Solidarity Spiritist Societ

terça-feira, 25 de junho de 2013

Reconhecimento? Não conte com isso!

 
Foi Jesus, com todo o seu conhecimento sobre o ser humano, quem nos afirmou categoricamente: “ninguém é profeta em sua terra”. Deixando, bem claro, que não deveríamos esperar reconhecimento por qualquer tipo de realização que por ventura fossemos capazes de empreender em nossa comunidade, seja ela, familiar, social, religiosa etc., pois, nem mesmo ele, como enviado do Pai, conseguiu a compreensão e o reconhecimento de sua sublime missão sequer em sua própria família consangüínea.
 
É, dessa forma, muito comum entre nós, espíritas, essa constatação; pois, por mais que alguém procure mostrar que de alguma forma está bem melhor do que anteriormente em relação ás suas atitudes para com seu semelhante, ou em relação ao seu nível de conhecimento dos postulados espíritas, ou em outro ponto de vista qualquer, ainda assim, não deve contar com o reconhecimento dos que os conhecem das suas vivências anteriores, pois, que o terão sempre por incapaz de qualquer realização de caráter superior.
 
Por mais que seja notório seu aprimoramento e crescimento no aspecto intelectual, moral, e particularmente no campo religioso, muito dificilmente logrará convencer aqueles de sua convivência mais íntima, no seio da família ou da sua comunidade, dos progressos que haja alcançado.
 
Não foi por outra razão, que Jesus nosso Modelo e Guia nos alertou para que não nos deixássemos levar por essa situação, e continuássemos a nos ocupar apenas com nosso progresso moral, sem preocupação com o reconhecimento alheio sobre nossa melhoria e crescimento, principalmente entre os nossos afeiçoados, conforme consta do seu evangelho e que transcrevemos a seguir:
 
“Tendo vindo à sua terra natal, instruía-os nas sinagogas, de sorte que, tomados de espanto, diziam: Donde lhe vieram essa sabedoria e esses milagres? – Não é o filho daquele carpinteiro? Não se chama Maria, sua mãe, e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? Suas irmãs não se acham todas entre nós? Donde então lhe vêm todas essas coisas? - E assim faziam dele objeto de escândalo. Mas, Jesus lhes disse: Um profeta só não é honrado em sua terra e na sua casa. - E não fez lá muitos milagres devido à incredulidade deles. (S. Mateus, cap. XIII, vv. 54-58)”. ¹
 
 
“(...) O princípio de tal verdade reside numa conseqüência natural da fraqueza humana e pode explicar-se deste modo:
O hábito de se verem desde a infância, em todas as circunstâncias ordinárias da vida, estabelece entre os homens uma espécie de igualdade material que, muitas vezes, faz que a maioria deles se negue a reconhecer superioridade moral num de quem foram companheiros ou comensais, que saiu do mesmo meio que eles e cujas primeiras fraquezas todos testemunharam. Sofre-lhes o orgulho com o terem de reconhecer o ascendente do outro. Quem quer que se eleve acima do nível comum está sempre em luta com o ciúme e a inveja. Os que se sentem incapazes de chegar à altura em que aquele se encontra esforçam-se para rebaixá-lo, por meio da difamação, da maledicência e da calúnia; tanto mais forte gritam, quanto menores se acham, crendo que se engrandecem e o eclipsam pelo arruído que promovem. Tal foi e será a História da Humanidade, enquanto os homens não houverem compreendido a sua natureza espiritual e alargado seu horizonte moral. Por aí se vê que semelhante preconceito é próprio dos espíritos acanhados e vulgares, que tomam suas personalidades por ponto de aferição de tudo (...)”. O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. XIV.) ²
 
Inúmeras, são, as situações em que comprovamos essa verdade anunciada por Jesus em nosso dia-a-dia, e verificamos que muito distantes ainda estamos do momento em que o reconhecimento da melhoria do nosso semelhante deixe de ser ignorada por nós, e dessa forma, não mais procurarmos enxergar somente a sua parte negativa, mas também, reconhecer a importância do seu esforço no trabalho de melhor.
 
Ainda não conseguimos valorizamos os gestos nobres do nosso companheiro de caminhada, que através de denodado esforço busca seu crescimento, em luta constante contra suas más inclinações; mas, não deixamos de criticá-lo quando comete um deslize qualquer, como se tivéssemos moral para condená-lo por proferir essa ou aquela palavra ou por cometer esse ou aquele ato impensado que qualquer criatura poderá cometer.
 
No entanto, ainda não somos capazes de elogiar os trabalhos bem executados em nossa casa espírita, principalmente se não fazemos parte dele, mas, não deixamos de proferir nossas observações contrárias quando não estamos de acordo com os mesmos; não temos uma palavra de incentivo para aquele que se dedica a esta ou àquela função de caridade em benefício nosso e do nosso próximo, mas, não deixamos de cobrá-lo se esquecer de executar qualquer de suas atribuições, não somos capaz de reconhecer os progressos realizados por esse ou aquele companheiro no entendimento e divulgação da mensagem espírita, mas, não perdoamos quando comete qualquer deslize doutrinário. 
 
Assim sendo, está mais que na hora de revertermos essa situação, que, antes de tudo, demonstra o quanto ainda somos mesquinhos, invejosos, ciumentos, pequenos em termos de moralidade, conforme nos esclarece o evangelho no texto acima citado, e, procurarmos incentivar e seguir o exemplo de todos esses irmãos que mesmo a custa de grande sacrifício e esforço individual, estão conseguindo logrando superar suas deficiências; e, em vez de fingirmos que não estamos notando seu progresso, procurar dentro de nossas possibilidades, seguir seus exemplos, e ainda, incentivar, e reconhecer a transformação que estão procedendo e alcançando.
 
