Solidarity Spiritist Societ

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Palestra Espírita no Messe de Amor

Grupo Espírita Messe de Amor
Hoje 30/09/2015, tive mais uma vez a honra e a alegria de comparecer ao GEMA-Grupo Espírita Messe de Amor, para atender ao convite que me havia sido feito há alguns dias antes, para a realização de uma palestra. Como sempre fui muito bem recebido pelos nossos queridos amigos daquela nobre instituição Espírita.

E para coroar a noite de alegrias, fui agraciado por essa linda poesia recebida através da psicografia da querida médium Telma Regina, que abaixo transcrevo.

Ao Amigo Rebouças

A rosa esparge perfume...
Mesmo em meio aos espinhos
Embora as dificuldades
Avancemos no caminho.

Seguindo o exemplo da rosa...
Perseverando no Bem
Espalhando seu sorriso
Que é perfume também.

Médium:Telma
Espírito: Irmã Rosa.

Que Jesus abençoe, guie e guarde a todos os componentes daquela casa amiga.

Francisco Rebouças

terça-feira, 29 de setembro de 2015

A CEIA ECOLÓGICA

Cornélio Pires

Conversas sobre conversas
Por trás de assunto sem lógica
Disse-me Ilídio: ”Amanhã
Vamos à ceia ecológica.
Você seguirá comigo?”
Pronto, assumi a promessa.
Ilídio é um bom amigo,
Mas que ceia será essa?
“Não deve seguir sozinho,”
Prosseguiu ele,
“Antes da ceia em caminho.”
No outro dia despertei
De ouvidos fenomenais
Estava escutando as pedras,
As plantas e os animais.
Ilídio veio buscar-me
E, no carro em que seguia,
Notei que outro era o rumo
Além da periferia.
Desdobrando-se o caminho,
Vimos nós um casarão...
O amigo esclareceu:
“É a casa do tio Adão.”
Avançamos e no vimos
Em meio de algumas roças
E notamos o barulho
De peões, carros, carroças...
Ilídio parou o carro e descemos,
Era um desfile esperado,
Animais vinham chegando
Seguindo por nosso lado.
Na frente vinha um cabrito
Gritando: “Morra o churrasco!...
Não desejo festa alguma,
Não quero ver o carrasco!...”
Num caminhão certa vaca
Mascava feno em restolho.
Dizia ao boi que a seguia:
“Meu velho, fique de olho!”
Ao lado vinham dois perus,
Um deles fala: “É demais”
E o outro: “Eu também bebi, 
Da cachaça do Moraes”.
Num caminhão, a galinha,
Cercada de frangos novos,
Prosava para a festança...
“Já dei os meus belos ovos.”
Grande fêmea de um suíno,
Seguindo frágil leitoa,
Rogava: “Não maltratem minha
Filha, que é tão boa...”
Dois coelhos numa gaiola
Cochichavam, entre si:
“Não fosse a corda no pé,
Sairíamos daqui.”
Num planalto assaz pequeno
O aroma de um cajueiro;
Lá longe ia a parada
Dominando o espaço inteiro.
No páteo, o chefão chegou
E passou a esfaquear,
A turma toda apavorada
Pôs-se a gemer e a gritar.
Vendo o sangue, emocionei-me;
Não podia ver aquilo,
Queria voltar à casa,
A fim de ficar tranqüilo.
Fui a Ilídio e, com franqueza,
Não podia suportar,
Aquela cena de dor,
Queria a paz do meu lar.
Ilídio riu-se e falou:
“Cornélio, nunca supus
Que você fuja de festa
Para as obras de Jesus.”
E então, desorientado,
Fiquei sabendo, afinal,
Que a ceia da ecologia
Era a festa do Natal.

Saudação do Natal
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

domingo, 27 de setembro de 2015

Com a visão do Bem

Quanto nos defrontarmos com qualquer ocorrência menos feliz, onde o mal aparentemente domine a situação, procuremos ver o bem que permanece vivo por traz do referido episódio, esperando para também ser consolidado.

Muitos daqueles que já ouvimos falar, através da história e que escreveram suas páginas de dominação, hipocrisia, violência etc., quando em verdade foram trazidos ao campo das provas, com o objetivo de crescimento interior e para ajudarem seus semelhantes a removerem ou diminuírem suas dívidas com a Lei maior; fracassaram em suas missões, pelo mau hábito de se fixarem nas trevas do egocentrismo, com o esquecimento das obrigações que assumiram no plano espiritual no intuito de percorrerem seus caminhos refazendo o que outrora desfizeram, construindo o que anteriormente destruíram.

Dessa forma, antes de opinar sobre esse ou aquele acontecimento, pensa que a sabedoria divina está atenta a tudo e nada ocorre sem a permissão de Deus com o fito único de aperfeiçoamento dos envolvidos em tais situações passageiras. Que dizer daquele que, a pretexto de apagar um incêndio, atirasse combustível à fogueira?

“Nem todos conseguem, de improviso, realizar feitos heroicos ou desfrutar encargos de grande elevação, como sejam: apresentar uma vida sem erros; dirigir sabiamente a comunidade; ser um gênio na sublimação da inteligência; conservar equilíbrio invulnerável, a ponto de ser um modelo acabado de virtude; dispor de fortuna para garantir a beneficência; ou manejar o poder para a felicidade geral.
Mas todos podemos, seja onde for,  dizer a boa palavra,  esboçar o gesto de simpatia,   estimular  a  cooperação  fraternal, abençoar  com  a  prece  e  auxiliar  pelo  prazer de servir .

