Solidarity Spiritist Societ

domingo, 18 de outubro de 2015

A fraternidade e o respeito no Centro Espírita

O trabalhador da seara espírita precisa atentar em primeiro lugar para o fato de que toda e qualquer tarefa que desempenhamos na casa espírita que frequentamos, representa uma pequena parcela de um todo e requer por isso mesmo, compreender que somos apenas uma das peças da grande engrenagem, que se não funcionar a contento, trará sérios prejuízos para o êxito da mesma.  

Necessário se faz, esquecer o velho e ultrapassado vício da busca do brilho individual, do personalismo inferior, que só serve para atrapalhar o bom andamento das atividades do bem na casa espírita. É de suma importância saber reconhecer por nós mesmos, o que nos seja essencial para participarmos de forma positiva ofertando o nosso melhor em termos de esforço e boa vontade para o bom desenvolvimento da atividade em execução.

Precisamos estar cientes que a nossa participação voluntária não nos desobriga da observância da disciplina e do respeito aos demais componentes da equipe, e da casa que nos dá oportunidade de nos tornarmos úteis aos nossos semelhantes. Torna-se imprescindível respeitar o espaço do outro, suas dificuldades, suas possíveis falhas, e por nossa vez, exercitarmos a gentileza, a atenção e paciência, para recepcionar e ensinar com clareza e educação o companheiro que está se juntando a tarefa e à equipe.

O tarefeiro Espírita precisa ser tratado com carinho e dignidade, incentivado a trabalhar nas atividades da casa com responsabilidade e alegria, tendo para isso o exemplo daqueles que já estão na casa e na tarefa há mais tempo. Ser mais antigo na tarefa ou na casa espírita, não dá a ninguém o direito de se achar o dono do “pedaço”, pois, a casa espírita pertence a Jesus de Nazaré.

Quando para lá nos dirigimos, devemos estar acima de qualquer outra intenção, com propósito de amar e servir, a casa e a causa e não o de mandar, ofender, desrespeitar ou de atazanar a vida do semelhante que também está se apresentando para o serviço na Seara do Mestre, em busca de união, paz e do amor. Prudente e necessário se torna não esquecer que A Casa Espírita não é residência particular de nenhum de nós, é posto de serviço, escola e hospital de homens e de almas.

·        “Levantemo-nos na senda que nos cabe trilhar e recordemos o tesouro das oportunidades que brilham em nossas mãos.
·            O tempo, a saúde, o equilíbrio e o conhecimento são recursos básicos que nos compete mobilizar no do aproveitamento das bênçãos divina?
·           Desfaçamos a neblina da hesitação e da dúvida, ao redor de nossos passos, e cumpramos nossas obrigações coma Vida Superior .
·             Efetivamente é natural mantenhamos nossa fé viva em Jesus, na preservação do nosso próprio conforto, entretanto, é preciso não esquecer que Jesus, por sua vez, guarda a sua fé em nosso concurso para que se lhe materialize, enfim, na Terra, o reino da Paz e do Amor para sempre.”¹

Sabemos que na Casa Espírita estaremos sendo solicitados para o amparo, entendimento e carinho para com a criança muitas das vezes sem a devida disciplina e educação, a conversação fraterna com alguém muito necessitado de uma palavra de esclarecimento e incentivo, ou ainda a outras tarefas de manutenção e limpeza do ambiente físico da Instituição, entre outras inúmeras atividades que não dispensam o esmero, e a dedicação do tarefeiro responsável.

Nas atividades que desempenhamos na casa espírita, é de notável importância saber que somos complementos naturais uns dos outros, o universo nos dá a lição de que tudo depende de todos, mesmo o átomo é um agregado de partículas. Assim nenhum de nós deve procurar o destaque individual seja na posição de dirigente ou de subordinado, buscando ao contrário, agradecer ao Mestre o privilégio do cumprimento do dever que a vida nos oferece, para auxiliar amando e amar auxiliando.
Bibliografia

1- Xavier Francisco Cândido – por Espíritos Diversos, Editora Ideal - Livro: Aulas da Vida – cap. Confiança.

Francisco Rebouças