Solidarity Spiritist Societ

terça-feira, 30 de abril de 2019

Estudando a doutrina espírita

Estimados irmãos, sem arrogância, presunção, opinião preconcebida, achismos, modismos, repetitismos... etc. Vamos estudar com atenção nossa doutrina? 

27. Há então dois elementos gerais do Universo: a matéria e o Espírito?
“Sim e acima de tudo Deus, o criador, o pai de todas as coisas. Deus, espírito e matéria constituem o princípio de tudo o que existe, a trindade universal. Mas ao elemento material se tem que juntar o fluido universal, que desempenha o papel de intermediário entre o Espírito e a matéria propriamente dita, por demais grosseira para que o Espírito possa exercer ação sobre ela. Embora, de certo ponto de vista, seja lícito classificá-lo com o elemento material, ele se distingue deste por propriedades especiais. Se o fluido universal fosse positivamente matéria, razão não haveria para que também o Espírito não o fosse. Está colocado entre o Espírito e a matéria; é fluido, como a matéria, e suscetível, pelas suas inumeráveis combinações com esta e sob a ação do Espírito, de produzir a infinita variedade das coisas de que apenas conheceis uma parte mínima. Esse fluido universal, ou primitivo, ou elementar, sendo o agente de que o Espírito se utiliza, é o princípio sem o qual a matéria estaria em perpétuo estado de divisão e nunca adquiriria as qualidades que a gravidade lhe dá.”
Fonte: O Livro dos Espíritos – FEB, 77ª edição.

Francisco Rebouças


Sobre o Perispírito
186. Haverá mundos onde o Espírito, deixando de revestir corpos materiais, só tenha por envoltório o perispírito?
“Há e mesmo esse envoltório se torna tão etéreo que para vós é como se não existisse. Esse o estado dos Espíritos puros.”
a) - Parece resultar daí que, entre o estado correspondente às últimas encarnações e o de Espírito puro, não há linha divisória perfeitamente demarcada; não?
“Semelhante demarcação não existe. A diferença entre um e outro estado se vai apagando pouco a pouco e acaba por ser imperceptível, tal qual se dá com a noite às primeiras claridades do alvorecer.”
Livro dos Espíritos, questão 186.
55. Hão dito que o Espírito é uma chama, uma centelha. Isto se deve entender com relação ao Espírito propriamente dito, como princípio intelectual e moral, a que se não poderia atribuir forma determinada. Mas, qualquer que seja o grau em que se encontre, o Espírito está sempre revestido de um envoltório, ou perispírito, cuja natureza se eteriza, à medida que ele se depura e eleva na hierarquia espiritual. De sorte que, para nós, a ideia de forma é inseparável da de Espírito e não concebemos uma sem a outra. O perispírito faz, portanto, parte integrante do Espírito, como o corpo o faz do homem. Porém, o perispírito, só por só, não é o Espírito, do mesmo modo que só o corpo não constitui o homem, porquanto o perispírito não pensa.
Ele é para o Espírito o que o corpo é para o homem: o agente ou instrumento de sua ação.
Livro dos Médiuns – 2ª parte, Cap. I, Item 55.

(Minhas modestas conclusões: Como pode um Espírito Puro ser Revestido de um Perispírito com qualquer tipo de matéria, pois que já se encontra completamente desmaterializado?).

Francisco Rebouças

domingo, 28 de abril de 2019

CULTO DOMÉSTICO

Quando o culto do Evangelho

Brilha no centro do lar,
A luta de cada dia
Começa a santificar.

Onde a língua tresloucada
Dilacera e calunia,
Brotam flores luminosas
De sacrossanta alegria.

No lugar em que a mentira
Faz guerra de incompreensão,
A verdade estabelece
O império de amor cristão.

Onde a ira ruge e morde,
Qual rude e invisível fera,
Surge o silêncio amoroso
Que entende, respeita e espera.

A mente dos aprendizes
Bebe luz, em pleno ar.
Todos disputam contentes
A glória de auxiliar.

A bênção do culto aberto,
Na divina diretriz,
Conversa Jesus com todos
E a casa vive feliz.

Quem traz a igreja consigo,
Combatendo a treva e o mal,
Encontra a porta sublime
Do Reino Celestial.