Em resumo, nem todos estamos habilitados, de pronto, a desempenhar as funções da lâmpada perfeita do Eterno  Bem,  cuja  luz remove as trevas do mal; entretanto, cada um de nós, onde esteja, pode e deve ser um pequenino raio de amorou luz!”. (1)

Sempre, que as circunstâncias nos colocarem no tribunal da observação, de algum quadro de sofrimento ou desequilíbrio, deixemos que a pureza da fé positiva nos ventile a cabeça e, certamente nos surpreenderemos com o novo aspecto que nos surgirá na mente, propiciando-nos ensejo de visualizar uma melhor maneira para participar de forma a ajudar positivamente, como e quanto for possível.

Se uma notícia inquietante chega ao nosso conhecimento, descerremos as portas da alma à inspiração divina do otimismo, e encontraremos logo a chave destinada à solução dos casos mais aflitivos, pois os amigos do plano divino estarão junto de nós para socorre-nos; se um amigo nos impõe decepções e pesares, recordemos que o doente é quem precisa de médico, como nos asseverou Jesus, e procuremos uma forma de lhe ser útil, ajudando-o a reduzir sua enfermidade ou até suprimi-la e não lhes pioremos as angústias que o atormentam com frases sombrias ou agressivas.

Importante lembrar que, pessimismo e azedume só sevem para transformar pequeninos contratempos em grandes tragédias. Não progrediremos nem nos aperfeiçoaremos sem o contato social, que nos impõe o convívio com nossos semelhantes tão necessitados de compreensão quanto nós próprios.

Precisamos entender que não só precisamos saber viver, mas também saber conviver. No mecanismo das relações humanas, necessitamos todos do óleo da paciência e do auxílio, pois o aprendizado evolutivo não dispensa o aprendiz do trabalho da análise cuidadosa e honesta dos acontecimentos à sua volta.

Assim sendo, se já despertamos para as responsabilidades que temos de construir e elevar, é prudente aprender a ver, e raciocinar positivamente na construção do bem comum, e o Senhor nos permitirá identificar o mal, não para que analisemos sob a ótica do pessimismo ou da revolta usando as mesmas armas do homem velho, e sim para que colaboremos com ele na eliminação das sombras, em benefício da luz.          

Bibliografia
1 – Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Albino Teixeira – livro: Aulas da Vida, Cap. Na Seara de Luz.

Francisco Rebouças

CARIDADE DA LUZ

Auta de Souza

Santa– a moeda amiga ao tornar-se carinho 
Em todo lar sem pão que a penúria flagela,
Enaltecida sempre – a roupa mais singela,
Que protege a nudez ao vento e ao desalinho!...

Glorificado seja– o pouso que tutela
O enfermo relegado às pedras do caminho,
Preciosa –a afeição para quem vai sozinho,
Trancando-se na dor em que se desmantela...

Nobreza em toda ação querepresente amparo
Do auxilio de um vintém ao apoio mais raro,
Que a simpatia expresse e a bondade presida!..

Brilhe em tudo, porém, com maisforça e grandeza
A palavra do Bom que apure a Natureza,
Iluminando o Amor e libertando a Vida!...

Livro: Através do Tempo
Chico Xavier Psicografia em Reunião Publica Data– 31-7-1971
Local –Educandário Ituiutabano,na cidade de Ituiutaba, Minas Gerais.

Francisco Rebouças

sábado, 26 de setembro de 2015

ORAÇÃO NA ESCOLA DO AMOR

Meimei 
 
Senhor Jesus!...

Nós te agradecemos todas as bênçãos com que nos clareias a estrada e nos reconfortas a vida, mas, em particular, nós te agradecemos os obstáculos que permites encontrar, no relacionamento uns com os outros, através dos quais exercitamos a prática do amor que nos legaste.

Muito obrigado, Senhor, pelos irmãos que nos buscam desesperados pelo sofrimento, a ponto de agredir-nos as portas. 
 
Muito obrigado pelos companheiros que tentam desacreditar as nossas palavras, através de experimentas desconcertantes e descaridosos com os médiuns que nos servem de instrumentos e que são criaturas humanas, tão falíveis, quanto nós, os espíritos humanos desencarnados de nossa condição.

Muito obrigado pelos amigos que nos esmiuçam os erros, involuntariamente cometidos no intercâmbio espiritual, exigindo que a gramática do mundo funcione acima dos nossos corações, com os quais te registramos a sabedoria e a misericórdia.

Muito obrigado pelos estudiosos que nos criticam negativamente os comunicados, a fim de solaparem a fé e a esperança dos cooperadores simples e dedicados à seara do bem que nos aceitam.
 
Muito obrigado pelos irmãos que experimentam extremas dificuldades para cultivarem a tolerância recíproca.

Muito obrigado pelos companheiros que cruzam os braços diante dos problemas de nossos núcleos de serviço e deixam-nos ficar como estão para verem, afinal como ficam.

Muito obrigado pelas almas sensíveis e queridas, que se entregam a melindres e queixas, ofertando-nos mais trabalho, embora adiando realizações importantes que nos cabem fazer.

