Solidarity Spiritist Societ

terça-feira, 30 de setembro de 2014

IMPORTÂNCIA

Emmanuel
 
Na vida, não vale tanto o que temos, nem tanto importa o que somos.
Vale o que realizamos com aquilo que possuímos e, acima de tudo, importa o que fazemos de nós.
 
Livro: Caminhos
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças
 
 

MÚSICA

Deixa que o teu coração voe, além do horizonte, nas asas da música sublime que verte do Céu a Terra, a fim de conduzir-nos da Terra ao Céu...
Ouvem-lhe os poemas de eterna beleza, em cuja exaltação da harmonia tudo é gloriosa ascensão.
Nesse arrebatamento às Esferas do Sem Fim, o silêncio será criação excelsa em tua alma, a lágrima ser-te-á soberana alegria e a dor será teu cântico.
Escuta e segue na flama do pensamento que transpõe a rota dos mundos, associando tuas preces de jubilosa esperança às cintilações das estrelas!...
Não te detenhas.
Cede à cariciosa influência da melodia que te impele à distância da sombra, para que a luz te purifique, pois a música que te eleva a emoção e te descerra a grandeza da vida significa, entre os homens, a mensagem permanente de Deus. 
Livro: Trilha de Luz
Chico Xavier/Emmanuel 
Francisco Rebouças

Conferência Espírírita em Caldas da Rainha

AUTO PERDÃO E AUTO ESTIMA
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Na sexta-feira, dia 03 de outubro de 2014, às 21H00, irá decorrer uma conferência espírita subordinada ao tema AUTO PERDÃO E AUTO ESTIMA.

Nesta palestra irá fazer-se uma breve abordagem aos conceitos de culpa, perdão, auto perdão e auto estima (o que estes conceitos podem representar na nossa história de vida; que marcas do passado). No presente o que podemos fazer por nós, que se pode repercutir nos outros e no mundo.

Esta palestra terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.

As entradas são livres e gratuitas.
 
 
 
Francisco Rebouças

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

É na mente que se iniciam os planos de ação.

Não dês os teus espaços mentais para os pensamentos vulgares.

   Preenche todas as brechas com ideias de edificação, da ação do bem, da felicidade própria e alheia.

   É na mente que se iniciam os planos de ação.

   A mente ociosa cria imagens infelizes que se corporificam com alto poder de destruição, consumindo quem os elabora e atingindo as outras pessoas.

   Luta com vontade para que a "hora vazia" não se preencha de lixo mental tornando-te infeliz ou vulgar.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis
Francisco Reboucas

ENERGIA E BRANDURA

Emmanuel

No caminho da vida, há que se aprender com a própria vida.

Na marcha do dia-a-dia, urge harmonizar as manifestações de nossas qualidades com o espírito de proporção e proveito, a fim de que o extremismo não nos imponha acidentes, no trânsito de nossas tarefas e relações.

Energia na fé; não demais que tombe em fanatismo.

Brandura na bondade; não demais que entremostre relaxamento.

Energia na convicção; não demais que se transforme em teimosia.

Brandura na humildade; não demais que degenere em servilismo.

Energia na justiça; não demais que seja crueldade.

Brandura na gentileza; não demais que denuncie bajulação.

Energia na sinceridade; não demais que descambe no desrespeito.

Brandura na paz; não demais que se acomode em preguiça.

Energia na coragem; não demais que se faça temeridade.

Brandura na prudência; não demais que se recolha ao comodismo.

No caminho da vida, há que se aprender com a própria vida.

Vejamos o carro moderno nas viagens de hoje: nem passo a passo, porque isso seria ignorar o progresso, diante do motor, e nem velocidade além dos limites justos, o que seria abusar do motor para descer ao desastre e à morte prematura.

Em tudo equilíbrio, porque, se tivermos equilíbrio, asseguraremos, em toda parte e em qualquer tempo, a presença da caridade e da paciência, em nós mesmos, as duas guardiãs capazes de garantir-nos trajeto seguro e chegada feliz. 

