506. Na vida
espírita, reconheceremos o Espírito nosso protetor?
“Decerto, pois não é raro que o tenhais conhecido antes de
encarnardes.”
507. Pertencem
todos os Espíritos protetores à classe dos Espíritos elevados?
Podem contar-se entre os de classe média? Um pai, por
exemplo, pode tornar-se o Espírito protetor de seu filho?
“Pode, mas a proteção pressupõe certo grau de elevação e um
poder ou uma virtude a mais, concedidos por Deus. O pai, que protege seu filho,
também pode ser assistido por um Espírito mais elevado.”
508. Os
Espíritos que se achavam em boas condições ao deixarem a Terra, sempre podem
proteger os que lhes são caros e que lhes sobrevivem?
“Mais ou menos restrito é o poder de que desfrutam. A
situação em que se encontram nem sempre lhes permite inteira liberdade de ação.”
“Todo homem tem um Espírito que por ele vela, mas as missões
são relativas ao fim que visam. Não dais a uma criança, que está aprendendo a
ler, um professor de filosofia. O progresso dos Espírito familiar guarda
relação com o do Espírito protegido. Tendo um Espírito que vela por vós, podeis
tornar-vos, a vosso turno, o protetor de outro que vos seja inferior e os
progressos que este realize, com o auxílio que lhe dispensardes, contribuirão para
o vosso adiantamento. Deus não exige do Espírito mais do que comportem a sua natureza
e o grau de elevação a que já chegou.”
Fonte: Livro dos
Espíritos – FEB, 76ª edição.
Francisco Rebouças