E muito obrigado por todas as criaturas que chegam, até nós, tangidas por amargas provações e que nos atiram reclamações injustas e referências infelizes, porque, por todos esses irmãos é que aprendemos o amor que nos ensinaste – o amor pelo qual reconhecemos quanto nos amas, apesar das imperfeições que trazemos e que nos compete podar, com o teu auxílio, a fim de nos ajustarmos com mais segurança no caminho para Deus. 
 
Livro: Aulas da Vida
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

“A DOENÇA É A DOENÇA, MAS JESUS É JESUS”

Laurinho         Querida Mãezinha Priscila, paz de sua bênção em meu coração.
         Impossível que não expresse nesta noite para desejar-lhe felicidade e paz, extensivamente a toda nossa família de companheiros encarnados e desencarnados.
         Entre nós dois temos o bilhetinho de votos por um Feliz Dia das Mães, e conosco temos a nossa querida Mãe Nena, de Mococa, que me traz muita emoção de dentro para fora do peito.
         Estão conosco tia Nena, o Walter e a Lúcia, amigos inesquecíveis, e a nossa estimada irmã Nair, a quem desejo fortaleza de ânimo e fé viva em Deus.
         Irmã Nair, a doença é a doença, mas Jesus é Jesus. E Jesus nos concede sempre renovações de tempo e multiplicação de bênçãos para a continuidade de nossas tarefas.
         Pense positivo de polegar indicando o alto.
         Isso é caminho aberto e apoio certo.
         Continue otimista e feliz, porque, ao que sei agora, ninguém aparece na Terra sem ser um tanto ou quanto doente.
         Já se nasce aí desvinculando a gente do coração materno, na poda do cordão umbilical.
         E é tanto talco e tanta fralda na criatura que toma e retoma o corpo físico que o negocio é paciência porque a dependência dos outros e as moléstias começam cedo.
         Atualmente, ainda temos as vacinas de cara.
         É tanta imunização e tanta enfermagem que, às vezes penso que já se entra na escola da Vida Física em departamentos de hospitais ao invés de estarmos no conforto de viajantes que retornam à casa, em tamanho mirim.
         Como vê, prezada Nair, enfermidade é patrimônio nosso no mundo dos homens e das mulheres, e medite comigo nesta realidade: sem moléstias aparente, voltei para cá por efeito de uma entrevista inesperada entre o carro que nos carregava e o tronco que parecia ciumento do chão.
         Não perca tempo em reflexões menos alegres, porque tratar de saúde é dever de cada um e a proteção de Deus nos cobre a todos.
         Querida Lú, agora é com você. Não se zangue com a nossa querida Barata se a voz dela é hoje quase um patrimônio publico. Deixe a Mãezinha contar casos e consolar pessoas.
         Você sabe, o pescador é de Deus, a Barata é de Deus, Você é de Deus e seu Laurinho é de Deus.
         Façamos uma combinação para viver com muita alegria e paz. Você também possue seus papos de escola e os seus momentos de sorrir com os colegas e companheiros.
         Gente Grande igualmente tem disso aí.
         Se nossas mães ficarem escravizadas a nós, acabariam estourando por falta de comunicação com a vida que é ambiente de todos.
         Dê uma beijoca na Mamãe pelo Dia das Mães e deixe a alegria alcançar o seu rosto para que a tristeza não se aproxime.
         E terminando, desejo à nossa Mãe Priscila muita alegria e paz, saúde e bênção ao lado de nosso Pescador e de todos os nosso, nas horas de amanhã.
          Muito amor a todos.
         Mãezinha, a nossa Elsie está muito bem na recuperação necessária. Agradecendo, de novo, à Mãe Nena por todo o bem que me fez, deixo aqui pra você, querida Barata, um beijão de seu filho.
Grupo Espírita da Prece, 10 de maio de 1980. Uberaba-MG.
 Livro: Antenas de Luz
Chico Xavier - Priscilla Pereira da Silva Basile.
 
Francisco Rebouças

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

ILUMINEMOS O CORAÇÃO

Iluminemos o coração, com a lâmpada acesa do amor, cada vez que a nossa palavra se dirija aos irmãos desencarnados, ainda presos à turvação de consciência.

Lembremo-nos de que nos achamos, à frente de enfermos, requisitando-nos compreensão e carinho.

Quem se atreveria, em nome da bondade, a cercar um náufrago desditoso com o manto opressivo da curiosidade descaridosa, ao invés de oferecer-lhe pronto socorro? Não lhe bastaria o tormento da inquietação nas ondas escuras da morte?

Quem se dispõe ao amparo dos espíritos amargurados, em desânimo e desespero, precisará erguer a própria alma à sublimidade do amor mais puro, a fim de socorrer com proveito.

Muitas vezes, as objurgatórias e reprimendas dos grandes juízes não conseguem, junto dos irmãos transviados, um centímetro de renovação edificante, suscetível de ser alcançada pelo estímulo carinhoso de uma simples frase paternal.

Todos possuímos desafetos do passado.

A Terra ainda não é residência das almas quitadas com a Lei.

Todos somos devedores ou doentes em reajuste.

Por isso mesmo, em nos comunicando com os adversários ou companheiros do pretérito ou do presente, mergulhemos a alma na fonte cristalina da boa vontade com Jesus, para que as nossas palavras não soem debalde.

