No
caminho da vida, há que se aprender com a própria vida.
Na
marcha do dia-a-dia, urge harmonizar as manifestações de nossas qualidades com o
espírito de proporção e proveito, a fim de que o extremismo não nos imponha
acidentes, no trânsito
de nossas tarefas e relações.
Energia
na fé; não demais que tombe em fanatismo.
Brandura
na bondade; não demais que entremostre relaxamento.
Energia
na convicção; não demais que se transforme em teimosia.
Brandura
na humildade; não demais que degenere em servilismo.
Energia
na justiça; não demais que seja crueldade.
Brandura
na gentileza; não demais que denuncie bajulação.
Energia
na sinceridade; não demais que descambe no desrespeito.
Brandura
na paz; não demais que se acomode em preguiça.
Energia
na coragem; não demais que se faça temeridade.
Brandura
na prudência; não demais que se recolha ao comodismo.
No
caminho da vida, há que se aprender com a própria vida.
Vejamos
o carro moderno nas viagens de hoje: nem passo a passo, porque isso seria ignorar
o progresso, diante do motor, e nem velocidade além dos limites justos, o que
seria abusar do motor para descer ao desastre e à morte prematura.
Em
tudo equilíbrio, porque, se tivermos equilíbrio, asseguraremos, em toda parte e
em qualquer tempo, a presença da caridade e da paciência, em nós mesmos, as
duas guardiãs capazes de garantir-nos trajeto seguro e chegada feliz.
Livro:
Centelhas
Chico
Xavier/Emmanuel
Francisco
Rebouças