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quinta-feira, 13 de junho de 2013

SAIBAMOS LEMBRAR


       “Lembrai-vos das minhas pri­sões.” — Paulo. (COLOSSENSES, CAPÍTULO 4, VERSÍCULO 18.) 

Nas infantilidades e irreflexões costumeiras, os crentes recordam apenas a luminosa auréola dos es­píritos santificados na Terra.

Supõem muitos encontrá-los, facilmente, além do túmulo, a fim de receber-lhes preciosas lembranças.

Não aguardam senão o céu, através de repouso brilhante na imensidade cósmica...

Quantos se lembrarão de Paulo tão-somente na glorificação? Entretanto, nesta observação aos co­lossenses, o grande apóstolo exorta os amigos a lhe rememorarem as prisões, como a dizer que os dis­cípulos não devem cristalizar o pensamento na ante­visão de facilidades celestes e, sim, refletir, seria­mente, no trabalho justo pela posse do reino divino.

A conquista da espiritualidade sublimada tem igualmente os seus caminhos. É indispensável per­corrê-los.

Antes de fixarmos a coroa resplandecente dos apóstolos fiéis, meditemos nos espinhos que lhes fe­riram a fronte.

Paulo conseguiu atingir as culminâncias, entre­tanto, quantos golpes de açoite, pedradas e ironias suportou, adaptando-se aos ensinamentos do Cristo, em escalando a montanha!...

— Não mires, apenas, a superioridade manifesta daqueles a quem consagras admiração e respeito. Não te esqueças de imitá-los afeiçoando-te aos ser­viços sacrificiais a que se devotaram para alcançar os divinos fins.

Livro: Pão Nosso
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco Rebouças