Só o amor atravessa as paredes compactas do cárcere em que a ignorância se aguilhoa à penúria de espírito, conduzindo aos antros sombrios de nossos débitos a santificante claridade da libertação.

Livro: Sentinelas da Alma
Chico Xavier/Meimei
Francisco Rebouças

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

RECOMEÇA

Iniciaste a tua construção espiritual da fé em que te abrigasses. E sentias-te, à maneira de alguém, cujo coração se revitalizasse ao contato de nova luz.

Entretanto, sombras apareceram no firmamento de tuas mais belas aspirações, quais nuvens que te empanassem a visão do Sol.

Afeições, em que te escoravas, desapareceram na correnteza de interesses inferiores; companheiros muitos deles obsidiados ou infelizes, te impuseram inesperadas desilusões; perdeste recursos que consideravas essenciais à própria segurança e te refugiaste em amargurada introversão; provavelmente viste seres amados vencidos pela morte e não pudeste conter as lágrimas incessantes que te segregaram no lar; ouviste injúrias de lábios queridos que dantes te abençoavam a vida e tombaste em desalento.

Ainda assim, ergue-te da tristeza ou do desânimo e caminhemos adiante.

Sofrimentos vencidos são tijolos de experiência com que levantarás novas paredes no santuário da esperança.

Não te demores na solidão e volve ao dia resplendente do trabalho, de que se fará no mundo solidariedades humanas, por fonte viva de amor , e novas bençãos te farão sorrir .

Não importa a legenda que tragas na bandeira do teu ideal de fraternidade.

Se caíste em algum erro, levanta-te e corrige com bondade o que a vida te pede retificar .

Se paraste de servir, recomeça.

Guarda, sobretudo, a certeza de que ninguém encontra a verdadeira felicidade sem Deus.

Livro: Semente de Amor 
Chico Xavier/Maria Dolores e Meimei
Francisco Rebouças

LAR

O lar – divino tesouro –
Amor de Deus no caminho,
é o céu em forma de ninho
aberto à renovação.
Seja de pedra ou de ouro,
é sempre a santa oficina
que nos ampara e ilumina,
em busca da perfeição.
Irene S. Pinto

Espere aprender no mundo
que espanca, fustiga e abrasa
quem desistiu de aprender
nas lições da própria casa.
Antonio Lima

Onde a criança caminha
sem o aconchego do lar,
a vida por mais segura
começa a degenerar.
Casimiro Cunha

Anjo lindo, o teu olhar
minha própria vida encerra...
doce filho de min’alma,
tesouro maior da Terra!...
Anália Franco

Lar e Mãe – vida e sustento
em luminosa fusão...
Lar é Mãe no pensamento,
Mãe é Lar no Coração.
Antonio Nobre

No lar, beijaram-se; um dia,
dois astros da Eterna Luz: 
-Jesus, Filho de Maria...
Maria, mãe de Jesus...
Belmiro Braga

Guia os anjos da calçada,
Dor de criança perdida
É como o pranto da vida
Chorando desamparada.
Auta de Souza

Por mais pobre, o lar é sempre
o coração da alegria.
Jesus nasceu sublimando
o teto da estrebaria.
Meimei

No lar, templo de amor na lide transitória,
tornar de novo a ser terna e frágil criança,
buscando no trabalho, ao fulgor da esperança,
o trilho de ascensão à Suprema Vitória.
Amaral Ornellas

Todo futuro começa
no caminho e na promessa
de doce Mãe a cantar...
guarda o berço pequenino,
que o berço é flor do destino
no tronco de luz do lar.
João de Deus

Livro: União em Jesus
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Persiste e segue

“Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados.” – Paulo. (Hebreus, 12:12.) 

O  lavrador  desatento  quase  sempre  escuta  as  sugestões do cansaço.  Interrompe  o  serviço,  em  razão  da  tempestade,  e a inundação lhe rouba a obra começada e lhe aniquila  a coragem incipiente. 

Descansa, em virtude dos calos que a enxada lhe ofereceu, e os vermes se incumbem de anular-lhe o serviço. 

Levanta as mãos, no princípio, mas não sabe “tornara levantá-las”, na continuidade da tarefa, e perde a colheita. 

O  viajor,  por  sua  vez,  quando  invigilante,  não  sabe chegar convenientemente ao termo da jornada. Queixa-se da canícula e adormece  na  penumbra  de  ilusórios  abrigos,  onde inesperados perigos  o  surpreendem.  De  outras  vezes,  salienta  a importância dos  pés  ensanguentados  e  deita-se  às  margens  da senda,  transformando-se em mendigo comum. 

Usa os joelhos sadios, não se dispondo, todavia, a  mobilizá-los quando desconjuntados e feridos, e perde a alegria de alcançar a meta na ocasião prevista. 

Assim acontece conosco na jornada espiritual. 

A luta é o meio. 

O aprimoramento é o fim. 

A desilusão amarga. 

A dificuldade complica. 

A ingratidão dói. 

A maldade fere. 

Todavia,  se  abandonarmos  o  campo  do  coração  por  não sabermos  levantar  as  mãos,  de  novo,  no  esforço  persistente, os vermes do desânimo proliferarão, precípites, no centro de nossas mais  caras  esperanças,  e  se  não  quisermos  marchar,  de joelhos desconjuntados, é possível sejamos retidos pela sombra de falsos refúgios, durante séculos consecutivos. 