Livro: Centelhas
Chico Xavier/Emmanuel 

Francisco Rebouças

domingo, 28 de setembro de 2014

A lenda do dinheiro


Conta-se que, no princípio do mundo, o Senhor entrou em dificuldades no desenvolvi­mento da obra terrestre, porque os homens se entregaram a excessivo repouso.

Ninguém se animava a trabalhar. Terra solta amontoava-se aqui e ali. Mine­rais variados estendiam-se ao léu. Águas estag­nadas apareciam em toda parte.

O Divino Organizador pretendia erguer la­res e templos, educandários e abrigos diversos, mas... com que braços?

Os homens e as mulheres da Terra, convi­dados ao suor da edificação por amor, respon­diam: — “para quê ?“ E comiam frutos silves­tres, perseguiam animais para devorá-los e dor­miam sob as grandes árvores.

Após refletir muito, o Celeste Governador criou o dinheiro, adivinhando que as criaturas, presas da ignorância, se não sabiam agir por amor, operariam por ambição.

E assim aconteceu.

Tão logo surgiu o dinheiro, a comunidade fragmentou-se em pequenas e grandes facções, incentivando-se a produção de benefícios gerais e de valores imaginativos.

Apareceram candidatos a toda espécie de serviços.

O primeiro deles pediu ao Senhor permissão para fundar uma grande olaria. Outro requeveu meios de pesquisar os minérios pesados, de ma­neira a transformá-los em utensílios. Certo trabalhador suplicou recursos para aproveitamento de grandes áreas na exploração de cereais. Outro, ainda, implorou empréstimo para produzir fios, de modo a colaborar no aperfeiçoamento do ves­tuário. Servidores de várias procedências vieram e solicitaram auxílio financeiro destinado à cria­ção de remédios.

O Senhor a todos atendeu com alegria.

Em breve, olarias e lavouras, teares rústicos e oficinas rudimentares se improvisaram aqui e acolá, desenvolvendo progresso amplo na inteli­gência e nas coisas.

Os homens, ansiosamente procurando o di­nheiro, a fim de se tornarem mais destacados e poderosos entre si, tràbalhavam sem descanso, produzindo tijolos, instrumentos agrícolas, máquinas, fios, óleos, alimento abundante, agasalho, calçados e inúmeras invenções de conforto, e, assim, a terra menos proveitosa foi removida, as pedras aproveitadas e os rios canalizados convenientemente para a irrigação; os frutos foram guardados em conserva preciosa; estradas foram traçadas de norte a sul, de leste a oeste e as águas receberam as primeiras embarcações.

Toda gente perseguia o dinheiro e guerrea­va pela posse dele.

Vendo, então, o Senhor que os homens pro­duziam vantagens e prosperidade, no anseio de posse, considerou, satisfeito:

     - Meus filhos da Terra não puderam servir por amor, em vista da deficiência que, por en­quanto, lhes assinala a posição; todavia, o di­nheiro estabelera benéficas competições entre eles, em benefício da obra geral. Reterão provi­soriamente os recursos que me pertencem e, com a sensação da propriedade, improvisarão todos os produtos e materiais de que o aprimoramento do mundo necessita. Esta é a minha Lei de Empréstimo que permanecerá assentada no Céu. Cederei possibilidades a quantos mo pedirem, de acordo com as exigências do aproveitamento co­mum; todavia, cada beneficiário apresentar-me-ácontas do que houver despendido, porque a Morte conduzi-los-á, um a um, à minha presença. Este decreto divino funcionará para cada pessoa, em particular, até que meus filhos, individualmente, aprendam a servir por amor à felicidade geral, livres do grilhão que a posse institui.

        Desde então, a maioria das criaturas passou a trabalhar por dedicação ao dinheiro, que é de propriedade exclusiva do Senhor, da aplicação do qual cada homem e cada mulher prestarão contas a Ele mais tarde.