Ouçamos, pois, o conselho do benfeitor Emmanuel que nos diz: “Esforcemo-nos por fazer o melhor ao nosso alcance, desde agora, e a perfeição ser-nos-á, um dia, preciosa fonte de bên­çãos, descortinando-nos luminoso porvir”. ³
 
Que o Mestre de Nazaré nos guarde em sua paz.
Bibliografia:
1) A Gênese, cap. XIII, vv. 54-58)”;
2) Kardec, Alan. O Evangelho segundo o Espiritismo – FEB 112ª edição – Cap. XVII;
3) Xavier, Francisco Cândido - livro: Nascer e Renascer, Cap. 16- ditado pelo Espírito Emmanuel.
Francisco Rebouças.

TEMPLO ESPÍRITA

 
À medida que se nos aclara o entendimento, nas realizações de caráter mediúnico, percebemos que as lides da desobsessão pedem o ambiente do templo espírita para se efetivarem com segurança.

Para compreender isso, recordemos que, se muitos doentes conseguem recuperar a saúde no clima doméstico, muitos outros reclamam o hospital.

Se no lar dispomos de agentes empíricos a benefício dos enfermos, numa casa de saúde encontramos toda uma coleção de instrumentos selecionados para a assistência pronta.

No templo espírita, os instrutores desencarnados conseguem localizar recursos avançados do plano espiritual para o socorro a obsidiados e obsessores, razão por que, tanto quanto nos seja possível, é aí, entre as paredes respeitáveis da nossa escola de fé viva, que nos cabe situar o ministério da desobsessão. Razoável, ainda, observar que os servidores de semelhante realização não podem assumir, sem prejuízo, compromissos para outras atividades medianímicas, antes ou depois do trabalho em que se comprometem a benefício dos sofredores desencarnados.
Livro: Desobsessão
Chico Xavier/Waldo Vieira
Espírito: André Luiz

Francisco Rebouças

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Conferência Espírita em Caldas da Rainha

 
adolescencia
Na sexta-feira, dia 28 de Junho de 2013, às 21H00, irá decorrer uma conferência espírita subordinada ao tema ADOLESCÊNCIA E VIDA.
Serão apresentados vários temas relacionados com a adolescência, tendo por base o livro com o mesmo nome do espirito Joanna de Ângelis e psicografado por Divaldo Franco.
Esta palestra terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.
As entradas são livres e gratuitas.
 
 
FRANCISCO REBOUÇAS

Desencarnação

 
Prezados amigos, cumpre-nos o dever de comunicar a desencarnação do nosso querido NORBERTO HERDY BOECHAT, SÓCIO FUNDADOR DA U.M.E.N.
 
O Sepultamento está previsto para as 16:00h de hoje, no semitério Parque da Colina, em Niterói/RJ.
 
Norberto nos deixa o feliz exemplo do trabalhador que servia a seu Mestre com prazer, e demonstrava isso em suas músicas que são verdadeiros hinos de louvor  à vida e  um incentivo ao crescimento do Ser rumo ao progresso moral espiritual.
 
Estaremos vibrando por você querido amigo, rogando a Jesus te conceda desfrutar de um excelente retorno a nossa pátria verdadeira.
 
Aos seus familiares e aos queridos UMENISTAS, nossos sentimentos e um sincero e frateral abraço.
 
Francisco Rebouças

sábado, 22 de junho de 2013

I ENCONTRO DA FAMÍLIA ESPÍRITA - Winterthur/Suiça

Reserve esta data e participe!

I ENCONTRO DA FAMÍLIA ESPÍRITA
Winterthur, Suíça 2013

"Família: a base da construção de um futuro de Paz"

7 e 8 de setembro
sábado e domingo
Que tal vir se reunir em Winterthur, Suíça, num final de semana inteira, todos juntos, pais, mães, crianças, jovens, espíritas de toda a Europa para uma confraternização espírita?

O I EFE - Encontro da Família Espírita está sendo concebido para unir a familia espirita e envolvê-la no tema PAZ.
Esperamos contar com todos na participação e contribuição com esse Evento!
Faça já sua inscrição!!

Prazo de inscrição:
com hotel: até 31/julho/2013
com alimentação: até 30/agosto/2013

Info/Inscrições:
www.efe.dij.ceeak.ch
 
 
 
Francisco Rebouças

Clamor social: o clímax e a indiferença dos governantes

* Divaldo Franco
Quando as injustiças sociais atingem o clímax e a indiferença dos governantes pelo povo que estorcega nas amarras das necessidades diárias, sob o açodar dos conflitos íntimos e do sofrimento que se generaliza, nas culturas democráticas, as massas correm às ruas e às praças das cidades para apresentar o seu clamor, para exigir respeito, para que sejam cumpridas as promessas eleitoreiras que lhe foram feitas...
 
Já não é mais possível amordaçar as pessoas, oprimindo-as e ameaçando-as com os instrumentos da agressividade policial e da indiferença pelas suas dores.
 
O ser humano da atualidade encontra-se inquieto em toda parte, recorrendo ao direito de ser respeitado e de ter ensejo de viver com o mínimo de dignidade.
 
Não há mais lugar na cultura moderna, para o absurdo de governos arbitrários, nem da aplicação dos recursos que são arrancados do povo para extravagâncias disfarçadas de necessárias, enquanto a educação, a saúde, o trabalho são escassos ou colocados em plano inferior.
 
