de suma importância saber reconhecer por nós mesmos, o que nos
seja essencial para participarmos de forma positiva ofertando o nosso melhor em
termos de esforço e boa vontade para o bom desenvolvimento da atividade em
execução.
Precisamos estar
cientes que a nossa participação voluntária não nos desobriga da observância da
disciplina e do respeito aos demais componentes da equipe, e da casa que nos dá
oportunidade de nos tornarmos úteis aos nossos semelhantes. Torna-se
imprescindível respeitar o espaço do outro, suas dificuldades, suas possíveis
falhas, e por nossa vez, exercitarmos a gentileza, a atenção e paciência, para recepcionar
e ensinar com clareza e educação o companheiro que está se juntando a tarefa e
à equipe.
O tarefeiro Espírita
precisa ser tratado com carinho e dignidade, incentivado a trabalhar nas
atividades da casa com responsabilidade e alegria, tendo para isso o exemplo
daqueles que já estão na casa e na tarefa há mais tempo. Ser mais antigo na
tarefa ou na casa espírita, não dá a ninguém o direito de se achar o dono do “pedaço”, pois, a casa espírita pertence
a Jesus de Nazaré.
Quando para lá nos dirigimos,
devemos estar acima de qualquer outra intenção, com propósito de amar e servir,
a
casa e a causa e não o de mandar, ofender, desrespeitar ou de
atazanar a vida do semelhante que também está se apresentando para o serviço na
Seara do Mestre, em busca de união, paz e do amor. Prudente e necessário se
torna não esquecer que A Casa Espírita não é residência particular de nenhum de
nós, é posto de serviço, escola e hospital de homens e de almas.
· “Levantemo-nos
na senda que nos cabe trilhar e recordemos o tesouro das oportunidades que
brilham em nossas mãos.
· O
tempo, a saúde, o equilíbrio e o conhecimento são recursos básicos que nos compete
mobilizar no do aproveitamento das bênçãos divina?
· Desfaçamos
a neblina da hesitação e da dúvida, ao redor de nossos passos, e cumpramos nossas
obrigações coma Vida Superior .
· Efetivamente
é natural mantenhamos nossa fé viva em Jesus, na preservação do nosso próprio
conforto, entretanto, é preciso não esquecer que Jesus, por sua vez, guarda a
sua fé em nosso concurso para que se lhe materialize, enfim, na Terra, o reino
da Paz e do Amor para sempre.”¹
Sabemos que na Casa
Espírita estaremos sendo solicitados para o amparo, entendimento e carinho para
com a criança muitas das vezes sem a devida disciplina e educação, a
conversação fraterna com alguém muito necessitado de uma palavra de
esclarecimento e incentivo, ou ainda a outras tarefas de manutenção e limpeza
do ambiente físico da Instituição, entre outras inúmeras atividades que não
dispensam o esmero, e a dedicação do tarefeiro responsável.
Nas atividades que
desempenhamos na casa espírita, é de notável importância saber que somos
complementos naturais uns dos outros, o universo nos dá a lição de que tudo depende
de todos, mesmo o átomo é um agregado de partículas. Assim nenhum de nós deve procurar
o destaque individual seja na posição de dirigente ou de subordinado, buscando
ao contrário, agradecer ao Mestre o privilégio do cumprimento do dever que a
vida nos oferece, para auxiliar amando
e amar auxiliando.
Bibliografia
1- Xavier Francisco
Cândido – por Espíritos Diversos, Editora Ideal - Livro: Aulas da Vida – cap.
Confiança.
Francisco Rebouças