Livro: Gotas de Luz
Chico Xavier/Casimiro Cunha

Francisco Rebouças

sábado, 27 de abril de 2019

Criança é o nosso futuro


A criança não é somente um ser em formação, é em verdade, um universo individualizado, um somatório de valores acumulados nos milênios de experiências que vivenciou ao longo de sua caminhada evolutiva. Cabe aos pais e educadores o dever de observar suas tendências e particularidades, para bem desempenharem a responsabilidade que assumiram perante a Sabedoria Universal, de bem conduzi-las orientando-as ao encontrarem do bem da paz e do amor.
Francisco Rebouças

29 - DEFESA DA VERDADE


Companheiros inúmeros asseveram que os postulados ensinados pelo Espiritismo sendo a verdade, não precisam de defesa. Criaturas comodistas, não obstante bondosas, acrescentam que sendo a caridade a base em que repousa a Terceira Revelação, não se deve chocar, incomodar ou advertir a ninguém. A verdade, — afirmam, — fala por si, não necessita de pessoas que lhe esposem a causa. Entretanto, vejamos dois dos grandes princípios que dignificam a vida: Educação — Todos sabemos que a educação é realidade inconteste, mas, por isso, não deixa de ter escolas, programas, compêndios, professores e especialistas dinamizando o ensino, sem o que a ignorância contaria com o seu império de sombras consolidado na Terra. Justiça — A justiça existe por si, no entanto, por essa razão, não dispensa tribunais, legislações, juizes e advogados que lhe administrem os recursos sem o que o mundo jamais sairia da animalidade e da delinquência. Certamente que um orientador ou um magistrado não transmitem a instrução e nem aplicam a lei, à força de golpes ou a golpes de força, mas se prevalecem da força moral de que dispõem para ensinar e corrigir, clarear e reajustar. Assim também a verdade na Doutrina Espírita Não raro, aqui e ali, repontam obscuridades e enganos que, se acalentados, criam raízes de erros, estabelecendo prejuízos incalculáveis nos domínios do sentimento; de outras vezes, idolatria e trama artificiosa se levantam, com meloso enredo, ameaçando edificações morais de elevado alcance, a carrearem absurdidades e discórdias, através de mesuras e ardis. Ninguém precisa ferir ou impor nesse ou naquele ponto da sustentação doutrinária, mas o espírita tem a obrigação de estudar e refletir, assegurar a limpidez dos ensinos que abraça e garantir-lhes a difusão clara nos alicerces do discernimento e da lógica, sem o que as consciências humanas, mesmo as que estejam sob os rótulos do Espiritismo, continuarão adstritas ao fanatismo e à superstição. Não nos cansemos, pois, de trabalhar e servir mas sem deixar de raciocinar e esclarecer.
Livro: Sol nas Almas - Cap. 29
Waldo Vieira/André Luiz


Francusco Rebouças

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Estudando a doutrina espírita


7. Nenhuma crença religiosa, por lhes ser contrária, pode infirmar os fatos que a Ciência comprova de modo peremptório.
Não pode a religião deixar de ganhar em autoridade acompanhando o progresso dos conhecimentos científicos, como não pode deixar de perder, se se conservar retardatária, ou a protestar contra esses mesmos conhecimentos em nome dos seus dogmas, visto que nenhum dogma poderá prevalecer contra as leis da Natureza, ou anulá-las. Um dogma que se funde na negação de uma lei da Natureza não pode exprimir a verdade.
O Espiritismo, que se funda no conhecimento de leis até agora incompreendidas, não vem destruir os fatos religiosos, porém sancioná-los, dando-lhes uma explicação racional. Vem destruir apenas as falsas consequências que deles foram deduzidas, em virtude da ignorância daquelas leis, ou de as terem interpretado erradamente.

8. A ignorância das leis da Natureza, com o levar o homem a procurar causas fantásticas para fenômenos que ele não compreende, é a origem das ideias supersticiosas, algumas das quais são devidas aos fenômenos espíritas mal compreendidos.
O conhecimento das leis que regem os fenômenos destrói essas ideias supersticiosas, encaminhando as coisas para a realidade e demonstrando, com relação a elas, o limite do possível e do impossível.

Fonte: Obras Póstumas – Manifestações dos Espíritos.


Francisco Rebouças

quinta-feira, 18 de abril de 2019

Vida Feliz

XIII

Confia sempre na ajuda divina.
Quando te sentires sitiado, sem qualquer possibilidade de liberação, o socorro te chegará de Deus.
Nunca duvides da paternidade celeste.
Deus vela por ti, e te ajuda, nem sempre como queres, porém, da melhor forma para a tua real felicidade.
Às vezes, tens a impressão de que o auxílio superior não virá ou chegará tarde demais.
Passado o momento grave, constatarás que o recebeste alguns minutos antes, caso tenhas perseverado à sua espera.