A utilização de estatísticas falsas, adaptadas aos interesses dos administradores, não consegue aplacar a fome, iluminar a ignorância, auxiliar na libertação das doenças, ampliar o leque de trabalho digno em vez do assistencialismo que mascara os sofrimentos e abre espaço para o clamor que hoje explode no País e em diversas cidades do mundo.
 
É lamentável, porém, que pessoas inescrupulosas, arruaceiras, que vivem a soldo da anarquia e do desrespeito, aproveitem-se desses nobres movimentos e os transformem em festival de destruição.
Que, para esses inconsequentes, sejam aplicadas as corrigendas previstas pelas leis, mas que se preservem os direitos do cidadão para reclamar justiça e apoio nas suas reivindicações.
 
O povo, quando clama em sofrimento, não silencia sua voz, senão quando atendidas as suas justas reivindicações. Nesse sentido, cabe aos jovens, os cidadãos do futuro, a iniciativa de invectivar contra as infames condutas... porém, em ordem e em paz.
 
* Divaldo Franco escreve às quintas-feiras, quinzenalmente
 
 
Francisco Rebouças

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Ultrapassamos a marca das 107.000 visitas!!!


Que alegria minha Gente!!!
Vejo com entusiasmo e contentamento nosso contador de visitas registrar a excelente marca das 107.000 visitas ao nosso Blog Espírita. Lembramos que sua instalação em nosso blog, se deu em 31/10/2009.
Cada dia mais me certifico de que nosso trabalho deve continuar tendo em primeiro lugar, o cuidado em manter o estudo sério e constante de nossa doutrina, e sua divulgação fundamentada no respeito à fidelidade exigida pelos Espíritos Superiores.
Foi com o apoio de vocês que conseguimos conquistar o espaço e o respeito que hoje desfrutamos no movimento espírita.

Somos por isso mesmo, gratos a Deus nosso Pai e criador, a Jesus nosso Mestre e Guia aos Amigos Espirituais, e a vocês queridos amigos, pelo êxito obtido até aqui.

Continuaremos cumprindo com fidelidade o compromisso assumido quando da criação deste Blog Espírita, de realizá-lo sempre alicerçado pela codificação do espiritismo, sem achismos ou modismos desnecessários e condenáveis sob todos os aspectos.

Faremos o que for possível para merecer sempre a confiança e a companhia de vocês amigos queridos, que são sem dúvida alguma, o nosso maior patrimônio e o combustível que nos motiva a trabalhar com alegria e com a segurança de quem caminha bem acompanhado.

Que Jesus nosso Mestre e Guia nos mantenha unidos e operosos, sob sua divina inspiração, hoje e sempre!
Nosso obrigado de coração!!!
Paz seja com todos!
Francisco Rebouças

Harmonização

Os amigos espirituais nos informam que o conceito de harmanização entendido pelos Espírito Superiores, pode ser resumido simplesmente em: "A Ordem controlada" 1. Informam também que cada criatura na função a que está destinada pela sbabedoria dos mentores que nos dirigem, pode desempenhar essa função.

Alertam-nos para que observemos a disciplina que precisamos exercitar no dia a dia, para melhor desempenhar com harmonia as atividades sob nossa responsabilidade, em nosso próprio benefício e do nosso semelhante, pois, ninguém conquistará a felicidade, sem que seu próximo também o seja.

Falam-nos do assunto ilustrando suas instruções fazendo algumas ilações, para que melhor assimilemos seus ensinos sobre o tema, comparando a harmonia como um grande conjunto orquestral, onde não se admite entregar sua regência a um principiante que apenas atravessasse o solfejo.

Sem essa providência, o concerto em pauta não se faria posssível, cabendo ao "maestro" a obrigação de suprimir a desarmonização capaz de estragar todo o trabalho, às vezes, de muitos anos de exercício e preparação.

A execução de uma peça determinada exigiriá, de cada figurante, a segurança que requer a função, e no lugar que lhe for próprio.

Assim, precisamos entender que somos almas endividadas à caminho da evolução espiritual, e que necessitamos aplicar de forma positiva os ensinamentos do Senhor, em proveito da implantação do bem à nossa volta, nas abençoadas ocasiões, com que a Providência Divina nos oportuniza na presente caminhada evolutiva.

O Espírita sincero, não ignora que é preciso trabalhar com dedicação e boa vontade, para que a mensagem do Mestre de Nazaré possa ser vivenciada por toda a humanidade a começar por nós mesmos, e estará convencido de que o Senhor lhe virá ao encontro para sustentá-lo nas suas boas resoluções.

"... Aquele que pode ser, com razão, qualificado de espírita verdadeiro e sincero, se acha em grau superior de adiantamento moral. O Espírito, que nele domina de modo mais completo a matéria, dá-lhe uma percepção mais clara do futuro; os princípios da Doutrina lhe fazem vibrar fibras que nos outros se conservam inertes. Em suma: é tocado no coração, pelo que inabalável se lhe torna a fé. Um é qual músico que alguns acordes bastam para comover, ao passo que outro apenas ouve sons. Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.

Enquanto um se contenta com o seu horizonte limitado, outro, que apreende alguma coisa de melhor, se esforça por desligar-se dele e sempre o consegue, se tem firme a vontade". 2

1) Livro Harmonização - Chico Xavier/Emmanuel.
2) O Evangelho Segundo o Espiritsmo - Cap XVII, item 4.

Francisco Rebouças

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Provas da existência de Deus


4. Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?

“Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.”

Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da Criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.
 