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças

O Estudo liberta!

III

Mergulha a mente, quanto possível, no estudo.

O estudo liberta da ignorância e favorece a criatura com o discercimento.

O estudo e o trabalho são as asas que facilitam a evolução do ser .

O conhecimento é mensagem devida.

Não apenas  nos educandários podes estudar.

A própria vida é um livro aberto, que ensina a quem deseja aprender.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Contratempos e Contrariedades


Em certas horas, de nossas vidas, geralmente quando menos esperamos, eis que nos acontece alguma coisa, que nos deixa muito aborrecidos.

Sem, o salutar hábito de meditar, antes de tomar uma atitude, imediatamente reagimos de forma instintiva, de maneira destemperada e desequilibrada, movidos pelo impulso do nosso “amor próprio”, que nada mais é, do que o orgulho que trazemos bem guardado e cuidadosamente camuflado, que nos faz entender que se o outro não agir ou pensar como nós esperamos que faça, já é motivo bastante suficiente para respondermos de forma deselegante, grosseira deseducada, e às vezes até mesmo desrespeitosa.

É claro, que essa maneira de nos exprimir diante de qualquer que seja a atitude do nosso semelhante em relação a nós, não passa de uma reação equivocada e até mesmo doentia, através da qual, tentamos nos isentar de responsabilidade, atirando a culpa nos ombros do outro, mascarando na verdade o forte poder que o orgulho exerce em nossas vidas.

“Os preconceitos do mundo sobre o que se convencionou chamar "ponto de honra" produzem essa suscetibilidade sombria, nascida do orgulho e da exaltação da personalidade, que leva o homem a retribuir uma injúria com outra injúria, uma ofensa com outra, o que é tido como justiça por aquele cujo senso moral não se acha acima do nível das paixões terrenas. Por isso é que a lei mosaica prescrevia: olho por olho, dente por dente, de harmonia com a época em que Moisés vivia. Veio o Cristo e disse: Retribui o mal com o bem. E disse ainda: "Não resistais ao mal que vos queiram fazer; se alguém vos bater numa face, apresentai-lhe a outra.” Ao orgulhoso este ensino parecerá uma covardia, porquanto ele não compreende que haja mais coragem em suportar um insulto do que em tomar uma vingança, e não compreende, porque sua visão não pode ultrapassar o presente”. (1)

Em nosso interior, dormitam há séculos esses instintos animalescos, que na hora em que temos nossos pontos de vista contrariados, e sem que nos apercebamos, explodem em uma atitude impensada e agressiva, que tentamos justificar atirando a responsabilidade de nosso desequilíbrio, na suposta maneira de como os outros nos provocaram, como se os outros fossem simples marionetes, a repetir as nossas projeções mentais, sem ter o direito de discordar do nosso modo de ver a questão discutida, em que muitas das vezes estamos equivocados, e utilizando-nos de argumentos carentes de fundamento e de bom senso.

Preciso se faz, buscarmos assumir desde já que, o problema não na está na atitude tomada pelo nosso opositor, em relação ao nosso ponto de vista, e sim, que se trata de um problema exclusivamente de nossa alçada, e que só o extinguiremos de nosso Ser, à medida que, reconhecendo nossa maneira errada de agir, pois nosso semelhante tem o direito de pensar diferente de nós, nos dispusermos a utilizar os recursos capazes de nos livrar desse incômodo procedimento, enfrentando de maneira corajosa e honesta nossas próprias fraquezas, tomando por base as lições sublimes contidas no evangelho de Jesus, que há dois mil anos atrás já nos alertava para que “buscássemos enxergar primeiramente a “trave” que nos dificulta a visão sadia das coisas, e só então, prestássemos atenção ao “argueiro” do olho do nosso semelhante”, ensinando-nos a cuidar antes de tudo, do nosso comportamento e não do procedimento alheio.

Sendo, o orgulho uma das chagas da humanidade, como nos ensinam os Espíritos Superiores, é, prudente, analisarmos nossas ações, antes de tomarmos qualquer atitude em relação ao procedimento de quem quer que seja, procurando fazer desde já, a necessária e inadiável reforma moral, deixando fluir em nós, as expressões divinas da presença de Deus em nosso Ser, através do cultivo das boas ações, no constante desenvolvimento das virtudes que jazem latentes e esquecidas em nosso mundo interior.

Bibliografia:
1 - Kardec, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo – FEB, 112ª edição, Cap. XII, item 8

Francisco Rebouças. 

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

ESCUTA, MEU IRMÃO

André Luiz

Não   é  a   tua   palavra   primorosa  a   força   que  te   exaltará   a   inteligência   e,  sim,   o objetivo para o qual se dirige.

Não   é   a   dádiva   que   te   confere   o   título   de   benfeitor, mas o  modo  pelo   qual   te manifestas, através dela.

Não   é   a   fortuna   material   que   te   faz   realmente   rico   e, sim,   a   aplicação dignificante das utilidades que reténs a beneficio de todos.

Não é a fama terrestre a claridade que te coroa o nome e sim a benção do Céu sobre a reta conduta que abraçaste em favor do bem coletivo.

Não   é   a   lição   verbal   o   poder   com   que   educarás   o companheiro   de   luta,   nas tarefas de cada dia, mas o teu exemplo reiterado na edificação comum por intermédio da própria melhoria.

