Emmanuel
" Porque qualquer
que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á, mas qualquer que perder a sua vida
por amor de mim e do Evangelho, esse se salvará". - Jesus ( Marcos: 8 - 35
)
Para que possamos
entender a grandeza oculta do ensinamento do Cristo é imprescindível
considerações especiais no círculo de nossa própria individualidade.
Já pensaste
relativamente à propriedade legítima da vida?
Pertencer-te-ão, de
fato, os patrimônios materiais, as paisagens exteriores, o teu próprio corpo?
Sabes que não.
O homem esclarecido
está certo da transitoriedade do quadro em que se movimenta nos caminhos do
mundo, reconhecendo a si mesmo como usufrutuário na Casa de Deus.
Nem mesmo o invólucro
carnal lhe pertence em sentido absoluto.
Jesus, portanto, não
aludia à Vida Universal, criação do Pai Eterno, mas à vida estreita de
expressões caprichosas que o homem egoísta inventou a si próprio, na Terra.
Tanto assim, que o
Mestre se refere à Sua Vida e não à nossa vida.
Enquanto a criatura deseje
salvar caprichos criminosos, perderá a oportunidade de elevar-se aos domínios
da Sublimação Espiritual.
Quase sempre edificamos
criações menos dignas no processo evolutivo e erigimos barreiras entre nós e a
Inspiração Superior.
A Mensagem Divina flui
incessantemente para os nossos corações, mas numerosos companheiros estão
procurando defender certas construções indesejáveis nos caminhos da viciação,
do dinheiro, da sexualidade.
Todavia, enquanto
perdure semelhante atitude mental, é impossível que o Homem se identifique com
a Plenitude da Vida Eterna.
Estará comprando
objetos materiais e vendendo-os nos mercados inferiores, amarrando o coração
para desamarrá-lo depois, em grandes padecimentos na esfera das afeições
desviadas.
Aguilhoado às ilusões
venenosas onde se compraz em viver temporariamente, é um seixo arestoso nas
estradas terrestres, mas quando delibera afeiçoar-se à Consciência
Universalista de Jesus, o Homem é a Estrela que conquistou as Vastidões do Céu.
Livro: Harmonização
Chico Xavier/Emmanuel
Francisco Rebouças