Fonte : O Livo dos Espíritos - FEB, 76a. Edição
 
 
Francisco Rebouças


Estudando o Espiritismo - ESE

 
Obediência e resignação
 
A doutrina de Jesus ensina, em todos os seus pontos, a obediência e a resignação, duas virtudes companheiras da doçura e muito ativas, se bem os homens erradamente as confundam com a negação do sentimento e da vontade. A obediência é o consentimento da razão; a resignação é o consentimento do coração, forças ativas ambas, porquanto carregam o fardo das provações que a revolta insensata deixa cair. O pusilânime não pode ser resignado, do mesmo modo que o orgulhoso e o egoísta não podem ser obedientes. Jesus foi a encarnação dessas virtudes que a antigüidade material desprezava. Ele veio no momento em que a sociedade romana perecia nos desfalecimentos da corrupção. Veio fazer que, no seio da Humanidade deprimida, brilhassem os triunfos do sacrifico e da renúncia carnal.
Cada época é marcada, assim, com o cunho da virtude ou do vício que a tem de salvar ou perder. A virtude da vossa geração é a atividade intelectual; seu vicio é a indiferença moral. Digo, apenas, atividade, porque o gênio se eleva de repente e descobre, por si só, horizontes que a multidão somente mais tarde verá, enquanto que a atividade é a reunião dos esforços de todos para atingir um fim menos brilhante, mas que prova a elevação intelectual de uma época. Submetei-vos à impulsão que vimos dar aos vossos espíritos; obedecei à grande lei do progresso, que é a palavra da vossa geração. Ai do espírito preguiçoso, ai daquele que cerra o seu entendimento! Ai dele! porquanto nós, que somos os guias da Humanidade em marcha, lhe aplicaremos o látego e lhe submeteremos a vontade rebelde, por meio da dupla ação do freio e da espora. Toda resistência orgulhosa terá de, cedo ou tarde, ser vencida. Bem-aventurados, no entanto, os que são brandos, pois prestarão dócil ouvido aos ensinos. — Lázaro. (Paris, 1863.)
Fonte: O Evangelho Segundo o Espiritismo - Cap. IX, item 8.

Francisco Rebouças

terça-feira, 18 de junho de 2013

O Espiritismo avança com galhardia!

 
Em toda parte, se realmente procurarmos com sinceridade encontrar pessoas sérias,  comprometidas com a mensagem cristã, através da doutrina espírita, certamente encontraremos.

Neste domingo dia 16/06/2013, estive visitando o grupo espírita The Espiritist Psychological Society aqui em Londres,  onde pude comprovar a dedicação de um grupo de confrades liderados pela presidente da instituição Evanize Maria Zwirtes, que com disciplina, perseverança, carinho e boa vontade, empanham-se em vivenciar e divulgar a mensagem espírita, nas terras da Rainha, o que me deu uma grande alegria e uma enorme emocão.


Pude participar dos estudos que são efetuados aos domingos e que assisto de casa pois, são transmitidos ao vivo pela Rede Amigo Espírita e pelo site da casa espírita que abaixo disponho para tantos quantos desejarem comprovar o que aqui estou afirmando, devendo para isso observar o fuso horário de 4 horas de diferênça, nesta época do ano.                                                         
http://www.spiritistps.org/br/a-sociedade/ e http://www.spiritistps.org/br/a-sociedade/

Aproveito a oportunidade para parabenizar a todos e desejar um futuro feliz e promissor para essa querida instituicão, composta de pessoas decididas a fazerem as coisas diferentemente da proposta equivocada divulgada e observada pela sociedade materialista.

Voltarei certamente domingo que vem e nos outros que me forem possíveis, para desfrutar de ambiante tão fraterno e acolhedor, ao lado desses amigos que tive a alegria de conhecer.

Um forte e carinhoso abraço, e que Jesus continue sendo o nosso Modelo e Guia, hoje e sempre.

 Francisco Rebouças

EM TI MESMO

Tens fé? Tem-na em ti mesmo, diante de Deus." — Paulo. (ROMANOS, capítulo 14, versículo 22.)
No mecanismo das realizações diárias, não é possível esquecer a criatura aquela expressão de confiança em si mesma, e que deve manter na esfera das obrigações que tem de cumprir à face de Deus.

Os que vivem na certeza das promessas divinas são os que guardam a fé no poder relativo que lhes foi confiado e, aumentando-o pelo próprio esforço, prosseguem nas edificações definitivas, com vistas à eternidade.

Os que, no entanto, permanecem desalentados quanto às suas possibilidades, esperando em promessas humanas, dão a idéia de fragmentos de cortiça, sem finalidade própria, ao sabor das águas, sem roteiro e sem ancoradouro.

Naturalmente, ninguém poderá viver na Terra sem confiar em alguém de seu círculo mais próximo; mas, a afeição, o laço amigo, o calor das dedicações elevadas não podem excluir a confiança em si mesmo, diante do Criador.

Na esfera de cada criatura, Deus pode tudo; não dispensa, porém, a cooperação, a vontade e a confiança do filho para realizar. Um pai que fizesse, mecanicamente, o quadro de felicidades dos seus descendentes, exterminaria, em cada um, as faculdades mais brilhantes.

Por que te manterás indeciso, se o Senhor te conferiu este ou aquele trabalho justo? Faze-o retamente, porque se Deus tem confiança em ti para alguma coisa, deves confiar em ti mesmo, diante dEle.