 

Livro: Alvorada Cristã

Chico Xavier/Neio Lúcio

 

Francisco Rebouças

sábado, 27 de setembro de 2014

Educa

“Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”  Paulo. (1ª  Epístola aos Coríntios, 3:16.)

Na semente minúscula reside o germe do tronco benfeitor.

No coração da terra há melodias da fonte.

No bloco de pedra há obras-primas de estatuária.

Entretanto, o pomar reclama esforço ativo. A corrente cristalina pede aquedutos para transportar-se incontaminada.

A joia de escultura pede milagres do buril. Também o Espírito traz consigo o gene da Divindade.

Deus está em nós, quanto estamos em Deus.

Mas, para que a luz divina se destaque da treva humana, é necessário que os processos educativos da vida nos trabalhem no empedrado caminho dos milênios.
Somente o coração enobrecido no grande entendimento pode vazar o heroísmo santificante.
Apenas o cérebro cultivado pode produzir iluminadas formas de pensamento.
Só a grandeza espiritual consegue gerar a palavra equilibrada, o verbo sublime e a voz balsamizante.
Interpretemos a dor e o trabalho por artistas celestes de nosso acrisolamento.
Educa e transformarás a irracionalidade em inteligência, a inteligência em humanidade e a humanidade em angelitude.
Educa e edificarás o paraíso na Terra. Se sabemos que o Senhor habita em nós, aperfeiçoemos a nossa vida, a fim de manifestá-lo. 
Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Estudando o Espiritismo - L.E.

506. Na vida espírita, reconheceremos o Espírito nosso protetor?
“Decerto, pois não é raro que o tenhais conhecido antes de encarnardes.”

507. Pertencem todos os Espíritos protetores à classe dos Espíritos elevados?

Podem contar-se entre os de classe média? Um pai, por exemplo, pode tornar-se o Espírito protetor de seu filho?

“Pode, mas a proteção pressupõe certo grau de elevação e um poder ou uma virtude a mais, concedidos por Deus. O pai, que protege seu filho, também pode ser assistido por um Espírito mais elevado.”

508. Os Espíritos que se achavam em boas condições ao deixarem a Terra, sempre podem proteger os que lhes são caros e que lhes sobrevivem?

“Mais ou menos restrito é o poder de que desfrutam. A situação em que se encontram nem sempre lhes permite inteira liberdade de ação.”
 
509. Quando em estado de selvageria ou de inferioridade moral, têm os homens, igualmente, seus Espíritos protetores? E, assim sendo, esses Espíritos são de ordem tão elevada quanto a dos Espíritos protetores de homens muito adiantados?
 
“Todo homem tem um Espírito que por ele vela, mas as missões são relativas ao fim que visam. Não dais a uma criança, que está aprendendo a ler, um professor de filosofia. O progresso dos Espírito familiar guarda relação com o do Espírito protegido. Tendo um Espírito que vela por vós, podeis tornar-vos, a vosso turno, o protetor de outro que vos seja inferior e os progressos que este realize, com o auxílio que lhe dispensardes, contribuirão para o vosso adiantamento. Deus não exige do Espírito mais do que comportem a sua natureza e o grau de elevação a que já chegou.”
 