Não  é  a  tua   crença   sectária,   embora  fervorosa,   que  te guiará à  sublimação   na vida  espiritual,   depois  da  morte  do  corpo   e, sim,   os  teus   atos   de  bondade  santificante, que serão testemunhas permanentes de tua alma, onde estiveres.

Não   é   a   fé   sem   obras   que   te   iluminará  a   senda   de   progresso,   mas  as   obras dignificadoras que conseguires concretizar , em ti mesmo e fora de ti, inspirado por tua fé.

Não é a cultura intelectual inoperante que te fará respeitável, e sim o espírito de serviço com que te devotares, em qualquer condição, à felicidade dos semelhantes.

Não é o êxito suscetível de sorrir-te na T erra, por alguns dias breves, a fonte de alegria real que procuras com os melhores anseios de coração, mas a paz de consciência, no dever bem cumprido, nas obrigações de cada dia.

Busquemos ser ,antes de aparentar e fazer , antes de instruir .

A   verdade   espera   nossa   alma,   em  cada   ângulo   de caminho,   dentro   de   nossa jornada para frente.

Assim,   pois,   construamos   o   nosso   engrandecimento interior, porque,   hoje   ou amanhã,   o Sol  Divino  projetará  sobre  nós  a sua   bendita   claridade,  revelando-nos,  à  luz meridiana,tais quais somos.

Psicografia de Chico Xavier em Reunião Pública Data– 31-3-1950
Local –Centro Espírita Luiz Gonzaga,na cidade de Pedro Leopoldo, Minas.

Francisco Rebouças

LUZ GLORIOSA

Augusto Dos Anjos

Houve tempo em que a ciência positiva,
Na aridez de seu método ilusório,
Construía o castelo transitório
Da grande negação definitiva.

Tudo era a matéria primitiva
No centro do seu modus vibratório,
Impressionando o mundo do sensório
Na eterna vibração da força viva.

Mas Kardec abre as últimas cortinas
E sobre o mundo de cadaverinas,
Apresenta luz gloriosa e forte.

Cai a muralha do materialismo,
E a fé raciocinada vence o abismo,
Transpondo a escuridão da própria morte.

Livro: Lira Imortal
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças

sábado, 19 de setembro de 2015

CANTIGA DA GRATIDÃO

CAPÍTULO VII 
Maria Dolores 
O Céu te recompense, alma querida,
Porque ouviste o convite do Senhor
E nos trouxeste paz e luz à vida
Pela bênção do amor.

Deus te enriqueça as mãos temas e ativas,
Mãos que buscam Jesus no irmão triste e sem nome,
Dissipando a penúria que o consome
Ao calor da bondade que cultivas.

Deus proteja a brandura a que te entregas,
Quando desculpas de expressão serena
Aquela mesma voz que te condena,
Desconhecendo as dores que carregas.

Deus te abrilhante a idéia justa e boa 
Com que ouves ofensas sem guardá-las, 
Para dizer somente no que falas
Aquilo que edifica e que abençoa.

Deus te ampare na fé que te sustém 
Ao enxugar as lágrimas alheias,
Em tudo quanto inspiras e semeias 
Nas tarefas do bem.

Deus te guarde na fé que te conduz 
Vencendo tempo e luta, sombra e
Porque contigo a vida se renova 
Atendendo a Jesus. 

Livro Recanto de Paz.
Chico Xavier/Espíritos diversos.

Francisco Rebouças

VIDA ESTREITA

Emmanuel

" Porque qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas qualquer que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, esse se salvará". - Jesus ( Marcos: 8 - 35 )

Para que possamos entender a grandeza oculta do ensinamento do Cristo é imprescindível considerações especiais no círculo de nossa própria individualidade.

Já pensaste relativamente à propriedade legítima da vida?

Pertencer-te-ão, de fato, os patrimônios materiais, as paisagens exteriores, o teu próprio corpo?

Sabes que não.

O homem esclarecido está certo da transitoriedade do quadro em que se movimenta nos caminhos do mundo, reconhecendo a si mesmo como usufrutuário na Casa de Deus.

Nem mesmo o invólucro carnal lhe pertence em sentido absoluto.

Jesus, portanto, não aludia à Vida Universal, criação do Pai Eterno, mas à vida estreita de expressões caprichosas que o homem egoísta inventou a si próprio, na Terra.

Tanto assim, que o Mestre se refere à Sua Vida e não à nossa vida.

Enquanto a criatura deseje salvar caprichos criminosos, perderá a oportunidade de elevar-se aos domínios da Sublimação Espiritual.

Quase sempre edificamos criações menos dignas no processo evolutivo e erigimos barreiras entre nós e a Inspiração Superior.

A Mensagem Divina flui incessantemente para os nossos corações, mas numerosos companheiros estão procurando defender certas construções indesejáveis nos caminhos da viciação, do dinheiro, da sexualidade.

Todavia, enquanto perdure semelhante atitude mental, é impossível que o Homem se identifique com a Plenitude da Vida Eterna.

Estará comprando objetos materiais e vendendo-os nos mercados inferiores, amarrando o coração para desamarrá-lo depois, em grandes padecimentos na esfera das afeições desviadas.