Livro: Vida Feliz
Divaldo Franco/Joanna de Ângelis

Francisco Rebouças

terça-feira, 16 de abril de 2019

A HORA VAZIA


André Luiz
Quando as mãos repousam, a mente é defrontada pelo problema da hora vazia.
Se você procura a integração com o Divino Mestre, aprenda a utilizá-la.
Pense no irmão enfermo que reclama Socorro espiritual e auxilie-o com as suas vibrações de carinho, se as circunstâncias lhe não favorecem a visita pessoal.
Plante uma árvore benfeitora.
Busque a companhia do livro edificante e tente fixar-lhe as lições.
Tome um lápis e faça anotações que lhe sirvam à memória ou escreva alguma frase consoladora que possa contribuir na sementeira de reconforto e bom ânimo.
Aproveite o ensejo para uma palestra em que você coopere na ressurreição do companheiro que caiu em desalento.
Comente a grandeza do bem, evitando, no entanto, o diapasão do discurso solene, a fim de que você alcance a intimidade dos ouvintes e consiga renová-los.
Medite, à frente da Natureza que oferece espetáculos prodigiosos da Sabedoria Divina, desde a casa minúscula da formiga até o firmamento cravejado de estrelas, recolhendo no imo do ser a essência imperceptível da instrução celestial.
Fixe a atenção em tudo o que seja útil e nobre, bom e belo, e não se desvie, porque no repouso dos braços, quando chega o problema da hora vazia, os semeadores do mal encontram larga oportunidade ao plantio da discórdia e da incompreensão, junto do qual, você, imperceptivelmente, começará perdendo o tempo, complicando as próprias lutas e sombreando o caminho terrestre, para depois perder inutilmente a própria vida.

Livro: Irmãos Unidos.
Chico Xavier/André Luiz

Francisco Rebouças

sábado, 13 de abril de 2019

AGRADECIMENTOS

A Jesus
Permiti Senhor que eu possa iniciar as folhas deste “Diário de Bênçãos” e que Mãe Maria de Nazaré me oriente.
Aos Benfeitores e Amigos Espirituais Rogo proteção.
A você Chico Xavier
A quem cheguei um dia, desesperada, cega pela dor, hoje agradeço a luz que se fez em minha mente, pelas palavras confortadoras de sua mediunidade que nos garante a certeza de que existe vida além da morte do corpo, de que Cristiane vive, assim como os entes queridos que partiram.
Jesus o abençoe sempre.
A vocês Mães...
Jovens ou velhinhas, ricas ou pobres, casadas ou solteiras, todas... mães. A vocês, este apelo.
Amem seus filhos... no ventre... na vida... na morte.
Não os impeçam de nascerem, não os acorrentem enquanto aqui estiverem, não os estristeçam ao partirem. Chorem sem revolta.
Saudades... transforme em sorrisos, distribuindo-os a quem sofre.
Convertam suas lágrimas em alimento aos necessitados. Ajudando, seremos ajudados.
Trabalhar na paz é ter a paz.
A vocês Luís, meu marido e meus filhos Deus os abençoe pela paciência, coragem e o sofrer Calado, vocês, meus heróis.
Embora não espíritas, não impediram que eu buscasse Conforto nesta doutrina maravilhosa.
Sei, ainda, como eu, que fitam o céu, procurando uma resposta no infinito.
Creiam no pensamento preferido de Cris.
“Onde houver uma estrela brilhando, ali eu estarei”.
A você Cris...
Meu pensamento para que Jesus a abençoe sempre.
Cristiane
Menina meiga, de cabelos loiros, assim é você minha pequena.
Seus olhos esverdeados exprimem tão bem, as ondas do mar em dias de calma.
Deus quando fez você, minha ilha, deu tudo de belo que havia no céu.
A luz das estrelas...
O sorriso dos anjos...
A meiguice da Lua.
Deu para mim o sonho mais lindo.
Que fosse possível em dia sonhar...
E eu lhe disse:
- A vida é bela e a infância é mais.
Viva... sorria...
Mas chorar...
Não quero vê-la jamais.
Mamãe