Fonte: Livro dos Espíritos – FEB, 76ª edição. 
Francisco Rebouças

SIRVAMOS


"Servindo de boa-vontade, como: sendo ao Senhor, e não aos homens...) - Paulo. EFÉSIOS, 6:7.
Se legislas, mas não aplicas a Lei, segundo os desígnios do Senhor, que considera as necessidades de todos, caminhas entre perigosos abismos, cavados por tuas criações indébitas, sem recolheres os benefícios de tua gloriosa missão na ordem coletiva.
Se administras, mas não observas os interesses do Senhor, na estrada em que te movimentas na posição de mordomo da vida, sofres a ameaça de soterrar o coração em caprichos escuros, sem desfrutares as bênçãos da função que exerces no ministério público.
Se julgas os semelhantes e não te inspiras no Senhor, que conhece todas as particularidades e circunstâncias dos processos em trânsito nos tribunais, vives na probabilidade de cair, espetacularmente, na mesma senda a que se acolhem quantos precipitadamente aprecies, sem retirares, para teu proveito, os dons da sabedoria que a Justiça conserva em tua inteligência.
Se trabalhas na cor ou no mármore, no verbo ou na melodia, sem traduzires em tuas obras a correção, o amor e a luz do Senhor, guardas a tremenda responsabilidade de quem estabelece imagens delituosas para consumo da mente popular, perdendo, em vão, a glória que te enriquece os sentimentos.
Se foste chamado à obediência, na estruturação de utilidades para o mundo, sem o espírito de com- preensão com o Senhor, que ajudou as criaturas, amando-as até o sacrifício pessoal, vives entre os fantasmas da indisciplina e do desânimo, sem fixares em ti mesmo a claridade divina do talento que repousa em tuas mãos.
Amigo, a passagem pela Terra é aprendizado sublime.
O trabalho é sempre o instrutor do aperfeiçoamento.
Sirvamos sem prender-nos. Em todos os lugares do vale humano, há recursos de ação e aprimoramento para quem deseja seguir adiante.
Sirvamos, em qualquer parte, de boa-vontade, como sendo ao Senhor e não às criaturas, e o Senhor nos conduzirá para os cimos da vida.

Livro: Fonte Viva
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Mas ser bom com quem é não é vantagem.


QUANTAS vezes queremos ser bons e amáveis, e vemos destruídos nossos propósitos de virtude.

Mas ser bom com quem é não é vantagem.

O heroísmo consiste, justamente, em ser bom com quem é mau.

Em permanecer calmo diante das pessoas irritantes.

Em ser generoso com as pessoas egoístas.

Procure chegar a esse ponto e demonstre, com o exemplo, que você sabe ser bom.

Livro: Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino





Francisco Rebouças

Aconselhar

“Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o.” - Paulo – Tito: - 3-10. 

O ato de aconselhar tem a sua época própria, à maneira de todas as cousas.

Muitos aprendizes costumam esquecer que se encontram no mundo em serviço de retificação do pretérito e de auto iluminação, estacionando em falsos caminhos.

Insistentemente consultados, não percebem a trama sutil que lhes detém os passos e, quando não regressam à vigilância, vão olvidando inconscientemente a si mesmos.

A preguiça sempre se orgulhou de encontrar uma advogada na complacência fácil.

E conferindo-lhe posição de superioridade, nela se apoia para a dilatação de todos os erros.

A primeira deseja uma companhia para os maus caminhos; a segunda aprova, em vista da falsa situação de destaque em que foi colocada.

Daí o veneno sutil da ociosidade que sempre busca os conselhos de sua mentora, para fazer, em seguida, às ocultas, que bem entende, voltando sempre a se aconselhar novamente.

Reportando-nos ao ensinamento de Paulo, não queremos fizer que a rebeldia ou a ignorância devam ser sumariamente condenadas, quando a própria heresia, tem, por vezes, a sua tarefa.

Elas merecem uma ou outra admoestação, devem ser credoras de nossa atividade fraternal, mas passado o tempo em que nosso concurso era suscetível de lhes restaurar as estradas, não será justo dar-lhes força para a irreflexão.

Temos, igualmente, o nosso roteiro e as nossas experiências.

Estacionar com elas na falsa atitude de conselheiros seria desempenhar o papel da complacência frente à ociosidade criminosa. 

Livro: Levantar e Seguir
Chico Xavier/Emmanuel 

Francisco Rebouças

Dificuldades e Problemas


Não admita possa alguém construir algo de bom sem dificuldade.
Pense nos problemas que uma simples semente deve encontrar a fim de germinar para servir.
Indique uma pessoa capaz de se manter na onda do êxito sem sofrer obstáculos.
Muitas vezes, é na prestação de algum serviço incômodo que você vai achar os melhores ingredientes para solução de seus problemas.
Não ore por vida fácil.
Roguemos a Deus ombros fortes, não só para carregar o bendito fardo das obrigações que nos competem, como também para sermos mais úteis.
Cada coração pode ser um manancial de bênção.
 