Livro: Caminho, Verdade e Vida
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Conferência Espírita em Caldas da Rainha

EQM CONFIRMA IMORTALIDADE – UM CASO RECENTE
EQM
Na sexta-feira, dia 21 de Junho de 2013, às 21H00, irá decorrer uma conferência espírita subordinada ao tema EQM CONFIRMA IMORTALIDADE – UM CASO RECENTE.
As experiências de quase morte são fonte de relatos que merecem um estudo sistematizado e profundo. Nesta palestra irá ser abordado um caso recente de EQM que confirma a imortalidade da alma.
Esta palestra terá lugar na sede do Centro de Cultura Espírita, no Bairro das Morenas, em Caldas da Rainha, na Rua Francisco Ramos, nº 34, r/c.
As entradas são livres e gratuitas.
 
 
Francisco Rebouças

Espiritismo, fonte de luz!

 
"Se Deus é por nós, quem será contra nós...". Romanos, 8/31.

É preciso se esteja atento para a correta compreensão das finalidades da doutrina espírita; como Consolador Prometido inicialmente consola; e consola esclarecendo. Em seguida, esclarece; e o faz consolando.

Por essa razão, se nos detivermos na análise da pergunta contida na Epístola de Paulo aos Romanos, utilizando-nos dos ensinamentos da doutrina espírita, responderemos imediatamente e sem pestanejar: contra nós, estarão nossas construções infelizes do passado, que hoje colhemos e que nos mantêm presos a sérios compromissos de reparação perante as sábias e imutáveis Leis do Universo.

A Doutrina Espírita é essencialmente educadora, e não deixa em momento algum nos faltar o sentido de responsabilidade que devemos assumir perante nossa atual situação de inferioridade e a conseqüente tomada de decisão que precisamos realizar na construção do nosso progresso moral-espiritual como Seres fadados à perfeição e à felicidade.

Esclarece-nos que, somente através do desenvolvimento das Virtudes Divinas, latentes no imo do nosso Ser e através do trabalho incessante no bem, poderemos reverter essa situação, e desde já, iniciar uma nova trajetória, construindo um futuro diferente do nosso presente, pois, se não nos é possível modificar o passado, poderemos sempre melhorar o porvir.

Esclarece-nos que as tribulações que hoje nos angustiam, são reflexos de decisões equivocadas que tomamos no ontem distante que estão de retorno exigindo reparação; quando nos instrui sobre lei de causa e efeito, nos mostra a lógica da Justiça Divina, nas relações familiares, sociais, profissionais etc., e todas as outras desditas de que hoje somos "vítimas", neste abençoado planeta de provas e expiações, com todos os ingredientes de punição dos quais nos fizemos merecedores, e que nada mais são do que benditas oportunidades de refazer de forma diferente e melhor o que negligenciamos outrora.

Ao mesmo tempo em que nos esclarece sobre nossas responsabilidades, abre-nos o entendimento para compreendermos que depende exclusivamente de cada um de nós, a decisão de continuar no mesmo caminho trilhado há milênios ou a decisão de procurar novos roteiros que nos conduzam no futuro a melhores paragens.

Assegura ainda, que a Terra passa por uma necessária e importante transformação, e que podemos com nosso esforço e dedicação, apressar o estabelecimento em nosso mundo do estado de Regeneração, garantindo para toda a sua população dias melhores que os de hoje, com mais harmonia e menos desentendimentos, pois, esse estado de regeneração chegará, cedo ou tarde, para tantos quanto fizerem por merecer.

Os ensinamentos do Mestre de Nazaré, contidos no seu Evangelho, é o perfeito roteiro que se bem utilizado, nos levará à necessária transformação moral, requisito indispensável ao Bom Cristão para a obtenção desse estado de paz e de felicidade, tão desejado por toda a humanidade.

Não podemos nos achar simplesmente sofredores, vítimas da "má sorte", como se não tivéssemos nenhuma responsabilidade pelos acontecimentos de nossas vidas, pois, bem nos esclarece a Doutrina Espírita, que Deus é perfeito, Bom e Justo, e o que é perfeito não comete equívocos; temos sim, é que assumir nossas responsabilidades, e marchar com nova disposição em busca da Pureza e da Perfeição que tanto almejamos, pois, somos espíritos em processo evolutivo, assumindo que ainda cometeremos muitos erros, mas procurando sempre acertar, caindo, e levantando, trabalhando na implantação do bem em nossas atitudes diárias, buscando vencer a batalha maior que é contra nós mesmos, resistindo às tentações que continuarão a nos buscar, procurando ter como fonte de toda e qualquer ação, as mensagens e os exemplos deixados por Jesus.

Tenhamos absoluta certeza, que dia virá em que nossos esforços serão recompensados, e que se fizermos por merecer a companhia e o amparo dos Celestes Emissários do Rabi da Galiléia, mais cedo conquistaremos esse estado de espírito que tanto nos inquieta, e que se fará sentir na paz da consciência tranqüila, e na certeza do dever retamente cumprido.

E para tanto, ouçamos o Espírito de Verdade quando nos chama a atenção para dois ensinamentos primorosos, para que possamos encontrar com segurança o caminho que nos levará à perfeição e à felicidade, quando no Evangelho Segundo o Espiritismo em seu Capítulo VI, nos diz: "Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo.

Bibliografia:                                                                     

Epístola de Paulo aos Romanos Cap. 8 vv. 31;
Kardec, Allan – O Evangelho Segundo o Espiritismo – FEB, 106ª edição , Cap. VI, item 5.

 Francisco Rebouças

sexta-feira, 14 de junho de 2013

A INFLUÊNCIA DO ESPIRITISMO

Emmanuel

A influência do Espiritismo, em verdade, à feição de movimento libertador das consciências, será precioso fator de evolução, em toda parte.

Na Ciência criará novos horizontes à glória do espírito.

Na filosofia, traçará princípios superiores ao avanço inelutável do progresso.