Livro: Diário de Bênçãos
Chico Xavier/Cristiane
Francisco Rebouças

terça-feira, 9 de abril de 2019

Doutrina Espírita fé raciocinada



21. A encarnação dos Espíritos está nas leis da Natureza; é necessária ao adiantamento deles e à execução das obras de Deus. Pelo trabalho, que a existência corpórea lhes impõe, eles aperfeiçoam a inteligência e adquirem, cumprindo a lei de Deus, os méritos que os conduzirão à felicidade eterna.
Daí resulta que, concorrendo para a obra geral da criação, os Espíritos trabalham pelo seu próprio progresso.
22. O aperfeiçoamento do Espírito é fruto do seu próprio labor; ele avança na razão da sua maior ou menor atividade ou da sua boa vontade em adquirir as qualidades que lhe falecem.
23. Não podendo o Espírito, numa só existência, adquirir todas as qualidades morais e intelectuais que hão de conduzi-lo à meta, ele chega a essa aquisição por meio de uma série de existências, em cada uma das quais dá alguns passos para a frente na senda do progresso e se escoima de algumas imperfeições.
Fonte: Obras Póstumas – Profissão de Fá Raciocinada.


Francisco Rebouças

sexta-feira, 5 de abril de 2019

HUMANIZAÇÃO

Hostilidade, aversão, desafeto, ressentimento: semelhantes palavras assinalam estados evolutivos nos quais se fixam, transitoriamente, milhões de criaturas.

Os antagonismos entre as pessoas, na essência, expressam atritos, nos quais se lhe embatem as forças de envoltório, das quais, por fim, se desvencilham com o tempo, de modo a adquirirem os recursos de elevação que lhes patrocinam a transferência para as Esferas Superiores.

A imagem mais adequada ao esclarecimento do assunto, temo-la, mais particularmente, na atualidade, nos foguetes fabricados pelo homem, destinados à pesquisa do Espaço Cósmico.
À medida que alcançam as alturas, os engenhos dessa espécie se desfazem de cápsulas diversas, conquistando leveza e libertação para transitarem sem maiores empeços, à distância do centro de gravitação que os atrai.
Erguendo-se o Plano Físico por região, na qual ainda preponderam os impulsos animais de egoísmo e auto-defesa, quantos se liberam de semelhantes impedimentos se projetam nos altos domínios da compreensão, penetrando outros campos relacionados com a Cúpula do Universo.
Eis porque atingindo a própria humanização, a criatura deixa de conhecer adversários para encontrar unicamente irmãos em qualquer clima evolutivo.

Esforcemo-nos, assim, ao máximo, para entender acima de julgar e, pouco a pouco, o conceito de inimigos se nos afastará da mente, porquanto, ainda mesmo nos companheiros que se empenhem a ferir-nos, identificaremos candidatos ao remédio e à piedade e por eles trabalharemos a fim de que o bem nos favoreça, com a dedicação de quem se auxilia, auxiliando aos próprios irmãos.

Livro: Conveniência
Chico Xavier/Emmanuel

Francisco rebouças

segunda-feira, 1 de abril de 2019

Estudando a mediunidade...


9 – Prudência nas revelações mediúnicas

P – Nem tudo o que você recebe dos Espíritos é transmitido às criaturas humanas. Se for exata esta suposição, qual é o motivo?
R – O médium, na Doutrina Espírita, à medida que se conscientiza nas tarefas que desempenha, aprende com os Espíritos Amigos que só interessa o bem das criaturas e que o mal não merece consideração, a não ser aqueles que nos levam a extirpá-lo com espírito de amor. Por isso tarefa mediúnica inclui a triagem necessária dos assuntos a serem comunicados, para que o bem seja sustentado entre nós. O médium responsável é semelhante aos guarda-chuvas da ferrovia: deve ter cuidado na passagem dos comboios evitando qualquer desastre. No caso é a passagem ou a filtragem das ideias.

Livro: Encontros no Tempo
Chico Xavier/Espíritos Diversos.

Francisco Rebouças

O Espiritismo prova a existência da alma.


Provam a existência da alma os atos inteligentes do homem, por isso que eles hão de ter uma causa inteligente e não uma causa inerte. Que ela independe da matéria está demonstrado de modo patente pelos fenômenos espíritas que a mostram agindo por si mesma e o está, sobretudo, pelo seu insulamento durante a vida, o que lhe permite manifestar-se, pensar e agir sem o corpo.
Pode-se dizer que, se a química separou os elementos da água; se, dessa maneira, pôs a descoberto as propriedades desses elementos e se pode, à sua vontade, fazer e desfazer um corpo composto, o Espiritismo, igualmente, pode isolar os dois elementos constitutivos do homem: o Espírito e a matéria, a alma e o corpo, separá-los e reuni-los à vontade, o que não deixa dúvida sobre a independência de uma e outro.

Fonte: Obras póstumas.
Primeira parte – Profissão de fé espírita raciocinada, item 7.


Francisco Rebouças