Livro: Endereço de Paz
Chico Xavier/André Luiz
 
Francisco Rebouças
 

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

ANTE O PRÓXIMO

Maria Dolores
 
... E quem é o meu próximo? - indaguei
Ao coração da vida
E o coração da vida obedecendo a Lei
Respondeu com voz clara e decidida:
Olha em redor de ti, onde o dever te leve
Do espaço livre e amplo à senda estreita e breve.

Fita em teu próprio lar:
É teu pai, tua mãe, teu irmão, teu parente,
E mais alguém do Grupo familiar,
É o vizinho piedoso e intransigente,
É o mendigo a esmolar que te visita a porta,
O amigo suscetível de amparar-te
É aquele que padece
Privação ou problema em qualquer parte.

É aquele que te esquece
E o outro que te humilha,
A esconder-se no ouro em que se alteia e brilha
Para depois cair quando se desilude.
É aquele que se faz bandeira da virtude,
E o outro que te apóia ou te faz concessões.
É aquele que te furta o lugar e o direito
Alimentando a sombra do despeito
Sem que te saiba ver as intenções.
É a mulher que te guia para o bem
E a outra que atravessa as áreas de ninguém
Avinagrando corações...
O próximo, afinal, seja onde for,
Será sempre a criatura
Que te busca onde estás
Procurando por ti o socorro da paz,
Rogando-te bondade, amparo e compreensão
Amizade e calor
Dando-te o nobre ensejo,
De seguir para a luz na presença do amor.

E posso sem o próximo viver? - perguntei comovida
E disse novamente o coração da vida:
Acende sem cessar a luz do Bem,
Trabalha, serve, crê, chora, sofre e auxilia...
Sem o próximo em tua companhia
Nunca será alguém.

Livro: Estradas e Destinos
Chico Xavier/Espíritos Diversos

Francisco Rebouças



DEVER E CARIDADE

Emmanuel

Partilhar o conteúdo de nossa bolsa com o irmão necessitado é dever, mas dar-lhe trabalho digno, sem afetação de superioridade e sem exigência, para que ele se faça um servidor da vida tão digno quanto nós é caridade.

Dar o pano o que sobra em nosso guarda-roupa é dever, mas vestir o próximo de novas ideias, através dos nossos bons exemplos é caridade.

Praticar a generosidade com os nossos amigos e afeiçoados é dever, mas exercer a gentileza e a tolerância com os adversários de nossos pontos de vista é caridade.

Ceder o pão que excede em nossa mesa é dever, mas fazer de nossa existência um estimulo incessante ao bem para quantos nos rodeiam é caridade.

Praticar a benemerência e a delicadeza, por intermédio de mensageiros da nossa amizade aos nossos irmãos que necessitam e sofrem é dever, mas, seguir ao encontro dos nossos companheiros de luta, com o nosso esforço pessoal na plantação da alegria ou do reconforto é caridade.

Criar planos de serviço para quem nos acompanha no roteiro de cada dia é dever, mas, trabalhar nós mesmos com o nosso suor e com as nossas mãos é caridade.

Não nos contentemos com o ensinar o bem.
Isso é simples obrigação de nossa inteligência.
Façamos o bem cada instante e em cada passo de nosso caminho, porque, desse modo, estaremos realmente assinalados como discípulos do Benfeitor Divino que, por devotar-se à caridade, foi sentenciado à flagelação e à cruz, nas quais consagrou o amor como norma de felicidade e ressurreição para a

Humanidade inteira.

Livro: Luz no Caminho
Chico Xavier/Emmanuel
 

Francisco Rebouças

MINHA MÃEZINHA

João de Deus

Tenho em casa uma pessoa
De lábios e mãos de arminho,
Que me abraça de mansinho,
Que me beija e me abençoa.

 Se erro, ajuda e perdoa,
Se choro, traz-me carinho,
É o anjo do meu caminho,
Humilde, serena e boa.

