André
Luiz
Quando
as mãos repousam, a mente é defrontada pelo problema da hora vazia.
Se
você procura a integração com o Divino Mestre, aprenda a utilizá-la.
Pense
no irmão enfermo que reclama Socorro espiritual e auxilie-o com as suas
vibrações de carinho, se as circunstâncias lhe não favorecem a visita pessoal.
Plante
uma árvore benfeitora.
Busque
a companhia do livro edificante e tente fixar-lhe as lições.
Tome
um lápis e faça anotações que lhe sirvam à memória ou escreva alguma frase consoladora
que possa contribuir na sementeira de reconforto e bom ânimo.
Aproveite
o ensejo para uma palestra em que você coopere na ressurreição do companheiro que
caiu em desalento.
Comente
a grandeza do bem, evitando, no entanto, o diapasão do discurso solene, a fim de
que você alcance a intimidade dos ouvintes e consiga renová-los.
Medite,
à frente da Natureza que oferece espetáculos prodigiosos da Sabedoria Divina, desde
a casa minúscula da formiga até o firmamento cravejado de estrelas, recolhendo
no imo do ser a essência imperceptível da instrução celestial.
Fixe
a atenção em tudo o que seja útil e nobre, bom e belo, e não se desvie, porque
no repouso dos braços, quando chega o problema da hora vazia, os semeadores do
mal encontram larga oportunidade ao plantio da discórdia e da incompreensão,
junto do qual, você, imperceptivelmente, começará perdendo o tempo, complicando
as próprias lutas e sombreando o caminho terrestre, para depois perder
inutilmente a própria vida.
Livro:
Irmãos Unidos.
Chico
Xavier/André Luiz
Francisco
Rebouças