Na religião, estabelecerá supremos valores interpretativos, liberando a fé viva das sombras que a encarceram na estagnação e na ignorância.

Na justiça, descortinará novos rumos aos direitos humanos.

No trabalho, proporcionará justa configuração ao dever.

Nas artes, acenderá a inspiração da inteligência para os mais arrojados vôos ao país da beleza.

Na cultura, desabotoará novas fontes de Luz para a civilização fatigada e decadente.

Na política, plasmará nova conceituação para a responsabilidade nos patrimônios públicos.

Na legislação, instituirá o respeito substancial ao bem comum.

E, em todos os setores do crescimento terrestre, à frente do futuro, ensinará e levantará, construindo e consolando, com a verdade a nortear-lhe a marcha redentora.

Entretanto, somente no coração é que o Espiritismo pode realmente transformar a vida.

Não basta erguer-se o homem às novas experiências de natureza exterior sem bases no sentimento.

Civilizações múltiplas há surgindo no mundo, alcançando o apogeu e descendo de novo aos sepulcros de pós e cinza.

Conduzamos o coração às bênçãos da Doutrina Salvadora que abraçamos com o Cristo e, desse modo, a ressurreição da Terra, começando por dentro de nós, constituir-nos-á, no abençoado amanhã, o Paraíso conquistado para a nossa Alegria Perpétua em Perpétuo Esplendor.

Livro: A Verdade Responde
Chico Xavier/Emmanuel e André Luiz

Francisco Rebouças

quinta-feira, 13 de junho de 2013

A TAREFA DOS GUIAS ESPIRITUAIS

 
Os guias invisíveis do homem não poderão, de forma alguma, afastar as dificuldades materiais dos seus caminhos evolutivos sobre a face da Terra.

O Espaço está cheio de incógnitas para todos os Espíritos.
Se os encarnados sentem a existência de fluidos imponderáveis que ainda não podem compreender, os desencarnados estão marchando igualmente para a descoberta de outros segredos divinos que lhes preocupam a mente.
Quando falamos, portanto, da influência do Evangelho nas grandes questões sociológicas a atualidade, apontamos às criaturas o corpo de leis, pelas quais devem nortear as suas vidas no planeta. O chefe de determinados serviços recebe regulamentos necessários
dos seus superiores, que ele deverá pôr em prática na administração. Nossas atividades são de colaborar com os nossos irmãos no domínio do conhecimento desses códigos de justiça e de amor, a cuja base viverá a legislação do futuro. Os Espíritos não voltariam à Terra apenas para dizerem, aos seus companheiros, das beatitudes eternas nos planos divinos da imensidade. Todos os homens conhecem a fatalidade da morte e sabem que é inevitável a sua futura mudança para a vida espiritual. Todas as criaturas estão, assim, fadadas a conhecer aquilo que já conhecemos. Nossa palavra é para que a Terra vibre conosco nos ideais sublimes da fraternidade e da redenção espiritual. Se falamos dos mundos felizes, é para que o planeta terreno seja igualmente venturoso. Se dizemos do amor que enche a vida inteira da Criação Infinita, é para que o homem aprenda também a amar a vida e os seus semelhantes. Se discorremos acerca das condições aperfeiçoadas da existência em planos redimidos do Universo, é para que a Terra ponha em prática essas mesmas condições. Os códigos aplicados, em outras esferas mais adiantadas, baseados na solidariedade universal, deverão, por sua vez, merecer ai a atenção e os estudos precisos.
O orbe terreno não está alheio ao concerto universal de todos os sóis e de todas as esferas que povoam o Ilimitado; parte integrante da infinita comunidade dos mundos, a Terra conhecerá as alegrias perfeitas da harmonia da vida. E a vida é sempre amor, luz, criação, movimento e poder.
Os desvios e os excessos dos homens é que fizeram do vosso planeta a mansão triste das sombras e dos contrastes.
Fluidos misteriosos ligam a Deus todas as belezas da sua criação perfeita e inimitável. Os homens terão, portanto, o seu quinhão de felicidade imorredoura, quando estiverem integrados na harmonia com o seu Criador.
Os sóis mais remotos e mais distantes se unem ao vosso orbe de sombras, através de fluidos poderosos e intangíveis. Há uma lei de amor que reúne todas as esferas, no seio do éter universal, como existe essa força ignorada, de ordem moral, mantendo a coesão dos membros sociais, nas coletividades humanas. A Terra é, pois, componente da sociedade dos mundos. Assim como Marte ou Saturno já atingiram um estado mais avançado em conhecimentos, melhorando as condições de suas coletividades, o vosso orbe tem, igualmente, o dever de melhorar-se, avançando, pelo aperfeiçoamento das suas leis, para um estágio superior, no quadro universal.
Os homens, portanto, não devem permanecer embevecidos, diante das nossas descrições.
O essencial é meter mãos à obra, aperfeiçoando, cada qual, o seu próprio coração primeiramente, afinando-o com a lição de humildade e de amor do Evangelho, transformando em seguida os seus lares, as suas cidades e os seus países, a fim de que tudo na Terra respire a mesma felicidade e a mesma beleza dos orbes elevados, conforme as nossas narrativas do Infinito.
EMMANUEL
 
Livro:Emmanuel
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças


SAIBAMOS LEMBRAR


       “Lembrai-vos das minhas pri­sões.” — Paulo. (COLOSSENSES, CAPÍTULO 4, VERSÍCULO 18.) 

Nas infantilidades e irreflexões costumeiras, os crentes recordam apenas a luminosa auréola dos es­píritos santificados na Terra.

Supõem muitos encontrá-los, facilmente, além do túmulo, a fim de receber-lhes preciosas lembranças.