 Se há riso e festa na rua,
Junto de mim, continua
Sempre terna, sempre minha...

Meu coração conta ao vê-la.
Mais bonita que uma estrela.
Essa pessoa é Mãezinha.
 
Livro: Bênçãos de Amor
Chico Xavier/Espíritos Diversos
 Francisco Rebouças

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

A FIGURA DE COMUNICAÇÃO DE FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER

Arthur da Távola

Independentemente de qualquer posição pessoal, crença ou convicção, a figura de comunicação de Francisco Cândido Xavier percorre décadas da vida brasileira operando um fenômeno (refiro-me à comunicação terrena mesmo) de validade única, peculiar, originalíssima. Não vou, portanto, por falta de autoridade para tal, analisa-lo do ângulo religioso e, sim, as relações de sua figura de comunicação com o público. 

Com todos os significantes necessários a já ter desaparecido ou ter-se isolado como um fenômeno passageiro, a figura de comunicação de Francisco Cândido Xavier, no entanto, ganha um significado profundo, duradouro, acima e além de paixões religiosas, doutrinas cientificas ou interpretações metafísicas. 

A inexistência de um tipo físico favorecedor, funciona como outro curioso paradoxo a emergir da figura de comunicação de Chico Xavier. 

Aquele homem de fala mansa, peruca, acentuado estrabismo, pessoa de humildade e tolerância, não configura o tipo físico idealizado do líder religioso, do chefe de seita, do místico impressionante. 

A clássica barba dos místicos, ou a cabeleira descuidada, ou o olhar penetrante e agudo dos líderes, inexistem no visual de Chico Xavier. 

Acrescente-se a inexistência, em seu modo de vestir, de qualquer originalidade ou definição de estilo próprio, ainda que contestador dos estilos formais e burgueses. 

Não tem, portanto, Chico Xavier, nos aspectos externos e formais de sua figura de comunicação, nenhum dos elementos habitualmente consagrados como funcionais, ou impressionantes dos aspectos externos do grande público, elementos de comunicação incorporados consciente ou inconscientemente por figuras importantes nas religiões. 

Até a figura do Papa, líder de uma comunidade religiosa, é envolta em pompa e festa, estratégia visual destinada à maior pregnância de sua mensagem e à definição de sua posição como símbolo. 

Nem mesmo a mais decidida modéstia e humildade pessoal de vários papas são suficientes para que a figura papal se desvista da pompa e simbologia relativas ao reinado que representa.

Até nas religiões orientais, menos pomposas, as figuras líderes são cercadas da visão carismática do líder. 

Francisco Cândido Xavier, porém, representa uma espécie de antítese vitoriosa da figura carismática. 

Não tem, do ponto de vista externo ou visual, nenhum elemento característico. 

Até ao contrário.  

Pessoalmente, é anticarisma. 

Funciona como símbolo de negação de qualquer pompa ou formalidade, um retorno talvez à pureza primitiva dos movimentos religiosos.

E, no entanto, emerge da figura dele uma das mais poderosas forças de identificação da vida brasileira. 

Ele é uma espécie de líder desvalido dos desvalidos, dos carentes, dos sofredores, dos não onipotentes, dos despretensiosos, dos modestos, dos dispostos a perder para ganhar. 

Curiosamente, tal posição é conquistada naturalmente e sem qualquer traço político direto de tomada de posição ao lado dos fracos, num século em que a revolução social aparece como a tônica e como a grande aglutinadora dos movimentos humanos, inclusive os religiosos. 

Sem qualquer formulação política, sem qualquer mensagem diretamente relacionada com a exploração do homem, sem qualquer revolta direta e institucionalizada contra a miséria ou a injustiça, Francisco Cândido Xavier emerge com a força do perdão, da tolerância, da fraternidade real, da fraqueza forte da fé, da humildade e do despojamento erigidos como regra de vida, como trabalho efetivo da caridade; da não violência em qualquer de suas manifestações, mesmo as disfarçadas em poder, glória, sincretismo, hermetismo, iniciação, poder temporal ou promessa de Vida Eterna. 

