Quanto nos defrontarmos com
qualquer ocorrência menos feliz, onde o mal aparentemente domine a situação,
procuremos ver o bem que permanece vivo por traz do referido episódio,
esperando para também ser consolidado.
Muitos daqueles que já ouvimos
falar, através da história e que escreveram suas páginas de dominação,
hipocrisia, violência etc., quando em verdade foram trazidos ao campo das
provas, com o objetivo de crescimento interior e para ajudarem seus semelhantes
a removerem ou diminuírem suas dívidas com a Lei maior; fracassaram em suas
missões, pelo mau hábito de se fixarem nas trevas do egocentrismo, com o
esquecimento das obrigações que assumiram no plano espiritual no intuito de
percorrerem seus caminhos refazendo o que outrora desfizeram, construindo o que
anteriormente destruíram.
Dessa forma, antes de opinar
sobre esse ou aquele acontecimento, pensa que a sabedoria divina está atenta a
tudo e nada ocorre sem a permissão de Deus com o fito único de aperfeiçoamento
dos envolvidos em tais situações passageiras. Que dizer daquele que, a pretexto
de apagar um incêndio, atirasse combustível à fogueira?
“Nem todos conseguem, de
improviso, realizar feitos heroicos ou desfrutar encargos de grande elevação,
como sejam: apresentar uma vida sem erros; dirigir sabiamente a comunidade; ser
um gênio na sublimação da inteligência; conservar equilíbrio invulnerável, a
ponto de ser um modelo acabado de virtude; dispor de fortuna para garantir a
beneficência; ou manejar o poder para a felicidade geral.
Mas todos podemos, seja onde
for, dizer a boa palavra, esboçar o gesto de simpatia, estimular
a cooperação fraternal, abençoar com
a prece e
auxiliar pelo prazer de servir .
Em resumo, nem todos estamos
habilitados, de pronto, a desempenhar as funções da lâmpada perfeita do
Eterno Bem, cuja
luz remove as trevas do mal; entretanto, cada um de nós, onde esteja,
pode e deve ser um pequenino raio de amorou luz!”. (1)
Sempre, que as circunstâncias nos
colocarem no tribunal da observação, de algum quadro de sofrimento ou
desequilíbrio, deixemos que a pureza da fé positiva nos ventile a cabeça e,
certamente nos surpreenderemos com o novo aspecto que nos surgirá na mente,
propiciando-nos ensejo de visualizar uma melhor maneira para participar de
forma a ajudar positivamente, como e quanto for possível.
Se uma notícia inquietante chega
ao nosso conhecimento, descerremos as portas da alma à inspiração divina do
otimismo, e encontraremos logo a chave destinada à solução dos casos mais
aflitivos, pois os amigos do plano divino estarão junto de nós para
socorre-nos; se um amigo nos impõe decepções e pesares, recordemos que o doente
é quem precisa de médico, como nos asseverou Jesus, e procuremos uma forma de
lhe ser útil, ajudando-o a reduzir sua enfermidade ou até suprimi-la e não lhes
pioremos as angústias que o atormentam com frases sombrias ou agressivas.
Importante lembrar que,
pessimismo e azedume só sevem para transformar pequeninos contratempos em
grandes tragédias. Não progrediremos nem nos aperfeiçoaremos sem o contato
social, que nos impõe o convívio com nossos semelhantes tão necessitados de
compreensão quanto nós próprios.
Precisamos entender que não só
precisamos saber viver, mas também saber conviver. No mecanismo das relações
humanas, necessitamos todos do óleo da paciência e do auxílio, pois o
aprendizado evolutivo não dispensa o aprendiz do trabalho da análise cuidadosa
e honesta dos acontecimentos à sua volta.
Assim sendo, se já despertamos
para as responsabilidades que temos de construir e elevar, é prudente aprender
a ver, e raciocinar positivamente na construção do bem comum, e o Senhor nos
permitirá identificar o mal, não para que analisemos sob a ótica do pessimismo
ou da revolta usando as mesmas armas do homem velho, e sim para que colaboremos
com ele na eliminação das sombras, em benefício da luz.
Bibliografia
1 – Xavier, Francisco Cândido,
pelo Espírito Albino Teixeira – livro: Aulas da Vida, Cap. Na Seara de Luz.
Francisco Rebouças