Não aguardam senão o céu, através de repouso brilhante na imensidade cósmica...

Quantos se lembrarão de Paulo tão-somente na glorificação? Entretanto, nesta observação aos co­lossenses, o grande apóstolo exorta os amigos a lhe rememorarem as prisões, como a dizer que os dis­cípulos não devem cristalizar o pensamento na ante­visão de facilidades celestes e, sim, refletir, seria­mente, no trabalho justo pela posse do reino divino.

A conquista da espiritualidade sublimada tem igualmente os seus caminhos. É indispensável per­corrê-los.

Antes de fixarmos a coroa resplandecente dos apóstolos fiéis, meditemos nos espinhos que lhes fe­riram a fronte.

Paulo conseguiu atingir as culminâncias, entre­tanto, quantos golpes de açoite, pedradas e ironias suportou, adaptando-se aos ensinamentos do Cristo, em escalando a montanha!...

— Não mires, apenas, a superioridade manifesta daqueles a quem consagras admiração e respeito. Não te esqueças de imitá-los afeiçoando-te aos ser­viços sacrificiais a que se devotaram para alcançar os divinos fins.

Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças

terça-feira, 11 de junho de 2013

INDUÇÃO E AÇÃO


Emmanuel 

Entendendo a nossa condição de espíritos imortais, é justo se te peça  tolerância e paciência, diante dos companheiros que a vida te confiou à  direção e à intimidade.

Não é unicamente a noção por certos prejuízos que se fazem suscetíveis de conduzir uma criatura ao desequilíbrio ou a auto-destruição. A nossa possível atitude condenatória, em muitos casos, é o fator desencadeante que  a impele par a loucura ou para o suicídio. 

Em vista, se consegues discernir os riscos em que se encontram  determinados irmãos, usa a caridade do entendimento para com eles, a fim de  que não venhas a precipitá-los em riscos maiores. 

Se pessoas estimáveis caíram em erro, não lhes aumentes o peso da culpa, destacando-lhes esse ou aquele gesto infeliz.

Aos enfermos não te dirijas, comentando-lhes os males, para que esses mesmos males não lhes cresçam na imaginação.

A frase de tristeza para os tristes é mais um toque de sombra, ampliando-lhes a angústia.

Perante os aflitos, não apresentes esse ou aquele quadro de inquietação, capaz de impulsioná-los ao desespero.

Recorda que toda conversação está carregada de poder criativo.

Usa o verbo para o bem e faze com ele a felicidade de quantos te compartilham a vida. 

Não é apenas o mal que praticamos aquele que se nos debita nas contas cármicas a pagar, mas igualmente, aqueles outros males que sugerimos ao próximo, impelindo os semelhantes à faltas determinadas pela nossa capacidade de criar imagens nos cérebros alheios com pincel de nossos  apontamentos e com as nossas tintas de indução.
 
Livro: Amigo
Chico Xavier/Emmanuel
 
Francisco Rebouças

...O ENTENDIMENTO QUE NOS ALERTA...