A figura de comunicação de Francisco Cândido Xavier emerge, portanto, de uma relação profunda e misteriosa com um certo modo de sentir do homem brasileiro, relação esta ainda insuficientemente estudada ou conhecida até mesmo pelos que a vivem, comandam ou exercem. 

Até mesmo para ele, Francisco, deve haver muita coisa envolta em mistério, um mistério que os seguidores dele tenta definir e enche-se de explicações científicas, religiosas, ou religiosizantes, psicólogas, parapsicológicas ou parapsicologizantes. 

Para tal contribui, além do aspecto misterioso da psicografia e da relação com os que morreram, a igualmente misteriosa aura de paz e pacificação que domina os que com ele se relacionam pessoalmente ou via meios de comunicação, na relação cuidada e cautelosa, equilibrada e pouco frequente por ele mantida com a Televisão, na qual aparece muito pouco, uma vez por ano no máximo e sempre para grandes públicos. 

Além da aura de paz e pacificação que parte dele, há outro elemento poderoso a explicar o fascínio e a durabilidade da impressionante figura de comunicação de Francisco Cândido Xavier: a grande seriedade pessoal do médium, a dedicação integral de sua vida aos que sofrem e o desinteresse material absoluto. 

A canalização de todo o dinheiro levantado em direitos autorais para as variadíssimas atividades assistenciais espíritas dá ao Chico Xavier uma autoridade moral – tanto maior porque não reivindicada por ele – que o coloca entre os grandes líderes religiosos do nosso tempo.

Quem se aproximar da atividade real de assistência material e espiritual da comunidade espiritualista brasileira, verificará que ela é íntegra e heróica, tal e qual o que há e sempre houve de melhor em assistência de religiões como a Católica e Protestante (entre nós), prodígios de dedicação, silêncio e humildade que justificam as vidas dos que dela participam. 

SÍNTESE FINAL:

A integridade pessoal;

A íntima relação de seus seguidores;

A ausência completa de significantes externos;

O contato com o mistério;

A ausência de qualquer forma de violência em sua figura e pregação;

A nenhuma subordinação a hierarquias aprisionantes;

A discrição pessoal;

A nenhuma procura de poder político, temporal ou econômico para o desempenho da própria missão;

As forças originais da organização interna do seu movimento, sem personalismos ou autoritarismos – tudo isso geral uma figura de comunicação de alta força, mistério, empatia e grandeza moral, principalmente se considerarmos que enfrentou e ultrapassou tempos diferentes do atual (no qual o ecumenismo felizmente impôs-se).

Antes, manifestações como as dele eram removidas como bruxaria ou perigosas, ou bárbaras ou alucinantes quaisquer manifestações místico-religiosas diferentes ou discrepantes da religião da classe dominante.

(O Globo, 26.05.1980 – Transcrito do Jornal “Lavoura e Comércio” de Uberaba, Minas, do dia 04 de junho de 1980).
 

Livro: Novo Mundo
Chico Xavier/Emmanuel 

Francisco Rebouças

ACONSELHAR


“Ao homem herege, depois de uma e outra admoestação, evita-o.” - Paulo – Tito: - 3-10
 
O ato de aconselhar tem a sua época própria, à maneira de todas as cousas. 

Muitos aprendizes costumam esquecer que se encontram no mundo em serviço de retificação do pretérito e de auto iluminação, estacionando em falsos caminhos.

Insistentemente consultados, não percebem a trama sutil que lhes detém os passos e, quando não regressam à vigilância, vão olvidando inconscientemente a si mesmos.

A preguiça sempre se orgulhou de encontrar uma advogada na complacência fácil.

E conferindo-lhe posição de superioridade, nela se apoia para a dilatação de todos os erros.

A primeira deseja uma companhia para os maus caminhos; a segunda aprova, em vista da falsa situação de destaque em que foi colocada.

