21. A
encarnação dos Espíritos está nas leis da Natureza; é necessária ao
adiantamento deles e à execução das obras de Deus. Pelo trabalho, que a
existência corpórea lhes impõe, eles aperfeiçoam a inteligência e adquirem,
cumprindo a lei de Deus, os méritos que os conduzirão à felicidade eterna.
Daí resulta que,
concorrendo para a obra geral da criação, os Espíritos trabalham pelo seu
próprio progresso.
22. O
aperfeiçoamento do Espírito é fruto do seu próprio labor; ele avança na razão
da sua maior ou menor atividade ou da sua boa vontade em adquirir as qualidades
que lhe falecem.
23. Não
podendo o Espírito, numa só existência, adquirir todas as qualidades morais e
intelectuais que hão de conduzi-lo à meta, ele chega a essa aquisição por meio de
uma série de existências, em cada uma das quais dá alguns passos para a frente
na senda do progresso e se escoima de algumas imperfeições.
Fonte: Obras Póstumas – Profissão de Fá Raciocinada.
Francisco Rebouças