                                                                                   Flávia Canzi Biondi
Nascimento: 20.06.1970
Desencarne: 06.07.1972
Parentesco: Filha 
Em tarde de Autógrafos realizada pelo GRUPO ESPIRITA EMMANUEL, em São Bernardo do Campo, tomei conhecimento através de noticiários, que Francisco Cândido Xavier estaria autografando seus livros. 
Apesar de frequentar esporadicamente algumas reuniões em Centros Espíritas, nunca tive a oportunidade de vê-lo e falar-lhe. 
Suscitou-me, então, vontade de conhecê-lo e dirigi-me ao local de autógrafos. Em vista da grande afluência de pessoas, as tarefas adentravam à madrugada. Quando pude cumprimentar Chico Xavier, impressionei-me. Aquele homem tinha o poder de transmitir aos presentes muita serenidade e muito amor,o que presenciava preenchia meu coração de alegria. Fiquei até o final, que se prolongou até as seis horas do dia seguinte. 
Depois disso, interessei-me e procurava saber, dentro do meio espírita, onde Chico Xavier daria novas tardes de autógrafos. Algum tempo depois, quando passávamos nossas férias em Santos, minha filha Flavia Canzi Biondi, subitamente, desencarnara em consequência de pneumonia. Ficamos numa situação dolorosa. 
Minha esposa, inconformada, sofria muito. Aflito, procurei por todos os meios encontrar algum lenitivo que amenizasse a sua dor. 
Uma amiga, a senhora Irene Buzon, convidou Margarida, minha esposa, a tomar alguns passes no Centro Espírita Irmã Clara, onde pode conhecer alguns momentos de paz. Passamos a frequentar essa casa de oração e, estreitando amizade com o dirigente da mesma, senhor Túlio Agnelli, recebemos seu amável convite para visitar Chico Xavier, pois Túlio mantinha com o médium profundas relações de amizade. 
Desse momento em diante, posso dizer, meu intimo começou a cobrar-me.
Margarida, um pouco mais refeita e serena, incentivou-me bastante. Assim, acabamos viajando para Uberaba.
A caminho do Centro, desconhecendo tudo e a todos, escorava-me nas informações de Túlio, pois esse amigo sabia como se desenvolviam aquelas tarefas.
Sem ter qualquer contato com o Chico, já no Centro, fui chamado pelo nome, o que me surpreendeu muito. Estava sendo convidado a fazer parte da mesa.
Minha aflição era tanta, que nem atinei ao chamado. Precisou que viessem buscar-me. Mesmo assim, não tive condições de contatar com Chico.
Uma multidão o rodeava. Na oportunidade, distribuíram-se alimentos aos irmãos carecedores de ajuda. Um canal de televisão fazia reportagem de cobertura. 
A reunião continuava. Chico encontrava-se no receituário. Minha ânsia era incontida. Minhas mãos e pernas estavam tremulas. Não sabia o que fazer. 
Levava comigo foto de minha filha e conversava com o seu retrato. Terminado o receituário, aquele povo todo acercou-se do Chico. Eu achava que não teria possibilidade de falar-lhe. Estava numa condição bem egoísta, querendo resolver somente o meu problema. Uma senhora, frequentadora daquelas reuniões, dona Yolanda Cezar, percebendo o meu desespero sugeriu-me que apanhasse uma pequena vitrola que estava sobre a mesa e levasse para perto do Chico. Foi assim que consegui aproximar-me dele. 
Imediatamente, dei-lhe a foto de minha filha e expus alguma coisa, quase nada, pelo meu descontrole e segundo, por todo aquele  grande numero de pessoas desejoso de ouvir-lhe. 
Chico percebeu, olhou-me com muita ternura e enviou um recado confortador no verso da fotografia. Aquelas palavras pareciam mágicas, acalmaram-me e retornei mais tranquilo. Margarida, ansiosa, esperava-me. 
Ao receber a foto com o bilhete, chorava e sorria de felicidade. Aconteceram outras viagens e, numa delas houve um fato interessante. Um senhor, para minha surpresa, me agradecia pela execução do trabalho de mensagens de seu filho. Chamava-me de Rubens e continuava agradecendo. Estranhei tudo aquilo. 
Quando terminou, disse-lhe que não era a pessoa que ele pensava. Desculpou-se e voltou para junto de seu pessoal.
Mais tarde tornamos a nos encontrar, mas desta vez, num abraço de felicidade, pois seu filho, ao transmitir sua mensagem, trazia um recado de Flavinha. 
Intrigado e curioso, o senhor Wady Abrahão, este é o seu nome, não entendia como podia ter havido aquela confusão conosco. Pediu ao Chico que nos esclarecesse. Este respondeu: “Wadyzinho estava ao seu lado, juntamente com a filha do Pedro e, quando ele passava, ela vendo-o, foi ao encontro do pai. Seu filho a acompanhou, levando-o consigo” Me perdoem, prezados leitores, mas abaixo transcrevo o bilhete de minha filha, que está inserido no contexto do livro “Somos Seis” da Editora GEEM. 
“Temos aqui uma companheirinha que nos recomenda transmitir muito carinho e saudade ao papai, nosso irmão Pedro Biondi. É a nossa Flavinha cuja solicitação devo satisfazer, embora sejam muitos os nossos amigos daqui desejosos de se fazerem notados” Fizemos mais viagens e com a graça de Deus, em 19.09.1975, Flavinha trouxe-me sua mensagem. 
Estava conversando com alguns amigos, quando Chico voltava do receituário para a continuidade dos trabalhos. Naquele momento, meu coração calçado na esperança e choroso na saudade, revigorava-se e forçava-me nas preces rogar a Deus a mensagem de minha filha. 
Margarida, nos seus afazeres do lar, não pode acompanhar-me. Viajei com o Sr. José Gonçalves. Todos os que acompanham o trabalho maravilhoso da Casa Transitória de São Paulo, sabem de quem falamos. 
Dando continuidade às tarefas, Chico psicografava. Quando acabou, o Sr. Weker Batista, que acompanha os trabalhos com Chico, chamou-me para que ouvisse a mensagem. Nesse momento, corria em minhas faces as lagrimas de um pai, que exteriorizava todo o carinho contido no coração inundado de saudade. 
Lembrava-me de Margarida. Imaginava a sua felicidade quando lhe chegassem aquelas notas sonoras que vinha aos meus ouvidos como hinos de amor e paz. 
Estava perplexo. Flavinha discorria na apresentação de cada familiar, como se estivessem ali, desfilando em passarela. Eram seus avós, suas irmãs, minha mãe que desencarnara em 1950 e amigos outros.
Não sabia como agradecer ao Chico. Abraçava-o num transporte de jubilo imenso. Em vista disso, Margarida fortaleceu-se ainda mais, e eu, por minha vez, compreendi: ”Minha filha está conosco e com mamãe que a amparou no seu desencarne”. Hoje, a certeza faz-me levar conforto a outros irmãos que sofrem o que já sofremos. 
Sentimos saudade, é lógico. Lembramos os momentos felizes passados juntos e sua imagem está gravada em nossos corações.
Mas acima de tudo, agradecemos a Deus pela dádiva que nos concedeu pelas mãos de Francisco Cândido Xavier. 
Esse homem, podemos dizer assim, pois hoje o conhecemos e sabemos de sua modéstia, do seu amor e sua humildade, nos orienta, trouxe para os nossos dias o entendimento que nos alerta, nos clareia a visão para a vida futura. 
É Francisco Cândido Xavier, que num programa de Televisão, há algum tempo atrás, cativou, emocionou e deu nova roupagem ao conteúdo às vezes depauperado pela nossa ignorância nos assuntos de Deus. 
É a esse médium, que devemos reverenciar neste ano de 1977, com o calor do nosso carinho. Nestas paginas, certamente, você leitor amigo estará tirando suas conclusões com o livre arbítrio que nos foi legado por Deus, de que, quem amou seu semelhante, que trabalhou para seu semelhante e que exemplificou para seu semelhante, nestes 50 anos merece ou não nosso carinho e amizade. 
Livro Amor e Luz
Psicografia Chico Xavier/Pedro Biondi
Francisco Rebouças