Daí o veneno sutil da ociosidade que sempre busca os conselhos de sua mentora, para fazer, em seguida, às ocultas, que bem entende, voltando sempre a se aconselhar novamente.

Reportando-nos ao ensinamento de Paulo, não queremos fizer que a rebeldia ou a ignorância devam ser sumariamente condenadas, quando a própria heresia, tem, por vezes, a sua tarefa.

Elas merecem uma ou outra admoestação, devem ser credoras de nossa atividade fraternal, mas passado o tempo em que nosso concurso era suscetível de lhes restaurar as estradas, não será justo dar-lhes força para a irreflexão.

Temos, igualmente, o nosso roteiro e as nossas experiências.

Estacionar com elas na falsa atitude de conselheiros seria desempenhar o papel da complacência frente à ociosidade criminosa.
Livro: Levantar e Seguir

Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

Conferência Espírita em Caldas da Rainha

ESPIRITISMO NO BRASIL: UMA HISTÓRIA PORTUGUESA, PARTE II     
   
Na sexta-feira, dia 26 de setembro de 2014, às 21H00, irá decorrer uma conferência espírita subordinada ao tema ESPIRITISMO NO BRASIL: UMA HISTÓRIA PORTUGUESA, PARTE II.

Nesta palestra continuarão a ser apresentadas as histórias de portugueses que ao longo do tempo colaboraram para a divulgação do espiritismo no Brasil.

Esta palestra terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.

As entradas são livres e gratuitas.
 
 
Francisco Rebouças

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Lindos Casos de Chico Xavier


A LIÇÃO DO BILHAR
 

Num domingo em que estava de plantão no estabelecimento do qual é empregado, Chico levantara-se cedo e foi a pé para seu escritório.

Ao passar, às 7 horas da manhã, defronte de um bar, admirou-se por ver, tão cedo, um grupo de rapazes jogando bilhar.

Na hora do almoço, os mesmos rapazes jogavam bilhar..

De tarde, às 17 horas, veio para jantar, e, de volta, reparou que o mesmo grupo ali estava, no bar, carambolando.

Por fim, às 22 horas, ao regressar à casa, acabada sua tarefa, passou de novo pelo mesmo local e, surpreso, verificou que o mesmo conjunto de jovens ali estava ainda no mesmo entretenimento.

Exclamou consigo mesmo: — Meu Deus, será possível o que vejo? Tenho tanto trabalho, não me sobra tempo para perdê-lo. No entanto, esses moços atravessaram o dia inteiro em passatempo inútil...

De imediato, porém, ouviu a palavra de Emmanuel, a dizer-lhe:

O bilhar também é uma criação de Deus.

Detém os espíritos para que não sigam o caminho das trevas.
Enquanto estes jovens se divertem, não mentalizam crimes, não aumentam as próprias faltas e nem dão acesso aos pensamentos tene­brosos dos espíritos cristalizados na delinquência. Aprendamos, desse modo, a respeitar a Bondade de Deus.

Livro: Lindos Casos de Chico Xavier
Ramiro Gama

Francisco Rebouças

INSTANTE DOURADO


Meimei

... podes guardar a certeza de que, pela ocorrências do trabalho, Deus chegará em teu auxílio...

 

Quando a situação se te revele difícil e as forças te pareçam exaustas...

 

Quando a enfermidade se te instale nas energias, semelhante a uma sombra que não consegues extinguir...

 

Quando o desânimo te procure, sugerindo-te a desistência dos encargos que abraçaste...

 

Quando as dificuldades se multipliquem criando-te embaraços e lutas...

 

Quando as complicações surjam tamanhas que o abandono dos próprios encargos, se te afigure como sendo o caminho a seguir...

 

Então, haverás atingido o instante dourado para o testemunho de tua própria fé, porque servindo e agindo, em meio a cansaço e tribulação, podes guardar a certeza de que, pelas ocorrências do trabalho, Deus chegará em teu auxílio com o socorro imprevisto e com a inesperada luz.

 

Livro: Amizade

Chico Xavier/Meimei

 

Francisco Rebouças