Aguilhoado às ilusões venenosas onde se compraz em viver temporariamente, é um seixo arestoso nas estradas terrestres, mas quando delibera afeiçoar-se à Consciência Universalista de Jesus, o Homem é a Estrela que conquistou as Vastidões do Céu.

Livro: Harmonização
Chico Xavier/Emmanuel


Francisco Rebouças

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

A CARIDADE DA TRANSFORMAÇÃO

Importante não esquecer o valor da beneficência que ampara o enfermo, alimenta o faminto e esclarece o equivocado; da mesma forma, é também imprescindível não esquecer que precisamos empregar todos os esforços possíveis para alavancar o nosso aprimoramento próprio em todos os sentidos. Necessário se faz não nos acomodarmos na zona de conforto em que nos habituamos situar, pois a inércia certamente desenvolverá em nós o desânimo, a preguiça, o mau hábito de esperar que tudo nos chegue às mãos sem o mínimo esforço para conquista-los.

Claro está que também precisamos ter o devido equilíbrio para não nos entregarmos insensatamente ao desvario da ambição desmedida com que muitas vezes pretendemos assenhorear-nos dos bens e benefícios da Terra sem o necessário cuidado com a saúde física e mental, gastando posteriormente tudo que conquistarmos em remédios para recuperar a saúde comprometida por abusos cometidos.

A Doutrina Espírita nos solicita empregar a caridade também para conosco mesmo, aquela caridade que só uma digna educação no sentido mais amplo da palavra, será capaz de nos fazer compreender a luz de uma fé raciocinada que não pode mais aceitar atitudes artificiais de quem fala da boca para fora, sem o compromisso com a ética e a moral que prega aos outros, como se o reino de Deus pudesse ser conquistado por simples aparências ou pelo emprego de vãs palavras.

“Aqui, as palavras do Mestre se derramam por vitalizante bálsamo, entretanto, os laços da conveniência imediatista são demasiado fortes; além, assinala-se o convite divino, entre promessas de renovação para  a  jornada  redentora,  todavia, o cárcere  do desânimo isola o espírito, através de grades resistentes; acolá, o chamamento do Alto ameniza as penas da alma desiludida, mas é quase impraticável a libertação dos impedimentos  constituídos por  pessoas  e  coisas,  situações  e  interesses  individuais,  aparentemente inadiáveis.

Jesus, o nosso Salvador, estende-nos os braços amoráveis e compassivos. Com ele, a vida enriquecer-se-á de valores imperecíveis e à sombra dos seus ensinamentos celestes seguiremos, pelo trabalho santificante, na direção da Pátria Universal...

Todos os crentes registram-lhe o apelo consolador, mas raros se revelam suficientemente valorosos na fé para lhe buscarem a companhia”. (1)

Não resta a menor dúvida de que o trabalho desenvolvido pelas instituições espíritas em termos de caridade e fraternidade, para com os necessitados que as buscam, representa a única ajuda para grande parte desses necessitados, e isso vem acontecendo desde as primitivas organizações apostólicas do passado remoto sob a inspiração de Jesus, até os dias da atualidade. No entanto, em termos de moralidade, o homem ainda não aprendeu a lição proposta pelo Evangelho de Jesus, que ensina a dividir com seu irmão o que lhe representa o supérfluo e, dirigido pelo egoísmo não se incomoda com o sofrimento vivenciado pelo seu  próximo, castigado pela fome, pela sede, pela carência do mínimo que lhe permita viver com dignidade.

Desenvolvemos sobremaneira o intelecto, conseguimos avançar na busca de garantir os direitos do indivíduo de ter uma vida mais digna através de leis mais justas, avançamos cientificamente em todos os sentidos, particularmente na área das comunicações etc., em contrapartida, nos mantemos bem aquém em termos de moralidade. Isto porque, continuamos como antes nos digladiando nas Guerras improfícuas, promovendo a desgraça e a infelicidade, como resultado do estado de ignorância que ainda cultivamos em relação às coisas do Espírito.

É importante nos dedicarmos ao exercício da caridade no serviço infatigável do Bem, mas é imprescindível não nos descuidarmos do trabalho em prol da nossa reforma moral, combatendo em nós as más inclinações, e ainda, nos consagrando ao labor da beneficência que nos faça melhores atendendo às instruções do nosso Mestre e Guia quando nos resumiu as Leis e os Profetas em “amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos”, dividindo com os outros, os valores e as vantagens que estejamos detendo transitoriamente no mundo, como simples usufrutuários dos Bens Divinos, e também não nos esqueçamos de que só o aperfeiçoamento de nossa própria individualidade, com a sublimação de nossos sentimentos, pode solevar a vida terrestre aos níveis de ventura que lhe cumpre atingir.

Bibliografia:
1-  Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Emmanuel. Livro  Fonte Viva - FEB, 1ª edição especial, Cap. 5.

Francisco Rebouças

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

JESUS A LUZ DA HUMANIDADE

Jesus, para toda a humanidade, significa a luz que a aquece e a clareia.

       Jesus deve representar para a humanidade a lição de vida que está registrada em seu Evangelho, e ainda mais, deve significar também divino convite ao homem para buscar sua sublimação através do caminho, da verdade e da vida que ELE representa, atendendo às determinações de Deus nosso Pai que o enviou ao mundo. Jesus não fundou nenhuma doutrina ou sis­tema religioso, mas, fez-se na vida física o modelo para que o homem pudesse adquirir a expressão superior.

       Desde sua criação até os dias da atualidade o homem tem sido sinônimo de violência, prepotência e presunção, na busca por dominação do seu semelhante, porém, nem mesmo diante das possíveis conquistas permanece com sua fragilidade, e com seus conflitos de consciência, que o convocam para uma mudança radical cobrando-lhe postura diferente para que se torne o quanto antes humilde, simples, submisso e forte na sua perenidade espiritual.

O mestre maior da humanidade diferentemente dos pensadores de todos os tempos que estabeleceram métodos e sistemas de doutrinas, procurou estabelecer no amor, os pilotis da ética e da moral o sustentáculo para a conquista da felicidade. Jesus jamais se utilizou de sofismas, ou de outros artifícios, nem se apropriou de comportamentos excêntri­cos ou fórmulas complexas que exigissem altos níveis de inteligência ou de astúcia para o desenvolvimento das virtudes do Espírito Imortal.

Ensinou através de um simples grão de mos­tarda, valiosa lição acerca da fé; solicitou dos discípulos o que tinham de ingredientes para a confecção de alimento para a multidão e se utilizando de peixes e pães em quantidade insignificante saciou a fome da multidão perplexa; falou com a autoridade de quem conhece os benefícios daquele que semeia esclarecendo sobre a semente que cai em diferentes tipos de solos, para demonstrar a diversidade de sentimentos humanos ante a seiva nutriente de luz contida em sua doce e meiga palavra.

No “sermão da montanha” esclareceu que o verdadeiro vencedor não é o trinfador irracional e perverso, e sim a vítima inocente que sofre a perseguição e a injustiça porque verão que a justiça verdadeira será feita e dessa forma serão fartos. E todo seu ministério é feito de caridade, erguendo o ser do instinto para a razão e daí pa­ra a angelitude. Não nega o valor dos bens terrenos, mas alerta os homens para que seja dado o valor adequado à sua necessidade sem se deixar escravizar pela conquista das posses materiais passageiras e enganosas.

Jesus veio ao mundo para que o homem tomasse conhecimento de que a vida na Terra não passa de oportunidade sublime que Deus faculta ao ser humano para se reajustar perante as determinações superiores de suas Leis perfeitas e imutáveis, a caminho de sua pureza como filho da Luz que somos.

“O discípulo da Boa Nova, que realmente comunga com o Mestre, antes de tudo compreende as obrigações que lhe estão afetas e rende sincero culto à lei de liberdade, ciente de que ele mesmo recolherá nas leiras do mundo o que houver semeado. Sabe que o juiz dará conta do tribunal, que o administrador responderá pela mordomia e que o servo se fará responsabilizado pelo trabalho que lhe foi conferido. E, respeitando cada tarefeiro do progresso e da ordem, da luz e do bem, no lugar que lhe é próprio, persevera no aproveitamento das possibilidades que recebeu da Providência Divina, atencioso para com as lições da verdade e aplicado às boas obras de que se sente encarregado pelos Poderes Superiores da Terra”. 1

Cabe-nos desde já, esquecer por momentos das nossas decisões infelizes do passado e procurar em suas nobres lições e exemplos o roteiro para nossa sublimação como filhos de Deus herdeiros do universo, fazendo a parte que nos compete a cada um, para a implantação do Reino de Deus em nós e em nossos semelhantes.

Bibliografia
1 - Xavier, Francisco Cândido, pelo Espírito Emmanuel – Livro: Fonte Viva edição especial, Cap. 8


Francisco Rebouças.

TÍTULOS

Emmanuel 

Os títulos que exornam a personalidade terrestre decorrem de concessões do Senhor, sem que lhes possamos menoscabar a responsabilidade inconteste. 

Não fosse a hierarquia natural que lhes presides os valores, a governança dos povos não teria ultrapassada a barbárie; a ciência não se erigiria em tutora da civilização; o trabalho não poderia dignificar-se nos quadros do mérito e a universalidade não surgiria entre as nações, orientando-lhes o passo, na direção da Vida Maior, tanto quanto a justiça terrena, ainda que incompleta ou fragmentária, não asseguraria o socorro da ordem nos caminhos do mundo, que não passaria, então, de pousada inóspita de selvageria no caos. 

Todos os títulos que enobrecem o homem e a coletividade são oportunidades de serviço que devemos honrar na faixa de ação a que fomos chamados para aprender e servir. 

Não é, pois, a fortuna que deslustra o seu detentor, mas sim a desmedida ambição com que as mãos cobiçosas se apropriam do ouro. 

Não é o poder público que desfigura aquele que o mantém, muitas vezes, com sacrifício. É a crueldade, com que, em certos casos, vem a ser exercido pela inteligência insensata que o maneja à distância da verdadeira equidade. 

Recordemos que em todas as circunstâncias da vida,constituam-se elas de abastança ou de carência, de comando ou subalternidade, compete-nos a obrigação de usar os empréstimos do Senhor com respeitosa humildade, empregando-os no bem de todos que é o bem de nós mesmos, enobrecendo o caminho humano e iluminando-o onde estivermos, na certeza de que o título é matrícula no trabalho da Humanidade e do próprio Deus, porquanto, no painel mais simples da senda cotidiana, recebe, o espírito encarnado, o título de homem como degrau primário de introdução à Cidadania Celeste. 
Livro: Linha Duzentos
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças